Sábado, 04 de Fevereiro de 2012, 09:15 h

RUMO ÀS URNAS | 03/02/2012 - 07:30

Mendes quer repetir 2008 e atrair PT com Serys de vice; bloco de Abicalil é contra

Romilson Dourado

Pré-candidato a prefeito Mauro Mendes e a ex-senadora Serys Marli    Mauro Mendes (PSB) está se movimentando nos bastidores para transpor barreiras e fechar composição com o PT, a exemplo das eleições de 2008, quando concorreu a prefeito de Cuiabá com a ex-deputada Verinha Araújo e perdeu no segundo turno para o tucano Wilson Santos. O empresário até já tem um outro nome feminino de preferência para a chapa majoritária, o da ex-senadora Serys Marli. O pré-candidato socialista já fez uma sondagem, reuniões e conta com apoio de duas alas do petismo. No caso de Serys, ela disse sim à proposta de imediato.

   Líder absoluto desde o ano passado nas pesquisas de intenção de voto feitas pelo instituto Mark e publicadas aqui no blog com exclusividade, Mendes pode até reconquistar o PT, mas não será tarefa fácil. O bloco liderado pelo trio Carlos Abicalil-Ságuas Moraes-Alexandre Cesar está afinado com o governador Silval Barbosa, que tem como pré-candidato a prefeito da Capital o peemedebista Dorileo Leal, inclusive dentro de um acordo da cúpula nacional. Por isso, se os petistas fecharem aliança com Mendes, o reflexo no Palácio Paiaguás será imediato, com possibilidade de perder o comando da Educação, maior pasta da estrutura da máquina estadual, além de outros cargos que vão de segundo a quarto escalões. Ademais, um outro grupo defende projeto próprio, com o vereador Lúdio Cabral.

   Foco em 2014

   De todo modo, Mendes insiste. Ele tem como certa a aliança com os petistas e aposta em apoio do PDT do senador Pedro Taques, do PV e do PPS e quer atrair outras siglas, como o PSDB do virtual candidato ao Palácio Alencastro, deputado Guilherme Maluf. Nesta fase de conjecturas e de avaliação de pré-candidatos, o empresário que disputou e perdeu duas eleições seguidas, a de prefeito e para governador em 2010, continua com foco também na sucessão de 2014.

   Nas primeiras conversas informais com petistas, Mendes adiantou que, se Serys vier a ser a vice e a chapa sair vitoriosa, ele poderia renunciar ao mandato para concorrer ao Palácio Paiaguás, abrindo chance para a petista se tornar prefeita, a exemplo do que fez Wilson em relação ao hoje chefe do Executivo municipal Chico Galindo. Uma acordão desse traria, no entanto, outras implicâncias. Não seria aceito, por exemplo, pelo senador Pedro Taques, que também está de olho na cadeira de governador.

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RUMO ÀS URNAS | 02/02/2012 - 18:03

Líder em pesquisa, Mendes posa como pré-candidato em evento

Patrícia Sanches


O empresário Mauro Mendes (PSD) não escondeu a satisfação em liderar a pesquisa de intenção de votos à Prefeitura de Cuiabá, publicada pelo Blog do Romilson, em que aparece com 36,9% da preferência dos eleitores – veja aqui. Em sua primeira aparição num evento público, durante o lançamento da 14ª edição da Feijofolia nesta quarta, 1º de fevereiro, no restaurante Mahalo, o socialista recebeu com sorrisos os cumprimentos de amigos, posando como pré-candidato ao Palácio Alencastro, ao lado da esposa Virgínia Mendes. Oficialmente, o empresário nega definição de seu futuro político e alega ter deixado o anúncio para abril.

RUMO ÀS URNAS | 02/02/2012 - 07:30

Sachetti e Percival dividem 1º lugar

Romilson Dourado

   Os ex-prefeitos Adilton Sachetti (PDT) e Percival Muniz (PPS) estão empatados tecnicamente nas intenções de voto na corrida à sucessão em Rondonópolis, terceiro maior município mato-grossense. Num comparativo com a série de pesquisas do ano passado, o nome de Percival cresceu nas intenções de voto. Os demais pré-candidatos aparecem bem atrás. Essa nova realidade do desempenho dos pré-candidatos foi detectada na 1ª rodada de pesquisa do instituto Mark deste ano, nos últimos dias 29 e 30, em parceria exclusiva com o RDNews.

   Numa simulação com 6 virtuais candidatos, Sachetti, que administrou o município por 4 anos e foi derrotado à reeleição em 2008, figura com 31%. Percival vem na "cola" com 27%. Como a margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos, ambos estão em nível de empate técnico. Sachetti já adiantou que não será candidato. Assim, os dados revelam que o caminho começam a ficar livre para Percival, que comandou Rondonópolis por dois mandatos, após ter assumido com a renúncia do então prefeito Alberto de Carvalho.

    Nesse cenário com inclusão do nome de Sachetti, o terceiro locado é o prefeito Zé do Pátio (PMDB), que detém 12,3%, seguido do ex-prefeito e ex-governador Rogério Salles (PSDB), com 7,7%, e dos vereadores Mohamed Zaher (PSD) e Ananias Filho (PR), com 2% e 0,3%, respectivamente.

