Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:15 h

SENADO | 18/09/2007 - 11:38

Pela 1ª vez, Mesa inclui nome de Pagot na pauta

Romilson Dourado

   Pela primeira vez, entrou na pauta na sessão ordinária do Senado desta terça (18) a resolução que indica o nome do executivo Luiz Antonio Pagot para o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). O pedido de nomeação do mato-grossense está inserido junto a outros 18 processos, incluindo oito indicações para cargos federais.

    Além de Pagot, os senadores devem votar hoje a resolução com nome de Miguel de Souza para a Diretoria de Planejamento do próprio Dnit, assim como de outros indicados para Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caso a oposição não venha a obstruir a pauta, o processo de Pagot deve ser votado entre 18h e 19h desta terça.

    Perguntado se estava seguro quanto à aprovação do seu nome em plenário, Pagot, que está em Brasília mergulhado nas articulações, limitou-se a dizer que "está otimista". "Não sei o que pode acontecer. Acho que se a oposição aceitar votar os processos, tudo ocorrerá bem, dentro do previsto", destacou o ex-secretário de Estado de Infra-Estrutura, Casa Civil e Educação.

     Prestes a comandar um orçamento anual de R$ 12 bilhões, Pagot enfrentou uma série de turbulências até ter o nome aprovado pela Comissão de Serviços de infra-Estrutura de Transportes do Senado. Entre as acusações está a de crime de responsabiidade por dupla função, de assessor no Senado e, ao mesmo tempo, de diretor da Hermasa Navegação da Amazônia. Agora, o único obstáculo é o plenário do Senado. Tudo indica que Pagot chegará mesmo à direção-geral do Dnit.

SENADO | 15/09/2007 - 10:48

O triste papel do PT

Romilson Dourado

    De campeões da ética, os petistas se imolam
na defesa de Renan, um fóssil da era Collor

    Ao cair da tarde de quarta-feira, sob uma chuva fina, parentes, amigos e eleitores do senador Renan Calheiros saíram às ruas de Murici, no interior de Alagoas, para celebrar a vitória do conterrâneo ilustre. Houve carreata e buzinaço, explosão de rojões e queima de fogos. Em Brasília, na mesma hora, num canto do plenário do Senado Federal, um grupo de petistas, em perfeita sintonia com o entusiasmo muriciense, confraternizava com a salvação de Renan. "Somos a bancada da abstenção", festejava a senadora Fátima Cleide, do PT de Rondônia, numa animada conversa com os colegas Sibá Machado, João Pedro, Serys Slhessarenko e a indefectível líder da bancada, Ideli Salvatti, a senadora que adora conjugar o verbo "vivenciar" mas que, durante os 110 dias do primeiro processo contra Renan, se recusou tenazmente à vivência da moralidade. Quem diria que um dia o Partido dos Trabalhadores, essa legenda que empunhou com tanto garbo a bandeira da lisura com a coisa pública, daria seu último adeus à ética justamente para salvar da guilhotina o pescoço do ex-collorido Renan Calheiros?

    A absolvição temporária do senador dos lobistas não é responsabilidade única dos petistas. "Nada de jogar no colinho do PT", diz Salvatti, que foi incansável na luta para proteger o senador das notas frias. "Isso é má aritmética", completa Aloizio Mercadante, que confessou candidamente que, entre absolver e condenar o senador dos bois de ouro, optou pela abstenção. Ah, bom... Isso fez toda a diferença. É preciso coragem para se abster em um momento daqueles.

    Mas os dois têm razão: a má aritmética não cabe no colinho do PT, que afinal tem apenas doze senadores, número insuficiente para decidir qualquer coisa. O que ambos escondem é que política não é aritmética. A oposição, basicamente representada por PSDB e ex-PFL, não conseguiu votar unida e acabou dando votos pela absolvição. Calcula-se entre sete e dez votos. A questão é que o PT, se não tem expressão relevante no terreno da aritmética, teve atuação decisiva no campo da política. Na oposição, ninguém cabalou votos, ninguém fez alianças, ameaças ou chantagens, ninguém fez campanha para livrar a cabeça do senador das fraudes. O PT fez. E como fez. E fez porque achou que deveria fazê-lo.

