Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 07:00 h

SECRETARIADO | 20/01/2012 - 19:22

Com indefinição sobre suplente, Henry adia retorno à secretaria

Kamila Arruda

Pedro Henry, secretário estadual de Saúde     Apesar de sua nomeação ao cargo de secretário estadual de Saúde ter sido publicada na última segunda (16) no Diário Oficial, o deputado federal Pedro Henry (PP) postergou seu retorno ao comando da pasta. Embora tenha chegado a anunciar que iniciaria os trabalhos nesta sexta (20), o progressista afirma que só tomará posse de seu posto apenas na segunda (23) . “Estou viajando. Só volto para Mato Grosso na segunda”, diz.

     O secretário vem "ameaçando" voltar para a pasta desde o final do ano passado. Nos bastidores, a informação é que Henry estaria aguardando a decisão do mando de segurança impretado pelo segundo suplente Neri Geller (PP), que pleiteia o direito de ocupar a cadeira do progressista. O ex-secretário sequer teria oficializado sua saída da Câmara para não ceder a vaga ao empresário Roberto Dorner, que trocou o PP pelo PSD.

     Acontece que se Dorner assumir na Câmara, o PSD ficará com dois representantes, uma vez que o deputado Eliene LIma (PSD), que comandava a secretaria etadual de Ciência e Tecnologia, já anunciou que não retornará ao staff. O entendimento da Executiva Nacional do PP é que a vaga pertence ao partido e não ao candidato eleito.

     Nas eleições de 2010, Geller teve 45.196 votos, ficando com a segunda suplência da coligação composta por seis partidos (PP, PRB, PTN, PRP, PHS e PTC), ficando atrás apendas de Dorner. Da coligação foram reeleitos Pedro Henry, com 81.454 votos, e Eliene Lima, com 66.482 votos.

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SECRETARIADO | 11/01/2012 - 10:00

Com promessa de mais polêmicas e "revolução", Henry retorna à Saúde

Laura Nabuco

A influência do secretário de Saúde, Pedro Henry, no Governo é tanta que ele próprio definiu da data de sua saída e retorno à pasta     O deputado federal Pedro Henry (PP) está de volta ao staff do governador Silval Barbosa (PMDB) após cerca de dois meses afastado para debater na Câmara Federal para o direcionamento de suas emendas ao Orçamento Geral da União (OGU). Na próxima semana, ele reassume oficialmente a secretaria estadual de Saúde, onde executará R$ 982,4 milhões durante 2012.

     Com uma postura de coragem e enfrentamento, o polêmico progressista ganhou mais destaque que o próprio governador em muitos momento de seu primeiro ano à frente da pasta. Entre as ações que lhe renderam mais publicidade, tanto negativa quanto positiva, esteve a decisão de transferir a gestão de vários hospitais administrados pelo Estado a Organizações Sociais de Saúde (OSSs).

     Henry enfrentou a resistência, em especial, de médicos e enfermeiros, além de uma ala política que defende a manutenção da responsabilidade pelo setor sob o poder público. Mesmo assim o secretário não recuou e chegou a desrespeitar decições da Justiça, como a que determinou o cancelamento do contrato com a OSS que venceu a licitação para administrar o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, primeira unidade a adotar o sistema.

     Por fim, Henry parece ter vencido a queda de braço. Apesar de alguns focos de reclamações isolados, a iniciativa hoje é elogiada devido à aparente melhora do atendimento nas unidades "terceirizadas". O sucesso fortalece ainda mais o próximo passo que o deputado-secretário pretende dar: a estadualização dos pronto socorros de Cuiabá e Várzea Grande.

     A medida, no entanto, ainda anda a passos de tartaruga. De um lado as prefeituras dos dois maiores municípios do Estado podem, enfim, se livrar do fardo de comandar das unidades de saúde. Do outro o Estado se compromete a assumir o comando e não errar mais. Acontece que o setor da Saúde, a exemplo da Segurança Pública, ainda é um dos pontos mais frágeis do Governo, em especial no interior do Estado, onde as cidades cobram a construção de Hospitais Regionais para suprir a demanda "abandonada" por unidades particulares que fecharam as portas.

     Mesmo com todas as dificuldades, na secretaria, Henry aproveita a oportunidade de recuperar sua imagem desgastada devido ao envolvimento em escândalos como o da Máfia das Sanguessugas e do Mensalão, do qual, inclusive, é réu sob a acusação de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ainda assim, o deputado tem grande influência no Governo, tanto que ele próprio estabeleceu a data de sua saída e retorno à pasta.

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SECRETARIADO | 30/11/2011 - 11:43

PR exige saída de Arnaldo e propõe Sinésio ou Rezende

Romilson Dourado

Sebastião Rezende     A direção estadual do PR decidiu, em reunião que avançou até às 2h desta quarta, apresentar dois nomes alternativos para o governador Silval Barbosa nomear como secretário de Transportes e Pavimentação Urbana, sendo deles de Sinésio de Oliveira, assessor do deputado Wellington Fagundes, e do deputado estadual Sebastião Rezende. No encontro, realizado no apartamento de Wellington, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, membros da Executiva não pouparam críticas ao secretário Arnaldo Alves, para quem está se indispondo com os deputados e não atende aos pleitos da Assembleia e dos municípios e está travando projetos. A cúpula dirá a Silval que Arnaldo não fará mais parte da cota do PR e que se o Palácio Paiaguás quiser mantê-lo será por conta própria, sem respaldo partidário.

