Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:40 h

SENADO | 17/08/2011 - 18:10

Taques assume subcomissão e quer combater tráfico de drogas

Patrícia Sanches

Senador Pedro Taques    O senador mato-grossense Pedro Taques vai presidir os trabalhos da subcomissão de Segurança Pública, criada pela comissão de Constituição e Justiça, da qual ele é membro. O pedetista adianta que pretende trazer para a mesa de debates as questões relacionadas a melhoria da segurança nas regiões de fronteira.

    Ele ressalta que Mato Grosso, por exemplo, possui mais de 700 km de fronteira seca com a Bolívia, formando a conhecida "Rota do Tráfico", que precisa ser melhor vigiada. “Temos que discutir as razões da criminalidade. Segurança pública não significa só polícia e sim políticas públicas para que o crime não exista”, ressaltou.

    O pedetista adianta que o grupo também vai se dedicar a criar medidas para combater o tráfico internacional de armas e drogas. Outro ponto é a fiscalização para que os recursos destinados a segurança pública, aprovados no Orçamento da União, não sofram contingenciamento.

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SENADO | 25/12/2010 - 20:00

Após apresentar 19 projetos de lei em 3 anos, Goellner deixa o cargo

Sissy Cambuim

   O senador Gilberto Goellner (DEM) fez seu último pronunciamento no Plenário do Senado na terça (21) lembrando seus quase três anos de atuação na Casa. O democrata, eleito como primeiro suplente, assumiu o cargo em 2008, após a morte do senador Jonas Pinheiro (DEM), e não disputou as eleições gerais deste ano.

   Ainda durante o mandato de Jonas, Goellner chegou a assumir o cargo por quatro meses, entre agosto e dezembro de 2005, quando o democrata se afastou por problemas de saúde. Depois que assumiu a cadeira, o senador se afastou por duas vezes, dando lugar ao segundo suplente do grupo, Jorge Yanai (DEM), que tentou, sem sucesso, conquistar a permanência no Senado nestas eleições.

   Ao todo, foram 38 meses de mandato com a apresentação de 19 projetos de lei, sendo que a maioria deles diz respeito a crédito rural, desenvolvimento sustentável, legislação trabalhista rural e incentivos agrícolas e fiscais. Além disso, foi relator de 200 projetos, entre eles o que dispõe sobre medicamentos genéricos de uso veterinário.

   Em seu último discurso ressaltou algumas emendas orçamentárias de sua autoria, como as que previam recursos para a sustentação da Garantia de Preços Mínimos, cuja aprovação garantiu mais de R$ 3 bilhões para o setor agrícola. Para 2011, conseguiu garantir mais R$ 1,1 bilhão para o setor rural. No entanto, ao finalizar seu mandato, apesar de representar o Estado no Congresso, apresentou, entre suas propostas de emendas individuais, um projeto que destina R$ 150 mil para reforma e ampliação da Escola de Educação Infantil Tia Sybila, localizada na sua cidade natal, Não Me Toque, no Rio Grande do Sul.

SENADO | 20/09/2010 - 20:17

Maggi continua em 1º; Abicalil impõe ligeira vantagem sobre Antero

Romilson Dourado

  O ex-governador Blairo Maggi mantém a liderança absoluta na disputa ao Senado. Nova pesquisa do instituto Mark, realizada em parceria com o RDNews entre 15 e 17 deste mês em 54 municípios, revela que, numa sondagem geral e estimulada, o nome do ex-governador pontua com 75,3%. Em segundo lugar aparecem empatados tecnicamente o petista Carlos Abicalil e o tucano Antero de Barros, embora o deputado figure com 3 pontos percentuais à frente. Abicalil detém 33,6% e, Antero, 30,3%. O pedetista Pedro Taques foi o que mais cresceu nas intenções de voto e, a duas semanas das eleições, está com 20,6%. Os demais candidatos aparecem com percentuais menores, como Mauro Lara (Psol), com 5,5%; Jorge Yanai (DEM), com 3,3%; e Naildo Lopes (PV), que não atingiu 1%. Os indecisos nesta simulação somam 26,4%. Já 4,4% disseram que não votaram em ninguém.

   Os pesquisadores ouviram 1.061 eleitores. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TRE-MT, sob número 35.962/2010.