     A insistência petista para eximir-se do desastre no Senado deve-se à vergonha. Os senadores têm vergonha de assumir o que fizeram perante uma opinião pública avassaladoramente pró-cassação. Têm vergonha inclusive perante uma parcela de petistas que ainda se mantém fiel a antigos princípios éticos do partido. "O PT precisa ter mais firmeza a favor da ética. Essa bandeira histórica tem de ganhar contundência", reclama o senador Flávio Arns, petista do Paraná, que garante ter votado pela cassação. "O PT precisa ficar sintonizado com o que o povo pensa, com o clamor das ruas", completa Arns, um senador que, já se nota pelo discurso, não pertence a núcleos influentes do partido. Se até petistas criticam o PT, por que o partido fez o que fez? "Porque o partido está se misturando cada vez mais com o governo, uma mistura que aliás está na origem do mensalão", diz o senador Delcídio Amaral, do PT de Mato Grosso do Sul, outro que garante ter votado pela cassação. "Precisamos acatar o resultado das instituições", disse o presidente Lula, no dia seguinte, em viagem à Dinamarca. Em vez de agradecer o serviço prestado pelo PT ao seu governo, Lula escolheu tomar distância diplomática em público.

    Há outra razão, além da simbiose entre partido e governo, para explicar o vexame do PT: sua renúncia completa e definitiva à ética na política. O maior rombo no casco ético do PT aconteceu quando veio a público o escândalo do mensalão. Nesse caso, o PT esperneou, negaceou e tergiversou porque espantar o mensalão era uma forma de salvar o próprio partido. Agora, com a militância a favor do senador condenado pelo Conselho de Ética, ficou claro que o PT não atropela a ética apenas quando se trata de salvar a si próprio. Nada é mais sintomático do desmanche de um partido que fez questão de apresentar-se como portador de uma "nova ética na política". O melancólico é que o PT sempre propagandeou ter a missão de mudar a cultura política nacional, impregnada de compadrio, coronelismo, corrupção. O máximo que pode ter acontecido é que, em vez disso, a cultura política nacional é que mudou o PT. Ou será que a defesa da "ética na política" nunca esteve na alma do partido, servindo apenas como instrumento eleitoral? A leitura dos principais documentos aprovados pelo PT de 1980 até hoje – mais de quarenta no total – sugere que o partido trabalha com o tema da ética à luz das necessidades eleitorais. O assunto era quase ignorado na década de 80, ganhou impulso tremendo nos anos 90, sobretudo logo depois do governo Collor, e voltou a perder ibope nos últimos anos.

     Na quarta-feira passada, às 17h28, o site oficial do PT colocou no ar uma nota informando sobre a absolvição do senador do patrimônio inexplicado. Dizia assim:

     "Por 40 votos a 35, o plenário do Senado absolveu na tarde desta quarta-feira (12) o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), da acusação de quebra de decoro parlamentar. A sessão foi secreta e houve seis abstenções. O processo pedia a cassação do mandato de Renan por ele supostamente ter usado dinheiro de uma empreiteira para pagar despesas pessoais".

     E nada mais. No dia seguinte, quando as manchetes de onze dos principais jornais do país – de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco e Ceará – denunciavam a vergonha da salvação do mandato do senador das mentiras, o quadro de notícias do site do PT não trouxe palavra sobre o assunto. Faz sentido. Murici está em festa.

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SENADO | 14/09/2007 - 15:31

Serys garante que votou pela cassação de Renan

Romilson Dourado

Serys defende afastamento de Renan da Presidência do Senado A senadora Serys Marly (PT), encaminhou nota ao RDNews acerca da matéria "Serys contribui para salvar o mandato de Renan" e garante que, na sessão secreta de quarta (12), votou "sim" pela cassação do mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na votação secreta que absolveu Renan no processo por quebra de decoro, o placar apontou 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e seis abstenções. "Votei sim e reitero, ainda, que sou a favor do licenciamento do presidente daquela Casa a fim de distender as tensões políticas decorrentes do episódio", afirma a senadora.

