Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:17 h

PALÁCIO PAIAGUÁS | 06/06/2009 - 08:03

Com Sachetti, Maggi tenta recompor núcleo duro do governo

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski
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Adilton Sachetti, derrotado à reeleição em Rondonópolis, agora vira espécie de conselheiro do Paiaguás

  A seis meses de concluir antecipadamente o mandato, o governador Blairo Maggi tenta recompor o chamado núcleo duro da administração, com assessores de extrema confiança numa linha mais técnica para, dentro dessa precaução, evitar furo de caixa e/ou adoção de medidas que venham a trazer complicações para sua gestão. Busca fechar torneiras e segurar a sanha dos rebeldes e opositores, de modo a não provocar desgaste nesta reta final do mandato. O ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti assumiu na última segunda, 1º de junho, o cargo de secretário Extraordinário de Apoio e Acompanhamento às Políticas Ambientais e Fundiárias do Estado mas, no fundo, a intenção de Maggi e tê-lo mais próximo para ajudá-lo a administrar com mais austeridade. Derrotado à reeleição no ano passado, o ex-prefeito é mais técnico que político e terá o papel de interferir nas decisões mais complexas, já com a predisposição de "dizer não". Será espécie de porta-voz e conselheiro do Palácio Paiaguás.

    Maggi se vê desfalcado do seu grupo da turma da botina dentro do próprio governo. Tenta, com Sachetti, recompor parte da equipe. Antes, os assessores de maior confiança eram Luiz Antonio Pagot, Waldir Teis e Cloves Vettorato. Após comandar as pastas de Infraestrutura, Casa Civil e Educação, Pagot deixou o Paiaguás para assumir o posto de diretor-geral do Dnit em Brasília. Ele era o chamado trator da administração. Teis saiu da pasta da Fazenda para virar conselheiro do TCE-MT. O último desfalque veio com o falecimento de Vettorato.

    Dos 24 secretários, os únicos "intocáveis" desde janeiro de 2003, quando Maggi assumiu o Paiaguás, são Yênes Magalhães (Planejamento) e a primeira-dama Terezinha Maggi, que comanda a secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social. Os demais, ou foram remanejados ou substituídos. Em algumas pastas, ocorreram três ou mais trocas. Maggi decidiu por deixar a cadeira de governador em dezembro deste ano. Sua estratégia é deixar o orçamento de 2010 que deve superar a R$ 8 bilhões, que marcaria o último ano da gestão, para o vice e pré-candidato a governador Silval Barbosa (PMDB) executá-lo por inteiro. Enquanto isso, vai aguardar o momento para assumir um dos ministérios do governo do presidente Lula e, à distância, acompanhar as brigas eleitorais, quando estarão em jogo 24 vagas de deputado estadual, 8 de federais, 2 de senadores e mais a de governador e de presidente da República.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 14/05/2009 - 08:33

Jayme pede para DEM entregar cargos; deputados resistem

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski
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Deputados Zé Domingos, Wallace, Dilceu e Fabris não querem desgrudar do governo por causa de cargos

 O senador Jayme Campos, cacique do DEM e pré-candidato a governador, orientou membros da cúpula do partido a entregar todos os cargos indicados no governo Blairo Maggi mas, de imediato, encontrou resistência da bancada na Assembleia. Os deputados Gilmar Fabris, José Domingos, Dilceu Dal Bosco e Wallace Guimarães resistem à proposta. Cada um "emplacou" de 10 a 20 cabos eleitorais em postos que variam de segundo a quarto escalão. No geral, o DEM conta com cerca de 380 pessoas em cargos comissionados, os chamados DAS. Do staff, dois secretários do partido: Neldo Egon (Desenvolvimento Rural) e José Aparecido, o Cidinho (Projetos Estratégicos). Apesar disso, a cúpula entende que não se trata de indicação partidária, mas sim pessoal do governador, da mesma forma em relação a Leôncio Pinheiro, irmão do ex-senador Jonas Pinheiro (já falecido) e que comanda a Empaer.

  Jayme entende que o DEM  deve procurar outro rumo e, assim, se distanciar do governo Maggi, de quem é aliado desde as eleições de 2002, quando seu grupo ainda era do PFL e o governador estava filiado ao PPS. Os democratas estão praticamente fechados com os tucanos, que têm como pré-candidato ao Palácio Paiaguás o prefeito da Capital Wilson Santos. Como os quatro deputados não concordam em entregar os cargos, Jayme decidiu postergar a discussão sobre ruptura. Desta forma, ganha mais tempo para montar novas estratégias e esperar uma melhor definição do quadro de pré-candidaturas, principalmente quanto ao PMDB, que tem o vice-governador Silval Barbosa como espécie de candidato nato à sucessão de Maggi, principalmente se este assumir o comando do Estado a partir de janeiro do próximo ano, conforme acordo já definido nos bastidores.

   O polêmico Gilmar Fabris é um dos deputados que mais resistem a sugestão de Jayme de entregar os cargos e, assim, deixar a bancada do DEM mais livre para atuar na Assembleia. Para ele, o partido deve se manter no arco de alianças de Maggi, cuja gestão faz elogios. No fundo, o que o ex-presidente da AL deseja mesmo é manter seus apadrinhados nos cargos na máquina estadual.

