Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 07:28 h

PALÁCIO PAIAGUÁS | 08/11/2011 - 18:44

Silval já trocou 4 secretários em 10 meses da nova gestão; 6 "intocáveis"

Romilson Dourado


Os 4 em destaque, sendo eles Eliene, Rosa, Maia e Dorgival foram os últimos a deixar 1º escalão da administração peemedebista

    Em 10 meses do novo mandato, o governador Silval Barbosa, que antes já acumulava outros 9 meses à frente da administração estadual, promoveu 4 trocas no quadro de secretários, fora alguns remanejamentos e registros de entra-e-sai. Hoje são 26 secretários de um governo de ampla coalizão, incluindo a figura do vice-governador Chico Daltro, que atua em várias frentes. Os últimos a deixar o primeiro escalão foram o deputado federal Eliene Lima (PSD) e a professora Rosa Neide (PT). Na condução da pasta da Ciência e Tecnologia, em substituição a Eliene, ficou Adriano Breunig. O ex-deputado petista Ságuas Moraes reassumiu a Educação.

    O coronel PM Alexander Maia, que vinha ocupando o Meio Ambiente desde a reta final do governo Blairo Maggi, acabou substituído pelo agropecuarista Vicente Falcão. Ele entrou na cota do PR, que conta com 6 secretários filiados, além de outros 5 diretores de empresas e autarquias. Eder de Moraes, que era da Fazenda e foi para a Casa Civil, saiu do quadro de secretários para presidir a Agecopa e, com a extinção desta, voltou ao staff, agora como secretário extraordinário da Copa (Secopa).

    No Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, o governo contemplou o DEM com a nomeação como secretário do deputado José Domingos, que depois passou a fazer parte dos quadros do PSD. Além da Secopa, o governador acabou criando mais duas pastas, a de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, sob o vereador licenciado Francisco Vuolo, e de Justiça e Direitos Humanos, conduzida por Paulo Lessa e que "nasceu" do desmembramento da Segurança Pública. Djalma Mendes chegou a ocupar o posto de secretário extraordinário de Apoio Institucional as Ações da Agecopa e do PAC e, como a pasta foi extinta, "caiu" para a condição de adjunto da Secopa.

    Pedro Nadaf continua na Indústria, Comércio, Minas e Energia desde o governo Maggi. Antes, comandava o Desenvolvimento do Turismo, hoje sob Teté Bezerra. O Esporte e Lazer está com o deputado estadual licenciado Antonio Azambuja, assim como a Cultura com o também parlamentar João Malheiros.

   Considerando os 19 meses de gestão, Silval, que apresenta perfil mais político do que técnico, só não alterou o comando de 6 pastas, sendo elas Segurança Pública, que segue com Diógenes Curado, Fazenda (Edmilson dos Santos), Auditoria-Geral (José Alves Pereira), Indústria, Comércio, Minas e Energia (Pedro Nadaf), Trabalho e Assistência Social (Roseli Barbosa) e Comunicação Social (Osmar de Carvalho).

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 03/11/2011 - 12:10

Posse de Ságuas será "fechada"; Rosa ficará no gabinete de Silval

Romilson Dourado

Ságuas MoraesRosa Neide     Quatro meses depois de perder a cadeira de deputado federal, o petista Ságuas Moraes toma posse, pela segunda vez, como secretário de Estado de Educação. A solenidade discreta, inclusive a portas fechadas para o público, acontece nesta quinta, no final da tarde, no gabinete do governador Silval Barbosa, no Palácio Paiaguás. Foi o próprio chefe do Executivo estadual quem ordenou para Ságuas não fazer alarde com seu retorno a maior das 24 secretarias, dona de um orçamento anual de R$ 1,3 bilhão. Silval só aceitou renomear o ex-deputado para não se indispor com a ala majoritária do PT. Seu desejo era manter Rosa Neide à frente da secretaria.

   Ságuas se desesperou tanto para reassumir o cargo que renunciou à presidência regional do PT, antes de consultar o governador. Ficou de pires nas mãos por vários dias, até obter uma audiência, ouvir reclamação de Silval e, por fim, o convite forçado para entrar de novo no primeiro escalão. Coube ao próprio petismo espalhar a notícia da posse de Ságuas. Assim que soube que o então secretário de Ciência e Tecnologia, deputado federal Eliene Lima, poderia, dentro da cota do PSD, ser remanejado para a Educação, o deputado Ademir Brunetto agiu rápido, se articulou junto à cúpula do PT e forçou o Paiaguás a decidir logo pela volta de Ságuas.

    Silval não só pretende rasgar elogios à secretária, em solenidade nesta quinta, como convidá-la para assessorá-lo diretamente. Aliás, ambos já tiveram uma conversa acerca do assunto. Rosa Neide, que era vice de Ságuas e ganhou a condição de titular assim que o colega petista se afastou para disputar as eleições, vai sair de férias. No retorno, ao invés de dar expediente na Seduc como adjunta, deve trabalhar no gabinete do governador.

   Sem a força política de antes, já que perdeu a única cadeira na bancada federal e só tem agora um deputado estadual, o PT segue com a Educação de "porteira fechada", com filiados em cargos de adjuntos, de diretores e de superintendentes, e também conta com a ex-deputada estadual Vera Araújo como adjunto da pasta de Justiça e Direitos Humanos.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 28/09/2011 - 07:45

Mesmo fora, Baiano, Vitto e Ságuas mantêm influência em secretarias

Andréa Haddad


Baiano Filho, do mesmo PMDB do governador Silval, é um dos que exercem influência no Esporte e Lazer, sob Antonio Azambuja

    Ao menos três ex-secretários mantêm fortes influências nas pastas as quais comandaram por mais de três anos. Eles aproveitam que o governador Silval Barbosa tem um perfil mais light e que não reage de forma dura a esse tipo de interferência e ficam um tanto à vontade. Em muitos casos, ditam regras para renovação de convênios e contratos. Baiano filho (PMDB), por exemplo, deixou a secretaria de Esportes e Lazer em abril de 2010 para ser candidato a deputado estadual. Mesmo após ser eleito, continua monitorando a gestão. Seu sucessor, o deputado licenciado e médico Antônio Azambuja, chega a consultá-lo constantemente. Algumas pessoas levam, primeiro, pleito a Baiano para, depois dos encaminhamentos, procurar Azambuja.

