Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:17 h

Palácio Alencastro | 22/05/2012 - 10:15

PR sugere Vuolo como vice de Mauro; Wellington busca "elo" com Dorileo

Romilson Dourado

 
Francisco Vuolo pode pegar carona no projeto de Mauro Mendes a prefeito e entrar de vice da chapa, numa dobradinha PSB-PR

  O PR está rachado entre três destinos quanto às eleições deste ano em Cuiabá. Um bloco, captaneado pelo presidente regional, deputado Wellington Fagundes, defende nos bastidores que o partido apoie para prefeito o empresário Dorileo Leal, do PMDB. Também reforça essa tese o deputado estadual e secretário de Cultura João Malheiros. Já os parlamentares Emanuel Pinheiro e Mauro Savi enfatizam a proposta de projeto próprio, com a manutenção do nome de Francisco Vuolo ao Palácio Alencastro. Vereador licenciado, Vuolo integra o primeiro escalão do governo Silval Barbosa (PMDB) como secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes.

   Uma outra corrente republicana, liderada pelo senador Blairo Maggi, sugere uma composição com o empresário Mauro Mendes (PSB), líder nas pesquisas de intenção de voto. Nesse caso, entram em jogo até alianças visando as eleições gerais de 2014, no sentido de manter socialistas e republicanos unidos para a corrida a governador e ao Senado. Vuolo é apontado como opção de vice de Mauro, numa dobradinha PSB-PR.

   Partidos e seus líderes têm 39 dias para definir oficialmente o rumo. Por enquanto, o quadro majoritário se afunila com as pré-candidaturas a prefeito do deputado Guilherme Maluf (PSDB), dos empresários Mauro e Dorileo, do vereador Lúdio Cabral (PT), de Marcos Magno (Psol) e do médico Kamil Fares. O prefeito Chico Galindo vai comunicar oficialmente ao seu partido, o PTB, que não será candidato à reeleição.

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Palácio Alencastro | 11/03/2012 - 11:43

Carro de secretaria é flagrado em área exclusiva para idosos

Nayara Araújo

     Servidores da Prefeitura de Cuiabá desrespeitam a Legislação e os direitos assegurados a idosos e pedestres. Enquanto um Gol com a placa NUA 3765 foi flagrado pela reportagem do RDNews, estacionado numa área exclusiva para idosos, na frente do Palácio Alencastro, outra irregularidade no trânsito também foi fotografada pela população nas proximidades da avenida do CPA.

     O episódio ganhou repercussão e a foto já circula pelas redes sociais. O flagrante mostra uma carro da SMTU, com a placa NTX 0446, estacionada em local proibido. O motorista ignora as vagas ao lado e estaciona o carro na calçada. A atitude considerada por muitos negligentes, provavelmente, dificultava a circulação de pedestres no local.

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Palácio Alencastro | 11/03/2012 - 09:53

Moradores ficam de mãos atadas com os barulhos e "falhas" em Disk-Silêncio

Andréa Haddad

     Desde a gestão de Wilson Santos (PSDB), o serviço de Disk-Silêncio da Prefeitura de Cuiabá, não funciona a contento. A chiadeira dos moradores é generalidade e perdura ao menos desde 2009, quando o blog publicou matéria com relato de cuiabanos indignados com as “falhas” no programa implementado pelo tucano. Mantido pelo sucessor Chico Galindo (PTB), o serviço é alvo de reclamações. Revoltada, a leitora Caroline postou comentário neste domingo (11), às 4h46, em que relata não conseguir dormir em decorrência do baile funk realizado, segundo ela, praticamente todo sábado, numa casa de eventos, da avenida do CPA.

     Antes de denunciar o problema ao blog, a leitora tentou recorrer ao disk-silêncio, mas não descobriu que não podia contar com o serviço. “Nos fins de semana o número de celular está sempre desligado. Agora mesmo são 4:36 da manhã e eu não consigo dormir por causa de um baile funk que acontece praticamente todo sábado num tal 'Casa Vip' que tem na avenida Brasil (CPA). A altura do som é um verdadeiro abuso. Até defunto deve acordar. E ninguém pode fazer nada, pois o número do serviço nunca atende”, diz o comentário.

     Outra cuiabana demonstra descontentamento não apenas com a poluição sonora. “Além do som que incomoda, meus vizinhos resolveram acender uma churrasqueira e toda a fumaça da churrasqueira vem pra dentro do meu apartamento, nesse caso, devo reclamar para quem? Som e Fumaça, para quem tem rinite alérgica e trabalho no outro dia cedo”, desabafa a leitora que se denomina Sara.

     A lei do silêncio prevê multa de até R$ 1,5 mil. O limite de barulho para áreas residenciais é de 55 decibéis durante o dia e 45 decibéis durante a noite. Em áreas diversificadas, o barulhopode chegar até 65 decibéis durante o dia e 55 à noite. Para fazer a aferição é necessário o acompanhamento de uma equipe do disque-silêncio, já que a polícia militar não conta com o equipamento necessário. O problema é que o serviço, segundo os moradores, não funciona depois das 24 horas.

