Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:29 h

Rumo a 2010 | 06/03/2010 - 16:25

2 anos após "jogar a toalha" para governo, Pagot diz apoiar Silval

Romilson Dourado


Entre o deputado Homero Pereira e o pré-candidato ao Palácio Paiaguás Silval Barbosa, Luiz Pagot faz discurso neste sábado, em Rondonópolis, sob observação de Blairo Maggi e do secretário-geral do PR Emanuel Pinheiro

   Luiz Antonio Pagot, que em 2008 chegou a deflagrar pré-campanha a governador, fez um discurso neste sábado, dois anos depois, em defesa do nome de Silval Barbosa para a corrida ao Palácio Paiaguás. Considerado até hoje um dos tratores do governo Blairo Maggi, mesmo fora da administração da qual foi secretário de Infraestrutura, Casa Civil e Educação, Pagot disse, no encontro do PR em Rondonópolis, que apóia de forma irrestrita Silval para governador. Promete empenho nesse sentido.

    Ele preside hoje o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), um dos cargos mais cobiçados da estrutura da máquina federal. Foi nomeado após seis meses de muita polêmica e graças à articulação de Maggi junto ao presidente Lula. Pagot decidiu que continua no Dnit no decorrer da campanha e, nos finais de semana, vai ajudar na coordenação da campanha à Presidência da República da petista e ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

   Até então, havia desconfiança do grupo do próprio Maggi de que Luiz Pagot estaria alimentando a pré-candidatura do empresário Mauro Mendes, que deixou a legenda republicana e migrou para o PSB para liderar um bloco chamado de terceira via. Pagot não defendia claramente o nome de Silval. Recorria a tese de que o candidato a governador poderia ser alguém do arco de alianças, composto pelo PR, PMDB e PT e outras legendas, entre elas o PSB de Mendes. Após algumas reuniões e "puxão de orelhas" de Maggi, seu padrinho político e principal cabo eleitoral de Silval, Pagot se "enquadrou". Agora demonstra ser Silval "desde criancinha".

   O grupo de Silval convidou até Pagot para ser o coodenador-geral da campanha. Entende que o diretor-geral do Dnit demonstrou competência nesse tipo de estratégia, tanto que comandou a campanha de Maggi, que saiu vitorioso nas duas disputas ao Paiaguás, em 2002 e 2006. Pagot, por sua vez, descartou o convite. Primeiro, porque continuará no Dnit e, segundo, porque vai entrar na campanha nacional de Dilma, atendendo ao apelo do Palácio do Planalto. 

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Rumo a 2010 | 03/03/2010 - 18:27

Sai nesta 5ª pesquisa do instituto Mark para governador e senador

Romilson Dourado

   O RDNews traz nesta quinta (4), a partir das 7h30, a primeira pesquisa do instituto Mark registrada na Justiça Eleitoral sobre intenções de voto, visando as eleições gerais de outubro deste ano. O trabalho de campo tanto na estimulada quanto na espontânea foi feito em todo o Estado, se constituindo na primeira sondagem deste ano para saber como está a preferência do eleitorado. Vai apontar como está o desempenho, na ótica do eleitor mato-grossense, dos pré-candidatos a governador e também às duas cadeiras ao Senado. A pesquisa feita entre 20 e 25 de fevereiro em 40 municípios. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. A amostragem vai apontar também o percentual de rejeição dos virtuais candidatos ao Palácio Paiaguás.

  Já na sexta (5), o portal vai mostrar os nomes mais cotados para as oito vagas de deputado federal. No sábado, sai o resultado sobre a corrida para presidente da República em Mato Grosso. No domingo, o RDNews revela como está o índice de aprovação ou não dos governos Blairo Maggi e Lula.

Rumo a 2010 | 20/02/2010 - 08:11

Em reunião, Mendes faz críticas a Maggi e pede apoio financeiro

Romilson Dourado

Empresário Mauro Mendes   O presidente da Federação das Indústrias do Estado, Mauro Mendes (PSB), fez uma reunião "quase secreta" com um grupo de 30 empresários na quinta à noite, numa sala na própria Fiemt. Ele anunciou a pretensão de concorrer ao governo estadual e disparou críticas à gestão Blairo Maggi, embora tivesse sustentado até agora que se considerado aliado do Palácio Paiaguás. Mendes bateu duro no que classificou de pesada carga tributária. Disse que a atuação gestão está matando o empresariado com a política tributária.

   O empresário fez críticas também à área de segurança pública e apontou como muito graves as desigualdades regionais num estado com 141 municípios onde existem regiões, como no Araguaia, que sofrem com o Estado de abandono pelo poder público. Pelo visto, Mendes começa a se distanciar de vez do Paiaguás, principalmente de Maggi, pré-candidato a senador. O governador reclamou para assessores próximos sobre a posição dúbia do colega empresário. Acontece que Mendes havia garantido a ele que não deixaria o PR e, de última hora, pulou para o PSB. Depois, prometeu que não seria candidato à sucessão estadual e que iria apoiar o nome de Silval Barbosa. Suas declarações púbicas e em reuniões apontam o contrário, ou seja, que vai mesmo concorrer ao governo e numa frente de oposição.

    Num determinado momento da reunião fechada nos fundo da Fiemt, Mauro Mendes surpreendeu a todos, quando pediu publicamente ajuda financeiro. Os empresários entenderam como espécie de ultimato. Entre empresários presentes estava o ex-prefeito de Cuiabá Anildo Lima Barros que, aos poucos, retoma sua rotina normal, após ficar preso por uma semana por conta do envolvimento em acusação de fraudes nas licitações das obras do PAC. O empreiteiro não arriscou fazer pronunciamento. Apenas ouviu o discurso de Mendes, que estava no PR e era tido como um dos principais aliados do governador Blairo Maggi.

   Em 2008, Mendes concorreu e perdeu a Prefeitura de Cuiabá no segundo turno para o tucano Wilson Santos. Agora, dois anos depois, tenta viabilizar sua candidatura a governador por um bloco batizado de terceira via. Mendes aglutina oito partidos, entre eles a legenda na qual está filiada (PSB), PDT e PPS. Ele tenta superar divergências internas, inclusive com o próprio presidente regional da legenda socialista, deputado federal Valtenir Pereira que, no fundo, demonstra maior simpatia por uma aliança com o grupo da turma da botina em adesão ao nome de Silval Barbosa para governador, tudo para facilitar a sua reeleição à Câmara Federal.

