Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 07:09 h

RUMO A 2010 | 26/08/2011 - 08:01

Acordão nacional entre PMDB e PT motiva Bezerra a prefeitura

Flávia Borges


Deputado federal Carlos Bezerra quer disputar prefeitura de Rondonópolis em 2012 e abrir vaga para Ságuas Moraes

      O deputado federal e presidente regional do PMDB há mais de uma década se empolgou com um acordo "costurado" em nível nacional entre PMDB e PT para este vir a disputar a Prefeitura de Rondonópolis e, em caso de reeleição, abriria vaga o então titular e hoje suplente Ságuas Moraes (PT).

     Bezerra passou a consultar lideranças locaise a difundir para os mais próximos que, mesmo aos 70 anos, ele acha possível concorrer sim à prefeitura do município que o projetou politicamente. Bezerra foi prefeito de Rondonópolis por 3 mandatos, o primeiro deles ainda nos anos 1980. Também foi deputado estadual, governador, senador e está na cadeira de federal pela segunda vez.

     Um dos maiores incentivadores de uma eventual candidatura de Bezerra nos próximos anos é o vice-presidente da República Michel Temer. Ele chegou a comentar com Bezerra que, se o cacique ganhar para prefeito, terá carimbado o passaporte para concorrer ao governo em 2014.

     Se por um lado a militância peemedebista começa a discutir o projeto que traz Bezerra como cabeça de chapa, mesmo o deputado enfrentando desgaste por causa da imagem de um político carreirista já testasdo em vários cargos, por outro existe uma corrente mais forte que defende a reeleição do prefeito Zé do Pátio (PMDB).

     O PMDB concentra em Rondonópolis, terceiro maior colégio eleitoral, as maiores forças em termo de militância e, historicamente, vem dividindo o poder. Depois do próprio Bezerra, a sigla retomou o poder em Rondonópolis com Pátio, que embora também enfrente desgaste, não deve recuar de uma nova candidatura.

     O partido sabe que terá um embate duro, afinal há três ex-prefeitos no páreo, sendo eles Percival Muniz (PPS), Adilton Sachetti (sem partido) e Rogério Sales (PSDB).

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RUMO A 2010 | 05/06/2010 - 07:25

Empurrado pela Assembleia de Deus, Rezende deve ser reeleito

Flávia Borges

Fernando Ordakowski


Deputado Sebastião Rezende, que mantém escritório dentro do Grande Templo, espera a reeleição neste ano  

   O engenheiro civil Sebastião Rezende, que tem sua atuação parlamentar voltada a atender o público evangélico, está com sua reeleição praticamente consolidada. Rezende atua como porta-voz da Assembleia de Deus, que reúne no Estado quase 200 mil membros. Sua relação é tão próxima com a cúpula da igreja que possui até um gabinete dentro do Grande Templo.

   Em 2002, Rezendo se elegeu para seu primeiro mandato, pelo PTB, com 17.610 votos. Quatro anos depois, em 2006, pelo PPS, ele obteve 35.521, mais do que o dobro que na primeira eleição. Agora, já pelo PR, a previsão é que chegue aos 40 mil votos.

   Dos 24 deputados estaduais que compõem a Assembleia, apenas 4 não devem ir à reeleição: Antônio Brito (PMDB), da Universal do Reino de Deus e que se efetivou na cadeira de parlamentar no lugar de Zé do Pátio, hoje prefeito de Rondonópolis, por entender que não tem chances, Percival Muniz (PPS), que sonha com uma candidatura de vice de Mauro Mendes no pleito deste ano, Otaviano Pivetta (PDT), que se mostra desiludido com a vida pública, e Ságuas Moraes, que vai tentar uma cadeira na Câmara Federal.

  Já os que querem a reeleição, mas que abandonaram suas bases ou segmentos os quais juraram representá-los, começam, estrategicamente, a investir no trabalho de reaproximação. O quociente eleitoral deve exigir o mínimo de 64 mil votos por vaga do candidato ou coligação. Alguns parlamentares tentam se organizar nas suas regras, mas não possuem base sólida como é o caso de Sebastião Rezende, que surge com grande chance de êxito na reeleição, empurrado pelos evangélicos.

   Cada deputado ganha quase R$ 15 mil mensais e mais R$ 15 mil de verba indenizatória e com direito a outras regalias e privilégios, como veículo Corolla à disposição, mais de 20 assessores e controle de verba de gabinete.

   Em fevereiro deste ano, cerca de 600 pastores e dirigentes dos municípios mato-grossenses estiveram no Grande Templo na abertura da tradicional União de Mocidade da Assembleia de Deus, que reúne aproximadamente 14 mil jovens todos os anos. A cúpula entendeu que o momento seria propício para incluir discussões políticas e estratégias de fortalecimento para as eleições. Os pastores tinham a intenção de impressionar e convencer líderes do Palácio Paiaguás pelos números. Devido ao grande número de fiéis no Estado, a Assembleia de Deus teria "cacife" para lançar e levar a uma boa votação vários candidatos para cargos diferentes. Com base eleitoral em Rondonópolis, Rezende está no segundo mandato e, com respaldo da Igreja, buscará o terceiro.

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RUMO A 2010 | 10/05/2010 - 12:33

Wilson questiona, mas Antero publica pesquisa rumo ao Senado

Flávia Borges

   Na contramão das declarações do ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao governo do Estado, Wilson Santos (PSDB), que questionou a veracidade da pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Ibope, um dos mais conceituados do país, em que figura em segundo lugar na corrida ao Paiaguás, o pré-candidato do partido à senatória, Antero Paes de Barros, fez barulho e festejou sua segunda colocação rumo ao Senado. Antero publicou em seu blog os números da pesquisa divulgada na última sexta (8) pela TV Centro América em que aparece com 35% das intenções de voto, atrás do ex-governador Blairo Maggi (PR), que lidera com 75%. Para não "chatear" Wilson, o tucano não fez alarde sobre a pesquisa para governo estadual, mas, mesmo assim, citou o resultado.

