Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:16 h

Articulação | 01/02/2010 - 13:16

Maggi pode virar eleitor de Serra

Romilson Dourado

    A revista IstoÉ desta semana traz uma notícia, em forma de nota, que, se confirmada na prática, provocaria até mudança no quadro político em Mato Grosso. A nota assinada por Octávio Costa, sob título "Costeando a cerca" e com uma fotografia do governador Blairo Maggi, diz o seguinte.

   "O PT que cuide de tratar bem seus aliados. O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), conversou com José Serra. O diálogo abordou assuntos administrativos, empresariais, investimentos agrícolas, Copa do Mundo e, é claro, política. Segundo um tucano paulista, Maggi, apontado pela revista Forbes como a 62ª pessoa mais influente do mundo, pode dar um palanque forte para Serra no Estado que governa" - confira mais aqui.

   Em verdade, não é de hoje que Maggi demonstra simpatia pelo nome do presidenciável José Serra. Em 2002, ele votou no tucano para o Palácio do Planalto. No pleito de 2006 virou eleitor de Lula. O problema é que, em solo mato-grossense, os nomes do tucanato para projetos majoritárias são do prefeito cuiabano Wilson Santos e do ex-senador Antero de Barros, que fazem oposição dura ao Palácio Paiaguás. Mesmo assim, a considerar as negociações de cúpula, Maggi pode vir a apoiar Serra à sucessão do presidente Lula em detrimento da provável candidata petista Dilma Rousseff. Isso alimenta a hipótese de, pela candidatura de Serra, Wilson e Maggi se juntarem no mesmo palanque.   

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Articulação | 31/01/2010 - 22:09

PSDB confirma Antero ao Senado; Taques fica agora numa saia-justa

Romilson Dourado

Ex-senador Antero de Barros   A presidente estadual do PSDB, deputada Thelma de Oliveira, anuncia oficialmente até quarta o nome de Antero Paes de Barros como pré-candidato ao Senado. O tucanato tomou a decisão, com aprovação do próprio Antero, após a visita a Cuiabá do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE). A esperança dos tucanos agora é, mesmo com o ex-senador no páreo, não afugentar o procurador da República Pedro Taques, que está com sua filiação acertada no PPS para também concorrer ao Senado. Se não recuar, a tendência é que Taques e Antero, que já foi senador por oito anos, façam "dobradinha" na corrida às duas cadeiras que serão abertas no Congresso Nacional à representação mato-grossense e, de quebra, com o virtual candidato ao governo estadual, prefeito da Capital Wilson Santos, no mesmo palanque. Neste ano vencem os mandatos dos senadores Serys Marly e Gilberto Goellner.

    Na bolsa de apostas, uns acreditam que Taques deve desistir da composição com o tucanato, mesmo após ter negociado seu ingresso no PPS com o presidente nacional Roberto Freire (PE) e com o governador de São Paulo e presidenciável José Serra (PSDB). Pelo acordo costurado nos bastidores, Taques ingressaria na legenda socialista para concorrer ao Senado numa composição com os tucanos. O grupo já tem amarrado também o PTB e o DEM, embora o senador democrata Jayme Campos continue propagando sua pré-candidatura ao Paiaguás e na esperança de, se vier liderar as pesquisas, ter apoio de Wilson ao Paiaguás.

Procurador da República Pedro Taques    Há um complicador jurídico na relação de Taques com líderes tucanos regionais. Quando atuava como procurador em Mato Grosso, ele denunciou o então governador Dante de Oliveira, que faleceu em 2006, por atos de improbidade administrativa. Embora essa ação tenha sido arquivada, ficaram resquícios de uma convivência tensa e que pode dificultar uma "liga política". Thelma, viúva de Dante, se apressou em forçar o nome de Antero ao Senado para, no fundo, mandar recado a Taques, que atua hoje em São Paulo e está determinado a abandonar o cargo vitalício para entrar na disputa majoritária. Por outro lado, alguns tucanos entendem que as chapas majoritárias, com Wilson ao Paiaguás e Antero e Taques para o Senado, seriam ideal para contrapor o grupo que apresenta Silval Barbosa (PMDB) à sucessão estadual e, no mesmo palanque, Blairo Maggi à senatória.