Moradores de Cuiabá reclamam de falhas no Disk-Silêncio

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Palácio Alencastro | 01/03/2012 - 13:10

Apenas 3 pré-candidatos a prefeito não enfrentam hoje disputa interna

Romilson Dourado

 
Os empresários Dorileo Leal (PMDB) e Mauro Mendes (PSB), assim como o deputado Guilherme Maluf (PSDB) estão prontos para a largada na corrida pela Prefeitura de Cuiabá, enquanto os outros principais partidos seguem incógnitas sobre que rumo tomar

    Os principais pré-candidatos a prefeito de Cuiabá estão conseguindo superar conflitos internos, o que evitam racha e necessidade de realização de prévias para definição de nome. O maior impasse está no PT, dividido entre três possibilidades, a de lançar Lúdio Cabral ou Serys Marly ou de apoiar Mauro Mendes (PSB) ou Dorileo Leal (PMDB).

    No PMDB do governador Silval Barbosa, há consenso em torno do nome do empresário Dorileo. Ele se empolgou tanto com a ideia de tentar o cargo eletivo pela primeira vez que já chegou num estágio que considera caminho sem volta, ou seja, não deve recuar mais. O PSB também fechou questão com Mendes como cabeça-de-chapa, depois deste chegar a um entendimento com o presidente regional do partido, deputado Valtenir Pereira, com quem vivia trombando. Nos bastidores, o empresário socialista, que já disputou e perdeu para prefeito e governador, assumiu que concorrerá novamente ao Palácio Alencastro. Em 2008, Mendes chegou ao segundo turno com o tucano Wilson Santos, que foi reeleito. O tucanato também fechou consenso pela candidatura do deputado Guilherme Maluf.

    O PTB, por sua vez, vive uma incógnita. Aposta todas as fichas no trabalho de convencimento do prefeito Chico Galindo na busca pela reeleição. Se o chefe do Executivo mantiver o discurso até o fim pela não-candidatura, os petebistas, mesmo com o poder da máquina municipal, tendem a apoiar candidatura de outra legenda, embora alimentem expectativa de lançar figuras como Osvaldo Sobrinho e Luiz Marinho. O DEM apenas ensaia ter uma chapa encabeçada pelo ex-prefeito Roberto França. O PSOL deve lançar Marcos Magno. Pelo visto, ao menos 4 devem disputar a Prefeitura da Capital.

    Histórico

    Nas últimas quatro eleições, a de 2000 foi a que registrou menos candidatos a prefeito de Cuiabá. Na época, quatro disputaram: Roberto França, Serys Marly, Wilson Santos e Emanuel Pinheiro. Em 1996 e em 2008, foram 5 concorrentes. Em 96, estiveram no páreo França, Joaquim Sucena, Bia Spinelli, Edson Santanna e Ali Veggi, enquanto no último pleito Wilson Santos, Mauro Mendes, Walter Rabello, Valtenir Pereira e Mauro Cesar Lara concorreram ao Palácio Alencastro.

      Nestes últimos 16 anos, a eleição que mais registrou candidatos foi na de 2004, com 8. Na época, encararam as urnas Wilson Santos, Alexandre Cesar, Sérgio Ricardo, Totó Parente, Manoel Olegário, Carlos Caetano, Josué Neves e Edésio do Carmo.

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Palácio Alencastro | 22/02/2012 - 18:32

Com poder da caneta, Pinheiro dá reajuste de até 50% para DAS

Patrícia Sanches

     Com o poder da caneta nas mãos, o prefeito em exercício Júlio Pinheiro (PTB) promete aumentar, nesta semana, o salário dos servidores DAS. A medida, tida como populista, deve passar com tranquilidade pela Câmara. De olho nas eleições municipais, a tendência é que os parlamentares também busquem tirar proveito político do reajuste. A decisão foi tomada durante reunião entre Pinheiro, os vereadores e secretários.

    O projeto já foi encaminhado para Câmara de Cuiabá e deve ser apreciada nesta quinta (23). Ele prevê reajustes que variam de 30 % a 50%, tendo como base de cálculo o cargo exercido e desempenho da função. A ideia é que os novos salários já sejam pagos em março.

    O anúncio do reajuste salarial foi feito por Pinheiro horas antes dele assumir o comando do Palácio Alencastro pela segunda vez. O assunto foi debatido com o prefeito Chico Galindo (PTB), que está de férias, e autorizou a medida. O prefeito em exercício argumenta que os funcionários não recebem majoração do subsídio desde 1996. “Não há nada de anormal. Estamos corrigindo uma injustiça”, pondera.

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Palácio Alencastro | 17/02/2012 - 11:41

Pinheiro assume hoje prefeitura por 10 dias; Galindo impõe condições

Romilson Dourado

Chico Galindo e Júlio Pinheiro   O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), assume interinamente a Prefeitura de Cuiabá nesta sexta à tarde. A transmissão do cargo acontece após a sessão extraordinária. Depois da pressão do colega petebista, Chico Galindo decidiu tirar férias de 10 dias, de 17 a 27 deste mês. Pinheiro queria um prazo maior na cadeira de chefe do Executivo municipal, mas o prefeito, um tanto temeroso, não aceitou "esticá-lo". Galindo fez algumas recomendações ao substituto, uma delas de não mudar o quadro de secretários. Fez essa ponderação porque o desejo de Pinheiro é de exonerar desde já pré-candidatos a vereador e que estão no primeiro escalão, como Dilemário Alencar (Trabalho e Desenvolvimento Econômico), Luiz Poção (Cultura) e João Emanuel (Habitação).