   Foram ouvidos 812 eleitores durante os quatro dias do trabalho de campo. O nome do ex-procurador da República Pedro Taques, pré-candidato do PDT, figura na condição de lanterna. Aparece com apenas 9%. Dos entrevistados, 3% disseram que votariam hoje em branco ou anulariam o voto. Já 11% se declararam indecisos. A pesquisa está registrada no TRE-MT sob número 10.612/2010. Esta é a segunda amostragem para o Senado divulgada nos últimos 30 dias. A primeira foi feita pelo instituto Mark em parceria com o RDNews e apontava também liderança de Maggi.

   Essa não é a primeira vez que o ex-prefeito tucano questiona a credibilidade dos institutos de pesquisa. Em abril, Wilson preferiu não acreditar nos dados divulgados pelo RDNews e apontados por pesquisa do instituto Mark, que mostravam empate técnico entre ele e Silval, com Mauro Mendes logo atrás. Em alguns cenários, o governador aparecia com uma ligeira vantagem sobre o tucano. Wilson alega que os números não batiam com os seus, ou seja, com aqueles apresentados em pesquisas internas e ameaçou recorrer à Justiça Eleitoral para fazer estudo sobre o método da Mark no trabalho de campo.

   No pleito de outubro vão estar em disputa duas das três cadeiras reservadas a representatividade de Mato Grosso no Congresso Nacional, com vencimento dos mandatos de Serys Marly e de Gilberto Goellner (DEM), que se efetivou no cargo com a morte de Jonas Pinheiro. Hoje Goellner está licenciado. Sua cadeira é ocupada por Jorge Yanai. Já o democrata Jayme Campos, que ensaiou candidatura ao governo e depois desistiu, prossegue no mandato de senador até 2014.


Matéria veiculada no blog do Antero cita pesquisa e  festeja a segunda colocação do tucano rumo ao Senado

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RUMO A 2010 | 04/05/2010 - 15:30

Aliados chamuscam campanhas de Silval, Wilson e Mendes ao Paiaguás

Flávia Borges

Fernando Ordakowski

Zé Rosa e Vilceu Marchetti são dois dos principais aliados dos pré-candidatos ao Paiaguás Wilson e Silval   

   Os três pré-candidatos ao Palácio Paiaguás, Silval Barbosa (PMDB), Wilson Santos (PSDB) e Mauro Mendes (PSB), entram em clima de campanha já chamuscados por aliados que se envolveram em escândalos recentes e que, de uma forma ou de outra, acabam sendo lembrados por isso. Silval, por exemplo, conseguiu num acordo com o ex-governador Blairo Maggi (PR) assumir o Paiaguás e, assim, ter mais visibilidade rumo à tentativa de reeleição. Mesmo assim, a compra supostamente superfaturada de 705 máquinas doadas aos 141 municípios no final do ano passado já respinga no peemedebista.

   Conforme levantamento preliminar, foram gastos pelo menos R$ 36,8 milhões a mais no pagamento do maquinário. Deste total, R$ 10,8 milhões se referem aos juros pagos a mais na compra dos caminhões e outros R$ 10,8 milhões relativos a ausência de cobrança da diferença do ICMS. Já R$ 15,2 milhões se referem aos mesmos itens só que relativos à aquisição de máquinas. Por enquanto, os investigadores tentam descobrir o grau de participação dos servidores das secretarias de Infraestrutura e Administração no procedimento, já que os pregões foram conduzidos pelas duas pastas.

   O então secretário de Infraestrutura, Vilceu Marchetti, foi exonerado na semana passada. Já Geraldo de Vitto, que responde pela pasta da Administração, ainda faz parte do staff e prejudica ainda mais a imagem de Silval, que aguarda pacientemente que o secretário decida sozinho se vai ou não entregar o cargo.

   Wilson Santos é outro que sofreu desgaste na reta final de seu mandato como prefeito da Capital. Apesar de ter seu processo arquivado e ser considerado inocente, o ex-procurador-geral de Cuiabá, José Antônio Rosa, teve seu nome envolvido num escândalo desencadeado após a Operação Pacenas, da Polícia Federal. O imbróglio envolvendo as obras do PAC começou em agosto do ano passado. Na oportunidade 11 pessoas foram presas e 22 chegaram a ser indiciadas. Na época, as obras foram embargadas e a prefeitura baixou um decreto que cancelou todos os processos licitatórios, supostamente fraudados. Neste ínterim, a Justiça arquivou as denúncias e o Consórcio Cuiabano e a LGL ingressaram com ações para retomar as obras de saneamento na Capital. Em princípio, uma liminar favoreceu as empreiteiras, mas ela foi derrubada pela prefeitura. Ainda restam recursos jurídicos a serem julgados para que a “novela” envolvendo as obras tenha um novo capítulo, agora, com a retomada dos serviços.

   O empresário Mauro Mendes também não escapa das manchas e respingos de escândalos. Ele era ligado ao ex-governador Blairo Maggi e é acusado por seus adversários de receber incentivos fiscais "exagerados". Todas essas acusações começam a aparecer na época de pré-campanha e tendem a ser fortalecidas durante o período eleitoral. A tendência é que uma avalanche de críticas e troca de farpas entre os três aconteçam daqui até outubro.