   "campanha casada"

Aparecido Alves, do PSDB   Aparecido Alves, coordenador das Obras do PAC em Cuiabá e um dos membros da Executiva tucana, confirmou que Antero será lançado ao Senado e que essa foi uma exigência da cúpula nacional. Diz ainda que Taques deve se juntar ao grupo oposicionista à chamada turma da botina, capitaneada pelo governador Maggi. "O Blairo Maggi não tem vaga garantida de senador, não. Vai ter uma oposição forte em cima dele. As vagas para o Senado estão abertas", diz Cido, ao lembrar que, em 2002, o então governador Dante deixou o Paiaguás com a popularidade em alta e foi derrotado para senador. "Dante estava com prestígio alto e perdeu. Ele não tinha naquela época problemas na segurança pública como o Blairo tem hoje, com aumento, por exemplo, dos casos de homicídios", compara Cido, ex-presidente do Intermat na gestão tucana.

    "Quem apostar que Blairo tem vaga garantida está morto. O palanque do Blairo vai estar fragilizado", provoca Aparecido Alves. Ele revela que o tucanato trabalha com pesquisas qualitativas e quantitativas sistematicamente. Conta que, as amonstragens mostram que, quando se pergunta ao eleitor se votaria em Wilson se este tiver apoio de Serra, o nome do prefeito cuiabano cresce 4% nas intenções de voto. Já quando se faz a mesma relação de Silval, apoiado pela presidenciável Dilma Rousseff (PT) e por Maggi, o peemedebista não registra um percentual a mais. "Se o Silval não cresce é porque Maggi não transfere voto. Essa relação com as candidaturas nacionais é importante", diz Cido. Na sua avaliação, a hoje senadora Serys se elegeu em 2006 por causa da vinculação com Lula e não motivado por votos de protesto. "Essa turma da botina acha que a gente não trabalha com pesquisas. Eles estão enganados".

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Articulação | 28/01/2010 - 14:05

Taques deve se filiar ao PPS e vai ao Senado no palanque de Wilson

Romilson Dourado

Pedro Taques, pré-candidato a senador   Após quatro meses de análise da conjuntura política e de diálogo com dirigentes partidários, o procurador da República José Pedro Taques, que hoje atua em São Paulo, está praticamente decidido a se filiar no PPS para concorrer a uma das duas cadeiras ao Senado por Mato Grosso. Na prática, significa que vai estar no mesmo palanque do tucano Wilson Santos, pré-candidato a governador, já que a direção da legenda socialista, sob Roberto Freire (PE), orientou o diretório estadual a fechar composição com o tucanato, a exemplo da composição nacional em apoio ao presidenciável José Serra. No mesmo bloco vão estar o DEM dos irmãos Júlio e Jayme Campos e o PTB do ex-senador Osvaldo Sobrinho.

   A maior resistência hoje dentro do PPS não é nem quanto à filiação de Taques, mas à adesão ao nome de Wilson. Percival Muniz, que preside o partido no Estado, é mais simpático à aliança que deve incluir PSDB, DEM e PTB, se o candidato do grupo a governador fosse o hoje senador Jayme Campos, cacique do Democratas. O ex-prefeito de Rondonópolis vem combatendo a tese do PPS estar com Wilson, com quem enfrenta divergências políticas. Apesar disso, se vê acuado por causa da "costura" nacional.

   Taques estava em negociação com alguns partidos, principalmente com o PDT. Como o partido presidido no Estado pelo deputado e empresário Otaviano Pivetta não sabe ainda ao certo que rumo tomar, ou seja, vive no muro, ora com o pré-candidato Mauro Mendes (PSB), ora com o peemedebista Silval Barbosa (PMDB), Pedro Taques já teria pulado do barco dos pedetistas. Ele chegou a avalia também a ideia de se filiar ao PTB, mas encontraria outro problema: ex-deputado federal Roberto Jefferson, o homem do esquema do mensalão. Isso traria desgaste para Taques, que ganhou notoriedade nacional pelo trabalho duro contra esquemas de corrupção, principalmente envolvendo políticos e empresários.

    Respaldo

    Pedro Taques já teria mantido diálogo com Roberto Freire, que abriu para ele as portas do PPS. Empolgado, está determinado a interromper de vez, já no próximo mês, o cargo vitalício de procurador da República, onde atua há 15 anos e ganha R$ 20 mil mensais, para tentar cargo eletivo. Nos bastidores, Taques disse que é destemido, possui discurso forte e contundente e avisa que não escolhe adversário. Quer "peitar" na briga pelo Senado até o governador Blairo Maggi (PR), que renuncia ao mandato em 31 de março para entrar na disputa eleitoral. Curiosamente, Pedro Taques tenta fechar filiação no partido pelo qual Maggi conquistou o Paiaguás por duas vezes. Com a debandada sofrida em 2008, a partir da saída de Maggi, a legenda socialista perdeu diversos quadros e ficou minguado. Pode ressurgir agora com Pedro Taques na corrida por candidatura majoritária.