    Esta é a segunda vez que Pinheiro se torna prefeito interino. Na primeira, em julho do ano passado, ficou no comando da Capital por duas semanas, quando Galindo viajou para Portugal. Trata-se de uma figura emblemática e polêmica. É um empresário falido e que, na vida pública, voltou à cadeira de parlamentar por causa da cassação do então vereador Ivan Evangelista (PPS). Mesmo sob desgaste e desconfiança, Pinheiro consegue marcar posição por ser matreiro e bom articulador político.

    Em 2008, Júlio Pinheiro chegou a ficar desempregado e a pedir ao prefeito um cargo DAS. Na época havia perdido para vereador de cuja eleição saiu com 3.232 votos. Por onde passou, arrumou confusão. Ele presidiu o Mixto e deixou o time endividado. Na Agência de Habitação, durante a gestão Wilson Santos, teve uma atuação pífia. Pinheiro assume a prefeitura porque Galindo não tem vice. Nesse caso, o substituto imediato passa a ser o presidente da Câmara, que controla um duodécimo mensal de praticamente R$ 2 milhões.

   A primeira experiência de Júlio Pinheiro como prefeito interino foi marcada por muita polêmica. Com sede de poder, ele tratou logo de deixar o que chama de "legados" e, assim, saiu atropelando etapas. Em duas semanas, apresentou projeto que transferiu a gestão da água e esgoto do município para iniciativa privada e baixou decreto, determinando a desapropriação do estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha.

    A intenção de Galindo, de fato, seria fazer a concessão, mas depois de realizar audiências públicas, enfim, de preparar o "espírito" do cuiabano para esse processo. Como Pinheiro não teve cautela, reforçando a tese de "sem planejamento", a crise tomou proporção alarmante, com intervenção de vereadores, de entidades organizadas, do Ministério Público e da Justiça. Até hoje, o prefeito acumula desgaste por conta das ações de Pinheiro enquanto prefeito interino.

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Palácio Alencastro | 17/02/2012 - 07:46

Galindo contrata equipe para marketing e dá sinais de candidatura

Romilson Dourado

Chico Galindo    O prefeito de Cuiabá Chico Galindo, embora negue, dá sinais de que deve concorrer à reeleição. Ele contratou uma equipe de marketing para avaliar e apresentar sugestões com vistas a melhorar e potencializar a imagem da administração. Por enquanto, os índices de avaliação não são nada animadores, mas Galindo aposta que conseguirá reverter o quadro negativo. Uma das propostas da assessoria é do petebista sair mais para os bairros, encarar as demandas da comunidade e se fazer presente nos eventos. E Galindo demonstra que vai seguir as dicas. Nesta quinta à noite, por exemplo, ele fez questão de abrir o tradicional Baile da Cidade, pontapé do Carnaval em Cuiabá. Até arriscou sambar, junto com a primeira-dama Sueli.

    Todo animado, o prefeito afirmou que, a partir de agora, a sua administração mostrará "os vários feitos" que, por falhas, especialmente de política de comunicação, não foram divulgados. Para a direção do PTB, Galindo vai, sim, disputar a reeleição. Já o chefe do Executivo desconversa sobre o assunto. Os próprios assessores acreditam que a negativa é uma estratégia para não instigar mais ainda os adversários, que já elegeram a gestão como espécie de saco de pancada.

   E o que Galindo poderia divulgar como sendo boas notícias da gestão? O próprio prefeito enumera. Ele destaca que tem feito o "dever de casa", tanto que a prefeitura agora tem capacidade de investimentos graças a medidas austeras de controle do gasto público. Enfatiza obras, que serão executadas neste ano. Cita o Poeira Zero, com investimentos de R$ 60 milhões para asfaltar e recuperar ruas de 25 bairros. A aposta do prefeito nesse programa é tanta que vai desmembrar a secretaria de Infraestrutura, criando a pasta de Obras para ter foco no Poeira Zero, enquanto Serviços Urbanos cuidará da conservação da cidade, com mais de 70 máquinas pesadas e 700 homens no trabalho de limpeza.

    A administração espera consolidar a concessão da Sanecap para, a partir de março, começar as obras de saneamento. O Palácio Alencastro pontua ainda acerca do que chama de investimentos para melhorar outros setores, como a saúde. Destaca que a gestão fez recapeamento de 80 km e prevê mais 100.

