Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:17 h

PALÁCIO ALENCASTRO | 22/05/2012 - 19:16

Galindo confirma não ser candidato e apoia Maluf; PTB abre conversações

Romilson Dourado

   Em reunião com a Executiva do PTB da Capital nesta terça à noite, o prefeito Chico Galindo comunicou que, oficialmente, está fora do projeto de reeleição e, apesar de defender uma composição para apoio ao deputado Guilherme Maluf (PSDB) ao Palácio Alencastro, transferiu para o diretório municipal a responsabilidade pelo destino do partido. Comandado por Dilemário Alencar, a Executiva chamou os 50 pré-candidatos a vereador para uma reunião, em seguida, e repassou o comunicado do prefeito e avisou que vai abrir diálogo com outras siglas. Este blog já havia antecipado no último dia 17 que Galindo não seria candidato - confira aqui.

    Todos os 11 membros da executiva estavam presentes, inclusive os 5 vereadores petebistas: Júlio Pinheiro, Néviton Fagundes, Totó Cesar, Marcus Fabrício e Clovis Hugueney, o Clovito. Primeiro, ouviram atentamente o pronunciamento de Galindo. Ele afirmou, na reunião fechada, que desde 2009, ainda na cadeira de vice-prefeito, já se manifestava contra o instituto da reeleição e que sustentou a tese por todo esse tempo. Depois, explicou que decidiu por ficar de fora do embate eleitoral porque deseja intensificar ações já em andamento, como o Poeira Zero, com previsão de asfaltar mais de 40 bairros até o final do ano, bem como o programa Asfalto Bom, dentro da meta de recuperar 200 km de vias sem asfalto até o final do ano. Avisou que vai se dedicar também ao trabalho de reforma de 201 unidades de saúde e das redes de assistência social e educação, como creches e postos de saúde.

    Quanto ao seu apoio político, Chico Galindo, que foi deputado estadual, se tornou vice-prefeito a partir de 2009 e, em abril de 2010, chegou à cadeira de prefeito, deixou claro que defende a candidatura de Maluf. Lembrou que petebistas e tucanos são aliados de eleições passadas, mas que a decisão passaria a ser do diretório municipal. Ele segue no comando regional da legenda e adiantou que vai disputar o pleito de 2014, provavelmente a deputado estadual.

    Aliança

   Perguntado sobre como recebeu a decisão do prefeito, o presidente do PTB da Capital Dilemário Alencar afirmou que "foi um ato histórico" e de "alguém com desprendimento", já que é de praxe quem estar no exercício do mandato pleitear a reeleição, quando a lei assim o permite. Dilemário disse que, a partir de agora, o "jogo fica zerado" e, mesmo respeitando o desejo pessoal do prefeito de apoio ao nome de Maluf, o PTB abrirá diálogo com outras siglas. Citou, entre as possibilidades, a busca de entendimento com o PDT, que tem como pré-candidato o médico Kamil Fares, e o PSD, que chegou a ensaiar projeto majoritário com o ex-deputado e secretário de Comunicação Carlos Brito.

Enquete
O que achou da decisão do prefeito Chico Galindo de não tentar novo mandato?
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  • Errou, poderia tentar a reeleição
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 17/05/2012 - 08:53

Galindo desiste; Mauro vai à disputa e avalia até Duda como marqueteiro

Romilson Dourado

   O prefeito da Capital Chico Galindo vai dizer "não" ao PTB ao projeto de reeleição, embora continue sendo motivado e instigado a encarar o teste das urnas. A tendência, então, é de apoiar o tucano Guilherme Maluf. Já o empresário Mauro Mendes (PSB) voltou a intensificar as articulações e deve mesmo encarar nova disputa. Contatou até Duda Mendonça, com vistas a cuidar do marketing da campanha. Em 2008, ele concorreu ao Palácio Alencastro pelo PR e perdeu no segundo turno para Wilson Santos.

 
Enquanto Chico Galindo está praticamente decidido pela não-reeleição, o empresário Mauro Mendes se prepara para o embate

  Chico Galindo debruçou no resultado de pesquisas quantitativa e qualitativa, encomendadas para análise interna, e concluiu que a gestão começou a melhorar, mas a imagem continua negativa, com forte resquício do desgaste da administração Wilson. Ele avalia, nas conversas com aliados, que não há mais tempo para recuperar a popularidade, já que precisa decidir oficialmente sobre candidatura no máximo dentro de 30 dias. Dos possíveis candidatos à sucessão municipal, o petebista é o que mais enfrenta rejeição junto aos cuiabanos. Estão no páreo também o empresário Dorileo Leal (PMDB), o vereador petista Lúdio Cabral e o deputado Maluf, que deve ser apoio da máquina municipal.

  O prefeito já comunicou aos familiares e aos assessores mais próximos que pretende se dedicar à campanha do seu candidato, podendo ser ou não Maluf, mas sem perder o foco na administração, especialmente em relação ao cronograma de obras, no embalo do Poeira Zero, com investimentos de R$ 7,2 milhões para asfaltar 49 bairros. Assim, quer deixar o Alencastro em 31 de dezembro deste ano com uma boa imagem, já pensando em retornar ao cargo de deputado estadual, a partir das eleições de 2014.

  Por causa dessa sinalização, Maluf voltou a cortejar o prefeito. Ambos surgem juntos nos eventos públicos. Galindo o chama até de "meu amigo" e de "pré-candidato a prefeito", como fez no ato de assinatura do contrato com a escola de samba Estação Primeira da Mangueira para Cuiabá ser o enredo do desfile na Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2013.