    São com trunfos como esses que secretários usam a máquina para criar base eleitoral e cooptar eleitores mediante convênios com direito à liberação de recursos para eventos, além da doação de materiais esportivos. As 24 secretarias e órgãos vinculados ao Executivo detêm um orçamento anual de R$ 12 bilhões. São seus gestores quem executam-no.

     O Palácio Paiaguás tem conhecimento destas influências, mas como alguns dos secretários estão com os dias contados, Silval prefere não se indispor com lideranças da base aliada. Entre liberação de recursos e presenças em rodeios e cavalgadas e em outros eventos sociais, Azambuja vai reforçando seu projeto de candidatura no próximo ano. Já é tido como forte candidato a prefeito de Pontes e Lacerda, onde já foi vereador.

     Situação similar à influência de Baiano Filho no Esporte e Lazer se constata na pasta da Administração. Quem dá as cartas ainda é Geraldo de Vitto, aquele que caiu com o escândalo do maquinário. Seu sucessor Cézar Zílio constantemente o atende. Passa pela Administração parte do orçamento do Estado, especialmente quanto ao atendimento aos fornecedores, com ou sem processos licitatórios.

     Na Educação, muitos acham até que Saguás Morais nem saiu da pasta, tamanha a sua influência sobre a aliada Rosa Neide Sandes. Dezenas de cargos seguem sob sua indicação. Após perder a cadeira de deputado federal com a postergação pelo STF dos efeitos da Lei da Ficha Limpa, o petista “passou” a presidência regional do PT para o aliado William Sampaio, ex-superintendente do Incra-MT. Saguás pretende retornar oficialmente ao posto de secretário de Educação, pasta que abocanha o maior orçamento da máquina. O governador, por sua vez, preferiu colocá-lo na "geladeira".

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 30/08/2011 - 07:56

Para apagar discurso pela divisão de MT, Silval lidera Rota da Integração

Romilson Dourado

     Quando era deputado, ele defendia efusivamente uma nova divisão territorial do Estado. Alegava que o Nortão não contava com a presença do governo estadual e a única alternativa para sair do isolamento e receber, por exemplo, investimentos em infraestrutura, seria a criação de uma nova Unidade da Federação, incorporando municípios da região. Isso foi bandeira política de Silval Barbosa desde o período em que foi prefeito de Matupá e chegou à cadeira de deputado estadual.

    Mas, assim que foi para o Palácio Paiaguás, primeiro como vice e agora como governador, o peemedebista mudou completamente essa concepção. Não gosta nem de ouvir comentar sobre processo de divisão do Estado, afinal, levou porrete na campanha eleitoral de uma oposição que o carimbou como "político da divisão". Sua voz em defesa do projeto de divisão está gravada e ainda continua ecoando nos ouvidos de muita gente. Para sufocar esse sentimento de um passado recente e que não lhe pertence mais, Silval anuncia na quinta, 1º de setembro, em entrevista coletiva, a Rota da Integração. O nome é proposital, justamente para contrapor sua própria posição quanto à divisão territorial.

    O governador vai liderar uma comitiva que parte de Cuiabá no sábado (2) logo cedo. Segue o itinerário da BR-163 e com paradas estratégicas em municípios pólos, como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, e avança por cidades paraenses até chegar a Santarém. Serão 1,7 mil km. Silval vai observar o andamento das obras executadas pelo Dnit em alguns trechos da 163 e incentivar projetos de infraestrutura. Vai levar na comitiva 14 representantes de uma estatal chinesa que tem interesse em fazer investimentos na região.

   O Rota da Integração é uma cópia do Estradeiro, expedição feita pelo ex-governador Blairo Maggi tanto dentro quanto fora do Estado e do país. Silval se vê motivado também por viés político. Sente a necessidade de se aproximar mais dos movimentos organizados, de entidades e do povão. Por onde passará, liderando a comitiva numa camionete, ele pretende cumprimentar correligionários e velhos aliados em uma região da qual foi um dos desbravadores. A expectativa é de que o governador, no calor dos debates e cobranças, faça promessas de levar, por exemplo, asfalto a alguns trechos, e venha a cumprí-las.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 13/05/2011 - 08:32

Curado deve cair; Monteiro e Zaque são sondados para pasta

Romilson Dourado


Governador Silval Barbosa propõe que Diógenes Curado seja coordenador da área de segurança da Agecopa
Foto: Marcos Negrini

    O governador Silval Barbosa está determinado a substituir o secretário de Segurança Pública Diógenes Curado. Entende que é preciso ter alguém à frente da pasta com ações mais audaciosas e que apresente melhor resultado à população no combate à criminalidade. As estatísticas negativas quanto ao número de violência tem crescido, o que traz desgaste e repercussão negativa ao governo. Silval já teve uma conversa reservada com Diógenes sobre a possibilidade de tirá-lo do primeiro escalão. O blog apurou que o chefe do Executivo propos que Curado seja transferido para a Agecopa, responsável pelos projetos preparativos de Cuiabá para o Mundial de 2014. Curado seria o coordenador da área de segurança da autarquia. Ele é delegado federal e poderia ajudar no desenvolvimento de projetos e nos trâmites em Brasília.