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Articulação | 23/01/2010 - 08:12

Riva influencia nos Poderes e coloca aliados na Câmara, Ucemmat e AMM

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Cacique do PP e presidente da Assembleia pela quarta vez, o deputado José Riva é responsável pelas eleições de aliados, como Aluízio Lima, na Ucemmat, de Pedro Ferreira, na AMM, e de Deucimar Silva, no Legislativo cuiabano

    Mesmo acuado por causa de processos na Justiça, contra os quais luta para conseguir a conexão e para se manter elegível, José Riva continua exercendo tamanha força política que é considerado não só um cacique regional do PP, mas um político que exerce forte influência em todas as entranhas dos Poderes, inclusive no Judiciário, e nos órgãos vinculados, como Ministério Público e Tribunal de Contas. Depois que exerceu mandato de prefeito de Juara, Riva tomou gosto pela política. Está no quarto mandato de deputado e, também pela quarta vez, ocupa a presidência da Assembleia, que movimenta um duodécimo mensal de R$ 18 milhões. Ocupou também por quatro vezes a Primeira-Secretaria da Mesa Diretora, a quem cabe a missão de ordenar despesas.

    Exímio articulador político, Riva conta com aliados em entidades e instituições. Sua presença é mais forte naquelas que fomentam a bandeira do municipalismo, como a Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), onde elegeu presidente o seu amigo e colega do PP Pedro Ferreira, prefeito de Jauru; e a União Mato-Grossense das Câmaras Municipais (Ucemmat), sob Aluízio Lima (PR), vereador por Salto do Céu e que foi reeleito graças ao apoio de Riva. O deputado foi determinante na eleição do vereador Deucimar Silva (PP) à presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. Dos 141 prefeitos, ao menos 45 se mostram aliados de Riva e declaram publicamente que apoiam-no em qualquer projeto político. A situação não é diferente junto aos vereadores mato-grossenses.

    Como os aliados apresentam Riva com detentor de várias qualidades, como de "grande líder político", "de deputado que acorda cedo", "de trabalhador" e de "político que se preocupa com as bases" e, por outro lado, não tocam nos processos a que responde, nas últimas três eleições gerais o nome do presidente da Assembleia acaba lançado como pré-candidato majoritário. Foi assim em 2002, quando ensaiou disputa ao Senado. A cena se repetiu em 2006 e, agora, continua incentivado por correligionários para entrar no páreo por representatividade de Mato Grosso no Congresso Nacional. O cacique do PP já decidiu, porém, que buscará o quinto mandato de deputado estadual. Votos e cabos eleitorais, como Pedro Ferreira, Deucimar e Aluízio, não seriam problemas. Em 2006, Riva se reelegeu com 82.799 votos, garantiu mais duas vagas na sobra, ocupadas por Maksuês Leite e Airton Português. Foi o mais votado do país, proporcionalmente. Agora, a tendência é do deputado chegar a 100 mil votos.

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Articulação | 22/01/2010 - 18:36

Prefeito influencia na Unimed para ter doação à campanha

Andréa Haddad

João Bosco   Em troca de ajuda no financiamento da pretensa candidatura ao governo do Estado, o prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) resolveu apoiar o médico urologista João Bosco de Almeida Duarte à sucessão de Kamil Fares na presidência da Unimed Cuiabá. Além de angariar recursos, o tucano tenta rever o desgaste enfrentado na greve dos médicos, quando optou por ficar ao lado do então secretário municipal de Saúde, Luiz Soares, em detrimento dos profissionais, que exigiam a exoneração do gestor.

   João Bosco é o candidato da chapa de situação e conta com o apoio de Kamil. Ambos apresentam nesta sexta (22), a partir das 19h30, aos médicos as propostas e os candidatos da chapa “Sempre Uma Nova Unimed – Estabilidade com Longevidade”. O evento será no Espaço Mercearia, no bairro Quilombo.

   Fontes ligadas ao Palácio Alencastro garantem que Wilson é amigo de longa data de João Bosco. Eles moram, inclusive, no mesmo edifício. O prefeito também demonstra excelente relacionamento com Kamil, que apoia incondicionalmente o candidato da situação.

   Dono da Clínica Femina, Kamil chegou a ser sondado em 2008 para disputar a vaga de vice-prefeito na chapa de Wilson. De última hora, o tucanato optou pelo nome do então deputado estadual Chico Galindo (PTB). Magoado e com medo do desgaste, em 2009 Kamil não aceitou o convite do prefeito para comandar a saúde de Cuiabá após o pedido de exoneração de Soares. Agora os dois caminham de mãos dadas para eleger o novo presidente da Unimed.

