Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:18 h

Palácio Paiaguás | 10/03/2012 - 16:54

Governador dispensa na próxima semana 2 secretários e Dentinho

Romilson Dourado


Governador Silval Barbosa trocará na próxima semana secretários Zé Domingos e Adriano e Dentinho, que preside Cepromat

    Silval Barbosa teve a paciência de esperar o PSD "morrer pela boca", já que o partido entregou os cargos, mas os ocupantes dos postos na administração não oficializaram o pedido de exoneração, e vai desligá-los no decorrer na próxima semana. O governador ficou na expectativa por mais de um mês, em vão, pela iniciativa dos secretários Zé Domingos (Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar) e Adriano Breunig (Ciência e Tecnologia) e do presidente do Cepromat Wilson Teixeira, o Dentinho, pedirem para sair oficialmente. Em reunião com os caciques do PSD, Chico Daltro e José Riva, ficou acertado o desligamento do governo, mas, na prática, isso não aconteceu.

    Embora muitos sociais-democratas resistam a entrega dos cargos, principalmente o deputado Gilmar Fabris, que perderá a cadeira na Assembleia com o retorno de Zé Domingos, o governador avisou, na reunião com os deputados na última quinta, que vai substituir os indicados do PSD. A única exceção é o vice-governador Chico Daltro, por este possuir mandato eletivo. Os demais que estão em cargos que variam de primeiro a quarto escalões vão ser trocados.

    Para evitar conflitos com o partido conduzido pelo presidente da Assembleia José Riva, Silval argumenta que foi o próprio PSD quem decidiu dispensar os cargos e ainda valoriza a legenda, enfatizando que, mais para a frente, se assim entender, poderá reocupar postos de primeiro escalão. O governador quer nomear para o comando das duas secretarias e para o Cepromat pessoas do quadro técnico.

   A estratégia é dispolitizar a administração. Ele já possui perfil mais político que técnico e fez muitas concessões aos aliados PR, PP, PT e PMDB, além do recém-criado PSD e até ao então adversário DEM. O Palácio Paiaguás promete aproveitar a brecha do PSD e trocar secretários de outras pastas. Nomes de possíveis substitutos, por enquanto, são mantidos em sigilo.

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Palácio Paiaguás | 10/03/2012 - 13:12

Silval "desabafa", reclama de críticas e promete melhorias

Patrícia Sanches

    O governador Silval Barbosa (PMDB) aproveitou o evento, que oficializou a doação de um terreno para a construção da UFMT e IFMT em Várzea Grande, para fazer uma espécie de desabafo. Em discurso, o peemedebista reclamou das sistemáticas críticas que alguns políticos têm feito a sua gestão. “Trabalham no dia a dia apenas para criticar. Eu fiz um compromisso com a sociedade e fui eleito”, afirmou o peemedebista.

    Logo em seguida, Silval reconheceu que o Governo enfrenta dificuldades, mas argumentou que todas as administrações têm desafios a serem vencidos. “Temos que entender que trata-se de uma grande gestão, que se confunde com a anterior de Blairo Maggi. E é bom que se confunda porque ela foi também foi boa, mas é claro que temos que melhorar algumas áreas”, pondera.

    Desde que assumiu o comando do Palácio Paiaguás, Silval já enfrentou crises internas, greves, os escândalos das cartas de crédito e, agora, de desvio na conta única do Estado. Paralelo a isso, tenta reverter o déficit de R$ 1,2 bilhão, a fim de regularizar os repasses destinados à saúde e o pagamento de fornecedores e empreiteiras. A execução das obras da Copa de 2014 também é um assunto recorrente no Estado, principalmente na Assembleia. “Todo mundo criticava que não tinha obras, agora que vamos lançar 6 vão dizer que o trânsito está ruim”, reclama.

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Palácio Paiaguás | 01/03/2012 - 23:26

Silval agradece PSD e troca José Domingos, Dentinho e Adriano

Romilson Dourado


O vice-governador Chico Daltro e o deputado José Riva, que comandam o PSD-MT, após reunião com o governador Silval
Foto: Marcos Vergueiro

    Silval Barbosa fez dois agradecimentos, ao término da reunião, no Palácio Paiaguás, nesta quinta, com o presidente e primeiro-secretário do PSD estadual, vice-governador Chico Daltro e deputado José Riva, respectivamente. Agradeceu a legenda recém-criada, destacando se tratar da maior no Estado e que é importante para ajudá-lo na governabilidade. Depois, agradeceu pela decisão do partido pela entrega dos cargos. Agora, o governador está livre para nomear um novo presidente para o Cepromat, no lugar de Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, e também nomes para comando das secretarias de Ciência e Tecnologia e de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, sob, respectivamente, Adriano Breunig e José Domingos. Depois de um mês de entrega de uma carta, colocando os cargos à disposição, o PSD oficializou a decisão.

    Em entrevista ao programa Resumo do Dia, apresentado por Roberto França na TV Rondon (SBT), o governador disse que pretende nomear para os postos pessoas do quadro técnico. Vai aproveitar para fazer outras mudanças entre as 24 pastas que, juntas, consomem um orçamento de R$ 13 bilhões por ano. Silval esteve reunido com Daltro e Riva por mais de duas horas. O presidente da Assembleia disse que o PSD, ao entregar os principais postos que possui na administração, deu mostra de despreendimento, a fim de contribuir para com o governo, deixando-o mais à vontade para fazer a reforma do secretariado. Enfatiza que, com isso, não significa que os sociais-democratas vão fazer oposição, mas sim atuar com independência em relação ao Palácio Paiaguás.