   Enquanto pairam dúvidas, até mesmo se será candidato a governador, Jayme, que se elegeu senador no palanque de Maggi, atua em dois sentidos. Ora dispara elogios à administração estadual, ora faz críticas. Ele disse a membros da cúpula regional do DEM, presidida por Oscar Ribeiro, que, apesar de defender distanciamento do governo, é preciso esperar o momento certo para tomar decisão porque a gestão Maggi é bem avaliada pela população.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 11/05/2009 - 19:00

Mendes confia que ganhará recurso na Justiça Eleitoral

Romilson Dourado


Mauro Mendes só poderá ser candidato se conseguir reverter no TRE a decisão que o tornou inelegível
Foto: Lisânia Ghisi

  O candidato derrotado à Prefeitura de Cuiabá e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Mendes, demonstrou nesta segunda (11) otimismo ao falar sobre o julgamento do recurso que protocolou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na tentativa de reverter a decisão da juíza da 51ª Zona Eleitoral, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva, que o declarou  inelegível por três anos sob acusação de crimes de abuso de poder econômico, compra de votos e gastos ilícitos no pleito de 2008. "Tenho certeza que a decisão da primeira instância será derrubada", garantiu. O recurso, relatado pelo juiz Yale Sabo Mendes, será julgado nesta nesta terça (12), a partir das 18h, pelos membros do TRE. Se conseguir reverter a decisão de primeiro grau e a Coligação Dante de Oliveira, responsável pela denúncia, não recorrer à instância superior, Mendes estará apto a concorrer ao governo do Estado pelo PR.

   Perguntado sobre o assunto, Mendes disse que a vitória na Justiça Eleitoral é o primeiro passo para a possível pré-candidatura ao Palácio Paiaguás. "Estou à disposição da sociedade e não do partido e posso contribuir de qualquer forma, sendo candidato ou não". Segundo Mendes, em reunião do PR na última segunda (4), ficou definido que membros da executiva estadual vão ouvir os representantes da base, nos municípios e, a partir disso, fazer uma leitura do cenário político e identificar as necessidades da população. Conforme ele, com a construção deste projeto, naturalmente surgirão nomes com potencial para vencer a corrida ao Paiaguás. Ele citou o ex-prefeito de Rondonópolis, Adilson Sachetti (PR), e até mesmo o peemedebista Silval Barbosa, vice-governador do Estado como virtuais candidatos. "O principal desafio é fazer política no presente e, ao mesmo tempo, projetar o cenário para 2010", apontou. Mendes reafirmou que o deputado federal Wellington Fagundes (PR) foi indicado pelas lideranças republicanas, na última reunião da executiva, para disputar uma cadeira no Senado. "Diante da desistência do governador, o grupo decidiu que o Wellington nosso principal candidato", reforçou.

   Sobre a desistência de Maggi em disputar o Senado, Mendes disse que o governador já contribuiu com o desenvolvimento de Mato Grosso e tem o direito de descansar. "Pode ir tranquilo para casa, continuar sua vida e seus negócios porque já fez sua parte. Mesmo sem mandato, Maggi pode contribuir com a sociedade. Não há necessidade de ser político para isto", avaliou. (Andréa Haddad e Lisânia Ghisi)

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 14/04/2009 - 12:09

2 ex-secretários agora integram a Secom do Estado

Romilson Dourado

  O novo secretário estadual de Comunicação Social, major Eumar Novacki, que já acumula o comando da Casa Civil, definiu os três nomes que vão auxiliá-lo na política de comunicação do governo Blairo Maggi. À frente da Secom há duas semanas, Novacki optou por manter Elpídio Spiezzi na gestão, ou seja, na área administrativa de uma pasta cujo orçamento é de aproximadamente R$ 40 milhões para este ano. Já o ex-secretário de Comunicação do primeiro mandato do governo Dante de Oliveira, Júlio Walmórbida, já lotado na Casa Civil, assume a coordenação do marketing, numa interlocução com as agências de publicidade. O jornalista Onofre Ribeiro, que também conduziu a Secom no governo Garcia Neto (75/78), integra a equipe com a missão de buscar maior integração das assessorias das próprias pastas e no contato com as redações dos veículos. Onofre estava um tanto afastado da administração Maggi porque havia "tomado partido" nas eleições de 2006, mas as divergências com o Palácio Paiaguás foram superadas.

  "Estou repensando a estrutura da Secom. É bem provável que a gente faça mudanças de cargos e funções", diz Novacki, em entrevista nesta terça (14). Ele observa, porém, que quanto ao quadro de servidores praticamente não haverá alteração. Segundo ele, Maggi pediu que o foco nas divulgações das ações governamentais seja dado conforme a rotina de trabalho e a necessidade de interação com a sociedade. Para Novacki, "não será fácil substituir José Carlos Dias (ex-secretário)", para quem "reúne vasta experiência na área de comunicação". Novacki é o terceiro que assume a Secom do governo Maggi, que começou em 2003 com o publicitário Geraldo Gonçalves. Depois veio José Carlos, que pediu exoneração recentemente.

   Na avaliação do novo secretário, o governo tem várias ações na área social que não são divulgadas. Cita, por exemplo, que a população carcerária aumentou de 3 mil para 12 mil no atual governo graças ao que chama de "atuação firme da secretaria de Justiça e Segurança Pública no combate à criminalidade". "Antes, o que se buscava era simplesmente privar o preso da liberdade. Hoje, o governo busca também a ressocialização, levando educação a eles, tanto que teve um reeducando que passou no vestibular", diz Novacki. "Hoje tem muita coisa positiva que está acontecendo e não é divulgada".

