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O ano de 2011 foi histórico para a Câmara de Várzea Grande. Em 2 de março os vereadores foram aclamados pela população ao realizarem uma sessão memorável quando afastaram, por unanimidade, o prefeito Murilo Domingos e seu vice Tião da Zaeli (PSD) dos cargos por 180 dias. Depois disso, entretanto, o Legislativo viveu um verdadeiro vai e vem de parlamentares, foi alvo de várias notificações judiciais, teve dois presidentes, foi composta por 50% de suplentes, dobrou a verba indenizatória e aumentou o número de vagas para as próximas eleições.
Logo após o afastamento de prefeito e vice, começou a briga de suplentes pela vaga de João Madureira (PSC), que deixou a presidência da Câmara para assumir interinamente a prefeitura. João Bosco (PSC) foi empossado na cadeira como suplente do partido, mas sete dias depois, Matheus Magalhães (PSL) assumiu a vaga, por meio de liminar, como suplente da coligação. Então, cerca de 15 dias depois, Bosco conseguiu reassumir a vaga de Madureira, também por meio de liminar.
Em junho, entretanto, foi a vez do “troca-troca” ficar a cargo da presidência. Isso porque, João Madureira (PSC) renunciou ao comando do Legislativo em caráter irrevogável. Com a renúncia, o vice-presidente da Câmara, Maninho de Barros (DEM), assumiu o cargo novamente, assim como quando Madureira assumiu a chefia da segunda maior cidade do Estado por alguns dias.
Em 2011, o Legislativo também chegou a ser composto por 50% de suplentes. Dos 13 parlamentares eleitos nas urnas em 2008, apenas sete eram titulares em junho. Além disso, durante o recesso parlamentar do meio de ano, os vereadores aumentaram em 50% o valor da verba indenizatória, que passou de R$ 6 mil para R$ 9 mil. Em setembro, os legisladores várzea-grandenses também aprovaram o aumento no número de cadeiras do parlamento de 13 para 21.
As mudanças na Câmara, contudo, não ficaram a cargo apenas dos aumentos aprovados pelos vereadores. A maior bancada do Legislativo até então pertencente ao DEM, do senador Jayme Campos, passou a ser do recém-criado PSD. Seis parlamentares democratas migraram para o partido idealizado pelo presidente da Assembleia, José Riva, em Mato Grosso, sendo quatro titulares e dois suplentes.
A debandada foi seguida pelo presidente da Câmara, Maninho de Barros, pela vereadora Izabela Guimarães, Denivaldo Pereira, o Baiano Pereira, e Chico Curvo, além dos suplentes Edil Moreira e Eucaris Terezinha. Dois republicanos, também optaram pela nova legenda, Wanderley Cerqueira e Antônio Cardoso. Outro vereador que migrou para o PSD foi Marcos Boró, até então pertencente ao PP.
Em 2011, parece que os vereadores cansaram dos desmandos no administrativo municipal e resolveram fazer de tudo para manter Murilo Domingos bem longe do cargo de prefeito. Afinal, mesmo com o republicano afastado do cargo pela Justiça, extinguiram seu mandato por duas vezes. A extinção foi baseada em denúncia protocolada no Legislativo pelo ex-procurador do município, Antônio Carlos Kersting Roque, de que Murilo não se desincompatibilizou da empresa Irmãos Domingos S.A para assumir o comando do Executivo.
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O governador Silval Barbosa (PMDB) teve o primeiro ano de gestão, após ganhar o pleito de 2010, marcado pela postura discreta, mas com medidas firmes para conter a onda de escândalos envolvendo aliados e secretários remanescentes da administração do antecessor, o senador Blairo Maggi (PR). Num primeiro momento, as críticas recaíram sobre o secretário de Infraestrutura, Arnaldo Alves, em função das chuvas intensas que provocaram transbordamento em municípios do Estado. Colniza foi um dos mais prejudicados. Silval anunciou a articulação de recursos em Brasília por intermédio de Luiz Antônio Pagot, exonerado em 25 de julho em meio ao escândalo de superfaturamento no Ministério dos Transportes denunciado pela revista semanal Veja.
A queda de Pagot representou um duro golpe para aliados e, e especial, para Maggi. Silval teve que escalar o então secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, para discutir a renegociação da dívida do Estado com a União. Em seguida, além de Arnaldo, deputados passaram a criticar a atuação da Agecopa. Enquanto o presidente da Assembleia, José Riva (PSD), defendia o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), a autarquia trabalhava com o BRT (Bus Rapid Transit), com corredores exclusivos para ônibus e tinha dificuldades em apresentar o projeto da obra para que o financiamento fosse liberado pela CEF.
Diante das críticas, Silval se viu obrigado a intervir na Agecopa, comandada por Yênes Magalhães, num sistema colegiado com outros seis diretores, em que deve acumulava o posto de diretor presidente com o de Planejamento. A partir do projeto do deputado Emanuel Pinheiro (PR), a diretoria da Agecopa foi centralizada num único gestor. Silval optou por nomear Eder no cargo e o peemedebista histórico José Lacerda na Casa Civil. Houve troca de farpas públicas entre o novo presidente e o diretor de Infraestrutura, Carlos Britto, o que culminou na extinção da agência e criação da Secopa, sob a alçada do governador.
Em paralelo, Silval teve que ceder espaço ao vice Chico Daltro, que passou a ter autonomia administrativa sobre o MT Fomento, Ager, Defesa Civil, Metamat e Cepromat, além do escritório de representação em Brasília, sob Eduardo Rizotto, das políticas indígenas, telecomunicações e da relação com os gestores dos 141 municípios.
Em seguida, o coronel PM Alexander Maia deixou o comando da pasta de Meio Ambiente em meio às discussões da CPI das PCHs, instalada pela Assembleia para apurar denúncia de favorecimento nas concessões das licenças para o setor expedidas pela Sema e à greve dos servidores. Para o lugar dele, foi escalado do agropecuarista Vicente Falcão. Também assumiram no staff durante o primeiro ano de governo a partir da reeleição de Zé Domingos Fraga, que entrou no lugar de Jilson de Oliveira, na secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar.
O deputado federal Eliene Lima (PSD) assumiu a secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, mas no final do ano retornou à Câmara para votar o Orçamento Geral da União para 2012, com a expectativa de retornar ao staff, assim como Pedro Henry (PP), na pasta da Saúde. Enquanto o progressista se articula para a volta na próxima semana, Eliene se vê numa saia-justa devido à sanção da Ficha Limpa para o secretariado por Silval. Por ora, a pasta está nas mãos do ex-adjunto Adriano Breunig.
O petista Ságuas Moraes havia deixado a Educação para concorrer a deputado federal, mas deu o direito à vaga para Nilson Leitão (PSDB), após o STF proferir entendimento de que os efeitos da Ficha Limpa só podem valer para as eleições de O ex-deputado petista Ságuas Moraes reassumiu a Educação, que estava nas mãos da ex-adjunta Rosa Neide. Silval também criou as secretarias de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, comandada pelo vereador licenciado Francisco Vuolo (PR), e de Justiça e Direitos Humanos, conduzida por Paulo Lessa, que surgiu após o desmembramento da Segurança Pública, que permanece sob Dióenes Curado.
Da Assembleia, o governador “cooptou” Teté Bezerra (PMDB), que assumiu a pasta de Desenvolvimento do Turismo, Antonio Azambuja (PP), para a secretaria de Esporte e Lazer, além do republicano João Malheiros para a Cultura. Completam o staff César Zílio (Administração), Edmilson dos Santos (Fazenda), José Alves Pereira (Auditoria-Geral), Pedro Nadaf (Minas e Energia), Roseli Barbosa (Assistência Social) e Osmar de Carvalho, Comunicação Social.
Eu também votei em Silval Barbosa e estou arrependido, é fraco, indeciso e incompetente. Silval nunca mais, volte p/ Matupá Silval, de onde o senhor não deveria ter saido.
Reeleição de Sinval Barbosa tá louco, Votei nele pra governo e estou arrependido e decepcionado por ajudar a eleger um Governo sem personalidade e capacidade administrativa , e ainda por cima ainda coloca na pasta importanta para a população de MT , um parlamentar acusado de participar de varios crimes politicos, ( Mensalão , Sangue sugas ) agora é torcer para não aparecer CPI das OSS - PH , , Deixo claro que não tenho nada contra as OSS e sim da forma troculenta e sem estudo e analize e imposta mesmo contra a justiça . AGORA SINVAL REELEITO NUNCA ... VOTE...
nao acredito que o silval tenha contornado alguma coisa ou crise, faz um governo sem expreçao, nao tem liderança e por fim conseguil virar o ano com a rejeiçao dos servidores da saude, onde o mesmo deixou os funcionarios sem salarios em dezembro, governador nao votei em voce mais quem votou esta arrependido voce e incom... no quisito gestao, vamos para 2012 na torcida para que algo melhore porque do jeito que vai o MT saude falido, servidores sem pagamentos so falta voltar os atrazos da folha do servidor publico do estado e isso nao vai demorar acontecer.