   Marketing

   Enquanto Galindo recua, Mauro Mendes avança. Contrariando rumores de que o empresário não seria candidato agora para priorizar o pleito ao governo do Estado, Mauro já mandou sondar, inclusive, o marqueteiro Duda Mendonça, que conduziu as campanhas vitoriosas do presidente Lula, com a disposição de entrar para valer na campanha a prefeito. Líder absoluto nas pesquisas de intenção de voto, o socialista passou a promover até quatro reuniões diárias, com políticos, dirigentes partidários, empresários e representantes de diferentes segmentos, colhendo opiniões e com foco no programa de governo.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 24/04/2012 - 09:45

Sílvio é remanejado; com 2 pastas, Brito vira supersecretário de Galindo

Romilson Dourado

  O prefeito da Capital Chico Galindo (PTB) definiu nesta terça (24) mais uma mudança no secretariado, com a saída do professor e figura de confiança Sílvio Fidélis da pasta de Goveno e retorno ao Desenvolvimento Urbano, onde já atuou por um ano.

   Esse remanejamento fortalece ainda mais o nome do ex-deputado Carlos Brito, secretário de Comunicação Social e que passa agora a acumular a secretaria de Governo. Brito é filiado ao PSD e seria o plano B de Galindo para uma eventual disputa ao Palácio Alencastro, caso o petebista venha a desistir mesmo do projeto de reeleição.

  Na semana passada, o prefeito promoveu mudanças em 9 secretarias, incluindo 3 novas, já que foram criadas a de Juventude e as pastas de Obras e Serviços Urbanos, que surgiram a partir da extinção da Infraestrutura. O troca-troca se deu devido à desincompatibilização de alguns secretários e ocupantes de outros cargos para concorrer às eleições. Mudou-se o comando do Meio Ambiente, com retorno de Lécio Victório Monteiro; do Trabalho e Desenvolvimento Econômico, sob Tânia Matos, que entrou no lugar de Dilemário Alencar; da Cidades, com estreia do ex-deputado Wilson Dentinho, sob indicação do PSD; e da Juventude, com Patrícia Siqueira. A Obras é conduzida por Quidauguro Marino, enquanto Andelson Gil do Amaral, ex-secretário na gestão Wilson Santos, voltou ao primeiro escalão, na condução do Serviços Urbanos.

   No caso do Desenvolvimento Urbano, o prefeito optou pelo retorno de Sílvio e o então secretário Márcio Puga "cai" para o segundo escalão, como adjunto. A tendência é do prefeito manter o ex-deputado Brito em duas pastas (Secom e Governo) por alguns dias. Mesmo fazendo oposição, partidos como PSD e PMDB seguem com postos de primeiro escalão. Ainda integram a administração petebista militantes do PC do B, e do PSDB e de alguns partidos nanicos.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 18/04/2012 - 10:53

Mauro fecha com Taques e "namora" PR pensando em Maggi no palanque

Romilson Dourado

 
Depois de fechar apoio do senador Pedro Taques, o pré-candidato Mauro Mendes busca respaldo de outro senador: Blairo Maggi

   O empresário Mauro Mendes (PSB), líder absoluto na última pesquisa Mark, divulgada no início deste mês, em que aparece com quase 50% das intenções de voto - veja aqui -, avançou nas articulações e deve ter no palanque como principais aliados os senadores Pedro Taques (PDT) e Blairo Maggi (PR). Mesmo a legenda republicana tendo lançado a pré-candidatura do secretário Francisco Vuolo, Maggi sinaliza para composição com Mauro, com quem retomou os contatos políticos, após cisânia na campanha de 2010. O ex-governador chegou a sugerir para o colega empresário ficar de fora do pleito deste ano para concorrer de novo ao Palácio Paiaguás, em 2014. Por outro lado, entende que o "cavalo está passando arriado agora" e que Mauro precisa aproveitar o quadro favorável para disputar o Palácio Alencastro pela segunda vez. Em 2008, Mauro foi candidato pelo PPS, ex-partido de Maggi, e perdeu no segundo turno para o tucano Wilson Santos.

  Nas conversas com amigos, Mauro Mendes tem dito que Taques e Maggi tendem a ser seus principais cabos eleitorais. De fato, se conseguir fechar composição, reforçaria o projeto à prefeitura, pois os dois senadores têm boa aceitação em Cuiabá. Taques já apoia Mauro. A luta do empresário está em atrair o PR, que ocupa 7 cargos de primeiro escalão e comanda 5 empresas e autarquias do governo peemedebista Silval Barbosa, que apoia outro nome para prefeito, o do também empresário Dorileo Leal. Cogita-se até indicação de Vuolo ou do deputado licenciado e secretário de Cultura João Malheiros para vice de Mauro, numa dobradinha PSB-PR.

  De todo modo, a 2 meses para as convenções, o cenário na Capital se desenha com 5 pré-candidatos fortes, sendo eles Mauro, Dorileo, o deputado estadual Guilherme Maluf e alguém do PT, com chances reais de ser o vereador Lúdio Cabral, e ainda o prefeito Chico Galindo (PTB) que, se desistir mesmo do projeto de reeleição, tende a lançar o secretário Carlos Brito (PSD) com apoio da máquina. Se Mauro continuar crescendo nas intenções de voto, trabalhará por vitória no primeiro turno. Já as oposições apostam em segundo turno.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 16/04/2012 - 18:52

Trocas atingem 6 secretarias; veja recomposição do Governo Galindo

Romilson Dourado


 

  Das 20 secretarias, incluindo três novas - Juventude e o desmembramento de Obras e Serviços Urbanos com o fim da Infraestrutura -, o prefeito da Capital Chico Galindo anunciou nesta segunda (16) mudanças de comando em 6. Definiu também os ocupantes de cargos de adjuntos. O Blog do Romilson levantou todos os nomes com exclusividade - confira no quadro acima. As trocas foram motivadas pela saída de assessores que são pré-candidatos a vereador. Galindo passou as últimas duas semanas montando o quebra-cabeça para fechar a recomposição, mesclando quadro técnico e político. Alguns nomes foram antecipados com exclusividade - veja aqui e aqui.