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 07/04/2009 - 08:50

3 secretários continuam "intocáveis" no governo Maggi

Romilson Dourado

    Somente três secretários continuam como "intocáveis" nestes sete anos do governo Blairo Maggi. Yênes Magalhães responde pelo Planejamento e Coordenação Geral desde janeiro de 2003, quando o rei da soja assumiu o comando do Palácio Paiaguás pela primeira vez. A primeira-dama Terezinha Maggi se mantém no Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, enquanto Baiano Filho, apesar de ter se afastado por duas vezes, conduz a secretaria de Esportes e Lazer também desde a estréia de Maggi como governador. Enquanto isso, quatro secretarias (Casa Civil, Saúde, Educação e Desenvolvimento Rural) já tiveram quatro secretários.

   A última mudança no primeiro escalão aconteceu na semana passada, com a saída do jornalista José Carlos Dias da pasta da Comunicação Social. O secretário-chefe da Casa Civil, major PM Eumar Novacki, acumula a Secom. Por enquanto, o governador não tem substituto definitivo. A tendência é que Novacki comande as duas pastas por um bom tempo. Dos integrantes do staff, o "novato" é José Aparecido dos Santos, o Cidinho, que deixou a presidência da AMM e responde pela secretaria de Projetos Estratégicos e do MT Regional.

   Ex-vereador por Cuiabá, Yênes tem atuação técnica. Ele já esteve "grudado" em Roberto França, de quem foi secretário no primeiro mandato do ex-prefeito de Cuiabá. Flávia Nogueira saiu da administração e depois retornou ao staff. Começou na Ciências e Tecnologia e responde atualmente pela secretaria extraordinária de Apoio às Políticas Educacionais

    Mudanças

   O governo Maggi está no sexto secretário da Casa Civil. Começou em 2003 com Carlos Brito. Depois vieram Joaquim Sucena, Luiz Pagot, Antônio Kato, João Malheiros e, hoje, Novacki. A Saúde iniciou com Gabriel Novis Neves, depois veio Luzia Leão, Marcos Henrique Machado e, por fim, Augustinho Moro. As mesmas mudanças ocorreram na Educação, já comandada por Novis Neves, Ana Carla Muniz, Luiz Antônio Pagot e hoje sob Ságuas Moraes.

    O Meio Ambiente começou com Moacir Pires, seguido por Marcos Machado e hoje está sob Luís Henrique Daldegan. Na pasta do Desenvolvimento do Turismo já passaram Ricardo Henry, Yêda de Oliveira, Pedro Nadaf e, desde o ano passado, é conduzida por Yuri Bastos. No Desenvolvimento Rural já estiveram Homero Pereira, Otaviano Pivetta, Cloves Vettorato (já falecido) e Neldo Egon.

   Na Justiça e Segurança Pública o ex-deputado Carlos Brito substituiu Célio Wilson e, este, foi trocado por Diógenes Curado. Na Infra-Estrutura, Vilceu Marchetti entrou no lugar de Pagot. (Romilson Dourado)

PALÁCIO PAIAGUÁS | 24/03/2009 - 21:42

Desarticulado, Maggi enfrenta protesto do próprio PR

Romilson Dourado

...e Moisés Sachetti, presidente do PRGovernador Blairo Maggi...  Em Guiratinga, sigla sofre desfiliação em massa de 300 pessoas e os 2 vereadores que restam pedem para sair; comissão quer "enquadrar" governador por priorizar outros partidos em detrimento da maior legenda do Estado prestes a implodir

 Membros da Executiva regional do PR resolveram se juntar a maioria de seus deputados para cobrar uma posição do governador Blairo Maggi que, na opinião deles, está desarticulado politicamente e tem preferido prestigiar outras legendas da base em detrimento do próprio Partido da República. O discurso sobre descontentamento geral ecoou na reunião do partido na segunda (23) à noite, com as presenças de Moisés Sachetti (presidente estadual), Emanuel Pinheiro (secretário-geral), do deputado Mauro Savi, do empresário Mauro Carvalho, do superintendente da AMM Adjaime Ramos de Souza e do ex-prefeito de Rosário Oeste, Zeno Gonçalves, além dos jornalistas-assessores Justina Fiori e Ubirajara Orrigo. Dos 14 membros da Executiva, faltam o tesoureiro César Zílio, os dois deputados federais (Wellington Fagundes e Homero Pereira) e os estaduais Wagner Ramos, João Malheiros, Sebastião Rezende, Sérgio Ricardo e Jota Barreto.

   Mesmo na condição de líder do Palácio Paiaguás na Assembleia, Mauro Savi resolveu liderar o movimento contra o próprio governo. Ele colocou na reunião que se sente desprestigiado, assim como os demais companheiros, porque o governador não demonstra uma ação de respeito ao partido. A cúpula lembrou que nenhum dos 24 secretários, embora vários deles sejam filiados ao partido, são tidos como indicação da legenda. Todos entraram para o staff como cota pessoal do governador. Adjaime Ramos chegou a sugerir que o PR, para confrontar Maggi, lançasse um candidato a governador de imediato, podendo ser Sérgio Ricardo ou o prefeito de Água Boa, Maurício Tonhá, o Maurição, ou outro nome. A estratégia seria apenas para marcar posição e pressionar Maggi para mudar de postura e não deixar a direção do partido tão impotente. A sugestão de Adjaime não foi acatada.

