Professores chamam ex-presidente do Sintep de traidor da categoria
Em assembléia-geral, os profissionais da rede estadual de ensino aprovaram, além do estado de greve a partir desta segunda, também uma Moção de Repúdio ao secretário de Educação de Várzea Grande, Elismar Bezerra. Em discursos inflamados na escola Presidente Médici, os educadores se mostraram indignados com a postura de Elismar. Na semana passada, o secretário anunciou, em entrevista ao RDNews (confira aqui), que os professores do municipio que decretaram os 15 dias de greve em maio vão sofrer corte nos salários.
Revoltados, os educadores do Estado se solidarizaram com a categoria de Várzea Grande e classificaram Elismar de traidor. Lembraram que o hoje secretário da administração Murilo Domingos já foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público do Estado (Sintep) na década de 90. Entendem que agora Elismar Bezerra "virou as costas para a categoria que tanto defendeu no passado".
Em Várzea Grande, os professores ficaram de greve de 17 de maio até o final do mês. A categoria acabou retornando ao trabalho sem a contemplação do realinhamento salarial e o envio do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para apreciação da Câmara Municipal. Para piorar, não vão receber pelos dias em que estiveram de greve.
Decisão unânime deixa petistas Ságuas e Verinha numa saia-justa; paralisação geral deve ocorrer a partir de 5 de agosto
Em assembléia-geral nesta segunda à tarde, os profissionais da educação da rede estadual aprovaram estado de greve já a partir de agora e uma nova reunião para 5 de agosto, já dispostos a cruzarem os braços. Eles tomaram a decisão por unanimidade 50 dias após o deputado petista Ságuas Moraes ter assumido a pasta da Educação, com a ex-deputada Vera Araújo de adjunto de Gestão de Pessoas. Tratam-se de dois profissionais que sempre estiveram do lado da categoria. Agora, no governo, se vêem numa ´saia-justa´.
Em encontro na escola estadual Presidente Médici, em Cuiabá, os educadores rejeitaram a proposta do governo Blairo Maggi de uma reposição salarial com base na inflação e mais 4%, totalizando um reajuste de 6%. A categoria exige o piso nacional que venha a definir o menor salário em R$ 1.050. Hoje, o piso não supera a R$ 700, dependendo da quantidade de aulas-horas.
A disposição dos educadores é partir para o enfrentamento com o governador e também com o secretário petista Ságuas Moraes. Dessa forma, os cerca de 500 mil alunos matriculados nas 647 escolas da rede estadual nos 141 municípios vão entrar de férias neste mês sem a segurança de que retornarão às aulas em agosto.
A nova assembléia-geral está agendada logo para 5 de agosto, justamente no período de início do segundo semestre do ano letivo. Sob a liderança do Sintep, os quase 30 mil profissionais da educação adiantaram que não vão recuar. Se o governo não atender as reivindicações, vão mesmo paralisar as atividades por tempo indeterminado.
O interessante nessa tal de democracia brasileira é o rodizio no poder e quanto os discursos sofrem influência temporal e da posição em que se encontra. Vamos ver como o ságuas sai dessa. Lá em brasilia o discurso já mudou radicalmente em relação ao original.
...está acontecendo o que todo mundo já sabia, Boi de Piranhas!!!! e a culpa logica ou vai ser do PT, ou os recursos virão do PT/DF, sinuca de bico!!! vão todos correrem para Brasília pedirem dinheiro para o Blairo Maggi!
Bom! agora, a combativa Verinha é poder, esta de botina nova e os bravos educadores de BAMBOLE
aqui em nosso municipio ocorre a mesma coisa...só foi o Juca Lemos ser nomeado para a administração Saquet,nem sei como escreve o nome desse prefeito que deixou Pedra Preta para administrar ou melhopr acabar com nossa cidade,pois só foi o Juquinha assumir um cargo e hoje tudo que esse prefeito faz é maravilhoso.Agora com verinha e ságuas botinudos,acabou-se a oposição.