   O pleito está marcado para 8 de março. O candidato da oposição é o ginecologista e obstetra Luiz Augusto Cavallini Menechino, que só lançará a chapa em 1º fevereiro. O vencedor vai comandar a Unimed de 2010 a 2013. A cooperativa conta com faturamento de cerca de R$ 460 milhões por ano. São 170 mil clientes e 1,2 mil médicos cooperados.

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Articulação | 22/01/2010 - 12:03

Wilson busca saída honrosa de prefeito e seguir na vida pública

Romilson Dourado

   Com cinco anos de mandato e acúmulo de uma série de "pepinos" administrativos sobre os ombros, Wilson Santos chegou à conclusão de que se permanecer no cargo de prefeito o desgaste seria pior por causa do peso do fardo das obras do PAC, de promessas não cumpridas e por não superar obstáculos na gestão da saúde e, diante disso, está decidido a renunciar ao mandato até 3 de abril para concorrer às eleições majoritárias. Prefere deixar o Palácio Alencastro para buscar a cadeira de governador ou até mesmo de senador a continuar prefeito e comprometer seu futuro político.

Wilson Santos, que renuncia mandato em abril   Dessa forma, Wilson consegue uma saída honrosa da prefeitura dentro de 70 dias. Os pepinos ficam para o seu vice Chico Galindo (PTB) administrá-los. O tucano não conseguiu cumprir a promessa de inaugurar o rodoanel. A obra de 39,7 km de extensão e que deve se tornar uma das mais importantes vias da Capital, começou e foi interrompida pela metade. A tão propagada avenida das Torres também não será inaugurada por completo por Wilson por causa da interrupção das obras. A Eta Tijucal não foi inaugurada ainda.

   Outro projeto que seria solução para a área de saneamento de Cuiabá, mas que acabou "desgraçando" a vida pública do prefeito é o PAC, programa do governo federal que prevê R$ 238 milhões à capital, com contrapartida do Estado. As obras estão paralisadas, depois do escândalo com a descoberta de fraudes lideradas por empreiteiras. Onze pessoas foram presas. Em meio a brigas jurídicas, os inquéritos acabaram arquivados porque as interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal e que serviram de provas do crime foram anuladas pela Justiça.

   Mesmo com estilo menos polêmico do que na época em que foi deputado estadual e federal, Wilson Santos se envolveu em troca de farpas, inclusive com o próprio tucanato. Seu governo vive em constantes conflitos entre secretários e "morrendo pela boca". Na saúde pública enfrentou o caos. O médico Maurélio Ribeiro foi o sétimo a ser nomeado como secretário de Saúde na gestão Wilson.

   Diante de tantos problemas acumulados no Palácio Alencastro, Wilson Santos resolveu jogar tudo para o alto, na esperança de recomeçar, agora no Palácio Paiaguás. Precisa, porém, do respaldo do eleitor, desta vez não só dos cuiabanos, mas de todo o Estado. Em princípio, o tucano trabalha pré-candidatura a governador, numa composição com o ex-adversário DEM (ex-PFL). Pelo acordo, quem estiver melhor nas pesquisas de intenção de voto entre o prefeito e o senador democrata Jayme Campos será o candidato do grupo de oposição à gestão Blairo Maggi. Se Wilson ficar em desvantagem, o que o levará a apoiar Jayme, vai disputar para o Senado. Pelo cenário político que se desenha para as eleições gerais de outubro, Wilson Santos estará no páreo, seja para governador, seja para senador. O que ele não quer mesmo é continuar prefeito.

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Articulação | 18/01/2010 - 17:38

Wilson confirma Paulo Borges como líder do prefeito

Andréa Haddad

Wilson Santos ao lado de Paulo Borges   A dois meses de deixar o Palácio Alencastro para encabeçar a chapa de oposição ao governo do Estado, Wilson Santos (PSDB) confirmou nesta segunda (18) o nome do vereador Paulo Borges, do mesmo partido, como líder do governo da Câmara de Cuiabá, conforme adiantou o RDNews – confira aqui. O tucano também aproveitou para descartar a possibilidade de Borges concorrer a uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. Numa brincadeira com o vereador da base aliada Toninho de Souza (PDT), Wilson disse que o parlamentar tucano não disputará o pleito. “Toninho, fique tranquilo que ele (Borges) não será candidato”, adiantou.