    Para o vice Daltro, a decisão não o constrange. Pondera que é preciso separar quem possui mandato eletivo, como o seu caso, com aqueles ocupantes de cargos de confiança. Disse que o PSD e seus representantes em cargos eletivos vão continuar na base de apoio à administração estadual. Segundo Daltro, desde a função do PSD, já havia comunicado ao governador o desejo da legenda ter uma atuação diferente, sem apego a cargos.

   Mantendo a linha mais política do que técnica, o governador disse que "é muito importante continuar tendo apoio do PSD", para quem é uma grande legenda. Silval destacou que o partido de Riva e Daltro cresceu tanto - possui 50 prefeitos, mais de 300 vereadores, 5 deputados estaduais, 2 suplentes, e 2 federais -, que merece ter uma maior participação no governo e que, ao mesmo tempo, entende e fica contente com a decisão da agremiação de não fazer esse tipo de exigência. O peemedebista segue governando com representantes do PR, PMDB, PT e PP no primeiro escalão.

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Palácio Paiaguás | 29/02/2012 - 09:45

Silval quer que PSD deixe cargos e já tem técnicos para pastas

Romilson Dourado

    Faz um mês que o PSD, em carta, colocou os cargos à disposição, especialmente a condução das pastas de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar e Ciência e Tecnologia e o Cepromat, mas até agora os ocupantes dos postos "enrolam" para oficializar a saída do governo, que tem pressa para nomear logo técnicos nas vagas
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   Um mês depois de fazer barulho com entrega de uma carta ao governador Silval Barbosa, colocando os cargos à disposição, os secretários indicados pelo PSD e outros ocupantes de postos de visibilidade na administração ainda não saíram oficialmente. O Palácio Paiaguás, por sua vez, espera uma definição oficial o mais breve possível. Fontes revelam que Silval está esperando que o deputado licenciado José Domingos, da pasta do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, e Adriano Breunig, da Ciência e Tecnologia, assim como Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, presidente do Cepromat, coloquem na mesa, esta semana, a carta-demissão. O governador já tem escolhido, inclusive, os substitutos de cada pasta e órgão.

   O peemedebista pretende aproveitar a saída de representantes do PSD do staff, seguindo o que os sociais-democratas prometeram em documento assinado por 26 membros da cúpula, e substituí-los por pessoas com perfis extremamente técnico. Os nomes são mantidos sob sigilo.

   Disposto a dar um choque de gestão e acabar com crises, brigas internas e o chamado "fogo amigo", o governador vai chamar os dirigentes de partidos aliados para uma conversa dura. Vai cobrar fidelidade, comprometimento e responsabilidade na condução das ações governamentais. Não admite mais que pessoas façam parte do governo e, mesmo assim, continuem "detonando" a própria administração.

    Expectativa

    Reeleito em 2010 no primeiro turno, Silval administra com representantes do PR, PMDB, PP, PSD e PT e alguns partidos nanicos. O PSD, liderado pelo presidente da Assembleia José Riva e pelo vice-governador Chico Daltro, entendeu que chegou a hora de entregar os cargos, sob argumento de que isso deixaria o governador à vontade para, se assim entender, promover reforma do secretariado. Das principais lideranças do PSD, somente o deputado Gilmar Fabris, que substitui José Domingos na Assembleia, não assinou o documento. Pelo visto, Silval está agradecido por essa iniciativa dos sociais-democratas e ficaria mais ainda se os ocupantes de cargos de primeiro e segundo escalões da legenda efetivassem logo a saída.

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Palácio Paiaguás | 26/02/2012 - 08:50

Após "sangrar" o governo, deputado quer levar o PP a romper com Silval

Patrícia Sanches


Após plantar "bombas" na gestão Silval Barbosa, Pedro Henry quer abandonar o "barco"; Azambuja deve voltar para AL

    Após Pedro Henry arrumar confusão no Governo, tirando proveito político, ele já sugeriu internamente que o PP siga o exemplo do PSD e entregue os cargos. Do primeiro escalão, os progressistas seguem no comando das pastas de Saúde, sob Vander Fernandes e Esportes e Lazer, com o deputado estadual licenciado Carlos Azambuja. Há outros representantes progressistas em postos que vão desde o 2º escalão até o 4º.

    Nos bastidores, o comentário é de que a estratégia de Henry, em endurecer o discurso com o governador Silval Barbosa (PMDB), não passa de pressão política por mais espaço. Por outro lado, há outros que consideram como verdadeira a sinalização do cacique do PP, porque percebeu que o barco está afundando.

    O curioso é que o próprio Henry contribuiu para o desgaste da gestão Silval, que tem um ano integral e outros 9 meses desde a renúncia do então governador Blairo Maggi (PR). Henry armou a maior confusão ao implantar as OSS na gestão de hospitais. Tentou, sem êxito, estadualizar os prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande e se apresentou como o secretário-solução.