    Sem alarde, o Palácio Paiaguás já sondou dois nomes como alternativas para assumir a secretaria. Um é do promotor de Justiça Mauro Zaque, que responde em Cuiabá pela Defesa do Patrimônio Público e Probidade Administrativa. Embora alguns membros do Ministério Público resistam, a lei permite que seus integrantes venham atuar no Poder Executivo, a exemplo do que aconteceu com o ex-promotor Marcos Machado, que comandou cinco pastas nos governos Rogério Salles e Blairo Maggi e hoje ocupa cadeira de desembargador. A outra opção para a Segurança Pública é do advogado criminalista Ricardo Monteiro, que hoje atua junto à Assembleia Legislativa.

   Curado se licenciou do cargo de delegado federal para assumir, a convite do então governador Blairo Maggi, a Justiça e Segurança Pública. Foi mantido na gestão Silval, que desmembrou a pasta em duas, sendo a de Justiça e Direitos Humanos, sob o desembargador aposentado Paulo Lessa, e a de Segurança Pública. Ambas pastas trabalham com previsão de R$ 1 bilhão de orçamento para este ano. O governador disse a assessores mais próximos que tem insistido com Curado na esperança de conseguir melhores resultados no setor, mas sente do secretário falta de planejamento e desestímulo para montar novas estratégias.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 29/03/2011 - 09:03

Nico incha secretaria, trava máquina é traz preocupação ao governador

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Nico Baracat enfrenta embaraços para conduzir a Cidades e é tido como um dos inoperantes do governo Silval

   Com três meses no primeiro escalão, o ex-deputado e ex-vice-prefeito de Várzea Grande Nico Baracat não conseguiu dar um passo nas metas estabelecidas para a recém-criada pasta das Cidades. Nestes 90 dias em que responde como secretário, se mostrou ineficiente e, segundo fontes do Palácio Paiaguás, isso vem incomodando o governador Silval Barbosa (PMDB). Nico, que foi indicado ao posto pelo deputado Carlos Bezerra, aproveitou a nova estrutura para inchar a máquina, com contratação de quase 200 ocupantes de cargos comissionados. Ele ensaiou um concurso para 50 cargos, mas não conseguiu avançar. Se mostra articulador político, mas expõe uma gestão pífia.

   Para não "contaminar" outras secretarias por causa da performance de Nico, o governador transferiu demandas para outras pastas. Caberia, por exemplo, a Cidades cuidar das obras das escolas. O Paiaguás interveio e, sob argumento de que o Ministério da Educação não repassa recursos para outra pasta a não ser a do próprio setor, tirou de Nico a responsabilidade de executar os serviços. Por causa disso, o ex-deputado ficou na bronca e chegou a discutir com os secretários Eder de Moraes, da Casa Civil, e Rosa Neide, da Educação. Achou que ambos estariam "armando" contra ele. Foi a partir daí que surgiu a notícia de que a petista teria entregue o cargo.

   A Cidades recebeu metas que eram de outras pastas, principalmente da Infraestrutura, hoje secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana, como cuidar das obras públicas, de construção de hospitais, de escolas e asfaltamento e ainda de toda parte de habitação, com direito a administrar os recursos do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab). Mesmo com boa estrutura para trabalhar, Nico Baracat segue patinando. Permanece mais tempo no gabinete, improvisado no último andar da secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana, se articulando politicamente com velhos aliados do PMDB.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 25/03/2011 - 13:09

Sem ter constrangimento, DEM ocupa cargos no governo Silval

Romilson Dourado


Os deputados Dorner, Homero e Neri Geller, ex-secretário Jilson, vice e governador Daltro e Silval, secretário José Domingos e os irmãos Jayme e Júlio Campos, nesta 6ª, no ato que marca o retorno do DEM à base do Paiaguás
Foto: Guilherme Filho

   Eles estiveram em palanques opostos nas eleições do ano passado. Quatro meses após o resultado das urnas, passaram uma borracha nas críticas, ataques e denúncias, disparadas principalmente contra o governo, e já se uniram. Assim estão democratas e peemedebistas. O acordo de paz foi selado oficialmente nesta sexta, com a posse do deputado José Domingos como secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Famliar. Ele pertence ao DEM, que teve Dilceu Dal Bosco como vice-governador da chapa do tucano Wilson Santos, terceiro colocado na disputa de 2010.

   Na campanha, o senador Jayme Campos, um dos caciques democratas, se manifestou como opositor ao Palácio Paiaguás e fez críticas duras tanto quanto ao governo Blairo Maggi, que comandou o Estado por 7 anos e 3 meses, quanto ao sucessor Silval Barbosa, que concorreu e ganhou as eleições. Jayme atacou, por exemplo, o esquema de superfaturamento em R$ 44 milhões na compra de máquinas pesadas. Apresentou números para reforçar a tese de caos e retrocesso nos setores da saúde, educação, meio ambiente e segurança pública.

   Nesta sexta, o senador desconversou sobre o posicionamento duro que tinha contra o governo. Ele quer mesmo é que tudo caia no esquecimento. Criou-se clima propício para ex-pefelistas voltarem às benesses do poder, com ocupação de cargos. Enquanto José Domingos integra o primeiro escalão no Executivo, o suplente Gilmar Fabris se prepara para voltar à Assembleia, na sessão ordinária da próxima terça (29).

   Democratas demonstraram mais uma vez, na solenidade de posse, que não sabem atuar na oposição. O deputado Júlio Campos, o conselheiro aposentado do TCE e presidente regional do DEM Oscar Ribeiro, Jayme, José Domingos e outros líderes, não sentiram o mínimo constrangimento em voltar a fazer parte de um governo que tanto criticaram.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 14/03/2011 - 20:05

Eder manda AGE passar "pente fino" nas compras do governo

Andréa Haddad

Eder Moraes   O secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, avisa que está “de olho” nas licitações e demais procedimentos de compras pelo governo, especialmente automóveis. Ele solicitou à Auditora Geral do Estado (AGE), sob José Alves Pereira Filho, um relatório detalhado comparativo entre os produtos entregues e a descrição exigida nos editais.