   O estopim da crise foi a debandada do PR de Guiratinga (a 320 km ao sul de Cuiabá). Cerca de 300 pessoas se desfiliaram em bloco e os dois únicos vereadores do partido no município (Roberto Dorilêo e Ivair Vilela de Moraes) encaminharam uma carta à direção estadual, pedindo autorização para o desligamento partidário. No documento, eles atacam o governo Maggi e também o presidente Sachetti. Só não apresentaram pedido de desfiliação porque temem perder o mandato por infidelidade partidária.

   Tudo começou porque o diretório local indicou os irmãos Francelino, ex-prefeito e, depois Nilson Duarte da Silva, o Nilsinho, derrotado à sucessão municipal no ano passado, para a chefia da Ciretran. O governador vetou os dois nomes. Optou por nomear ao cargo um petista apoiado pelo ex-deputado e ex-secretário de Estado Carlos Brito. Revoltados, quase todos os filiados pediram desligamento do PR.

     Conflitos

Focos de conflitos foram identificados também em Rosário Oeste, Porto Alegre do Norte e Alta Floresta. Mesmo se tratando da maior agremiação partidária do Estado, com 33 prefeitos, 17 vices, 229 vereadores, 6 deputados estaduais e 2 federais e um governador, o PR começa a perder quadros por causa da desarticulação do próprio governo. Maggi manteve Sachetti na presidência mas, na reunião de cúpula realizada em 7 de fevereiro no Sesc Pantanal, em Poconé, não deu autonomia para o dirigente tomar decisões. "No governo Maggi, o PR menospreza o prejuízo e socializa o lucro político", declarou o ex-deputado Emanuel Pinheiro durante o encontro desta segunda, segundo fontes. Na avaliação dele, a questão não é fisiologista. Entende que Maggi cede mais aos outros partidos e menospreza a sigla dele próprio, o que vem trazendo desgaste à direção estadual.

   Os republicanos disseram também que as bases reclamam do fato do governo inaugurar obras nos municípios sem, sequer, comunicar ao partido, abrindo oportunidade para adversários tirarem proveito político dos feitos da administração. Para aumentar o clima de descontentamento, o PR não tem perspectiva de poder. O único nome declarado para disputar cargo majoritário em 2010 é do próprio Maggi, que ora admite concorrer ao Senado, ora posterga a discussão. Uma comissão será formada para questionar, pessoalmente, o governador sobre o que, afinal, deseja do PR. O bloco demonstra também descontentamento ao que chama de interferência do secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 19/03/2009 - 09:43

Pátio prepara um "circo" para encontro com governador

Romilson Dourado

  O prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio (PMDB) estava preparando sua tropa de choque para a primeira audiência pós-eleições municipais com o adversário político, governador Blairo Maggi (PR), quando foi avisado do cancelamento do encontro. Maggi viajou para São Paulo, acompanhando a esposa, primeira-dama Terezinha Maggi, que se recupera de uma infecção hospitalar contraída após uma cirurgia de redução do estômago.

  Para a reunião no Palácio Paiaguás, que estava agendada para esta quinta, às 15h, Pátio levaria consigo a bancada do PMDB na Câmara Municipal, composta pelos vereadores Adonias Fernandes, Mariúva Valentim, Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô, e Manoel da Silval Neto; líderes comunitários, alguns secretários, toda a Mesa Diretora da Assembleia, além da bancada peemedebista, composta por Antonio Brito, Adalto de Freitas, o Daltinho, e Nilson Santos. A intenção do prefeito rondonopolitano seria deixar o governador em saia-justa, com uma série de cobranças. A Casa Civil foi informada da estratégia do peemedebista que, segundo informações, estaria mais preocupado em fazer política com seu estilo populista do que resolver os principais problemas do município. Pelo visto, o Paiaguás deve postergar agora por um bom tempo a audiência entre Maggi e Pátio.

   O prefeito preparou um pacote de reivindicações, com a intenção de empurrar algumas responsabilidades para o Estado. Maggi e Pátio não conversam oficialmente desde meados do ano passado. O clima entre ambos ainda é tenso por causa de resquícios e troca de farpas na campanha eleitoral. Maggi bateu duro em defesa da reeleição do então prefeito Sachetti, derrotado por Pátio nas urnas de 5 de outubro.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 02/03/2009 - 14:40

Santos garante que PSDB vai disputar governo

Romilson Dourado

  O prefeito cuiabano Wilson Santos, que comanda o PSDB no Estado e é tido como virtual candidato da sigla ao governo do Estado, disse que o tucanato concorrerá ao Palácio Paiaguás no próximo ano. Apesar disso, ele não arriscou citar nomes e desconversou sobre sua pré-candidatura, diante da insistência do apresentador do Ponto de Vista, da TV Rondon (Rede TV!), Onofre Júnior, em entrevista levada ao ar neste domingo à noite.

   Santos afirmou que não tomará decisão de disputar a sucessão do governador Blairo Maggi sem o consentimento da população cuiabana. "A eleição de 2010 está longe e meu projeto é concluir o mandato em Cuiabá. Só vou discutir isso no ano que vem". Mesmo enfatizando que seu compromisso é com a Prefeitura da Capital, Santos avaliou que um entendimento entre os governadores tucanos de Minas Gerais e de São Paulo, respectivamente, Aécio Neves e José Serra, sobre a candidatura do partido à Presidência da República, motivará o PSDB em Mato Grosso a encabeçar uma chapa majoritária também em âmbito estadual. "Acho que o PSDB terá candidatura própria (no Estado) puxada pela aliança nacional de Serra e Aécio", reconheceu Santos, que começou em janeiro deste ano o seu segundo mandato de prefeito. Ele já foi vereador, deputado estadual e federal.

