Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:09 h

Articulação | 30/12/2010 - 08:22

Governador puxa deputados para equipe; 4 suplentes assumem na AL

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Ondanir Bortolini, o Nininho, Emanuel Pinheiro, Gilmar Fabris e Luizinho Magalhães vão atuar como deputados

   Quatro candidatos que ficaram na suplência vão ocupar cadeiras na Assembleia por praticamente quatro anos. Isso será possível graças à "generosidade" e à política de coalizão junto aos partidos e às lideranças políticas adotada pelo governador Silval Barbosa, algo nunca visto no Palácio Paiaguás nos últimos 24 anos.

    O peemedebista "puxou" para o primeiro escalão quatro deputados estaduais eleitos e/ou reeleitos: Teté Bezerra (PMDB), João Malheiros (PR), José Domingos (DEM) e Antonio Azambuja (PP). Com isso, permite com que os suplentes Ondanir Bortolini, o Nininho, e Emanuel Pinheiro (ambos do PR), Gilmar Fabris (DEM) e Luizinho Magalhães (PP) assumam, já em fevereiro, vagas no Legislativo mato-grossense. Além disso, o governador está levando também para o staff os deputados federais progressistas Pedro Henry, que conduzirá a Saúde, e Eliene Lima, novo secretário de Ciência e Tecnologia. Assim, abre vaga na Câmara para Roberto Dorner e Neri Geller.

   A coligação PT/PMDB/PR conquistou 11 vagas na AL. Com o licenciamento da peemedebista Teté para assumir a pasta do Desenvolvimento do Turismo e do republicano Malheiros para a Cultura, assumem, respectivamente, as vagas de deputado o ex-prefeito de Itiquira, empresário Nininho, e o ex-deputado Emanuel. Nininho teve 22.747 votos. Emanuel chegou a 20.388. Curiosamente, os dois tiveram mais votos do que 6 eleitos e/ou reeleitos por outras coligações (Zeca Viana-PDT, Luciane Bezerra-PSB, Luiz Marinho-PTB, Airton Rondina, Walter Rabello e Antonio Azambuja, ambos do PP).

   Fabris, hoje deputado, não conseguiu se reeleger, mas, mesmo assim, continuará deputado, mesmo sendo do DEM, legenda de oposição. É que o governador, para contemplar Fabris, que o apoiou na campanha, chamou para o quadro de secretários o deputado reeleito José Domingos, que vai comandar o Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Azambuja também trocará a AL por espaço no Executivo. Será secretário de Esportes e Lazer, abrindo vaga no Legislativo para o suplente Luizinho, que teve 16.558 votos.

   Combinação

   Essa combinação entre titulares e suplentes para ocupação de vagas na Assembleia, com interferência direta do Poder Executivo, não é novidade, mas nunca foi tão intensa como nesta nova gestão Silval, que foi reeleito no primeiro turno e tomará posse neste 1º de janeiro. Na atual legislatura, 22 suplentes tiveram oportunidades de atuar como deputados. Embora os ex-governadores Júlio Campos, Carlos Bezerra, Jayme Campos, Dante de Oliveira e Blairo Maggi, que comandaram o Estado nas últimas duas décadas, contaram com deputados no primeiro escalão, o desfalque na AL para posto no Executivo não foi tão representativo como no governo Silval.

   Além dos 4 estaduais e 2 federais já confirmados em cargos na máquina estadual, há possibilidade de outros entrarem na equipe. O federal Wellington Fagundes, por exemplo, recebeu convite para a secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana. É provável que ele venha assumí-la a partir do segundo semestre do próximo ano, o que abriria vaga em Brasília para a petista Serys Marly.

Enquete
O que acha da estratégia do governo de ter deputados no staff para abrir vagas na AL a suplentes?
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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Articulação | 23/09/2010 - 07:26

Wilson faz acordão com Mendes e inclui até 2012; Galindo é excluído

Romilson Dourado

Prefeito Chico Galindo, do PTB   A 10 dias das eleições, os candidatos Mauro Mendes (PSB) e Wilson Santos (PSDB), adversários históricos, resolveram fazer um acordão que envolve não só a unidade em caso de eventual segundo turno na corrida ao Palácio Paiaguás, mas também acerca da disputa à Prefeitura de Cuiabá em 2012.

    A cúpula do DEM, capitaneada pelos irmãos Júlio e Jayme Campos, que coordena a campanha de Wilson, se reuniu com Mendes nesta quarta, em um restaurante na Capital.

    Os grupos avaliaram que precisam continuar unidos contra o governador Silval Barbosa (PMDB), líder nas pesquisas, no sentido de manter uma linha dura, na esperança de atrair os eleitores que ainda estão indecisos e levar o pleito para o segundo turno.

    Nesse caso, se Mendes, segundo colocado nas intenções de voto, for o candidato das oposições contra Silval, terá o apoio do bloco de Wilson. Em moeda de troca, o empresário assume o compromisso de se juntar ao tucanato na corrida ao Palácio Alencastro, em 2012. Na hipótese do candidato vir a ser Wilson, este se compromete a estar com Mendes nas eleições para prefeitura. Esse entendimento foi proposto pelo próprio ex-prefeito de Cuiabá há cerca de um mês e, agora na reta final da campanha visando a sucessão estadual, ganha corpo. A preocupação de Mendes, embora tenha concordado nas conversas de bastidores, é com o fato de ser inimigo político de Wilson, contra o qual disputa eleição pela segunda vez. A primeira foi em 2008, inclusive em confronto no segundo turno pela Prefeitura de Cuiabá.

   Rumo a 2012

   Nessa discussão dos dois grupos sobre as eleições municipais, quem fica de fora é o prefeito petebista Chico Galindo. Então vice de Wilson, ele foi empossado em final de março deste ano e conduzirá o Alencastro até 2012. Galindo não está nos planos de Wilson e, mesmo assim, se vê "amarrado" por acordos assumidos com o tucano, tanto que quase todo o seu secretariado continua com a cara da administração anterior. Resta uma alternativa: ou romper com o grupo de Wilson e conduzir uma administração independente, após as eleições gerais, o que alimenta boa expectativa para disputar a reeleição, ou continuar tendo Wilson como prefeito paralelo.

    Até agora, Galindo tem se manifestado como fiel ao candidato tucano ao governo, embora receba cobrança de todo lado para não só se empenhar mais na campanha, como contribuir financeiramente e lotear a prefeitura de apadrinhados de lideranças tucanas e democratas. Quase todo o PTB de Galindo pulou do barco e se juntou a Silval, que pode até vencer as eleições no primeiro turno. Muitos entendem que a saída de Galindo seria fazer o mesmo, ou seja, se tornar aliado do Paiaguás já que, pela movimentação de Wilson, jamais o apoiará em caso de reeleição.