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Palácio Alencastro | 06/02/2012 - 08:00

Temeroso, Galindo tira férias por 15 dias e entrega Cuiabá para Pinheiro

Patrícia Sanches


Júlio Pinheiro está com a chave da prefeitura e se prepara para assumir pela 2ª vez. Galindo deixa gestão temeroso 

    Mesmo temeroso com o que pode acontecer com o Palácio Alencastro sob a gestão Júlio Pinheiro (PTB), presidente da Câmara, o prefeito da Capital Chico Galindo (PTB) decidiu sair de férias por duas semanas a partir do próximo dia 15. De um lado ele entende que é necessário descansar para recuperar as energias, já que terá pela frente uma série de desafios, entre eles, o de executar projetos e obras que tem prometido. Ele também vai participar de forma direta nas eleições municipais, seja como candidato à reeleição ou apoiando um candidato indicado por seu grupo político.

    Por outro lado, Galindo sente-se ainda pressionado por Júlio Pinheiro que está ávido por poder. O prefeito se mostra preocupado com a situação e tem lá as suas razões, afinal, no ano passado quando Pinheiro respondeu pelo Palácio Alencastro por 15 dias foi uma confusão.

    Enquanto Galindo estava no exterior, Pinheiro atropelou etapas e encaminhou à Câmara Municipal o projeto que autorizava a concessão do sistema de saneamento de Cuiabá. Embora muitos tenham avaliado que o ato foi combinado com o prefeito, o presidente da Câmara tentou capitalizar como sua passagem pelo Palácio Alencastro. E numa articulação junto aos seus colegas, conseguiu aprovar a mensagem a “toque de caixa”. Pinheiro negociou também a compra pela prefeitura do estádio Dutrinha, levando o município a pagar R$ 3,5 milhões para Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).

    Agora, muitos temem que ele resolva modificar o modelo de gestão do passe livre. Oficialmente, ele nega. Por outro lado, não esconde a vontade em exonerar os secretários de Trabalho e Desenvolvimento Econômico Dilemário Alecancar (PTB), de Habitação João Emanuel (PSD) e de Cultura Luiz Poção (PSD), que vão concorrer à Câmara. Acontece que Galindo havia feito um acordo com os vereadores de demitir os secretários que serão candidatos a uma cadeira no Parlamento para impedir que eles se beneficiem do poder da máquina para se eleger.

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Palácio Alencastro | 31/01/2012 - 07:30

Fora Sérgio, nenhum outro nome incomodaria Mendes no 2º turno

Romilson Dourado

   Nenhum nome se desponta como ameaça à liderança de Mauro Mendes, com exceção de Sérgio Ricardo, que figura em segundo lugar na corrida à Prefeitura de Cuiabá, mas já avisou que não será candidato. O instituto Mark fez várias simulações de duelos na pesquisa realizada nos últimos dias 28 e 29, em parceria com o RDNews, e detectou que o empresário do PSB sairia vencedor com mais de 50%.

  Num eventual segundo turno em Cuiabá contra o prefeito petebista Chico Galindo, por exemplo, Mendes teria mais de 50 pontos percentuais de frente: 55,5% a 4,7%. Se tivesse como adversário o deputado Guilherme Maluf chegaria a 55%, enquanto o tucano obteria 5,6%. Contra a petista Serys Marli, o pré-candidato socialista registraria uma vantagem "elástica": 52,6% a 8%. O placar seria parecido se o embate eleitoral fosse entre Mendes e o também empresário Dorileo Leal, do PMDB.

   De cinco nomes simulados como adversários de Mendes num eventual segundo turno (Galindo, Maluf, Serys, França e Dorileo), o do ex-prefeito Roberto França, que está filiado ao DEM, é o que melhor pontua, mesmo assim com apenas 12%, enquanto o socialista aparece com 51,9%. Já contra o deputado Sérgio Ricardo, a vantagem de Mendes seria menor. A distância pró-Mendes seria de 19 pontos percentuais: 44,7% a 25%.

   Foram consultados 591 eleitores cuiabanos em 101 bairros. A margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral sob número 0001/2012.

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Palácio Alencastro | 31/01/2012 - 07:30

Sem Galindo na disputa, a maior rejeição fica com Serys e Maluf

Romilson Dourado

   O nome do prefeito Chico Galindo, do PTB, figura como o mais rejeitado entre os possíveis candidatos à sucessão em Cuiabá. Pesquisadores da Mark, em trabalho de campo realizado nos últimos dias 28 e 29, fizeram a seguinte pergunta ao eleitorado da Capital: "Se as eleições fossem hoje e os candidatos fossem estes, em quem o sr(a) não votaria de jeito nenhum para prefeito?".

   Apontaram o nome de Galindo 44,8%. Desse modo, segundo a amostragem, hoje quase 50% rejeitariam nas urnas o nome do prefeito. Nesta amostragem com nome do petebista no páreo, a petista Serys Marli, que já concorreu e perdeu a Prefeitura de Cuiabá, seria a segunda com maior rejeição, com 6,9%. Depois aparecem o ex-prefeito Roberto França (DEM), o empresário Mauro Mendes (PSB), que já disputou e saiu derrotado para prefeito e para governador, e o deputado Guilherme Maluf (PSDB). Os três estão empatados em rejeição em 4,9%, revela o instituto que ouviu 591 pessoas de 101 bairros. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais.