   Por meio da assessoria, Eder informou que servidores da AGE vão fazer inspeções in loco durante a semana. “A ordem é fazer uma devassa nesses procedimentos para garantir a entrega dos produtos licitados sem prejuízos que muitas vezes são caracterizados pela entrega de produtos inferiores ao que foi o objeto de pretensão do Estado”, disse. 

   O secretário também promete tomar as medidas cabíveis contra eventuais responsáveis por compras ilícitas ou com desvio de finalidade. “O governo tomará as devidas providências ao rigor da lei, inclusive com punição ao gestor responsável pela Pasta adquirente que deve na forma da legislação observar todos os preceitos de legalidade e preservação do erário público”, apontou.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 18/01/2011 - 08:55

Silval conclui nomeações nas pastas e órgãos e esbarra no MT Fomento

Romilson Dourado


Governador Silval Barbosa passa primeiros dias do novo mandato trabalhando definição dos principais assessores

   Com 18 dias do novo mandato, o peemedebista Silval Barbosa está com o primeiro e com quase todos os cargos de segundo escalões definidos. Faltam preencher vagas de alguns adjuntos. Das empresas, órgãos e autarquias, o governador só não definiu ainda quem comandará o MT Fomento. O PMDB briga pelo posto, com indicação de Luiz Bezerra, sobrinho do deputado Carlos Bezerra. O trâmite é burocrático. O nome indicado precisa da aprovação do Banco Central.

   As últimas escolhas oficiais foram do ex-deputado Wilson Celso Teixeira, o Dentinho (PP), para o Cepromat, em substituição a Luiz Fernando Caldart, e do ex-secretário de Administração Bruno Sá Freire Martins para conduzir o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado (MT Saúde). Bruno entrou no lugar de Maximillian Mayolino Leão.


Atos do governador Silval Barbosa que exonera Luiz Caldart e nomeia no Cepromat Wilson Texeira, o Dentinho

   Das 24 secretarias, o PR do ex-governador Blairo Maggi "abocanhou" sete pastas, além de órgãos e autarquias, como Detran, Metamat e Intermat. Os republicanos estão à frente da Casa Civil (com Eder de Moraes), Indústria, Comércio, Minas e Energia (Pedro Nadaf), Planejamento (Arnaldo Alves), Administração (Cesar Zílio), Meio Ambiente (Alexander Maia), Cultura (João Malheiros) e Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte (Francisco Vuolo). O PP do vice-governador Chico Daltro ficou com três secretarias: Ciência e Tecnologia (sob Eliene Lima), Esporte e Lazer (Antonio Azambuja) e Saúde (Pedro Henry). O PT segue na Educação, com Rosa Neide, enquanto o PMDB de Silval conta com Turismo (Teté Bezerra), Cidades (Nico Baracat), Comunicação (Osmar de Carvalho) e Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Roseli Barbosa).

   Nas empresas, o ex-vereador Helny de Paula, sustentado pelo PR, está garantido no MTGás, assim como João Justino na Metamat, Enock dos Santos na Empaer, Teodoro Lopes no Detran e Afonso Dalberto no Intermat. Os progressistas conquistaram ainda o Centro de Processamento de Dados, com a nomeação de seu filiado Dentinho no cargo de presidente. No Indea, sob indicação do deputado Wellington Fagundes, continua Valney Souza Corrêa. O PMDB passou a dirigir o Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmeq), com Clodoaldo José Ferreira, que entrou no lugar de Jair Dorigon. Roberto Peron está confirmado na Junta Comercial (Jucemat)

O secretariado do governo Silval Barbosa e rateio partidário
PR
Eder de Moraes - Casa Civil
Cézar Zílio - Administração
Arnaldo Alves - Transporte e Pavimentação Urbana
Alexander Maia - Meio Ambiente
João Malheiros - Cultura
Pedro Nadaf - Indústria, Comércio, Minas e Energia
Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte - Francisco Vuolo
PP
Eliene Lima - Ciência e Tecnologia
Antonio Azambuja - Esporte e Lazer
Pedro Henry - Saúde
PT
Rosa Neide - Educação
PMDB
Nico Baracat - Cidades
Teté Bezerra - Desenvolvimento do Turismo
Roseli Barbosa - Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social
Osmar Carvalho - Comunicação Social
INDICAÇÕES TÉCNICAS
Diógenes Curado - Segurança Pública
Paulo Lessa - Justiça e Direitos Humanos
Dorgival Veras - Procuradoria-Geral
José Gonçalves Botelho - Planejamento e Coordenação Geral
Antonio de Moraes - Casa Militar
Edmilson dos Santos - Fazenda
Djalma Mendes - Extraordinária de Apoio Institucional às Ações da Agecopa e PAC
José Alves Pereira Filho - Auditor-Geral
Jilson Francisco da Silva - Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar

Empresas e órgãos vinculados
PERMANECEM
Detran - Teodoro Lopes, o Dóia
Intermat - Afonso Dalberto
MTGás - Helny de Paula
Inmeq - Clodoaldo José Ferreira
Indea - Valney Souza Corrêa
Metamat - João Justino
Junta Comercial - Roberto Peron
Empaer - Enock Alves dos Santos
NOVATOS
MT Saúde - Bruno Sá
Cepromat - Wilson Teixeira, o Dentinho
INDEFINIDO
MT Fomento

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 13/01/2011 - 08:05

Helny segue no MTGás; indefinição somente no MT Fomento e MT Saúde

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Enquanto Helny de Paula, no MTGás desde 2003, permanece no posto, Wilson Teixeira, o Dentinho, indicado pelo PP para Cepromat, entra como único "novato" nos cargos de comando de empresas e órgãos do governo estadual

   O ex-vereador Helny de Paula, presidente do PR da Capital, vai continuar na presidência do MTGás, uma das cinco sociedades de economia mista da estrutura do governo do Estado - as demais são Metamat, Empaer, MT Fomento e Sanemat. Seu nome foi referendado não apenas pela legenda republicana, que tem "abocanhado" a maioria dos cargos de primeiro escalão, mas principalmente pela habilidade e articulação política do presidente e do secretário-geral do partido, respectivamente, Wellington Fagundes e Emanuel Pinheiro. Helny já conduz o MTGás há praticamente 8 anos, desde o início da gestão Blairo Maggi.