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Articulação | 26/02/2010 - 22:02

Após Palma e Lucimar, Silval já avalia ideia de ter Sérgio de vice

Romilson Dourado

Deputado Sérgio Ricardo   O primeiro-secretário da Assembleia, deputado de segundo mandato Sérgio Ricardo (PR), entrou na lista de opções para vice-governador na chapa de Silval Barbosa (PMDB). A sugestão apresentada por um grupo de parlamentares agradou ao pré-candidato peemedebista. Avalia-se que o nome de Sérgio faria contraponto aos possíveis adversários de Silval, já que mora em Cuiabá, assim como os concorrentes ao Paiaguás, prefeito Wilson Santos (PSDB) e empresário Mauro Mendes (PSB), além do senador Jayme Campos (DEM), ex-prefeito por três mandatos da vizinha Várzea Grande. O grupo de Silval, que assume o governo no próximo mês, avalia outras hipóteses para vice como representante da Baixada Cuiabana, como do ex-deputado e ex-prefeito Rodrigues Palma, que está no PP, e Lucimar Sacre de Campos, esposa de Jayme, na hipótese de atrair o DEM para o arco de alianças, situação cada vez mais difícil pela conjuntura nacional e pela posição dura do senador contra o governo estadual.

   Dos três nomes colocados, o de Sérgio passou a empolgar mais Silval. Em reunião nesta semana como assessores mais próximos, o peemedebista chegou a observar que a escolha do deputado para vice poderia ajudar o grupo a atrair novas legendas, uma delas o PP dos deputados José Riva e Pedro Henry. Riva, por exemplo, reforçou a sugestão de Silval concorrer à sucessão estadual com Sérgio de vice. Correligionários do peemedebista observam também que Sérgio milita na maior legenda, o PR, com 33 prefeitos, 17 vice,  228 vereadores, 6 deputados estaduais e 2 federais e que detem ainda a cadeira de governador. Destacam que, mesmo que seja considerado populista, Sérgio conseguiu construir uma boa base na Baixada Cuiabana, tanto que está no segundo mandato de deputado, após começar na vida pública como vereador pelo PMN e com votação cada vez mais a cada pleito.

    Sérgio concorreu, sem êxito, a prefeito, em 2004, quando estava no PPS. Depois, migrou para o PR junto com Maggi. Teve também uma passagem "relâmpago" pelo extinto PFL (hoje DEM). O deputado é daqueles que "atiram para todos os lados". A cada pleito, ele aparece nos debates como pré-candidato. Em 2008 manteve o projeto até a reta final, quando se viu excluído pela turma da botina, que escolheu Mauro Mendes para concorrer ao Palácio Alencastro. Numa nova articulação, Sérgio, apresentador de um programa na TV Cidade (afiliada da Band), figurou na lista de futuro conselheiro do Tribunal de Contas e, de novo, foi "patrolado", desta vez pelo grupo que "promoveu" o então deputado Campos Neto no lugar do próprio pai Ary Leite de Campos.

   Para as eleições deste ano, Sérgio Ricardo, que presidiu a Assembleia por dois anos e hoje conduz a CPI da Saúde, se lançou à disputa como pré-candidato a governador, mas logo foi contido pelo Paiaguás, já que o PR, sob orientação de Maggi, fechou apoio ao nome de Silval. Eis que surge agora o próprio Sérgio como opção para vice.

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Articulação | 25/02/2010 - 22:37

Para tentar atrair o PPS, Wilson anuncia Elismar como secretário

Romilson Dourado

Elismar Bezerra volta a compor equipe do prefeito Wilson  Na 2ª, o prefeito nomeia o ex-secretário da SMTU na pasta do Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo, no lugar de Oscemário Daltro e, na mesma solenidade, o advogado Jader Martins, respaldado pelo PP, na área social, no lugar de Celcita
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 A praticamente um mês para renunciar ao mandato de prefeito de Cuiabá para concorrer à cadeira de governador, Wilson Santos começou um trabalho forte nos bastidores para atrair o PPS, embora o partido já esteja praticamente fechado com o pré-candidato ao Palácio Paiaguás Mauro Mendes (PSB), e também para cooptar o PP dos deputados José Riva e Pedro Henry. O tucano definiu nesta quinta pelo retorno à administração de Elismar Bezerra, que hoje atua como assessor do deputado Percival Muniz, presidente regional do PPS. Elismar, que já conduziu a pasta de Trânsito e Transporte Urbano da Capital (SMTU) na mesma gestão Wilson, volta agora como secretário de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo. A posse acontece na próxima segunda, 1º de março, às 8h, no auditório da OAB-MT. Na mesma solenidade Wilson vai assinar a nomeação do advogado Jader Martins Moraes, servidor efetivo do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, na Assistência Social e Desenvolvimento Humano. A indicação, nesse caso, é do presidente da Câmara Municipal, vereador Deucimar Silva, dentro da cota do PP.

    Ex-presidente do Sintep, Elismar é filiado ao PPS. Ele já exerceu cargo de secretário de Estado de Cultura no primeiro mandato do governo Dante de Oliveira (95/98). Uma década depois, foi nomeado secretário de Educação do prefeito várzea-grandense Murilo Domingos e, depois, foi para a SMTU em Cuiabá. Com apego a cargo, Elismar, antes de "colar" em Percival, atuou como assessor do vereador Ivan Evangelista, que acabou se tornando seu padrinho na indicação do novo cargo. Elismar vai substituir o ex-vereador Osmário Daltro, que tinha respaldo do Conselho de Ministros Evangélicos (Comec). Com essa cartada, o prefeito reconquista o PPS para sua base. Vai batalhar agora para tirá-lo dos braços de Mendes e trazer para o seu palanque na corrida à sucessão do governador Blairo Maggi.

   Já na área social, Wilson contempla Deucimar ao aprovar a indicação de Jader, que substituirá a ex-deputada federal Celcita Pinheiro. Trata-se de outra jogada política do tucano diante de um PP que vive no muro. Uma ala do partido, sob liderança do presidente da Assembleia José Riva se mostra simpática ao apoio ao nome de Jayme para o governo. Outra corrente, capitaneada pelo deputado federal Pedro Henry, deseja manter composição no mesmo grupo que terá Maggi ao Senado e o peemedebista Silval Barbosa ao governo.