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RUMO A 2010 | 16/03/2010 - 11:27

Pagot "patrola" Mendes e Wilson e diz que sempre defendeu Silval

Simone Alves

   Enviada especial a Lucas do Rio Verde

    Ao estilo trator, o diretor-presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot (PR), mostrou desprezo pela pré-candidatura ao governo do empresário Mauro Mendes (PSB). Pagot já foi considerado um dos maiores incentivadores do projeto eleitoral de Mendes e agora se envolve de "cabeça" no pleito a governador de Silval Barbosa (PMDB). Em Lucas do Rio Verde, durante evento de lançamento do projeto da ferrovia Centro-Oeste, Pagot disse que não acredita numa reaproximação de Mendes (ex-PR) com a aliança governista.

   O diretor do Dnit figurava na ala de republicanos contrária ao projeto do PMDB, mas a saída de Mendes do PR para ingressar no PSB fez a preferência do diretor do Dnit esfriar. Agora, o republicano tenta passar a imagem de que é "Silval desde criancinha". 

  As declarações de Pagot também atingiram o prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao governo, Wilson Santos (PSDB). Para Pagot, o gestor tucano tem uma atuação pífia. “Uma tragédia para Cuiabá”, avaliou.

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RUMO A 2010 | 16/03/2010 - 11:03

Após pancadaria, PPS fecha com Mendes rumo ao Paiaguás

Flávia Borges

   O presidente regional do PPS, deputado estadual Percival Muniz, garante que a maioria dos dirigentes municipais decidiu declarar apoio ao pré-candidato ao governo estadual, empresário Mauro Mendes (PSB). Dos 45 diretórios espalhados pelo Estado, 32 fecharam com a proposta de Percival, que sempre defendeu que a sigla estivesse ao lado de Mendes na corrida ao Palácio Paiaguás.

   Outros 13 presidentes municipais não concordaram com a decisão da maioria. Deste total, 8 votaram pelo apoio do PPS ao prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), enquanto outros 5 pretendem subir no palanque do vice-governador Silval Barbosa (PMDB).

   A decisão oficial do partido acontece em 15 de abril, quando a executiva regional vai realizar uma votação entre os diretórios. “Até lá, queremos tentar convencer a todos a apoiarem a decisão da maioria. Lutamos pela unidade”, diz Percival.

   Nesta segunda (15), o PPS promoveu um encontro entre os dirigentes municipais para definir o assunto. A reunião terminou em pancadaria e quebra-quebra – veja aqui. Mesmo assim, Percival garante que não houve nada demais. “Foi só um tumulto de 2 minutos. Nada grave”, desconversa o socialista. (Com Adriana Nascimento)

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RUMO A 2010 | 15/03/2010 - 08:56

PPS e PDT abandonam Mendes

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Percival Muniz e Otaviano Pivetta, dirigentes do PPS e PDT, respectivamente, abandonam barco de Mauro Mendes

   Os deputados Percival Muniz e Otaviano Pivetta, presidentes no Estado do PPS e PDT, respectivamente, se vêem forçados a abandonar o barco da candidatura de Mauro Mendes ao governo, após incentivá-lo a entrar na disputa e, inclusive, a mudar de legenda. Mendes saiu do PR do governador Blairo Maggi e se filiou no PSB na esperança de construir projeto alternativo na corrida ao Paiaguás. Agora, a sós e quase se afundando, tenta manter a candidatura. Enquanto isso, a pré-campanha se polariza entre Silval Barbosa (PMDB) e Wilson Santos (PSDB).

   Numa reunião há cerca de 15 dias, com as presenças de Mendes, Maggi, do vice-governador e pré-candidato situacionista Silval Barbosa (PMDB), Percival fez mea-culpa. Defendeu aliança do PPS com o peemedebista e disse que todos os partidos e lideranças são farinha do mesmo saco e que não adiantaria Mendes lutar contra porque não tem em quem confiar. Reconheceu a falta de autonomia para decidir o rumo da legenda socialista. O caso é similar no PDT. Mendes ficou na bronca.

   Os presidentes nacionais do PPS e PDT, respectivamente Roberto Freire e Carlos Luppi, orientaram os Estados a fechar coligação com o PSDB e PMDB. Nesse caso, socialistas vão apoiar Wilson, que renunciará ao mandato de prefeito da Capital dentro de 15 dias para concorrer à sucessão estadual. Percival, que rejeita o nome do tucano, declarou na reunião que não estava descartado nem a hipótese de pedir desfiliação. Vai aguardar o posicionamento oficial da legenda nesta segunda (15). Ele quer o PPS no bloco de Silval. Se não for possível, a tendência é deixar a legenda.

   Pivetta, por sua vez, também se mostra impotente num partido que ele próprio atua como presidente estadual. Wilson conseguiu cooptar o PDT, com ofertas de cargos. Mesmo assim, o clima é de racha. Para acirrar ainda mais essa discussão, o ministro do Trabalho Carlos Luppi orientou que a legenda feche composição com partidos que estejam na base do governo Lula. Nesse caso, os pedetistas subiriam no palanque de Silval, que tem na aliança PMDB, PR e PT.

     Desistência

     Nos bastidores, o comentário é que Mendes, que só tem a garantia de apoio do PSB, assim mesmo sem a segurança de empenho irrestrito do presidente regional Valtenir Pereira, vai manter o projeto majoritário por mais alguns dias. Até as convenções, comentam alguns de seus aliados, o empresário deve "jogar a toalha".