    Participaram da reunião, que começou às 20h30, regada a salgados e refrigerante, os 7 deputados estaduais, sendo eles Jota Barreto, Ondanir Bortolini, o Nininho, Emanuel Pinheiro, Wagner Ramos, Mauro Savi e Sérgio Ricardo, além do licenciado e secretário estadual de Cultura João Malheiros e do presidente da legenda Wellington. A cúpula observou que continuará dando respaldo ao governo Silval por entender que este é bem intencionado, trata as pessoas com respeito e que se mostra uma liderança humilde, embora defenda que o peemedebista exercite mais o poder de comando e faça ajustes na gestão e na equipe do primeiro escalão.

    No primeiro contato com o governador, já nesta quarta, após a reunião da Executiva, Wellington apresentou a demanda do partido, acompanhado de Sérgio e de Savi. Demais membros da cúpula vai reforçar os pedidos. Silval adiantou que só fará mudanças a partir do próximo ano.

     Quanto ao secretário Arnaldo, o partido avalia que este não tem a mínima possibilidade de continuar e pede que o governador o substitua ou por Sinésio, que já foi coordenador da unidade do Dnit em Mato Grosso, ou pelo deputado Rezende, que é engenheiro civil e advogado. Se Rezende for escolhido, sua cadeira na Assembleia passará a ser ocupada pelo petista Alexandre Cesar. Os deputados Barreto e Nininho defendem o nome de Sinésio, reforçado por Wellington.

    Os republicanos se movimentam para não perder espaço no primeiro escalão, em meio à disposição do governador de promover reforma no secretariado. O PR comanda hoje as pastas de Administração, de Transporte e Pavimentação Urbana, de Meio Ambiente, de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, da Secopa, do Planejamento e da Cultura e ainda tem na cota a Fazenda. O PR conduz ainda a Metamat, o MTGás, o Intermat, o Indea e o Detran.

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SECRETARIADO | 27/11/2011 - 09:19

Há 6 meses como interlocutor do Governo, Lacerda não fez 1 reunião

Flávia Borges


Secretário-chefe da Casa Civil, ex-deputado José Lacerda, falha nas articulações e não consegue, sequer, unir os colegas

     Em 6 meses no cargo de secretário-geral da Casa Civil, o ex-deputado José Lacerda não realizou uma reunião sequer com o secretariado. Como porta-voz do Palácio Paiaguás, ele tem a atribuição de ajudar diretamente o governador Silval Barbosa (PMDB) nas ações administrativas e na interlocução do Executivo com os demais Poderes, especialmente com o Legislativo. Para piorar a gestão, Lacerda demora até 4 meses para assinar e despachar atos e decretos, o que trava ainda mais a máquina pública.

      Lacerda poderia, por exemplo, dirimir os focos de conflitos que surgem entre os próprios secretários. Muitas crises eclodem porque o interlocutor do Governo não demonstra habilidade para dirimí-las. Entre as questões estão a falta de interesse e não tomar decisões conjuntas. Assim, o governador vai enfrentar cada vez problemas maiores. De quebra, Lacerda escalou o delegado Veloso, superintendente de Inteligência da Casa Civil, para fiscalizar secretários e "dedurá-los" ao governador. 

      As brigas estão se tornando públicas. Na última quinta (24), os secretários Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia) e Edmilson dos Santos (Fazenda) tiveram discussões ácidas após reunião com o governador. Lacerda, por sua vez, não agiu como pacificador.

     A Casa Civil conta com 6 adjuntos que poderiam auxiliar o secretário em várias tarefas, mas não executam por falta de autonomia. As únicas reuniões do secretariado com o governador são as que estão previstas na agenda do peemedebista desde o início do ano, sempre na última terça do mês. Neste caso, o encontro acontece na terça (29).

     Com um governo que encontra dificuldades para resolver problemas em setores básicos, como saúde, educação e segurança,, uma base ampla que contempla diversos partidos como PMDB, PR, PP, PT e PSD e com um secretário desarticulado, a administração acumula demandas cada vez maiores.
 

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SECRETARIADO | 04/10/2011 - 12:15

Silval oficializa Eder, Djalma, Bonilha e Marcelo na Secopa

Andréa Haddad

Eder de Moraes e Silval Barbosa     Vinte dos 50 servidores que passam a compor a secretaria extraordinária da Copa (Secopa), criada a partir da aprovação pela Assembleia na última semana, já foram nomeados pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e tiveram os nomes publicados no Diário Oficial do Estado, em circulação nesta terça (4).

     Conforme adiantou o RDNews, Eder de Moraes Dias é o secretário da Secopa, com salário aproximado em R$ 15 mil, nível DGA-1. Ex-secretário extraordinário de Acompanhamento das Obras do PAC e Copa, pasta incorporada à estrutura do novo órgão, Djalma Sabo Mendes foi nomeado secretário adjunto das Ações de Desapropriações, nível DGA-2.