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Rumo a 2010 | 17/02/2010 - 20:11

Riva reafirma posição do PP de postergar definição de apoios

Simone Alves

   O presidente da Assembleia, José Riva (PP), reafirmou nesta quarta (17), durante visita ao vice-governador Silval Barbosa, no Paiaguás, que o PP definirá alianças somente após um encontro entre as lideranças nacionais e estaduais. As reuniões servirão para definir os rumos da sigla. Um dos encaminhamentos a serem tomados é referente a autonomia dos diretórios. 

   Riva esteve no gabinete do vice-governador para discutir ações de apoio a municípios que sofrem com o excesso de chuvas. Pouco minutos antes da declaração do progressista, Silval havia confirmado sua preferência sobre a aliança com o PP, hoje um dos partidos mais cobiçados para as eleições majoritárias. Riva não sustentou qualquer diálogo avançado. “Temos que fechar as deliberações partidárias. Qualquer aliança só será fechada após as reuniões necessárias com os pré-candidatos", destacou o parlamentar. A reunião com os virtuais candidatos de Mato Grosso está marcada para o início de março.

   O PP é um partido cobiçado e que também tem suas pretensões na majoritária. Os progressistas têm a clara intenção de também lançar um nome ao governo, mas permanecem em cima do muro. Como um homem influente no partido, Riva demonstra simpatia pelo nome do senador Jayme Campos, virtual candidato ao Paiaguás pelo grupo do DEM e PSDB. Já outras lideranças, como o deputado federal Pedro Henry e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Chico Daltro, abrem os braços em direção ao peemedebista Silval Barbosa.

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Rumo a 2010 | 17/02/2010 - 07:56

Taques adia saída do MPF e busca o Senado no mesmo grupo de Wilson

Romilson Dourado

     O procurador da República Pedro Taques, que atua em São Paulo mas mora em Cuiabá, vive um dilema. Não sabe ainda ao certo qual partido se filiar para disputar as eleições ao Senado. Apesar disso, a tendência é de estar no mesmo palanque do prefeito cuiabano Wilson Santos, pré-candidato do PSDB ao Palácio Paiaguás. Mantém namoro com PDT, PPS e PV e até com outros partidos nanicos.

   Fernando Ordakowski
 
 

  Taques tenta aliar algumas situações. O problema é que as "costuras" políticas feitas até agora não estão dando-lhe a segurança que esperava para consolidar o projeto de modo a evitar desgaste. Como se tornou referência junto à sociedade no combate a crimes, principalmente envolvendo políticos e empresários, o que surge como espécie de motor que move sua pré-candidatura, Taques teme juntar no mesmo palanque com algumas pessoas denunciadas por ele na época de quando atuava em Mato Grosso.

    Ele revelou nas reuniões internas que pretende apoiar o governador de São Paulo José Serra (PSDB) para Presidência da República. É a senha que abre caminho para estar junto com Wilson. Assim, se juntaria a tucanos que enfrentaram processos na Justiça por ações de Taques, como a deputada federal Thelma de Oliveira, viúva do ex-governador Dante de Oliveira. Apesar disso, o tucanato não crê numa relação conflituosa. Observa que o processo contra Thelma já foi arquivado. O procurador da República tenta fugir também do palanque onde estará José Riva (PP), presidente da Assembleia que enfrenta embates jurídicos até hoje devido a processos levantados pelo procurador sobre supostos atos de improbidade da Mesa Diretora.

    Taques está com o documento-renúncia praticamente pronto para protocolar na Procuradoria-Geral de República. Com salário mensam de R$ 22 mil, ele decidiu postergar por mais uns dias a saída de vez dos quadros do Ministério Público, onde atua por 15 anos. Na prática, tem prazo até 3 de abril para deixar o cargo de procurador e escolher a filiação partidária para concorrer ao Senado.

    A cada posicionamento do emblemático PDT, Pedro Taques se mostra preocupado. O seu desejo é que o partido feche aliança em apoio a Wilson. Assim, ingressaria na legenda que tem o deputado Otaviano Pivetta como presidente regional. O procurador está aguardando uma definição oficial dos pedetistas sobre alianças para se filiar. Outra opção é o PPS mas, nesse caso, o rumo seria outro: apoio ao nome de Mauro Mendes (PSB) para governador. Taques, porém, prefere estar com Wilson. No PV, as chances de eleição ao Senado seriam menores porque estaria praticamente sozinho e com a missão de fazer palanque para a presidenciável Marina Silva.

   Embora o quadro esteja completamente indefinido, Pedro Taques deve encarar na corrida pelas duas das três cadeiras de senador que estarão em jogo no pleito deste ano o governador Blairo Maggi (PR), que renuncia ao mandato no próximo mês, os petistas Carlos Abicalil ou Serys Marly e possivelmente o deputado Percival Muniz (PPS).

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Rumo a 2010 | 14/02/2010 - 19:34

No embalo do Carnaval, Wilson testa aceitação em Rondonópolis

Romilson Dourado

Wilson Santos, pré-candidato do PSDB a governador  Empolgado com a informação de que o 11º Carnafolia de Rondonópolis está "bombando" e de olho nos eleitores o pré-candidato a governador e prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), ajustou a agenda e vai ao município nesta segunda (15). Ele será recepcionado pelo prefeito Zé do Pátio, que se tornou aliado do tucano nesta fase de pré-campanha, mesmo o PMDB tendo o vice-governador Silval Barbosa como virtual candidato à sucessão estadual. Wilson não vai discursar, mas acha que, diante de uma multidão de aproximadamente 40 mil foliões, que compareceu à antiga pista do aeroporto municipal entre este sábado e domingo, conseguirá conquistar alguns eleitores simpatizantes de seu projeto majoritário.

   Cidade-pólo do Sul, que abrange 17 municípios, Rondonópolis, com cerca de 190 mil habitantes, detém o terceiro maior colégio eleitoral do Estado. É nessa região, onde Wilson conta com apoios de alguns gestores, entre eles o peemedebista Zé do Pátio, que tenta ganhar força na corrida à sucessão estadual. Em conversa com Pátio, Wilson foi informado de que não poderá fazer discurso para evitar algum tipo de constrangimento como, por exemplo, uma sonora vaia. De todo modo, o pré-candidato tucano chega em solo rondonopolitano à tarde para, à noite, com pretexto de prestigiar o carnaval, cumprimentar os foliões.