    Ele também atrasou, em 6 meses, o repasse de praticamente todos os municípios, provocando revolta entre os prefeitos. De quebra, deixou Silval numa saia justa, com dupla nomeação, forçando o governador a exonerá-lo, com ato retroativo, necessário para evitar a cassação do parlamentar. Enquanto o PP começa a focar no possível rompimento, Silval discute reforma no seu secretariado. Se as duas propostas forem confirmadas, quem ganha é a população, porque caciques como Henry deixariam de mandar no governo.

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Palácio Paiaguás | 22/02/2012 - 08:13

Com a base prestes a implodir, Silval busca aval dos partidos para reforma

Romilson Dourado

Silval Barbosa     Silval Barbosa se viu forçado a fazer um amplo arco de alianças, agregando 10 partidos e diversas lideranças e caciques políticos, para se reeleger. Empurrado pelo peso da máquina, o trunfo deu certo, tanto que ganhou no primeiro turno. Hoje, 13 meses do novo mandato (antes concluiu mais 9 meses da gestão Blairo Maggi), o governador vive um dilema. Quer manter ampliada a base, mas de forma coesa, algo praticamente impossível devido aos interesses políticos e pessoais de cada líder, principalmente a partir de agora com os debates acerca das eleições municipais.

     Das 10 agremiações do palanque de 2010 (PMDB, PR, PP, PT, PMN, PTC, PTN, PSC, PRB e PC do B), Silval atraiu mais dois, o DEM e o recém-criado PSD. Isso acabou por inchar a estrutura e dividir o governo em grupos. O Democratas tinha a pasta de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar mas, como seu representante, deputado licenciado e secretário José Domingos, foi para o PSD, ficou sem posto no primeiro escalão. O PSD conta com 3 cargos no staff, inclusive do vice-governador Chico Daltro e, mesmo assim, alguns de seus líderes defendem ruptura.

    O PR é quem "come" mais pedaços do bolo da máquina. Dirige 7 secretarias e ainda 5 órgãos e empresas da estrutura do governo e, mesmo assim, quer mais espaço. O PMDB de Silval e de Carlos Bezerra conta com 3 pastas, enquanto o PP de Pedro Henry e o PSD de José Riva têm 2 cada. O PT comanda uma secretaria. Os partidos nanicos contam com cargos de segundo ao quarto escalões.

    Apoio e mudanças

   Silval pretende chamar os dirigentes que dão sustentação ao governo para pedir compreensão, trégua e reconhecimento da valorização que estão tendo para, em seguida, anunciar que fará mudanças na equipe e, assim, dar uma cara nova à administração, que começa a cair em desgaste, principalmente por causa de brigas por mais espaço entre os caciques políticos. Fará uma retrospectiva de como o arco de alianças foi construído para se chegar ao poder e do quanto será importante "todos se manterem unidos". Ele não quer perder aliados, mas não aceita pressão, embora tenha perfil light de administrar e faz de tudo para não brigar. Busca, por exemplo, entendimento com o presidente da Assembleia José Riva, de quem espera recuo quanto à decisão de entrega dos cargos.

    Com a missão de executar orçamento de R$ 13 bilhões, distribuídos entre 24 secretarias e diversos órgãos, que, juntos, somam quase 100 mil servidores, o governador decidiu pisar no freio quanto aos gastos públicos. Determinou que as principais despesas precisam ter a sua assinatura para dar prosseguimento. Tomou essa decisão depois de receber denúncias de que alguns assessores estavam deixando o dinheiro sair pelo ralo. Várias pastas seguem com o orçamento contingenciado.

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Palácio Paiaguás | 15/02/2012 - 11:27

Com Osmar, governador faz 7ª mudança no seu staff em 1 ano

Romilson Dourado

   Em um ano do novo mandato, o governador Silval Barbosa, que antes já acumulava outros 9 meses à frente da administração, está partindo para a sétima mudança no secretariado, com a anunciada saída do jornalista Osmar de Carvalho, da Comunicação Social. Nesse interím, houve entra-e-sai, com Eder de Moraes se deslocando da Casa Civil para a Agecopa e, com a extinção desta, retornando a nova pasta, batizada de Secopa. Os deputados federais Pedro Henry e Eliene Lima deixaram as secretarias de Saúde e de Ciência e Tecnologia, respectivamente. Com orçamento de R$ 13 bilhões, o Palácio Paiaguás conta com 24 integrantes do staff.

   O defensor público Djalma Mendes, chegou a atuar por alguns meses como secretário extraordinário de Apoio Institucional às Ações da Agecopa. Com a extinta da autarquia, Djalma perdeu o cargo de primeiro escalão e hoje integra o governo como adjunto de Desapropriações da Secopa. Também saíram a professora Rosa Neide (PT), da Educação; Alexander Maia, do Meio Ambiente; e Dorgival Veras, da Procuradoria-Geral do Estado.

   Na condução da Ciência e Tecnologia, o PSD indicou Adriano Breunig. O ex-deputado petista Ságuas Moraes reassumiu a Educação. O agropecuarista Vicente Falcão conduz o Meio Ambiente. Para a Comunicação, deve ser nomeado o marqueteiro Carlos Rayel.

   Considerando os 22 meses de mandato, incluindo os 9 meses antes de ser reeleito (desde abril de 2010), Silval, que apresenta perfil mais político do que técnico, só não alterou o comando de 5 pastas, sendo elas Segurança Pública, que segue com Diógenes Curado, Fazenda (Edmilson dos Santos), Auditoria-Geral (José Alves Pereira), Indústria, Comércio, Minas e Energia (Pedro Nadaf), e Trabalho e Assistência Social (Roseli Barbosa).