   Segundo o prefeito, o convite ao vereador foi feito oficialmente durante uma reunião na última sexta (15). “Fiz o convite e o Paulo Borges aceitou”. O gestor tucano também teceu elogios ao parlamentar e agradeceu publicamente o empenho do líder nas articulações para a aprovação de mensagens consideradas polêmicas, como a que regulamenta o tráfego de caminhões de embarque e desembarque de mercadorias e o projeto Cidade Limpa, que proíbe veiculação de propaganda em áreas públicas e a restringe em locais de propriedade privada.

   Segundo o prefeito, Borges tem tudo para desempenhar a função com competência, a partir de 15 de fevereiro, quando os vereadores cuiabanos retornam do recesso legislativo. “Se ele foi um bom líder no primeiro ano de mandato, em que não tinha experiência, imagina agora”, elogiou Wilson.

   Antes de ser confirmado na liderança, Borges chegou a ser cotado para assumir o comando da Sanecap. O nome dele, porém, já foi descartado e o prefeito nomeou interinamente o diretor-financeiro da empresa, ex-governador Frederico Campos, para a função.

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Articulação | 18/01/2010 - 15:29

De olho em vaga na Câmara, Macrean quer cassar Xavier

Patrícia Sanches

Macrean dos Santos, presidente municipal do PRTB   O presidente municipal do PRTB, Macrean dos Santos, ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral para tentar cassar o diploma do primeiro suplente de Edemir Cláudio Xavier, do mesmo partido. Assim, Macrean passaria a ser o primeiro suplente e, numa eventual licença dos titulares Néviton Fagundes e Totó César, ele sentiria o “gosto” de ser vereador por Cuiabá. Xavier se tornou o primeiro suplente ao ter 2.877 votos. Já Macrean obteve 2.093 votos em 2008. No pedido da cassação, protocolado em 25 de novembro, Macrean argumenta que por falha da secretaria do partido a Justiça Eleitoral não foi informada que Xavier foi expulso do partido após ser julgado pelo Conselho de Ética, no processo administrativo 001/2008.

   O primeiro suplente do PRTB faz parte do grupo de 12 candidatos a vereador do PRTB que se envolveram em um escândalo que ganhou repercussão nacional após serem acusados de receber R$ 420 mil para apoiar Mauro Mendes (PR), candidato derrotado à Prefeitura de Cuiabá em 2008. O curioso é que até o final do ano passado, porém, a executiva não havia anunciado nenhuma punição ao suplente. “Requer-se a cassação do diploma do senhor Edemir Cláudio Xavier”, pede Macrean, quem em seguida solicita que a Câmara de Cuiabá seja comunicada sobre o fato. O caso está sob a juíza da 54ª Zona Eleitoral da Capital, Cleuci Terezinha Chagas.

  Xavier, por sua vez, contrapõe Macrean. Reforça que o peticionário é justamente o segundo suplente, que tem interesse na ação porque articula a ida de um dos parlamentares para o staff do prefeito Wilson Santos (PSDB), o que permitiria que ele se efetivasse na Câmara. “Somente uma mente sórdida poderia maquinar um plano como este, tirando o direito conquistado nas urnas”, diz trecho da defesa do primeiro suplente. Macrean pressiona Wilson para que dê uma secretaria ao PRTB. Diz que o prefeito teria se comprometido, antes mesmo das eleições de 2008, a contemplar a sigla com uma pasta. Por enquanto, o tucano ainda não ofereceu nenhuma secretaria.

   O presidente do PRTB argumenta também que tanto o diretório municipal quanto o regional não existem e funcionam em regime provisório. “O prazo para revalidação por parte do diretório nacional expirou em julho (2008). Sendo assim, não há, no momento, diretório oficial em Mato Grosso”, diz, numa referência ao fato de Samuel Lemos ser, em tese, o dirigente estadual do PRTB. Por fim, ele requer que a magistrada arquive o pedido. Até agora não houve uma decisão sobre o imbróglio jurídico.


Trecho do pedido de cassação do diploma do primeiro suplente do PRTB, Edemir Xavier, feito pelo presidente Macren dos Santos

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Articulação | 16/01/2010 - 07:44

Mesmo no DEM, Chica manda no PSDB

Patrícia Sanches

 Fernando Ordakowski 

  Recém-filiada ao DEM, a deputada Chica Nunes deixou os quadros do PSDB, mas continua sendo uma das pessoas mais influentes dentro da agremiação. Mantem vários cargos na administração do prefeito tucano Wilson Santos. Na Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), por exemplo, a democrata conseguiu "segurar" diversos apadrinhados em funções de DAS. Um dos que operam nos bastidores para Chica é o seu irmão, ex-vereador Roberto Nunes, e também o sobrinho, o suplente de vereador Tiago Nunes. Chica conta com ao menos 20 pessoas indicadas na gestão Wilson.