   Como cada eleitor pode votar em dois candidatos ao Senado, o instituto fez simulação do primeiro e do segundo voto. Perguntados sobre para quem votaria prioritariamente à senatória, 60,8% disseram preferir Maggi, que foi governador por 7 anos e 3 meses. Dividindo o segundo lugar surgem Antero, com 10,4%, e Abicalil, com 9,1%. Taques vem em seguida, com 6,7%. Mauro detém 1,4%, enquanto Yanai conta com apenas 1,2%.

   Na sondagem sobre o segundo voto para senador, Abicalil impõe uma ligeira vantagem. Está com 24,5%. Antero vem "colado", com 20%. Mesmo sendo preferido do primeiro voto da maioria, Maggi também aparece nesta simulação com 14,5%. Pedro Taques conta com 13,9%. Mauro detém 4,1%. Yanai registra 2,1%.

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SENADO | 18/09/2010 - 19:45

Maggi e Abicalil faltam ao debate; confira aqui como foi confronto

Patrícia Sanches


Blairo Maggi, Carlos Abicalil não comparecem ao debate. Antero e Pedro Taques devem mostrar propostas

   O deputado federal Carlos Abicalil (PT) e o ex-governador Blairo Maggi (PR) não vão participar do único debate televisivo entre os candidatos ao Senado, promovido pela TV Rondon, afiliada do SBT. Tanto Maggi quanto Abicalil fazem parte da coligação “Mato Grosso em 1º Lugar”, que dá sustentação à candidatura do governador Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição. Os dois estão na região Norte onde participam de reuniões políticas e já encaminharam um ofício avisando que não vão participar devido a problemas em suas agendas.

  A participação de Abicalil era bastante aguardada, principalmente pelo fato dele ter protagonizado embates com o também candidato Antero Paes de Barros (PSDB). Entre os temas polêmicos levantados pelo tucano está o fato de Abicalil ser supostamente favorável ao aborto. O assunto provavelmente viria à tona durante o confronto, mas sem a presença do petista, a tendência é que o único debate realizado entre todos os pretensos candidatos a senatória seja “morno”.

  Os embates devem ficar polarizados entre Antero e o ex-procurador da República Pedro Taques. Ambos, assim como Abicalil e Maggi, são tidos como os principais concorrentes às duas vagas. Além do tucano e de Taques, vão participar do debate Naildo Lopes (PV), Jorge Yanai (DEM) e Mauro Lara (Psol). O confronto acontece neste sábado (18) às 21h, na sede da TV Rondon. Todo o programa vai ser mediado pelo correspondente internacional do SBT Brasil, Sérgio Utsch, e vai ser transmitido para 111 dos 141 municípios do Estado. Vão ser duas horas de programa, divididos em cinco blocos.

  No 1º, os candidatos vão ter dois minutos para responder o porque querem ser senadores. Eles vão ter dois minutos. No 2º, 3º e 4º blocos vão fazer perguntas entre si, mas os candidatos da mesma coligação não vão poder fazer perguntas uns para os outros ou responder. O 5º bloco vai ser destinado as considerações finais e cada político terá 1 minuto e meio para convencer os mais de dois milhões de eleitores a creditarem seus votos neles.

Às 21h25 - Antero diz que Abicalil está fugindo do confronto por não assumir opiniões

Antero Paes de Barros   Com exceção de Maggi e Abicalil, que não participarão do primeiro debate entre candidatos ao Senado, os demais postulantes ao cargo já estão presentes na sede da TV Rondon.

   Os primeiros a chegar foram os últimos colocados nas pesquisas de inteção de voto. Jorge Yanai (DEM) deu início à entrada dos candidatos. Na sequência, apareceram Mauro Lara (PSOL) e Naildo Lopes (PV), que chegou juntamente com seu colega de coligação, Pedro Taques (PDT).

   O último a comparecer e também o mais contundente nas críticas em relação aos ausentes, foi Antero Paes de Barros (PSDB), que disputa com Abicalil o segundo lugar na opinião do eleitorado. O tucano chegou a dizer que o petista está fugindo do confronto direto com os adversários por não ter coragem de assumir alguns de seus posicionamentos, como em relação ao aborto e aos direitos dos aposentados.

   Já Taques, preferiu não se comprometer e disse que fará um debate propositivo, contudo, ressalta que, se atacado, responderá à altura. “Não tenho sangue de barata”, declarou.