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O Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) esteve no centro das discussões da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) durante todo o ano de 2011. Quando a polêmica não foi a proposta da instituição para a nova composição do ICMS e a destinação de 25% do Fundo para os municípios, ficou por conta dos 30% que o governo vai repassar por ano, até 2014, para a secretaria extraordinária da Copa (Secopa), sob Eder Mores.
A “preocupação” do governo com as obras da Copa, acabou gerando a insatisfação de grande parte dos prefeitos de Mato Grosso e colocando o presidente da AMM, prefeito de Acorizal Meraldo Sá (PSD), numa verdadeira “saia justa”. Aliado do presidente da Assembleia, José Riva (PSD), que defende a destinação dos 30% à Secopa, Meraldo ficou “sem ter para onde correr”. O descontentamento dos prefeitos, segundo o presidente, se dava pelo maior repasse do fundo às cidades que compõem a Região Metropolitana, em especial Cuiabá e Várzea Grande, onde se concentrarão os investimentos para o Mundial.
Riva, por sua vez, declarou por várias vezes que ninguém sairia prejudicado e chegou a afirmar que as críticas partiam apenas de quem não sabe fazer conta. Com os “ataques” de Riva, entretanto, Meraldo acabou saindo em defesa dos prefeitos."Nós fazemos conta sim. Entendemos que as duas cidades merecem esse investimento, mas também vemos que elas não contribuem com mais do que 15% do bolo do Fethab", disparou. Além desta polêmica, contudo, a nova diretoria da AMM também apresentou a proposta para nova composição do ICMS. Seguindo um projeto do próprio presidente da Assembleia, a ideia é emplacar 25% do Fethab, junto às alterações no ICMS, utilizando como base de cálculo justamente as regras do imposto.
Hoje a distribuição do ICMS tem como critérios 75% para o valor adicionado, 5% unidade de conservação e terra indígena, 1% para área, 4% de receita própria, 4% para população e 11% para o setor social. Pela proposta, 1% de área seria extinta e a Unidade de Conservação e Terra Indígena diminuiria de 5% para 4%, sendo que a diferença iria para o indicador de queimadas. Meraldo ainda tenta convencer o governador Silval Barbosa (PMDB) a transferir esses 25%, dos 70% do fundo que fica sob a tutela do Paiaguás, para os municípios. O Fethab arrecada R$ 600 milhões ao ano, ou seja, o repasse seria de R$ 150 milhões.
O presidente, que em todas as discussões sempre fez questão de citar a “má” distribuição do Fethab, também não poupou críticas ao ex-presidente da instituição, Pedro Ferreira (PSD), durante sua gestão em 2011. Isso porque Meraldo afirma que na gestão do então governador Blairo Maggi (PR) havia disposição para distribuir 25% do fundo para os municípios, mas Ferreira não aceitou. Agora, segundo ele, Silval Barbosa (PMDB) alega não ter dinheiro.
Polêmicas à parte, contudo, a nova diretoria da instituição também teve como uma das principais metas, aproximar a associação do Governo do Estado, da Assembleia, do Ministério Público e Tribunal de Contas. Desde que Meraldo assumiu a AMM foram realizadas reuniões presenciais com Silval Barbosa, por meio dos consórcios intermunicipais de desenvolvimento econômico. Na primeira reunião, no dia 12 de abril, inclusive, os representantes dos oito consórcios municipais fizeram fila para apresentar as reivindicações ao governador.
Meraldo foi empossado presidente da AMM no dia 14 de fevereiro, com o amparo de Silval e Riva. A nova diretoria foi eleita em dezembro de 2010, com 65 votos, dos 101 prefeitos presentes. O social-democrata disputou a presidência com o então vice-presidente da entidade, prefeito de Terra Nova do Norte, Manoel Freitas (PR). Atualmente, 135 prefeitos, dos 141 municípios do Estado, participam da associação. A gestão de Meraldo termina em 2012.
om certeza a AMM teve sua marca positiva registrada em 2011, à atual diretoria representada pelo presidente Meraldo Sá, fez diferença na AMM, todavia não podemos deixar de destacar as ações feitas por esta casa durante 2011, as mudanças começaram dentro da casa, foram feitas varias modificações, divisões de salas, remanejamentos, capacitações e investimentos em funcionários, hoje temos a central de projetos visto por todos como uma das maiores e melhores mudanças acontecidas na história da AMM, foi reforçado o quadro de engenheiros, de técnicos, estagiários e menores aprendizes. A assessoria de imprensa conta com um quadro afinadíssimo de funcionários, capitaneada pela gerente Malu Souza, uma pessoa que se interessa e valoriza e cresce junto com a casa. Em 2011 foi elaborado um produto exclusivo para a casa que ficara mrcado na história da AMM, o CARTÃO PREFEITO, onde todos os prefeitos ou assessores podem acompanhar os andamentos de projetos, pareceres enfim todas a atividades desenvolvidas pela AMM, foi uma grande inovação, pois o servidor lá do seu município acompanha tudo sem se deslocar para a capital, municípios como o meu ( Vale de São Domingos), que tem uma distancia de 400 km, Rondolândia, município de Mato-Grosso que tem uma distância superior a 1000 km da capital do estado, a facilidade hoje é tanta que não será mais necessário os servidores se preocupar com deslocamentos, obviamente um ônus reduzido para os cofres das prefeituras, pois economiza –se diárias, gastos de outras naturezas e a ausência do servidores que gera uma enorme prejuízo para o município. A Associação Mato-Grossense dos Municípios só tem que comemorar as vitórias obtidas em 2011. Parabéns Meraldo Sá, Mauricio Munhoz, Lieda Rezende e todos os coordenadores, gerentes e funcionários
2011 foi o ano do municipalismo para Mato Grosso, a AMM através do esforço de toda Diretoria e funcionários, cumpriu seu papel de representante das cidades mato-grossenses, defendendo a partilha igualitária de recursos, com presença efetiva nas instituições de execução e controle dos serviços públicos. Outro fato importante foi o papel social que a AMM teve em 2011 quando quebrou o paradigma, transpondo as barreiras de apenas ser expectadora, partindo pra ação direta ao cidadão, promovendo cursos de qualificação, oportunizando a verdadeira inclusão social de jovens e trabalhadores que faziam parte de indices negativos, que qualificados tiveram acesso ao (primeiro) emprego, efetivando a cidadania para essas pessoas. Acompanhamos várias outras ações sociais pormenorizadas que certamente marcará essa nova fase vivida pela AMM e pelos Municípios que aprovam e acreditam no trabalho sério da atual gestão, que pensam no coletivo e na efetiva integração e fortalecimento do Estado de Mato Grosso.
Como diria o meu finado pai: "O diabo por si se ajunta" é o que devo dizer do Riva e do meraldo, e ainda, da corja dos puxa sacos e sangue sugas que se julgam companheiro e amigos. Deus tenha misericordia do seu Povo........porem nao muita........porque? Ora! Cada povo tem o governante que merece.
Em busca de apresentar para a sociedade uma administraçao de resultados, o Presidente Meraldo, busca junto as esferas estaduais e federais, ajudar os municipios de Mato Grosso. Com tal visão, investiu de forma adequada no setor de Engenharia, para que os recursos contemplados e os a serem pleiteados, sejam executados e não desperdiçados. Assim, como tambèm reforçou outros setores e que buscam os mesmos resultados. E para que os prefeitos tenham uma prestação de contas e um acompanhamento rapido, esta nova gestão implantou um novo sistema, o CARTAO PREFEITO, um modelo de administração que acompanha desenvolvimento tecnologico e que os prefeitos possam ter em instantes os resultados das suas solicitações e investimento na associação.
DEMOCRACIA, isto sim, resume este ano de trabalho realizado na AMM, antendendo ao municipalismo que a marca deste presidente e prefeito Meraldo, este formato de trabalho permitiu a elaboraçao de um projeto para setor têxtil , onde visa atender os municipios de economias estaguinadas e exauridas que e a realidade da grande parte do estado de Mato Grosso.
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Um ano antes das eleições municipais de 2012, deputados estaduais transformaram a tribuna da Assembleia em verdadeiro palanque político para viabilizar pré-candidaturas nos municípios. Também tiveram que apagar incêndios da gestão do ex-governador e hoje senador Blairo Maggi (PR), que ainda respingam na administração do sucessor Silval Barbosa (PMDB). Deputados que se elegeram no pleito de 2010 por grupos políticos considerados de oposição, em alianças formadas por DEM-PSDB-PTB e PDT-PSB-PPS-PV, aproveitaram para tirar uma “casquinha” dos escândalos envolvendo as gestões de Maggi e de Silval. Percival Muniz (PPS), que sonha em retornar ao comando de Rondonópolis, e Dilmar Dal Bosco, democrata que trabalha em favor da pré-candidatura do irmão Dilceu Dal Bosco, foram os principais responsáveis pelas duras críticas ao Executivo.