    Sem Sachetti

    Já sem a participação de Sachetti, Percival assume a liderança absoluta. Chega a 39%. Pátio ficaria com 13%, enquanto Salles não passa dos 10 pontos percentuais. Mohamed se mantém com 2%, ao passo que Ananias fica na lanterna, com menos de 1%.

   Os pesquisadores ouviram 300 eleitores de  53 bairros. Sob deferimento da juíza Jaqueline da Costa Silva, a pesquisa está registrada na 10ª Zona Eleitoral de Rondonópolis, com número 0002/2012. A amostragem abrangeu apenas a zona urbana. Dos entrevistados, 50,7% são do sexo masculino e, 49,3%, do feminino.

   Quanto à idade, 3,3% têm entre 16 e 17 anos, 15,7% (18 a 24), 32,3% (25 a 34), 30,3% (35 a 44 anos), 15,7% (45 a 59), enquanto 2,7% possuem mais de 60 anos. Sobre escolaridade, 0,3% se declarou analfabeto e/ou conta com primário incompleto, 41% (primário completo e/ou 1º grau por terminar), 38,3% (1º grau concluído e/ou 2º grau incompleto), 17,7% (2º grau completo e/ou superior incompleto), e 2,7% (superior concluído). Segundo a pesquisa, 0,3% recebe até um salário mínimo, 71% acumulam de 1 a 5 mínimos, enquanto 16,7% registram renda familiar que varia de 5 a 10 salários. Entre a faixa de 10 a 20 salários são 9,7% e 2,3% disseram acumular mais de 20 salários mínimos.

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RUMO ÀS URNAS | 31/01/2012 - 07:30

Mendes continua distanciado em 1º lugar; Sérgio seria principal ameaça

Romilson Dourado

     O empresário Mauro Mendes (PSB) atravessou 2011 de ponta a ponta na liderança e entra o ano que marca as eleições com chances reais de se tornar o próximo prefeito de Cuiabá. A primeira rodada de pesquisas de 2012 do instituto Mark, feita nos últimos dias 29 e 30 em parceria exclusiva com o RDNews, aponta Mendes com 36,9% das intenções de voto. O segundo colocado é o deputado Sérgio Ricardo (PR) que, mesmo com 23,9%, ou seja 13 pontos percentuais atrás do empresário, não deve concorrer ao Palácio Alencastro porque sua prioridade é retornar à presidência da Assembleia Legislativa.

     Num cenário da amostragem estimulada com 7 possíveis candidatos, o ex-prefeito Roberto França (DEM) surge em terceiro lugar, empatado tecnicamente com o empresário Dorileo Leal (PMDB), que detém 4,2%, considerando que a margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos. Os pesquisadores ouviram 591 eleitores de 101 bairros da capital. Os nomes do deputado estadual Guilherme Maluf, do PSDB, e da ex-senadora Serys Marli (PT) figuram com 3,7% cada. O prefeito Chico Galindo (PTB) segura a lanterna, com somente 2,9%.

    Sem a inserção do nome de Sérgio, Mendes segue firme na liderança, chegando a 44,8%. França vem em seguida com 10,2%, enquanto Maluf e Serys ficam na casa dos 5 pontos percentuais. Dorileo conta com 4,7% e, Galindo, com 3,6% - veja mais detalhes nos dois cenários acima. Sob assinatura do juiz Walter Pereira de Souza, a pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá, sob número 00001/2012.

    Estratificação

    Todos entrevistados são da zona urbana. De acordo com a estraficação, 3,2% têm entre 16 e 17 anos; 18,8% entre 18 e 24; 27,6% registram entre 25 e 34 anos, ao passo que 21,3% possuem de 35 a 44, enquanto 20,3% somam de 45 a 59 anos. Revelam acumular mais de 60 anos 8,8% das pessoas ouvidas pelo instituto Mark. São do sexo masculino 48,6% e, do feminino, 51,4%.

  Quanto ao nível de escolaridade, 4,4% são analfabetos e/ou têm o primário incompleto; 14,9% possuem o primário integral ou 1º grau por concluir; 30.8% contam com 1º grau completo e/ou 2º por terminar, enquanto 40,6% ou registram ensino médio completo ou superior por concluir. Segundo a pesquisa, 9,3% têm o terceiro grau completo. Em relação à renda familiar, 6,1% ganham até um salário mínimo; 53,6%, de um a cinco; 25,5% entre cinco e 10; 11,3%, de 10 a 20 e, 3,4% dos entrevistados contam com mais de 20 salários mínimos.

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RUMO ÀS URNAS | 30/01/2012 - 08:24

Pré-candidatos, Mendes e Júlio Neto já promovem encontros em bairros

Laura Nabuco

     A cinco meses das convenções que definirão oficialmente quem serão os candidatos de cada partido às eleições municipais, o empresário Mauro Mendes (PSB) e Júlio Neto (DEM), filho do deputado federal Júlio Campos (DEM), já se antecipam aos eventuais concorrentes nos pleitos de Cuiabá e Várzea Grande, respectivamente. Enquanto a maior parte dos pré-candidatos ainda se preocupa em "esconder" as intenções de se lançar à corrida eleitoral, desde o ínicio do ano, Mendes e Neto fazem visitas aos bairros mais carentes das duas maiores cidades do Estado, onde promovem encontros com a população.