Depois da morte da Agecopa, Yênes vai assumir a Agência Metropolitana

     O engenheiro Marcelo de Oliveira e Silva fica sob a responsabilidade da secretaria adjunta de Infraestrutura, nível DGA-2. Ele é ligado ao ex-diretor de Infraestrutura da extinta Agecopa, Carlos Brito, que, por enquanto, está sem cargo no governo. Com relação próxima ao do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, Agripino Bonilha Filho é considerado uma “peça estratégica” para não Cuiabá não perder o direito de sediar partidas do Mundial de 2014. Tanto que ele já foi nomeado assessor especial I, nível DGA-2, da Secopa.

      Por enquanto, seguem indefinidos o futuro de Yuri Jorge Bastos, ex-diretor de Assuntos Estratégicos da Agecopa, que deve ser aproveitado em alguma secretaria. Roberto França, responsável pela área de Comunicação e Marketing da antiga autarquia, e Brito também estão de fora da lista dos contemplados com cargos na nova secretaria por Silval. Já o ex-diretor de Planejamento, Yênes Magalhães, que chegou a acumular o posto de diretor-presidente, deve assumir a Agência Metropolitana, a ser criada na próxima semana.

Os 3 atos assinados pelo governador Silval Barbosa que nomeiam 20 dos 50 servidores previstos para trabalhar na Secopa

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SECRETARIADO | 11/08/2011 - 17:30

Maia é único da "turma da botina" que continua atuando no Paiaguás

Flávia Borges


Secretário Alexander Maia contorna escândalos e se mantém firme da pasta de Meio Ambiente na gestão Silval Barbosa

     O secretário de Meio Ambiente, Alexander Maia, é o único da "turma da botina" que continua no primeiro escalão do governo. Maia começou a comandar a pasta ainda no governo Blairo Maggi (PR) e, desde então, tenta contornar as crises que envolvem o Meio Ambiente, uma das mais polêmicas do governo.

    Outros nomes ligado ao republicano tiveram o aval de Silval Barbosa (PMDB) para atuarem no Estado, mas Maia é o único que fazia parte do grupo que ficou conhecido por não deixar os problemas da administração virem à tona. Entre os que conseguiram permanecer estão Edmilson dos Santos, que comanda a secretaria de Fazenda (Sefaz), Eder Moraes, que assumiu a Agecopa, e Pedro Nadaf, que administra a pasta de Indústria e Comércio. Faziam parte da turma da botina também o ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki.

     Maia chegou a ficar na corda bamba, quando Silval ameaçou demiti-lo do cargo. O peemedebista, porém, foi convencido de que seria bom manter um coronel na pasta, já que ele consegue manter o andamento da secretaria, apesar dos inúmeros escândalos. Entre dos problemas estão greve dos servidores do Meio Ambiente, críticas dos deputados estaduais e entraves na liberação do Licenciamento Ambiental Único (LAU).

     A crise na pasta teve início após a Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal em maio do ano passado. Na época, o juiz da 1ª Vara Federal, Julier Sebastião da Silva, decretou a prisão preventiva de proprietários rurais, engenheiros florestais e servidores públicos. Em Mato Grosso, as prisões foram realizadas em Alta Floresta, Cuiabá, Sorriso e Sinop. Entre os detidos, mais de 10 eram servidores públicos, entre funcionários do governo do Estado, da Sema e da Assembleia Legislativa. Depois disso, lembra Falcão, a secretaria já enfrentou denúncias, greve dos servidores, além de uma CPI feita pelo Legislativo.

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SECRETARIADO | 14/07/2011 - 08:12

4 meses após deixar staff, Jilson espera vaga prometida por Silval

Valérya Próspero

     O ex-secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Jilson Francisco, depois de esperar quase quatro meses, acredita ter sua situação resolvida assim que o governador Silval Barbosa (PMDB) voltar de viagem. Ele teve que entregar a secretaria para o DEM, que indicou José Domingos para ocupar a pasta. Seu sucessor, porém, reclama da falta de verba e estrutura para tocar os trabalhos.

     Jilson está cotado para dois cargos. O primeiro diz respeito aos assuntos das regiões de fronteira. Ele entraria como assessor ou secretário-adjunto da Casa Civil para tratar do tema, que é uma das principais preocupações do governador. O peemdebista  esteve na Rússia na última semana para cuidar justamente da compra de equipamentos modernos para proteger os limites territoriais do Estado.

     A outra proposta foi mencionada por Jilson com o apoio de Eder Moraes, na época ainda secretário-chefe da Casa Civil, assim que deixou a pasta, mas, até o momento, não conseguiu ter uma definição. O governo deseja que o ex-secretário faça parte da Sedraf como secretário-adjunto, em Brasília, a fim de elaborar projetos e buscar mais recursos federais para o Estado.
 

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SECRETARIADO | 11/06/2011 - 08:15

Para agradar a todos, Galindo deverá dividir reforma em 2 etapas

Sissy Cambuim

     Na tentativa de melhorar sua imagem, o prefeito Chico Galindo (PTB) promove a terceira grande reforma em seu secretariado. No pacote que já estão confirmadas as mudanças nas pastas de Governo, Gestão, Comunicação e Desenvolvimento Urbano, ele deve incluir as conturbadas secretarias de Infraestrutura (Seminfe) e Saúde (SMS).