    Diferente da primeira noite (sexta para sábado), quando a chuva forte inibiu uma presença maior dos foliões, a segunda noite de festa atraiu cerca de 40 mil pessoas, segundo cálculos da organização. O Carnaval de Rondonópolis conta com cinco bandas nacionais e mais as locais. Duas bandas se revezam no palco central, enquanto um trio elétrico arrasta multidão. Animado, o prefeito Pátio mudou suas estatísticas. Agora, segundo ele, o Carnavalo de Rondonópolis não é o maior do Estado, mas sim do Centro-Oeste. O Rondonfolia-2010 abriga 15 tendas na praça de alimentação e diversos camarotes.



Organização do Carnafolia calcula presença de 40 mil pessoas na 2ª noite de folia em Rondonópolis
Fotos: Ronu Cajango

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Rumo a 2010 | 14/02/2010 - 08:58

Após escândalos, Maksuês, Wallace, Júlio e Rabello voltam às eleições

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski
 
Maksuês Leite (PP), Júlio Campos (DEM), Wallace Guimarães (PMDB) e Walter Rabello (PP) são pré-candidatos

   Eles estão de volta. Dois anos depois de se envolverem em escândalos e muita confusão, os deputados Maksuês Leite (PP) e Wallace Guimarães (PMDB) voltam ao teste das urnas, em busca de novo mandato na Assembleia. O ex-deputado Walter Rabello (PP), cassado por infidelidade partidária e derrotado para prefeito, também está na disputa. Já Júlio Campos (DEM), cuja campanha derrotada à sucessão municipal em Várzea Grande também foi marcada por polêmica, concorre a deputado federal. Por incrível que pareça, eles estão conseguindo superar o desgaste político.

    Maksuês, por exemplo, não figura mais como político mais rejeitado pelo várzea-grandense, depois de ter feito acordão com o então adversário Júlio Campos. O trunfo do deputado, que adquiriu a TV Cuiabá (Rede TV!), é o seu programa televisivo que apresenta diariamente. Ele usa o espaço como palanque eletrônico. Na TV, Maksuês detona a gestão Murilo Domingos e faz propaganda excessiva de iniciativas que lançou, como o Várzea Grande Vest, cursinho preparatório para vestibular destinado a estudantes carentes, e o Ação Geral, que tem mobilizado os bairros na prestação de serviços básicos, aliado a entretenimento.

   Em 2008, Maksuês, que já havia sido derrotado para prefeito quando estava no PDT, aparecia na liderança nas pesquisas de intenção de voto. Fazia oposição dura aos irmãos Júlio e Jayme Campos. Eis que, de última hora, o deputado decide "jogar a toalha", passa a apoiar Júlio e lança a esposa Mara Rúbia de vice. A rejeição à atitude de Maksuês foi tanta que ele se viu obrigado a se isolar. Era xingado na rua. A aliança DEM-PP levou Júlio à derrota. Maksuês fez um trabalho de marketing forte para encobrir o passado recente. Apostou na velha máxima segundo a qual o eleitor tem memória curta. Parece que deu resultado.

    Agora, o deputado busca a reeleição. Seu nome aparece com uma aceitação razoável na Baixada Cuiabana. Júlio Campos, por sua vez, não está nem aí para a derrota a prefeito e nem com as críticas que recebeu por ter se aposentado prematuramente do cargo de conselheiro para voltar a concorrer às eleições. Seu nome figura entre os primeiros na corrida a deputado federal, cargo já ocupado por ele, assim como de prefeito de Várzea Grande, de governador e de senador.

   Wallace é outro que, em 2008, embora não tivesse sido candidato, foi à lona na vida pública. Revoltado por causa do boicote de sua candidatura a prefeito pelo DEM, ele não apoiou Júlio. No horário eleitoral, foi apresentado como traidor. Resgataram até imagens do passado em que o deputado aparecia recebendo dinheiro e vincularam o caso com suposto acordo espúrio com Murilo. Sob desgaste, Wallace decidiu sair do DEM e pulou para o PMDB. Seu trunfo agora em busca da reeleição é a secretaria municipal de Saúde e esposa Jaqueline Guimarães. Ela atua como espécie de cabo eleitoral do marido e médico. De consulta em consulta e de vaga em vaga pelo SUS nas unidades de saúde, Wallace vai tendo o nome consolidado. Deve "estourar" de votos.

  Walter Rabello enfrentou uma série de problemas em 2008. Primeiro foi demitido da TV Cidade Verde, onde apresentava programa de TV e fazia deste palanque eleitoral. Depois disputou e perdeu no primeiro turno para prefeito de Cuiabá e, para piorar, teve mandato de deputado cassado por infidelidade partidária (trocou o PMDB pelo PP). Ele conseguiu emprego na TV Rondon (SBT) e, com estilo populista, batalha para reconquistar vaga na Assembleia.

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Rumo a 2010 | 09/02/2010 - 07:30

Mendes já preocupa Wilson e Silval

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Wilson e Silval estão incomodados com a inserção como pré-candidato de Mauro Mendes, que deve tirar voto dos 2

   A pré-candidatura de Mauro Mendes (PSB) ao Palácio Paiaguás tem trazido preocupação tanto ao tucanato, que aposta em Wilson Santos na corrida sucessória como principal voz da oposição, quanto ao bloco governista, capitaneado por Silval Barbosa (PMDB) e com respaldo do governador Blairo Maggi. O socialista tende a "abocanhar" votos dos dois grupos. Por possuir base eleitoral em Cuiabá, onde conseguiu boa inserção política devido à disputa em dois turnos para prefeito em 2008, Mendes se torna um adversário duro para Wilson, que enfrenta desgaste pelo acúmulo de cinco anos de mandato e ainda carrega sobre os ombros problemáticas administrativas.

   Mendes tomou gosto pela política, mas tem perfil mais técnico. Preside a Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), não acumula tanto desgaste como aqueles que já ocupam ou exerceram mandato eletivo e seu discurso acaba ganhando mais força e respaldo por isso. Muitos consideram-no "fato novo" na sucessão estadual. A audácia de Mendes de deixar o PR do governador Blairo Maggi para se filiar ao PSB e tentar construir projeto alternativo, espécie de terceira via, demonstra independência e traz preocupação ao grupo que apoia o peemedebista Silval, embora este, com o poder da máquina a partir de 31 de março, quando assume o comando do Estado, tente "segurar" os partidos que hoje são considerados governistas. No fundo, Mendes atrai para o palanque parte da turma da botina, grupo de Maggi que não demonstra tanta simpatia à pré-candidatura de Silval.