   Mesmo fazendo oposição, partidos como PSD e PMDB seguem com postos de primeiro escalão. João Emanuel deixou a Habitação, que agora passa a se chamar secretaria das Cidades e, em seu lugar entrou o ex-deputado e ex-presidente do Cepromat Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, como parte da cota do PSD, que ainda conta com Luiz Poção (Cultura) e Carlos Brito (Comunicação Social). Pela primeira vez, o PC do B conduz uma pasta, justamente a da Juventude, com Patrícia Simone Nogueira. O PMDB, que se opõe à administração e tem Dorileo Leal como pré-candidato a prefeito, segue no Turismo com Tânia Barteli, esposa do advogado Clovis Cardoso, presidente do PMDB da Capital. 

   Com a reativação da pasta de Obras, retorna ao posto de secretário Quidauguro Marino, assim como Andelson Gil do Amaral no Serviços Urbanos. Tânia Matos, que era adjunta de Governo, agora responde pela secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Econômico. Com a extinção da Infraestrutura, Lécio Victório volta a ser secretário de Meio Ambiente.

   Com 8 meses de mandato pela frente, Chico Galindo estuda outras mudanças e remanejamentos. Há possibilidade, por exemplo, de transferir o seu principal assessor Sílvio Fidélis da secretaria de Governo para outra pasta. Com abertura de vagas de adjuntos, o prefeito petebista contemplou aliados que já estavam em outros postos na administração, como Carlos Haddad, o Tuba, que era assessor do gabinete do Palácio Alencastro e passa a ser adjunto de Turismo. Com a saída de Mário Nadaf, quem conduz a Fundação Educacional de Cuiabá (Funec) é Alex Rufino - veja no quadro acima como ficaram as mudanças nos principais postos da administração Chico Galindo.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 13/04/2012 - 18:38

Tânia assume pasta do Trabalho; Galindo adia as outras mudanças

Romilson Dourado

   O prefeito da Capital Chico Galindo (PTB) preferiu postergar por mais um final de semana a recomposição do secretariado, já que 7 ocupantes de cargos entre primeiro e terceiro escalões se desincompatibilizaram desde o último dia 7 para entrar na corrida por vaga de vereador. Ao menos um posto do staff já está definido. Tânia Matos, hoje adjunta de Governo, será a nova secretária de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, em substituição a Dilemário Alencar, presidente do diretório municipal do PTB. Restam ainda 8 meses da gestão Galindo.

   Tânia é indicação do secretário de Governo Sílvio Fidélis, que se tornou um dos principais braços da administração petebista. Ela atuou no PSDB por muitos anos junto com o ex-marido Carlos Carlão do Nascimento, ex-deputado e ex-secretário de Educação da Capital e do Estado. Hoje Tânia não está filiada a partido. Na gestão Wilson Santos ela trabalhava como subprefeita da Regional Sul e foi assessora de assuntos comunitários da prefeitura junto ao gabinete do prefeito. Só passou para o segundo escalão no governo Galindo, há 5 meses, como secretária-adjunta de Governo. Entre outros postos, trabalhou como assessora parlamentar, procuradora de 4 municípios e administradora da Associação dos Municípios do Norte Araguaia. É formada em administração de empresas e possui especialização em gerência de cidade e cursa Arquitetura e Urbanismo pela Unic.

   Vacâncias

   Chico Galindo está avaliando nomes para substituir João Emanuel, que deixou a Habitação; Mário Nadaf, na Fundação Educacional de Cuiabá (Funec); Leonardo de Oliveira, que era adjunto de Obras; e ainda Ronaldo Muzzi e Ana Flávia, que respondiam como administradores do Distrito do Coxipó do Ouro e da Regional Norte, respectivamente. Todos eles saíram para concorrer às eleições. O prefeito vai anunciar também um nome para estrear na secretaria da Juventude. A indicação será do PC do B. Muitos assessores estavam dispostos a sair da administração para entrar na briga por cadeira de vereador, mas desistiram de última hora, como os secretários Sílvio Fidélis (Governo) e Luiz Poção (Cultura) e o líder comunitário Adalberto Cavalcanti, assessor da Sanecap.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 30/09/2011 - 07:14

Empresários se "cacifam" e instigam debate sobre candidatura em Cuiabá

Romilson Dourado

Dorileo e Mendes   Dois empresários, um com duas experiências como candidato a cargo eletivo e outro com forte atuação nos bastidores, vão "esquentar" o debate à Prefeitura de Cuiabá. Mesmo a um ano das eleições, eles se articulam em busca de apoio de lideranças e na esperança de agregar partidos. Mauro Mendes, dono da Bimetal, optou por permanecer no PSB e vai mesmo encarar novo teste das urnas pelo Palácio Alencastro. João Dorileo Leal, do Grupo Gazeta de Comunicação, buscou abrigo no PMDB para ser candidato. Por coincidência, ambos são do ramo de comunicação e telecomunicação. A Bimetal é uma das principais indústrias brasileiras no segmento de estruturas metálicas e atende nas  áreas de telecomunicações, energia e construções. O Grupo Gazeta possui o jornal A Gazeta, a TV Record Canal 10, as rádios Gazeta FM e CBN Cuiabá AM e o Instituto Gazeta Dados.

   Muitos pré-candidatos a vereador estão fomentando a candidatura dos dois na majoritária apostando que podem levar vantagem com o poderio econômico. Apesar disso, tanto Dorileo quanto Mendes, que já disputou e perdeu para prefeito e para governador, já avisaram, em reuniões internas, que não vão gastar um centavo dos seus bolsos. Já escalaram emissários para buscar financiadores de campanha. No caso de Dorileo, ele ainda terá o apoio da máquina do governo estadual.