Enquete
Como avalia retorno de Elismar à gestão Wilson?
  • Decisão acertada do prefeito
  • Um equívoco - ninguém merece
  • Tanto faz
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Articulação | 25/02/2010 - 17:17

Adjaime é o coordenador político das campanhas de Silval e Maggi

Romilson Dourado

Adjaime Ramos conduz as campanhas de Silval e Maggi  O vice-governador Silval Barbosa definiu nesta quinta o nome do articulista Adjaime Ramos de Souza como coordenador político de sua campanha à sucessão estadual. Adjaime tem a atribuição também de conduzir politicamente o projeto ao Senado do hoje governador Blairo Maggi, que renuncia a cadeira no Palácio Paiaguás em 31 de março. A estratégia é fazer uma "articulada casada" de Silval e Maggi. No projeto de reeleição de Maggi em 2006, Adjaime foi quem fez a coordenação voltada ao interior.

   Ele já pertenceu aos quadros do DEM e hoje está filiado ao PR. Exímio articulador político e com bom trânsito em todos os grupos políticos, Adjaime é daqueles que agradam a todos, consegue contornar crises e cooptar aliados para determinado grupo político. Ele já começou a se movimentar. Nesta quinta, por exemplo, graças a seu trabalho de bastidores, um grupo de 8 prefeitos do Norte-Araguaia se encontram no auditório da Associação Mato-Grossense dos Municípios para anunciar apoio à pré-candidatura de Silval. São gestores de São Félix do Araguaia, Alto da Boa Vista, Serra Nova Dourada, Luciara, Novo Santo Antônio, Porto Alegre do Norte, Santa Terezinha e Vila Riva. Adjaime tem contato com os gestores, pois responde hoje como superintendente da entidade que representa as 141 prefeituras mato-grossenses. Ele já foi também secretário de Serviços Urbanos de Cuiabá no segundo mandato de Roberto França.

   Adjaime não terá uma missão fácil. São nos esforços nas articulações políticas que um candidato majoritário consegue agregar maior número de aliados, sejam partidos, sejam lideranças. A vantagem é que o grupo tem o poder da máquina, afinal, Silval passará a conduzir, como governador, um orçamento de R$ 8 bilhões numa máquina com 22 secretários, vários órgãos, empresas e autarquias vinculadas e quase 100 mil servidores públicos. Por enquanto, o bloco tem "amarrado" no arco de alianças PMDB, PT e PR e alguns partidos nanicos. A tendência é que as campanhas vinculadas de Silval e Maggi, agora com articulação de Adjaime, consigam atrair a maioria dos prefeitos.

    Além de Silva, estão no páreo para governador o prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB), o empresário Mauro Mendes (PSB) e o senador Jayme Campos (DEM). Há um acordo entre tucanos e democratas que deve convergir numa candidatura forte de oposição, ou com Wilson ou com Jayme. Enquanto isso, Mendes, presidente da Federação das Indústrias do Estado, corre por fora.


Adjaime de Souza com o secretário-executivo do Ministério das Cidades Rodrigo Figueiredo e o governador Maggi

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Articulação | 24/02/2010 - 08:00

Wilson não decidiu ainda se vai renunciar e aguarda pesquisas

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski 

Enquanto o vice Chico Galindo (PTB) espera pela faixa de prefeito, o tucano Wilson Santos posterga decisão e aguarda o resultado de pesquisas para decidir se renuncia mesmo ao mandato para concorrer ao Paiaguás

   Wilson Santos não está totalmente decidido pela renúncia do cargo de prefeito de Cuiabá. Mesmo com vantagem nas pesquisas de intenção de voto sobre possíveis concorrentes, como Silval Barbosa (PMDB), Mauro Mendes (PSB) e Jayme Campos, o tucano avalia a conjuntura e se mostra um tanto cauteloso quanto ao projeto majoritário. Admite que, de fato, seu governo enfrenta desgaste político que pode prejudicá-lo como candidato devido a alguns projetos que não avançaram como se esperava, como as obras do PAC, a construção da avenida das Torres e rodoanel e o caos na saúde pública. Por outro lado, Wilson aposta no poder da oratória, do debate e na plataforma de trabalho para convencer o eleitorado.

    O vice-prefeito Chico Galindo, que reassume as atividades no Palácio Alencastro a partir desta quarta, após duas semanas de férias, vive expectativa de receber a faixa de prefeito até o final do próximo mês para mais de dois anos de mandato. Na condução de um orçamento de R$ 1 bilhão, Wilson tem legalmente até 3 de abril para renunciar ao mandato se, de fato, for candidato. O prefeito adiantou, em reunião com colegas tucanos, que só deixará o comando da Capital para ser candidato à sucessão do governador Blairo Maggi. Não vê mais ambiente favorável para uma eventual disputa ao Senado, mesmo com abertura de duas vagas.

   Para ter uma maior segurança se terá ou não chance de êxito nas urnas, Wilson pediu pressa na realização de duas pesquisas, uma delas pelo Ibope, até meados de março. A partir do resultado das amostragens qualitativa e quantitativa, o prefeito definirá seu futuro político. Embora conduza sua pré-campanha desvinculada do DEM, ele observa que tem acordo com o senador Jayme Campos para consolidar aliança entre tucanos e democratas a partir da escolha de candidatura a governador pelo grupo, sendo ele próprio ou Jayme, dependendo de quem melhor pontuar nas pesquisas.

   A esperança de Wilson Santos, ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-federal e prefeito da Capital desde janeiro de 2005, é de ampliar o arco de alianças. Ele entende que, para sua candidatura ganhar musculatura política, precisa contar não apenas com a tríplice aliança (PSDB-DEM-PTB), mas atrair outras legendas, como o PP dos deputados José Riva e Pedro Henry, o PPS do deputado Percival Muniz e o PDT do também parlamentar Otaviano Pivetta. O problema é que essas siglas sinalizam para outros rumos. Parte do PP, por exemplo, demonstra simpatia pelo nome de Jayme ao governo e resiste adesão ao nome de Wilson, enquanto outro grupo quer apoiar o peemedebista Silval. PDT e PPS estão hoje nos braços de Mendes.