    Além dos três (Wilson, Silval e Mendes), ainda está no páreo o ex-governador e senador Jayme Campos (DEM), o que aumenta a expectativa do eleitorado mato-grossense passar pela experiência inédita de eleger o futuro governador no segundo turno. O próximo chefe do Executivo terá, entre tantos desafios nos quatro anos de mandato, orçamento global de praticamente R$ 40 bilhões, tocando uma máquina com cerca de 100 mil servidores num Estado carente em infraestrutura e que já vive o clima da Copa do Mundo de 2014, já que Cuiabá será uma das 12 subsedes do Mundial.

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Rumo a 2010 | 06/02/2010 - 23:35

Grande Rondonópolis deseja garantir mesma bancada na AL

Romilson Dourado

Deputado Jota Barreto   A região Sul mato-grossense, composta por 17 municípios no entorno do pólo Rondonópolis, tem um grande desafio nas eleições proporcionais deste ano: manter ao menos os cinco deputados que hoje são tidos como representantes de uma das regiões mais politizadas do Estado. Enquanto isso, pré-candidatos de Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral com três cadeiras na Assembleia, tentam se unir para evitar o que chamam de invasão de candidatos de outras regiões - saiba mais aqui.

    Esta Legislatura é a que reúne a maior bancada do Sul dos últimos 20 anos. Embora tenha garantido eleição de três nas urnas de 2006 (de Percival Muniz, Sebastião Rezende e Gilmar Fabris), a região conta com cinco, já que os suplentes Vilma Moreira (PSB) e Jota Barreto (PR) se tornaram titulares com as saídas de Chico Galindo, vice-prefeito da Capital, e de Juarez Costa, hoje prefeito de Sinop.

   No pleito de 1994, época em que Dante de Oliveira conquistou o Palácio Paiaguás, a Grande Rondonópolis só conseguiu eleger dois deputados. Um foi Gilmar Fabris, então no PL, que se fundiu com o Prona e se transformou no PR. Ele teve 12.048 votos. A outra vaga ficou com Moisés Feltrin, pelo também extinto PFL (hoje DEM). Na época, Feltrin chegou a 9.738 votos. Outros da região que tentaram e perderam foram Jota Barreto (PL e hoje PR), Percival Muniz, que estava no PDT e teve 6.809 votos, o pecuarista Raul Pinto, pelo PSDB e com 7.280 votos, e o ex-vereador Juary Miranda, pelo extinto PPB (hoje PP), com 4.661 votos.

Deputado Gilmar Fabris   Em 98, quando Dante se reelegeu governador, Rondonópolis elegeu somente dois deputados: Barreto, com 13.319 votos, e Zé do Pátio (PMDB), com 9.740. O curioso é que o hoje prefeito teve a menor votação dos três eleitos pelo PMDB. Os outros dois foram Nico Baracat, de Várzea Grande, com 10.954 votos, e Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, de Cuiabá, com 10.344.

   Pela região Sul concorreram na época e amargaram nas urnas a condição de suplentes o então empresário Edmilson Paulista (PSC), que teve 11.879 votos; o pecuarista Raul Pinto de novo, desta vez pelo PTB e com 8.368 votos, e o petista Juca Lemos, com 7.419 votos. Embora tivesse ficado na suplência do velho PFL que elegeu na época cinco (Moacir Pires, Romualdo Júnior, Humberto Bosaipo, Dito Pinto e Emanuel Pinheiro), Moisés Feltrin acabou legislando, dentro do esquema de rodízios com titulares.

   A maior representatividade da região junto ao Legislativo mato-grossense conquistada nas urnas foi no pleito de 2002, quando foram eleitos e/ou reeleitos quatro: Zeca D´Ávila (PFL), com 23.537; Barreto (PL), que entrou na sobra com 20.344 votos; Pátio, reeleito com 18.457 votos; e Sebastião Rezende (PTB), com 17.610. Ficaram como suplentes Ana Carla Muniz (PPS), que chegou a 19.355 votos; e Gilmar Fabris (PFL), com 14.703. Ambos atuaram como deputados temporariamente, com licenciamento de titulares.

Deputado Percival Muniz   Já em 2006, a bancada do Sul saiu das urnas com três cadeiras, com a eleição de Percival Muniz (PPS), que teve 41.719 votos; e as reeleições de Rezende (PPS), com 35.521; e Fabris com 20.051. Graças às eleições municipais de 2008 e à vitória de Juarez Costa à Prefeitura de Sinop, Barreto ganhou a condição de deputado. O mesmo aconteceu com Vilma Moreira (PSB), com a renúncia de Galindo para assumir a vice-prefeitura da Capital.

    Para as eleições à AL deste ano, a região Sul apresenta como pré-candidatos os já deputados Rezende, Barreto e Fabris, além do ex-prefeito de Itiquira Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), e alguns vereadores, como Adonias Fernandes e Hélio Pichioni. Percival avalia também projeto à reeleição ou candidatura majoritária.

Deputados da Grande Rondonópolis na AL
1994
Gilmar Fabris
Moisés Feltrin
1998
Jota Barreto
Zé do Pátio
2002
Zeca D´Ávila
Jota Barreto
Zé do Pátio
Sebastião Rezende
2006
Percival Muniz
Sebastião Rezende
Zé do Pátio
Gilmar Fabris
*Jota Barreto
*Vilma Moreira
----------------------------------------------
(*) Se tornaram deputados com renúncia
dos titulares Juarez Costa e Chico Galindo

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Rumo a 2010 | 06/02/2010 - 08:09

Afoitos, pré-candidatos fazem propaganda extemporânea; MPE ignora

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski
Silval Barbosa (PMDB), que assume o governo no próximo mês, conduz de forma afoita a campanha ao Paiaguás, assim como o prefeito Wilson Santos (PSDB), o senador Jayme Campos (DEM) e o empresário Mauro Mendes (PSB)

   Os quatro principais pré-candidatos a governador se mostram afoitos e, no desespero por votos, acabam por infringir a legislação eleitoral, com propaganda extemporânea. A quatro meses das convenções e a sete do pleito, que marcará escolha do novo presidente da República, de dois terços dos 81 senadores, de 1 governador, 8 deputados federais e 24 estaduais mato-grossenses, o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB), o senador Jayme Campos (DEM) e o presidente da Federação das Indústrias do Estado Mauro Mendes (PSB) começam a cometer o que se chama de excessos. O Ministério Público Eleitoral não apresentou ainda nenhuma representação quanto à propaganda fora de época para frear os virtuais candidatos apressados. Por enquanto, está no campo das análises e emitindo sinais de alerta, embora alguns já tenham ultrapassado o sinal vermelho.