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RUMO A 2010 | 04/03/2010 - 09:53

Pesquisa ganha repercussão imediata em todo o Estado

Adriana Nascimento

   A pesquisa realizada pelo Instituto Mark, entre 20 e 25 de fevereiro, para a sucessão de Blairo Maggi (PR), ganhou repercussão rápida entre políticos e jornalistas. No programa Cidade Independente, da Rádio Cidade, o jornalista Edivaldo Ribeiro, elogiou o resultado da primeira pesquisa registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), conforme manda a legislação. Os números foram analisados minuciosamente.

   Neles, os pré-candidatos ao Palácio Paiaguás, Wilson Santos (PSDB) e Silval Barbosa (PMDB) aparecem tecnicamente empatados com 26,8% e 25,2%, respectivamente. Já Jayme Campos (DEM) figura com 14,3% e Mauro Mendes (PSB), 11,3% - veja aqui

   O jornalista Edivaldo Ribeiro destaca que Wilson, "mesmo levando pancada de tudo quanto é lado”, ainda está na frente de Jayme, com quem disputa internamente a chance de ser o candidato da coligação. “A força política de Wilson é inegável porque tem sofrido diretas críticas e reprovação de contas de seu governo. Além desta força descomunal que Wilson invoca e incorpora neste momento, quem cresce a olhos vistos é o vice-governador, Silval”, diise, ao destacar que o peemedebista foi quem mais cresceu. 

   Segundo o jornalista, isso mostra uma tendência de polarização do processo político entre Wilson e Silval. “E a pesquisa da Mark demonstra que o cacife político do prefeito é maior do que o do senador”. Ele lembra também que Jayme também perde no cenário em que disputa a estimulada com Mauro.

 

Clique no play e confira repercussão na Rádio Cidade

 

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RUMO A 2010 | 27/02/2010 - 17:58

Wilson diz não temer disputa, quer DEM, ataca Maggi e ironiza Mendes

Romilson Dourado

Deputada Thelma, Wilson e a esposa Adriana Bussiki, neste sábado   O prefeito cuiabano Wilson Santos, virtual candidato do PSDB a governador, disse neste sábado, durante o encontro batizado de "Comitê Agenda 45", no Hotel Fazenda Mato Grosso, que a militância tucana não precisa ficar temerosa com as críticas e ataques feitos pelos possíveis adversários porque vai dar uma surra de votos em todos os concorrentes. Sem citar nomes e em clima de pré-campanha, Wilson disse que é sempre alertado sobre as dificuldades que deve enfrentar por causa de candidatos que usam a máquina do Estado, numa referência ao vice-governador Silval Barbosa (PMDB), e de concorrente dos "incentivos fiscais", em referência a Mauro Mendes (PSB). "Eu não tenho medo e eles têm que bater em mim mesmo. Não poderia esperar elogios da oposição. Eles sabem que eu sou (candidato) forte".

    Wilson está mesmo determinado a renunciar ao mandato de prefeito da Capital para disputar à sucessão do governador Blairo Maggi. No encontro deste sábado somente ele e a presidente regional do PSDB, deputada Thelma de Oliveira,  fizeram discurso. Estavam presentes cerca de 500 pessoas, entre pré-candidatos, membros do diretório estadual e de alguns municipais.

   O tucano comentou que nas eleições de 2008, muitos amendrontavam-no, avisando que o então deputado e apresentador de TV Walter Rabello (ex-PMDB e hoje PP) iria dar uma surra de voto porque fazia shows como cantor e distribuía até CD para a população. Em seguida, emenda: "Ele (Rabello) não foi nem para o segundo turno". Depois, numa referência a Mendes, contra quem disputou e ganhou no segundo turno, Wilson disparou: "O candidato dos incentivos, mesmo com muito dinheiro e apoiado pelo governador, por Terezinha Maggi, também não aguentou".

   O pré-candidato do PSDB voltou a criticar o governo estadual, para quem priorizou a concessão de incentivos fiscais para meia dúzia de empresários, em detrimento da população. Disse que a gestão Maggi não criou nada de novo e que "representa a continuidade do governo Dante de Oliveira". Mesmo com projetos lançados e ainda não concluídos, o prefeito disse que sua administração tem marca e mencionou as obras do Rodoanel, da avenida das Torres e a Estação de Tratamento do bairro Tijucal (ETA Tijucal). "Esse governo Maggi não tem nada de novo. Que coisa nova o governo criou?", gritou Wilson para, em seguida, lembrar que o Fundo de Transporte e Habitação e Habitação (Fethab) foi instituído no governo Dante.

   Considera também que o governo Maggi nada fez na área social e que ao longo destes sete anos só construiu uma escola estadual em Cuiabá. Declarou que o Estado deixa a deseja na área da saúde. Segundo o prefeito tucano, a administração Maggi não construiu um hospital na Capital. "Se não é eu, o Hospital e Pronto-Socorro não estaria sendo reformado e é lá onde atendemos pessoas de todo o Mato Grosso". Comentou ainda que o fornecimento de gás natural só está garantido até 20 de março e considera essa crise no setor um absurdo. "Isso é uma vergonha. O governo não consegue uma negociação para trazer o gás de Cáceres (fronteira com a Bolívia) para Cuiabá. O povo está vendo isso".


Em encontro neste sábado, o tucanato, sob Wilson Santos, volta a fazer barulho, com críticas ao governo Maggi

    Pesquisa

  Wilson Santos disse que fez acordo com O DEM há um ano e a proposta de aliança entre tucanos e democratas foi divulgada pela imprensa. "Portanto, a militância não pode reclamar porque foi um acordo em que todos têm conhecimento". Adiantou que o Ibope começou a fazer uma pesquisa, que ficará pronta em 15 dias e, a partir daí, será definido quem será o candidato a governador, se ele (Wilson) ou se Jayme. Disse que, se tiver na frente, espera que o DEM cumpra o acordo. Assegurou que, se, por acaso não for o nome escolhido, dará todo o apoio necessário ao nome de Jayme. Afirma que a maioria está de acordo, embora seja difícil chegar a uma unanimidade.