   O tucano se mostrou empolgado com a candidatura tucana ao Palácio do Planalto. "O pós-Lula será com certeza do tucanato. O Brasil vai ter um novo presidente do PSDB e Cuiabá vai ganhar muito com isso". Em Mato Grosso o único governador do PSDB foi Dante de Oliveira, que faleceu em 2006. Dante se elegeu ao Paiaguás em 1994, pelo PDT. Depois, quando já estava na cadeira de governador, migrou para a sigla tucana. Assim, o partido, com a força do poder, ganhou musculatura. Em 2002, quando Dante renunciou ao mandato para concorrer ao Senado, a legenda tucana tinha nada menos que 55 dos 141 prefeitos do Estado. Hoje conduz somente seis prefeitura. (Andréa Haddad)

 

 

                                

                            Clique no play e veja o que diz Santos sobre o PSDB e o pleito de 2010

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 27/02/2009 - 18:22

Estado desembolsa R$ 6,5 mi com combustível

Romilson Dourado

Secretário estadual de Administração, Geraldo de Vitto   O secretário estadual de Administração, Geraldo de Vitto, autorizou a assinatura de 51 contratos emergenciais, com validade de apenas dois meses, para o fornecimento de combustível ao Poder Executivo pela "bagatela" de R$ 6,5 milhões. Ou seja, serão gastos mais de R$ 3 milhões mensais com combustível para atender a administração estadual apenas no interior do estado. Os valores dos contratos variam. Vão de R$ 2 mil a R$ 295 mil. Em Cuiabá, o Executivo mantém contrato com a empresa BR Distribuidora. Geraldo de Vitto explica, por meio da assessoria de imprensa, que os contratos foram fechados em caráter emergencial porque a ADM Comércio e Distribuidora, empresa que prestava o serviço ao governo estadual, rompeu o contrato em janeiro sob a alegação de ter sido afetada pela crise econômica mundial.

   Ele explica ainda que mesmo com duração de dois meses, os contratos podem ser suspensos antes do prazo, assim que for realizada um novo processo licitatório para a contratação de uma empresa que substituirá a ADM. Nos contratos, porém, existe a cláusula sobre a possibilidade de prorrogação. (Flávia Borges)

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 30/01/2009 - 17:30

Governo corta salário de quem não se cadastrar

Romilson Dourado

  O governo estadual resolveu fechar o cerco contra servidores ativos e empregados públicos que não validaram a atualização dos seus dados cadastrais. O prazo se estende até 17 de abril. O Estado tem mais de 80 mil servidores. Aqueles que ignorarem a resolução da Instrução Normativa 014/2008 vão ter subsídios suspensos. O prazo para esse perfil de servidor foi estendido por quase dois meses. Em princípio, a suspensão deveria ocorrer em 26 de fevereiro.

  “É necessário que esses servidores e/ou empregados que têm documentos pendentes para entrega, validem a atualização até 17 de abril impreterivelmente”, avisa a coordenadora de Atualização Cadastral, Edalva Maria Dias. O governo do Estado disponibiliza vários postos para atualização cadastral. Na capital, estão localizados na escola estadual Presidente Médici, no bairro Araés, e nas dependências da secretaria estadual de Administração. Ao todo foram montados 29 postos em 21 municípios.

  O secretário de Administração, Geraldo de Vitto, disse que a atualização leva em consideração a necessidade de aperfeiçoar, ampliar e empreender maior controle em relação ao cadastro dos servidores. Enfatiza que existe também a necessidade de obter informações sobre a saúde dos servidores e dos empregados públicos.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 28/01/2009 - 08:20

Pagot confirma desistência da pré-candidatura

Romilson Dourado


Luiz Pagot alega que não consegue conciliar a direção-geral do Dnit com a pré-candidatura a governador e "joga a toalha"

  Luiz Pagot, o primeiro a deflagrar pré-campanha a governador em 2010, disse nesta quarta, em entrevista ao RDNews por telefone, que já comunicou ao governador Blairo Maggi a sua desistência do projeto político. O assunto será discutido agora com a cúpula do partido numa reunião marcada para 7 de fevereiro. Pagot alega que é praticamente impossível conciliar suas atividades como diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), em Brasília, com a pré-candidatura.

Diretor-geral do Dnit vê
como alternativas do
arco de alianças os
nomes de Abicalil,
Mendes e Silval

   Perguntado sobre alternativas do PR para substituí-lo ou nomes de outros partidos, o afilhado político de Maggi disse que "é preciso construir uma nova candidatura dentro do arco de alianças". Ele sugeriu que o governador conduzisse esse processo e citou, como opções do grupo, o deputado federal Carlos Abicalil (PT), o empresário Mauro Mendes (PR) e o vice-governador Silval Barbosa (PMDB).

   Pagot revela que avisou ao governador que não poderia fugir do desafio à frente do Dnit e que, por essa razão, decidiu "jogar a toalha". Maggi compreendeu a situação. Luiz Pagot, que já foi secretário de Infra-Estrutura, Casa Civil e Educação do próprio governo Maggi, afirma que é responsável por um orçamento de R$ 17,6 bilhões previstos para este ano e mais R$ 9 bilhões para o exercício de 2010. Cuida de projetos ligados à ferrovia, hidrovia e rodovias. "Ontem (nesta terça) eu saí da Casa Civil às 23h05. Para se ter uma idéia, o Dnit tem 2.163 contratos de obras".