O ano legislativo teve início com o debate do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE). O texto foi aprovado pela Assembleia, mas diante da ameaça de veto de Silval, retornou à Casa para novos ajuste e, em 24 de abril, após 15 dias de discussões intensas, foi sancionado pelo governador Silval Barbosa (PMDB).
Em seguida, o governo enfrentou uma avalanche de greves nos órgãos estaduais, com repercussão na Assembleia, responsável pela aprovação dos novos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e reajuste salarial, reivindicados pelos servidores, que passaram a lotar as galerias da Casa. Em meio à paralisação dos servidores da Educação, o cargo da então secretária Rosa Neide passou a ser reivindicado por outros partidos nos bastidores. O presidente da Mesa Diretora, José Riva, negou o interesse do PSD na pasta, mas não deixou de desferir críticas ferrenhas à gestora e chegou a declarar que ela não tinha o preparo necessário para permanecer à frente da secretaria. A chiadeira dos parlamentares só cessou com o retorno de Ságuas Moraes à pasta, no segundo semestre de 2011, após ele perder a cadeira de deputado federal com o entendimento do STF, adotado pelo TSE, de que os efeitos da Lei da Ficha Limpa só valem a partir de 2012.
Em paralelo, o então secretário estadual de Meio Ambiente, coronel Alexander Maia, acabou deixando a pasta nas mãos do empresário Vicente Falcão, durante os trabalhos da CPI das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), instalada pela Assembleia em março para apurar suposto beneficiamento de políticos na concessão de autorizações para explorar o setor. Uma das denúncias mais grave foi feita pelo agricultor David Perin, que relatou mais de 20 irregularidades na PCH Bocaiúva. Dilmar é o relator e vai finalizar somente em 2012 os detalhes do documento que indicará quais medidas o Paiaguás precisa tomar para corrigir supostas falhas nos empreendimentos energéticos. A comissão é presidida por Percival.
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Após uma disputa que marcou a história da Defensoria Pública do Estado, André Prieto foi empossado como novo defensor-geral de Mato Grosso em 2 de janeiro do ano passado. Sua gestão em 2011, entretanto, não foi das mais tranquilas. Prieto passou seu primeiro ano de mandato brigando por mais recursos para a instituição e respondendo a ações protocoladas pela ONG Moral.
O novo defensor-geral foi escolhido pelo governador Silval Barbosa (PMDB) após uma disputa acirrada nos bastidores, com o então chefe da instituição, Djalma Sabo Mendes, hoje adjunto da secretaria extraordinária da Copa (Secopa). Djalma contava com o apoio de 22, dos 24 deputados estaduais, enquanto Prieto conseguiu o voto da maioria dos defensores, o que acabou colocando o governador em uma situação complicada até a definição por um dos nomes.
Ser escolhido para o cargo máximo da Defensoria, contudo, não foi a única dificuldade enfrentada por Prieto. Em ação protocolada em julho, representantes da ONG Moral elencaram uma série de gastos supostamente irregulares praticados pelo gestor, cujo prejuízo ao erário poderia atingir a marca dos R$ 2 milhões.
Teriam sido utilizados, por exemplo, R$ 90 mil num evento de comemoração ao dia do defensor. Prieto, por sua vez, se defendeu alegando que a ONG foi instruída por um ex-servidor do órgão exonerado por assédio moral, assim como negou o suposto gasto excessivo do duodécimo.
Outra “briga” enfrentada pelo defensor-geral, foi em relação a reivindicação do repasse de 1,5% da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para a instituição, que chegou a ser aprovado pela Assembleia, mas foi vetado por Silval Barbosa. Prieto alega que a verba que recebe não é suficiente para custear os trabalhos da Defensoria, mas mesmo com o veto continua confiante em uma reviravolta no orçamento da instituição.
O descontentamento de Prieto é tamanho, que embora ainda tenha esperança de aumentar o repasse da LDO, protocolou um documento na Casa Civil, em dezembro, solicitando um acréscimo de R$ 22 milhões ao orçamento previsto para 2012, que ficou em R$ 62 milhões. O defensor-geral também pretende ingressar com uma ação judicial para garantir a autonomia funcional, financeira e orçamentária da instituição.
Prieto foi eleito com 84 votos, 7 a mais que Djlama Mendes, que recebeu 77. O mandato de um defensor-geral, que possui status de secretário de Estado e ganha mais de R$ 15 mil mensais, tem duração de dois anos.
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Há praticamente um ano e nove meses no cargo, o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), esboça uma reação na tentativa de se colocar como pré-candidato à reeleição, mas acumula desgastes ao longo do ano, com políticas administrativas consideradas impopulares, como o aumento da tarifa do transporte coletivo e na planta genérica dos imóveis, autorização para a concessão da Sanecap, início do processo de estadualização do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, bem como o repasse das obras do PAC ao governo do Estado. Alçaldo à condição de prefeito com a renúncia de Wilson Santos (PSDB), tucano que concorreu sem sucesso ao Paiaguás em 2010, Galindo se viu obrigado a se aproximar do grupo político do governador Silval Barbosa (PMDB) ao longo de 2011 em busca de recursos.
Nesta política da “boa vizinhança”, o petebista assinou convênio de R$ 40 milhões com o peemedebista no começo do ano, no programa Multiação, com contrapartida de R$ 20 milhões da prefeitura, para limpeza das áreas urbanas e recapeamento das ruas e avenidas, com buracos que já tinham se transformado em verdadeiras crateras devido às chuvas intensas.
O “choque de gestão” prometido por Galindo não simbolizou significativos ganhos políticos, ao menos nas pesquisas de intenções de voto. Ele se manteve com elevado percentual de rejeição. Diante disso, em fevereiro o prefeito abriu espaço para o PMDB no staff, com a nomeação da advogada Tânia Barteli para a secretaria de Turismo da Capital. Ela é ex-assessora jurídica de Teté Bezerra, secretária estadual de Desenvolvimento do Turismo. Galindo também nomeou o peemedebista Mário Lúcio, ex-vereador, para a pasta da Assistência Social e Desenvolvimento Humano.
Contudo, sete meses depois, o petebista resolveu diminuir o espaço aos aliados no primeiro-escalão devido ao lançamento pelo PMDB da pré-candidatura do empresário João Dorileo Leal à prefeitura. Galindo resolveu exonerar Mário Lúcio e, no lugar dele, nomeou a publicitária Regina Kaiser, do PTB Mulher. A secretaria de Meio Ambiente e Assuntos Fundiários passou a ser comandada pelos aliados do PRTB, que indicaram Eldon Gattaz, para o posto.
No segundo e último remanejamento do secretariado, Galindo também tirou o médico Antônio Pires, alvo de duras críticas na Câmara, da Saúde, e nomeou para o cargo Lamartine Godoy, que ocupava a pasta de Governo. Este, por sua vez, foi substituído por Sílvio Fidélis, que deixou a secretaria de Desenvolvimento Urbano nas mãos do adjunto, Márcio Puga. Pré-candidato a vereador em 2012, João Emanuel (PSD) teve que ser exonerado da pasta de Meio Ambiente e Assuntos Fundiários, assim como os demais postulantes a cargos eletivos. No lugar do social-democrata, Galindo colocou Lécio Victor Monteiro, com quem chegou a trabalhar na Unic.
A Sanecap foi considerada o “calcanhar de Aquiles” de Galindo ao longo de 2011. Sob forte desgaste, o diretor-presidente da companhia, Aray Fonseca, teve que ser substituído pelo ex-secretário de Esportes e Cidadania, Moisés Dias. Porém, antes de deixar a autarquia, assumir na Assembleia, em substituíção ao titular Luiz Marinho, e trocar o PTB pelo PSD, Aray enfrentou protestos de funcionários e estudantes, revoltados com o anúncio do processo de concessão da Sanecap. Os manifestantes também encurralaram vereadores, que aprovaram a proposta, e chegaram a ocupar o prédio da Câmara, mas a chiadeira foi em vão. Mesmo com piquetes para que diários, Galindo não recuou nas políticas administrativas já anunciadas.
Se de um lado, o petebista acumula desgastes, por outro pode se recuperar em 2012 a tempo de concorrer à reeleição, caso o saldo das medidas seja positivo. Numa postura ousada, por exemplo, ele chegou a desfilar por 14 bairros, dois dias antes do Natal, em carreata com máquinas e caminhões comprados pela própria prefeitura com recursos do IPTU.
MOLINA,, RSRSRSR , ô MOLINA, defender a venda de sanecap, rsrsrrsrs,é voce mesmo molina?? meu amigo vascaino roxo???. rsrsrkkkkk só pra rir mesmo... mas... é voce mesmo MOLINA??? SE FOR, AINDA ASSIM, UM ABRAÇO AMIGO
MOLINA, como que um DAS faz o sujeito calar a BOCA, e por isso que CUIABÁ tá essa merda,o PREFEITO deu até um UNO - FIAT, para você ficar PUXANDO pra ELE. Agora que moral MOLINA você tem para dar opinião. Sua mulher não pode ficar dirigindo o caro que foi alugado para calar a sua BOCA.