   O tucano afirmou que a tríplice-aliança (PSDB-DEM-PTB) está consolidada e promete surpresas. Garante que novos partidos vão se juntar ao grupo. "O povo vai ficar impressionado com os apoios que virão. Vai ter rasteira", declarou Wilson.


Cerca de 500 pessoas prestigiam reunião do PSDB, que deflagra pré-campanha com Wilson na briga pelo Paiaguás
Fotos: Julio Fontes

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RUMO A 2010 | 29/12/2009 - 11:42

Secretário de Wilson, Sinohara pede votos para Baiano

Romilson Dourado

   O secretário extraordinário municipal da Copa do Mundo de 2014 Pedro Sinohara surpreendeu a todos durante uma festa de confraternização promovida pelo secretário estadual de Esportes e Lazer Baiano Filho, ao anunciar publicamente que é eleitor de carteirinha do pré-candidato a deputado em 2010. Baiano está filiado ao PMDB, enquanto Sinohara é do PDT e apóia o seu chefe, prefeito de Cuiabá Wilson Santos, virtual candidato do PSDB a governador.

    A confraternização reuniu cerca de 300 servidores, todos convidados de Baiano, e alguns dirigentes de entidades esportivas. No discurso, Sinohara lembrou que pertence a um grupo político adversário de Baiano mas que, mesmo assim, fazia questão de anunciar seu apoio ao peemedebista. "Baiano merece ser deputado porque fez muito pelo esporte em nosso Estado. Ele marcou posição”, diz o secretário de Wilson e ex-dirigente da Federação Mato-Grossense de Judô e ex-técnico da Seleção Brasileira de Judô. Empolgado, ele chegou a pedir que os servidores também se empenhem para ajudar Baiano na conquista de uma das 24 cadeiras na Assembleia.

    A festa aconteceu na última quinta (24) na Associação Médica, situada à avenida Archimedes Pereira Lima, a conhecida estrada do Moinho. Para não dar conotação política ao evento, Baiano iniciou o seu discurso dizendo que não falaria sobre política. Depois, diante da empolgação de Sinohara, o secretário do governo Blairo Maggi só faltou pedir voto.

   Esta não é a primeira vez que Baiano ensaia candidatura. Ex-vereador por Sinop, ele concorreu e perdeu para prefeito em 2004. No pleito de 2008, chegou a se afastar do posto de secretário na expectativa de concorrer novamente à sucessão municipal, mas desistiu e apoiou o hoje prefeito Juarez Costa (PMDB). Os principais adversários de Baiano em Sinop, onde reside, são o já deputado Dilceu Dal Bosco (DEM) e o vereador e ex-deputado Gilson de Oliveira (PP). (Patrícia Sanches)

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RUMO A 2010 | 29/12/2009 - 10:31

Pagot reforça Silval ao governo, mas lembra de alianças

Romilson Dourado

   O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, reforçou nesta terça (29), em entrevista ao telejornal Bom Dia Mato Grosso, da TV Centro América (afiliada da Rede Globo), a pré-candidatura do peemedebista Silval Barbosa à sucessão estadual. Ele nem tocou no assunto, mas, nos bastidores, se empenha como espécie de cabo eleitoral do empresário Mauro Mendes, virtual candidato do PSB ao Palácio Paiaguás. Como pertence ao PR do seu padrinho político e governador Blairo Maggi, Luiz Pagot, para não contrariá-lo, defende publicamente o nome de Silval, mas deixa claro que há outros opções dentro do arco de alianças.

   Para ele, é importante que os partidos que compõem a base governista cheguem a um entendimento sobre candidaturas majoritárias. Nesse caso, joga no mesmo pacote PR, PSB, PP, PT e PMDB e outras siglas que marcham para oposição, como DEM dos irmãos Júlio e Jayme Campos, o PPS de Percival Muniz e o PDT de Otaviano Pivetta. “O governo tem que ter uma boa base de sustentabilidade tanto no âmbito estadual quanto federal para que os projetos tenham continuidade”, enfatiza Pagot, sobre a continuidade da gestão, no caso, com Silval.

   Pagot ocupou três secretarias no governo Maggi, sendo elas Infraestrutura, Casa Civil e Educação. Era tido como o trator da turma da botina, grupo ligado ao governador. Depois, graças às articulações de Maggi, assumiu o Dnit, uma das autarquias mais cobiçadas da estrutura do governo federal, cujo orçamento anual chega a R$ 14 bilhões. O posicionamento dúbio de Pagot vem contrariando Maggi e o próprio Silval. Acontece que, ao mesmo tempo que defende o nome do peemedebista para o Paiaguás, se movimenta nos bastidores para reforçar a pré-candidatura de Mendes, presidente da Federação das Indústrias do Estado e candidato derrotado a prefeito da Capiltal no ano passado. Aliás, Mendes trocou o PR pelo PSB, sob orientação de alguns aliados, entre eles o próprio Pagot.

   Projetos

   Na entrevista à TVCA, Luiz Pagot admite que há morosidade no andamento dos projetos na área de transporte, sob sua responsabilidade, como a Ferronorte e a hidrovia Teles Pires-Tapajós. Quando questionado do porquê de a ferrovia não avançar rumo a Cuiabá, como prometido pelo governo federal, o diretor-geral do Dnit alegou que "as obras foram retomadas este ano é que deve chegar perto da capital mato-grossense até 2011. Segundo ele, a empresa contratada, a América Latina Logística (ALL), já recebeu o aval do licenciamento ambiental para asfaltar 120 km. Esse trecho da BR-163 vai de Alto Araguaia a Itiquira. Pagot pede trégua para conclusão do projeto.