     Nenhum dos dois chega a pedir voto. Não se furtam, no entanto, de tecer críticas às atuais administrações. O caso mais explícito é o de Júlio Neto, que chegou a elaborar um site para expor as dificuldades que os várzea-grandenses enfrentam. Sob o título de "Várzea Grande Esperança", a página revela as críticas da população a problemas como falta água, má qualidade no atendimento médico, coleta de lixo deficiente.

     Apesar de soar como propaganda fora de época, Júlio Neto, por meio de sua assessoria, garante não se tratar de desrespeito à legislação eleitoral, visto que o site não o mostra como candidato. O próprio democrata afirma visitar os bairros em busca de ouvir a população. O objetivo, segundo ele, contudo, é verificar quais são as maiores demandas do município, berço eleitoral da família Campos, para, junto com professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), elaborar um projeto de desenvolvimento para a cidade que se aplique pelos próximos 20 anos.

     Em Cuiabá, Mendes também já promoveu pelo menos três encontros com a população de diferentes bairros da Capital. O argumento do socialista para as visitas, entituladas "Caravana 40" é a busca por novos filiados ao partido. Presidente do diretório municipal do PSB, durante o último encontro, no bairro Jardim Vitória, ele chegou a afirmar, inclusive, já ter atingido a meta de mil filiações. O partido trabalha agora para dobrar a quantidade.

     Enquanto Mendes é, até o momento, a única opção do PSB para a disputa pelo Alencastro, Júlio Neto ainda vai precisar disputar internamente com o empresário Wilson da Grafite o título de pré-candidato pelo Democratas ao Paço Couto Magalhães. A pesquisa de intenção de voto deve ocorrer até março. Até o limite do prazo dado pela Justiça Eleitoral para apresentação do candidato, no entanto, ele ainda é "ameaçado" por uma eventual candidatura do tio, o senador Jayme Campos (DEM).

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RUMO ÀS URNAS | 26/01/2012 - 08:30

Tião, Pátio e Galindo engrossam lista dos 110 que poderão ir à reeleição

Patrícia Sanches e Glaucia Colognesi


Prefeitos Tião, Pátio e Galindo acumulam desgaste de imagem, mas sonham concorrer à reeleição em outubro

      Os prefeitos de Cuiabá Chico Galindo, de Várzea Grande Tião da Zaeli e de Rondonópolis Zé do Pátio, engrossam a lista de 110 dos 141 prefeitos mato-grossenses que podem disputar à reeleição no pleito de outubro. Apesar de negar que seja candidato, Galindo, que comanda a Capital desde abril de 2010 após o titular Wilson Santos (PSDB) renunciar para concorrer, sem sucesso, ao Governo, é considerado um dos nomes fortes para protagonizar a corrida pelo Palácio Alencastro.

     Ele tem tomado medidas polêmicas, que dividem a opinião pública, como à concessão da Sanecap, por outro lado também tem programas populares como o Poeira Zero, que apenas na primeira etapa, vai asfaltar 24 bairros. Outro que também se apegou ao cargo, mas não admite que buscará à reeleição, é Zé do Pátio. A gestão do peemedebista está desgastada junto à população, o que dificulta a captação de apoio eleitoral dentro do próprio partido. Por outro lado, com estilo populista, Pátio é tido como um candidato em potencial. Militantes acreditam que ele pode virar o jogo.

    Tião Zaeli, por sua vez, assumiu o comando do Paço Couto Magalhães em meio a uma grave crise política, provocada pelo prefeito cassado Murilo Domingos (PR). O empresário e o republicano protagonizaram duras brigas e “troca-troca” no comando do segundo maior município do Estado. Pouco mais de oito meses antes da sua primeira eleição como “cabeça-de-chapa”, ele já procura desvincular a sua imagem a do gestor cassado por improbidade administrativa. Ele conta com o apoio de um dos políticos mais articulados e experientes no Estado, o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD).

     O prefeito de Sinop Juarez Costa (PMDB), por sua vez, também aparece na lista dos que tem grandes chances de vitória. Porém, ele terá que enfrentar concorrentes com forte atuação no município, como o ex-deputado estadual Dilceu Dal'Bosco, presidente regional do DEM.

     O prefeito de Sorriso, Chicão Bedin (PMDB), também é outro que poderá e deverá tentar à reeleição. O peemedebista, recentemente, denunciou um esquema de cobrança de propina, que provocou a cassação de três vereadores: Gerson Luiz Frâncio, o Jaburu (PSB), Chagas Abrantes e Roseane Marques do Amorim, ambos do PR.

     Já o prefeito de Cáceres, Túlio Fontes (DEM) também lutará para voltar ao cargo em janeiro de 2013. Ele ficou em segundo lugar em número de votos em 2008 e só assumiu a prefeitura depois que Ricardo Henry (PP), irmão do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry (PP), foi cassado por captação ilícita de sufrágio, abuso da máquina e do poder econômico pouco antes de tomar posse. Túlio terá que desbancar o médico Leonardo Ribeiro Albuquerque (PSD), o empresário Sebastião Mário Giraldelli, o Tato (PMDB), e até mesmo o seu vice Wilson Kishi (PDT).

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RUMO ÀS URNAS | 22/01/2012 - 08:31

Com 3 opções, DEM cobra Jayme e Lucimar, mas resiste a Júlio Neto

Laura Nabuco

     Faltando ainda 3 anos para o termino de seu mandato, que se conclui em 2014, o senador Jayme Campos tem se visto pressionado por lideranças democratas a assumir a pré-candidatura à Prefeitura de Várzea Grande mesmo contra a própria vontade. Acontece que uma ala do DEM acredita que o partido só sairá vencedor do pleito de outubro se Jayme estiver encabeçando a chapa.