   As demais secretarias passaram por mudanças de gestores, inclusive na fase entre a conclusão do mandato deixado por Maggi e a nomeação após a vitória do peemedebista nas urnas. O PR continua "abocanhando" mais espaço no staff. Conduz 6 secretarias, além de outros 5 diretores de empresas e autarquias. O PSD, que já avisou que entregará os cargos, tem José Domingos no Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar e Adriano na Ciência e Tecnologia. O PT segue com a Educação.O PP tem na cota a Saúde e o Esporte e Lazer, sob o deputado licenciado Antonio Azambuja.

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Palácio Paiaguás | 03/02/2012 - 19:04

Entrega de cargos deixa vice em saia-justa; siglas querem espaço

Andréa Haddad

     O vice-governador Chico Daltro, presidente do PSD no Estado, se vê numa saia-justa com a iniciativa do presidente da Assembleia, José Riva, secretário-geral do partido, de elaborar a carta e, ainda por cima, convencer os colegas de partido a assinarem o documento de entrega dos cargos ocupados por lideranças da agreminação no secretariado estadual.

      Esta decisão é um sinal de que Riva está querendo "pular do barco" pelo temor de que o desgaste da gestão peemedebista respingue no novo partido, com ligação umbilical com o Paiaguás, até mesmo por abrigar em suas fileiras o vice-governador.

     Enquanto Riva parece tentar se desvincular de Silval, Daltro tenta juntar os cacos e cicatrizar as feridas causadas pelo anúncio do rompimento em plena sessão solene de início do ano legislativo, nesta quinta (2). Uma ruptura entre PSD e governo traria prejuízos para os 2 lados. O curioso é que enquanto a ala de Riva quer o partido fora do Palácio Paiaguás, com a entrega das pastas de Ciência e Tecnologia e do Cepromat, os partidos que se consideram fiéis à gestão de Silval, PMDB, PR, PT e PP, vêem a oportunidade de ocupar mais espaço na máquina. O recado dos aliados já chegou aos ouvidos do governador. Ele se mostra revoltado por considerar que Riva foi indelicado e agiu de forma inoportuna e proposital ao levantar a situação em plena sessão solene.

     Os governistas avaliam a decisão do PSD como uma artimanha em busca de mais espaço no Executivo e já consideram que o tiro pode sair pela culatra porque o governo não deve dar bola à chiadeira dos sociais-democratas. Silval tem dito que só aceita na administração quem está remando a favor do governo e também vem reforçando seu desejo de expurgar do staff os que considera infiéis.

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Palácio Paiaguás | 25/01/2012 - 08:02

Presidente da Lemat tem missão de trazer recursos da União para Estado

Gabriela Galvão

      Com uma estrutura de apenas 4 funcionários e salários que variam de R$ 4 mil a R$ 7,5 mil, a recém recriada Loteria Estadual de Mato Grosso (Lemat) tem a missão de trazer para o Estado a arrecadação que hoje vai diretamente para os cofres da União. Nos bastidores, a informação é de que apenas no primeiro ano de funcionamento, as “raspadinhas” e “mega-sena” podem rechear o erário mato-grossense, que hoje vive um arrocho sem precedentes, com um montante superior a R$ 3 milhões em arrecadação.

     Mesmo com uma estrutura enxuta, entretanto, o presidente da loteria, Manoel Antônio Garcia Palma, o Toco Palma, filho de Rodrigues Palma, 2º suplente do senador Blairo Maggi (PR), garante que com a ajuda de servidores da secretaria estadual de Fazenda, a qual é vinculada, a Lemat já está com todo seu planejamento estratégico concluído e em breve o Termo de Referência e o edital do processo licitatório estarão prontos para serem lançados no mercado. A expectativa é de que até junho a iniciativa privada já esteja disputando a concessão da loteria de Mato Grosso, com sede no Aecim Tocantis, no lugar onde funcionava a extinta Agecopa.

     A Lemat, que surge como uma alternativa de arrecadação para o Estado, cujo objetivo em 2012 é sanar o déficit de R$ 1,1 bilhão do erário, contará com 4 modalidades de jogos e os números indicam que este talvez realmente seja um bom "plano b" para, pelo menos, ajudar a impulsionar a arrecadação da máquina estadual, já que os mato-grossenses parecem gostar de fazer uma “fézinha”. Em 2010, apenas em loterias da Caixa Econômica, Mato Grosso apostou cerca de R$ 53 milhões. Acontece que, deste total, somente R$ 2,3 milhões ficaram no Estado, o restante foi diretamente depositado nos cofres da União. Agora, com a implantação da loteria estadual, todo o dinheiro arrecadado será investido no Estado.

     A prioridade de investimento de tudo que for arrecadado será o fundo de desporto, que ficará com 7% da fatia para manutenção de estádios, atendimento de clubes de futebol e outras modalidades esportivas. Já outros 3% serão destinados à área social, de preferência para construção e manutenção de creches, centros comunitários, casas de amparo e de recuperação e financiamentos de programas sociais. “Mato Grosso está seguindo o exemplo de outros 12 Estados e a vantagem é que além dos empregos diretos que a loteria estadual vai gerar, pela contratação de funcionários em todos os pontos de jogos, todo o dinheiro será investido aqui”, enfatiza Toco Palma.