   Além dos dois empresários, há outros "prefeitáveis", como o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), o vereador Lúdio Cabral (PT) e ainda o ex-prefeito e ex-deputado Roberto França, que vai se filiar ao DEM. O prefeito Chico Galindo (PTB) jura que não entrará no páreo, mas muitos correligionários apostam que, na véspera das convenções, o petebista deverá, sim, anunciar projeto de reeleição.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 06/09/2011 - 16:33

Mendes anuncia que será candidato

Romilson Dourado

Empresário Mauro Mendes ----------------------------------------------
Empresário anunciou que tentará o Palácio Alencastro de novo em discurso de formatura de funcionários e tem 30 dias para decidir se continua ou não no PSB
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  Mauro Mendes vai mesmo disputar, pela segunda vez, a cadeira de prefeito de Cuiabá. Foi ele próprio quem anunciou a pré-candidatura, em discurso, numa solenidade de formatura no último sábado, no Sesi Park. O empresário acompanha a vida escolar de um grupo de funcionários da Bimetal, das séries iniciais até o ingresso em curso superior.

   Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), Mendes fez pronunciamento emocionado. Lembrou das dificuldades iniciais e, depois, da consolidação da trajetória de sucesso como empresário, especialmente à frente da Bimetal, fundada em 1989 e que se tornou uma das principais indústrias brasileiras no segmento de estruturas metálicas. Mendes atua ainda nas áreas de telecomunicações, energia e construções. Possui clientes até no exterior e sociedade em várias empresas.

    Em discurso, Mendes avisou que pretende concorrer ao Palácio Alencastro e enfatizou que, sozinho, não conseguirá êxito nas urnas e, por isso, seria importante receber o apoio de todos. O incentivo foi traduzido em aplausos. Apesar disso, o empresário prefere não assumir, em entrevista à imprensa, que está decidido a enfrentar o teste das urnas, mas por questões estratégicas. Depois de duas campanhas eleitorais, uma para prefeito da Capital e outra ao governo do Estado, Mendes, que teve votação expressiva, mas não se elegeu, aprendeu que não se pode atropelar etapas. Se assumir publicamente o projeto muito cedo, corre risco de entrar num processo de desgaste e perder fôlego na reta final. Restam exatos 13 meses para o pleito.

    Sua maior dificuldade está no partido. Não se sente confortável no PSB por causa dos embates com o presidente regional, deputado Valtenir Pereira. Por isso, voltou a se articular nos bastidores e, assim como abandonou o grupo de Blairo Maggi, migrando do PR para o PSB, estuda pular para outra agremiação. Entre as possibilidades estão o PDT do senador Pedro Taques ou outra legenda menor. Como a legislação eleitoral exige filiação ao menos com um ano de antecedência, Mendes tem apenas 30 dias de prazo pela frente para se definir.

   O quadro de pré-candidaturas à sucessão do prefeito Chico Galindo (PTB) começa a se afunilar, embora os partidos e seus líderes ainda tenham 7 meses até chegar as convenções. O PMDB aposta todas as fichas no também empresário Dorileo Leal. O PSDB busca construir a candidatura do deputado estadual Guilherme Maluf, enquanto o PT sinaliza para lançamento do nome do vereador Lúdio Cabral. Os petebistas vivem incógnita quanto ao projeto de reeleição de Galindo.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 15/08/2011 - 08:26

4 partidos estudam formar bloco de oposição pela Prefeitura de Cuiabá

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

 Pedro Taques, que comanda o PDT, e Valtenir Pereira, do PSB, avançam nas negociações e devem puxar PT de Lúdio Cabral e o PSDB de Guilherme Maluf na construção de bloco oposicionista na corrida à Prefeitura de Cuiabá

   As oposições ao governo Silval Barbosa (PMDB) e ao prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) começam a ganhar força com a ideia de se construir uma aliança rumo à Prefeitura da Capital que venha contemplar ao menos quatro legendas, sendo elas PSB, PT, PDT e até o PSDB. Seus líderes entendem que precisam se unir para combater nas eleições as máquinas estadual e municipal. O problema vai ser o grupo chegar a um entendimento porque conta com quatro pré-candidatos a prefeito.

   Pelo PSB, o nome natural é do empresário Mauro Mendes, que chegou ao segundo turno nas urnas de 2008 e perdeu também para o governo do Estado no ano passado. O deputado federal e presidente regional da legenda socialista Valtenir Pereira também demonstra interesse em disputar, de novo, o Palácio Alencastro, caso Mendes recue ou migre para outra legenda. O PT tem, entre os possíveis candidatos, o vereador Lúdio Cabral, enquanto o PDT se movimenta sob orientação do senador Pedro Taques. O tucanato, embora ainda faça parte da administração Galindo, demonstra interesse em romper oficialmente e se juntar ao bloco, inclusive com esperança do candidato majoritário vir a ser o deputado estadual Guilherme Maluf.

   Valtenir e Taques, os mais votados em Cuiabá para federal e senador, respectivamente, trazem bom reforço à candidatura opositora se estiverem no mesmo palanque. Eles se consolidaram na campanha do ano passado como principais lideranças locais. O petismo, mesmo em crise, também possui militância forte na Capital. O tucanato, com sede de poder, reforça o grupo.

    Pela situação

  Já o Palácio Paiaguás, mesmo sob articulação do governador Silval, não tem um pré-candidato definido. A aposta é o nome do empresário João Dorileo Leal, que ensaia filiação no PMDB no próximo mês. Galindo também vive incógnita sobre o projeto de reeleição. Como sua administração enfrenta baixa popularidade, ele prefere, por enquanto, assegurar que está fora. Seus marqueteiros, porém, acreditam que o prefeito será demovido da ideia, assim que melhorar o desempenho nas pesquisas de intenção de voto.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 31/03/2011 - 15:48

Petebista muda radicalmente a postura política e costura alianças

Patrícia Sanches

     Nos últimos 365 dias o prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) mudou radicalmente a postura política da gestão, cooptando a ajuda de importantes aliados na busca por recursos na esfera estadual e federal. Enquanto o seu antecessor Wilson Santos (PSDB) passou a maior parte do tempo “batendo cabeça” e criticando o governo estadual, Galindo tratou de se tornar parceiro de Silval Barbosa (PMDB). Ele assumiu o posto em 31 de março de 2010, quando Wilson renunciou para disputar, sem sucesso, o Paiaguás.