Valmir Molina,sai dessa,vc lambia o saco do pinóquio e agora lambe o do chico gargamel,sai dessa coisa feia, parece coisa de vascaino voteeeê.
Em primeiro lugar quero desejar um feliz 2012 para minha amiga Andréa Haddad,excelente pessoa e repórter.Só quero discordar de uma coisa no que se refere a matéria,impopular é aquilo que não agrada ao povo,e tirando qualquer tipo de aumento de imposto ou tarifa,em todas o prefeito teve apoio popular.Na questão da Sanecap,por exemplo,quase 100% do movimento comunitário foi a favor da concessão;o mesmo pode-se dizer na questão das OSs,qualquer tentativa de mudança é válida,pois o sistema está falido,visto que Cuiabá é a única capital do país onde o Estado não arca com um Hospital;por fim,na questão da passagem de ônibus,deve-se levar em conta a questão do passe livre,onde Cuiabá é uma das três capitais a oferecer tal benefício. Percebe-se assim ,que as medidas não são impopulares,apenas na boca de falastrões como algumas liderançãs do PT e PMDB de Cuiabá,bem como de alguns políticos apresentadores de tv ou mesmo o dono de uma delas,é que demagogicamente torna-se impopular. Um abaraço também aos amigos Romilson e Patrícia, saúde e paz em 2012,pois sucesso já tem.
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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) viveu um ano de contrapontos em 2011. Em junho veio à tona um “escândalo” envolvendo conselheiros aposentados que supostamente utilizavam o direito ao reembolso de despesas médicas e hospitalares para gastos de outras naturezas, segundo ação do Ministério Público Estadual (MPE).
Já em novembro o órgão fiscalizador viveu um momento histórico com a escolha de um de seus membros, conselheiro Antônio Joaquim, como presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).
Entre os “altos e baixos” enfrentados pelo presidente do tribunal, conselheiro Valter Albano, vale destacar que o mesmo conseguiu cumprir a meta estabelecida no plano estratégico de 2011. Até novembro o órgão julgou as contas anuais de todos os gestores e órgãos públicos do Estado, que somam mais de 550. Além disso, somente em 2011 foram julgados cerca de 12 mil processos.
Entre os julgamentos mais polêmicos do órgão deste ano, está a reprovação das contas anuais da Câmara de Cuiabá, referentes ao exercício de 2010, sob Deucimar Silva (PP), com determinação de ressarcimento de R$ 1,3 milhão ao erário. O indeferimento foi baseado em irregularidades constatadas nas obras de reforma realizadas no Legislativo naquele ano e acabou resultando na abertura de um Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o vereador.
Além disso, o tribunal também reprovou as contas da secretaria estadual de Transporte e Pavimentação Urbana, sob Vilceu Marchetti e inabilitou o ex-secretário para o serviço público pelos próximos 5 anos. As principais irregularidades citadas pelo TCE dizem respeito à compra de máquinas para o programa “MT 100% Equipado”, que acabou resultando no que ficou conhecido como “escândalo do maquinário”.
Quanto ao “escândalo” envolvendo os conselheiros aposentados, o MPE entrou com uma ação pedindo que Ary Leite de Campos, Ubiratan Spinelli, Oscar Ribeiro e Gonçalo Pedroso Branco de Barros devolvessem R$ 641,3 mil. Este valor, segundo a promotoria, foi solicitado pelos conselheiros de forma irregular como ressarcimento previsto no auxílio saúde, pois foi utilizado para despesas de outras naturezas.
Outro fator que “abalou” a imagem do tribunal foram as denúncias contra o conselheiro Humberto Bosaipo, que acabou afastado do órgão pelo Superior Tribunal de Justiça. O STJ acolheu denúncia oferecida pelo Ministério Público, em que Bosaipo é investigado por crimes de peculato (apropriação, ou desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro. Desde março atua em seu lugar o auditor-substituto Luiz Henrique de Lima.
O TCE, entretanto, também inovou em 2011. Criou duas Câmaras Temáticas de Julgamento, bem como aumentou o número de vagas para auditores-substitutos de conselheiros, que passou de 3 para 7. A criação das Câmaras atendeu a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que orientou os TCEs de todo o país a manter simetria com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Neste ano também foi escolhido o novo presidente do tribunal, José Carlos Novelli, que tomará posse nesta segunda (2), assim como o restante da Mesa Diretora do biênio 2012/2013, que terá como vice o conselheiro Alencar Soares e na corregedoria-geral o conselheiro Antonio Joaquim. Novelli foi empossado no cargo de conselheiro em julho de 2001 e já presidiu a instituição no biênio 2006/2007.
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Em menos de seis meses o comando da prefeitura de Várzea Grande mudou 4 vezes, todas por suspeita de corrupção ou briga pelo poder, sendo que em apenas dois meses, três prefeitos chegaram a assumir o Paço Couto Magalhães. O “troca-troca”, que trazia um secretário diferente para cada pasta de 15 em 15 dias, aumentou a crise no município e gerou uma instabilidade política e administrativa que começou em março e só teve fim em julho, quando a Justiça afastou novamente o prefeito Murilo Domingos (PR) do cargo, por ato de improbidade administrativa.

Tudo começou em 2 de março, quando os vereadores afastaram Murilo e seu vice Tião da Zaeli (PSD) dos cargos por 180 dias, baseados na reprovação das contas anuais de 2009 da prefeitura, seguindo parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que apontou 70 irregularidades. Com o afastamento, quem assumiu o comando da prefeitura foi o presidente da Câmara, João Madureira (PSC). Sua permanência no cargo, contudo, não durou muito tempo.
Isso porque em 11 de abril o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, José Luiz Lindote, determinou a extinção da Comissão Processante que os afastou, bem como o retorno imediato de Zaeli ao cargo e como prefeito. O próprio magistrado já havia afastado Murilo do cargo por suposto ato de improbidade administrativa em 6 de abril.
Ainda no dia 11, entretanto, os vereadores instauraram uma nova Comissão Processante a afastaram Zaeli do cargo mais uma vez. Desta vez, o critério para o afastamento foram supostas irregularidade cometidas em 2009, no período que esteve à frente da prefeitura. Mas em 13 de abril, o juiz da 2° Vara determinou novamente seu retorno ao cargo de prefeito e, desta vez, manteve as investigações da Comissão.
Então, quando as coisas pareciam que iam começar “a andar” em Várzea Grande, o juiz-auxiliar do Tribunal de Justiça (TJ), Antônio Horácio da Silval Neto, revogou a decisão de Lindote e devolveu o cargo de prefeito a Murilo, enquanto Zaeli nomeava seu novo staff. Depois de três meses de “calmaria”, contudo, o juiz da 3° Vara de Fazenda Pública de Várzea Grande, Onivaldo Budny, afastou Murilo Domingos do cargo novamente e mais uma vez por suposto ato de improbidade administrativa. Na mesma decisão, o magistrado suspendeu os direitos políticos do republicano por 5 anos.
Com isso, Zaeli assumiu a prefeitura pela segunda vez em 2011 e continua “firme e forte” no cargo desde julho. Murilo, por sua vez, travou uma batalha na Justiça na tentativa de voltar ao comando do Executivo e após várias derrotas em primeira e segunda instância, conseguiu ter seu recurso negado até mesmo no Supremo Tribunal Federal (STF). Murilo também teve seu mandato extinto pelos vereadores duas vezes, uma delas conseguiu reverter, mas a outra continua valendo. Dessa forma, além de afastado, o republicano termina o ano sem mandato.
Quem mais perdeu com todo esse vai e vem de prefeitos e secretários, todavia, foi a população. A falta de infraestrutura, de saneamento básico, de iluminação, de saúde, de educação, de segurança, a falta de gestão, se intensificou ainda mais no município, assim como a perda de recursos e de investimentos.
Em 2012, por sua vez, o que não deve faltar são interessados na disputa pelo comando do Paço Couto Magalhães. Hoje, Várzea Grande tem uma verdadeira "inflação" de pré-candidatos. Dentre eles, o próprio Zaeli, o deputado estadual Wallace Guimarães (PMDB), o secretário estadual de Cidades Nico Baracat (PMDB), o filho do deputado federal Júlio Campos (DEM), Júlio Neto, o senador Jayme Campos (DEM) e até mesmo o coronel PM Perry Taborelli da Silva Filho (ainda sem partido).
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O Ministério Público Estadual (MPE) esteve no centro das discussões sobre o modal de transporte coletivo escolhido para Cuiabá e Várzea Grande, em 2011. O coordenador do grupo de Fiscalização das Obras da Copa do Mundo e promotor de Justiça Clóvis Almeida, chegou a ameaçar a tentativa de “barrar” a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) no Estado pela falta de transparência das obras. A “resistência” do MP em aceitar o sistema de transporte gerou descontentamento no Executivo e Legislativo.