   No tocante à hidrovia, outra vez a morosidade nas obras foi questionada. “Haverá um sistema de cruzamento dos rios para permitir a navegação. Mas isso ainda deve começar a ocorrer daqui a cinco ou dez anos”, ressaltou Pagot. Ele informou que os inventários estão sendo concluídos, mas são vagarosos porque precisam atender a muitas exigências ambientais. Então, diz ele, a espera é  necessária. (Adriana Nascimento)

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RUMO A 2010 | 28/12/2009 - 00:20

Dorner usa própria TV para reforçar campanha a deputado

Romilson Dourado

  O empresário Roberto Dorner, que trocou o PDT pelo PP e está em pré-campanha a deputado federal, usou e abusou de sua emissora de TV em propaganda extemporânea, neste domingo à noite. Ele foi entrevistado por Onofre Júnior, no Ponto de Vista, um dos programas da TV Rondon (afiliada do SBT), que pertence ao próprio Dorner. Falou por uma hora. Ele mantém no Estado três afiliadas da emissora de Sílvio Santos, sendo elas em Cuiabá, Sinop e Rondonópolis.

   O programa foi aquela "rasgação de seda". Onofre exagerou nos elogios ao empresário-patrão que, por sua vez, só faltou pedir voto. No final, ao ser perguntado sobre que cargo pretende concorrer nas urnas de 2010, Dorner, para despistar, disse: "não quero falar aqui para não dizerem que estou usando a televisão para fazer propaganda, mas pretendo ser candidato para representar o povo do Mato Grosso". Onofre, então, o agradece pela presença e ainda faz questão de destacar que, mesmo se tratando de um entrevistado dono da emissora, o tempo não superou a uma hora e conclui: "que 2010 seja de muito sucesso para o senhor". Esta não é a primeira vez que Roberto Dorner ensaia candidatura. No ano passado, ele entrou no páreo para prefeito de Sinop. Na reta final, como não tinha conseguido "decolar", jogou a toalha e apoio o peemedebista e hoje prefeito Juarez Costa.

   Ele vem ocupando espaço político no Nortão. No pleito de 2010, deve ter como principal adversário na corrida à Câmara Federal pela região o ex-prefeito de dois mandatos de Sinop, Nilson Leitão (PSDB). Dorner comanda empresas dos ramos de comunicação, pecuária e indústria. Aos 61 anos, ele não abre mão de circular com chapéu na cabeça (na entrevista, não usou chapéu) e demonstra simplicidade. É mais um empresário que deseja exercer mandato parlamentar.

   A exemplo de Dorner, muitos pré-candidatos já deflagraram campanha de deputado, ao arrepio da legislação eleitoral. Somente na Grande Cuiabá, cinco apresentadores de TV usam diariamente o espaço nas emissoras para tentar projeção política, como os vereadores Toninho de Souza (Record Cuiabá) e Everton Pop (Cidade Verde), os deputados Maksuês Leite (TV Cuiabá) e Sérgio Ricardo (Cidade Verde), assim como o ex-deputado Walter Rabello (Rondon).

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RUMO A 2010 | 26/12/2009 - 22:26

Instituto ligado a Pagot propaga governador em outdoors

Romilson Dourado


Governador Blairo Maggi, pré-candidato a senador, aparece em outdoor, sob patrocínio do Instituto Uthopia
Foto: Josinei Moreira

   Blairo Maggi se transformou em garoto propaganda da imagem de si próprio. Sob patrocínio do Instituto Uthopia, que seria ligado ao ex-secretário de Estado e hoje diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot, alguns oudoors foram espalhados por ruas e avenidas de Cuiabá. Um deles está fixado num prédio da avenida Isaac Póvoas. Com um fundo azul, cor que simboliza o PR de Maggi, o governador aparece com pose de artista, de camisa cor branca, ar descontraído e sorriso eleitoral no rosto. Distribuídas nos espaços em torno da foto gigante, as frases trazem os seguintes dizeres: “Mudar conceitos é a marca dos grandes líderes”, “Blairo Maggi - 62º líder mais influente do mundo – Revista Forbes”, e “2009 agora o mundo vê Mato Grosso com outros olhos”.

   Trata-se de uma iniciativa do Uthopia para agradar o governador e pré-candidato ao Senado. A oposição vê essa homenagem como propaganda extemporânea. O Ministério Público deve ser acionado para pedir a derrubada dos outdoors. O instituto que patrocina a campanha publicitária da figura de Maggi foi criado em 2006 e, no ano seguinte, fechou convênio com a secretaria de Estado de Meio Ambiente para implantar o Jardim Botânico.

   Um dos acionistas do Grupo Amaggi, que abriga um conglomerado de empresas, Blairo Maggi figura na 62ª posição numa relação com 67 nomes de pessoas mais poderosas do mundo, segundo um ranking preparado pela revista americana "Forbes". Maggi é um dos empresários e políticos mais ricos do país. A Amaggi é responsável por 8% de toda a soja produzida no Brasil e fatura em média U$$ 2,4 bilhões por anno. Formado em agronomia, Blairo Maggi se elegeu em 2002 e garantiu novo mandato em 2006, ambos no primeiro turno.