     A lei de criação de Lemat é de 1953, quando o Estado ainda era governado por Fernando Corrêa da Costa. A loteria, contudo, só foi ativada no governo Júlio Campos (1983 a 1986) e acabou desativada pelo mesmo governador. Sua reativação foi proposta em 2007 pelo deputado estadual José Riva (PSD). A nova regulamentação da autarquia, por sua vez, só foi publicada em novembro do ano passado.

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Palácio Paiaguás | 23/01/2012 - 09:10

Após deixar staff, Onofre afirma que secretariado é fraco demais

Gabriela Galvão

     O ex-secretário adjunto de Comunicação do Estado Onofre Ribeiro afirma que deixou o staff de Silval Barbosa (PMDB) sem rusgas ou ressentimento, apenas para cuidar de seus projetos pessoais. Ao redigir um artigo intitulado de "O inferno de Silval Barbosa", entretanto, o jornalista não poupou críticas ao secretariado de Silval, considerado por ele, fraco demais para protegê-lo de eventuais crises. Onofre ainda classificou como “praga” as siglas que hoje se apossam do governo para uso partidário e nem sempre republicanos.

     Demonstrando revolta com o que presenciou na gestão Silval, o jornalista comparou a atual gestão com a de Dante de Oliveira (PSDB), que segundo ele, foi protegido de armadilhas por um “núcleo duro de governo” que fazia uma análise crítica da gestão e, por vezes, resolvia um problema sem que chegasse aos ouvidos do tucano.

      Para Onofre, a crise que o governo vive hoje com a Defensoria Pública do Estado, por exemplo, é patrocinada por parlamentares, e deveria ser tratada dentro do núcleo. Ele pontua que, certamente, o chefe da Casa Civil na época, Antero Paes de Barros, seria designado para por fim na questão e recolocar a discussão no canal administrativo e não político. Assim, sem citar nomes, Onofre acaba criticando José Lacerda, que hoje comanda a Casa Civil.

      Onofre ressalta ainda que 2011 foi um ano de absoluto inferno astral para o governador Silval Barbosa. “Muitas crises complexas e desgastantes. O que se percebe é que ele (Silval) se colocou ou foi colocado sozinho no trono dos problemas. Todas as crises bateram no peito primeiro, para depois se espalhar no governo", avalia.

      Antes de finalizar, o ex-adjunto cita antecessores de Silval, como Garcia Neto, Frederico Campos, Júlio Campos, Carlos Bezerra, Jayme Campos e Blairo Maggi, que tinham seus núcleos fortes e não enfrentaram essas “pragas” das coligações partidárias. “Parece urgente o governador Silval Barbosa construir um núcleo duro para a sua proteção e para dar uma consistência de sistemática à sua gestão que só tem mais três anos de vida”.

Confira, abaixo, a íntegra do artigo de Onofre
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O inferno de silval barbosa.doc
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Palácio Paiaguás | 31/12/2011 - 09:02

Mais político, Silval encerra o 1º ano do mandato já distanciado de Maggi

Romilson Dourado

Blairo Maggi e Silval Barbosa    Silval Barbosa (PMDB) manteve-se fiel à chamada turma da botina, capitaneada por Blairo Maggi, durante todo período de 3 anos em que respondeu como vice, de janeiro de 2007 a março de 2010. Nesse interím, assumiu o Palácio Paiaguás por 9 vezes. Não tomava uma decisão sem o consentimento do titular. Ganhou confiança e recebeu retribuição. Maggi renunciou ao posto para concorrer ao Senado. Silval ganhou a cadeira de governador. Ambos partiram para o teste das urnas e saíram vitoriosos, com Maggi tendo votação expressiva para senador e Silval reeleito no primeiro turno.

    A partir daí, o peemedebista, aos poucos, foi adotando um estilo diferente de administrar, mais descentralizado e político e fugindo dos conflitos. Abriu demais a gestão para contemplar os partidos, inclusive adversários nas urnas. Silval fecha o exercício de 2011 necessitando fazer ajustes nas contas. Ampliou demais a estrutura da máquina e precisa "enxugar" o quadro de pessoal. As demandas aumentaram. Neste primeiro ano integral de mandato, a gestão Silval enfrentou crises em setores como segurança, educação, meio ambiente e saúde, além da confusão em torno dos projetos voltados à Copa-2014.

    Se de um lado, o governador, que controla um orçamento de R$ 12 bilhões, é taxado por muitos de "fraco", "indeciso" e que "permite muitos mandarem na administração" por outro, carrega o carimbo de "conciliador", de "político bem intencionado" e de "trabalhador". Como ele não pode buscar a reeleição em 2014 - tendência é de disputar vaga de senador -, os grupos políticos que se mobilizam para encarar a sucessão estadual não veem o peemedebista como adversário, daí a trégua e a estratégia intencional de deixar o "governo correr frouxo".

    Distanciamento

   Mesmo na linha da conciliação e sem fazer alarde, Silval conseguiu se distanciar do grupo de Maggi. "Arrancou" do primeiro escalão quase todos que foram secretários do antecessor, com exceção de Edmilson dos Santos (Fazenda), de Eder de Moraes (Secopa) e de Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia). O governo não é mais técnico. Procura agradar a todos líderes e partidos e, por isso, encontra dificuldades de controlar a máquina.