   Já em outro cenário sem o nome de Galindo, a rejeição cai sobre as figuras de Serys e Maluf. Se as eleições fossem hoje, 15,2% disseram que não votariam nela de jeito nenhum. O percentual dos que rejeitam o pré-candidato tucano é de 14,2%. França, que comandou a capital por 8 anos, teria resistência de 10,8%. Nessa amostragem, o menos rejeitado é Dorileo Leal, com 1,9% - confira mais detalhes nos quadros acima.

Palácio Alencastro | 31/01/2012 - 07:30

Empresário do PSB aparece na 1ª colocação em todos os cenários

Romilson Dourado

  Mauro Mendes venceria hoje nas urnas todos os pré-candidatos a prefeito de Cuiabá, revelam simulações feitas pelos pesquisadores do instituto Mark, em trabalho de campo nos dias 28 e 29 de janeiro. Os percentuais atribuídos ao "prefeitável" do PSB, que em 2008 concorreu ao Palácio Alencastro e perdeu para Wilson Santos (PSDB) no segundo turno, variam de 41 a 51 pontos percentuais.

   Se Mendes tivesse hoje como concorrentes Serys Marli (PT), Guilherme Maluf (PSDB) e Chico Galindo (PTB), sairia vitorioso com 49,1% das intenções de voto. Seus adversários alcançaram percentuais bem inferiores. Para se ter ideia, considerando os números da amostragem, Serys seria a segunda colocada, com apenas 7,6%, seguida de Maluf com 5,8% - ver quadro 01. Contra Dorileo Leal, provável candidato do PMDB, Maluf e Galindo, o nome do empresário figura como preferido por 50,6% dos cuiabanos - cenário 02.

  Num outro cenário, desta vez com inclusão do nome do deputado Sérgio Ricardo, Mendes também imporia vantagem, com 41,8%, enquanto Sérgio chegaria a 24,9%. O terceiro lugar ficaria com Dorileo, que detém 5,8% - quadro 03.  Se a corrida ao Palácio Alencastro envolvesse Mendes, Sérgio, Dorileo e o prefeito Chico Galindo, o empresário do PSB também seria o primeiro colocado, com 41,8%. Sérgio vem em seguida com 25,2% - quadro 04. Com dois adversários (Maluf e Sérgio), Mendes obteria 42,3% - quadro 05.

   A vantagem seria maior sem Sérgio e tendo como concorrentes Dorileo e Maluf. Nesse caso, Mendes atingiria a 51,4%, percentual similar numa eventual disputa contra Dorileo e Galindo. Uma outra simulação inclui o nome do ex-prefeito Roberto França, do DEM, mas o quadro pouco altera, mantendo Mendes na dianteira e com ampla vantagem - confira mais detalhes nos quadros acima.

Palácio Alencastro | 31/01/2012 - 07:18

Mendes e Sérgio empatam na espontânea; Maluf menos de 1%

Romilson Dourado

   Na pesquisa espontânea - situação em que o eleitor declina o nome de preferência sem auxílio da lista com os pré-candidatos -, o nome de Mauro Mendes aparece em primeiro lugar, embora empatado tecnicamente com Sérgio Ricardo (PR), considerando que a margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos. Amostragem do instituto Mark, feita em parceria com o RDNews nos últimos dias 28 e 29, aponta Mendes com 10% das intenções de voto. Sérgio vem em seguida com 6,6%. A pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral, sob número 00001/2012.

   O ex-prefeito Roberto França (DEM) é lembrado como preferido por 1,7% dos entrevistados, assim como o empresário Dorileo Leal (PMDB), que figura com 1,5%, e a ex-senadora Serys Marli (PR), com 1%. Os nomes do prefeito Chico Galindo (PTB) e do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) não atingem a 1% nesta amostragem espontânea. O percentual de eleitores cuiabanos indecisos chega a 74,6%.

Palácio Alencastro | 15/01/2012 - 09:00

Prefeito teme nova "lambança" de Pinheiro e prefere não tirar férias

Romilson Dourado


Chico Galindo não confia em Júlio Pinheiro e opta por mandato sem férias para não abrir Executivo para presidente da Câmara 

     Depois da experiência amarga das férias do ano passado, por causa da "lambança" promovida pelo substituto imediato Júlio Pinheiro, o prefeito de Cuiabá Chico Galindo decidiu que não vai mais se licenciar por agora, contrariando expectativa do presidente da Câmara Municipal, que já estava se preparando para uma eventual nova fase de transição com vistas a atuar, mesmo que temporariamente, no Palácio Alencastro.

    Embora sejam do mesmo partido, o PTB, Galindo convive politicamente, mas não "engole" as práticas de Pinheiro, que controla um duodécimo mensal de praticamente R$ 2 milhões. O prefeito só não se distancia do colega porque isso poderia provocar crise institucional, afinal, Pinheiro é um político matreiro e preside o legislativo cuiabano e tem atendido aos pleitos do Executivo em matérias consideradas polêmicas. Galindo não admite publicamente, mas vê o presidente da Câmara como culpado em parte pelo desgaste da administração. A carga negativa maior está no processo de concessão dos serviços de saneamento.