     A estratégia deu certo e o “alinhamento” dos dois começou a render bons frutos à Capital. Nesta semana, por exemplo, os dois firmaram um convênio de R$ 40 milhões para a realização do programa “Multiação”, que prevê recapeamento de 30 quilômetro da malha viária desgastada, operação tapa-buracos, desobstrução de bueiros e limpeza dos córregos e vias públicas. "Meu slogan é todos juntos por Cuiabá. Silval contribuiu muito para a cidade. Um mais um é igual a dois e melhora a qualidade da Capital", afirmou o petebista, durante visita à sede do RDNews. Também estiveram no estúdio do RDTV e na redação os secretários de Governo, Lamartine Godoy, e de Saúde, Antonio Pires.

    Ao que parece a “parceria” vai longe. O PTB chegou até a ser cotado para compor o grupo oposicionista Mato Grosso Muito Mais, mas o prefeito já avisou que não pretende se indispor com Silval. Já na esfera federal, Galindo tratou de criar o escritório da Prefeitura de Cuiabá, em Brasília, sob o comando do ex-deputado estadual Ricarte de Freitas.

    A ideia é ter uma boa relação com o governo Dilma Rousseff, buscando recursos para projetos ambiciosos como o “poeira zero”, em que vão ser necessários pelo menos R$ 250 milhões para asfaltar as ruas sem pavimentação em 59 bairros. “A prefeitura sozinha não tem como arcar, por isso, estou atrás de parcerias”, pondera Galindo. Também cabe a Ricarte acompanhar todos os projetos, convênios e processos em todas as esferas dos três poderes na Capital do Brasil.

     Na Câmara também vive situação confortável. A Mesa Diretora é presidida pelo também petebista Júlio Pinheiro e Galindo conquistou uma ampla base de sustentação. Na maior parte de suas mensagens só não conta com o aval do petista Lúdio Cabral.

PALÁCIO ALENCASTRO | 07/01/2011 - 09:00

Galindo tem "amarrado" 5 siglas e abre 2 pastas para atrair PR e PMDB

Romilson Dourado

    Fernando Ordakowski

Prefeito Chico Galindo usa pretexto da restruturação de pastas para buscar ampliar base, cooptando novas siglas

   O prefeito cuiabano Chico Galindo (PTB) aproveitou a restruturação de algumas secretarias, com fusão, mudança de nomenclatura e criação de três novas, para buscar ampliar a composição partidária. Quer atrair legendas que hoje são adversárias, como o PR do ex-governador e senador diplomado Blairo Maggi e o PMDB do governador Silval Barbosa. Das 17 pastas, incluindo Auditoria e Procuradoria-Geral, estão abertas para negociação a Fazenda e o Turismo, já que a Cultura, com a saída de Sérgio Cintra, continuará com o PDT. A Comunicação entra também na lista das que mudarão de comando.

  No mês passado, o petebista fez algumas mudanças no staff e agora retoma as conversações para finalizar a recomposição do seu governo. Na restruturação, o Palácio Alencastro mudou nomes e atribuições das pastas de  Planejamento, Orçamento e Gestão e de Finanças. Criou, então, a secretaria de Fazenda, com o propósito desta focar em política de arrecadação, de Gestão e Tecnologia, a de Finanças e Planejamento e incluiu também a pasta do Turismo.

  No caso da Gestão e Tecnologia, deve continuar com Carla Regina Loprati. A Finanças e Planejamento prossegue com Guilherme Muller. Já Fazenda e Turismo estão sem secretários. O prefeito vai oferecer estas pastas para peemedebistas e republicanos, embora outras legendas da base, como PTB, já estejam se articulando para "abocanhá-las". O chefe do Executivo teve uma reunião nesta semana com a bancada do PMDB na Câmara, composta por Domingos Sávio e Arnaldo Penha, e também com o diretório municipal para oferecer à legenda abertura de espaço no staff. Galindo recebeu de imediato pleito do PR, que tem no Legislativo Chico 2000 e agora Misael Galvão, substituto de Francisco Vuolo, que assumiu posto de secretário de Estado. O mais afoito por cargos entre os republicanos é Chico 2000, mas não tem respaldo da Executiva estadual.

   Uma outra vacância é registrada na Cultura, com a exoneração de Sérgio Cintra. A pasta vai continuar com o PDT, cujo diretório municipal sugeriu o nome de Rodrigo Rodrigues, mas não recebeu o aval esperado de modo a ter chance de vir a ser escolhido. A disposição do prefeito é mudar até o final deste mês o secretário de Comunicação. Flávio Garcia já foi comunicado que não permanecerá no primeiro escalão.

     A 8 meses no comando administrativo da Capital, Chico Galindo tem hoje no primeiro escalão representantes de diferentes partidos, como do seu PTB, do PSDB, do PDT, do DEM e do PP. O mais privilegiado é o bloco tucano, com 6 secretarias. Os petebistas têm Moisés Dias (Esporte e Cidadania) e Dilemário Alencar (Trabalho e Desenvolvimento Econômico) e brigam por mais duas pastas. Galindo se vê pressionado e busca habilidade política para não se indispor com os partidos para não azedar a relação com o Legislativo.