     Na dança das cadeiras, Galindo tirou Lamartine Godoy do Governo e passou para a Gestão, comandada por Adriana Ventura. O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Silvio Fidélis, por sua vez, assume a função que era de Lamartine. Na pasta de Comunicação Galindo trocou de secretário com a Câmara. Mandou Flávio Garcia para o Legislativo e nomeará Mauro Cid em seu staff. O prefeito ainda estuda um nome para ficar no lugar de Silvio.

     As principais mudanças, no entanto, devem acontecer nas pastas de Infraestrutura e Saúde. Na primeira, existe um movimento dos vereadores que querem a demissão imediata do secretário Paulo Borges, enquanto, nos bastidores, já aumentam os rumores de que Galindo não estaria suportando a pressão e aproveitaria a reforma para substituir o secretário de Saúde, Antônio Pires, que vem acumulando críticas e desgastes após cerca de três meses.

     Ceder à pressão, contudo, não deve bastar para que o prefeito melhore sua imagem. No quebra-cabeças da composição política de seu secretariado, as peças que correspondem ao PSDB não podem sair do tabuleiro justamente no momento em que ele busca apoio dos tucanos, que contam com quatro cadeiras na Câmara. 

    Por outro lado, o próprio presidente da Câmara, Júlio Pinheiro (PTB), é quem tem pressionado, pessoalmente, o prefeito, que também é presidente do diretório estadual de seu partido, para se desvencilhar de uma vez por todas da administração tucana e aumentar a participação dos petebistas em pastas estratégicas como, por exemplo, a de Saúde.

     Para tentar agradar a “gregos e troianos”, Galindo terá que ter jogo de cintura e pedir paciência. Isso porque Borges já anunciou que deixaria a pasta em agosto. Se conseguir arrastar a demissão do tucano até lá, o prefeito evitaria desgastes com o PSDB. Já na Saúde, a situação é diferente, já que a saída de Pires não desagradaria politicamente ninguém.

     No entanto, desde o início da gestão Wilson Santos (PSDB), Pires é o sétimo secretário a assumir a pasta. Galindo apostou em seu perfil técnico, no currículo de especialista em gestão hospitalar para tentar controlar a crise no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), mas a escolha não agradou e aumentou as crises.

     Se conseguir empurrar com a barriga as mudanças nestas duas pastas, o prefeito deverá apostar em uma composição técnica. Apesar de suas escolhas políticas terem sido mais bem sucedidas, há um consenso de que o sucessor de Borges deva ser alguém que não vá participar do processo eleitoral no ano que vem, em razão da visibilidade que a pasta proporciona.

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SECRETARIADO | 03/05/2011 - 18:42

Em Brasília, Roseli discute pacto pela assistência social no Estado

João Negrão, de Brasília

Roseli Barbosa     Com o objetivo de unificar o planejamento das prioridades nacionais em relação à Assistência Social, o Fórum Nacional dos Secretários de Estado de Assistência Social (Fonseas), reunido nesta terça (3) em Brasília, aprovou o Pacto de Aprimoramento de Gestão dos Estados e Distrito Federal.

      A primeira-dama de Mato Grosso, secretária de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social Roseli Barbosa, que é vice-presidente do Fonseas, participou do evento.

     O Pacto, segundo ela, “servirá de base para o acompanhamento das ações e cumprimento das metas em relação à Assistência Social nos Estados”. Objetiva ainda, acrescentou a secretária, “contribuir para a consolidação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e ampliação da agenda social”.

    “Levando em consideração o fato de estarmos elaborando o nosso Plano Plurianual que irá vigorar até 2015, essa discussão é fundamental para a execução das ações com foco na assistência social, especialmente aquelas voltadas à redução das desigualdades regionais e a ampliação da proteção social”, afirmou Roseli.

SECRETARIADO | 02/05/2011 - 16:52

Dorgival consegue aposentadoria; Jenz passa a responder pela PGE

Ana Adélia Jácomo

     O ex-procurador-geral do Estado Dorgival Veras de Carvalho foi aposentado por tempo de contribuição. Ele atuou por 35 anos em Cuiabá, mas só foi nomeado na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR), para ocupar o lugar de João Virgílio.

     Para comandar a Procuradoria, o governador Silval Barbosa (PMDB) escalou Jenz Prochenow Júnior para dar sequências aos trabalhos de Dorgival. Em relação à nova sede da PGE, Jenz afirma que o projeto está pronto, mas que ainda não há nada construído. Esse, inclusive era um dos principais projetos do ex-procurador, que pretendia aumentar o espaço físico para, segundo ele, dar mobilidade aos servidores.


Ato publicado no Diário Oficial confirma aposentadoria do ex-procurador Dorgival Veras

SECRETARIADO | 21/02/2011 - 09:00

Após 10 meses Galindo conclui seu staff com 17 indicações partidárias

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Prefeito cuiabano Chico Galindo (PTB) acata indicações de 7 siglas e, assim, conclui mudanças no primeiro escalão

   Dez meses depois de ter assumido efetivamente o Palácio Alencastro, com a renúncia de Wilson Santos, o prefeito Chico Galindo (PTB) consegue concluir a reforma do secretariado. Incluindo empresas, autarquias e órgãos que possuem cargos de primeiro escalão, são 27 assessores na linha de frente da administração da Capital e, destes, 17 são indicações oriundas de 7 legendas - veja mais detalhes no quadro abaixo. Embora apresente atuação mais técnica que política, Galindo conseguiu agregar mais partidos, a partir de rateio de cargos. Não se livrou, porém, do peso do tucanato, que emplacou 7. Cada secretário ganha R$ 9,5 mil reais.