   Os cargos de presidente e diretoria de empresas, autarquias e órgãos vinculados à administração estão praticamente definidos. Eles têm o mesmo salário de secretário de Estado, de R$ 15 mil. O PR, com a força do presidente da Assembleia Mauro Savi, conseguiu manter também o presidente do Detran, Teodoro Lopes; do Intermat, sob Afonso Dalberto; e da Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat); com Justino Paes de Barros, que tem o primo, deputado e secretário de Cultura João Malheiros como seu padrinho político. Afonso contou com articulação política dos deputados Jota Barreto, Wagner Ramos e do suplente que ocupará cadeira na Assembleia Ondanir Bortolini, o Nininho, todos do PR. No MT Saúde, o presidente Maximilian Mayolino Leão deve ser substituído. O nome mais cotado para o cargo é do ex-secretário de Estado de Administração Bruno de Sá.

   O PP, que já comanda as pastas da Saúde, Ciência e Tecnologia e Esporte e Lazer, ficou também com a presidência do Centro de Processamento de Dados (Cepromat). Indicou ao posto o ex-vereador cuiabano e deputado Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, que assumiu cadeira na Assembleia há cinco meses, com a cassação do mandato de José Riva, que se elegeu novamente nas urnas de outubro do ano passado.

   No Indea, a tendência é que continue Valney Souza Corrêa. Seu padrinho é o deputado federal Wellington Fagundes. O PMDB, que conduz no primeiro escalão o Turismo, com Teté Bezerra; a área social, sob a primeira-dama Roseli Barbosa; a Comunicação, com o jornalista Osmar de Carvalho, e a Cidades, com Nico Baracat, conseguiu o comando do Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmeq). O órgão tem agora à frente o superintendente Clodoaldo José Ferreira, que entrou no lugar de Jair Dorigon. Na Junta Comercial do Estado (Jucemat) continua o diretor-presidente Roberto Peron. Embora sob desgaste, Enock dos Santos segue na condução da Empaer.

   Disputa

   A maior briga agora é pelo MT Fomento. O governador deve manter Arcleidy Dias Ferreira, embora o PMDB esteja batendo duro para emplacar o nome do advogado Levi Machado e o vice-governador Chico Daltro (PP), que, em função do cargo, tem a empresa vinculada a seu gabinete, demonstre interesse em indicar um apadrinhado político. O problema é que esse processo é burocrático e a definição de um novo presidente pode demorar até seis meses. Em caso de escolha de outro nome que não seja de Arcleidy, a indicação do Palácio Paiaguás terá de passar pelo Conselho Administrativo, depois pela Assembleia Legislativa e ainda pelo Banco Central, que tem poder de veto, embora não possua a mesma autonomia para nomeação.

Como está a fatia dos cargos nas empresas
e nos órgãos vinculados ao governo estadual

Permanecem
Detran - Teodoro Lopes, o Dóia
Intermat - Afonso Dalberto
MTGás - Helny de Paula
Inmeq - Clodoaldo José Ferreira
Indea - Valney Souza Corrêa
Metamat - João Justino
Junta Comercial - Roberto Peron
Empaer - Enock Alves dos Santos
Novato
Cepromat - Wilson Teixeira, o Dentinho
Em discussão
MT Fomento - Arcleidy Ferreira ou Levi Machado (*)
MT Saúde - Bruno de Sá (*)
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Nomes mais cotados

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 09/01/2011 - 09:26

Governador, Silval conta agora até com uma assessoria de moda

Romilson Dourado


   O governador Silval Barbosa conta agora com assessoria de moda. Ele consulta o empresário Cláudio Mattos, que possui em Cuiabá uma loja com o mesmo nome voltada ao público masculino. Na foto acima, Cláudio ajusta o terno no governador, na véspera da posse de 1º de janeiro. O empresário disse que Silval confia a ele os ternos desde quando era deputado estadual. O antecessor de Silval no Palácio Paiaguás, ex-governador Blairo Maggi, contava com ternos da Loja Prado. Agora, sob Silval, Cláudio conquistou espaço. Secretários estão fazendo igual. Silval, no cargo há 9 meses, ponderou, por sua vez, que respeita e conta com prestação de serviços de outros profissionais da área, ou seja, Cláudio Mattos não é seu consultor de moda exclusivo.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 06/01/2011 - 08:10

Pólo do Nortão, Sinop fica sem um secretário no novo governo Silval

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Deputado estadual eleito Baiano Filho e o prefeito de Sinop Juarez Costa fazem críticas, nos bastidores, ao colega do PMDB, governador Silval Barbosa, por este não escolher um representante do Nortão para o primeiro escalão

  O governador Silval Barbosa não nomeou no primeiro escalão um representante de Sinop, cidade-pólo do Norte, região que o projetou na vida pública. É a primeira vez que isso acontece nos últimos 8 anos. Na gestão Blairo Maggi (jan/2003 a março//2010), o Nortão contava com Baiano Filho na pasta de Esporte e Lazer. Nas suas saídas para concorrer às eleições, primeiro para prefeito e depois para deputado estadual, quem o substituiu foi outro sinopense, o radialista Laércio de Arruda. Na reformulação da equipe de primeiro escalão para este segundo mandato, Silval acabou atendendo ao pleito dos quatro maiores partidos que apoiaram-no, mas regiões estratégicas ficaram sem porta-vozes no staff, como o Norte e o Araguaia.