     Ex-prefeito e ex-governador, ele tem reduto eleitoral e grande apelo junto a população da cidade industrial, comandada há mais de 20 anos pelos Campos. Por lá, além do próprio senador, passaram os Júlios Campos, pai e filho. Caso Jayme desista, a alternativa que vem se apresentando hoje é Júlio Campos Neto.

     Antes de disputar o voto dos várzea-grandenses, no entanto, Campos Neto precisa conquistar os próprios democratas. Além de ser considerado um nome que desagrega o partido, devido ao seu perfil polêmico, parte dos democratas teme que a candidatura seja minada por um simples questionamento: a profissão.

     Acontece que o escolhido do DEM vai disputar o comando do Paço Couto Magalhães com nomes como o do atual prefeito, Tião da Zaeli (PSD), empresário que antes de ser eleito já vinha investindo na cidade, ou o do deputado Walace Guimarães (PMDB), médico. Além disso, o próprio Jayme questiona o nome do sobrinho. Embora negue publicamente, os rumores são de que o senador não deve defender a pré-candidatura de Campos Neto. O "plano C" dos democratas neste caso é a esposa do senador, Lucimar Campos.

     A ex-primeira-dama tem tudo o que as lideranças do partido sonham. Perfil forte e discreto, simpatia dos eleitores e, o que eles consideram principal, o apoio incondicional de Jayme. Só um detalhe pesa em desfavor dela: o senador não quer que Lucimar dispute.

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RUMO ÀS URNAS | 21/01/2012 - 08:35

PT protela decisão e Lúdio fica mais longe de candidatura

Patrícia Sanches

     Único petista a colocar oficialmente seu nome como pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá, o vereador Lúdio Cabral enfrenta dura resistência e vê cada vez mais distante a possibilidade de disputar a cadeira. Acontece que os mais de 4,5 mil militantes estão divididos. O grupo Articulação de Esquerda, ligado a ex-senadora Serys Marly, defende o nome dela e/ou do empresário Mauro Mendes (PSB), enquanto que o grupo Construindo um Novo Brasil ligado a Carlos Abicalil (PT), que integra o governo Silval Barbosa (PMDB), tende a endossar o nome de Dorileo Leal (PMDB).

    Hoje o vereador, tem apoio das chamadas correntes minoritárias, que representam cerca de 20% da legenda. Como a definição final depende de um colegiado formado por 185 delegados, que serão eleitos em 15 de abril, Lúdio se articula para emplacar o maior número possível de aliados.

     A decisão acontece em 22 do mesmo mês no Encontro Municipal Tático Eleitoral. Na oportunidade, será definido se o PT terá candidato ou não. Depois disso, o partido ainda terá até 10 de junho para escolher quem será o candidato próprio ou que político de outra legenda, da base da presidente Dilma Rousseff, terá seu apoio.

    Desde o ano passado, Lúdio, que é o único petista com mandato na Capital, tem avisado que não vai disputar à reeleição. Ele tenta conquistar aliados para disputar à sucessão de Chico Galindo (PTB), mas esbarra em algumas dificuldades. Entre elas está o fato do comando da legenda no Estado está sob o grupo de Abicalil, que, por sua vez, se vê numa “saia-justa”.

    De um lado algumas lideranças como Alexandre César e o secretário estadual de Educação, Ságuas Moraes, não “engolem” o nome de Dorileo devido duras críticas do Grupo Gazeta, tanto em 2004, quando Alexandre disputou, sem êxito, o comando do Palácio Alencastro, acusado de fazer caixa 2, quanto em 2010, quando Abicalil concorreu ao Senado e se viu no olho do furacão ao ser apontado como defensor do aborto. Por outro lado, eles integram a base de Silval, comandando a pasta de Educação, sob Ságuas. Ela é uma das mais importantes do staff do peemedebista.

    Já o grupo de Serys tende a encampar o projeto de Mendes. Em 2008, o empresário teve o PT em seu arco de aliança. Na época, a ex-deputada Verinha Araújo era candidata a vice do empresário. Ambos foram derrotados por Wilson Santos (PSDB), reeleito. Serys, por sua vez, também posterga a definição se vai ou não entrar na briga. De todo modo, caso o PT resolva disputar o pleito com candidatura própria, terá a missão de conquistar os cuibanos, já que nunca conseguiram emplacar nenhum prefeito em Cuiabá.

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RUMO ÀS URNAS | 12/09/2011 - 13:44

Folha aponta Riva e Eliene como “pedras” na consolidação do PSD

Sissy Cambuim e Valérya Próspero

     Levantamento realizado pela Folha de S. Paulo e publicado nesta segunda (12) aponta que dezenas de lideranças eleitas em 2010 e que trabalham pela criação do PSD podem ser barradas pela Lei da Ficha Limpa nas próximas eleições, quando a sigla pretende se consolidar. Representantes de Mato Grosso engrossam a lista, dentre eles Eliene Lima e José Riva, principais articuladores da adesão à nova legenda no Estado.

     Reeleito ao cargo de deputado federal no ano passado, Eliene se licenciou para assumir, em 1º de janeiro, o comando da secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec). Ele foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por gastos ilícitos na campanha de 2006 e recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também responde a inquérito por crime eleitoral no Supremo Tribunal Federal (STF).