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RUMO A 2010 | 26/12/2009 - 10:28

Candidatos poderão fazer campanha na internet em junho

Romilson Dourado

  Os pré-candidatos a senador, deputado estadual e federal, governador e presidente da República estão autorizados a fazer campanha na internet a partir de 5 de junho, um dia antes do início das campanhas nos outros meios de comunicação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já determinou as regras para uso da internet pelos candidatos, na primeira eleição em que a rede mundial de computadores poderá ser utilizada de forma legal. Em 2008, como não havia regulamentação, a internet não foi utilizada pelos candidatos.
 
  Assim, se as pré-candidaturas de Mauro Mendes (PSB), Silval Barbosa (PMDB), Wilson Santos (PSDB) e Jayme Campos (DEM) ao governo se mantiverem, por exemplo, eles poderão fazer campanha em sites deles mesmos, dos partidos e das coligações. Os endereços eletrônicos deverão ser comunicados à Justiça Eleitoral para que possam ser fiscalizados. A resolução do TSE também estabelece que poderão ser enviadas mensagens eletrônicas para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação, por meio de blogs, redes sociais, sites de mensagens instantâneas e assemelhados. Entretanto, está proibida a veiculação de propaganda eleitoral paga e em sites de pessoas jurídicas e órgão e entidades públicos. Segundo as novas regras, o eleitor deve ter autonomia para se descadastrar destes sites e deixar de receber as mensagens eletrônicas em 48 horas.

  A internet é tida como um dos meios de comunicação mais eficazes porque tem dimensões imensuráveis. A regulamentação das publicidades facilita a fiscalização por parte do TRE e TSE já que em 2008 muitos questionamentos e denúncias foram feitos à Justiça Eleitoral sobre divulgações irregulares. Em Mato Grosso, os juízes do Tribunal Regional Eleitoral Yale Sabo Mendes, Vandymara Paiva Zanolo e Samir Hammoud foram escolhidos por unanimidade pelo Pleno para exercerem a função de juízes auxiliares de propaganda eleitoral - veja aqui.
 
  Todas as outras propagandas em outros veúculos só poderão ser transmitidas em 6 de julho. Os candidatos poderão ainda fazer propaganda intrapartidária nos 15 dias anteriores à indicação pelos partidos políticos.Oficialmente, as candidaturas serão postas em abril de 2010, após a realização das convenções. Enquanto isso não acontece, nos bastidores, os pré-candidatos articulam, fazem reuniões e correm o Estado para firmar alianças e viabilizar candidaturas. (Patrícia Sanches)

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RUMO A 2010 | 21/12/2009 - 15:49

Wilson vai trocar 3 secretários e oferecer área social ao PP

Romilson Dourado

  O prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB) deve fazer três alterações em seu staff em janeiro. A escolha dos novos secretários será feita em conjunto com o vice-prefeito Chico Galindo (PTB), que deve se efetivar na cadeira em abril quando Wilson, que é pré-candidato ao governo, deve se afastar para se dedicar à campanha. As discussões ainda não estão fechadas, mas a tendência é que o tucano troque os secretários de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, hoje sob Celcita Pinheiro, de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Urbano, comandada por Archimedes Pereira Lima, e Trabalho e Turismo, sob Osmário Daltro.

  O prefeito pretende oferecer a pasta de Assistência Social ao PP, que apesar de ter três vereadores na base de sustentação, só comanda a Agência de Habitação, hoje sob João Emanuel. Em outubro o presidente da Câmara Deucimar Silva (PP) “bateu duro”, mas não levou nenhuma pasta. Saiu com a promessa de que em janeiro seria agraciado com uma secretaria. O prazo está praticamente terminando e Wilson terá de resolver o impasse. Ele teme que o PP deixe a base aliada. Hoje 14 dos 19 vereadores dão sustentação a Santos. Apesar de Celcita ser do DEM, que faz parte da aliança do PSDB para 2010, ela é tida como uma indicação pessoal do tucano.

  Nos bastidores já haveria um entendimento com os democratas para que Celcita deixe a pasta em janeiro. Na semana passada, Maurélio Ribeiro, que é filho de Oscar Ribeiro, presidente estadual do DEM, assumiu a pasta de Saúde. O prefeito viaja nesta terça (22) para o nordeste onde pretende refletir sobre as conjecturas e reorganizar o staff. Em abril mais secretários devem sair. Carlos Carlão Nascimento (PSDB), da Educação, e Euclides Santos (PMDB), da Infraestrutura, por exemplo, são pré-candidatos ao cargo de deputado estadual e serão obrigados a deixar as pastas. Além disso, caso Wilson decida ser cabeça de chapa ao governo deve adotar a mesma postura do governador Blairo Maggi (PR), pré-candidato ao Senado, que vai exonerar todos os secretários no dia em que sair. (Patrícia Sanches)  

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RUMO A 2010 | 21/12/2009 - 15:21

Pivetta descarta reeleição e diz que fica com o que sobrar

Romilson Dourado

   O presidente estadual do PDT, deputado Otaviano Pivetta, fez mistério sobre seu projeto político para 2010. “Ainda não sei que cargo vou pleitear e nem se vou disputar algum. O importante é viabilizarmos a candidatura de Mauro Mendes (PSB) ao governo”, despistou, durante reunião partidária nesta segunda (21). Em tom de brincadeira, o parlamentar chegou a dizer que vai ficar com o que “sobrar”, numa referência ao fato do grupo dos nove (PSB, PDT, PMN, PV, PRTB, PRB, PPS, PSC e PC do B) ter deixado em “aberto” a vaga de vice-governador, as duas de senador e as quatro de suplentes a senatória.