A decisão do SINTEP de mobilizar sua categoria em prol da Negociação Coletiva demonstra a autonomia e a legitimidade desta combativa entidade - que muitas contribuições têm dado para a Educação no Estado e no Brasil - em continuar empunhando suas justas bandeiras.
Quanto aos interlocutores do Governo do Estado: É melhor que o Sindicato negocie com quem de fato conhece suas reivindicações (no caso Ságuas e Verinha)e estejam sencíveis às mesmas, do que negociar com quem só está interessado em "mostrar serviço" pro governador.
No mais, não vejo prejuízo. Seja pro governo ou pro Sindicato. Faz parte do processo democrático, faz parte da luta de classes.
Boa Luta ao SINTEP!! Boa Luta à Categoria!
A campanha “Não dê esmola. Dê cidadania – Esmola não dá futuro” será lançada no próximo dia 20 na nova sede do Ministério Público em Alta Floresta (a 803 km ao Norte de Cuiabá). O Ministério Público já participa da campanha de conscientização realizada na capital desde o início deste mês.
A idéia da campanha surgiu para mudar a cultura de dar esmolas. Com o projeto, espera-se que crianças pedintes sejam retiradas das ruas. Além de outdoor, cartazes espalhados pela cidade e veiculação de peças publicitárias na mídia, a campanha vai estimular o debate sobre a esmola nas escolas e outras organizações civis. A implantação do projeto conta com a participação do procurador de Justiça Paulo Prado, do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos e do promotor de Justiça de Alta Floresta, Marcelo Caetano Vacchiano. (Simone Alves - RDNews)
A divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) por escola mostra que mais da metade dos estabelecimentos de ensino brasileiros não atingiram a média nacional. Nos primeiros anos do ensino fundamental, 14.518 escolas tiveram notas abaixo de 3,8, que é a média atual do índice. O número corresponde a 52% do total de quase 28 mil escolas.
No caso dos alunos de 5ª a 8ª séries, os dados são ainda mais desanimadores. Das 18.653 escolas avaliadas, 11.402 tiveram notas abaixo de 3,5, considerada a média nacional, o que corresponde a um índice de 61,2% de escolas que ficaram abaixo do nível.
O indicador do desempenho dos municípios brasileiros no sistema de ensino público varia de zero a 10, levando em conta o rendimento escolar e as médias dos alunos no Sistema Nacional de Avaliação Básica (Saeb) e na Prova Brasil que avalia o conhecimento de alunos da 4ª e 8ª séries do ensino fundamental nas áreas de português e matemática.
A consulta dos dados por escola pode ser feita no site do Ministério da Educação, na página do Ideb - clique aqui e confira (com Agência Estado).
Valeu o grau de parentesco. O governador Blairo Maggi disse "não" a seu secretário de Educação, o petista Ságuas Moraes, que já havia decidido exonerar Noí Borges Scheffer do cargo de assessor especial da Seduc. Detalhe: Noí é primo de Maggi.
Agora, o petista se vê obrigado a recuar e manter no quadro Noí Scheffer, que já foi adjunto e até assumiu a pasta por alguns meses durante a gestão de Ana Carla Muniz. O primo de Maggi também integrou o segundo escalão quando a secretaria estava sob Luiz Antônio Pagot até o mês passado - clique aqui e leia mais sobre o assunto.
Antes mesmo de assumir a condução da maior secretaria da máquina estadual, o deputado licenciado Ságuas Moraes ouviu do governador que poderia promover as mudanças de equipe que bem entendesse. O PT "pegou corda". Passou então a colocar membros do seu grupo nos principais cargos da Saúde, entre eles Antonio Carlos Ióris, que o assessora, como braço-direito e responsável pela questão financeira, desde a década de 1990.
O problema é que agora o novo secretário de Educação encontrou o primeiro obstáculo ao tentar "derrubar" o primo do governador. Com aval do primo, Noí Scheffer continuará na Seduc. Ságuas, por sua vez, "engole seco".