   O curioso é que em Sinop o governador tem como principal cabo eleitoral o prefeito Juarez Costa e o próprio Baiano, que deixou o PPS, migrou para o PMDB e garantiu vaga na Assembleia. Nos bastidores, o chefe do Executivo estadual alegou para assessores mais próximos que esperava uma votação maior no município e insinuou que teria havido "corpo mole" na campanha dos maiores aliados. De 75.637 votos apurados nas urnas de 2010 em Sinop, Silval obteve 24.417 (49,9%). Já em todo o Estado ele chegou a 51%, vindo a se reeleger no primeiro turno. Mauro Mendes (PSB) foi o segundo colocado em Sinop, com 13.640 (25,8%). Wilson Santos (PSDB), com 12.707 (24%), fiocu em terceiro.

   A maioria dos 22 secretários reside em Cuiabá. Há membros da equipe do governo que moram também nas regiões Sul, Oeste e Médio-Norte. Diferente da ótica de quem busca espaço no Legislativo, a administração estadual não pode considerar como condição sine qua non (sem a qual não pode ser) o município onde mora o convidado para o staff, mas deveria abrir espaço para representantes regionais levantar o debate na hora de compor o primeiro escalão.

   O fato de Sinop não possuir um secretário na gestão Silval tem levado Juarez e Baiano a criticar o colega peemedebista, mas não publicamente. No fundo, ambos, mesmo descontentes, preferem manter a política da boa vizinhança, afinal temem o poder da máquina estadual e a caneta do chefe do Executivo.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 28/12/2010 - 08:29

Eliene deve assumir a Ciência e Tecnologia e Daltro pode romper

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Chico Daltro deve perder a Ciência e Tecnologia para Eliene e, inconformado, romper politicamente com o governo

  O deputado federal reeleito para o segundo mandato Eliene Lima deve vencer a queda-de-braço com seu colega e presidente regional do PP, vice-governador diplomado Chico Daltro, e vir a assumir a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia. Entre a cúpula da legenda progressista, capitaneada pelos caciques José Riva e Pedro Henry, há entendimento de que Daltro já está prestigiado com o cargo de vice e que a pasta precisa ser aberta para Eliene, o que permitiria atender outro pleito, desta vez com vaga na Câmara Federal ao segundo-suplente Neri Geller.

   O governador Silval Barbosa, que retorna nesta terça de um período de cinco dias de descanso com a família nas praias de Salvador (BA), só não definiu oficialmente o quadro de secretários por causa de divergências internas no PP, que ficou com direito de indicar três membros do staff. No caso da Saúde, já decidiu. Emplacou o próprio Henry, abrindo cadeira na Câmara ao primeiro-suplente de federal Roberto Dorner. Os conflitos agora estão na Ciência e Tecnologia e no Esporte e Lazer.

   Ex-deputado estadual e ex-secretário de Agricultura no governo Dante de Oliveira e de Ciência e Tecnologia nas gestões Blairo Maggi e Silval, Chico Daltro não se conforma em ficar sem a pasta. Se articula de todas as formas para voltar a comandá-la. Argumenta que, no cargo de vice, não tem visibilidade, nem orçamento e muito menos autonomia. Avisa que, se não for contemplado, pode até romper politicamente com a administração, antes mesmo da posse. O PP e o governador, no entanto, consideram que Daltro está contemplado sim e endureceram a discussão, mesmo sob ameaças do progressista se distanciar do Palácio Paiaguás.

  A tendência é que Silval confirme Eliene na Ciência e Tecnologia, que terá o "gordo" orçamento de R$ 252,4 milhões. Deste montante, porém, somente R$ 32,5 milhões são especificamente da pasta. É que dentro do bolo orçamentário estão vinculados à secretaria a Universidade do Estado (Unemat), que terá R$ 180,1 milhões, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado, com mais R$ 38,9 milhões, e o Fundo Estadual de Educação Profissional, com R$ 76,4 mil. Eliene sustenta ter conhecimento na área. Lembra que, antes de ingressar na vida pública, foi professor. Começou na atividade política como vereador por Cuiabá, depois chegou a deputado estadual e, por fim, ao posto de federal.

   Quanto ao Esporte, os progressistas apresentaram dois nomes, o do suplente de deputado e vereador por Primavera do Leste Luizinho Magalhães e do deputado reeleito, médico Antônio Azambuja. O PP só não avançou na discussão porque não tem garantia do governador de que ficará mesmo com a secretaria.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 23/12/2010 - 08:13

Edmilson e Eder vão atravessar 3 mandatos e farão 12 anos no poder

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Edmilson e Eder de Moraes iniciam na gestão Maggi, são mantidos no 2º mandato e vão para 3º, agora com Silval

   O contabilista Edmilson dos Santos e o executivo Eder de Moraes são os únicos com chances de atravessar três mandatos exercidos por dois governadores e completar 12 anos ininterruptos em cargos relevantes, com a maior parte do tempo no primeiro escalão. O primeiro começou na gestão Blairo Maggi, a partir de 2004 como adjunto do Tesouro Estadual, cargo vinculado à pasta da Fazenda. Depois, Edmilson passou ao posto de titular da secretaria. Seu nome está confirmado no novo governo Silval Barbosa, que prossegue até dezembro de 2014. Cada secretário passa a ganhar agora R$ 15 mil mensais. Ao término de quatro anos terão embolsado R$ 720 mil de subsídio cada, fora uma série de benefícios e regalias.

    Dos 21 que vão tomar posse em 1º de janeiro no staff, Eder de Moraes é quem acumula mais tempo em cargo relevante no Palácio Paiaguás. Foi nomeado por Maggi em janeiro de 2003 como diretor-presidente do MT Fomento. Em seguida, passou ao cargo de secretário de Fazenda e, depois, à Casa Civil. Embora tenha enfrentado crise, protesto e críticas na fase de transição de governo, principalmente depois da explosão do escândalo do superfaturamento na compra de maquinário, Eder foi mantido no primeiro escalão e fará parte da nova administração. Dentro da expectativa de ficar mais quatro anos ditando as regras no Paiaguás, ele completará, em 2014, nada menos que 12 anos no staff. Assim, vai superar outros que permaneceram em secretarias por muitos anos no governo Dante de Oliveira (1996/2002), como Valter Albano, Chico Daltro, Antonio Joaquim e José Carlos Novelli.