Como está hoje o secretariado do prefeito Galindo
Fazenda - em aberto
Turismo - em aberto
Gestão e Tecnologia - Carla Loprati
Finanças e Planejamento - Guilherme Muller
Assistência Social - Julieta dos Santos Ribeiro
Auditoria - Luiz Mário de Barros
Comunicação Social - Flávio Garcia (*)
Cultura - em aberto
Esporte e Cidadania - Moisés Dias
Governo - Lamartine Godoy
Infraestrutura - Paulo Borges
Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano - Lécio Victor Monteiro
Trânsito e Transporte Urbano - Edivá Alves
Procuradoria-Geral - Fernando Biral
Educação - Permínio Pinto
Saúde - Maurélio Ribeiro
Trabalho e Desenvolvimento Econômico - Dilemário Alencar

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(*) Será substituído

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PALÁCIO ALENCASTRO | 27/12/2010 - 18:05

Galindo promete concluir reforma do pronto-socorro

Ana Adélia Jácomo

   O prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) afirmou que a conclusão da segunda etapa da reforma do Hospital e Pronto-Socorro da Capital é uma das prioridades de sua gestão e deu como prazo março de 2011. 

   “Assim que concluírmos as obras no piso inferior, o pronto-socorro receberá 60 novos leitos. A ampliação dos leitos terá início a partir de março”, garantiu o prefeito, acrescentando que a reforma do local receberá recursos próprios na ordem R$ 2,3 milhões e uma emenda parlamentar da senadora Serys Marly (PT), no mesmo valor.

   Outro ponto considerado importante pelo prefeito é a pavimentação de todos os bairros de Cuiabá, que segundo ele será feito nos próximos dois anos.

   Além disso, Galindo esclareceu que a prefeitura está vivendo um período complicado e que está passando por mudanças e reestruturações, como, por exemplo, a criação de mais três secretarias: a de Fazenda, a de Gestão e Planejamento e a de Controle e Contabilidade.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 16/11/2010 - 08:44

Galindo adota medidas austeras e espera obter popularidade depois

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Com 2 anos de mandato, Chico Galindo assume "pepinos" administrativos e inicia adotando medidas impopulares

  O prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) adotou a estratégia de, pós-eleições, lançar todas as medidas impopulares, mesmo sabendo que enfrentará protestos para, numa segunda etapa, capitalizar positivamente sobre essas posições. Quer marcar sua gestão como alguém que teve a coragem de, por exemplo, atualizar o valor venal dos imóveis, o que resulta em impacto elevado na alíquota de IPTU, superando em 300% dependendo do imóvel e da região. As mudanças surgem a partir de um estudo sobre a planta genérica.

   Seu antecessor Wilson Santos (PSDB), que renunciou ao mandato em março deste ano para concorrer, sem êxito, à cadeira de governador, tinha proposto aumento da alíquota do IPTU. O problema é que enfrentou a ira da população e oposição dura de alguns vereadores. Isso o levou a engavetar o projeto. Galindo argumenta que a medida agora é diferente. Não representa apenas a elevação do IPTU, mas sim atualização para o imóvel passar a valer mais. De todo modo, aumenta o IPTU, calculado com base no valor do imóvel. Alguns vereadores se manifestam contra e sugerem emendas para não permitir valores abusivos.

   O Palácio Alencastro promete fechar o cerco contra os inadimplentes. Galindo calcula que quase 80% dos donos de imóveis territoriais e 50% dos prediais não pagam o imposto. A partir de janeiro, o prefeito vai mandar negativar todos os nomes que entrarem para a inadimplência.

   Há outros "pepinos" para Galindo resolver. A precariedade na prestação de serviços de saneamento, por exemplo, prossegue há décadas. Falta água na maioria dos bairros. A rede de esgoto não cobre 30% dos bairros. O prefeito espera que, com a retomada das obras do PAC e mais investimentos com o PAC II, consiga equacionar ou ao menos amenizar esses problemas. Também tenta contornar crise em outros serviços básicos, como coleta de lixo, construção de novo aterro sanitário e dificuldade para atender a demanda na saúde pública. No caso do lixo, lançou nova licitação e pediu trégua à população para normalizar a coleta. Na saúde, busca "remédio" para amenizar a dor e revolta de quem procura as unidades de saúde e se depara com filas, falta de médicos e de medicamentos.

   Percebe-se que Chico Galindo, com perfil mais técnico, demonstra boas intenções. Mas só isso não basta. Precisa mostrar competência administrativa para, nos dois anos de mandato que lhe restam, vencer as barreiras, contornar conflitos internos e externos, inclusive junto ao secretariado, buscar mais recursos e resolver, na prática, os problemas administrativos. Se conseguir recuperar a popularidade, o prefeito pode até arriscar o projeto de reeleição. Caso contrário, fica de fora das eleições de 2012.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 14/11/2010 - 11:40

Galindo exige uso de protetor solar aos servidores municipais

Sissy Cambuim

   Sancionada em 6 de outubro pelo prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB), passou a valer no último dia 6 a Lei Municipal 5.333 que obriga os servidores públicos da Capital a utilizarem protetor solar. A norma torna obrigatória a distribuição do filtro aos funcionários que atuam em atividades externas, como agentes comunitários de saúde e de outros programas de prevenção, professores de educação física, garis, entre outros.

   De acordo com a legislação, nos editais para contratação de empresas prestadoras de serviço, também deverá conter uma cláusula que determine que a mesma aplique a medida aos empregados que se exponham à radiação solar.