   Pagot considera que suas atribuições acaba tendo uma demanda maior do que do governador de Mato Grosso. Ele traça um comparativo. Observa que, enquanto o Estado, com mais de 80 mil servidores, tem Maggi como chefe do Executivo, 22 secretários e mais presidentes e diretores de empresas, orgãos e  autarquias para cuidar de orçamento anual de R$ 8 bilhões, ele (Pagot) tem a missão de executar R$ 17 bilhões com respaldo de cinco diretorias e menos de 3 mil servidores em todo o país.

   "Eu sou a missão e quero terminar esses projetos corretamente. A responsabilidade é muito grande", diz Pagot, antes de desligar o aparelho celular para começar a primeira reunião desta quarta, em Brasília. Ele não quis comentar, mas sua desistência é motivada também pela falta de visibilidade eleitoral. Nas pesquisas internas, o nome de Pagot aparece bem atrás do presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo, que passa a se esforçar para ser o nome do PR ao Paiaguás, mesmo não tendo hoje apoio da chamada turma da botina - grupo ligado a Maggi.

   Opções

   Sem Pagot no páreo, outros nomes começam a surgir no cenário, como do pecuarista e prefeito de segundo mandato de Água Boa, Maurício Tonhá, o Maurição, filiado ao PR. Os democratas, por sua vez, voltam a reforçar o nome do senador Jayme Campos como opção à sucessão estadual. O PMDB se anima com o vice-governador Silval Barbosa, assim como o PSDB com o prefeito cuiabano Wilson Santos.

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   A desistência de Pagot foi manchete do Diário de Cuiabá desta quarta (28) - confira aqui. Na segunda (6), o deputado estadual Roberto França (sem partido) já havia anunciado em seu programa Resumo do Dia que o diretor-geral do Dnit iria recuar da corrida ao Paiaguás.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 15/01/2009 - 12:47

Nem sempre secretário-adjunto substitui o titular

Romilson Dourado

 Neste período em que a maioria das pessoas saem de férias, principalmente do poder público, nem todos os secretários de Estado preferem nomear seus adjuntos como titulares provisórios durante o curto período em que permanecem ou que já estiveram afastados do primeiro escalão do governo Blairo Maggi.

   Na Fazenda, por exemplo, o secretário Éder Dias de Moraes preferiu nomear ao posto temporário de secretário o seu assessor especial Vivaldo Lopes, economista e ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Cuiabá por oito anos na gestão Roberto França (1997/2004). Vivaldo comanda a pasta por 18 dias. Éder retorna à cadeira em 1º de fevereiro. Ele preferiu nomear Vivaldo em detrimento dos adjuntos Edmilson José dos Santos (Tesouro Estadual) e Marcel Souza de Cursi (Receita Pública).

   Na Justiça e Segurança Pública, o secretário e delegado federal licenciado Diógenes Curado saiu de licença por 15 dias, de 29 de dezembro a 11 deste mês. Deixou no cargo o agente policial também licenciado Alexandre Bustamante, que cuida das ações estratégicas da pasta. Curado teria também como opções para substituí-lo temporariamente os adjuntos Zaquel Barbosa (Justiça) e Antonio Roberto de Moraes (Segurança Pública), além de Ronaldo Ibarra, secretário-executivo do Núcleo Segurança e que ocupa cargo com status de secretário.

   Na próxima segunda (19) será a vez do major Eumar Novacki curtir uma semana de "férias". Como na estrutura da Casa Civil só há um adjunto, ele teve que escalar para o seu lugar Francisco de Assis da Silva Lopes. Os titulares resumem suas preferências na nomeação de substitutos em duas palavras: "confiança" e "fidelidade".

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 01/01/2009 - 01:00

Maggi troca assessores e vê derrota nas urnas

Romilson Dourado

   O governador Blairo Maggi (PR) iniciou 2008 com várias mudanças em seu secretariado. Em fevereiro exonerou o então secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alexandre Furlan. Em seu lugar assumiu Pedro Nadaf, que, por sua vez, deixou a pasta do Desenvolvimento do Turismo para Yuri Bastos Jorge.


Uma das reuniões do staff conduzida pelo governador Blairo Maggi

   Outro que deixou o governo foi João Carlos Vicente Ferreira, que cedeu na pasta da Cultura a Paulo Pitaluga. Waldir Teis saiu do primeiro escalão da gestão Maggi direto para a cadeira vitalícia de conselheiro do TCE, com salário mensal de R$ 22 mil. Ele comandava a secretaria de Fazenda. Em seu lugar assumiu o então presidente da Agência de Fomento do Estado (MT Fomento), executivo Éder Moraes. Carlos Brito foi outro que deixou o governo. Saiu da Justiça e Segurança Pública e foi substituído pelo delegado da Polícia Federal, Diógenes Curado.

   Maggi entrou de "cabeça" nas eleições deste ano e saiu derrotado nas urnas. Declarou apoio ao prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PR), que perdeu para Zé do Pátio. Apoiou também em Cuiabá Mauro Mendes (PR), que foi barrado pelo tucano reeleito Wilson Santos. Na Assembléia, o governador conseguiu manter a hegemonia e não demonstrou a mínima preocupação com a decisão dos deputados de anteciparem para setembro a eleição da nova Mesa Diretora, que só tomará posse em fevereiro.