  Mesmo sob desgaste político, Chica joga pesado pela reeleição. Ela se diz "filha da Cuiabania" e defensora dos direitos da mulher. Sempre foi ligada ao grupo de Dante de Oliveira. Com a morte do ex-governador, em 2006, a deputada tentou uma maior aproximação com Wilson Santos, do mesmo PSDB, mas a relação política não foi das melhores. Ainda enquanto presidente da Câmara entre 2006 e 2007, Chica Nunes não dava trégua para o prefeito e conseguiu junto ao Executivo elevar o valor do repasse do duodécimo, hoje em R$ 1,8 milhão mensais. O prefeito, por sua vez, se via acuado, afinal dependia da então presidente do Legislativo para ver seus projetos aprovados em plenário.

    Por causa das denúncias e do seu indiciamento por diversas irregularidades na Mesa Diretora, Chica perdeu o respaldo político do PSDB. A Juventude tucana chegou a fazer campanha pela desfiliação, o que acabou acontecendo. Mesmo assim, ela mantem vínculos fortes com o tucanato. Hoje, a parlamentar defende como candidato ao governo estadual o senador Jayme Campos, do seu partido, mas se mostra simpática também a uma aliança com o PSDB, que tem Wilson como pré-candidato ao Palácio Paiaguás. Chica é assim: do jeito que vier, ela topa. Seja com Jayme ou com Wilson, o que ela quer mesmo é garantir mais um mandato de deputada estadual para manter o foro privilegiado e evitar problemas mais sérios com a Justiça como, por exemplo, decretação de sua prisão, já que é acusado de liderar uma quadrilha que provocou rombo superior a R$ 6 milhões na Câmara Municipal de Cuiabá.

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Articulação | 15/01/2010 - 08:27

Pré-candidato Silval quer secretário com perfil técnico para a Casa Civil

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Silval Barbosa, pré-candidato do PMDB, assume o Paiaguás daqui a 2 meses e bate-cabeça para montar o staff

   O peemedebista Silval Barbosa vive um momento delicado e complexo de sua trajetória na vida pública, por mais que some a seu favor o bônus de alguém que se prepara para assumir a cadeira de governador em 31 de março. Com a engrenagem da máquina em movimento, ele precisa substituir quase todos os 22 secretários, presidentes e diretores de empresas e autarquias com a responsabilidade de não interrompê-la e de contemplar partidos aliados. Um dos pesadelos na montagem da equipe do pré-candidato do PMDB à sucessão estadual é a Casa Civil. O seu futuro articulador terá missão mais árdua que os demais.

    Caberá ao secretário-chefe da Casa Civil atuar como espécie de chefe do Executivo adjunto. Como trata-se de um ano eleitoral, quando serão escolhidos em outubro governador, deputados estaduais e federais, dois terços das cadeiras de senadores e presidente da República, o interlocutor do Palácio Paiaguás terá de contrapor os ataques da oposição e divulgar as ações não só do governo do qual faz parte, mas também das referentes aos sete anos e três meses do antecessor Blairo Maggi, pois é uma administração que propaga a continuidade. Silval tem definido alguns nomes para o staff mas, no caso da Casa Civil, vem batendo-cabeça. Não conta com um líder capaz de assumir as negociações políticas, como foi Luiz Antonio Pagot nos cinco primeiros anos do governo Maggi. É ele próprio quem faz esse papel. Ademais, não quer antecipar definição de membros do primeiro escalão para não confrontar Maggi.

    Aos aliados mais próximos, o hoje vice-governador adiantou que procura alguém com perfil mais técnico. Assim, ele próprio cuidará das articulações políticas. Chegou a essa conclusão após avaliar prós e contras. Se optar por um secretário mais político, projetos do âmbito administrativo e que exigem olhar mais técnico podem ficar prejudicados. Como é mais político, o peemedebista procura, então, alguém para substituir Eumar Novacki que tenha atuação mais técnica.

    Ainda patinando nas pesquisas, Silval deve crescer nas intenções de voto a partir de abril, quando estará à frente de um Executivo que emprega quase 100 mil servidores e detém um orçamento anual de quase R$ 9 bilhões. Por outro lado, carrega o desgaste de um governo que comanda o Estado desde janeiro de 2003. Além do ex-prefeito de Matupá e ex-deputado estadual, estão no páreo como pré-candidatos a governador o tucano Wilson Santos, prefeito de segundo mandato de Cuiabá, o empresário Mauro Mendes (PSB), que disputou e perdeu em 2008 o Palácio Alencastro, e o senador e ex-governador Jayme Campos (DEM).