   Desta forma, as emrpesas e concessionárias prestadoras de serviços públicos externos deverão fornecer, além de roupas e equipamentos protetores e de prevençãoa acidental, protetor solar para os trabalhadores do setor de obras e serviço públicos de contrução, limpeza pública e manutenção e todas as demais atividades que exija exposição ao sol. Os gastos com a distribuição de protetor solar aos servidores municipais é de responsabilidade da prefeitura.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 04/11/2010 - 08:10

Galindo não cede as pressões de Wilson e rejeita Carlão na equipe

Romilson Dourado

   Sem alarde, o prefeito Chico Galindo (PTB) deu mais uma demonstração de que o antecessor Wilson Santos (PSDB), derrotado ao governo estadual, não manda mais na administração. Após postergar ao máximo a resposta sobre possível retorno de Carlos Carlão do Nascimento à Educação, um pedido pessoal do ex-prefeito, o petebista mandou avisar que não substituirá o secretário Permínio Pinto. Entende que este realiza um bom trabalho. Sendo assim, Carlão, derrotado para deputado estadual, fica de fora do primeiro escalão do Palácio Alencastro. No governo Dante de Oliveira (1996/2002), ele foi presidente do Detran e secretário de Educação. Teve também atuação bastante influente com Wilson no cargo de prefeito da Capital. Agora, sem cargo eletivo e sem nomeação como DAS, Carlão cairá no ostracismo político.

   Foi mais uma derrota nos bastidores de Wilson na tentativa de conseguir emprego para velhos aliados do período de cinco anos em que esteve no comando da Capital. Ele queria a Educação por se tratar da maior pasta da estrutura da máquina, tanto em orçamento quanto em número de servidores. Galindo se sentia pressionado de todos os lados pelos tucanos, que queriam continuar no staff. Preferiu, porém, agir quieto e sem ampliar o leque de consultas sobre perfil de novos membros da equipe para não causar alarde. Aos poucos, está mudando a cara da equipe. Por outro lado, começa a desagradar os que se sentem excluídos.

    Wilson Santos, por exemplo, não o procura mais. Já comenta para os amigos que Galindo o traiu politicamente, mesmo tendo acertado com o então vice de os aliados continuariam na administração somente até as eleições de 3 de outubro. Nem mesmo Adriana Bussiki, esposa de Wilson e que presidiu o IPDU por muitos anos, o prefeito quis renomeá-la. Optou por colocar no Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano o antigo assessor Sílvio Fidélis.

    Algumas mudanças em secretarias foram anunciadas, como a nomeação do vereador licenciado Paulo Borges (PSDB) na Infraestrutura; de Julieta Domingues na Ação Social; de Moisés Dias no Esporte e Cidadania; de Antonio Carlos Ventura Ribeiro na presidência da Sanecap; de Lamartine Godoi, na secretaria de Governo; de Lécio Nogueira, no Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano; de Dilemário Alencar, no Trabalho e Desenvolvimento Econômico; e de Carla Regina, no Planejamento, Orçamento e Gestão.

    Numa segunda etapa, prevista para janeiro, Galindo que abrir espaço para os partidos aliados. De todo modo, desde já excluiu da equipe pessoas que estavam muito ligadas a Wilson e que se tornaram "pedra do seu sapato", além de trazer embaraços ao Alencastro, como Carlão, Edivá Alves, Euclides Santos e Elismar Bezerra.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 27/10/2010 - 08:00

Galindo substitui na secretaria do Trabalho ex-sindicalista por outro

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Dilemário Alencar assume secretaria na gestão Galindo, em substituição ao outro ex-sindicalista Elismar Bezerra

   Em meio às mudanças do secretariado, o prefeito de Cuiabá Chico Galindo optou por uma troca um tanto curiosa na secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Econômico. Vai substituir o ex-sindicalista Elismar Bezerra (PPS) por outro ex-sindicalista Dilemário Alencar (PTB). Ambos marcaram época dos anos 1990 em defesa de suas categorias. Elismar presidiu o Sintep, que congrega os profissionais da educação, maior categoria do Estado. Dilemário conduziu o sindicato dos Bancários. A partir dessa militância, ambos engendraram para o caminho do Executivo e já ocuparam diversos cargos comissionados, como de secretários ou em alguma assessoria política. Eles não querem saber de voltar às origens como professor e bancário, respectivamente, e, muito menos, de liderar movimento grevista, como no passado recente. Vivem o outro lado, o da benesses do poder.

   Galindo optou por Dilemário por tê-lo como pessoa de confiança do seu grupo político. Ambos são do mesmo PTB. Dilemário foi secretário de Governo e presidente do Cuiabá-Prev na gestão Wilson Santos. Com origem no PMDB, ele disputou, sem êxito, candidatura de deputado estadual. Em 2004 ficou como suplente de vereador por Cuiabá e veio a assumir o cargo por alguns meses. Vinha atuando na assessoria do Palácio Alencastro e, agora com cargo no primeiro escalão, supera o ostracismo político no qual estava mergulhado desde o ano passado.

    Enquanto isso, Elismar sai de cena da vida pública. Depois de fazer oposição dura ao governo Jayme Campos (91/94), o ex-presidente do Sintep virou aliado da gestão Dante de Oliveira. Tornou-se secretário de Cultura do Estado. Saiu sob desgaste por causa de denúncia sobre irregularidades na construção do Cine Teatro da Capital. Quase uma década depois, veio a ser secretário de Educação de Várzea Grande do prefeito Murilo Domingos e, posteriormente, de Trânsito e Transportes Urbanos da Capital, sob Wilson Santos. Teve passagem "relâmpago" como assessor do então vereador Ivan Evangelista e do deputado estadual Percival Muniz e voltou à administração tucana para conduzir não mais a SMTU, mas a pasta de Trabalho e Desenvolvimento Econômico.

    Dilemário vive agora a experiência de executivo e não mais de sindicalista. Sua missão serão fomentar a geração de empregos, com incentivos aos arranjos produtivos e de buscar investidores para Cuiabá. Sua pasta teve um incremento do orçamento de R$ 10 milhões, em 2009, para R$ 16,1 milhões no exercício deste ano. O problema é que mais de 80% já foram executados.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 25/10/2010 - 23:23

Prefeito cede e Wilson "nomeia" Carlão; Julieta vai para o Social

Romilson Dourado

Prefeito Chico Galindo   O prefeito cuiabano Chico Galindo (PTB) decidiu ceder mesmo as pressões do antecessor Wilson Santos e vai renomear no comando da Educação o ex-deputado Carlos Carlão do Nascimento. A notícia já repercute entre os vereadores. Na primeira audiência pública realizada nesta segunda à noite no bairro Novo Paraíso, cinco dos 19 parlamentares presentes receberam a informação do Palácio Alencastro. Alguns se posicionaram contra o retorno de Carlão para a maior pasta da estrutura do governo municipal.