   Silval, por exemplo, encaminhou cartas personalizadas a eleitores e crianças com o auxílio de dados específicos dos destinatários (nome, idade e opção religiosa). Essa estratégia foi colocada em prática pela equipe de assessores do peemedebista desde o final do ano passado. Além disso, o pré-candidato que assume a cadeira de governador em 31 de março e terá a máquina sob seu comando na campanha à reeleição ainda se beneficia eleitoralmente das visitas aos municípios para entrega de 705 máquinas pesadas adquiridas pela Estado e que estão sendo distribuídas as 141 prefeituras.

  Wilson, por sua vez, usa a estrutura do Palácio Alencastro para reforçar seu nome junto aos eleitores. Alguns de seus assessores ligados diretamente à pré-campanha e que dão expediente no QG já instalado estão lotados no gabinete do prefeito. O tucano tenta tira proveito político de suas ações enquanto chefe do Executivo. Jayme, que fechou pacto com Wilson para o nome que tiver melhor desempenho nas intenções de voto vir a ser o candidato a governador, também colocou equipe do gabinete a serviço de sua pré-campanha. Ele tem recorrido também aos prefeitos do DEM para ajudá-lo a cooptar aliados nos municípios.

   Mauro Mendes passou a usar o trunfo da tal "Caravana 40", alusão ao número do PSB, seu novo partido, para percorrer vários municípios, já pedindo votos. Além disso, Mendes, derrotado à Prefeitura de Cuiabá em 2008, pelo PPS, usa também o trunfo de presidente da Fiemt para buscar apoio logístico a sua campanha.

   De acordo com a legislação, a deflagraçao da campanha só é permitida a partir de julho, quando os partidos e seus dirigentes já terão escolhidos oficialmente os candidatos proporcionais e majoritários e as composições. Até lá, movimentação como a registrada pelos quatro postulantes à cadeira de governador apresenta todos os elementos que caracterizam propaganda extemporânea, o que pode resultar até em indeferimento futuro do registro da candidatura.

    Proporcionais

   Pré-candidatos proporcionais também não ficam para trás, principais os que atuam como apresentadores de TV. Somente em Cuiabá usam as emissoras como palanque eletrônico os vereadores Toninho de Souza (PDT) e Éverton Pop (PP), os deputados Maksuês Leite (PP) e Sérgio Ricardo, (PR), o ex-senador Antero de Barros (PSDB) e o ex-deputado Walter Rabello (PP). Destes, Antero avalia se disputa o Senado ou vaga de deputado estadual. Os demais estão de olho em cadeira na Assembleia.

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Rumo a 2010 | 04/02/2010 - 14:49

Pela 1ª vez Mendes reune grupo dos 9 e garante disputar governo

Romilson Dourado

Mauro Mendes, do PSB   Mesmo sob alerta de alguns aliados de que corre risco de ficar isolado porque outros candidatos têm jogado pesado para minar o seu palanque, o empresário Mauro Mendes (PSB) decidiu que vai mesmo concorrer à cadeira de governador. Ele participa, pela primeira vez no ano, de uma reunião ampliada do bloco dos 9 partidos que se formaram em torno do projeto alternativo na corrida à sucessão estadual.

   A reunão foi convocada pelo presidente regional do PDT, deputado Otaviano Pivetta. Acontece na sede do diretório pedetista, no centro da Capital. Para pôr fim às especulações, Mendes vai comunicar ao bloco que pretende, sim, ser candidato e que vai costurar entendimento para isso. O dirigente do PPS estadual, deputado Percival Muniz, adiantou que também reforçará o discurso de aliado de Mendes e que não existe imposição da direção nacional, ao ponto de mudar o partido de rumo e vir a apoiar o tucano Wilson Santos.

   Percival participa do encontro junto com outro filiado do PPS, o empresário e primeiro-suplente de deputado federal Eduardo Moura. Do PSB estão como porta-vozes o próprio Mendes e o deputado federal Valtenir Pereira, que preside a legenda no Estado. José Roberto Stopa e Miranda Muniz, presidentes do PV e do PC do B, respectivamente, entraram nas discussões, assim como representantes dos nanicos PRTB, PMN e PRB.

   Outra discussão do partido é quanto às chapas proporcionais, principalmente para deputado federal. Os principais nomes do grupo à Câmara são do próprio Valtenir, que busca a reeleição, e de Eduardo Moura, incentivado por Percival a disputar o pleito novamente. Há carência de quadros do bloco dos nove para deputado estadual, já que Pivetta e Percival não vão à reeleição.

(Às 15h45) - Empresário conversa com marqueteiros e quer atrair até PT e PP

   Mauro Mendes decidiu que seu projeto ao governo se tornou um caminho sem volta. Ele se movimenta agora para entrar numa outra fase, a da busca de aliados. Na semana passada, esteve reunido com marqueteiros do colega de partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e também com dirigentes da direção nacional do PDT. Mesmo com a decisão da legenda pedetista de apoiar a presidenciável petista Dilma Rousseff, sob imposição do ministro Carlos Lupi, Mendes acha possível "amarrá-lo" em Mato Grosso, principalmente porque o presidente estadual Otaviano Pivetta já levou o PDT para o chamado grupo dos nove. O empresário acredita até que consiga tirar o PT dos braços do provável concorrente Silval Barbosa (PMDB) e ainda o PP, que continua em cima do muro.

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Rumo a 2010 | 04/02/2010 - 14:27

Dilma adia assinatura de convênios em Cuiabá para 23 de fevereiro

Andréa Haddad

   Após anunciar uma visita de somente três horas a Cuiabá para a próxima segunda (8), a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, pré-candidata à presidência da República, resolveu adiar o compromisso para 23 de fevereiro. A petista não quer passar a impressão de que irá desembarcar no Estado apenas para tirar fotos ao lado de aliados, como o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), que conta com o apoio dos petistas na empreitada ao governo.