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Articulação | 23/02/2010 - 08:00

Em reunião, Abicalil diz que exigirá de Silval distanciamento do PP e DEM

Romilson Dourado

Deputado Carlos Abicalil, presidente do PT   Em reunião no último final de semana em Brasília, com os delegados do PT à convenção nacional e vinculados a seu grupo, o deputado Carlos Abicalil, que comanda a legenda em Mato Grosso, antecipou que a estratégia quanto às alianças será aguardar o peemedebista Silval Barbosa assumir o Palácio Paiaguás, o que vai ocorrer em 31 de março, para colocá-lo contra a parede. Vai pedir que se afaste do PP dos deputados Pedro Henry e José Riva e também do DEM dos irmãos Júlio e Jayme Campos, sob pena do PT decretar ruptura. Com esse trunfo de que PP e DEM são adversários e trazem desgaste político, Abicalil espera conseguir melhor espaço ao seu partido na administração estadual.

   O argumento de Abicalil é a tal conjuntura nacional. Ele observou na reunião interna que o Democratas é adversário tanto do governo do presidente Lula quanto da pré-candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Em Mato Grosso, petistas e democratas estiveram mais em campos opostos do que juntos nas eleições. Com esse trunfo, o petismo parte para "tudo ou nada" no governo Silval. Hoje a legenda comanda a Educação, maior pasta da estrutura da máquina, com o secretário e deputado Ságuas Moraes. Como este deixa o primeiro escalão no final do próximo mês, o PT passará a agir com uma "cerca independência". Acha que, assim, terá condições de amarrar composições políticas, mesmo se afastando de partidos com os quais sempre tiveram convivências conflituosas.

   O grupo de Abicalil acredita que Jayme só está fazendo jogo de cena, quando propaga que vai romper com o governo Maggi e se juntar aos tucanos, liderados pelo prefeito de Cuiabá e pré-candidato a governador Wilson Santos. No fundo, o DEM tende a se manter no arco de alianças pró-Silval, que tem procurado os democratas para reabrir negociações políticas. Para a corrente Unidade na Luta, que abriga Abicalil, Ságuas e o também deputado Alexandre Cesar, novas ofertas de cargos para o DEM serão suficientes para manter o partido de Jayme "grudado" no grupo de Maggi e Silval.

   Quanto ao PP, Carlos Abicalil, pré-candidato ao Senado, voltou a se manifestar contra. Vai pedir a Silval que se distancie da legenda dos caciques Riva e Henry. Se esse distanciamento não ocorrer, afirmam petistas que participaram do encontro em Brasília, o partido vai trilhar outro caminho. Uma das hipóteses para aliança seria com o PSB do pré-candidato a governador Mauro Mendes.

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Articulação | 22/02/2010 - 11:10

Após Dante, Antero "cola" em Wilson para reconquistar espaço

Romilson Dourado


Ex-deputado e ex-senador Antero de Barros tenta reconquistar espaço na vida pública, agora "colado" em Wilson
Foto: Josinei Moreira

    Antero Paes de Barros, que avalia as hipóteses de concorrer novamente ao Senado ou a deputado estadual, alçou vôo nas "asas" do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido), assim como foi a trajetória de Jonas Pinheiro, que morreu em fevereiro de 2008, "colada" no ex-governador Júlio Campos. Antero é um dos líderes polêmicos do PSDB. Ex-vereador por Cuiabá, ex-deputado federal constituinte e ex-senador, ele ganha o noticiário toda época de campanha por causa de suas posições duras contra adversários e até em relação a aliados. Esta será a segunda vez que o tucano deve encarar um pleito sem Dante para carregá-lo. Quer agora "colar" em Wilson Santos.

    Jonas Pinheiro agia assim. Em 79, no governo Frederico Campos, ele foi nomeado presidente da extinta Emater (hoje Empaer). Aliás, por coincidência, 31 anos depois, o irmão de Jonas, Leôncio Pinheiro, comanda a Empaer. Carregado por Júlio Campos, Jonas se elege deputado federal em 82 pelo velho PDS, que se transformou em PFL, que virou DEM. Naquele mesmo pleito, Júlio conquista o governo estadual. Nas eleições de 86, ganha para deputado federal com mais de 60 mil votos e "puxa" Jonas, que se reelege, e Ubiratan Spinelli.

   Em 90, Jonas cola ainda mais em Júlio, ao adotar na campanha o slogan "Vote nos 3J (Jayme para governador, Júlio para senador e Jonas para deputado federal). A estratégia deu tão certa que Jonas foi o federal mais votado. Os três saíram vitorosos de um pleito tumultuado e marcado por contagem de votos. Quatro anos depois (94), Jonas "cola" em Jayme Campos, então governador, e se elege senador. A partir daí, Jonas começa a procurar "outro corpo" para se abastecer na política e é acolhido por Blairo Maggi. Assim, se reelege senador em 2002 e se afasta mais dos Campos.

    Antero de Barros também se abasteceu na política no corpo de Dante, principalmente quando este tinha o poder da caneta, seja como prefeito de Cuiabá, seja como governador. A era Dante começa em 85 com sua eleição para prefeito, pelo PMDB. Antero, então vereador, se juntou a Dante e, logo em seguida (86), se elege deputado federal constituinte, tendo Dante como principal cabo eleitoral. Em 90, o grupo rompe com Carlos Bezerra e vai para o PDT, enquanto Antero, combinado com seu padrinho político, adere ao PT, pelo qual sai candidato a federal, com objetivo de chegar ao menos a 10 mil votos para se somar à votação de Dante. Com cerca de apenas 5 mil votos, Antero frustra o grupo e a coligação PDT-PT não atinge o quociente eleitoral, mesmo Dante sendo o mais votado.

   Nas eleições de 94, Dante ganha para governador e Antero, que perde para o Senado, volta a conquistar força como secretário da Casa Civil e de Comunicação do Estado. Em 98, com Dante governador, Antero vence para o Senado. Quatro anos depois, o ex-senador faz confusão no PSDB, levando Roberto França a romper com o grupo, e sofre derrota para o Palácio Paiaguás. Para piorar, leva junto Dante, derrotado ao Senado. Em 2006, sem Dante no poder, Antero é derrotado de novo para governador. Agora, ele volta a se movimentar por candidatura proporcional ou majoritária. Quer "colar" em Wilson Santos, embora, por enquanto, "sem muita liga".