    O prefeito saiu de férias em julho do ano passado. Com muita sede de poder, Pinheiro deixou a presidência da Câmara por 15 dias para assumir o comando da Capital. Com seu estilo populista e demagogo, tratou logo de deixar o que chama de "legados" e, assim, saiu atropelando etapas. Em duas semanas, apresentou projeto que transfere a gestão da água e esgoto do município para iniciativa privada e baixou decreto, determinando a desapropriação do estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha.

    A intenção de Galindo, de fato, seria fazer a concessão, mas depois de realizar audiências públicas, enfim, de preparar o "espírito" do cuiabano para esse processo. Como Pinheiro não teve cautela, reforçando a tese de "sem planejamento", a crise tomou proporção alarmante, com intervenção de vereadores, de entidades organizadas, do Ministério Público e da Justiça. Até hoje, o prefeito acumula desgaste por conta das ações de Pinheiro enquanto prefeito interino.

   Tentativa

   Júlio Pinheiro chegou a mandar emissário no Alencastro para saber se o prefeito iria sair de férias de novo. O vereador-presidente está em campanha à reeleição e deseja ganhar de novo a Mesa Diretora. Do Executivo, veio o recado que o frustrou. Foi informado que Galindo poderá até viajar por alguns dias, como aconteceu no período festivo do final do ano, mas não ao ponto de se licenciar por duas semanas e, assim, abrir espaço para o presidente da Câmara, já que Galindo era vice e, com a renúncia de Wilson Santos em março de 2010, ganhou a cadeira de titular. Pelo visto, a frustração e temor de Pinheiro no Palácio Alencastro foi tanta que Galindo fará de tudo para até o final deste mandato, que vai até dezembro, impedí-lo de sentar na cadeira de prefeito.

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Palácio Alencastro | 08/01/2012 - 09:25

Galindo posterga decisão e deixa no "muro" partidos e os pré-candidatos

Romilson Dourado


Apesar de adiar a decisão oficial para convenções de junho, o prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) deve concorrer à reeleição

    Embora tenha feito juramento de que não será candidato à reeleição e adotado medidas antipopulares, que, do ponto de vista eleitoral, resultam em perda de votos, o prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) deve, sim, encarar o teste das urnas. Existe, inclusive, um combinado nesse sentido entre o chefe do Executivo municipal e a direção petebista, com respaldo da cúpula nacional. A estratégia é manter o mesmo discurso da não-reeleição para evitar instigar as oposições e só anunciar a mudança de ideia nas convenções de junho, época em que partidos e seus líderes definem candidatura e composições.

    Quem, além do PTB, apoiaria hoje o projeto de Galindo como cabeça de chapa? Alguns partidos nanicos, que têm cargos no Palácio Alencastro, já estão afinados com o petebista, especialmente o PC do B. O curioso é que outras siglas fazem parte da gestão, ou seja, são governistas e contam com cargos de primeiro e segundo escalões, como PSDB, PSD, PMDB, DEM, PR, PV e PP. Em caso todos os casos, as negociações por cargos ajudam o chefe do Executivo a cooptar legendas.

    Como tem reiterado que ficará de fora do embate eleitoral, Galindo, de forma inteligente, mantém "amarrado" esses partidos e não enfrenta tanto bombardeio de críticas e ataques na Câmara Municipal, onde mais eclodem conflitos por causa dos interesses pessoais e eleitorais dos vereadores.

    A "indefinição" de Galindo deixa as outras agremiações também em cima do muro. O PSDB, por exemplo, trabalha com duas hipóteses: concorrer a prefeito com Guilherme Maluf ou apoiar o projeto de recandidatura de Galindo. O PSB de Mauro Mendes e o PMDB de Dorileo Leal são os únicos que não alimentam expectativa de fechar aliança com o grupo do prefeito, ou seja, caminham mesmo para a oposição, assim como o PT, que está rachado entre liderar projeto próprio com Lúdio Cabral, aderir ao nome de Mendes ou até se juntar ao peemedebista Dorileo.

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Palácio Alencastro | 04/01/2012 - 08:07

Maluf quer Iraci de vice e atrair PP, vereadores tucanos buscam Galindo

Romilson Dourado


O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) aposta no apoio do DEM e do PP a seu projeto de disputa à Prefeitura de Cuiabá

    Nas amarrações políticas, o PSDB de Cuiabá, conduzido pelo pré-candidato a prefeito Guilherme Maluf, só não perdeu de vistas ainda o DEM e o PP. As demais legendas maiores sinalizam para outras composições na corrida pelo Palácio Alencastro. O sonho de Maluf, que chegou a ensaiar disputa pela presidência da Assembleia mas já "jogou a toalha", é de ter a ex-vice-governadora Iraci França de vice, numa dobradinha PSDB-DEM. Acredita que consiga atrair também o PP por causa dos laços de amizade e da relação comercial com o deputado federal Pedro Henry, cacique da legenda progressista. O projeto majoritário de Maluf só vai vingar mesmo se conseguir agregar partidos e ganhar musculatura política. Por enquanto, patina nesse sentido, embora pontue entre os três mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto.