  Pivetta já descartou a possibilidade de tentar a reeleição por estar "desiludido" com o cargo de deputado, tanto estadual quanto federal. Assim, poderia tentar uma cadeira no Senado ou como vice de Mendes. Ele reforça que ainda é cedo para definir o seu futuro político porque o “jogo” está apenas começando e muita coisa vai acontecer até abril de 2010, quando terão sido concretizadas as candidaturas e alianças. “Vou contribuir de alguma forma”. (Patrícia Sanches)
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RUMO A 2010 | 21/12/2009 - 14:30

Wilson não tem jegue como FHC, mas monta a cavalo

Romilson Dourado

   O prefeito Wilson Santos (PSDB) mostrou que aprendeu direitinho a lição do mestre tucano, Fernando Henrique Cardoso. A quatro meses de deixar o cargo, Wilson pegou carona na solenidade de fortalecimento da ideia do teleférico em Chapada dos Guimarães, no último sábado, transformado em cavalgada. E, para ficar sob os holofotes, vale tudo. Ele montou a cavalo, lembrando as eleições de 1994, quando o populismo levou um desajeitado Fernando Henrique Cardoso a montar num jegue no interior do Nordeste.

   Muita gente já comenta que Wilson gosta mais de Chapada dos Guimarães do que de Cuiabá, pois sempre dá um jeito de se refrescar por lá. No último dia 11, por exemplo, esteve no município fazendo reunião de secretariado, coisa que já se tornou rotina em sua administração. A alegação da escolha de Chapada para esse trabalho, segundo ele, é para fugir da agitação do dia-a-dia de Cuiabá para, dessa forma, assegurar melhores resultados. Nada a ver com esconder o jogo dos adversários.

   Mas não foi só Wilson que esteve sob os holofotes da cavalgada. Outros que marcaram presença sobre o lombo do cavalo foram o prefeito daquela cidade, Flávio Daltro (PP), e o vereador cuiabano Roosevelt Coelho. O motivo: todo mundo queria estar perto do diretor de Assuntos Estratégicos da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo Pantanal (Agecopa), Yuri Bastos Jorge para articular melhorias por meio do evento aos devidos segmentos. (Adriana Nascimento)

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RUMO A 2010 | 21/12/2009 - 13:08

Querem desestabilizar campanha de Mendes, diz Percival

Romilson Dourado


Presidente Percival Muniz (PPS), Otaviano Pivetta (PDT), Valtenir Pereira (PSB) e Aluízio Leite (PV), discutem futuro de aliança do "grupo dos nove" e cobram mais empenho de Mauro Mendes na pré-campanha
Fotos: Patrícia Sanches

   O presidente do PPS Percival Muniz acredita na consolidação da candidatura do presidente da Fiemt Mauro Mendes ao Palácio Paiaguás e diz que em 2010 vão entrar “queimando gasolina azul”. Para ele, os outros partidos temem Mendes e, por isso, estão fazendo uma verdadeira “plantação” de notícias falsas para desestabilizar o chamado grupo dos nove (PSB, PPS, PDT, PRTB, PV, PRB, PMN, PSC e PC do B), que trabalha pela construção da candidatura de Mendes  ao governo no próximo ano. As declarações foram dadas após a realização de uma “reunião de emergência” entre algumas lideranças destes partidos que cobraram um posicionamento mais firme e do presidente do PSB e deputado federal Valtenir Pereira e do próprio presidente da Fiemt.

   Segundo Percival Muniz, que comanda o PPS no Estado, havia a informação de que a candidatura ao cargo de deputado federal era a prioridade do PSB, o que inviabilizaria o projeto maior da aliança que é a disputa ao Palácio Paiaguás. Após muita conversa, que não pode ser acompanhada pela imprensa, Valtenir, Percival e o presidente estadual do PDT, Otaviano Pivetta, rasgaram elogios a Mendes e desmentiram os boatos de que o grupo estaria rachado.

  A reunião foi marcada às pressas depois que um veículo de comunicação divulgou que Valtenir poderia disputar o cargo de vice na chapa de Silval Barbosa (PMDB). Como todos os esforçam giram em torno justamente de Mendes, as lideranças resolveram “lavar a roupa suja” em um encontro que durou pouco mais de 3 horas. O deputado federal negou qualquer conversa “formal” sobre o tema e fala até em sacrifício em favor de Mauro Mendes. “Disputarei a vaga de deputado federal e, mesmo que não alcancemos o coeficiente necessário, vou me sacrificar por este projeto”. O curioso é que o presidente da Fiemt não participou da reunião. Mandou avisar que a sua esposa está hospitalizada e pediu que o empresário Mauro Carvalho o substituísse.

  Na avaliação de Pivetta, a pré-candidatura de Mendes conseguiu empolgar os mato-grossenses e as perspectivas são extremamente positivas. Aposta até em uma virada no cenário político onde partidos que, inclusive tem candidato ao Palácio Paiaguás, poderiam desistir e apoiar o empresário. “Estamos conversando com eles. Há grandes chances de comporem com a gente”, afirmou o chefe do PDT, que fez mistério sobre quais partidos devem ser aglutinados. Nos bastidores especula-se que o PR, PMDB e PT poderiam compor a chapa. Neste caso, Silval desistiria de ser o cabeça da chapa. “O processo está zerado e o tabuleiro político ainda vai se movimentar muito”, disse Pivetta em tom emblemático. O líder pedetista se mostra um dos mais empolgados com a candidatura de Mendes e não mede elogios. “Ele é jovem, tem uma trajetória brilhante e se destacou ao disputar o cargo de prefeito contra Wilson Santos e ao deixar o PR para se filiar a um partido menor como o PSB”, avaliou Pivetta. (Patrícia Sanches)

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