   Galindo parte agora para a fase decisiva do governo, quanto a análise e popularidade da gestão com vistas a saber se terá ou não chances reais de vitória, caso venha a buscar a reeleição.  

   Das 20 secretarias, seis estão com filiados do PSDB do ex-prefeito Wilson, além do partido contar ainda com Ronaldo Taveira no Cuiabá-Prev. O tucanato comandam a Educação, com Permínio Pinto; a Fazenda, com Guilherme Muller; a Infraestrutura, com Paulo Borges, a Auditoria e Controle Interno, sob Luiz Mário; e o Trânsito e Transporte Urbano, conduzido por Edivá Alves. O PMDB conseguiu emplacar dois filiados: Mário Lúcio e Tânia Bartelli, que tomam posse nesta semana nas pastas de Assistência Social e Desenvolvimento Humano e Turismo, respectivamente.

    O PTB de Galindo está com três secretarias: Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Urbano, que surge com o fim do IPDU, e Esporte e Cidadania. O DEM conta apenas com a Saúde, sob Maurélio Ribeiro. O PP voltou a ter duas secretarias, com a transformação da Agência de Habitação em pasta das Cidades, cujo projeto ainda será aprovado pela Câmara Municipal, e a Cultura. A Cidades ficará com João Emanuel, enquanto o ex-vereador Luiz Poção já responde pela Cultura.

    Partidos nanicos, como PV e PRTB, conseguiram espaço. O ex-vereador Mário Nadaf, ex-peemedebista e hoje no PV, assumiu o comando da Fundação Educacional de Cuiabá (Funec), que cuida do Cuiabá-Vest, enquanto o também ex-parlamentar Marcrean Santos, do PTB.

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SECRETARIADO | 03/02/2011 - 20:31

Cesarino recusa e o PP emplaca Luiz Poção na Cultura de Cuiabá

Romilson Dourado

Luiz Poção   O ex-vereador Luiz Poção, hoje na condição de quinto suplente do PP, assume na próxima semana o cargo de secretário de Cultura da Capital. O prefeito Chico Galindo (PTB) atendeu prontalmente a cúpula da legenda progressista, em reunião nesta quinta à tarde em seu gabinete, no sétimo andar do Palácio Alencastro.

  O pleito foi liderado pelo presidente da Assembleia, deputado José Riva. Ele levou para o encontro com Galindo os três vereadores progressistas pela Capital, Everton Pop, Deucimar Silva e Marcus Fabrício, que entrou no lugar de Levi de Andrade, o presidente do Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), ex-deputado Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, o próprio Poção e o advogado João Emanuel, presidente da Agência de Habitação é que será transformada em secretaria das Cidades.

   Em princípio, o nome indicado foi do ex-vereador e ex-secretário de Saúde na gestão Roberto França, médico Benedito Cesarino, quarto suplente do PP. Nas eleições de 2008, ele obteve 2.181 votos. Ficou atrás dos também suplentes João Emanuel (2.320), Juca do Guaraná (2.658) e de Marcus Fabrício (3.524). A cúpula insistiu para Cesarino aceitar a pasta da Cultura. Este pediu trégua, consultou a família e nesta semana avisou que não tem interesse na secretaria. A alternativa imediata foi a indicação de Poção, ex-vereador de único mandato é que conquistou 1.955 votos, após ter trocado o PMN pelo PP.

   Os progressistas selaram a aliança com a gestão Galindo. Eles já contam com Emanuel no primeiro escalão e agora vão ter Poção. Na Câmara, o prefeito buscou o vereador do PP Pop como interlocutor. Poção entra no lugar do pedetista Sérgio Cintra, que deixou a pasta no mês passado. Nos últimos dias quem vem respondendo pela Cultura é o ex-vereador, poeta e adjunto Moisés Martins.

    Galindo, que, por enquanto, desconversa sobre o projeto de reeleição, tem conseguido ampliar o arco de alianças. Entre as 17 pastas estão figuras indicadas pelo seu partido, o PTB, pelo PSDB, pelo PP e pelo DEM. Ele está buscando cooptar também PR e PMDB.

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SECRETARIADO | 17/01/2011 - 10:55

Galindo "veta" Aray na Saúde e deve trocar Maurélio por Olete

Romilson Dourado

Prefeito Chico Galindo   O médico-cirurgião e homeopata Olete Ventura deve voltar a comandar a secretaria de Saúde da Capital. Ele foi chamado nesta segunda (17) para uma conversa com o prefeito Chico Galindo (PTB) no Palácio Alencastro. Até às 10h30 estavam trancados no gabinete. A indicação do nome de Olete partiu do novo presidente da Câmara, vereador Júlio Pinheiro, do mesmo PTB de Galindo. Ele insiste na tese de que o partido precisa ampliar a participação no primeiro escalão, embora já tenha o prefeito como filiado e dois secretários, sendo eles Moisés Dias (Esporte e Cidadania) e Dilemário Alencar (Trabalho e Desenvolvimento Econômico).