Esse embate, entretanto, não foi o único protagonizado pela promotoria neste ano. Após comprar briga com os deputados estaduais ao apontar falhas no projeto do Zoneamento Socioeconômico Ecológico do Estado (ZSEE), aprovado pelo Legislativo, o promotor de Justiça, Domingos Sávio, trocou farpas com o presidente da Assembleia, José Riva (PSD), ao criticar a escolha do VLT. O modal sempre foi a preferência “escancarada” do social-democrata, do secretário extraordinário da Copa, Eder Moraes e do próprio governador Silval Barbosa (PMDB).
Em audiência realizada no Parlamento, o promotor subiu a tribuna como cidadão e defendeu com “unhas e dentes” o BRT, primeiro sistema escolhido, ainda durante o governo Blairo Maggi (PR), provocando o descontentamento na Casa. Riva, inclusive, não se conteve e rebateu as críticas de Domingos Sávio publicamente. Pouco antes de acabar o novembro, porém, o polêmico promotor começou a mudar de postura e chegou a elogiar os trabalhos de Eder à frente da secretaria.
Clóvis Almeida, por sua vez, declarou que entraria com uma ação da justiça caso não obtivesse informações sobre o VLT e declarou, em setembro, ter certeza que sequer existia projeto do sistema. Outra crítica do promotor foi em relação à constante troca de presidente da extinta Agecopa, que chegou a ser comandada pelo ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PDT), em seguida pelo então diretor de Infraestrutura, Yênes Magalhães, e por último, Eder Moraes. Em novembro, mesmo com tudo definido, o promotor ainda insistia que o VLT deveria ser retirado das obras da Copa do Mundo por não ser um projeto essencial.
Não foram apenas assuntos relacionados ao Mundial de 2014, contudo, que marcaram o ano da promotoria. Os pedidos de afastamento de prefeitos por denúncias de atos ilícitos também cresceram, sendo cinco deles acatados pela Justiça. Os gestores dos municípios de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), de Itiquira, Ernani José Sander (PSDB), de Campinápolis, Altino Rezende (PR) e de Barra do Bugres, Wilson Francelino de Oliveira (PDT), acabaram afastados da administração por supostos atos de improbidade administrativa. Além deles, o MP também conseguiu o afastamento do prefeito de Tangará da Serra, Júlio César Ladeia (PR), que teve seu mandato cassado pelos vereadores do município.
O MPE é comandado pelo procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra de Carvalho, que foi reconduzido ao cargo em 10 de março para mais 2 anos de mandato.

Os tucanos foram os únicos parlamentares a utilizar, em 2011, a prerrogativa de ficar apenas 30 dias fora do Legislativo em benefício de seus suplentes. A manobra é possível desde que o Regimento Interno foi alterado, em abril. A antiga regra previa que para convocar o próximo na lista de suplência, o vereador precisaria se licenciar por pelo menos 121 dias.
A lei foi estreada pela vereadora Lueci Ramos (PSDB), que ficou um mês fora para que o sobrinho do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido), Leonardo de Oliveira (PTB), não deixasse a Câmara. Ele havia perdido a cadeira depois que Edivá Alves (PSD) deixou a secretaria de Trânsito e Transporte Urbano para retornar ao Legislativo.
Cinco meses depois foi a vez de Antonio Fernandes (PSDB) desfrutar da licença reduzida. Ele saiu no início de dezembro para beneficiar o quinto suplente da coligação Itamar Will, o Itamar do Pedra 90 (PSDB). A saída foi fruto de muita negociação, já que o tucano chegou a declarar que não tiraria licença em 2011. Além disso, os quatro nomes à frente de Itamar na lista de suplência precisaram ser convencidos de ceder a vaga.
Lueci e Fernandes, no entanto, não foram os únicos que se licenciaram em 2011. A Câmara de Cuiabá teve seus trabalhos marcados por muito troca-troca de vereadores. Entre os motivos estavam, principalmente, acordos políticos, uma vez que os votos dos suplentes também colaboraram para a vitória dos titulares nas urnas.
Uma das saídas mais polêmicas foi a do titular Néviton Fagundes (PTB). Ele pediu licença por 60 dias no final de outubro para beneficiar Marcrean do Santos (PRTB), presidente do partido de qual ele se desfiliou para compor a base do prefeito Chico Galindo (PTB). A posse de Marcrean, no entanto, causou uma verdadeira guerra com Edemir Xavier (PTdoB), que garantia ser o primeiro suplente.
O presidente do PRTB, por sua vez, afirmava que Xavier havia sido expulso do partido e, por isso, não teria direito a vaga de Néviton. Xavier chegou a ingressar com um mandado de segurança, mas a Justiça sequer teve tempo de conceder a liminar. Para impedir que ele assumisse a cadeira, o presidente da Câmara Júlio Pinheiro (PTB) articulou e conseguiu a suspensão da licença de Néviton. A manobra rendeu mais polêmica, já que, de acordo com o Regimento Interno, o parlamentar não pode retornar ao cargo antes de cumprir o prazo para o qual se licenciou.
Outro vereador que participou do rodízio foi Adevair Cabral (PDT), que preferiu não optar pelos 30 dias a que tinha direito longe do Legislativo. Com a justificativa de precisar de tratamento médico, o parlamentar solicitou 61 dias de afastamento. O suplente Paulinho Brother (PDT), contudo, acabou contemplado com cerca de 90 dias. Acontece que Adevair "esticou" a licença por um mês a mais que o previsto.
Neste ano houve também a volta de vereadores que tinham deixado as cadeiras para assumir secretarias no staff do município. Paulo Borges(PSDB) ficou por 10 meses na pasta de Infraestrutura, mas não aguentou a pressão, inclusive de membros de seu partido, e resolveu voltar ao Legislativo. O suplente Thiago Nunes (PSDB), sobrinho da ex-deputada Chica Nunes (DEM), acabou perdendo a cadeira.
Edivá também retornou após dois anos à frente da secretaria de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU). O titular Clóvis Hugueney (PTB), o Clovito, completou o "time". Depois de ficar cinco meses de licença por questões de saúde pediu sua vaga novamente. Seu suplente era o petebista Carlos Haddad.
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Após a posse de Júlio Pinheiro (PTB) na presidência da Mesa Diretora, vereadores da Câmara de Cuiabá protagonizaram discussões polêmicas, como a autorização para a concessão do serviço de tratamento de água e coleta de esgoto, o reajuste de até 200% na planta genérica dos imóveis, base de cálculo do IPTU, a negativa ao retorno do ex-vereador Ralf Leite (PRTB), que tentava anular a cassação do mandato, e, por fim, a instalação de uma CPI para investigar o ex-presidente da Casa, vereador Deucimar Silva (PP), que teve a prestação de contas de 2010 reprovadas pelo TCE.
Como de costume, a Câmara foi alvo de polêmicas ao longo de 2011. Em apenas um ano, o prédio da Casa foi invadido duas vezes, sendo a primeira logo em janeiro, quando três pessoas furtaram o computador do departamento de Recursos Humanos. A investigação constatou o envolvimento de funcionários. Em maio, um assaltante chegou a trocar tiros, antes de fugir sem conseguir levar nada. Não houve feridos. O que chama a atenção é que "desapareceram" do registro das câmeras de segurança justamente os seis minutos em que aconteceu a ação, segundo o vereador Antônio Fernandes (PSDB).
O próprio tucano e a colega de bancada Lueci Ramos também denunciaram terem sofrido supostas ameaças de morte por pessoas que, segundo eles, se dizem ligadas ao ex-presidente da Mesa Diretora, vereador Deucimar Silva (PP). O progressista negou envolvimento nos episódios, investigados pela Polícia Civil.
Em agosto, servidores da Sanecap e estudantes encurralaram os vereadores em plenário para protestar contra a proposta de autorização da concessão da companhia de saneamento, que acabou aprovada após muita polêmica. Um dia depois, eles continuaram a vigília na praça Pascoal Moreira Cabral, seguiram rumo ao Alencastro, mas as manifestações foram em vão.
Apenas duas empresas apresentam proposta para concessão
Fora isso, o TCE constatou suposto superfaturamento em até 1.000% na reforma do telhado da Câmara. A obra foi realizada em 2009, na gestão de Deucimar, condenado a restituir os cofres públicos em R$ 1 milhão. Ele agora é algo de uma CPI, composta por Edivá Alves (PSD), presidente, Misael Galvão (PR), relator, e Arnaldo Penha, membro. Os trabalhos estão suspensos em função do recesso parlamentar. O promotor Clóvis de Almeida Júnior também vai analisar o relatório encaminhado pelo TCE para decidir se vai oferecer ou não denúncia.
Em dezembro, os vereadores fecharam o ano com “chave de ouro” ao embolsar R$ 14 mil de diferença da verba indenizatória, que passou de R$ 8 mil para R$ 15 mil em outubro. O projeto foi aprovado em regime de urgência. Cada um dos 19 parlamentares têm salário de R$ 10 mil, mais R$ 17 mil para contratação de pessoal, acrescidos dos R$ 15 mil da verba indenizatória, recurso que, na teoria, é utilizado para arcar com as despesas do mandato. Somando-se tudo, cada vereador custa R$ 42 mil por mês aos cofres públicos. A folha de pagamento da Câmara gira em entorno de R$ 798 mil. A partir de 2013, com a entrada de mais seis parlamentares, vai ultrapassar R$ 1 milhão.