   Embora seja uma visita oficial, há críticas à viagem, pois em tese ela não precisaria se deslocar ao Estado por somente três horas para assinar o convênio com o governador Blairo Maggi (PR) de construção das 1,3 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida.

   Como as moradias serão construídas em Cáceres, Tangará da Serra, Sorriso e Várzea Grande, a ministra quer voltar com mais tempo. Segundo a assessoria do deputado estadual Alexandre César, Dilma pretende desembarcar em 23 de fevereiro para passar o dia todo no Estado. A expectativa é de que ela visite as quatro cidades contempladas pela assinatura do convênio.

  Em 2007, Dilma compareceu à solenidade de lançamento das obras do PAC em Cuiabá. Na ocasião, foi recebida pelo prefeito tucano Wilson Santos (PSDB). Um ano depois, porém, os dois já estavam novamente em campos opostos devido à eleição à prefeitura. Ela veio a Cuiabá para declarar apoio ao empresário Mauro Mendes, presidente da Fiemt, que acabou perdendo o pleito para o gestão tucano no 2º turno.  

Rumo a 2010 | 04/02/2010 - 12:41

Wilson sugere a Jayme avaliação das 2 pesquisas até 15 de março

Romilson Dourado

    A menos de dois meses do prazo-limite para renunciar ou não ao mandato, o prefeito cuiabano Wilson Santos propôs a seu ex-adversário e agora aliado Jayme Campos que as duas rodadas de pesquisas combinadas sejam feitas no início de março, de modo que até meados do mesmo mês o grupo já tenha os resultados para, a partir daí, decidir quem será o candidato majoritário. A pressa do tucano não é à-toa. Acontece que até esse prazo ele tem direito de optar, por exemplo, pela permanência na cadeira de prefeito. Para quem exerce função no Executivo e pretende ser candidato, precisa se afastar até 3 de abril, seis meses antes das eleições gerais. No caso de Wilson, não há outra alternativa senão sair de vez do Palácio Alencastro, caso seja candidato.

   Pelo acordo, quem, entre Wilson e Jayme, estiver melhor nas intenções de voto, concorrerá a governador, com respaldo daquele que ficar de fora. Por mais que tucanos e democratas tentem despistar, o clima entre ambos é de desconfiança. Nos bastidores, há informação e contrainformação. Uns asseguram que Wilson, por enfrentar forte desgaste como prefeito da Capital, está buscando uma saída honrosa e pretexto para sair como candidato a governador ou senador, pois comprometeria menos sua trajetória política do que se permanecesse no cargo. Outros sustentam o argumento de que o tucano está liderando as pesquisas de intenção de voto e as chances são cada vez mais reais de conquistar o Palácio Paiaguás.

   Jaministas temem que o prefeito venha a "roer a corda", alusão à pessoa que, no meio do caminho, acaba por desistir. O senador, que foi prefeito de Várzea Grande por três mandatos e governador (91/94), afirma que está "subindo nas pesquisas" e que será o candidato da oposição à sucessão estadual, com Wilson em seu palanque. Nesse caso, Wilson disputaria o Senado.

   Na briga pela sucessão de Maggi, há hoje três correntes de oposição mas, no fundo, todas se mostram em cima do muro. Um grupo é do tucanato, liderado por Wilson Santos. O outro é capitaneado por Jayme, que ora se diz adversário, ora aliado da gestão Maggi. Corre por fora o pré-candidato Mauro Mendes, que trocou o PR pelo PSB, na expectativa de se firmar como nome que representa uma terceira via. Da outra ponta e com o poder da máquina sob o seu controle está o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), que assume o Paiaguás em 31 de março e buscará a reeleição com Maggi no seu palanque.

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Rumo a 2010 | 04/02/2010 - 12:41

Presidenciável Dilma terá só três horas para reafirmar apoios

Andréa Haddad

Dilma Rousseff   A candidata oficial do presidente Lula (PT) ao Palácio do Planalto, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai ficar somente três horas em solo mato-grossense na próxima segunda (8). Este será o tempo necessário para a petista posar para fotos com aliados e fazer palanque para o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), pré-candidato do grupo à sucessão do governador Blairo Maggi (PR). Dilma também deve gravar mensagens de apoio ao peemedebista, que serão veiculadas na campanha.

   A agenda dela na Capital foi divulgada nesta quinta (4), pelo deputado estadual Alexandre César, um dos principais articuladores em 2007 da aliança entre PR e PT, ao lado do deputado federal Carlos Abicalil e do secretário estadual de Educação Saguás Moraes.

   Da tribuna, Alexandre disse que Dilma desembarca às 13h, no Aeroporto Internacional Marechal Rondon. Em seguida, segue para o Palácio Paiaguás, onde vai assinar convênios com o governador Blairo Maggi (PR). O termo prevê a construção de 1,3 mil casas a partir do programa Minha Casa, Minha Vida. As moradias serão erguidas em Cáceres, Tangará da Serra, Sorriso e Várzea Grande.

   Após cumprir o compromisso oficial, Dilma pretende conversar com líderes comunitários no gabinete de Maggi sobre o programa de distribuição de moradias. Por volta das 15h30, ela deixa o Paiaguás com uma lista de reivindicações em mãos, rumo ao aeroporto. A viagem de volta a Brasília está prevista para as 16h.

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Rumo a 2010 | 03/02/2010 - 08:30

Após lançar Mendes a governador, Muniz se vê forçado a apoiar Wilson

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Deputado Percival Muniz, presidente do PPS, que, por imposição nacional, não deve apoiar Mauro Mendes (PSB)

   Percival Muniz, presidente regional do PPS, acabou empurrando o empresário Mauro Mendes para um caminho praticamente sem volta. No papel de articulador político e de conselheiro, o deputado foi o maior incentivador da tese do presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt) mudar de legenda para se tornar um candidato a governador sustentado pela tal terceira via. Mendes assim o fez. Sem dar muitas explicações aos aliados mais próximos, ele deixou o PR do amigo e governador Blairo Maggi e foi para o PSB. De cara, trombou com o deputado federal e dirigente da legenda socialista no Estado Valtenir Pereira. Agora, para piorar, nem o PPS deve apoiar Mendes ao Palácio Paiaguás.