   Mesmo sob pressão, inclusive, do deputado tucano e dono de hospital Guilherme Maluf e do deputado federal, dono de clínica e secretário estadual de Saúde Pedro Henry (PP), Galindo está determinado a substituir Maurélio Ribeiro, que enfrenta desgaste junto ao servidores e conduz uma gestão pífia.

   Em princípio, o prefeito desejava ter o médico e ex-secretário Aray da Fonseca, que está filiado ao PTB, mas acabou por descartar essa hipótese. É que Aray, segundo comentários no Palácio Alencastro, "conversa demais", é "afoito" e esse perfil não agradou ao chefe do Executivo municipal.

   A alternativa, então, surgiu com Olete, que foi um dos seis secretários que passaram pela Saúde no decorrer dos mais de cinco anos da gestão Wilson Santos (PSDB). Seu perfil é técnico conciliador. Então secretário, Olete também enfrentou crise, marcada até por greve dos servidores. Os mesmos embates ocorreram com os então secretários do governo Wilson, sendo eles Aray, Eugênia Carvalho, Elias Nogueira, Maluf e Luiz Soares. A Saúde é um dos setores mais complexos da Capital. O orçamento da pasta para este ano é de R$ 306,7 milhões. Mesmo sendo o segundo maior de um bolo global de R$ 1,3 bilhão, é insuficiente para atender a demanda. Conta com aproximadamente 5 mil servidores, que consomem uma folha de R$ 4,7 milhões.

   Outras pastas

   Chico Galindo quer colocar ponto final nas nomeações de primeiro escalão até o final deste mês. Entre as pastas que vão ter mudanças estão Saúde, Comunicação Social e Cultura, que está sem secretário há quase 20 dias, com a saída de Sérgio Cintra. Estão abertas para negociações políticas as novas secretarias de Fazenda e o Turismo.

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SECRETARIADO | 10/01/2011 - 15:50

Vuolo foca na Copa e cuidará do escoamento da produção em MT

Sissy Cambuim

   Com a missão de elaborar um plano estadual de viação para dar celeridade às obras da Copa de 2014, o titular da recém-criada Secretaria Extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo (PR), dedica seus primeiros dias à frente do cargo à criação do layout e da organização da estrutura física da pasta.

  Ele também adianta que, num segundo momento, se dedicará a definir as parcerias com entidades privadas, organizadas e União. Ao destacar que a prioridade da secretaria será dar celeridade às obras de mobilidade urbana para o Mundial, o secretário esclarece que a pasta não será responsável pela execução de obras, sendo delegada a ela apenas a articulação e definição dos planos logísticos de Mato Grosso.

   Vuolo, que coordenou a campanha do governador Silval Barbosa (PMDB) na Capital, foi o último nome convocado para compor seu staff. Ele chegou a ser cotado para assumir a pasta de Cultura, que ficou nas mãos do deputado e também republicano, João Malheiros. Criada na última hora, a secretaria do vereador por Cuiabá licenciado foi anunciada somente na véspera da cerimônia de posse do secretariado, e deve ter prazo para ser extinta.

   Isso porque seu foco está voltado às obras de estruturação do Estado à Copa. Como o mundial acontece em julho de 2014, a pasta perderá sua principal função antes mesmo do final do mandato de Silval. Além disso, o objetivo do governo é de que os projetos estejam concluídos em 2013, permitindo que o Estado esteja preparado para receber os jogos da Copa das Confederações.

   O mesmo se aplica à secretaria Extraordinária de Apoio Institucional às ações da Agecopa e PAC, sob o comando do defensor-público Djalma Sabo Mendes. Ambas estão vinculadas à Casa Civil, chefiada por Éder Moraes, que costuma frisar que as pastas atendem à prioridade do governo, que é a realização do Mundial da Fifa. 

   Vuolo justifica a longevidade de sua secretaria devido a amplitude das ações por ela coordenadas, que vão além da estruturação à Copa. Caberá à pasta trabalhar nas questões ligadas ao transporte ferroviário, aéreo e hidroviário. “Vamos preparar o Estado logisticamente não só nas rodovias, mas também nas ferrovias, hidrovias e aerovias”, pondera Vuolo, ressaltando a grande potencialidade de Mato Grosso na escoação de grãos. “Também vamos trabalhar com uma logística não só de escoamento da produção, mas também iremos beneficiar o cidadão”, completou.

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SECRETARIADO | 31/12/2010 - 13:34

Mantido secretário, Jilson vibra com a recusa do DEM por cargo

Romilson Dourado


Recuo do DEM em integrar staff abre para Jilson Francisco continua à frente do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar ao menos pelos próximos 6 meses; adjuntos e presidentes da Empaer, Indea e Intermat serão mantidos
Foto: Guilherme Filho

   Jilson Francisco de Oliveira nunca torceu tanto para o DEM continuar distanciado do Palácio Paiaguás como agora. A recusa do partido em comandar Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar abriu chance para ele continuar à frente da secretaria. O deputado estadual reeleito José Domingos fez uma série de exigências, entre elas de ter a pasta de "porteira fechada". O governador Silval Barbosa topou, mas exigiu que o DEM fizesse a solicitação. Foi a partir daí que o partido não chegou a um acordo. Silval decidiu, então, manter Jilson como secretário e pediu que o Democratas, que na campanha foi adversário, avalie a possibilidade de virar aliado para poder ocupar a pasta em meados deste ano.