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Articulação | 20/02/2010 - 17:30

Silval elogia Palma e Lucimar e promete debate suprapartidário

Romilson Dourado

   O vice-governador Silval Barbosa, pré-candidato à sucessão estadual pelo PMDB, disse neste sábado que vai definir o nome para vice de sua chapa somente após uma ampla discussão suprapartidária e a partir de maio. Numa referência à matéria de capa do RDNews ilustrada com a charge, Silval faz rasgados elogios às figuras de Rodrigues Palma (PP) e de Lucimar Campos (DEM), mas entende que é cedo para qualquer definição e volta a dizer que vai avaliar sugestões dos dirigentes daquelas agremiações que farão parte do arco de alianças. Ele espera ter no palanque não apenas PMDB, PT e PMDB, mas também outras siglas que caminham para a oposição, como DEM, PPS e PDT.

    Liderando uma comitiva para entrega nos municípios de máquinas pesadas adquiridas pelo Estado, Silval estava em São Félix do Araguaia (a 1.200 km a Nordeste de Cuiabá), região de divisa com Pará e Tocantins. Por telefone, ele disse ter recebido manifestações espontâneas de apoio e nega uso da máquina em benefício de sua pré-campanha. Disse ter relação forte com a região do Araguaia, para quem não pode mais ser chamada de Vale dos Esquecidos porque o governo "agora se faz presente" com investimentoss, principalmente em infraestrutura.

   Quanto à definição de quem será vice de sua chapa, Silval pondera que vai abrir essa discussão de uma forma mais ampla. Embora não queira declinar nomes, deve escolher alguma liderança política com base na Baixada Cuiabana para confrontar os adversários que moram em Cuiabá, como o tucano Wilson Santos e o socialista Mauro Mendes. Ex-prefeito de Matupá (Nortão), Silval Barbosa diz considerar o ex-prefeito e ex-deputado Palma "um grande líder, excelente pessoa e com capacidade administrativa, mas não há nada definido (sobre a vice)".

    Fez elogios similares à Lucimar, ex-primeira-dama do Estado e esposa do senador Jayme Campos. "A Lucimar é uma mulher pela qual tenho muito respeito e admiração. Só tenho ouvido falar bem dela, só que a discussão precisa ser suprapartidária", enfatizou o peemedebista, que assume a cadeira de governador a partir do próximo mês no lugar de Blairo Maggi, que concorrerá ao Senado. Silval acredita que somente a partir de maio, quando faltará um mês para as convenções partidárias, é que será possível ter um posicionamento mais seguro quanto à composição de sua chapa majoritária.

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Articulação | 20/02/2010 - 07:40

Silval avalia Palma para vice ou Lucimar Campos, se atrair DEM

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Silval Barbosa busca contrapor concorrentes da Baixada Cuiabana e avalia o nome do ex-prefeito da Capital Rodrigues Palma como opção para vice e, numa outra situação, se conseguir conquistar o Democratas, até Lucimar

   Determinado a escolher um nome para vice de sua chapa que represente a Baixada Cuiabana, o peemedebista Silval Barbosa converge para duas opções: o ex-prefeito da Capital e ex-deputado federal Rodrigues Palma, que deixou o PR e se filiou no PP, e a ex-primeira-dama do Estado e de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, esposa do ex-governador e senador Jayme Campos. No caso de Palma, o trunfo de Silval seria por tê-lo como nome da chamada Cuiabania e serviria também para contrapor os possíveis adversários que possuem base na região, como o próprio prefeito Wilson Santos (PSDB) e o empresário Mauro Mendes (PSB). Além disso, atrairia os progressistas, numa dobradinha PMDB-PP. Palma foi prefeito (75/79), deputado estadual (83/87) e federal por dois mandatos (87/95). Integra hoje a administração Blairo Maggi como adjunto de Indústria, Comércio, Minas e Energia.

   Quanto à Lucimar, as negociações são mais complexas. Acontece que ela é do DEM, mesmo partido de Jayme, que se mostra empolgado com a subida nas pesquisas de intenção de voto para governador e, ao mesmo tempo, teme encarar projeto majoritário por causa da necessidade de uma grande estrutura de campanha. Ademais, Jayme "amarrou" acordão com Wilson para o nome entre os dois que melhor apresentar chance de eleição ser o candidato do grupo. Lucimar entra na cota do Palácio Paiaguás e como opção para vice por outras razões. Acontece que no DEM nem todos defendem projeto próprio e, muito menos, apoio ao tucanato. Júlio Campos, por exemplo, já declarou para a própria família que não deseja estar no mesmo palanque de Wilson. Ambos têm rusgas políticas desde a década de 1980. É o próprio Júlio quem tem motivado Jayme e outros democratas a continuar na base do governo Maggi. Nesse caso, o DEM entraria numa composição majoritária, com Silval a governador e Lucimar de vice, num palanque onde vão estar petistas e republicanos, além de representantes de outras siglas como, por exemplo, do PP.

    A esperança de Silval, que assume de vez o governo a partir de 31 de março, é conquistar o DEM, embora a relação de caciques da legenda, principalmente de Jayme, com a gestão Maggi tenha descambado para ruptura. Assim como Palma, Lucimar, na ótica de correligionários do pré-candidato peemedebista, também entraria como representante da Baixada Cuiabana, já que reside em Várzea Grande, e ainda como porta-voz da ala feminina, a exemplo do que fez Blairo Maggi em sua primeira eleição, em 2002, quando escolheu Iraci França, ex-primeira-dama de Cuiabá, como candidata a vice.

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Articulação | 18/02/2010 - 21:53

Jayme se empolga com pesquisa e agora espera apoio de Wilson

Romilson Dourado

Senador Jayme Campos, do DEM    O senador Jayme Campos, pré-candidato do DEM a governador, se mostrou empolgado ao receber nesta quarta (17) o resultado de uma pesquisa para consumo interno em que o aponta empatado tecnicamente com o prefeito cuiabano Wilson Santos. A amostragem foi feita pela Vetor Pesquisas de Mercado, de Opinião Política, de Miriam Braga. O democrata figura 2 pontos percentuais à frente de Wilson, embora dentro da margem de erro do empate técnico.

     Se de um lado o cacique democrata comemora, de outro se mostra temoroso por duas razões. Primeiro, não tem segurança se, de fato vier a se consolidar com melhor pontuação, Wilson o apoiará, considerando que existe um pré-acordo entre ambos para um aderir a campanha do outro, dentro do critério das pesquisas qualitativas e quantitativas. Segundo, a amostragem da Vetor mostra crescimento nas intenções de voto do peemedebista Silval Barbosa, que assume o Palácio Paiaguás em 31 de março e buscará a cadeira de governador com o poder da máquina.