Às 21h55 - Taques diz que Maggi e Abicalil não comapareceram por "arrogância"

Pedro Taques   Nos dois minutos destinados à apresentação dos candidatos, para que pudessem contar ao eleitor os motivos por que merecem ser senadores, Antero, que foi o primeiro a usar a palavra, aproveitou a aportunidade para, mais uma vez, lamentar a ausência de dois adversários no pleito. Segundo ele, Maggi e Abicalil faltaram ao evento por motivos injustificáveis e não por razões de força maior.

   Em seguida, ele afirmou que quer voltar ao Senado para defender causas pelas quais ele já brigou no Congresso, ressaltando temas que o motivaram a criticar Abicalil em seus programas eleitorais. “Vou defender os interesses dos aposentados e dizer não ao aborto. Quero liderar a bancada de defesa da vida”, destacou.

   Assim como ele, Taques, que encerrou o bloco, lamentou as ausências dizendo que aqueles que não compareceram assumem uma postura arrogante. “O outro candidato pensa que já ganhou. Candidato arrogante será um senador arrogante”, criticou, numa referência a Maggi. O ex-procurador da República lembra que, no tempo em que esteve no Ministério Público, pode conhecer os problemas do país e perceber quanto uma lei mal elaborada pode ser injusta. “Quero ser senador para acabar com a imunidade parlamentar”, pontuou.

   Os outros três postulantes ao cargo focaram o tempo em seus motivos para ganhar a confiança do eleitor. Para Yanai, que assumiu o cargo por quatro meses neste ano, a experiência adquirida será importante para representar Mato Grosso e, se conseguir ser titular, pretende lutar por interesses sociais, principalmente na área da saúde.

   Já Mauro Lara destaca que ingressou na política por querer um novo cenário na política do Estado. “Vivemos há decadas com os mesmos políticos governando apenas a favor de interesses próprios”, desabafou. Naildo, por sua vez, levantou a bandeira do produtor rural, promentendo brigar pelos direitos da categoria caso conquiste o mandato.

Às 22h07 - Naildo pergunta a Yanai sobre saúde; Antero mantém ataques a Abicalil

Naildo Lopes    Naildo abriu o bloco destinado às perguntas entre os candidatos. Para o primeiro questionamento, ele escolheu Yanai para falar sobre saúde, lembrando que o adversário é médico. Sem grandes embates, ambos concordaram com as deficiências para o setor.

   Yanai manteve o clima amigável utilizando sua vez para perguntar ao companheiro de coligação, Antero, se o principal papel de um senador seria a busca de recursos para o Estado ou a defesa dos posicionamentos de sua bancada.

   A maior crítica do tucano em relação a Abicali se refere aos episódios em que o petista teria acompanhado o posicionamento de seu partido em temas políticos. No entanto, ele não foi contundente em sua resposta, dizendo que as duas questões são importantes. Mas manteve as farpas contra o deputado federal durante sua chance de elaborar uma pergunta.

   Antero perguntou a Mauro Lara qual sua opinião sobre parlamentares que votam contra o aumento de salário dos pensionistas, numa clara referência ao petista. O candidato do PSOL aproveitou a oportunidade para reforçar sua tese de que os atuais políticos estão no poder apenas para defender interesses próprios.

   Mauro, por sua vez, quis saber a opinião de Taques sobre o Fundo de Participação dos Municípios, em crítica ao atual sistema. O ex-procurador da República defende uma reforma política tributária, sem se alongar no assunto. Para ele, resta a opção de questionar o colega de coligação, Naildo, ficando de fora da primeira rodada de perguntas o embate entre os dois melhores colocados nas pesquisas presentes no evento, já que ao candidato do PV, o pedetista indagou sobre suas propostas para o setor produtivo, bandeira que levanta.

Às 22h27 - Candidatos falam de "saúde"; Antero aproveita para falar sobre aborto

   Na segunda rodada, Naildo pergunta a Antero porque, em oito anos de mandato, não conseguiu aumentar o número de vagas nas universidades públicas. À vontade com o tema, o tucano responde que foi autor de um projeto de lei, que ele classificou como um dos mais importantes do país, que determina reserva de vagas nas universidades públicas para alunos oriundos de escolas estaduais ou municipais. O candidato do PV pegou carona no tema educação para lembrar que sua suplente é professora de carreira e ajudará a legislar nesse sentido.