    Serys não gostou do contraponto enfatizado na matéria, que lembra de sua posição dura de quando era deputada estadual e da mudança de postura enquanto senadora. E atacou este jornalista: "Não estranha a insinuação maldosa feita pelo jornalista Romilson Dourado. De todo modo, tem ele, inegavelmente, todo o direito – garantido pelo regime democrático em que vivemos – de especular visionariamente sobre o que quer que seja, baseado unicamente em suas convicções pessoais. Aliás, não é a primeira vez que assim o faz", afirma Serys, lembrando do episódio de 2001".

     A senadora condenou também a votação secreta. Entende ser urgente a necessidade da publicidade e abertura de todas as sessões do Senado. "É inerente e até necessário que não basta que o poder seja público, mas que, também, seja exercido em público".

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SENADO | 13/09/2007 - 21:05

Boicote a Renan posterga a nomeação de Pagot

Romilson Dourado

    A nomeação do ex-secretário estadual de Infra-Estrutura, Casa Civil e de Educação, Luiz Antonio Pagot, para a direção-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura (Dnit) pode ser arrolada por mais de um mês. Vai durar o tempo em que Renan Calheiros (PMDB-AL) continuar na presidência do Senado. O calvário prossegue porque um grupo de senadores de seis partidos armam uma estratégia para pressionar a saída do alagoano. O boicote consiste em não aprovar matérias de interesse do governo, entre elas, a resolução com nome do indicado mato-grossense ao cargo federal.

    Para o afilhado político do governador Blairo Maggi, o que se tem a fazer é esperar. Em entrevista ao RDNews, ele preferiu não comentar sobre a teimosia abestada de Renan, mas se apega às outras nomeações que precisam ser analisadas no plenário do Senado. "Aguardar, é o que tenho a fazer. Outras nomeações precisam acontecer e isso não poderá ser adiado por muito tempo", disse Pagot.

    Apesar do tom de melancolia, Pagot afirma que continua a desenvolver tarefas paralelas, inclusive nos debates sobre o fomento das hidrovias. Esta semana não viaja a Brasília. Mas já tem agenda para segunda (17). Vai a São Paulo participar de debates sobre hidrovias. "Minha vida não parou e não vai parar". Ele observa que já batalhou o suficiente para agilizar sua nomeação. "Em Brasília, fiz o que tinha que fazer, conheci os senadores que tinha que conhecer, como já disse o que me resta é esperar", disse.

   Lista de boicotes

 01- Impedimento da aprovação de medidas provisórias que liberam recursos extraordinários para ministérios;
 02 - Senadores (alguns) não participarão de sessões presididas por Renan enquanto ele responder a processos no Conselho de Ética;
 03 - Votar contra a prorrogação da CPMF em novembro - o que fará o governo perder R$ 38 bilhões no ano que vem. (Simone Alves - RDNews)

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SENADO | 13/09/2007 - 08:13

Serys contribui para salvar o mandato de Renan

Romilson Dourado

   O meio político está tão instável que ocupantes de cargos eletivos se vêem atordoados e abobalhados diante de outros que outrora eram combativos, determinados e exemplares defensores da ética, da decência moral e da conduta irrepreensível. Minutos antes do início da sessão secreta que inocentou o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o deputado estadual Percival Muniz (PPS), sem se aprofundar no assunto, falou da postura de Serys e dos demais militantes do PT diante da acusação de quebra de decoro parlamentar de Renan. Disse que "as coisas estão tão loucas que o outrora concencioso e afagoso DEM (ex-PFL) tirou a dura posição de condenar Renan, enquanto o ético, o moral, o ilibado e o irrepreensivo PT, único a pedir impeachment de todos os ex-presidentes do país, havia liberado todos os seus senadores para votarem de acordo com suas consciências.