Volto a repetir que este governador Blairo Maggi é igual aos demais governadores que passaram no Palácio Paiaguás. Enquanto muitos estados e municípios estão lutando contra o nepotismo em órgãos públicos, Maggi e sua 'quebra de paradigma' está na contra mão da história ao manter seu primo na Secretaria de Educação. O botinudo perde a oportunidade de mostrar que é um político diferente dos demais. É só teoria o governo Maggi. Ele faz questão de repetir o que maioria faz na política brasileira
O PT assumiu a Educação do Estado de "porteira fechada". Após obter do governador Blairo Maggi a garantia de autonomia total, o novo secretário Ságuas Moraes está promovendo uma série de mudanças nos cargos de segundo e terceiro escalões. O próximo que ele "derrubará" será o próprio primo do governador, o ex-secretário-adjunto Noí Borges Scheffer, que hoje ocupa cargo de assessor especial desde o início do ano, quando o secretário era Luiz Antônio Pagot. Antes, o primo de Maggi foi secretário-adjunto e chegou a comandar a pasta no período em que a titular Ana Carla Muniz. esteve licenciada para se dedicar à campanha do marido, o hoje deputado estadual Percival Muniz, e também ao projeto à reeleição do governador Maggi.
Deputado licenciado, Ságuas Moraes determinou também a exoneração do advogado Jonas Teixeira Motta Júnior e de Gleidison dos Santos. Ambos estavam na assessoria especial.
Há menos de um mês no cargo, Ságuas mudou todos os adjuntos, à exceção de Ezequiel Ângelo da Fonseca, que continua na Estrutura Escolar. O novo secretário substituiu a adjunta de Política Educional Marta Maria Pontin Darsie por Rosa Neide Sandes de Almeida, servidora de carreira havia 26 anos.
Também exonerou o ex-vereador Yuri Bastos Jorge, ex-presidente da MT Saúde. Na vaga de adjunto administrativo financeiro nomeou seu antigo assessor Antonio Carlos Ióris. Substituiu também o ex-vice-governador Osvaldo Sobrinho, que respondia pela Gestão de Pessoas, pela ex-deputada estadual Vera Araújo PT), então opositora ao atual governo.
SOU MATOGROSSENSE DE LIVRAMENTO, PORÉM, NÃO CONSIGO ENTENDER O CORPORATIVISMO DO PT. QUE SERIA VERINHA, PERTO DE UMA PESSOA QUE FOI DEPUTADO ESTADUAL, FEDERAL E VICE-GOVERNADOR. É PROVA QUE O QUE VALE É SER "COMPANHEIRO"
Acredito que a manutenção do Sr. Noí Scheffer na Assessoria Especial da SEDUC deve-se muito mais ao excelente trabalho que o mesmo vem desenvolvendo nesta Pasta do que ao seu parentesco com o Governador.
Acho que essas perseguições políticas tem que acabar, e os cargos devem ser preenchidos por profissionais com conhecimento, abilidade e atitude condizentes ao cargo, por isso acredito que o "primo" do Governador Blairo estava no cargo, só assim acreditos que um dia teremos uma gestão eficiente e que atenda as reais necessidades da população.
É uma vergonha sr blairo maggi, o senhor manter seu primão aí! É da turminha dos parentes mesmo... planta soja também???
É bom o senhor cuidar da polícia ou tem parantes lá também? espancando tabalhadores no araguaia? matando gente pobre em rondonópolis para dar show de violência prá pobre!!! algum pobre iria ser sequestrado em rondonópolis? ou são os ricão da soja pagando promessa de bonzinho prá nossa senhora? cristão o ... enriquecedores sobre a miséria. e a educação que nem carteira tem...