   Em sua vez, Antero aproveitou a oportunidade para devolver a pergunta a seu companheiro de chapa, o médico Yanai, sobre seu posicionamento sobre o aborto, que se colocou totalmente contra. No entanto, em sua réplica mais uma vez criticou o adversário petista. “Está aí o motivo por ele não estar aqui. Abicalil inventou uma desculpa que estava no interior porque não consegue explicar os motivos que o levaram a assinar recurso para reabrir a dicussão do aborto no Congresso”.

Às 22h43 - Taques evita confronto direto com Antero

   Ao inciar a terceira rodada de perguntas, Taques preferiu lançar seu questionamento a Yanai, evitando um confronto direto contra Antero, um de seus principais adversários nas pesquisas de intenção de votos.

   Ele perguntou ao médico o que pretenderia fazer em relação à saúde, caso retornasse ao Senado. O suplente, por sua vez, defendeu a construção de um hospital de trauma na Capital para atender os acidentados e a necessidade de mais vontade política para dividir a responsabilidade dos municípios no atendimento aos pacientes do Estado.

   Mantendo o clima de cordialidade, Yanai também procura um tema no qual seu concorrente se sente à vontade em falar, dando a chance de Naildo, que é engenheiro agrônomo, falar sua opinião sobre o código florestal.

Às 22h56 - Candidatos falam sobre implantação da hidrovia

   A quarta rodada de perguntas é encerrada com a pergunta de Antero a Taques, na única oportunidade em que os dois principais candidatos presentes, de acordo com as pesquisas de intenção de votos, já que os dois primeiros colocados não compareceram ao evento, protagonizaram um embate direto.

   A pergunta retomou um episódio que levantou polêmica no primeiro debate entre candidatos ao Governo, realizado pela rádio Difusora de Cáceres. Antero perguntou sobre a importância das hidrovias para o Estado, nos mesmos moldes em que o candidato à reeleição Silval Barbosa (PMDB), citou que o ex-procurador tinha sido contra a implantação da mesma.

   Taques ressaltou que o tema é de suma importância, mas foi rebatido pelo tucano, que disse que as hidrovias só passam a ter importância para o adversário nos discursos eleitorais, uma vez que, enquanto membro do Ministério Público, chegou a impedir a realização de audiência para discutir o tema. O pedetista, contudo, ressaltou que a afirmação de Antero era contra a legalidade, pois, na época, agiu conforme a lei e não poderia fazê-lo de maneira diferente.

Às 23h07 - Sou um candidato que se vira nos 30, diz Naildo

   Após responder sobre as queimadas e chegar a falar até em “senador interplenatário” para cuidar das questões de meio ambiente, Naildo, que integra a mesma chapa de Taques, deixa claro que está consciente de sua posição dentro do grupo, que tem o ex-procurador da República como primeiro candidato.

   “A coligação foi ajustada pelo partido antes mesmo de definirmos a candidatura e ficou acordado que teríamos esse espaço de 30 segundos”, explicou o engenheiro em resposta ao tucano. “Sou um candidato que se vira nos 30, pois ´so tenho 30 segundos na TV para mostrar minhas propostas”, ressalta.

Às 23h14  - Taques questiona Antero sobre corrupção

   Taques e Antero voltam a se confrontar no último bloco de perguntas entre os candidatos, quando o pedetista perguntou ao adversário o que ele fez, durante seu mandato como senador, para acabar com a corrupção. Em resposta, o tucano ressalta que foi de sua autoria o projeto de lei que mantém a quebra de sigilo bancário para todos os políticos.

   Na réplica, as farpas se afiaram quando Taques lembrou que, em sua campanha ao Governo, teve como candidata a vice-governadora a esposa do ex-presidente da Assembleia, o deputado cassado José Riva (PP), Janete Riva, presa em maio deste ano pela Operação Jurupari da Polícia Federal. “Muitos falam o que não fazem e fazem o que não falam”, comentou.

   Mais incisivo, Antero disse ser deplorável um candidato com conhecimento jurídico atribuir a outras pessoas a responsabilidade de outrem. “Isso é um mar de leviandade. Essa é a forma equivocada de comçar como novo na política”, destacou.