     Já Riva é presidente da Assembleia e foi cassado no início da disputa eleitoral de 2010, dias após o registro de sua candidatura à reeleição. Desta forma, conseguiu registrar a tempo seu nome para concorrer e vencer a disputa ao quinto mandato consecutivo. Mesmo assim, ele ainda aguarda o julgamento do caso no TSE.

PSD reúne deputados com problemas na Justiça

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RUMO ÀS URNAS | 14/06/2011 - 07:44

Taques toma gosto pela política é já sonha com cadeira de governador

Romilson Dourado

       Fernando Ordakowski

Estreante na vida pública e já como senador, Pedro Taques (PDT) se articula, pensando nas eleições a governador

   Com apenas cinco meses de mandato, o senador Pedro Taques já demonstra que tomou gosto pela política. Nas articulações de bastidores, ele admite que uma eventual candidatura a governador em 2014 seria caminho natural. Se firma como voz da oposição tanto ao grupo do ex-governador Blairo Maggi, com quem agora divide bancada no Senado, quanto com o sucessor do republicano no Palácio Paiaguás, peemedebista Silval Barbosa. Os demais grupos estão sem rumo.

   Principal estrela do PDT no Estado e com perfil mais técnico que político, Taques vislumbra tanto o projeto para o Executivo que está repensando sua composição com o empresário Mauro Mendes, hoje no PSB, onde enfrenta conflitos internos. Mendes não se pronuncia quanto ao futuro político e muito menos em relação a possibilidade de concorrer novamente à Prefeitura de Cuiabá em 2012 e depois a governador. Como seu aliado segue calado e "no muro", Taques busca encontrar um rumo. Quer ser oposição à administração Silval e construir projeto sem Mendes. Mesmo com cadeira de senador assegurada até 2018, o pedetista não descarta disputa pelo Paiaguás daqui a 3 anos.

    Taques ganhou visibilidade e projeção nacional como procurador da República. Em Mato Grosso, foi o responsável por investigar e denunciar políticos e empresários envolvidos em esquemas de corrupção. Numa decisão corajosa, se desligou do Ministério Público Federal e encarou o teste das urnas no ano passado. Conquistou uma das duas vagas de senador. A outra ficou com Maggi.

    Nestes primeiros meses de atuação como parlamentar, ele se envolveu em polêmicas. Votou contra a eleição de José Sarney à presidência do Senado e, um dia antes da queda de Antonio Palocci e mesmo sendo da base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff, chegou a assinar pedido de CPI para apurar suposto enriquecimento ilícito do então ministro-chefe da Casa Civil.

   Quanto à sucessão estadual, o quadro de pré-candidaturas só terá uma definição mais clara após as eleições municipais do próximo ano. Mesmo assim, líderes começam a se movimentar. Silval estará de fora, pois não pode buscar novo mandato consecutivo. Desde já, surgem como possíveis concorrentes ao comando do Estado nomes como do próprio Mendes, de Taques e dos ex-governadores Maggi e Jayme Campos.

Enquete
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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RUMO ÀS URNAS | 03/06/2011 - 07:21

Liderando a pesquisa, Mendes vive incógnita sobre sigla e candidatura

Romilson Dourado

    Fernando Ordakowski

Mendes não sabe se encara a 2ª disputa à Prefeitura de Cuiabá ou se guarda munição para o pleito de 2014

   A pré-candidatura de Mauro Mendes se tornou uma incógnita para ele próprio, mesmo sendo hoje favorito absoluto como virtual candidato ao Palácio Alencastro. Ele não sabe se disputa a Prefeitura de Cuiabá ou se guarda munição para concorrer ao governo estadual em 2014. De quebra, ainda discute a possibilidade de trocar de legenda, já que no PSB segue trombando com o presidente regional e deputado Valtenir Pereira. O empresário está cauteloso. Após agir nos bastidores e abrir diálogo com dirigentes de outros partidos, entre eles o DEM, Mendes recuou. Entendeu que é melhor "dar tempo ao tempo". Embora evite a imprensa, ele não interrompeu as conversas informais com alguns segmentos. Sonha em ser prefeito e, depois, governador.

   O líder empresarial acumula duas derrotas seguidas, de prefeito, em 2008 e, de governador, no ano passado. Em ambas teve votação expressiva. Está no terceiro partido. Começou no PPS, foi para o PR e resolveu se afastar do grupo do ex-governador Blairo Maggi e está agora no PSB. Nas duas pesquisas Mark, feitas neste ano em parceria com o RDNews, uma em fevereiro e outra na semana passada, Mendes se mantêm na liderança.

    Ao mesmo tempo que se mostra empolgado com os números, Mendes se revela também cauteloso. Sabe que uma terceira derrota inviabilizaria o outro projeto majoritário, que seria a corrida pela sucessão do governador Silval Barbosa. Por outro lado, se vier a ser eleito, enterraria os planos de candidatura para 2014. De quebra, o empresário ainda está buscando recompor o caixa, desfalcado por causa das despesas milionárias das duas campanhas majoritárias.

   É por causa da indecisão de Mendes que alguns nomes aparecem como possíveis candidatos a prefeito, como do também empresário Dorileo Leal, que deve se filiar no PMDB para entrar no páreo como candidato apoiado pelo Palácio Paiaguás, e do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB). Mesmo faltando 16 meses para o pleito, os virtuais concorrentes precisam se organizar desde agora. O prazo para definição partidária, de um ano antes das eleições, vence dentro de 3 meses.