De pedra virou vidraça. O ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado (Sintep), Elismar Bezerra, ganhou projeção no movimento sindical empunhando duras críticas e incansáveis ataques ao governo Jaime Campos (91/94). Agora, faz ouvidos moucos quando o assunto é salário dos professores lotados na Prefeitura de Várzea Grande, onde é secretário de Educação. A categoria está de greve desde a última sexta (18). Principal reivindicação: reajuste salarial e implantação de Plano de Cargos, Carreiras e Salários para quem possui graduação.
Longe da rebeldia de quando era sindicalista, o secretário do prefeito Murilo Domingos agora se vê na berlinda. Alega que só é possível conceder 3% de reajuste aos profissionais da educação, garante não haver "um centavo" de perda salarial da categoria na atual gestão e observa que não seria justo elevar os vencimentos além da capacidade financeira do município e, depois, não poder honrar compromissos.
Menos de 10 anos separam o sindicalista Elismar do ocupante de cargo público. Os educadores dizem já terem visto esse filme antes e concluem: pena que não foi no Cine Teatro de Cuiabá, cujas obras estão paralisadas desde o governo do PSDB, quando o próprio Elismar era secretário estadual de Cultura.
É incrivel a capacidade de se renderem ao poder estabelecido
e de uma hora pra outra abandonarem os ideais tão fortemente defendidos anteriormente. Temos varios exemplos disso: Elismar, Lula com a tentativa de restringir o direito a greve... um absurdo!
Oportuno essa discussão. Elismar sempre jogou pedra. Agora, começa a levar pedrada. Bem feito!
É incrivel a capacidade de se renderem ao poder estabelecido
e de uma hora pra outra abandonarem os ideais tão fortemente defendidos anteriormente. Temos varios exemplos disso: Elismar, Lula com a tentativa de restringir o direito a greve... um absurdo!
Na condição de titular de uma pasta, onde a complexidade é enorme-- embora orçamento seja grande --, Elismar prova do sabor da ntemperança, que lhe foi característica na década passada, quando sindicalista. Agora ele não está errado, estava no passado, quando deveria ser mais tolerante e razoável. NO futuro, quiçá, se estiver na condção de sindicalista, seguramente terá outra postura.
é lógico, quando se fala em reajuste salarial ao servidor público não tem dinheiro,mais para as safadezas corrupção e desvios de verbas públicas ai sim não falta.
O petista Ságuas Moraes, recém-nomeado secretário de Estado de Educação, completou sua equipe de adjuntos. A última mudança foi na secretaria-adjunta de Política Educacional. Ele exonerou Marta Maria Pontin Darsie e nomeou à vaga a funcionária efetiva Rosa Neide Sandes de Almeida, que atua na Educação há 26 anos. Ela estava lotada como superintendente de Educação Básica da Seduc.
Também foi exonerado o ex-vereador Yuri Bastos Jorge, ex-presidente da MT Saúde. Assim que Luiz Antônio Pagot assumiu a Seduc, em janeiro deste ano, ele escolheu Yuri para conduzir a secretaria-adjunta-administrativa e financeira. Agora, com Ságuas, o ex-vereador foi substituído por Antonio Carlos Ióris, amigo pessoal e da relação de confiança de Ságuas. Ióris foi secretário por oito anos da Prefeitura de Juína quando o próprio Ságuas era prefeito e passou a assessorá-lo também na Assembléia.
Deixou a Seduc junto o então secretário Luiz Pagot o ex-vice-governador Osvaldo Sobrinho, substituído pela ex-deputada estadual Vera Araújo, nova adjunto de Gestão de Pessoas. Dos quatro adjuntos da Seduc, Ságuas Moraes manteve apenas Ezequiel Ângelo da Fonseca, na Estrutura Escolar.
Antes mesmo de empossar nesta segunda pela manhã o deputado licenciado Ságuas Moraes na pasta da Educação, o governador em exercício Silval Barbosa já o havia nomeado ao cargo. Desde este domingo, o petista responde pela Seduc, dona do maior orçamento da máquina estadual (R$ 740 milhões), com cerca de 30 mil servidores, 647 escolas nos 141 municípios e com aproximadamente 500 mil alunos matriculados.