Em 2011, pela primeira vez a Câmara realizou concurso público. Foram abertas 98 vagas para os níveis superior e médio. Os salários vão de R$ 1,6 mil a R$ 3,6 mil. O certame atendeu à determinação do TCE.

Oito suplentes tiveram a chance de legislar na Assembleia, em um ano de acaloradas discussões sobre a Copa do Mundo de 2014. Em 1º de fevereiro de 2011, os 24 deputados eleitos foram empossados. No mesmo dia, José Riva (PSD), reconduzido para o quinto mandato na Casa, conquistou novamente a presidência da Mesa Diretora, tendo Sérgio Ricardo (PR) na condição de 1º secretário. O rodízio entre suplentes e titulares começou após a definição dos membros da Mesa. João Malheiros (PR), Antonio Azambuja (PP) e Teté Bezerra (PMDB) foram nomeados secretários de Estado e assumiram, em 1º de janeiro, as pastas de Cultura, Esportes e Turismo, respectivamente. Eles tiveram de ser exonerados dos cargos no Executivo para serem empossados na AL e, em seguida, pediram afastamento para retornar às secretarias.
No lugar deles, assumiram os republicanos Odanir Bortolini, o Nininho, e Emanuel Pinheiro e Luis Magalhães (PSD). Em março, após três meses de negociações, Zé Domingos Fraga, à época no DEM e hoje no PSD, foi empossado na secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), o que abriu espaço na AL para o social-democrata Gilmar Fabris. Ele assumiu e logo se licenciou para que o tucano Carlos Avalone continuasse relatando o orçamento do Estado para 2012. Em 29 de novembro, porém, Fabris retornou à Casa sob suspeita de ser motivado pela imunidade parlamentar do cargo. O deputado nega.
Quinze dias após a volta de Fabris, a Delegacia Fazendária deflagrou a Operação Cartas Marcadas para cumprir mandados de prisão temporária, um deles contra o concunhado do parlamentar, o advogado Ocimar Carneiro de Campos, e de busca e apreensão, sendo um deles na casa de Fabris em Cuiabá e outro na chácara dele, em Ribeirão Preto, por suposto envolvimento no esquema de pagamento irregular de cartas de crédito pelo governo do Estado.
Os rodízios e desgastes não param por aí. Em março, com uma liminar em mãos, o quarto suplente da coligação PT-PMDB-PR, Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), conseguiu ser empossado no lugar de Teté com o argumento de que a vaga, em caso de afastamento do titular, pertencia ao partido individualmente e não às legendas do arco de alianças. Para que Emanuel, segundo suplente da coligação, continuasse legislando, Mauro Savi (PR) teve que pedir licença. A liminar concedida ao peemedebista foi revogada num segundo momento devido ao entendimento contrário proferido pelo STF.
Como a medida judicial foi expedida antes de Savi protocolar o pedido na Mesa, o terceiro suplente Alexandre César (PT) assumiu a vaga de titular. Baiano Filho (PMDB), por sua vez, pediu licença para que o Daltinho continuasse legislando, mas retornou no segundo semestre.
Palhaçada, enganação, estelionato eleitoral e falcatruas desses deputados que acham que a população é besta para aceitar essas negociatas imorais que beneficiam apenas a eles. se não querem trabalhar pelo povo, PEGUEM SEU BONEZINHOS E VÃO PRA CASA E NUNCA VOLTEM, nós agradecemos!!!!! A Camara de Cbá vai receber a resposta neste ano pelas suas falcatruas e a próxima será a Assembléia Legislativa...
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O governador Silval Barbosa (PMDB) tem muito o que comemorar neste ano. No final de março ele assumiu o comando do Paiaguás e conseguiu costurar uma ampla coligação, que o ajudou a se reeleger ainda no primeiro turno. O feito era tido como difícil por muitos tendo em vista a força política do empresário Mauro Mendes (PSB) e do ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB), que também estavam no páreo.
O peemedebista conseguiu liquidar a fatura em 3 de outubro após obter 759.805 votos. Ao vencer no 1º turno, Silval manteve uma tradição. Foi assim com os últimos cinco governadores que foram submetidos à eleição direta, sendo eles Júlio Campos (DEM), Carlos Bezerra (PMDB), Jayme Campos (DEM), Dante de Oliveira (PSDB) e Blairo Maggi (PR), os dois últimos reeleitos.
Assim, Wilson, que renunciou ao comando da Prefeitura de Cuiabá para disputar a vaga, amargou a derrota e ficou sem mandato. Hoje o Palácio Alencastro está sob Chico Galindo. Mendes, por sua vez, teve de “engolir” mais uma derrota. O empresário entrou na vida política em 2008, quando disputou, sem êxito, a prefeitura da Capital. Desta vez, estava convicto que ao menos chegaria ao segundo turno, mas “morreu na praia”.
Já na Câmara Federal, 2010 marcou a saída de cena de algumas figuras, que já eram tidas como favoritas a uma das 8 vagas destinadas à bancada mato-grossense. A viúva de Dante de Oliveira, Thelma de Oliveira (PSDB), havia ficado apenas com a primeira suplência de sua coligação que, em princípio, elegeu Júlio Campos (DEM) e Nilson Leitão (PSDB), mas horas antes da diplomação o ex-prefeito de Sinop dormiu eleito e acordou sem o “trono”, por isso, ela amargou a 2º suplência.
Se entre os tucanos o clima era de tristeza, já que o partido encolheu ainda mais em Mato Grosso, no PP todos comemoraram as decisões favoráveis a Pedro Henry. Ele conseguiu homologar o seu nome descongelando seus votos e assim, assegurou mais um mandato. Entre as principais lideranças petistas, o único a comemorar foi o ex-secretário de Educação, Ságuas Moraes, que garantiu definitivamente a sua vaga após a saída de Leitão da lista de eleitos.
Ocorre que se a Justiça descongelasse os votos do tenente Willian Dias (PTB), o petista perderia a cadeira. Já a senadora Serys Marly e o deputado federal e presidente do PT Carlos Abicalil morreram abraçados neste pleito. No início do ano, eles se degladiaram para decidir quem disputaria a senatória. Abicalil levou a melhor e Serys chegou a avisar que deixaria a vida pública. Por fim, concorreu à Câmara Federal, mas não pediu votos para o seu desafeto. O resultado do racha interno pode ser vito nas urnas, nenhum dos dois se elegeu.
Apesar dos democratas não terem muito o que comemorar, já que participaram da coligação de Wilson, eles conseguiram emplacar Júlio Campos, que após ser conselheiro do TCE e disputar sem êxito a Prefeitura de Várzea Grande, conseguiu mostrar a sua força no Estado. Outro cacique que conseguiu permanecer no poder, mesmo entrando mudo e saindo calado de seus programas eleitorais, foi Carlos Bezerra. Ele é o mais velho da bancada mato-grossense que toma posse na Câmara Federal em fevereiro e durante a corrida eleitoral utilizou o tempo destinado a ele nas TVs e rádios para exibir jingles que contavam a história de sua vida, mas não apresentou nenhuma proposta. Wellington Fagundes, por sua vez, foi o vais votado e conseguiu emplacar o seu sexto mandato com 145.460 votos. Dos 7 deputados federais, que buscaram a reeleição, apenas Thelma foi reprovada nas urnas.
No Senado, a surpresa foi a eleição do ex-procurador da República Pedro Taques, que nas primeiras pesquisas de intenção de voto figurava como quarto colocado. Na época perdia para Antero Paes de Barros e para Abicalil, mas no final acabou desbancando os dois. Com 708.440 votos assegurou uma das duas vagas. Já o ex-governador Blairo Maggi (PR) teve 1.073.039 e se sagrou como o senador mais votado da história de Mato Grosso.
A região Norte, que é a que mais se desenvolve economicamente no Estado, saiu fortalecida das eleições deste ano. Por outro lado, o Araguaia, que já é conhecido como o Vale dos Esquecidos, não tem o que comemorar e ficará sem nenhum porta-voz na Assembleia Legislativa. Até fevereiro, o representante da região é Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), que foi reprovado nas urnas na tentativa de reeleição. O Nortão, por sua vez, terá a ajuda de 7 parlamentares estaduais nos próximos 4 anos.
A Baixada Cuiabana também perdeu espaço durante as eleições, mas, mesmo assim, em 2010 emplacou 6 dos 24 parlamentares. A região Sul terá 4 e a Oeste 3. Outro fato que chama a atenção na lista de eleitos é que apenas 8 parlamentares nasceram em Mato Grosso. Seis são de São Paulo, quatro do Paraná, dois de Santa Catarina, dois do Espírito Santo. Um veio do Rio Grande do Sul e outro de Mato Grosso do Sul. O mais velho do grupo é o cuiabano João Malheiros, que assumirá o comando da secretaria estadual de Cultura.