  Maior produtor individual de soja do mundo, Maggi leva o "carimbo" borrado por algumas ONGs de destruidor de floresta, principalmente por estar no comando de um Estado que figura como um dos campeões em desmatamento na Amazônia Legal. O governador nega esse rótulo e afirma que a imagem de Mato Grosso fora do país tem melhorado, principalmente quando ele próprio, nas agendas internacionais, enfatiza que o Estado reduziu de 11 mil km2, em 2000, para 3,2 mil km2, em 2008, a área de desmate e também por ser o primeiro do Brasil em produção de alimentos, mesmo utilizando apenas 8% do seu território para agricultura.

   Na área econômica, o otimismo impera. Em recentes entrevistas, o governador definiu 2008 como uma época de bonança, de recursos no cofre do Estado para tocar as obras. O crescimento do Estado passou dos 10%, embora não esconda preocupações quanto ao exercício de 2009 devido à crise econômica mundial, que deve trazer reflexos ao Estado. (Flávia Borges)

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 26/12/2008 - 08:59

Nadaf e Eder vivem queda-de-braço no governo

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski

  Os secretários Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia) e Eder de Moraes Dias (Fazenda) enfrentam, nos bastidores, conflitos e uma verdadeira queda-de-braço dentro do governo Blairo Maggi. Um está de olho na investida e das ações do outro. A toda semana o governador recebe reclamação dos dois secretários. O Palácio Paiaguás tenta controlá-los. Publicamente, Nadaf e Eder mantêm o diálogo. Já nos bastidores, as atitudes ocorrem em sentido contrário. É um "detonando" o outro. Há uma mistura de ciúmes, vaidades e de briga por espaço na administração.

  Os dois têm perfil de executivos e são bem articulados. Eder foi gerente de banco. No governo Blairo Maggi, assumiu a Agência de Fomento (MT Fomento) e, depois, a pasta da Fazenda. É quem controla o caixa do governo e tem ligação estreita com o governador. Eder tem feito barulho com ações duras de combate à sonegação fiscal, chegou a enfrentar protesto da classe empresarial, sob incentivo de Nadaf, mas conseguiu reverter a situação. Dos 24 secretários, ele é o que mais se aproxima do estilo trator do ex-secretário Luiz Pagot, que conduziu as pastas de Infra-Estrutura, Casa Civil e Educação e hoje responde, em Brasília, pela direção-geral do Dnit.

  Pedro Nadaf representa a voz do comércio há vários anos. Faz o papel de interlocutor entre iniciativa privada e o Poder Executivo. Como está dos dois lados, volta-e-meia se vê numa saia-justa por causa de interesses de cada segmento. Ele foi secretário de Indústria e Comércio da Prefeitura de Cuiabá na primeira gestão do ex-prefeito Roberto França e, no governo Maggi, antes de ocupar a Indústria, Comércio, Minas e Energia, foi secretário de Desenvolvimento do Turismo.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 19/12/2008 - 23:44

Maggi adia agenda com prefeitos e vê 1 derrota

Romilson Dourado

   O governador Blairo Maggi disse que só vai receber os prefeitos eleitos e/ou reeleitos a partir de 5 de janerio, quando retornará ao Palácio Paiaguás após uma semana de descanso. Até lá, os novos gestores já terão tomado posse. Segundo o governador, as eleições ainda não terminaram em alguns municípios porque existem brigas jurídicas.

   Ele nega que tenha "batido a porta na cara do prefeito" cuiabano Wilson Santos, que tem reclamado publicamente que desde agosto tenta uma audiência com o governador no Palácio e não é recebido. Maggi garante que após as eleições municipais de 5 de outubro não atendeu a nenhum prefeito, nem mesmo do seu partido, o PR.

   Em entrevista nesta sexta à TVCA, o governador disse também que só lista Rondonópolis como única cidade ontem saiu derrotado no pleito deste ano, com o seu candidato Adilton Sachetti (PR). Em Cuiabá, segundo ele, Mauro Mendes conquistou 42% dos votos válidos e, portanto, o considera um vitorioso, em que pese o prefeito Wilson Santos tenha reconquistado a reeleição.

   No caso de Várzea Grande, entende que o processo foi natural com mais uma vitória de Murilo Domingos. Quando a Rondonópolis, onde reside, Blairo Maggi disse que o processo eleitoral "não foi normal porque o prefeito Sachetti foi um prefeito correto e atua com honestidade e, mesmo assim, não houve reconhecimento nas urnas". "Acho que a população não está acostumada à política diferente. Tem de ser do tapinha nas costas e é um erro", reclama o governador, para quem a vitória do oposicionista Zé do Pátio (PMDB) serve de reflexão.

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Veja no play o comentário do governador sobre a recusa em receber prefeitos, inclusive o cuiabano Wilson Santos, e análise do resultado das urnas, principalmente em Rondonópolis

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 03/11/2008 - 15:15

Governo explica não ter trocado homenageados

Romilson Dourado


Placa de inauguração em homenagem ao ex-governador...


João Ponce de Arruda, feita em 84, pelo governo Júlio...