O Diário Oficial com data de sexta (4) traz também a nomeação da ex-adversária do governo Maggi, Vera Araújo, como secretária-adjunto Especial de Gestão de Pessoas. Ela substitui o ex-vice-governador Osvaldo Sobrinho, que estava no segundo escalão da Seduc desde o início do ano. Sobrinho deixa a pasta junto com Luiz Antônio Pagot, que agora será diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
Agora com dois cargos de visibilidade na administração, o PT sela de vez a aliança com o "rei da soja". Até então, fazia oposição ferrenha.
O novo secretário Ságuas, que substitui Pagot, decidiu também exonerar o adjunto-administrativo e financeiro Yuri Bastos Jorge. Na vaga vai colocar o seu antigo assessor Antônio Carlos, que o acomapanha desde o período em que foi prefeito de Juína. A mudança será publicada até quarta no Diário Oficial.
Ex-presidente da AMM, Ezequiel Ângelo da Fonseca será o único que continuará no segundo escalão na Seduc. Ele ocupa o cargo de adjunto de Estrutura Escolar. A secretária-adjunta de Política Educacional, Marta Maria Pontin, será substituída. Ságuas disse que ainda não definiu o nome para integrar a equipe.
Como fica o staff da Seduc
Secretário - Ságuas Moraes
Adjunto Especial de Gestão de Pessoas - Vera Araújo
Adjunto Administrativo e Financeiro - Antônio Carlos
Adjunto de Estrutura Escolar - Ezequiel Ângelo da Fonseca
Adjunta de Política Educacional - Marta Maria Pontin
O contraditório PT passa a comandar a secretaria de Educação do Estado, a partir desta segunda (7), com o deputado licenciado Ságuas Moraes. A posse acontece a partir das 9h, no salão nobre do Palácio Paiaguás. Ao ingressar no governo Maggi, o partido da senadora Serys Marly e da ex-radical Verinha Araújo ignora o passado, marcado por críticas e ataques à atual administração.
Os petistas estão tão afoitos pelo cargo que nem concordaram em aguardar o governador Blairo Maggi retornar dos Estados Unidos. Caberá ao governador em exercício Silval Barbosa (PMDB) a missão de empossar Ságuas e também a ex-deputada Vera Araújo, que será adjunto de Pessoas da Seduc. Com a saída de Ságuas da Assembléia, o primeiro suplente Alexandre Cesar ocupa a cadeira de deputado.
A decisão por selar aliança com o governo Maggi e de ocupar cargos, integrando a chamada turma da botina, passou pelo crivo da maioria dos 45 membros da executiva regional. Mesmo assim, o assunto divide opiniões. Desde 2002, os petistas vinham contrapondo a gestão Maggi, inclusive com enfrentamento nas urnas.
Vera Araújo que, enquanto deputada, esculhambava a administração Maggi, virou aliada de carteirinha do Palácio Paiaguás. De olho no cargo, ela foi uma das quem mais se articularam nos bastidores para o PT incorporar a administração do "rei da soja".
Essa é a primeira vez que o PT conduz uma secretaria de Estado. Em 86, no início do governo Carlos Bezerra, a hoje senadora Serys Marly foi nomeada secretaria de Educação. À época, ela estava no PMDB. Foi exonerada por Bezerra poucos dias depois. Revoltada, migrou para o PV e, em 90, se elege deputada estadual pelo PV, onde está até hoje.
Com a saída da Educação do trator do governo Blairo Maggi, Luiz Antônio Pagot, futuro diretor-geral do DNIT, perdem os cargos de adjuntos o ex-vice-governador Osvaldo Sobrinho (PTB) e também o ex-vereador por Cuiabá e ex-presidente da MT Saúde, Yuri Bastos Jorge (PP). O primeiro havia assumido a cadeira de secretário-adjunto de Pessoas há quatro meses. Agora, Sobrinho será substituído pela petista Vera Araújo.