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Articulação | 06/01/2010 - 21:40

Jayme aproveita ira de Tião com o governo Maggi e tenta atrair vice-prefeito para DEM

Romilson Dourado

   Desprestigiado e ignorado pelo governo Blairo Maggi, o empresário e prefeito em exercício de Várzea Grande Tião da Zaeli (PR) pode mudar de partido e de grupo político. Ele passou a ser "assediado" pelo senador e pré-candidato a governador Jayme Campos, cacique do DEM (ex-PFL). Ambos foram adversários nas eleições de 2008 e, mesmo assim, começam a se reaproximar. Tião substitui Murilo Domingos, que curte férias de 45 dias. Nesta terça, ele recebeu Jayme no gabinete. Foi a primeira visita ao Paço Couto Magalhães do democrata enquanto senador.

    A tentativa do ex-prefeito de cooptar Tião para o grupo não é à-toa. Matreiro e diante da inexperiência política de Zaeli, Jayme ficou sabendo que o prefeito em exercício está magoado com o governo Maggi, especialmente com o secretário de Infraestrutura Vilceu Marchetti, a quem acusa, em conversa com aliados, de boicotar Várzea Grande nos projetos, inclusive até em obras a serem executadas pelo Estado no município, sob autorização do vice-governador Silval Barbosa, que assume a cadeira de governador no final de março. Jayme e Tião se trancaram no gabinete por uma hora.

    O senador "detonou" Vilceu e aconselhou o vice-prefeito a se afastar da turma da botina, grupo de Maggi. Afirmou a Tião que o secretário já foi filiado ao DEM e que "sempre se comportou como empregadinho do Blairo". Em seguida, tentou passar uma borracha nos confrontos de 2008, quando ambos estiveram em campos opostos. Naquele pleito, o senador "empurrava" o irmão Júlio Campos na disputa de prefeito, enquanto o empresário fazia o mesmo em relação a Murilo. Tião foi decisivo para a reeleição do colega republicano.

    Jayme abriu para Tião reivindicar emendas junto ao Orçamento-Geral da União para este 2010. Disse que estava à disposição para ajudar Várzea Grande, onde foi prefeito por três mandatos e, assim, compensar o município, "diante do descaso do governo do Estado". Tião passou, então, a mostrar alguns de seus projetos administrativos para o senador. Por fim, ambos acertaram R$ 40 milhões para obras de infraestrutura. Trata-se de valor superior ao obtido pela gestão Murilo junto ao governo estadual. Tião se empolgou com o papo de Jayme. Ficou de dar uma resposta quanto ao convite de uma nova reunião na próxima segunda (11), desta vez com as presenças de Júlio Campos, pré-candidato a deputado federal pelo DEM, e do presidente estadual do DEM Oscar Ribeiro.

    Em verdade, Jayme, percebendo que Tião está distanciado do Palácio Paiaguás, busca atraí-lo como cabo eleitoral de seu projeto a governador ou, ao menos, neutralizá-lo, de modo a não apoiar Silval. Enquanto alguns aconselham o empresário e vice-prefeito a não comparecer ao jantar dos caciques democratas na próxima segunda, outros entendem que o republicano deva estreitar a relação com os Campos e até migrar para onde se sentirá mais valorizado. Tião da Zaeli só não pode consultar sobre o assunto o irmão de Murilo, empresário Toninho Domingos, que foi vice-prefeito de Jayme, de quem virou adversário mas por apenas três meses na campanha de 2008, e hoje é o responsável por "segurar" Murilo no cargo de prefeito. Toninho é simpático ao nome de Jayme ao Paiaguás.

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Articulação | 01/01/2010 - 17:56

Henry adia licença; Daltro continua no staff

Romilson Dourado

    Pedro Henry (PP) decidiu empurrar para abril o seu pedido de licença por quatro meses do cargo de deputado federal. Com isso, o primeiro suplente Chico Daltro, que já tinha limpado as gavetas para deixar a secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia com vistas a estrear na Câmara, pediu ao governador Blairo Maggi para prosseguir no primeiro escalão. Quem se vê frustrada com essa decisão de Daltro é sua adjunta Adriana Correira da Costa Monteiro, que iria assumir o comando da pasta por alguns dias. Daltro sairá do governo junto com o próprio Maggi, que renunciará em 31 de março para concorrer à vaga de senador.