     O vice-governador diplomado Chico Daltro (PP), que foi secretário de Agricultura da gestão Dante e depois atuou na Ciência e Tecnologia na administração Maggi, acumulou menos tempo no staff que Eder e Edmilson. Pedro Nadaf, que continua na secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, também reúne bom tempo em posto de primeiro escalão, mas veio a fazer parte do governo estadual meses depois.

    São gestores que, de tanto tempo atuando na vida pública e sem passar pelo teste das urnas, podem demorar a se acostumar com o trabalho mais duro na vida privada, assim que deixarem o "trono". Aqueles que convivem com as benesses do poder fazem de tudo para ser mantidos, enquanto os que estão de fora brigam por espaço. Nessa disputa, levam vantagem quem já está dentro, tanto que Silval apresenta poucos novatos em seu novo governo.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 22/12/2010 - 08:39

Daltro faz exigências, constrange o governador e expõe clima de racha

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Governador Silval Barbosa enfrenta conflitos com vice Chico Daltro, que insistir em comandar a Ciência e Tecnologia

  Antes mesmo da posse, o vice-governador diplomado Chico Daltro (PP) já está em rota de colisão com Silval Barbosa (PMDB). O clima entre ambos começou a azedar na reta final da campanha, tanto que o progressista chegou a "manter distância" e agora, em meio às discussões para composição do secretariado, faz marcação sistemática no governador reeleito e diplomado. Mesmo já contemplado com o cargo de vice, Daltro quer voltar a comandar a secretaria de Ciência e Tecnologia, que passou a ter boa visibilidade e estrutura, principalmente por ter vinculada a ela a Universidade do Estado (Unemat). O Orçamento da pasta subiu 45,6%, dos R$ 45,3 milhões do exercício deste ano para R$ 66 milhões para 2011.

   A insistência de Daltro em acumular funções está deixando o governador constrangido e tem provocado crise dentro do próprio PP, do qual é presidente estadual. Outros membros da cúpula, como os caciques José Riva e Pedro Henry, que será secretário de Saúde, defendem que Daltro assuma apenas a cadeira de vice para o deputado federal Eliene Lima comandar a Ciência e Tecnologia. Isso possibilitaria atender o segundo-suplente na Câmara, Neri Geller. O primeiro, empresário Roberto Dorner, já tem a estreia garantida. Entrará no lugar de Henry.

   Por causa das exigências de Daltro, que já comandou a Ciência e Tecnologia por mais de dois anos na gestão Blairo Maggi, Silval acabou postergando a definição oficial dos 21 futuros secretários. Por enquanto, definiu 15 nomes.

   Daltro já militou em vários partidos, como PDT, PMDB, PSDB e está no PP, pelo qual concorreu a deputado federal em 2006, ficando na suplência, e, neste ano, ao posto de vice-governador. Em sua trajetória política sempre foi governista. Na gestão Dante de Oliveira, ele trocou a cadeira de deputado estadual para comandar a secretaria de Agricultura. Depois sob Maggi, mesmo se tratando de um governo de oposição, Daltro entrou como secretário de Ciência e Tecnologia.

   Sua relação com Silval não é das melhores. O vice faz questão de acompanhar o governador em praticamente todos os atos e reuniões. Interfere e faz exigências. Está prestes a "decretar" um governo paralelo. Demonstra irritação quando, por exemplo, não é convidado para algum encontro no Paiaguás. A continuar nessa linha, o peemedebista e o progressista, que têm a missão de conduzir o destino do Estado pelos próximos quatro anos, podem partir para ruptura política.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 20/12/2010 - 15:20

Indefinições levam governador a adiar o anúncio do secretariado

Romilson Dourado

   O governador Silval Barbosa não deve anunciar mais nesta segunda (20) a lista do seu futuro secretariado. A tendência é que adie a entrevista coletiva com esse finalidade para terça ou quarta. É que sua agenda está lotada e, além disso, falta finalizar conversações com os partidos para poder fechar o nome de cinco pastas. Também aguarda resposta de dirigentes partidários quanto a duas indicações.

  Pela manhã, Silval acompanhou o ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos em visita a alguns municípios para inauguração de obras, principalmente na região do Araguaia. Depois, em seu gabinete, iria receber a direção regional do PT para discutir composição do staff. O chefe do Executivo quer logo uma resposta do deputado federal Carlos Abicalil, derrotado ao Senado, quanto ao convite para este assumir a pasta da Educação, hoje sob a também petista Rosa Neide. O petismo quer também a Procuradoria-Geral do Estado.

    Enquanto isso, o deputado federal Eliene Lima programa se reunir nesta segunda com o comando do seu partido, o PP, com vistas a discutir a proposta de vir a ser secretário de Ciência e Tecnologia. O assunto está gerando crise interna. É que o vice-governador eleito Chico Daltro quer reassumir a pasta, enquanto outros membros do partido entendem que o ex-deputado já está contemplado na administração e que deveria abrir mão para Eliene, o que facilitaria abertura de espaço na Câmara Federal para o segundo suplente Neri Geller. O primeiro-suplente, empresário Roberto Dorner, já está garantido como federal. Ele entrará no lugar de Pedro Henry, que será secretário de Saúde do Estado a partir de 1º de janeiro.