O PR do ex-governador Blairo Maggi conseguiu manter a maior bancada na Assembleia e 6 parlamentares, seguido pelo PP e PMDB, que elegeram 5, cada um. Já o PT, que neste ano viveu uma crise interna por causa da briga da senadora Serys Marly com o deputado federal Carlos Abicalil, encolheu e só conseguiu reeleger Ademir Brunetto. Em 2006, a sigla havia emplacado dois nomes: Brunetto e Ságuas Moraes, que assumiu a secretaria estadual de Educação, favorecendo Alexandre César. Neste ano, Ságuas foi eleito deputado federal e o colega de partido não obteve êxito.
Nas eleições de 2010, o índice de de renovação na Assembleia foi de 37,5%. Dos 24 deputados estaduais eleitos, 9 são novatos, mas já possuem alguma trajetória política. São eles: os ex-prefeitos de Reserva do Cabaçal, Ezequiel da Fonseca (PP), e de Alta Floresta, Romoaldo Júnior (PMDB), o ex-secretário estadual de Esportes, Baiano Filho (PMDB), a ex-deputada federal e esposa do deputado federal reeleito Carlos Bezerra, Teté Bezerra (PMDB), o irmão do deputado estadual Dilceu Dal Bosco (DEM), Dilmar Dal Bosco (DEM), que disputou sem êxito o posto de vice de Wilson Santos (PSDB) na corrida ao Paiaguás, o irmão do prefeito de Primavera do Leste Getúlio Viana (PR), Zeca Viana (PDT), a esposa do ex-prefeito de Juara, Oscar Bezerra (PSB), Luciane Bezerra (PSB), o ex-vereador por Cuiabá, Luiz Marinho (PTB) e o ex-deputado cassado por infidelidade partidária, Walter Rabello (PP).
Luciane, inclusive, é a mais jovem com 36 anos e a mais rica tendo um patrimônio de R$ 15,1 milhões. Dos 24 eleitos, 4 não vão legislar no próximo ano porque vão integrar o staff do governador Silval Barbosa (PMDB). José Domingos Fraga vai para a pasta de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familia eTeté assume o Turismo. Já Malheiros ficará na Cultura e Antônio Azambuja foi destacado pelo PP para ficar à frente da secretaria de Esportes e Lazer.
Como a disputa por uma vaga na Assembleia é bastante acirrada, os trabalhos na Assembleia foram comprometidos e os deputados diminuíram o número de sessões.Preocupados com a eleição, eles dedicaram grande parte de seu tempo para buscar votos, mas também tiveram tempo para aprovar projetos polêmicos, como o que implementa o Zoneamento Sócioeconômico e Ecológico no Estado. A proposta era tida como a “menina dos olhos” do ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR), mas é alvo de muitas críticas de ambientalistas porque o documento final, apreciado pelos parlamentares, beneficiaria apenas os ruralistas. A proposta é discutida desde 2008 e até agora o governador Silval Barbosa (PMDB) não sancionou o projeto, que pode ser vetado.
Outra votação que causou bastante alvoroço ocorreu no apagar das luzes e elevou em 61% o salários dos deputados estaduais, num efeito cascata devido ao reajusta aprovado por deputados federais e senadores. Além de aumentarem seus subsídios para de R$ 13,5 mil para R$ 20 mil, os parlamentares elevaram os salários do governador Silval Barbosa (PMDB), do seu vice Chico Daltro (PP), e todos os secretários de Estado para R$ 15 mil. Em 2010, os deputados analisaram 1.158 proposições, sendo que 502 de resolução, 2.644 de lei, 230 leis complementares e 579 requerimentos.
E para complicar a nossa situação do Vale do Araguaia, o governador Silvar Barbosa não fez a mínima questão e nem teve interesse de nomear nenhum nome da regiao do Vale dos Esquecidos para compor sua equipe do primeiro escalão. Durante a campanha ele marcou presença forte por aqui, ganhou folgadamente em Barra do Garças tanto no primeiro como no segundo turnos e taí a resposta dele: ficamos de fora. Lamento profundamente a atitude do governador e olha que votei nele.
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O ano de 2010 marcou o fim da gestão republicana de Blairo Maggi e o início da era Silval Barbosa (PMDB). Após ficar quase 8 anos à frente do Paiaguás e deixar o cargo com um alto índice de aprovação, o republicano resolveu trilhar novos caminhos e, ao obter 1.073.039 votos, se consagrou como o senador mais votado da história do Estado. Com estilo mais técnico que político, Maggi fez história e conquistou os mato-grossenses, principalmente, devido ao alto investimento na pavimentação e recuperação de estradas e construção de casas.
Em 31 de março, ele deixou o comando do Estado numa solenidade acompanhada ao vivo por milhares de mato-grossenses. A cerimônia foi marcada pela emoção e tanto Maggi quanto Silval não esconderam as lágrimas. O ex-prefeito de Matupá entrou para a história como o 11° a ocupar a cadeira de governador e terceiro vice a assumir a condição de chefe do Executivo para conclusão do mandato nos últimos 30 anos, desde o processo de divisão territorial, que se efetivou em 1979 com o surgimento do vizinho Mato Grosso do Sul. Meses mais tarde, em 3 outubro, foi reeleito ainda no primeiro turno e vai comandar Mato Grosso pelos próximos 4 anos.

Blairo Maggi deixa o comando do Palácio Paiaguás em 31 de março e passa a missão a Silval Barbosa
Em meio à transição dos governos “estourou” o escândalo do maquinário, apontado como o mais grave dos governos Maggi e Silval. Em fevereiro deste ano Maggi entregou 705 máquinas referentes ao programa “Mato Grosso 100% Equipado”. Com financiamento do BNDES e sem emendas parlamentares, o governo comprou por R$ 241 milhões 705 máquinas do tipo pá-carregadeira, escavadeira hidráulica e motoniveladora, caminhões basculante e cavalo-mecânico.
Dias depois começou a ser ventilada a possível existência de irregularidades e, após a conclusão de uma auditoria encomendada pelo republicano, pouco antes de deixar o Paiaguás, foi revelada a existência de um superfaturamento de R$ 44 milhões. Em meio às investigações caíram dois secretários: o de Administração, Geraldo De Vitto, e o de Infraestrutura, Vilceu Marchetti. Ambos vieram a ser denunciados com mais empresários pelo Ministério Público na esfera criminal e a promotora Ana Cristina Bardusco analisa toda a documentação e perícias para propor as ações criminais cabíveis.
Deflagrada em 5 de maio, a Operação Jurupari também causou problemas à gestão Silval. Ocorre que entre os presos estavam o seu chefe de gabinete Silvio Corrêa, o ex-secretário de Meio Ambiente Luiz Henrique Daldegan e o ex-adjunto de Desenvolvimento Florestal da pasta de Desenvolvimento Rural Afrânio Migliari. Todos foram apontados como membros de uma quadrilha que praticava crimes ambientais no Estado. Diante da situação delicada, Silval teve de exonerar os servidores envolvidos. Além deles, figuras como a esposa do ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva (PP), Janete Riva, e o ex-deputado federal e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, Ubiratan Tom Spinelli, também foram presos.
Após o maquinário, a Jurupari e conseguir a reeleição, Silval passou a costurar o seu secretariado. A missão era complexa tendo em vista o grande arco de alianças que se formou ao redor dele. Até mesmo o DEM, que foi oposição durante o pleito, apoiando a candidatura de Wilson Santos (PSDB), conseguiu ficar com uma cadeira. O escolhido foi o deputado José Domingos Fraga, que assume a pasta de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, beneficiando o 1° suplente Gilmar Fabris que, mesmo sem mandato, vai legislar.
Durante todas as articulações o maior debate ocorreu entre os líderes do PP que acabaram por indicar o deputado federal Eliene Lima à pasta de Ciência e Tecnologia. A confusão interna ocorreu porque o vice de Silval, Chico Daltro, “bateu duro” para ficar com a vaga. A estratégia do PP, entretanto, era beneficiar o máximo de suplentes possível, por isso, além de Eliene, foi indicado à Saúde o também deputado federal Pedro Henry. Com a saída deles, ganharam a chance de assumir uma cadeira na Câmara Federal Roberto Dorner e Neri Geller.
A surpresa final do secretariado de Silval ocorreu no final da tarde desta quarta (29), quando o defensor-geral Djalma Sabo Mendes foi anunciado como secretário Extraordinário de Governo. Ele passa a integrar o staff de Silval, após tentar, sem êxito, a reeleição ao cargo. Por fim, foi derrotado por André Prieto. A escolha dele pôs fim ao emaranhado de articulações para a formação do novo staff de Silval. O PR que possui a maior bancada na Câmara Federal com 2 deputados, 1 senador, além de 6 deputados estaduais, conseguiu indicar seis secretários. Já o PMDB de Silval ficou com uma cota de 4 pastas, enquanto o PP de Chico Daltro, indicou 3 nomes. O PT e o DEM emplacaram Rosa Neide na Educação e Domingos Fraga na de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, respectivamente.