   Outro termômetro detectado pela pesquisa e que levou a cúpula do DEM a concluir que o tiro saiu pela culatra foi a estratégia de "bater" do governador Blairo Maggi, como vem fazendo o senador. Os ataques ao governo não deram reflexo esperado para a oposição, conforme mostrou a amostragem. Aliás, acabou por provocar efeito contrário, já que Silval melhorou a pontuação.

    De todo modo, Jayme, ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos e ex-governador, passou a se articular mais. No domingo (21), por exemplo, ele vai se reunir em São Paulo com o prefeito do seu partido Gilberto Kassab. Quer apoio da cúpula nacional a seu projeto majoritário em Mato Grosso.  A quatro meses das convenções e a sete das eleições gerais, quatro se colocam como virtuais candidatos ao Paiaguás, sendo eles Jayme, Wilson, Silval e Mauro Mendes (PSB).

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Articulação | 12/02/2010 - 11:47

Verinha já é "fritada"; Rosa Neide deve virar secretária de Educação

Romilson Dourado

  A alegria da ex-deputada Vera Araújo durou pouco. Depois de surgir nos bastidores como forte candidata ao posto de secretaria de Estado de Educação no lugar do deputado licenciado Ságuas Moraes, que deixa o cargo no próximo mês para retornar à Assembleia Legislativa e concorrer às eleições gerais, Verinha, adjunta de Gestão de Políticas Institucionais de Pessoal, já teve o tapete puxado pela corrente majoritária do PT. A tendência agora é de Silval Barbosa, governador a partir de 31 de março, nomear à Educação a adjunta de Políticas Educacionais, Rosa Neide Sandes de Almeida.

   Ela é hoje o principal braço de Ságuas na condução da pasta que detém 25% do orçamento global do Estado. Na prática, Neide atua como secretária de fato. Médico e ex-prefeito de Juína, Ságuas se rende às orientações e dicas da adjunta. O nome de Rosa Neide conta com respaldo do presidente estadual do PT, deputado Carlos Abicalil, e dos estaduais Ságuas e Alexandre Cesar, que perde o "trono" na Assembleia com o retorno do titular a partir de 31 de março. Neide é militante histórica do PT. Foi vereadora por Diamantino.

   Outra informação que corre nos bastidores no Palácio Paiaguás é quanto à possibilidade de Silval, prestes a tomar posse como governador, vir a escolher alguém do seu grupo, filiado ao PMDB e com bom trânsito junto aos petistas para comandar a Seduc. Nesse caso, o bloco de Ságuas indicaria alguém para adjunto de Estrutura Escolar, já que Ezequiel Ângelo da Fonseca, que ocupa o cargo hoje, também vai se afastar para concorrer à cadeira de deputado estadual pelo PP.

    Surgiram dois complicadores que já tiraram a chance de Verinha ser "promovida" à secretária de um governo que ela mesma tanto combateu quando era deputada estadual. Primeiro, o temor de sua eventual gestão se tornar um fiasco, afinal estaria à frente da maior pasta entre as 22 que compõem a máquina estadual. Segundo, não pertence à corrente Unidade na Luta, capitaneada por Abicalil, Ságuas e Alexandre Cesar. Trata-se do grupo que hoje dita as regras no PT e que demonstra maior afinidade e poder de articulação junto ao governador Blairo Maggi e ao vice Silval. De quebra, a ex-deputada declarou publicamente que apóia o nome da senadora Serys Marly para a reeleição em detrimento do de Abicalil.

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Articulação | 12/02/2010 - 07:54

Com poder da máquina, Silval atrai prefeitos de siglas como DEM e PPS

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Silval Barbosa tem apoio de prefeitos de partidos que podem tomar outro rumo nas eleições, como DEM, PDT e PPS

    Empurrado pela força da máquina pública, o peemedebista e pré-candidato à sucessão estadual Silval Barbosa tem atraído apoio de prefeitos de diferentes partidos, inclusive daqueles que sinalizam para adesão a outras candidaturas majoritárias. Embora patine nas pesquisas de intenção de voto, Silval vive uma situação privilegiada. Sai do posto de vice para a cadeira de governador a partir de 31 de março e, no cargo de chefe do Executivo de um Estado que detém quase R$ 9 bilhões de orçamento e praticamente 100 mil servidores, para concorrer ao Palácio Paiaguás. De quebra, ainda fará "dobradinha" na campanha com o governador Blairo Maggi, que apresenta boa popularidade e pretende disputar o Senado.

   Silval tem feito um grande esforço por maior visibilidade, ao ponto de ser acusado pelos adversários de usar a máquina com fins eleitoreiro. Estão também no páreo para governador o tucano Wilson Santos, o socialista Mauro Mendes e o democrata Jayme Campos.

    O peemedebista tem participado das solenidades de entrega dos 705 equipamentos pesados adquiridos pelo governo estadual, por meio de financiamento, para as prefeituras. É nessa hora que se empolga com as declarações de apoio a sua pré-candidatura. De um modo geral, prefeitos, que se tornam cabos eleitorais importantes nas eleições para presidente, senador, governador e deputado estadual e federal, se vêem acuados pelo Paiaguás. Alguns se manifestam naturalmente, por entender que Silval "é um bom candidato", mas outros temem contrariar o homem que está prestes a adquirir, na prática, o poder da caneta, e vir a sofrer espécie de boicote quanto aos investimentos do Estado em seus municípios.

   Gestores de vários partidos têm ressaltado o que chamam de perfil municipalista de Silval, que foi prefeito de Matupá (Nortão), deputado estadual e exerce mandato de vice-governador desde janeiro de 2007. Consideram que o peemedebista tem raiz fincada no interior e sua candidatura representa a continuidade da gestão Maggi.

    Apoios

    Entre os prefeitos que declaram apoio a Silval estão Juviano Lincoln (PPS), de Diamantino; Roland Trentini (DEM), de Alto Garças; Neurilan Fraga (PR), de Nortelândia; Farid Tenório (DEM), de Arenápolis, Francisco de Medeiros (PT), de Nova Olímpia; Wilson Francelino de Oliveira (PDT), de Barra do Bugres; Benedito de Oliveira (PPS), de Porto Estrela; Fernando Zafonato (DEM), de Matupá; Aurelino Brito (PT), de Novo Mundo; e Gilberto Mendes Leocini (DEM), de São José do Xingu. São gestores de partidos que ou lançaram pré-candidatos a governador, como o DEM de Jayme, ou que tendem a apoiar outros nomes, como o PPS e PDT, que estão praticamente fechados com Mendes. Em termo de adesões de prefeitos Silval leva vantagem. Resta saber como fica a preferência dos eleitores em geral.