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SENADO | 16/09/2010 - 21:00

Taques avança rumo ao Senado e deverá superar Antero e Abicalil

Romilson Dourado

Pedro Taques, candidato a senador  Ele iniciou a campanha empacado nas pesquisas de intenção de voto, mas nas últimas duas semanas começou a crescer de tal modo que, pelas projeções internas, deve aparecer nas próximas sondagens em segundo lugar na corrida ao Senado. Os concorrentes Antero de Barros (PSDB) e Carlos Abicalil (PT) já podem colocar as barbas de molho. Pedro Taques (PDT) caiu nas graças do eleitorado. Como cada eleitor vota em dois para o Senado, o nome do ex-procurador da República se tornou opção de voto para eleitores simpáticos a todos os grupos e candidatos. Nessa onda Taques, até mesmo o ex-governador Blairo Maggi, hoje líder absoluto nas pesquisas de intenção de voto, corre risco de perder o "trono" até 3 de outubro. Em conversa com correligionários, Maggi se mostra preocupado porque as amostragens, tanto quantitativas quanto qualitativas, identificam crescimento do candidato do PDT.

   Pesquisas qualitativas revelam, por exemplo, que praticamente 80% dos eleitores de Maggi pretendem dar o segundo voto para Taques. De outro lado, mais de 50% dos que se mostram simpáticos ao nome de Taques revelam o desejo de creditar o segundo para Maggi. O ex-senador Antero vinha numa campanha polarizada com o petista Abicalil. Ambos passaram a trocar farpas. O tucano exibiu filme no horário eleitoral, acusando o deputado se votar a favor do aborto. Abicalil revidou, aproveitando uma pesquisa do Ibope que o apontava em segundo lugar na disputa à senatória para dizer que estava sendo atacado por "candidatos desesperados".

    Restam 17 dias para as eleições. O quadro majoritário está indeciso, tanto para a cadeira de governador quanto para as duas vagas de senador. Maggi explora os feitos dos 7 anos e 3 meses no comando do Estado para ganhar fôlego na corrida ao Congresso Nacional. Antero recorre ao período em que foi senador para convencer o eleitor. Abicalil prega harmonia com o governo Lula e com a presidenciável Dilma Rousseff. Já Taques segue uma linha dura de combate à corrupção, lembra de escândalos e defende mudanças nas leis. Está atraindo eleitores desiludidos com a política.

   A briga pelo Paiaguás se afunilou ao governador Silval Barbosa, que busca a reeleição com um palanque de 11 partidos, e o empresário Mauro Mendes (PSB), que já figura em segundo lugar, superando o ex-prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB). A dúvida agora é se Silval vencerá no primeiro turno ou se enfrentará um páreo duro no segundo turno contra Mendes.

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SENADO | 04/09/2010 - 08:11

Com a 2ª vaga sob ameaça, Antero ataca Abicalil sobre apoio a aborto

Romilson Dourado

Carlos Abicalil e Antero de Barros   O tucano Antero de Barros, que vinha conduzindo a campanha ao Senado de forma light, já adotou a velha estratégia do ataque para tentar impedir o avanço nas pesquisas de intenção de voto do deputado federal Carlos Abicalil (PT). Ambos travam briga por uma das vagas ao Senado. Enquanto o ex-governador Blairo Maggi se mantém na liderança absoluta, o que o projeta como o mais votado, Antero e Abicalil se polarizam na disputa pela outra cadeira.

    A última pesquisa Ibope, divulgada nesta sexta (3) pela TV Centro América (Rede Globo), revela que Maggi está com 71% das intenções de voto, Abicalil já chega aos 32% e assume a segunda colocação, enquanto Antero figura com 27%. O ex-procurador da República Pedro Taques (PDT) aparece com 15%. Seis por cento votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 25% se mostraram indecisos. Os pesquisadores ouviram 812 eleitores entre 31 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TRE-MT, sob número 31.711/2010.

     O programa eleitoral de Antero passou a bater no petista. Afirma que Abicalil, enquanto parlamentar, assinou recurso em apoio ao Projeto 1.135/1991, que trata da liberação do aborto. O tucanato exibe imagens fortes na TV de um feto e simulação de morte, tudo para lembrar o posicionamento do adversário petista. A intenção é "comover" o eleitor mais conservador, de modo a tirar votos do petista. Como a proposta pró-aborto não foi arquivada graças ao recurso apresentado pelo também petista José Genoíno e com respaldo de outros deputados, entre eles de Abicalil, volta a tramitar na Câmara Federal. Abicalil se defende. Alega que a assinatura foi apenas um mecanismo para aprofundar o debate e que assim procedeu atendendo a uma obrigação estatutária, cumprindo decisões partidárias. Assegura ser contra o aborto.