Derrotado para deputado estadual no ano passado, Yuri perde a cadeira de adjunto-administrativo e financeiro. Em seu lugar, o novo secretário Ságuas Moraes vai nomear Antônio Carlos, que vinha atuando como seu assessor parlamentar na Assembléia desde 2003. Ambos têm ligações antigas. Antônio foi secretário de Planejamento e de Finanças durante os dois mandatos de Ságuas como prefeito de Juína (1997/2002).
Ezequiel Ângelo da Fonseca (PP), ex-prefeito de Reserva do Cabaçal e ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Municipios (AMM), continuará no segundo escalão da Seduc como secretário-adjunto de Estrutura Escolar. Já a adjunta de Política Educacional, Marta Maria Pontin, no cargo desde a gestão de Ana Carla Muniz, será substituída. Saguás avalia três nomes como opções.
O mato-grossense de Poxoréo, Alfredo da Mota Menezes, professor, escritor e articulista do jornal A Gazeta desde 1991, lança na próxima quarta (24), às 18h30, na Assembléia Legislativa, mais uma obra. Será a primeira sobre a questão política em Mato Grosso. Está sendo lançada pela editora Tanta Tinta/Carlini & Caniato. Custará R$ 35.
Intitulado a Morte de Totó Paes - Política do Interior do Brasil -, o livro levanta os motivos que levaram à morte Antonio Paes de Barros, o Totó Paes. Ele morreu em 1906, em pleno exercício do cargo de governador de Mato Grosso.
Segundo Menezes, não há bandidos ou heróis no palco de disputas em que se transformou Mato Grosso naquele período. "Talvez o mais trepidante e instigante momento político que o Estado já passou. O livro mostra o que estava por trás disso tudo".
Totó Paes possuía a usina de açúcar Itaicy, com grande estrutura à época. Sua morte é até hoje motivos de acesos debates, destaca o autor. O livro procura entender por que se chegou àquele desfecho. Menezes busca os fatos políticos nos quais o Estado estava envolvido desde a proclamação na República em 1889 até a morte do governador.
"Não dá para separar aquele acontecimento das várias disputas políticas que viveu o Etado". Os grupos e partidos políticos procuram preencher espaços surgidos com o novo regime no país. E nessa tentativa, Mato Grosso passou por três “revoluções”: uma em 1892, outra em 1899 e a última, em que resultou na morte4 do governador Totó Paes.
O autor observa que fatos ocorridos nos governos dos presidentes Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Campos Sales e Rodrigues Alves ajudam a empurrar a política em Mato Grosso em direções diferentes. Segundo a obra, o que acontecia no Estado não eram fatos isolados, pois estava conectado com os acontecimentos nacionais e internacionais.
Menezes discorre sobre o Tratado de Petrópolis de 1903, com a cessão do Acre ao Brasil pela Bolívia. Afirma que trata-se de um dos fatores que ajudaram a botar fogo nas relações políticas do Estado. Impressiona também como a força militar federal sediada em MT interferia nos assuntos políticos locais. Chama atenção ainda a estreita ligação do Estado com os países da Bacia do Prata. A hidrovia Paraguai-Paraná unia os diferentes interesses.
A Prefeitura de Cuiabá corre risco de perder R$ 200 mil mensais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), caso o prefeito Wilson Santos (PSDB) não nomeie, com urgência, o novo Conselho Municipal de Merenda Escolar. O prazo venceu em março e a prestação de contas já deveria ter sido feita desde 28 do mês mês.
Os membros do Conselho já foram escolhidos para mandato de dois anos e aguardam somente a efetivação por parte do prefeito. O quadro é composto por representantes do Sintep, do Conselho Regional de Contabilidade e de Economia, da Câmara Municipal, do Poder Executivo e por dois pais de alunos.
No ano passado, o FNDE, vinculado ao Ministério da Educação, repassou cerca de R$ 2 milhões à capital mato-grossense para a merenda escolar. O Município teve uma contrapartida de R$ 180 mil.