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Neste ano Mato Grosso lamentou a perda de duas figuras políticas históricas. O primeiro foi o ex-governador José Manuel Fontanilas Fragelli. Ele faleceu aos 95 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, em 30 de abril, na cidade de Aquidauana, Mato Grosso do Sul.
Fragelli comandou o Estado, foi deputado estadual, federal, chegando ao ápice político como presidente do Senado. Na época, ele deu posse interinamente ao vice-presidente José Sarney, devido à doença de Tancredo Neves, como presidente da Nova República. Em 1973, numa homenagem ao ex-governador, o estádio Verdão, em Cuiabá, recebeu o seu nome. Neste ano, a arena esportiva foi implodida para a construção de um novo palco esportivo, que sediará alguns jogos da Copa de 2014.
Além de Fragelli, faleceu neste ano o ex-deputado federal Bento Porto em decorrência de um câncer de próstata. Nascido em Poxoréu, o ex-parlamentar morreu em 19 de setembro aos 68 anos. Durante a sua trajetória política, Porto foi secretário de Planejamento e de Saúde nas gestões dos governadores Garcia Neto e José Fragelli, respectivamente. Já como deputado federal, ele foi considerado um dos mais engajados de Mato Grosso, tendo apresentado projetos como a implantação de um Fundo Nacional para o Primeiro Emprego.
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De suplente a presidente da Câmara de Cuiabá. Esta foi à trajetória relâmpago, em 2010, do petebista Júlio Pinheiro, que viu a sua vida mudar completamente da noite para o dia. Em princípio, Pinheiro vinha legislando devido a um rodízio com o colega de partido Clovito Hugueney. Ele se efetivou no início de agosto, quando Ivan Evangelista (PPS) foi cassado por compra de votos, praticada em 2008.
Na época, o socialista era candidato a Assembleia Legislativa e era o principal articulador da candidatura de Adevair Cabral (PDT) a presidência da Mesa Diretora. Sem Evangelista, o pedetista perdeu força na costura de apoios e Pinheiro ganhou o espaço que precisava. Ele iniciou uma verdadeira corrida contra o tempo para cooptar o número de vereadores necessários para vitória e o que se viu foi uma sequência de fatos polêmicos.
Os parlamentares brigaram entre si, o presidente da Casa Deucimar Silva (PP) chegou a afirmar que existiria um vídeo mostrando a compra de apoio político, mas, por fim, os ânimos se acalmaram e em 1° de setembro Pinheiro se sagrou o novo presidente da Casa ao obter 13 dos 19 votos.
Desde então, Pinheiro e Deucimar travam uma briga interna e silenciosa. O progressista, que encerra seu mandato de 2 anos à frente da Casa em 31 de dezembro, reforça que conseguiu recuperar a imagem da Câmara, reformou o prédio e que as contas estão em dia. Já Pinheiro prefere a política da boa vizinhança e promete fazer uma gestão conciliadora. O progressista responde administrativamente pela Casa até sexta (31), mas desde o último dia 23, deixou seu gabinete.
Além de protagonizar muitas brigas, os parlamentares aprovaram projetos polêmicos como o.que obriga todos os sites, jornais e similares a exigir a identificação dos leitores que fazem comentários nas matérias, sob pena de serem multados em 500 UFIRs caso desrespeitem a lei municipal. Também trocaram nome de ruas, de praças, além da instituição do dia da reciclagem, o dia do moto-táxi, semana de bandas e fanfarras. O que mais causou alvoroço foi o que altera o nome da Avenida XV de Novembro. Conforme relatório da CCJ, o Legislativo recebeu 314 projetos, dos quais 26 ainda não foram à votação.
Por outro lado, os vereadores levantaram um importante debate na Capital depois que o vereador Toninho de Souza (PDT) denunciou a existência de uma suposta máfia da seca. Após muita polêmica, o prefeito Chico Galindo (PTB) se comprometeu a sanar as irregularidades e os vereadores desistiram da instauração de uma CPI para investigar o caso. Além de Toninho, comandaram as investigações o tucano Antônio Fernandes e Chico 2000 (PR).
O ano de 2010 definitivamente foi dos suplentes na Câmara de Cuiabá. Além de Pinheiro, que se efetivou na vaga, conseguiram sentir o “gostinho” de legislar o empresário José Maria Barbosa, o Juca do Guaraná (PP). Ele foi empossado em 16 de julho e permaneceu na Casa até setembro, conbindo licença médica do vereador Leve Levi (PP). Já o tucano Roosivelt Coelho conseguiu provocar uma cena inusitada. Ele está no parlamento desde o início de 2009, quando Edivá Alves (PSDB) assumiu o comando da pasta de Trânsito e Transporte Urbano.
Ocorre que neste ano ele resolveu se licenciar por 121 dias para ajudar o ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB) na corrida ao Paiaguás. Como o afastamento dele foi para tratar de problemas particulares, Deucimar não convocou o segundo suplente Tiago Nunes (PSDB) e a Câmara ficou com 18 vereadores por um bom tempo. Roosivelt só conseguiu voltar mais cedo porque Edivá teve de retornar a Casa para ajudar Pinheiro a se eleger.
Assim, ele reassumiu o posto em 14 de setembro. O último suplente a conseguir uma vaga no Legislativo foi o próprio Tiago. O sobrinho da deputada estadual Chica Nunes (DEM) conseguiu estrear em outubro depois que o vereador Paulo Borges (PSDB) assumiu o comando da secretaria municipal de Infraestrutura.
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No ano em que o cacique do PP José Riva foi o deputado estadual mais votado de Mato Grosso para a próxima legislatura, ele também enfrentou uma série de embates jurídicos e chegou a ter o mandato cassado. O ex-presidente da Assembleia Legislativa foi punido pelo TRE devido a suposto crime eleitoral cometido em 2006, mas conseguiu dar a volta por cima obtendo 93.594 votos nas eleições deste ano, superando o seu próprio recorde na eleição passada.
Além dos embates com a Justiça eleitoral, Riva também “bateu de frente” com o juiz federal Juiler Sebastião, que mandou prender a esposa do progressista, Janete Riva, além de seu genro Carlos Antônio Azóia e seu assessor Adilson Figueiredo. Todos eram acusados de integrar uma quadrilha que cometia crimes ambientais. Recentemente conseguiram HC definitivo e o desbloqueio de seus bens. Eliene Lima (PP) também teve o mandato cassado no final deste ano, mas devido à burocracia conseguiu se manter na vaga até o final e como foi reeleito, poderá continuar no Legislativo federal, apesar de ser o mais cotado para asssumir novo secretário estadual de Ciência e Tecnologia na gestão Silval Barbosa..
Outro parlamentar que viveu um ano difícil devido a problemas com a Justiça foi o deputado federal reeleito Pedro Henry. Ele chegou a ser enquadrado como “ficha suja” tendo a sua candidatura indeferida pelo TRE, devido a uma cassação por suposta compra de votos praticada em 2006, mas conseguiu reverter a situação adversa há poucas horas da diplomação. O processo de compra de votos no bairro Pedra 90, em Cuiabá, também envolvia a deputada estadual Chica Nunes, que apesar de ter sido inocentada, não conseguiu assegurar uma vaga na Assembleia.
Henry, por sua vez, teve os seus mais de 80 mil votos descongelados, alterando a lista de eleitos no pleito deste ano. O ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), acabou perdendo o “trono”, se tornando o primeiro suplente da coligação “Jonas Pinheiro”, que elegeu apenas o ex-governador Júlio Campos na Câmara Federal.
O deputado estadual Gilmar Fabris (DEM) não se reelegeu. Fabris atribui o fracasso, principalmente, ao fato do TRE também ter indeferido o seu registro por ser “ficha suja”. Ele também havia sido cassado por suposta compra de votos em 2006, mas foi inocentado recentemente. Com a decisão, os seus votos também foram descongelados, mas não foram o suficiente para ele ser eleito. Ficou como primeiro suplente.
A reviravolta na vida política de Ivan Evangelista (PPS) foi ainda maior. Em meio a sua campanha de deputado estadual, ele teve o mandato de vereador cassado. Tentou voltar ao Legislativo cuiabano, mas não conseguiu. Desde então, Júlio Pinheiro (PTB) se efetivou na vaga e até foi eleito presidente da Câmara da Capital.
pode ate ser verdade a historio do pão, mas esse dep ainda vai ter o merece, irãao investigar as compra de votos, e com certeza, ai de perder o mandato de novo, exiaste pessoas serias e onestas mt não merece esse coruptp, articulador pro bolso dele, acorda meu filho e nem precisa usar lupa pra ver o qnto esse dep. é mala
Cassado obteve quase 94 mil votos, sem este proposital inconveniente o grande líder RIVA bateria com relativa possibilidade na casa dos 120 mil votos. É como como diz o velho ditado: Riva é igual massa de pão, quanto mais batem mais ele cresce.Agora Deputado chegou o momento de vôos mais altos. Vamos todos juntos buscar uma senatória ou governo do estado. Desejo-lhe energia força e sucesso nesta nova jornada.
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