...continua com mesmo nome e seu auditório, ao lado do Salão Vettorato, passou por reforma na administração Maggi
Fotos: Marcos Vergueiro

  Em nota, o governo Blairo Maggi, por meio do secretário-chefe da Casa Civil, major Eumar Novacki, contesta matéria publicada no RDNews sob título "Salão muda de Ponce de Arruda para Vettorato". Explica que, em verdade, não houve substituição do nome do auditório Governador Ponce de Arruda, que está localizado no piso térreo do Palácio Paiaguás, mas sim criação de um outro ambiente ao lado, passando a se chamar Salão Cloves Vettorato. O assunto acabou gerando polêmica e muitos comentários de leitores - saiba mais aqui.

    Eis a íntegra do release do governo sobre o assunto

   "Ao contrário do que foi publicado em matéria no site RDNews, neste domingo (02.11), o Governo do Estado de Mato Grosso não substituiu o nome do auditório Governador Ponce de Arruda, que está localizado no piso térreo do Palácio Paiaguás. O auditório inclusive, passou por uma reforma recentemente. "O Governo valoriza o passado, o presente e futuro deste Estado, e principalmente, aqueles que ajudaram e ainda ajudam a ser escrita a história de Mato Grosso", ressaltou o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki.
   O decreto 1652 de 30 de outubro de 2008, que nominou o novo espaço como salão nobre Cloves Vettorato, em homenagem ao secretário falecido em abril deste ano, não anulou nenhum outro documento, como afirma a matéria veiculada no site, pois o auditório Governador Ponce de Arruda continua com o mesmo nome, no mesmo local onde foi criado no Palácio Paiaguás há 24 anos, pelo decreto número 661, de 17 de maio de 1984, assinado pelo governador Júlio José de Campos.
   De acordo com Novacki, o salão Cloves Vettorato foi criado para a realização de eventos e reuniões de grande porte, onde há presença de muitas pessoas. "O antigo espaço Governador Ponce de Arruda foi totalmente reformado e adpatado para continuar sendo usado pelo Governo para realização de eventos, apresentações, entre outros", afirmou.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 17/10/2008 - 09:09

Novacki diz não existir ciumeira entre "colegas"

Romilson Dourado


Secretário Novacki, em entrevista à Cuiabana FM nesta 6ª
Foto: Edson Rodrigues

   O secretário-chefe da Casa Civil, major PM Eumar Novacki, disse nesta sexta, em entrevista ao programa "Chamada Geral", da rádio Cuiabana FM, que não percebe resistência quanto a sua atuação como articulador do Palácio Paiaguás, apesar dos rumores de que estaria enfrentando espécie de ciumeiras, principalmente entre os militares. Segundo ele, a experiência à frente da pasta está sendo "muito boa".

   Mesmo com a patente de major, Novacki, por força do cargo, acaba ditando regras sobre coronéis, situação não aceitável por alguns. Para o secretário, essa relação não está tendo problemas. "Não percebo resistência, sempre tive bons relacionamentos. A minha entrada na Casa Civil foi um processo muito natural", explica. Ele conta que desde as eleições de 2002 acompanha o governador Blairo Maggi e já estava inteirado dos fatos em torno da administração.

  O major afirma ainda que a Polícia Militar é seu "porto-seguro". Ressalta a importância da Assembléia Legislativa e diz ter boas relações inclusive com os bombeiros e outras esferas da corporação policial. Novacki é um dos homens de confiança do governador Maggi e o fato de ser major PM acaba por "atropelar" a hierarquia estabelecida entre as patentes. (Andressa Boa Sorte)

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 09/04/2007 - 00:00

Maggi retorna com 2 "pepinos" para resolver

Romilson Dourado

Governador precisa contornar pedido de intervenção federal e bloqueio da reforma administrativa

   Após 30 dias de férias, Blairo Maggi reassume nesta segunda (9) o posto de governador com dois embates jurídicos para contornar, um que bloqueia a reforma administrativa e outro que pode resultar até em intervenção federal por desobediência do Estado à ordem judicial quanto à desocupação de uma propriedade no Nortão.

   No caso do descumprimento de decisão judicial, o governador em exercício Silval Barbosa já foi notificado. Cabe agora a Maggi apresentar ao Tribunal de Justiça, num prazo de 30 dias, as razões do protelamento. Há oito anos o Estado resiste à ordem de desocupar uma área de 145 mil hectares, compreendendo três municípios (Sinop, Cláudia e Colíder). Teme conflitos com os posseiros. O clima no local é de tensão.

   Para não correr risco de haver intervenção federal em Mato Grosso, o Comitê de Assuntos Fundiários do Estado, sob coordenação da Casa Civil, se reúne com o governador esta semana para iniciar as negociações. Buscará saída pacífica dos ocupantes da propriedade, espólio de Maria Amélia Ferreira.

   Blairo Maggi também convocará esta semana os secretários da área técnica, principalmente Geraldo de Vitto (Administração) e Yênes Magalhães (Planejamento) para reavalizar a reforma administrativa, após derrota jurídica. Uma liminar concedida pelo desembargador Donato Fortunato Ojeda à uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário e Pecuário do Estado, determinou que as autarquias estaduais, principalmente o Indea e o Intermat, sejam excluídas dos 12 núcleos sistêmicos. Isso obriga o governo a reestudar a reforma.

   Desde o ano passado, a administração vem procurando racionalizar a execução de atividades de controle interno e de apoio para melhorar a qualidade dos serviços finalísticos. Essas mudanças prevêem exoneração e/ou remanejamento de servidores, o que vêm motivando entidades sindicais a recorrer à Justiça para impedir a tal reforma.

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