    Era tudo que Jilson queria. Ele tem 44 anos e é produtor rural. Atuou como presidente do sindicato dos Produtores de Pontes e Lacerda, como diretor de Política Agrícola e Crédito Rural da Fetagri, da qual também foi presidente por dois mandatos e exerceu ainda quatro anos de mandato como diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores. Está na administração estadual desde 2003, com o governo Blairo Maggi. Era adjunto de Agricultura Familiar, depois assumiu posto de secretário, ainda na gestão Maggi com a saída de Otaviano Pivetta. Desde então, comanda a secretaria.

   Enquanto o DEM mantém distância do Palácio Paiaguás, ele segue conduzindo uma secretaria que terá R$ 147 milhões no exercício de 2011. Por enquanto, mudanças só mesmo na nomenclatura. O Desenvolvimento Rural passou a agregar Agricultura Familiar. Mesmo assim, a secretaria continuará com um adjunto de Agricultura Familiar e, ao nome, será acrescentado Irrigação. Para este cargo continua o advogado e militante histórico do PMDB Clovis Cardoso, ex-superintendente do Incra-MT. Luiz Carlos Alécio será mantido como adjunto de Política Agrícola e Agronegócio, assim como Edson Paulino no Núcleo Sistêmico de Agricultura.

   Os presidentes da Empaer, do Indea e do Intermat, empresa e órgãos vinculados à secretaria, estão se articulando nos bastidores para serem mantidos. Embora seja criticado por causa da gestão pífia, o ex-sindicalista Enock Alves dos Santos segue à frente da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa e Extensão Rural. No Indea (Defesa Agropecuária) prossegue na presidência Valney Souza Correa, da mesma forma que Afonso Dalberto no Instituto de Terras (Intermat).

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SECRETARIADO | 31/12/2010 - 09:00

Deputado diz que quantidade de pastas é reflexo da força do PR

Laura Nabuco

Wellington Fagundes   O deputado federal Wellington Fagundes afirmou que o PR conseguiu um maior número de secretarias no governo Silval Barbosa (PMDB) porque foi o partido que teve mais representatividade no pleito deste ano. "Somos o partido com maior número de eleitos na Assembleia, na Câmara e emplacamos um senador. Por esses e outros motivos conseguimos maior representação nas pastas", ressaltou. Ao todo, o PR assumirá cinco secretarias. São elas: a Casa Civil, com Eder Moraes, Administração, com Cézar Zílio, Transporte e Pavimentação Urbana, que ficará sob Arnaldo Alves, Meio Ambiente, com Alexander Maia, Cultura, com João Malheiros, e Indústria, Comércio, Minas e Energia que continua com Pedro Nadaf.

   Nas eleições gerais realizada em 3 de outubro o partido elegeu seis dos 24 deputados estaduais que vão compor a AL na próxima legislatura. Entre eles o deputado Sérgio Ricardo, que com o aval de 87.407 eleitores, foi o segundo mais votado de Mato Grosso. Já na Câmara Federal o partido foi o único a conquistar mais de uma vaga, reelegendo o próprio Wellington e Homero Pereira. Ambos ocuparam o primeiro e segundo lugar em quantidade de votos, respectivamente. Para o Senado, a sigla confirmou o nome do ex-governador Blairo Maggi, que com mais de 1 milhão de votos, ficou à frente do segundo colocado, o ex-procurador da República Pedro Taques (PTD).

   Diante das vitórias do PR, Wellington chegou a afirmar que o partido teria cedido a candidatura ao Palácio Paiaguás para Silval. "Nós podíamos ter lançado um candidato próprio ao Governo", afirmou. O apoio do PR ao peemedebista, no entanto, já estava acertado antes mesmo de Maggi se afastar da administração do Estado para disputar uma das duas vagas no Senado, deixando o Paiaguás sob a responsabilidade de Silval, que exerceu a função de vice-governador no segundo mandato dele.

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SECRETARIADO | 30/12/2010 - 21:31

Domingos aceita, mas DEM não assina indicação; Jilson fica no staff

Romilson Dourado

Deputado José Domingos   O deputado estadual reeleito para o segundo mandato José Domingos aceitou o convite para assumir a secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, o suplente Gilmar Fabris, de olho na vaga na Assembleia, reforçou o pleito junto ao governo Silval Barbosa, mas a cúpula do DEM resolveu endurecer a conversa. Não quer oficializar a indicação como sendo partidária. O partido argumenta que seria constrangedor para uma legenda que saiu das eleições como oposição e, dois meses depois, já se tornar aliado de carteirinha do Palácio Paiaguás.

    Silval deu trégua para o partido até esta sexta (31), um dia antes de tomar posse e de anunciar oficialmente o nome dos 22 novos secretários. Se o DEM não formalizar o nome de Domingos para o primeiro escalão, o governador não nomeará o deputado democrata no primeiro escalão. Nesse caso, continuará à frente da pasta Jilson Francisco da Silva. O governador já mandou, inclusive, Jilson preparar o terno para a posse.