    Mesmo assim, Antero quer matar eleitoralmente o petista explorando negativamente o seu posicionamento. A investida não é à-toa. O tucano não quer cair para a terceira posição.

    A subida do petista nas intenções de voto pode ser consequência do efeito Dilma. A presidenciável, com empurrão do governo do presidente Lula, cresceu tanto que hoje seria eleita ao Palácio do Planalto no primeiro turno. Ademais, os candidatos majoritários vinculados a Abicalil, governador e candidato à reeleição Silval Barbosa e Blairo Maggi, que disputa o Senado, também estão na liderança. Essa onda empurra para cima o nome do petista. Já Antero se encontra "baleado" por causa de seus majoritários, que aparecem em desvantagem. Wilson Santos, que disputa o governo estadual, já é o terceiro colocado. Está atrás de Mauro Mendes (PSB) e de Silval. O presidenciável José Serra (PSDB) também perderia hoje para Dilma.

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SENADO | 25/08/2010 - 08:01

Antero e Abicalil polarizam disputa pela 2ª vaga; Pedro Taques insiste

Romilson Dourado


Carlos Abicalil e Antero de Barros travam briga pela 2ª vaga, enquanto Pedro Taques tenta se aproximar e Maggi se mostra mais tranquilo por liderar pesquisas e apresentar chances reais de garantir 1ª vaga de senador

    A 39 dias das eleições, o tucano Antero de Barros e o petista Carlos Abicalil travam uma disputa pela segunda vaga ao Senado tão acirrada que, a considerar o resultado das pesquisas de intenção de voto, podem ser comparada aos embates de 2002 e 1994, últimos pleitos em que estiveram em jogo duas vagas para senador. Nos dois casos, a segunda vaga foi disputada voto a voto.

    O cenário hoje aponta o ex-governador Blairo Maggi (PR) com ampla vantagem. Tende a garantir a primeira cadeira, com mais de 800 mil votos num universo de 2 milhões de habitantes. Já pela segunda vaga há uma polarização entre Antero e Abicalil. O primeiro foi vereador por Cuiabá, deputado federal constituinte, secretário de Estado de Comunicação Social e da Casa Civil do governo Dante de Oliveira e senador. Antero amarga duas derrotadas seguidas para governador, em 2002 e 2006. Abicalil está no segundo mandato de deputado federal. Foi o mais votado em 2006, com 128.851 votos. Em 1998, concorreu e perdeu também para o governo estadual.

   O nome do ex-procurador da República Pedro Taques (PDT) aparece em desvantagem. Pontua nas pesquisas em quarto lugar, atrás de Abicalil, Antero e Maggi. Sua maior aposta para entrar no jogo e se "embolar" na briga pela segunda vaga é a mensagem e campanha dura contra a corrupção, que passou a difundir no horário eleitoral desde semana passada.

    A disputa pela segunda vaga sempre foi acirrada em Mato Grosso, ao menos nas últimas duas eleições em que foram abertas duas das três cadeiras para representação mato-grossense no Congresso Nacional. Em 1994, por exemplo, o placar foi "emocionante". Jonas Pinheiro (já falecido) garantiu a primeira vaga com 281.998 votos, uma diferença de apenas 113 votos do segundo colocado, o peemedebista Carlos Bezerra, hoje deputado federal. Mais curioso ainda foi a vantagem de Bezerra sobre o terceiro colocado Antero de Barros: 679 votos. Na época, houve denúncia de fraude eleitoral. Bezerra teve 281.885 votos, enquanto Antero ficou com 281.206.

   Em 2002, Jonas garante a reeleição com 612.965 votos. No caso da segunda vaga, a petista Serys Marly venceu com uma diferença de 135.741 votos. Chegou a 575.539, enquanto Dante de Oliveira (já falecido) amargou a terceira colocação com 439.798 votos. O mandato de senador é de 8 anos. As duas vagas que serão abertas agora pertencem hoje à Serys e a Gilberto Goellner (DEM), que virou titular com a morte de Jonas. Como o democrata está licenciado, que está legislando e fica no cargo até o próximo mês é o médico Jorge Yanai. Já a outra vaga de senador, sob Jayme Campos (DEM), vai estar em disputa em 2014.