    O maior obstáculo de Maluf, ex-vereador e deputado de segundo mandato, é unir o tucanato e recompor a base de um partido que até 2002, quando Dante de Oliveira (já falecido) era governador, representava a maior agremiação partidária do Estado, com 55 prefeitos e 6 deputados estaduais. Hoje o partido conduz somente 5 dos 141 municípios mato-grossenses.

    Para fechar aliança com o DEM, que no ano passado recebeu a filiação do casal Iraci e Roberto França, Maluf precisa resolver, inclusive, conflitos internos. É que a bancada tucana na Câmara Municipal se mostra simpática ao apoio ao projeto de reeleição do prefeito Chico Galindo ou ficar no palanque da candidatura que representar a base governista. O vereador Antonio Fernandes, por exemplo, defende essa tese. A relação com a gestão Galindo é estreita, afinal, o petebista foi vice do tucano Wilson Santos, que comandou a Capital de 2005 a março de 2010, quando renunciou ao posto para concorrer, sem sucesso, à cadeira de governador no ano passado.

   Ademais, os democratas (ex-pefelistas) vão insistir na pré-candidatura de França, que foi prefeito por dois mandatos, e ainda têm Iraci como espécie de candidata reserva, podendo entrar como vice de chapas tanto de Maluf, quanto de Galindo e até do peemedebista, empresário Dorileo Leal.

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Palácio Alencastro | 30/12/2011 - 09:22

DAS em Cuiabá não tem aumento há 18 anos; lei da gestão Dante dificulta

Romilson Dourado

Prefeito Chico Galindo    Desde 1993, portanto há 18 anos, ocupantes de cargos comissionados da Prefeitura de Cuiabá não recebem reajuste salarial. É que qualquer percentual de aumento para os chamados DAS reflete no subsídio de cerca de 700 servidores efetivos que, ao longo deste período, ocuparam cargo de confiança.

    Assim que assumiu o Palácio Alencastro para exercer o segundo mandato, Dante de Oliveira (já falecido) sancionou uma lei que cria estabilidade financeira para o funcionalismo efetivo que fizesse gozo pelo período de no mínimo um ano de cargo DAS. Nesse caso, mesmo que venha a retomar à função de origem, o servidor tem direito a optar pelo salário maior.

    Esse privilégio levou prefeitos pós-Dante, como José Meirelles, Roberto França, Wilson Santos e Chico Galindo a evitar conceder aumento para os DAS por causa do impacto na folha com o efeito cascata. A defasagem salarial hoje dificulta o chefe do Executivo a montar quadros com profissionais melhores qualificados. Para se ter ideia, secretário-adjunto (DAS-2) recebe R$ 2,7 mil brutos. Em Várzea Grande, o salário para a mesma função é de R$ 6,5 mil. Coordenador financeiro, que trabalha com recursos de cada secretaria na Capital, recebe apenas R$ 1,7 mil.

    O único que ganha reajuste é secretário (DAS-1) porque a Lei Orgânica do Município diz que ocupante de posto de primeiro escalão e presidente de órgãos e autarquias vinculados à administração têm direito a receber o mesmo provento pago a vereador. Hoje está em R$ 9,5 mil.

    Diagnóstico

   A Prefeitura da Capital emprega aproximadamente 8 mil efetivos. Para postos comissionados são 500. Da gestão Dante para cá, cerca de 700 passaram a ter bons salários porque ocuparam cargos DAS. Entre eles está o ex-vereador Aurélio Augusto, servidor efetivo e hoje na secretaria de Governo. No cargo de carreira, ele não receberia R$ 3 mil mensais. Mas, como foi secretário, passou a ganhar como DAS-1, ou seja, R$ 9,5 mil. Qualquer reajuste que vier a ser concedido para vereador, Aurélio é beneficiado com o mesmo percentual. A lei da estabilidade estende o benefício a efetivo que tenha acumulado cargo de confiança e até para quem já se aposentou.

    Os DAS clamam por reajuste. O prefeito Galindo tem sido pressionado neste sentido e já adiantou que, no decorrer de 2012, vai avaliar a situação. Ele mexerá num vespeiro. Uma das alternativas para resolver o "abacaxi", de modo a desvincular a amarração salarial de servidor efetivo que tenha acumulado função de DAS, é alterar a lei da estabilidade financeira, o que tende a enfrentar resistência daqueles que sentem-se no direito de continuar usufruindo dessa vantagem. Sem as mudanças, Galindo não deve aumentar o salário dos DAS porque entende que o efeito cascata elevaria muito as despesas com folha de pessoal.

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Palácio Alencastro | 27/12/2011 - 11:18

Galindo cria fundo à cultura e muda regras de financiamento

Kamila Arruda

Luiz Poção, secretário de Cultura de Cuiabá     Após ter anunciado no início deste mês que haveria uma mudança no modelo de apoio a realização de eventos culturais na Capital, o prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) sancionou a lei que cria o Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura. Com a medida, os produtores culturais passam a receber os recursos de financiamento direto da prefeitura.