   O recado veio do presidente Roberto Freire (PE). Ele destaca que, embora não esteja mais valendo a regra da verticalização das alianças, o PPS deve fechar composição com o tucanato nos Estados, a exemplo do que ocorrerá em nível nacional. Na prática, significa que os socialistas, mesmo sob contrariedade de Percival, caminham para o palanque do prefeito de Cuiabá Wilson Santos, pré-candidato do PSDB à sucessão de Maggi. Com isso, Mauro Mendes perde um dos mais importantes partidos do grupo dos nove, composto pelo PSB, PDT, PV, PC do B, PRTB, PSC, PMN e PRB.

    Mesmo que o nome de Mendes, derrotado no segundo turno à Prefeitura de Cuiabá em 2008, seja considerado um fato novo e uma candidatura de alguém com visão moderna e empreendedora, os demais grupos conspiram pelo recuo do empresário. Usam como principal argumento o fato de ficar isolado. Até mesmo o PDT, presidido pelo deputado Otaviano Pivetta, que também incentivou Mendes a se lançar à disputa eleitoral, sinaliza para apoio ao peemedebista Silval Barbosa, que assume o governo em 31 de março com a disposição de buscar a reeleição. Por enquanto, Mendes se mantém no páreo e até lidera caravana em pré-campanha pelos municípios.

    Sua candidatura tiraria votos de todos os possíveis concorrentes, como Wilson, Silval e até mesmo do senador Jayme Campos, que faz questão de dizer que vai disputar o Paiaguás, mesmo tendo acordo com o tucanato para definir como cabeça-de-chapa o nome entre os dois partidos (DEM e PSDB) que melhor pontuar nas pesquisas de intenção de voto. Os partidos e seus líderes têm até junho para definir oficialmente candidaturas majoritárias e proporcionais. Até lá, continuam mergulhados nas articulações políticas.

(12h) - Percival nega apoio a Wilson e articula reunião com Mendes e Freire para discutir estratégias

   O deputado Percival Muniz nega interferência da executiva nacional do PPS no diretório de Mato Grosso e reafirma apoio à candidatura do empresário Mauro Mendes (PPS) à sucessão do governador Blairo Maggi. Por meio da assessoria, Percival disse que voltou a conversar nesta quarta (3), por telefone, com o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire. O ex-prefeito de Rondonópolis articula uma reunião entre Mendes e Freire, em Brasília, para a discussão de estratégias com vistas as pleito de outubro.

   Percival pondera que o diretório nacional só determinou apoio à virtual candidatura de José Serra (PSDB), governador de São Paulo, à presidência. “Não há exigência para que a aliança com o PSDB seja repetida nos Estados”. Ele lembra que o candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, vai apoiar a candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV) e não a de Serra. “As lideranças regionais estão livres para formar alianças. Reafirmo meu apoio ao Mauro Mendes”, disse Percival.

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Rumo a 2010 | 02/02/2010 - 20:55

Pré-candidatos de VG se fecham contra invasão de nomes de fora

Romilson Dourado


Deputado Maksuês Leite (PP), que busca a reeleição como um dos porta-vozes de Várzea Grande na Assembleia

    Pré-candidatos a deputado de Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral com 161,7 mil eleitores (7,9% de todo Mato Grosso), decidiram unificar o discurso pelo chamado voto útil, numa campanha por maior representatividade política do município na Assembleia. Eles pregam maior fidelidade do eleitor para com os candidatos da cidade e condenam o que chamam de "invasão" de concorrentes de outras regiões. Ao menos seis estão no páreo por vaga de estadual, sendo eles os já deputados Maksuês Leite (PP) e Wallace Guimarães (PMDB), o secretário de Comunicação e presidente do Dae Jeverson Missias (PR), o ex-vice-prefeito Nico Baracat (PMDB) e o secretário de Promoção Social, vereador licenciado Wilton Coelho (PR). Para federal há dois do DEM: Júlio Campos e Chico Curvo.

   Eles observam que se a maioria dos eleitores priorizasse as candidaturas locais, Várzea Grande poderia ter entre três a cinco representantes no Legislativo mato-grossense, mesmo diante de um quociente eleitoral que deve chegar a 64,7 mil votos. Com a renúncia no ano passado de Campos Neto, que virou conselheiro do Tribunal de Contas no lugar do próprio pai Ary Leite de Campos, ficaram apenas dois várzea-grandenses na AL: Maksuês e Wallace.

     Nas eleições de 2006, por exemplo, líderes políticos que pouco aparecem no município a não ser em época de campanha "abocanharam" centenas de votos, como o deputado Gilmar Fabris (DEM) que conquistou cerca de 6 mil votos em Várzea Grande, assim como Walter Rabello, de Cuiabá, que levou mais 12 mil. Fabris é da Grande Rondonópolis (Sul) e "invadiu" o segundo maior município com respaldo do ex-prefeito e senador Jayme Campos.

    Nas últimas quatro eleições, o município não consegue superar a barreira de três representantes na Assembleia. Em 1994, elegeu Nico Baracat, Zilda Pereira Leite e Dito Pinto. Quatro anos depois, a mesma bancada foi mantida, desta vez com a estreia de José Carlos de Freitas e com novo mandato de Pinto e Baracat. No pleito de 2002, os várzea-grandenses asseguram três das 24 vagas no Legislativo, com Campos Neto e com as reeleições de Baracat e Freitas. Em 2006, foram as vezes de Maksuês e Wallace Guimarães e da reeleição de Neto, que deixou a Assembleia para ocupar o cargo vitalício de conselheiro do TCE.

Os últimos deputados estaduais de Várzea Grande
1994
Nico Baracat
Zilda Pereira Leite
Dito Pinto
1998
José Carlos de Freitas
Dito Pinto
Nico Baracat
2002
Campo Neto
Nico Baracat
José Carlos de Freitas
2006
Maksuês Leite
Campos Neto
Wallace Guimarães

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Rumo a 2010 | 01/02/2010 - 08:35

Sob desgaste, Rosa vai coordenar campanha de Wilson ao governo

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Ussiel Tavares, ex-presidente da OAB-MT, conduz a Procuradoria-Geral, enquanto José Rosa, que estava fora do 1º escalão da Prefeitura de Cuiabá, volta à ativa agora como coordenador jurídico da campanha de Wilson ao governo

   A dois meses do prazo-limite para a renúncia da cadeira de prefeito da Capital, Wilson Santos só pensa em sua pré-candidatura a governador. Já começou a montar equipe. Um dos primeiros que ele escalou é o ex-procurador-geral do Município e ex-diretor-presidente da Sanecap, advogado José Antonio Rosa, que vai coordenar a banca de assessores jurídicos da campanha. Mesmo com o fato de Rosa ter o nome envolvimento no escândalo sobre fraudes em licitações do PAC, capitaneado por empreiteiros, ao ponto de ficar preso por uma semana, o virtual candidato tucano entende que isso não trará desgaste a sua imagem, afinal o coordenador jurídico vai atuar mais nos bastidores e nos tribunais.