Enquete
Na sua opinião, qual deveria ser a opção de Mauro Mendes sobre candidatura?
  • Disputar Prefeitura de Cuiabá em 2012
  • Concorrer para prefeito e depois para governador
  • Só sair candidato ao Governo em 2014
  • Não ser candidato
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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RUMO ÀS URNAS | 15/11/2010 - 07:55

Percival articula com Wellington e Salles Prefeitura de Rondonópolis

Romilson Dourado

Deputado Percival Muniz   Percival Muniz nem tomou posse para o segundo mandato na Assembleia e, com dois anos de antecedência, já articula sua candidatura a prefeito de Rondonópolis. Ele procurou o deputado federal reeleito Wellington Fagundes (PR) e o ex-vice-governador Rogério Salles (PSDB), derrotado à Câmara Federal, para tentar amarrar composições. Assim como Percival, os dois são de Rondonópolis. Wellington já tentou, sem êxito, cadeira de prefeito. Depois, lançou o filho João Antonio como vice da chapa do então prefeito Adilton Sachetti, que foi derrotado por Zé do Pátio em 2008. Salles era vice de Carlos Bezerra, assumiu a cadeira de chefe do Executivo por dois anos (94/96) e hoje tem a esposa Marília Salles como vice de Pátio.

   A estratégia de Percival é aglutinar os grupos políticos em torno do seu nome. Como sua votação para deputado caiu pela metade (15.541 votos a menos) - em 2006 se elegeu com 41.719 e agora só chegou a 26.178 -, o ex-prefeito começou a se movimentar para recuperar o espaço político. Já decidiu que fará oposição mais dura ao prefeito Pátio, que caminha para concluir o segundo mandato sob forte desgaste. Pátio, por enquanto, descarta a reeleição mas, se conseguir melhorar a popularidade, pode arriscar novo teste nas urnas.

   Percival tenta fazer acordos inimagináveis, tudo para reforçar seu projeto à sucessão municipal de 2012. Adiantou que gostaria de ter Salles como vice de sua chapa. Sobre Wellington, seu adversário político de vários anos, o presidente regional do PPS chegou a antecipar que apoiaria o republicano para governador, caso venha ter eleição suplementar em Mato Grosso. É que Percival, a exemplo de Mauro Mendes, derrotado ao Paiaguás, acredita que o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) será cassado pelo TRE no processo que apura uso da máquina em campanha, através da Empaer. Esse acordão com Wellington representa, na prática, uma traição de Percival a Mendes. Foi ele quem incentivou o empresário a trocar o PR pelo PSB, com vistas a construir uma terceira via e disputar o comando do Estado.

    Wellington comentou, na semana passada, em reunião da Executiva do PR, do qual é presidente, que Percival antecipou que o apoiaria numa eleição fora de época para o governo. Não quis entrar em detalhes, mas sua observação deixou os demais do comando republicano preocupados sobre o que Wellington e Percival possam ter acertado porque, em verdade, o PR faz parte da coligação pró-Silval. A busca desenfreada de Percival pela Prefeitura de Rondonópolis, com propostas de acordo antecipadas para cooptar adversárisos do passado pode trazer desgaste a seu projeto. Nem parece que esse tipo de negociação esteja partindo de quem se mostra, nos bastidores, articulador político e acumula a experiência na vida pública de já ter sido vereador, deputado federal constituinte, prefeito e estadual reeleito.

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RUMO ÀS URNAS | 10/11/2010 - 13:10

Começa propaganda eleitoral em cidades que terão pleito suplementar

Laura Nabuco

   Os eleitores de Novo Mundo, Campos de Júlio e Poconé já estão acompanhando o período de propaganda eleitoral desde a última quarta (3). As três cidades passarão por eleições suplementares para escolher os novos prefeitos em 5 de dezembro. De acordo com o calendário eleitoral, os candidatos têm até 2 de dezembro para realizar comícios e até o dia 4 (24 horas antes do pleito) para fazer campanha.

   Enquanto os candidatos de Poconé e Campos de Júlio se reuniram com os juízes eleitorais para decidir sobre a veiculação ou não da propaganda eleitoral gratuita nas rádios das cidades, em Novo Mundo as coligações vão disputar o votos dos cerca de 5 mil habitantes no chamado "corpo a corpo". Com a mediação do Ministério Público Eleitoral os candidatos assinaram um acordo para que a campanha seja feita apenas com o pedido de votos aos eleitores abrindo mão de utilizar qualquer tipo de publicidade como santinhos e carros de som.

   Assim como durante as eleições gerais, nas três cidades só poderão votar aqueles eleitores que tiverem realizado o cadastro eleitoral até o dia 5 de maio. Apesar do cadastramento ter sido reaberto na última quinta (4), os eleitores que fizeram o título ou transferiram seu domicílio eleitoral recentemente não poderão participar desse novo pleito. A medida não impede, no entanto, que novos títulos ou transferências sejam feitas.