O professor Roberto Boaventura da Silva Sá, coordenador da Gradução em Letras da Universidade Federal de Mato Grosso, denuncia, em artigo, o que chama de falta de democracia interna na instituição, sob o reitor Paulo Speller. Ele se mostra revoltado pelo fato da UFMT ter aberto sindicância com vistas a puni-lo por ter publicado o artigo intitulado "Omissão Jornalística: fatos para debaixo do tapete na UFMT". O artigo circulou no informativo do Sindicato dos Docentes.
Boaventura condenou a postura jornalística da Assessoria de Comunicação da UFMT e disse que "nem a Rede Globo, defensora da ordem, agia mais dessa forma". Ele se referiu ao fato da Assessoria ter produzido release sobre a aula inaugural aos calouros, mas sem mencionar o protesto que os estudantes fizeram contra a privatização das universidades. Por ter assinado um artigo contra a postura da Assessoria, o professor está respondendo à sindicância interna.
O artigo do professor Roberto Boaventura foi postado na seção Artigos, no alto da página, à esquerda. Clique lá e confira.
O vice-governador Silval Barbosa (PMDB) não está mais tão empolgado com o convite para assumir a pasta da Educação, mesmo seu nome já tendo sido anunciado pelo governador Blairo Maggi como substituto de Luiz Antônio Pagot. Barbosa não conseguiu convencer Maggi a liberar a secretaria de forma verticalizada, ou seja, com autonomia para o PMDB indicar os quatro secretários-adjuntos. Hoje, um adjunto é do PTB e, dois, do PP.
Diante da resistência do governador, Silval Barbosa refluiu e levou a discussão para o diretório regional do PMDB, sob o deputado federal Carlos Bezerra. O partido pretende endurecer o jogo. Quer a Seduc verticalizada e voltará a insistir nessa tese com o governador.
Pagot deixa a pasta dentro de 15 dias para comandar a direção-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Silval, segundo Maggi, já aceitou comandar a Seduc, que detém a maior estrutura de todas as secretarias. O governador não aceita que os quadro integrantes do segundo escalão sejam substituídos.
O ex-deputado e ex-vice-governador Osvaldo Sobrinho, segundo suplente do senador Jaime Campos (DEM), é o adjunto da área Sistêmica da pasta. O ex-vereador e ex-presidente da MT Saúde, Yuri Bastos Jorge, é adjunto financeiro e administrativo e o ex-presidente da AMM, Ezequiel Ângelo da Fonseca, atua na área operacional. Com atuação técnica, a adjunta de Políticas Educacionais, Marta Pontin, foi mantida no cargo.
Projeção feita pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) revela que cerca de 40% dos municípios mato-grossenses devem perder recursos com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O assunto foi debatido nesta segunda, em Cuiabá, durante o 1º Seminário sobre o Fundeb, que prossegue terça-feira. É realizado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), pela União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e pelo Ministério da Educação.
Para os prefeitos, os recursos devem ser distribuídos de forma compatível com as responsabilidades dos municípios. O presidente licenciado da AMM, José Aparecido dos Santos, o Cidinho, disse que são necessárias adaptações no projeto para atender às necessidades dos municípios. “O custo/aluno precisa corresponder à realidade do aluno na escola. Temos que fazer um esforço compartilhado entre União, Estados e municípios para aperfeiçoar o projeto”, destacou Cidinho.
O Fundeb será um dos principais assuntos a serem debatidos pelos gestores na 10ª Marcha a Brasília, no próximo mês. De acordo com o representante do IBAM, François Bremaeker, que discorreu sobre o “Impacto do Fundeb no Orçamento dos Municípios”,
Santos falou esta semana para mais de dois mil alunos na aula inaugural no ginásio do colégio São Gonçalo, no bairro do Porto. Discorreu sobre a história de Mato Grosso, com ênfase a assuntos como bandeirantismo, as monções, fundação do Arraial da Forquilha, a descoberta das Lavras do Sutil e o surgimento do Arraial Bom Jesus de Cuiabá. O prefeito destacou, por exemplo, que há 288 anos, os bandeirantes resolveram sair do litoral de São Paulo, caminhar, navegar e enfrentar diversos perigos para se aventurar em terras espanholas. Assim surgiu Cuiabá, a mais antiga povoação de toda região Centro-Oeste.