   José Rosa está para o prefeito Wilson, assim como o ex-deputado e ex-secretário de Indústria, Comércio e Mineração Carlos Avalone esteve para o ex-governador Dante de Oliveira (já falecido). Participou como principal braço jurídico das duas campanhas vitoriosas do prefeito, de 2004 e da reeleição de 2008. São velhos aliados. Mesmo o escândalo do PAC e decretação da prisão do seu assessor de confiança, junto com outras 10 pessoas, Wilson não o exonerou do primeiro escalão. Numa jogada combinada, esperou que José Rosa pedisse exoneração e, assim, o fez. O ex-procurador-geral recorreu à Justiça e conseguiu até anular todo o processo porque as gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal que serviram de provas para sustentar as acusações foram consideradas ilegais, portanto, nulas.

   José Rosa voltou à ativa, mas se movimenta nos bastidores. Aos poucos, seu poder de influência e decisão ganha força. Por vários meses ele foi o supersecretário do Palácio Alencastro, acumulando a Procuradoria-Geral e o comando da Companhia de Saneamento da Capital. Depois que deixou a Sanecap, responsável pelos serviços de água e esgoto, o prefeito conseguiu convencer Eliana Rondon a reassumir a companhia. Esta permaneceu no posto por poucos meses. O ex-governador Frederico Campos a substituiu interinamente e, por último, está nomeado na presidência o ex-prefeito de Nossa Senhora do Livramento Carlos Roberto da Costa, o Nezinho.

    Subsídios maiores

   Já na Procuradoria-Geral do Município, o ex-presidente da OAB-MT Ussiel Tavares entrou no lugar de José Rosa. Ele assumiu uma série de "abacaxi". Precisa ajustar as contas e contornar crise com os servidores, principalmente com alguns procuradores que reclamam de perseguição de um lado e, privilégios, de outro. O balancete da gestão Rosa de 2008, conforme apontaram auditores do TCE, consta pagamento a dois procuradores (Paulo Emílio Magalhães e Antônio Francisco Monteiro da Silva) superior ao subsídio do prefeito, que era de R$ 14,3 mil mensais, o que contrariou a Lei 4.678, de 28 de dezembro de 2.004, que estabeleceu salário do chefe do Executivo entre 2005 e 2008. Paulo recebeu R$ 4,6 mil a maior e, Monteiro, R$ 5 mil a mais.

   José Rosa, que teve as contas de 2008 sob relatoria de Alencar Soares aprovadas pelo TCE com recomendações, executou um orçamento de R$ 9,4 milhões. "Empurrou" para o sucessor Ussiel restos a pagar de R$ 1,2 milhão. A Procuradoria-Geral, segundo orientação do TCE, precisa "arrumar a casa". Foram criados, por exemplo, 12 novos cargos no início da gestão Wilson, mas sem previsão de um percentual mínimo de função de confiança exercido exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo e de cargos em comissão.

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Rumo a 2010 | 28/01/2010 - 07:41

Sérgio e Deucimar se unem contra pré-candidatura de Pop a deputado

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Deputado Sérgio Ricardo (PR), que busca a reeleição, e o presidente da Câmara Deucimar Silva, também na corrida a deputado, não querem Éverton Pop (PP) no caminho, sob argumento de que divide votos e dificulta vitória à AL

   A pré-candidatura a deputado estadual do vereador por Cuiabá e apresentador de TV Éverton Pop está tirando o sono não só dos seus colegas do PP e da bancada na Câmara Municipal, Deucimar Silva e Levi de Andrade, mas também do já deputado Sérgio Ricardo (PR), que busca a reeleição. Deucimar, que preside o Legislativo cuiabano, não aceita que Pop concorra a estadual por entender que o atrapalharia na caça de votos, já que ambos são da mesma legenda e dividiriam  base eleitoral. Levi, que também se diz pré-candidato, segue na mesma linha. Sérgio, por sua vez, acrescenta outros argumentos, um deles de que é apresentador de TV junto com Pop na TV Cidade Verde (afiliada da Bandeirantes). Dentro da emissora, os dois disputam espaço, ainda mais agora que seus programas são transmitidos via satélite para praticamente todos os municípios.

   As negociações junto à cúpula regional, sob o cacique José Riva, presidente da Assembleia, apontam para exclusão de Pop da lista de candidatos. Com Riva como "puxador" de votos e na expectativa deste chegar a 100 mil votos, o PP aposta que vai eleger pelo menos 6 deputados. Isso tem aumentado a briga interna por candidatura. Apesar da bancada do PP não admitir publicamente, assim como Sérgio, o clima é de racha por causa do "efeito Pop". Trata-se de um apresentador de TV que, com seu estilo carismático e populista, tem ampliado base eleitoral. Usa a TV como vitrine eleitoral. Em 2008, ele foi o vereador mais votado dos 19 que garantiram cadeira na Câmara da Capital. Teve 5.280 votos. Deucimar teve o mandato cassado por infidelidade partidária (trocou DEM pelo PP), mas conseguiu reconquistar o mandato nas urnas com 3.524 votos, mesma votação do primeiro-suplente Marcus Fabrício, que perdeu a cadeira para Deucimar por ser mais novo. Após exercer mandato de vereador, Sérgio busca a reeleição na AL. Tentou, sem êxito, a Prefeitura de Cuiabá em 2004.

   O quociente para deputado estadual deve ficar em 64,7 mil votos. Há uma "inflação" de pré-candidatos. As convenções de junho devem confirmar mais de 200 na briga pelas 24 cadeiras de deputado, cujo salário é de R$ 15 mil mensais e com direito a outras vantagens, como até R$ 15 mil de verba indenizatória. Da Baixada Cuiabana ao menos uns 30 devem entrar na corrida à Assembleia. A queixa de uns é que esse número excessivo de candidaturas e "invasão" de outros acabam por dividir votos e impedir maior representatividade política das regiões.

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