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SENADO | 21/08/2010 - 08:20

Taques usa horário eleitoral para bater em Arcanjo e na Assembleia

Romilson Dourado

Pedro Taques, candidato a senador   Pedro Taques decidiu apostar todas as fichas no horário eleitoral para tentar superar os adversários nas intenções de voto ao Senado e lançou uma linha dura, contundente e até agressiva. Na propaganda no rádio e na TV ele faz questão de lembrar sua atuação como procurador da República no combate a crimes e aos curruptos. O ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, preso sob acusação de comandar o crime organizado em Mato Grosso, virou saco de pancada de Taques.

    O ex-membro do Ministério Público Federal bate também na Assembleia Legislativa e faz insinuações sem declinar nomes de deputados envolvidos em corrupção. Diz que "eles ainda estão por aí".

   Lembra de outras figuras políticas da Amazônia Legal que respondem por crimes, como o ex-deputado federal acreano Hildebrando Pascoal, condenado por assassinato a golpes de motosserra, e o deputado federal paraense Jader Barbalho, envolvido no escânalo da Sudam. Taques se apresenta como o homem que mandou para a cadeia pessoas envolvidas no crime organizado. Enfatiza que Arcanjo atuava como padrinho de alguns políticos e emprestava dinheiro para a Assembleia.

    A campanha do candidato pedetista está recorrendo aos arquivos para mostrar reportagens em que aparece concedendo entrevistas e discorre sobre o combate a máfias. Lembra ter recebido ameaças de morte e até dado voz de prisão a uma pessoa que tentou "comprá-lo". Por fim, lembra ter ajudado a tirar das ruas crimonosos poderosos e a levá-los para a cadeia e afirma que hoje se mostra preocupado com o silêncio dos homens de bem que poderiam fazer alguma coisa. Taques instiga o eleitor a todo instante.

    Essa estratégia adotada por Taques foi o único caminho que encontrou para resgatar sua atuação no MPF como forma de convencer o eleitor mato-grossense a votar nele. De acordo com as pesquisas, se as eleições fossem hoje, Taques seria o quarto colocado, ou seja, não teria chance de conquistar uma das duas cadeiras em disputa para o Senado. A primeira vaga seria para o ex-governador Blairo Maggi (PR). Já a segunda é disputada de forma acirrada pelo ex-senador Antero de Barros (PSDB) e pelo deputado federal Carlos Abicalil (PT).

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SENADO | 28/07/2010 - 08:15

Maggi mantem a dianteira; Antero e Abicalil brigam pela 2ª cadeira

Romilson Dourado

  O nome do ex-governador Blairo Maggi continua em primeiro e distanciado dos demais na disputa ao Senado, aponta a nova rodada de pesquisa do instituto Mark, feita em parceria com o RDNews. Na amostragem estimulada, quando o entrevistado declina o nome de preferência a partir da relação dos candidatos, o republicano aparece com 35,4% das intenções de voto. Neste pleito estão em disputa duas vagas para senador, portanto, cada eleitor tem opção de escolher dois. O segundo mais cotado, nesta amostragem, é o ex-senador Antero de Barros (PSDB), que figura com 19,4%, seguido do deputado federal Carlos Abicalil (PT), com 15,3%.

   O ex-procurador da República Pedro Taques, candidato do PDT, é o quarto colocado. Figura com 5,3%. O senador Jorge Yanai (DEM), que substitui o titular Gilberto Goellner, aparece com 2,5%, o procurador da Fazenda Nacional Mauro Lara (PSOL) é lembrado apenas por 1,3% e, Aluízio Leite (PV), por menos de 1%. Se declararam indecisos 18,2%, enquanto 2,5% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto.

    O instituto fez o trabalho de campo no decorrer de cinco dias, de 21 a 25 deste mês. Percorreu 49 municípios de 9 regiões. Foram ouvidos 1.138 eleitores. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TRE-MT, sob número 22960/2010. Todos os entrevistados residem na zona urbana.