   As eleições suplentares nos 3 municípios foram agendadas depois que os prefeitos eleitos foram cassados por prática de crime eleitoral. Em Poconé, Clóvis Martins (PTB), e sua vice Nilce Meire Rodrigues Leite (PT) tiveram os mandatos cassados pelo TRE por suposta compra de votos e abuso de poder econômico. Já Aurelino Pereira de Brito (PT) e o vice Casciano Martins Reis, de Novo Mundo, tiveram seus diplomas suspensos sob a acusação de terem facilitado a concessão de aposentadorias a eleitores. A peemedebista Claídes Masutti, de Campos de Júlio, é acusada de abuso de poder econômico e captação ilícita de votos. Dias antes do pleito, em 2008, ela teria promovido um churrasco em sua fazenda para cerca de 600 pessoas com transporte gratuito.

RUMO ÀS URNAS | 16/10/2010 - 07:48

Dilma pede empenho aos aliados para reverter desvantagem em MT

Romilson Dourado

Presidenciáveis Dilma e Serra   Com todas as pesquisas de opinião convergindo para o estreitamento da diferença nas intenções de voto, os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) partiram para identificação dos Estados onde podem reverter desvantagem registrada em primeiro turno. No caso de Mato Grosso, Dilma pediu empenho do ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR), do governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) e de várias lideranças de partidos da base. Escalou o diretor-geral do Dnit, Luiz Pagot, para tomar a frente da coordenação da campanha.

   A investida de Dilma no eleitorado mato-grossense, com a força das máquinas federal e estadual, não é por acaso. Acontece que foi no Estado onde seu padrinho político e presidente Lula detém uma das mais altas popularidades que a candidata, paradoxalmente, perdeu para o tucano Serra. Ela teve 659.771 votos, 42,94% dos válidos, enquanto Serra conquistou 678.614 (44,16%). Trata-se de um Estado onde o eleitor de um modo geral se mantém na linha conservadora. Muitas regiões em Mato Grosso vivem sob constantes conflitos agrários e a vinculação do petismo com, por exemplo, o MST, acaba por levar parte do empresariado, pecuaristas e vozes de outros segmentos a rejeitar a candidata do PT.

   Dilma decidiu levar ma campanha mais agressiva. Ela elevou o tom e afirma que o debate sobre o aborto foi provocado por setores atrasados da oposição e acusa o tucanato de entregar o patrimônio público para investidores privados. São estratégias para recuperar a parte dos votos da esquerda partidária que foi para Marina Silva no primeiro turno.

    A presidenciável orientou os coordenadores da campanha a insinuar golpismo, algo similar aos episódios de 1964 para preparar as ofensivas contra o governo estabelecido, e a classificar uma eventual vitória tucana de ilegítima, "porque seria com base na mentira, da calúnia e da difamação. Ademais, ainda culpa a imprensa pelo clima de golpismo político.

   Os 15 dias finais da campanha prometem muitos confrontos e denúncias. A teoria da conspiração, que já surgira no primeiro turno quando começava a onda de que Dilma ganharia com mais de 50%, ressurgiu com a queda da diferença entre os dois candidatos, indicando que a dianteira da candidata oficial pode estar dentro do empate técnico.

    A propaganda petista está arriscando muito nas acusações. Sustenta que o então governador Serra mandou a polícia invadir a Universidade de São Paulo (USP) durante uma greve de professores, quando, em verdade, foi a reitora da USP quem pediu na Justiça a reintegração de posse. Insiste na tese de que o ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo David Zilberstein quer privatizar o pré-sal. Há acusação ainda de que Serra privatizou a Companhia Siderúrgica Nacional, quando a empresa foi privatizada no governo Itamar Franco, onde Serra não exerceu função.

    Dilma tenta, por outro lado, se livrar do impasse em que está desde que o tema descriminação do aborto surgiu na campanha. O assunto tomou conta do debate político. Após relutar, ela divulgou uma carta em que se diz “contra o aborto”, mas não nega diretamente que seja contra a “descriminação do aborto”. Sugere que o Congresso decida sobre esse e outros temas polêmicos. A petista tenta encerrar uma discussão que tem prejudicado muito seu desempenho nas pesquisas.

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RUMO ÀS URNAS | 15/10/2010 - 19:45

Homem-bomba vira pedra no sapato do presidenciável Serra

Romilson Dourado

  A presidenciável Dilma Rousseff passou a explorar nos discursos o fato de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, braço do adversário José Serra, ser acusado de desviar recursos arrecadados de campanha. Paulo foi diretor do Departamento Estadual de Rodovias S .A  do Governo de São Paulo (Dersa), que é administrado pelo PSDB nas últimas duas décadas. Atuou também como assessor da Casa Civil no governo Serra e é amigo do senador eleito Aloysio Nunes e do ex-presidente FHC. Dilma costuma cutucar o tucanato ao lembrar que Paulo Preto teria arrecadado R$ 4 milhões e desviado parte dos recursos.

    Ela questionou Serra no último debate sobre o assunto. O tucano negou que soubesse dos fatos. Na mesma toada em que negou, Serra se viu obrigado no dia seguinte a dizer que conhecia Paulo Preto, mas que não tinha conhecimento de qualquer história envolvendo questões financeiras. Serra disse que a candidata petista não deveria medir seus companheiros pela régua do PT.

    Os petistas estão explorando também que o PSDB teria um rombo em suas finanças de R$ 20 milhões e que precisaria de R$ 50 milhões  para fechar sua contabilidade em relação às eleições do 2º turno, o que deixa em suspense se Paulo Preto teve ou não envolvimento e se houve desvio dos recursos apontados por Dilma. Paulo Preto admitiu amizade com o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes, que, enquanto ministro de FHC, teve o próprio Preto como assessor direto.