O cursinho se transformou no grande trunfo da gestão Santos. Na pesquisa Mark, feita entre 24 e 26 do mês passado, o Cuiabá-Vest é citado entre as cinco promessas de campanha cumpridas pelo prefeito. Ele passou a expolorar o assunto politicamente.
A expectativa da Fundação Educacional de Cuiabá (Funec), sob coordenação do professor Sérgio Cintra, é aprovar este ano 250 alunos na UFMT e Unemat, as duas universidades públicas do Estado. Em dois anos de projeto, o índice de aprovação saiu de 9% para 21% somente nessas duas instituições.
Foram inscritos 6.398 para ofertas de 2.250 vagas. No ano passado, 1,5 mil frequentaram as aulas e 843 fizeram as provas - o restante não teve condições financeiras de pagar a inscrição. Dos que enfrentaram o vestibular na UFMT e Unemat, 181 foram aprovados. O cursinho foi implantado em 2005, no primeiro ano da gestão tucana. Tem seis meses de duração e vem transmitindo confiança, auto-estima e motivação aos estudantes que enfrentam o desafio de ingressar numa universidade, além de ajudá-los na preparação para entrevistas em busca de emprego e testes para escolas técnicas ou profissionalizantes.
Galindo defen de que Estado pague 1/3 das despesas em instituições privadas
Com jeito tímido e acanhado, ele pouco subirá à tribuna para discursar. Mas, em silêncio, deve se destacar em termo de projetos de qualidade. Com menos de 15 dias de mandato, o empresário Chico Galindo (PTB), irmão de Altamiro, dono do Grupo Unic, já apresentou uma proposta que vai gerar muito discussão nos Poderes Legislativo e Executivo e junto à sociedade. Propôs que o Estado implante o programa Bolsa Universitária para custear ao menos um terço as despesas de estudantes carentes junto às instituições privadas.
O projeto de Galindo foi apresentado em parceria com os colegas José Riva (PP) e João Malheiros (PPS). O parlamentar petebista defende que o governo estadual inclua no orçamento as despesas com o programa. Pela proposta, enquanto o Estado bancaria um terço, as universidades, com oferta de vagas excedentes, custeariam o restante (dois terços). Pelos cálculos de Galindo, cada universitário geraria um custo anual de R$ 5 mil. "Se o governo destinar R$ 4 milhões teria condições de contemplar mil alunos. Esse projeto vem de encontro aos anseios de vários jovens que desejam aprimorar, se qualificar, crescer, progredir na vida pessoal e contribuir para com a coletividade através do seu trabalho", destaca. Lembra que em Goiás, o governo implantou esse projeto e mantém 10 mil universitários.
Antes de apresentar o projeto em plenário, Chico Galindo buscou apoio dos secretários Luiz Pagot (Educação), Chico Daltro (Ciência e Tecnologia) e Flávia Nogueira (Apoio a Políticas Educacioais). O deputado explica que as universidades públicas de MT (UFMT e Unemat) só atendem a 10% da demanda. A cada ano, cerca de 50 mil concluem o ensino médio e estão pronto para cursar o terceiro grau. Em que pese o Estado já manter a Unemat e o governo federal a UFMT e o programa Pró-Uni, que contemplou 1,2 mil universitários do Estado em 2006, Chico Galindo entende que não é suficiente.
Pelo projeto, que agora será analisado pela Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, o estudante a ser beneficiado pelo programa educacional Bolsa Universitária prestará serviços ao governo, seja no pré-vestibular comunitário ou qualquer programa ou projeto cadastrado nos órgãos governamentais.
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