   Foi o suficiente para Serys ficar à vontade. Mesmo admitindo ter votado pela cassação de Renan, não despertou nenhuma surpresa na classe política em Mato Grosso. Sua postura diante do caso sinaliza que votara pela absolvição do presidente da Mesa Diretora do Senado, da qual faz parte.

    Serys mudou o seu perfil político. Não é mais aquela parlamentar combativa de quando ocupou cadeira de deputada estadual. À época, liderava as massas junto com os sem-terra pela reforma agrária e cobrava briga em nome das minorias. Da tribuna na Assembléia, ela denunciava o governo do Estado, apresentava dossiê, cobrava reivindicações da classe operária e partia para o ataque a qualquer crítica que recebesse.

   Primeira mulher a ser eleita senadora por Mato Grosso, em 2002, quando obteve 574.563 votos, Serys Slhessarenko que, após a separação de Leonardo Slhessarenko, passou a usar Marly no sobrenome, se distanciou das bases. Está mais presente na burguesia, expressão muito utilizada nos movimentos de esquerda quando se referem aos abastados.

    Será que a senadora petista, conforme ilustra acima a charge de Fernando Ordakowski, está tirando ou empurrando Renan para o buraco? Você tem direito ao voto aberto e a comentários.

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SENADO | 12/09/2007 - 18:40

Julgamento de Renan teve pugilismo e insultos

Romilson Dourado

Confronto entre deputados federais e seguranças, na porta do Salão Azul

     Pugilismo entre deputados e seguranças, tapa na cara, luta corporal, xingamentos e uma cena de vexame nacional transmitida ao vivo por emissoras de rádio e TV. Foi assim que começou o julgamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), diante da decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) que assegurou a presença de deputados na sessão secreta.

     Os deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Fernando Gabeira (PV-RJ) entraram em confronto com policiais quando tentaram entrar no plenário, depois do sinal verde do presidente da sessão, Tião Viana (PT-AC). Um dos policiais, enquanto trocava sopapos com Jungmann, deixou uma arma de choque não-letal, uma Taser, cair no chão a poucos metros da entrada do plenário. Quem levar o choque de 50 mil volts é derrubado na hora.

     Segundo os seguranças, não havia a intenção de acertar Jungmann. Se tivesse sido atingido, no entanto, o deputado teria perdido a força física por alguns instantes, tempo suficiente para ser imobilizado. Dedo em riste e aos palavrões, o deputado do PPS de Pernambuco avançou sobre o segurança.

    No meio da confusão, Gabeira, mais franzino do que Jungmann, foi jogado contra a porta de vidro que dá acesso ao plenário. Na tentativa de defender-se, aos safanões, alcançou o rosto de Tião Viana.  "Inadvertidamente, eu dei um soco no presidente Tião, mas já nos beijamos", afirmou, mais tarde, o deputado do PV do Rio, que se desculpou com ele e foi perdoado.

      O empurra-empurra fez a deputada Luciana Genro (PSOL-RS) perder o cartaz que pretendia exibir no plenário em sinal de protesto. "Sessão secreta é a negação do Parlamento" era a frase escrita na cartolina que sumiu depois que ela levou um chute que lhe cortou o calcanhar. "Se houve quebra de decoro nesse episódio, foi por parte dos seguranças porque nós estávamos autorizados a entrar no plenário", disse.

     As agressões aos deputados levaram o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a fazer uma manifestação pública. Chinaglia considerou o fato "inadmissível e inaceitável" e cobrou providências de Tião Viana. O presidente da Câmara disse que ninguém pode sofrer violência no Legislativo e que, se fosse com senadores na Câmara, teria aberto uma investigação rigorosa, imediatamente.