   Criaram-se núcleos, com cada líder puxando para um lado, o que leva o governador a atuar como espécie de bombeiro para ficar apagando incêndios. Como Silval já foi alertado de que esses grupos podem afundar o seu governo, inclusive com risco de "explodir" escândalos, pretende tomar as rédeas da administração logo no início do ano. A expectativa é de que ele dê novo rumo à administração, com algumas mudanças de equipe e da linha de trabalho.

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Palácio Paiaguás | 14/12/2011 - 20:54

Silval segura bomba das cartas de créditos da época de Maggi

Romilson Dourado

     Silval Barbosa (PMDB) tem se esforçado ao máximo para, numa demonstração de companheirismo e fidelidade, não expor supostas irregularidades praticadas no governo do seu antecessor, o hoje senador Blairo Maggi (PR). O escândalo sobre pagamento de cartas de créditos é um exemplo nisso.

     As irregularidades foram praticadas em 2008, quando Maggi estava no sexto ano do mandato. Silval era vice e veio a assumir de vez a cadeira de chefe do Executivo em abril do ano passado. O esquema consistia em acordos extrajudiciais, resultando em prejuízos ao erário. A bomba veio "estourar" já na gestão Silval.

    Após consultar o Tribunal de Contas e receber sinal de alerta, em abril deste ano, o peemedebista determinou a suspensão por 180 dias da validade das cartas de créditos emitidas pelo Estado, pelo TCE e pelo Ministério Público. Mandou que fosse feita revisão e, enquanto isso, suspendeu emissão compensatória e pagamento de todas esses créditos pendentes de quitação junto aos servidores do Estado, conforme o Decreto 766.

    O nome do deputado Gilmar Fabris aparece como um dos supostos beneficiados no esquema de emissão de documentos para pagamento de verba alimentícia, com valores aquém dos praticados no mercado, tanto que foi alvo de busca e apreensão como parte da operação Cartas Marcadas, desencadeada nesta quarta. Estima-se que há aproximadamente R$ 5 bilhões em cartas de créditos a serem emitidas a servidores, principalmente para os da secretaria da Fazenda.

    Os acusados de negociação ilegal de certidão de cartas de créditos podem responder por crime contra a administração pública e outros, como estelionato, fraude processual, peculato, corrupção e formação de quadrilha. Segundo as investigações, um agente fazendário teria se apropriado indevidamente de parte dessas cartas emitidas pelo Estado e estaria negociando-as acima do valor permitido.

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Palácio Paiaguás | 09/12/2011 - 00:35

Nenhuma pasta vai parar por causa das férias, afirma Silval

Romilson Dourado

Silval Barbosa    O governador Silval Barbosa só foi perceber que havia se envolvido em mais uma questão polêmica um dia depois de ter assinado o Decreto 881, que concede férias coletivas por um mês aos servidores, a partir da próxima segunda (12). A repercussão foi imediata, assim que portais, como o RDNews, trouxeram a notícia nesta quinta cedo. Silval acatou sugestão feita pela equipe econômica, que alertou o Palácio Paiaguás sobre elevação da folha de pagamento e dificuldades para fechar o exercício de 2011 com equilíbrio de receitas e despesas. O governador, então, apostou tanto na ideia que nem abriu debate com representantes dos servidores. Ele reprovou ainda a proposta de se instituir meio-período de expediente, como fez por algumas vezes o seu antecessor Blairo Maggi.

   Mesmo sem dados concretos de quanto seria o impacto a menor na folha, Silval mandou publicar o decreto. Assim que souberam do assunto, entidades passaram a levantar questionamentos. O maior temor seria do governo, com as férias de seus mais de 70 mil servidores, interromper os serviços essenciais.

    Silval proibiu secretários de comentar o assunto para não fomentar mais polêmica. Quando notou que o decreto fora mal explicado, entrou em ação. O governador enfatizou que os serviços públicos oferecidos à população não serão prejudicados e que a medida tem um único objetivo: dar férias para quem vem acumulando esse direito há dois anos ou mais, assim como licenças prêmios. A secretaria de Administração detectou que em algumas pastas existem servidores com mais de 5 férias vencidas. Dentro da "cultura de não se tirar férias", eles deixam acumulá-las para depois negociar com o Estado, o que acaba por elevar o custo da folha de pagamento.

   "Quero deixar claro que nenhuma secretaria será fechada", assegura o governador. Segundo ele, cada secretário ficou responsável por fazer levantamento dos casos de servidores com acúmulo de férias e, a partir daí, determinar que estes sejam enquadrados no decreto assinado nesta quarta.

    De acordo com a normal do governo, caberá a cada titular de pasta ou órgão da administração definir internamente acerca do quadro de pessoal mínimo necessário à manutenção dos serviços de tributação, arrecadação, fiscalização, gestão financeira, gestão contábil e gestão sistêmica fazendária (vinculadas a Fazenda), unidades administrativas que executam atividades orçamentária, financeira, contábil e de folha de pagamento; saúde, segurança pública, justiça, assistência social, trânsito, defesa agropecuária, junta comercial, metrologia, regulação, da Copa do Mundo e da imprensa oficial.