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Articulação | 10/02/2010 - 21:10

Clima é tenso entre Wilson e Jayme

Romilson Dourado

   As articulações estão tensas não somente na ala governista, com Silval Barbosa, que sente o "efeito Mauro Mendes", mas também entre o tucanato e os democratas. Aliados de Jayme Campos olham para o grupo de Wilson Santos com uma certa desconfiança. Correligionários do prefeito tucano reagem com o mesmo ceticismo. Nenhum dos lados se arrisca a fechar os olhos. Há sempre alguém de plantão e pronto para acender a luz a qualquer movimento que sinaliza para traição.

    Apesar das cúpulas do PSDB e do DEM terem firmado acordo para lançar Wilson ou Jayme ao governo estadual, há temor de um dos lados roer a corda. Ademais, tratam-se de blocos que foram oposição ferrenha nos anos 80 e 90. Ex-prefeito de Várzea Grande por três vezes, ex-governador e no cargo de senador desde 2007, Jayme afirma que não abre mão do projeto ao Paiaguás. Ex-vereador, ex-deputado estadual e federal e prefeito da Capital desde janeiro de 2005, Wilson segue na mesma linha. A considerar o resultado das pesquisas de intenção de voto, hoje o nome do bloco oposicionista para concorrer à sucessão estadual seria do tucano. Resta saber se Jayme se contentaria em deixar o DEM na condição de coadjuvante de novo. Sua esperança é de superar o tucano e ser escolhido como candidato do grupo.

    Mauro Mendes, que sustenta o discurso de pré-candidato da terceira via, passou a procurar Jayme, com vistas a fazer composição. Quer afastar os democratas de Wilson. O senador, por sua vez, tem dito que honrará o compromisso firmado com o tucano. Em verdade, o ex-governador só está esperando algum sinal do prefeito que venha contrariá-lo para decretar ruptura política. Jayme adotou a mesma estratégia quanto à turma da botina, grupo do governador Blairo Maggi (PR), afinal nada tem a perder. Se concorrer ao Paiaguás e for derrotado, continuará com a cadeira de senador garantida até 2014. Nesse caso, a situação mais dramática é de Wilson, que deve deixar de vez a cadeira no Palácio Alencastro para enfrentar candidatura majoritária na base do "tudo ou nada".

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Articulação | 10/02/2010 - 20:28

Declarações de Maggi pró-Mendes causam estrago no projeto de Silval

Romilson Dourado

   As declarações públicas do governador Blairo Maggi de que pode reconquistar Mauro Mendes para o grupo que se fecha em torno da pré-candidatura de Silval Barbosa (PMDB) à sucessão estadual provocaram reviravolta nos bastidores nesta quarta. Maggi não deve ter dimensão do estrago que seus comentários trouxeram para o projeto de Silval. Muitos interpretam como a senha da traição. Outros avaliam que trata-se de uma jogada estratégica de Maggi para não deixar o empresário se distanciar do Paiaguás e, ao mesmo tempo, freá-lo na investida rumo ao bloco da oposição, principalmente com o pré-candidato do DEM, senador Jayme Campos. De todo modo, Silval ficou de "orelha em pé".

   Nos bastidores, o temor dos aliados de Silval é de Maggi, amigo pessoal de Mendes, vir a abandonar o barco. Até agora o governador e pré-candidato ao Senado tem se posicionado como cabo eleitoral do pré-candidato do PMDB, inclusive ao ponto de fazer convocação de todo o secretariado para trabalhar nesse sentido. Por outro, admite publicamente que teve longa conversa com Mendes, que tenta viabilizar candidatura à sucessão estadual como espécie de terceira via, e ainda lembra que Silval está aberto ao diálogo para ampliar o arco de alianças. Pelas insinuações de Maggi, o cabeça-de-chapa pode ser prioritariamente Silval, mas nada impede do quadro se reverter, com a reconquistar para o bloco do presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt). Ingênuo ou não politicamente, ao invés de atuar como bombeiro para apagar incêndio, Maggi prefere jogar o grupo na fogueira.

    O que pesa nessa discussão é a maior afinidade que Maggi tem como Mendes, mesmo após este ter abandonado o PR e se filiado no PSB. Ambos são empresários, amigos de longa data e defendem os mesmos interesses, além de propagar que possuem perfil similar por serem mais técnicos que políticos, diferente de Silval. Mauro Mendes foi candidato a prefeito de Cuiabá em 2008 motivado por Maggi no seu palanque.

    O nome de Maggi ganha peso nesse processo porque seu governo detém boa popularidade e se transforma em espécie de "puxador de votos" do candidato majoritário que vier a apoiar. Essa reaproximação política dos dois agora reforça a tese de que Maggi pode fazer "corpo mole" para Silval não decolar nas pesquisas de intenção de voto e, com isso, levá-lo à desistência, embora o peemedebista descarte totalmente essa hipótese, principalmente porque assumirá a cadeira de chefe do Executivo, o que lhe trará maior visibilidade.

    A cinco meses das convenções, quando os partidos e seus líderes definirão candidaturas majoritárias e proporcionais e as alianças, e a sete meses das eleições gerais, quatro nomes são colocados como virtuais candidatos a governador. Pela oposição, desponta o tucano Wilson Santos que, para poder concorrer ao pleito, terá de renunciar ao mandato de prefeito de Cuiabá até 3 de abril. Jayme tem um pré-acordo com Wilson, no sentido de selar composição PSDB-DEM e de lançar o nome que melhor pontuar nas intenções de voto. Silval levanta a bandeira da situação, com Maggi como principal cabo eleitoral, enquanto Mendes corre por fora.

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Articulação | 08/02/2010 - 12:54

Zaque diz ser MPE na essência e descarta disputa a desembargador

Romilson Dourado

Promotor Mauro Zaque   O promotor de Justiça Mauro Zaque assegurou nesta segunda, no mesmo dia em que retomou às atividades no Ministério Público após período de férias, que está fora de cogitação qualquer pleito de sua parte visando promoção de desembargador do Tribunal de Justiça. Seu nome estava bastante comentado nos bastidores como possível candidato ao cargo vitalício na magistratura. Em junho, será aberta vaga no Pleno para indicação do Quinto Constitucional do MPE com a aposentadoria compulsória do desembargador Leônidas Monteiro, prestes a completar 70 anos. Zaque disse entender que "cargo de desembargador é importante e de muito brilho", mas pondera que não é sua pretensão.