    Precavido, o segurança que deixou cair a Taser procurou o Instituto Médico-Legal (IML) para fazer um exame de corpo de delito e mostrar que também saíra ferido do confronto. Outros dois seguranças da presidência do Senado também acabaram no serviço médico da Casa, fazendo curativo em ferimentos que tiveram na canela. "Nós tomamos soco, cotovelada, foi uma tsunami", queixou-se um dos chefes da segurança do Senado, ressaltando que atrás da meia dúzia de deputados que tentavam entrar no plenário, vinham dezenas de jornalistas. (Com Agência Estado)

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SENADO | 12/09/2007 - 16:35

Serys ajuda na absolvição de Renan por 40 a 35

Romilson Dourado

   Apesar da senadora mato-grossense Serys Marly preferir não confirmar, o seu voto foi um dos 40 que contribuíram para a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de quebra de decoro parlamentar por ter pago despesas pessoais com dinheiro de Cláudio Gontijo, lobista da Construtora Mendes Junior. Os outros dois senadores mato-grossenses Jaime Campos e Jonas Pinheiro teriam votado pela cassação, sob orientação do DEM.

   Enquanto 40 senadores votaram pela absolvição durante a sessão secreta, 35 deram voto pela condenação. Seis abstiveram-se de votar. O processo contra Renan, condenado por 11 votos contra 4 no Conselho de Ética do Senado, arrastou-se por pouco mais de quatro meses. Renan terá mais dois processos para responder, ambos por quebra de decoro.

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SENADO | 11/09/2007 - 09:11

É absurdo revelar voto, diz Jonas sobre Renan

Romilson Dourado

Senadores mato-grossenses Serys, Jonas e Jaime: mistério sobre Renan

     "Meu voto é secreto. Acho um absurdo revelar antes". Foi o que disse nesta terça ao RDNews o senador Jonas Pinheiro (DEM), ao ser perguntado, às vesperas da votação que irá decidir o futuro político do presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL), como será a forma que vai votar no processo, se a favor ou contra a cassação. Segundo um dos três senadores mato-grossenses, a bancada dos Democratas irá se reunir ainda nesta terça (11) para tomar algumas decisões, inclusive sobre o caso Renan. Mas, os líderes da bancada já disseram que defendem a cassação. Já quanto a seu voto, ele não revela nem mesmo se já tomou alguma decisão.

      Outro democrata que também faz mistério quanto ao voto é o ex-prefeito de Várzea Grande e ex-governador Jaime Campos. Ele tem sido ser partidário e, a exemplo de Jonas, esquiva-se em antecipar o voto. A pestista Serys Marly já deixou claro que não declara seu  voto. Usa o mesmo argumento de Jonas Pinheiro, ou seja, de que a votação é secreta.

     A votação está marcada para esta quarta, às 11h, em sessão fechada. Se Renan for absolvido, enfrentará ainda outros dois processos que estão em tramitação por quebra de decoro parlamentar. O Psol já protocolou mais uma representação contra o senador alagoano. O Conselho de Ética aprovou na semana passada, por 11 a 4, em votação aberta, o pedido de cassação. Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior. (Simone Alves - RDNews)

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SENADO | 16/08/2007 - 22:03

Caso Renan traz constrangimento, diz senador

Romilson Dourado

Senador Renato Casagrande (PSB-ES)   O senador Renato Casagrande (PSB-ES) disse nesta quinta, em Cuiabá, que Renan Calheiros está sendo pressionado a renunciar à presidência do Senado e, apesar disso, não demonstra disposição de deixar o cargo. Casagrande é o relator do processo contra o peemedebista. "É inacreditável que haja tanta força, porque a permanência de Renan no Senado é uma clara questão de força".

   O relator foi enfático ao afirmar que tal situação significa um prejuízo ao país. Também vê constrangimento institucional. O relatório sob investigação contra o presidente do Congresso Nacional, acusado de receber verba de lobista para honrar compromissos pessoais, será entregue na próxima segunda. Até o fim do mês, a perícia da Polícia Federal também fará avaliação do processo.

    Casagrande disse que há possibildade desse primeiro processo travar, mas prometeu que outros estão em andamento. "Tem mais denúncias. Agora uma que trata do uso de laranjas para adquirir concessões de meios de comunicação´", lembrou.    Ainda sobre a saída de Renan, declarou que o Senado e o governo não têm muito o que fazer.`"É uma correlação de força, ele é o presidente do Senado, ele sai se ele quiser. Uma situação que enfraquece o Senado, pois a opinião pública já condenou Renan".

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