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Palácio Paiaguás | 08/12/2011 - 17:50

Decreto preocupa prefeitos e OAB alerta para falta de respaldo legal

Patrícia Sanches

     Prefeitos de Mato Grosso se mostram preocupados com os reflexos do decreto assinado pelo governador Silval Barbosa (PMDB), que prevê férias coletivas para os servidores a partir do próximo dia 12. Nos bastidores, o clima é tenso, as opiniões se dividem e muitos já ameaçam até fazer uma espécie de marcha a Cuiabá para pressionar o peemedebista a mudar de ideia. Acontece que a decisão caiu como uma "bomba" no Estado, por isso, o governador realiza uma coletiva nesta sexta às 9h para dar detalhes sobre como ficará o funcionamento da estrutura do Executivo.

    O prefeito de Juína Altir Peruzzo é um dos gestores que aguardam o posicionamento do governo. Ele ressalta que a medida trouxe preocupação porque os gestores municipais têm uma série de demandas que precisam ser tratadas junto às secretarias estaduais. “Há demandas em todos os setores. Os municípios dependem do Estado e ainda não sabemos a abrangência do decreto”, pontua.

    Por outro lado, o prefeito da Capital, Chico Galindo, sai em defesa de Silval. “É um período tranquilo, de natal e ano novo, por isso, é normal. A Educação tanto do município quanto do Estado, por exemplo, entram de férias sem qualquer problema”, pondera o petebista. Logo em seguida, Galindo ressalta que os servidores ficam chateados porque já programaram suas férias, mas devem respeitar a decisão do Estado.

    A polêmica começou após a publicação do decreto em que o governador oficializa, pela primeira vez na história de Mato Grosso, férias coletivas para os cerca de 73 mil servidores. O que chamou a atenção foi a proximidade entre a definição e o início do recesso, marcado para a próxima segunda (12), se estendendo até 11 de janeiro de 2012. Estão na lista dos que vão deixar de trabalhar os funcionários da administração pública direta, autarquias e de fundações do Executivo. Conforme o secretário da Casa Civil, José Lacerda, a medida tem como objetivo cortar custos, para que o Estado cumpra as metas fiscais.


    Legalidade

    Entre os servidores o clima é de divisão. Conforme o presidente da OAB, Cláudio Stábile, nos próximos dias o Fórum Sindical se reunirá para debater a questão e decidir se vão questionar ou não a decisão de Silval.“Se for necessário estamos à disposição”, ressalta Stábile. Conforme o Palácio Paiaguás, todos os serviços essenciais vão ser mantidos. A OAB, por sua vez, garante que vai fiscalizar para garantir que a população não seja prejudicada. “A medida é polêmica e sem respaldo da Constituição”, alerta o presidente.

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Palácio Paiaguás | 05/12/2011 - 09:01

Silval conclui 1º ano de governo pós-reeleição com mais partidos na base

Romilson Dourado

Governador Silval Barbosa    Silval Barbosa fecha o primeiro ano de governo pós-reeleição com a base política ampliada, de 4 para 6 dos principais partidos (PR, PMDB, PP, PT, PSD e DEM), e, apesar de ter se desvinculado do grupo do antecessor Blairo Maggi, mantém o PR como o mais prestigiado em termos de comando de secretarias e órgãos. Com perfil mais técnico que político, o governador resiste a mudanças no secretariado.

    Até mesmo o deputado licenciado José Domingos (ex-DEM e agora no PSD) foi convencido a permanecer no primeiro escalão, após disparar críticas ao próprio governo. Domingos segue na pasta de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Os republicanos foram para cima de Silval para substituir Arnaldo Alves no Transporte e Pavimentação Urbana. Queriam emplacar na cadeira outros indicados do PR, Sinésio de Oliveira ou o deputado Sebastião Rezende. O governador avisou que pode até fazer a mudança, mas no próximo ano. Com esse estilo light, Silval vai conduzindo a administração. Tenta superar dificuldades e críticas, como as que recebe por causa das obras voltadas à Copa-2014. Se viu obrigado até a extinguir a Agecopa e criar a Secopa.

   O peemedebista administra com o PR em 8 pastas (Transporte e Pavimentação Urbana, Administração, Meio Ambiente, Logística Intermodal, Indústria, Comércio, Minas e Energia, Planejamento, Cultura, Secopa). Tem ainda domínio sobre cinco empresas e órgãos do governo, sendo eles Intermat, Metamat, MTGás, Indea e Detran. O PMDB conduz cinco: Casa Civil, Comunicação, Cidades, Trabalho e Assistência Social e Desenvolvimento do Turismo. O PP tem a Saúde, apesar da saída de Pedro Henry, e o Esporte e Lazer, enquanto o recém-criado PSD está à frente do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar e da Ciência e Tecnologia. O PT segue com a Educação, a maior das 24 secretarias detentoras, juntas, de orçamento de R$ 13 bilhões previstos para o próximo ano. Outros postos no staff são ocupados por secretários com perfis mais técnicos e que foram escolhidos pessoalmente pelo governador.

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Palácio Paiaguás | 02/12/2011 - 10:00

Silval escolhe Manso e Nobres para a 4ª Rota da Integração

Glaucia Colognesi

       O governador Silval Barbosa (PMDB) escolheu um trajeto mais light para a próxima Rota da Integração, que foi denominada como expedição Rota das Águas. A 4ª edição será por lugares turísticos no entorno de Manso e Nobres (146 km a médio-norte de Cuiabá). A partir deste sábado (3), às 7h30, o governador sairá do Paiaguás, em Cuiabá, rumo a Nobres e depois à gleba Coqueiral, onde inaugura a escola estadual Cândido Rondon. Lá, Silval também vai verificar o andamento de estudo que vem sendo desenvolvido desde o início de 2011 pela secretaria de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur) sobre o cenário turístico do município de Nobres.