   "Não digo que dessa água não beberei porque a gente não sabe o que ocorrerá no futuro, mas estou realizado como promotor", diz Mauro Zaque, que responde hoje pelas Promotorias de Patrimônio e Fazenda Pública. Ele atua no MP há 12 anos e, por seis, foi coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). "Isso (pretensão de concorrer à vaga de desembargador) não tem fundo de verdade. Não obstante considerar o cargo de desembargador importante, sou do Ministério Público na essência", destaca Zaque.

   Ele observa que existe hoje dentro do MPE um movimento que defende que promotores e procuradores não devam participar do Quinto Constitucional para promoção de desembargador, assim também em relação à OAB e seus advogados. "Independente desse movimento, eu não tenho nenhuma pretensão nesse sentido", completa. Enquanto Mauro Zaque está fora do páreo, outros se articulam na esperança de vir a compor a lista sêxtupla a ser definida pelo Conselho do Ministério Público, como o promotor Marcos Henrique Machado e os procuradores Paulo Prado, Luiz Eduardo Martins Jacob, José Basílio Gonçalves, Joao Batista, Mauro Viveiros, Mauro Delfino e Eliana Maranhão. Cada desembargador recebe em média R$ 22 mil, além de uma série de outros benefícios. O Pleno é composto de 30, sendo três deles oriundos do MPE (Leônidas, Paulo da Cunha e Guiomar Teodoro Borges).

   A partir da vacância da cadeira, o Tribunal de Justiça faz o comunicado ao Conselho do MPE, que define a lista sêxtupla, que será encaminhada ao TJ, a quem cabe reduzí-la à tríplice. Por fim, a escolha e nomeação para o cargo fica sob o governador. Como Blairo Maggi renuncia ao mandato no próximo 31 de março, a escolha e nomeação ficará sob Silval Barbosa (PMDB), hoje vice-governador e pré-candidato ao Palácio Paiaguás. Outras três vagas no Pleno serão abertas neste ano, com as aposentadorias dos desembargadores Donato Fortunato Ojeda, Jurandir Florêncio de Castilho e Antônio Bitar Filho. Vão ser preenchidas por juízes de entrância especial dentro dos critérios de merecimento e antiguidade.

Articulação | 04/02/2010 - 22:08

Mendes reanima grupo dos 9 ao aparecer em encontro do PDT

Adriana Nascimento

Percival Muniz, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta   Com um discurso de  “estou aí para o que der e vier, mas sei que ainda não posso dizer isso aos quatro ventos”, o virtual candidato a governador pelo PSB, empresário Mauro Mendes, esteve reunido nesta quinta (4) com seis, dos nove partidos que compõem o Movimento Mato Grosso Muito Mais.

   Questionado sobre as chances de ser candidato, numa escala de 0 a 10, ele saiu pela tangente e respondeu que é “1000 em disposição de disputar o governo”. O mesmo discurso parece ter sido afinado com virtual vice, presidente regional do PDT, deputado Otaviano Pivetta. "Ainda é cedo para revelar isso porque tem que ver o que está sendo construído", ponderou o pedetista.

  Mendes reafirmou que só terá a confirmação da candidatura em julho, quando acontecem as convenções partidárias. “Mas isso pode ser declarado antes, talvez até o fim de março". Enquanto isso, ele pretende conversar com todas as lideranças partidárias e com a sociedade. Acuado pela imprensa sobre a existência de um “plano B” caso não seja viabilizada a candidatura, Mendes foi categórico: “não tem plano B, só plano A”.

   Quanto a ser vice na chapa do vice-governador Silval Barbosa (PMDB), o empresário respondeu que nunca recebeu convite do peemedebista. “Isso é apenas a velha fórmula de fazer política mandando recados pela imprensa, mas política séria não é feita dessa forma”, finalizou.

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Articulação | 04/02/2010 - 18:22

Comec não se envolve mais com questões políticas, diz presidente

Romilson Dourado

Oscemário Daltro, presidente do Comec   O presidente do Conselho de Ministros Evangélicos de Cuiabá (Comec), Osmário Daltro, disse nesta quinta que a entidade, a partir de sua eleição em setembro do ano passado, estabeleceu que não discute mais questões político-partidárias e tampouco indicará cargos. Segundo ele, se há acordo do prefeito Wilson Santos (PSDB) com alguém que faz parte do Comec, se refere a entendimentos com a diretoria anterior, até então sob o bispo Luiz dos Anjos, da Igreja Sara Nossa Terra.

   Essa discussão veio à tona e ganhou polêmica porque o prefeito pediu que Osmário Daltro, irmão de Oscemário, entregue o cargo de secretário de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo. Na pasta, o tucano quer nomear alguém indicado pelo PPS, uma forma de atrair o partido não só para a administração da Capital, mas também para o seu palanque na disputa à cadeira de governador. O curioso é que Osmário é filiado ao PDT e foi remanejado do Meio Ambiente para o Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo sob indicação do Comec. Oscemário, por sua vez, agora preside o Comec, é secretário-adjunto da Cultura do governo Blairo Maggi e milita no PR, partido que apoia para governador o atual vice, peemedebista Silval Barbosa.

   Segundo Oscemário, a entidade passa por um processo de restruturação e de resgate da imagem, agora com desvinculação de questões políticas. Ele garante que, enquanto presidente de uma entidade que congrega cerca de 70 denominações evangélicas na Capital, não faz qualquer referência, por exemplo, ao partido no qual milita e muito menos ao pré-candidato que o PR deve apoiar, vice-governador Silval. "Ninguém está autorizado a usar o nome do Comec para barganhar cargo ou fazer qualquer tipo de negociação política. Não admitimos mais isso", afirma Oscemário Daltro, que disputou e perdeu para vereador pela Capital em 2008.

   O presidente do Comec afirma que, de fato, o prefeito havia feito compromisso com a diretoria anterior para indicação de cargo. Isso ocorreu na pasta do Meio Ambiente, que estiveram sob Éden Capistrano e Levi de Andrade e, depois, sob comando de Osmário Daltro, remanejado depois para outra secretaria. Osmário está com os dias contatos no primeiro escalão. O Palácio Alencastro só está esperando o PPS indicar um nome para fazer a substituição. Oscemário Daltro assegura que, sob a nova diretoria, as diretrizes no Comec são outras e, se o prefeito quiser manter acordo com membros da entidade, precisa deixar claro que esse entendimento será desvinculado do Comec, que funciona há 23 anos. "Nosso papel é de conjugar os pastores e não de envolvimento político", diz Oscemário, da Igreja Voz da Verdade.

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