   José Riva, deputado estadual eleito e um dos caciques da legenda progressista, foi chamado para intermediar acordo. Eliene avisou que está pronto para assumir a pasta, mas Daltro não recua. Como ainda tem essas pendências, Silval Barbosa deve postergar o anúncio oficial dos seus 23 futuros secretários.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 10/12/2010 - 10:17

Governador reduz ICMS para materiais da construção civil

Sissy Cambuim

   O governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) encaminhou à Assembleia na última quarta (8) uma mensagem do Poder Executivo que propõe alterações na carga tributária do ICMS para os materiais de construção e pediu apreciação com máxima urgência da proposta, destacando sua relevância. O projeto tramitou com dispensa de pauta e foi aprovado em segunda e última votação após parecer oral da Comissão de Constituição, Justiça e Redação na sessão desta quinta (9).

   “A medida tem por objetivo reduzir custos da construção civil de forma geral e, por conseguinte, também das obras estruturantes, tão necessárias para melhoria da logística estadual, e em decorrência para o avanço do desenvolvimento mato-grossense”, destaca a mensagem.

   De acordo com a proposta, o setor, que é um dos que mais vem se destacando em função das obras de infraestrutura que visam preparar o Estado para a Copa de 2014, será beneficiado com redução que varia de 3,15% até 11,75%, quando comparada a tributação final com o preço de aquisição da mercadoria.

   Apesar de ressaltar o estímulo à alavancagem da construção civil no território mato-grossense, as empresas do ramo deverão reduzir sua margem de lucro. “O benefício não é oferecido sem contrapartida”, explica a proposta, que determina a equalização dos ganhos nos diversos produtos comercializados pelo setor.

PALÁCIO PAIAGUÁS | 08/12/2010 - 22:20

Governador extingue 3 secretarias, cria 2 e muda nomenclatura de 5

Romilson Dourado

Governador Silval Barbosa   A estrutura do primeiro escalão do governo estadual terá, a partir de 1º de janeiro, duas novas secretarias, a de Cidades e a de Justiça e Direitos Humanos. Por outro lado, serão extintas três extraordinárias, sendo elas de Projetos Estratégicos, de Acompanhamento às Políticas Ambientais e Fundiárias e de Apoio às Políticas Educacionais. Essas mudanças provocam automaticamente a exoneração de seus secretários, respectivamente, Renaldo Loffi, Vicente Falcão e Flávia Nogueira.

   Cinco pastas vão ter novas nomenclaturas. A Sejusp vai ser desmembrada em duas, Segurança Pública e Justiça e Direitos Humanos. Já a Secretaria de Desenvolvimento Rural passa a ser denominada de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf). A Infraestrutura será Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu). A pasta de Trabalho, Emprego e Assistência Social passa a ser chamada de Assistência Social e Trabalho (SEAST).

  Vinculados à Governadoria ficam cinco estruturas: Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Conselho de Governo, Vice-Governadoria, Casa Civil, Casa Militar, Auditoria-Geral e Procuradoria-Geral do Estado. Dezoito continuam com nomenclaturas de secretarias de Estado, sendo elas Administração, Cidades, Ciência e Tecnologia, Comunicação Social, Cultura, Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Desenvolvimento do Turismo, Educação, Esportes e Lazer, Fazenda, Indústria, Comércio e Mineração, Justiça e Direitos Humanos, Meio Ambiente, Planejamento e Coordenação Geral, Saúde, Segurança Pública, Assistência Social e Trabalho e Transporte e Pavimentação Urbana.

   De acordo com o projeto de lei complementar 46/2010, que começou a tramitar na Assembleia, o Estado manterá suas 8 autarquias, incluindo A Agecopa, criada especialmente para cuidar dos projetos voltados aos preparativos de Cuiabá para ser uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. Estão preservados o Intermat (Instituto de Terras), o Indea (Defesa Agropecuária), o Detran (Trânsito), a Jucemat (Junta Comercial), o MT Saúde (Assistência à Saúde dos Servidores), o IMEQ/MT (Metrologia e Qualidade) e a Ager (Regulação de Serviços Públicos).

   O governador manterá também as três fundações, sendo elas Unemat (Universidade Estadual), Fapemat (Amparo à Pesquisa) e Funac (Nova Chance), as cinco empresas - Empaer (Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), Metamat (Mineração), MT Gás, MT Fomento e Sanemat (Saneamento) -, e uma empresa pública, o Cepromat (Processamento de Dados).

Como fica a estrutura do governo do Estado a partir de janeiro de 2011

GOVERNADORIA
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CONDES
Conselho de Governo
Vice-Governadoria
Casa Civil
Casa Militar
Auditoria Geral do Estado (AGE)
Procuradoria Geral do Estado (PGE)

SECRETARIAS DE ESTADO
Administração (SAD)
Cidades (Secid)
Ciência e Tecnologia (Secitec)
Comunicação Social (Secom)
Cultura (SEC)
Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf)
Desenvolvimento do Turismo (Sedtur)
Educação (Seduc)
Esportes e Lazer (SEEL)
Fazenda (Sefaz)
Indústria, Comércio e Mineração (SICME)
Justiça e Direitos Humanos (Sejudh)
Meio Ambiente (Sema)
Planejamento e Coordenação Geral (Seplan)
Saúde (SES)
Segurança Pública (Sesp)
Assistência Social e Trabalho (SEAST)
Transporte e Pavimentação Urbana (SETPU)

AUTARQUIAS
Instituto de Terras do Estado (Intermat)
Instituto de Defesa Agropecuária (Indea)
Departamento Estadual de Trânsito (Detran)
Junta Comercial do Estado (Jucemat)
Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado (Mato Grosso Saúde)
Instituto de Metrologia e Qualidade de Mato Grosso (IMEQ)
Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Ager)
Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal – FIFA 2014 (Agecopa)

FUNDAÇÕES
Fundação Universidade do Estado (Unemat)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemat)
Fundação Nova Chance (Funac)

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA
Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural S.A. (Empaer)
Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat)
Companhia Mato-Grossense de Gás (MT Gás)
Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S.A (MT Fomento)
Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso (Sanemat)

EMPRESA PÚBLICA
Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat)

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