   Daltro vai concorrer de novo a federal. No pleito de 2006, ele ficou na primeira-suplência, com 49.949 votos, numa coligação PP/PFL que garantiu duas cadeiras, uma com a eleição de Eliene Lima e outra com a reeleição de Pedro Henry. Os dois parlamentares também buscam novo mandato. A chapa proporcional do PP é considerada um das mais fortes. Tem ainda no páreo o empresário de Sinop Roberto Dorner (ex-PDT) e o produtor rural e suplente de federal Neri Geller (ex-PSDB). Presidente regional do PP, Chico Daltro pertencia ao grupo do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido), do qual fez parte como secretário de Agricultura. Bastou Maggi chegar ao poder que se aliou à chamada turma da botina. Está há praticamente dois anos no comando da Ciência e Tecnologia, único cargo do primeiro escalão sob indicação do PP.

   Pedro Henry tem Cáceres como principal base eleitoral. Ele foi vice-prefeito e teve o irmão Ricardo como prefeito. Neste final de ano, quando Daltro já estava de olho no paletó para a posse na Câmara, Henry o avisou que só sairá de licença a partir de abril para ter mais tempo na agenda de sua campanha à reeleição. Partirá para o chamado "tudo ou nada". Quer intensificar as visitas para superar o desgaste que atravessou nos últimos três anos com envolvimento de seu nome em escândalos, que quase custaram o seu mandato. Aliás, foi cassado sob acusação de ter cometido abuso de poder econômico no pleito de 2006, mas conseguiu se segurar no cargo graças a uma liminar obtida no TSE.

    Apesar das críticas que sofre da oposição, Henry continua com a popularidade em alta na região Oeste, sustentada por vereadores e prefeitos que o tem como principal referência. Seu trunfo são os recursos federais. Bem articulado politicamente junto aos Ministérios do governo do presidente Lula, Henry consegue não apenas apresentar emendas, mas liberá-las depois e, ainda, com cerca agilidade. Assim, contempla alguns municípios com recursos e, em moeda de troca, fecha composições políticas com lideranças locais, visando o pleito de 2010.

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Articulação | 29/12/2009 - 14:05

PR pressiona Murilo para disputa a federal

Romilson Dourado


Os deputados federais Homero Pereira e Wellington e o estadual Mauro Savi querem Murilo no páreo

    A direção estadual do PR e a bancada do partido na Câmara Federal se mobilizaram para convencer o prefeito várzea-grandense Murilo Domingos a concorrer a uma cadeira de deputado federal e, ao mesmo tempo, cumprir acordo feito por ocasião do pleito de 2008 com o vice Tião da Zaeli, de modo que este venha a concluir os mais de dois anos de mandato. No fundo, a investida do partido tem uma única razão: reforçar a chapa proporcional, na esperança de eleger dois e, possivelmente, um terceiro nome na sobra na corrida às 8 cadeiras na Câmara dos Deputados.

   Murilo, que está licenciado por 45 dias, só não confirmou oficialmente que vai concorrer de novo a federal por causa do irmão-sócio, empresário Toninho Domingos, ex-secretário de Fazenda de Várzea Grande. Toninho não aceita que Murilo renuncie ao mandato. Não quer perder o poder, já que hoje, mesmo fora do primeiro escalão, interfere diretamente em praticamente todos os setores da administração.

   Numa projeção de aumento de quase 4% do eleitorado nos últimos quatro anos, a tendência é que o quociente eleitoral seja de 193,2 mil votos para federal. No pleito de 2006, a soma dos votos de legenda por vaga chegou a 179,4 mil. A expectativa do PR é, com Murilo no páreo, mesmo sem muita chance de êxito nas urnas, garantir ao partido e/ou coligação pelo menos 500 mil votos. Os principais concorrentes são os já deputados Homero Pereira e Wellington Fagundes, que está no quinto mandato e comanda a legenda republicana no Estado. Corre por fora o líder do governo Blairo Maggi na Assembleia, deputado Mauro Savi. Se atender ao apelo do partido e entrar no páreo, Murilo terá de renunciar ao mandato de prefeito do segundo maior município mato-grossense, o que contemplaria o seu vice Zaeli, que hoje acumula também a condução das pastas de Esporte e Lazer e de Educação.

   Os republicanos batem cabeça na composição da chapa de federal. Apostam também nas candidaturas do ex-prefeito de Juína e ex-deputado estadual Hilton Campos e do prefeito de Juruena Bernardo Crozetta.

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