    Estavam também na reunião os vereadores Antônio Fernandes (PSDB), Toninho de Souza (PDT), Néviton Fagundes (PRTB), Chico 2000 (PR) e Arnaldo Penha (PMDB). Curiosamente, todos são governistas, mas se mostram contra a renomeação de Carlão porque entendem que o secretário Permínio Pinto "está fazendo um bom trabalho".

   O grupo do ex-prefeito, que foi derrotado para governador nas urnas de 3 de outubro, garantiu também uma pessoa conhecida pelo prenome de Julieta no comando da pasta de Promoção Social. Foi uma indicação de Wilson e reforçada por Carlão. Aliás, Julieta é mais ligada a Carlão. Nesse caso, para atender os tucanos, Galindo topou "sacrificar" até o seu próprio assessor diretor Sílvio Fidélis, que já estava se preparando para deixar o IPDU para comandar a área social da Capital.

   Na sessão ordinária desta terça, o presidente eleito da Câmara, vereador Júlio Pinheiro, do mesmo PTB de Galindo, promete fazer um  pronunciamento contra o que chama de interferência do ex-prefeito Wilson na nova administração. Outros parlamentares da base também engrossa o movimento. O pedetista Toninho comentou que, "enquanto Galindo não se desvincular de Wilson, não terá condições de tocar a administração de forma independente. "Não há motivo para esse tipo de pressão. Como Wilson renunciou ao mandato, então acabou. Se o Chico Galindo não implementar o seu ritmo, Cuiabá vai continuar sofrendo", critica Toninho.

   Segundo o parlamentar, Wilson deixou a prefeitura "arrebentada", após cinco anos e três meses na cadeira de prefeito. Na sua avaliação, manter velhos aliados do ex-prefeito no primeiro escalão é compactuar com a ingerência e incompetência.

    Galindo tem dito que deve gratidão a Wilson, de que foi eleito vice em 2008 e, com a renúncia do titular, assumiu o posto de chefe do Executivo. Seu mandato se estende até 2012. Como Wilson perdeu a disputa ao Palácio Paiaguás, assim como outros candidatos tucanos, como a deputada federal Thelma de Oliveira, o ex-senador Antero de Barros, que tentou, sem êxito, vaga no Congresso Nacional, e o próprio Carlão, o grupo não quer perder espaço no governo municipal. Daí, a pressão sobre o prefeito, que acabou por adiar a prometida reforma de quase todos os seus 13 secretários.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 25/10/2010 - 07:55

Wilson pressiona prefeito para ter Osvaldo ou Carlão na Educação

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Ex-prefeito Wilson Santos, derrotado ao governo, empurra à Educação o primo Osvaldo Sobrinho ou Carlos Carlão

    Ele abriu mão de mais dois anos de mandato como prefeito da Capital, concorreu e perdeu para governador e, agora, sem cargos pela primeira vez em duas décadas e com o grupo político esfacelado, busca abrigo para os principais aliados onde ainda encontra as portas abertas, o Palácio Alencastro. Wilson Santos (PSDB) passou a pressionar o seu sucessor Chico Galindo (PTB) a, ao menos, renomear na Educação, maior pasta da estrutura da máquina municipal, o ex-secretário Carlos Carlão do Nascimento ou então o seu primo, ex-deputado, ex-vice-governador e ex-senador Osvaldo Sobrinho (PTB).

    Por causa da pressão que está sofrendo nos bastidores, Galindo acabou adiando a prometida reforma do secretariado. Sua ideia é trocar mais de 50% dos 13 que integram o primeiro escalão e construir uma gestão desvinculada do tucanato. O problema, porém, é que se sente acuado pelo grupo do ex-prefeito, que se movimenta para não perder espaço no staff. Com seis meses de administração, Galindo chegou anunciar alguns nomes dos que iriam deixar o primeiro escalão ou ser remanejados e daqueles que iriam estrear no comando de pastas.

    Numa reunião com vereadores governistas, pediu compreensão de todos para, primeiro, nomear nomes com perfil mais técnico para, assim, poder levantar um diagnóstico da situação de cada secretaria, com problemáticas e propostas de mudanças e, a partir de janeiro, contemplar os partidos com indicações de secretários. A promessa do prefeito para os parlamentares seria para efetivar as mudanças uma semana depois, ou seja, há duas semanas. Mas, diante de tanta pressão de Wilson, optou por postergá-las.

     Por um lado, o petebista argumenta que o compromisso político com o tucano de manter praticamente todo o secretariado da gestão anterior já foi cumprido. Venceu com as eleições gerais de 3 de outubro. Agora, alega que precisa esperar o segundo turno da disputa presidencial, que acontece no próximo domingo (31).

   Terceiro colocado na disputa ao governo estadual, Wilson se esforça, com sua habilidade e poder de convencimento, para manter na ativa alguns dos aliados. Quer, por tudo, que Galindo tenha de volta na Educação Carlão, que disputou e perdeu para deputado estadual, ou Osvaldo Sobrinho, que coordenou a campanha tucana. Já o prefeito, por sua vez, deseja manter no comando da secretaria o ex-vereador Permínio Pinto, que tem se mostrado competente e, mesmo no curto espaço de tempo, conseguiu boa harmonia com a comunidade escolar e com os servidores. Pelo visto, Galindo pode adiar as mudanças no staff para o próximo ano, uma estratégia para vencer Wilson "na canseira".

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