     Apesar da região ter grande potencial turístico, graças as suas lagoas de águas cristalinas, cachoeiras, grutas e sítios arqueológicos, ela enfrenta problemas de regularização fundiária, o que impede os investimentos da iniciativa privada e é o principal entrave para o desenvolvimento da atividade.

     Depois do almoço na Fazenda Santo Antônio, o governador vai percorrer e vistoriar obras de pavimentação e pontes nas rodovias MT-494 e MT-351. Trecho com 116 km receberá um investimento de R$ 71,3 milhões.

     Rota

     Esta é a quarta edição da Rota da Integração, que é similar ao Estradeiro promovido pelo ex-governador Blairo Maggi (PR). Na primeira, Silval e seu comboio foram até Santarém, no Pará, para apresentar traçado de trecho da Ferronorte para empresários chineses interessados em investir no empreendimento. Na segunda, a comitiva percorreu a MT-040, a Estrada Verde, que, após ser pavimentada, será uma alternativa para o fluxo de veículos entre Cuiabá e Rondonópolis.

     Na terceira edição, Silval visitou a região do Vale do Araguaia para conhecer as demandas da população local que discute a divisão do Estado, assim como grande parte da população do Pará.

 

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Palácio Paiaguás | 26/11/2011 - 22:18

Secretários Edmilson e Nadaf se estranham; Vivaldo é até xingado

Romilson Dourado

   Alguns secretários começam a "chocar" entre si e estão partindo até para discussões no Palácio Paiaguás. Na quinta, por exemplo, Pedro Nadaf, da Indústria, Comércio, Minas e Energia, foi chamado pelo governador Silval Barbosa para uma reunião. O peemedebista o questionou sobre o porque de ter destinado recursos do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Fundeic) para despesas com pessoal, procedimento que pode configurar em irregularidade pelo Tribunal de Contas.

   Nadaf alegou que tomou tal procedimento porque a arrecadação do Estado estava caindo e que precisava de caixa para cobrir despesas. O governador, então, chamou o secretário Edmilson dos Santos (Fazenda) para saber se procedia a informação de queda nas receitas. Edmilson apresentou números que contrapuseram as declarações de Nadaf.

    Minutos depois da reunião no gabinete de Silval, Nadaf e Edmilson "trombaram" na Casa Civil, onde estavam reunidos também os secretários José Lacerda (Casa Civil), José Botelho do Prado (Planejamento e Coordenação) e Vivaldo Lopes, adjunto de Gestão Integrada e Modernização Institucional da Casa Civil.

   Um dos secretários presentes revelou que Nadaf disparou críticas, especialmente a Vivaldo, que o havia questionado sobre as receitas e utilização de incentivos fiscais e do Fundeic. Nervoso e desconfiado de ações de Vivaldo como espécie de conspirador, Nadaf afirmou que "Vivaldo deveria colocar melancia na cabeça, já que gosta de se aparecer".

   Houve bate-boca e, por causa do barulho, o governador Silval abriu uma das portas do seu gabinete que dá acesso à Casa Civil para checar o que estava acontecendo. O clima "azedou" entre Nadaf e Edmilson. Ambos agora se olham "atravessados". Lacerda, no papel de principal porta-voz do Paiaguás, assiste a tudo passivamente. Nem para atuar como bombeiro para apagar incêndio.

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Palácio Paiaguás | 16/11/2011 - 08:16

Com perfis diferentes, Riva e Taques devem brigar pelo Governo em 2014

Flávia Borges


Pedro Taques e José Riva tendem a se enfrentar nas urnas nas eleições gerais de 2014 na disputa pelo Paiaguás

      Mesmo a três anos das eleições gerais, dois líderes emergentes travam embates interessantes e curiosos. De um lado está o ex-procurador da República, senador Pedro Taques (PDT), considerado linha dura e intolerante à corrupção. De outro surge o ex-prefeito de Juara, deputado de quarto mandato e presidente da Assembleia, José Riva, que já transformou o recém-criado PSD na maior agremiação do Estado.

     Ambos são tidos como candidatos em potencial ao governo. Taques é considerado um "eterno" investigador das ações dos agentes públicos. Riva, de certo modo, se sente acuado pela investida do senador, principalmente por carregar sobre os ombros processos, alguns deles provocados pelo próprio Taques na época em que este atuava como membro do Ministério Público.

    Se o senador tem o apoio daqueles que se apresentam como paladinos da moralidade, Riva tem a vantagem de ser um exímio articulador político, com força e influência em todos os Poderes Constituídos e também respaldo das lideranças, principalmente nos municípios. Se persistir o embate entre Riva e Taques visando as eleições para governador, o eleitor terá a oportunidade de acompanhar uma disputa jamais imaginada.

Enquete
Em caso de candidatura a governador, quem você escolheria entre Riva e Taques?
  • Eu votaria em Riva
  • Meu voto seria para Taques
  • Nenhum dos dois
Chart?chd=s:t9g&chl=eu+votaria+em+riva+%2839

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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