    A amizade é tanta que Paulo Preto emprestou R$ 300 mil para o futuro senador por São Paulo com 11 milhões de votos comprar um apartamento. Aloysio Nunes reconheceu o empréstimo e garante que o quitou. Inconformado por ter sido retirado da direção do Dersa, Paulo Preto nega ter arrecadado recursos para o partido, mas diz que criou as melhores condições para que houvesse aporte de recursos em campanhas.

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RUMO ÀS URNAS | 09/10/2010 - 19:50

Dilma só tem hoje 7 pontos de frente sobre Serra, diz pesquisa

Romilson Dourado

   Diferente do cenário do primeiro turno, quando sustentou por mais de um mês a liderança absoluta na corrida à sucessão presidencial, a petista Dilma Rousseff terá de suar muito para ganhar do tucano José Serra neste segundo turno. Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, revela que a diferença pró-Dilma é de apenas 7 pontos percentuais. A ex-ministra-chefe da Caa Civil e apoiada pelo presidente Lula conta hoje com 48% dos votos totais. O ex-governador de São Paulo figura com 41%. Considerando os votos válidos (sem brancos e nulos), o resultado seria 54% a 46%.

   A pesquisa foi realizada nesta sexta. Foram ouvidos 3.265 eleitores em 201 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo o instituto, a sondagem não mede ainda o impacto completo da reestreia dos programas eleitorais dos dois candidatos, que voltaram a ser exibidos na sexta à noite. A pesquisa foi registrada no TSE, com número 35114/2010.

    Serra herdou a maioria dos votos declarados no primeiro turno para a candidata do PV, Marina Silva. Pela nova pesquisa do Datafolha, ele ficou com 51% dos quase 20 milhões de votos dados a Marina, enquanto Dilma teve 22%. A intenção de voto na candidata do PT apresenta tendência de queda.

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RUMO ÀS URNAS | 05/10/2010 - 17:00

Silval e Maggi prometem a Dilma montar comitê suprapartidário

Romilson Dourado

Presidenciável Dilma    Silval Barbosa e Blairo Maggi, governador reeleito e senador eleito, respectivamente, nas urnas do último domingo, prometeram se empenhar para a presidenciável Dilma Rousseff obter votação expressiva em Mato Grosso neste segundo turno, vindo a reverter o placar negativo. No primeiro turno, o tucano José Serra teve mais votos junto ao eleitorado mato-grossense. Chegou a 678.614 (44,16%), enquanto a petista ficou com 659.771 (42,94%). Os dois estiveram reunidos com Dilma, em Brasília, nesta segunda. Do encontro participou também o primeiro-suplente eleito da chapa de Maggi, José Aparecido dos Santos, o Cidinho, ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios.

     Adiantaram que vão montar comitê suprapartidário em algumas cidades-pólos para reforçar a candidatura de Dilma. Programam viagens para esses municípios com dois objetivos: agradecer a votação que tiveram e, ao mesmo tempo, pedir votos para a petista. Maggi e Silval avaliaram, na reunião em Brasília, que é importante a eleição de Dilma, senão ficará a impressão de que o eleitor de um modo geral "deu com uma mão e tirou com a outra", ao elegê-los governador e senador, respectivamente, e, por outro lado, não garantir no Palácio do Planalto alguém que represente o mesmo grupo.

    Para o peemedebista e o republicano, uma eleição de Dilma seria estratégica e fundamental para Mato Grosso, que teria um governo sintonizado com a administração central. Isso traria facilidades na viabilização de projetos e recursos federais, principalmente num período em que o Estado precisa de altos investimentos em infraestrutura, visando os preparativos para a Copa do Mundo de 2014.

    Dilma fez agradecimentos e, no encontro, reiterou que, se eleita presidente, assume compromisso de ajudar a avançar os trihos da Ferronorte rumo a Rondonópolis e a Cuiabá e também a a ferrovia Centro-Oeste, ligando Goiás a Lucas do Rio Verde, no médio-norte mato-grossense, passando pelo Araguaia.

     Boataria

     Ainda na reunião, a presidenciável comentou que alguns fatores contribuíram para ela perder votos e levar a eleição para o segundo turno. Revelou, sem mencionar nomes, que criaram uma rede de boataria na internet, de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outros temas polêmicos que acabaram por provocar reação contrária, por exemplo, do segmento evangélico. Ficou decidido que a petista fará discurso mais incisivo sobre essas temas.

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RUMO ÀS URNAS | 02/10/2010 - 18:20

Leve uma "cola" para votar

Patrícia Sanches

  Mais de 2 milhões de eleitores estão aptos a votar em Mato Grosso. Cada um pode votar seis vezes para escolher deputado estadual e federal, dois senadores, governador e uma candidatura para ocupar a Presidência da República.

    A Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve para a cabine de votação a famosa “colinha” preenchida com os nomes dos candidatos e na ordem correta, de modo a facilitar, evitar que anule o voto e ganhar tempo. Para ajudá-lo, o RDNews disponibiliza a cola. A sequência de escolha para o pleito deste domingo será deputado estadual, federal, 2 senadores, governador e presidente.

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Clique nos links abaixo e imprima a "colinha"

Cola_eleicoes.pdf
Cola_eleicoes.jpg
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