    No DEM, o que mais resiste à ideia de reaproximação do Paiaguás é o deputado estadual Dilceu Dal Bosco, derrotado como vice-governador da chapa do tucano Wilson Santos, que ficou em terceiro lugar. 

    As demais secretarias já estão com seus gestores definidos. Nove entram pela primeira vez no staff. Silval criou três pastas, a das Cidades, para a qual nomeará o colega peemedebista Nico Baracat, e de Justiça, que ficará sob o desembargador aposentado Paulo Lessa, e a extraordinária de Governo, que ficará com Djlama Mendes, que se afastará do cargo de defensor-público-geral para integrar o Executivo.

   Cézar Zílio estreia como secretário de Administração, o deputado João Malheiros conduzirá a Cultura, enquanto o deputado estadual Antonio Azambuja conduzirá o Esporte e Lazer e os federais Pedro Henry e Eliene Lima (ambos do PP) a Saúde e a Ciência e Tecnologia, respectivamente.

   Dos 12 partidos que saíram vitoriosos nas urnas com o projeto de reeleição de Silval, somente quatro vão ter filiados em posto de secretários: PR, PMDB, PP e PT. A dúvida, por enquanto, é o DEM (ex-PFL), que concorreu ao governo pela oposição.

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SECRETARIADO | 29/12/2010 - 12:10

Azambuja e Eliene entram no staff; veja os nomes que Silval confirmará

Romilson Dourado

Deputado Antonio Azambuja    A 3 dias da solenidade da posse, Silval Barbosa deve anunciar oficialmente nesta quarta à tarde, no Palácio Paiaguás, a relação completa do seu futuro secretariado. O blog apurou com exclusividade que, o PP, mesmo sob divergências internas, fechou as duas indicações pendentes. Propôs ao governador o nome do deputado federal Eliene Lima para a Ciência e Tecnologia e do deputado estadual Antonio Azambuja para o Esporte e Lazer. Silval acatou as sugestões.

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DEM vai contar com José Domingos na pasta do
Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar

   Já Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar ficará mesmo sob comando do DEM. Depois de insistir na exigência de ter a secretaria de porteira fechada, ou seja, com autonomia para indicar cargos de segundo e terceiro escalões e as presidências dos órgãos e empresas vinculados como Indea, Empaer e Intermat, o deputado estadual reeleito José Domingos concordou em ocupar o posto de secretário.

   Com isso, o governador está com o staff praticamente definido. No fritar dos ovos, o PR emplacou seis no primeiro escalão: Eder de Moraes (Casa Civil), Arnaldo Alves (Transporte e Pavimentação Urbana), Cézar Zílio (Administração), João Malheiros (Cultura), Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia) e Alexander Maia (Meio Ambiente). O PT continua apenas com a Educação, a maior das 21 secretarias. Rosa Neide está confirmada para gerir a pasta. O DEM, que agora vira aliado do Paiaguás, terá o deputado Domingos no Desenvolvimento Rural.

   O PP fica com 3 secretarias, sendo elas o Esporte e Lazer, com Azambuja; a Ciência e Tecnologia, com Eliene, e a Saúde, com o deputado federal Pedro Henry. O PMDB do governador Silval incluiu na cota duas indicações (Nico Baracat, na Cidades, e Teté Bezerra, no Desenvolvimento do Turismo), embora tenha outros titulares no staff, como o jornalista Osmar Carvalho na Comunicação Social e a primeira-dama Roseli Barbosa na área social, além do próprio governador.

    Os demais são indicações pessoais ou escolhas técnicas do governador. Diógenes Curado continua na Segurança Pública, enquanto a nova pasta de Justiça terá no seu comando o desembargador aposentado Paulo Lessa. José Gonçalves Botelho permanece no Planejamento e Coordenação Geral; Antonio Moraes, na Casa Militar; Dorgival Veras, na Procuradoria-Geral; e Edmilson dos Santos, na Fazenda.

O novo secretariado do governo Silval e o rateio partidário

PR
Eder de Moraes - Casa Civil
Cézar Zílio - Administração
Arnaldo Alves - Transporte e Pavimentação Urbana
Alexander Maia - Meio Ambiente
João Malheiros - Cultura
Pedro Nadaf - Indústria, Comércio, Minas e Energia

PP
Eliene Lima - Ciência e Tecnologia
Antonio Azambuja - Esporte e Lazer
Pedro Henry - Saúde

PT
Rosa Neide - Educação

DEM
José Domingos - Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar

PMDB
Nico Baracat - Cidades
Teté Bezerra - Desenvolvimento do Turismo
Roseli Barbosa - Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social
Osmar Carvalho - Comunicação Social

INDICAÇÕES TÉCNICAS
Diógenes Curado - Segurança Pública
Paulo Lessa - Justiça
Dorgival Veras - Procuradoria-Geral
José Gonçalves Botelho - Planejamento e Coordenação Geral
Antonio de Moraes - Casa Militar

Edmilson dos Santos - Fazenda
Djalma Mendes - Extraordinária de Governo

 

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