     Além de apoiar ações de desenvolvimento e conservação e recuperação do patrimônio cultural, os recursos serão designados à criação, produção, valorização e difusão das manifestações culturais, tendo como base a diversidade de expressão. Os projetos podem custar entre R$ 1 mil e R$ 50 mil.

     Segundo o secretário de Cultura da Capital, Luiz Poção, para auxiliar o trabalho do fundo, foram adotadas medidas como aumentar o número de integrantes do Conselho Municipal de Cultura e mudanças no sistema para ter acesso aos financiamentos. “Antes existia o captador de recursos, que cobrava 10% pelo serviço. Com a nova metodologia, o depósito será feito direto na conta do produtor, sem intermediários. É a garantia de que 100% do valor chegará ao destino final”, ressalta.

     Poção afirma que apesar de pequenas, as mudanças serão significativas para a categoria. Além da criação do fundo, a Lei Complementar nº 273/11, publicada no início do mês, ampliou as possibilidades de aprovação dos projetos culturais, pois agora quem decide sobre isso é o Conselho municipal.

     Outra mudança é a criação de um cadastro de produtores culturais. Os interessados no financiamento devem comprovar a profissionalização, além de obrigatoriamente serem moradores de Cuiabá e estar com o pagamento de seus impostos em dia.

     Uma das formas de captação de recursos ao fundo é a troca do pagamento de impostos, como o ISS e IPTU, pela doação de financiamentos culturais de igual ou menor valor. O sistema, contudo, só serve para empresas em débito com o Alencastro. Em caso de valor inferior à dívida, pode ser feito o financiamento de um projeto e a diferença ser paga diretamente à prefeitura.

     Caso o projeto apresentado pelo artista seja aprovado, ele terá que ser executado conforme o previsto no cronograma. Se os prazos não forem respeitados, o dinheiro terá que ser devolvido dentro de 60 dias. Além disso, o artista será considerado inabilitado pelo período de 24 meses junto à secretaria.

     De acordo com Poção, o número de solicitações de financiamentos é grande. “Este ano tivemos R$ 6 milhões em pedidos de recursos para a realização de eventos artísticos, exposições, lançamentos de produtos culturais, entre outros, mas dispomos apenas de R$ 1,3 milhão. Este valor foi mantido pela Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2012”, lamenta.

Palácio Alencastro | 03/12/2011 - 11:27

Sem nome forte, petistas articulam para lançar Julier a prefeito de Cuiabá

Andréa Haddad

     O campo majoritário do PT, captaneado pelos ex-deputados Alexandre Cesar, Saguás Moraes e Carlos Abicalil, começa a se articular para lançar o juiz federal Julier Sebastião da Silva a prefeito de Cuiabá em 2012, em vez de apoiar a pré-candidatura do vereador Lúdio Cabral, que já colocou o nome à disposição do partido, mas enfrenta resistência por ser de uma corrente minoritária, o grupo Graúna. O trio avalia que o magistrado, conhecido pelas decisões polêmicas e postura firme, tem todos os requisitos para surgir como espécie de fato novo no cenário político na Capital. Com isso, os três entendem que conseguiriram resgatar a força que perderam com as derrotas no último pleito.

     Assessor especial do Ministério da Educação, Abicalil foi derrotado na disputa ao Senado e ainda amarga o desgaste interno de ter comprado briga com a ex-senadora Serys Marly, que desejava disputar à reeleição, mas acabou derrotada nas prévias internas e foi candidata a deputada federal e também perdeu. Ságuas, por sua vez, até garantiu vaga na Câmara Federal, mas, com base no entendimento do STF, de que os efeitos da Lei da Ficha Limpa devem ser aplicados apenas no próximo pleito, o petista ficou sem o mandato. O tucano Nilson Leitão assumiu o espaço. Ságuas conseguiu retornar ao posto de secretário de Estado de Educação.

     Já Alexandre Cesar terminou o pleito na condição de suplente do partido e terceiro da coligação formada por PT, PR e PMDB. Ele chegou a legislar por alguns meses deste ano, mas retornou à Procuradoria do Estado. Com tantas derrotas, Abicalil, Ságuas e Alexandre vêem em Julier a chance de renovar o partido em 2012 para fortalecer a legenda à eleição para governador em 2014. O juiz é amigo pessoal de Alexandre. Antes de ingressar na magistratura, ele militou em movimentos sociais e pertencia aos quadros do PT. Em entrevista ao RDTV no mês passado, Julier não descartou a possibilidade de disputar cargo eletivo, principalmente a governador.

     No período de pré-campanha em 2009, um ano antes das eleições, Julier chegou a se reunir com Zé Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo de Lula, para avaliar convite no sentido de concorrer a governador, mas acabou recuando. A eleição ao Senado de Pedro Taques, novato na política e ex-procurador da República, motiva Julier a tomar gosto pela política. Os petistas vivem a expectativa de tê-lo na disputa a prefeito em 2012 até mesmo para combater o crescimento da força política de Taques, que deixou Abicalil para trás e acabou assegurando a segunda vaga aberta no Senado.

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