   Está foi a primeira amostragem feita em âmbito estadual e publicada após as convenções partidárias de junho. É a quarta pesquisa realizada no Estado pela Mark neste ano. De abril até agora, Maggi vem se mantendo na dianteira, com percentuais que variam entre 35% a 36%. Antero e Abicalil travam uma briga acirrada pela segunda vaga. A diferença entre ambos é pequena. O tucano tem oscilado nas intenções de voto entre 17% e 22%. O petista varia de 15% a 16%. Em alguns cenários, o quadro é de empate técnico. Taques não "decolou" até agora. Chegou a 9% em abril e depois não saiu da casa dos 5%.

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SENADO | 26/07/2010 - 10:53

Taques deve trocar o 1º suplente Viana; irmã de Percival é cotada

Romilson Dourado

Empresária Ádria Muniz   O produtor rural José Antonio Gonçalves Viana, o Zeca Viana, de Primavera do Leste, deve desistir da disputa como primeiro-suplente da chapa ao Senado encabeçada por Pedro Taques para concorrer a deputado estadual. Filiado ao PDT, ele pediu trégua à direção estadual do partido até esta terça para decidir se, se fato, deixa o posto majoritário para tentar cargo proporcional. Como a tendência é mesmo pela mudança, Taques já iniciou as conversações em busca de um nome substituto. Hoje a pessoa mais cotada para a primeira-suplência é a empresária Ádria Muniz, irmã do deputado estadual e ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz.

    Ela não foi convidada oficialmente porque Taques não quer avançar antes de obter resposta de Zeca Viana. Embora os partidos e coligações já tenham apresentado lista dos candidatos à Justiça Eleitoral, ainda há tempo para eventuais mudanças. Ádria é filiada ao PPS. Atua forte nos bastidores e há décadas ajuda o irmão nas articulações políticas. Dona da gráfica União, Ádria sempre esteve na linha de frente das campanhas de Percival para deputado federal, estadual e de prefeito. Embora seja considerada rebelde e radical, é daquelas que conseguem impor sua liderança junto aos movimentos sociais. 

    Pedro Taques foi o último a definir os dois suplentes. Para a segunda vaga, ele escolheu o empresário de Sinop Paulo Fiúza (PV), que já concorreu, sem êxito, a duas eleições, uma para deputado federal, em 2006, e também a prefeito, no pleito de 2008. Já para a primeira-suplência havia optado por Getúlio Viana. Os dois nomes são estratégicos. Ex-procurador da República, Taques recorreu a Fiúza para tentar boa inserção política no Nortão e conquistar uma fatia do empresariado. No caso de Zeca, tenta atrair a simpatia dos segmentos do agronegócio. Agora, tudo indica que optará por um nome mais identificado com os movimentos populares e que represente a região Sul do Estado, que seria de Ádria Muniz.

    Zeca e a Assembleia

    Zeca Viana se mostra animado com a possibilidade de vir a ser candidato de novo à vaga na Assembleia. Com apoio dos produtores da região é, principalmente, do irmão-prefeito Getúlio Viana (PR), que está no segundo mandato à frente da administração em Primavera do Leste, Zeca espera não se transformar em decepção nas urnas, como foi em 2006. Na época, ele disputou pelo PDT e teve somente 64 votos.

     Um dos incentivadores do empresário é o deputado estadual e presidente do PDT Otaviano Pivetta, candidato a vice-governador na chapa de Mauro Mendes (PSB). Ambos são amigos há uma década. Pivetta já convenceu Zeca a entrar no páreo para estadual. A leitura no PDT é a de que o empresário primaverense não só viria a reforçar a chapa proporcional, como teria condições de ser o mais votado pela coligação Mato Grosso Melhor Para Você, composta de quatro partidos (PSB, PDT, PPS e PV).

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SENADO | 15/07/2010 - 19:37

Maggi é 1º em Tangará da Serra; Antero e Abicalil brigam pela 2ª

Romilson Dourado

    Blairo Maggi (PR) é o primeiro colocado na preferência do eleitor de Tangará da Serra para o Senado. O nome do ex-governador aparece com 38,9% das intenções de voto, segundo revela a nova rodada de pesquisa do instituto Mark, realizada entre 10 e 12 deste mês. Em segundo lugar está o ex-senador Antero de Barros, do PSDB. O deputado federal Carlos Abicalil (PT) aparece em seguida, com 13,9%. Como a margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos, Antero e Abicalil figuram empatados tecnicamente.

  Nas eleições de outubro vão estar em disputa duas das três cadeiras da representação mato-grossense no Congresso Nacional, hoje ocupadas pela petista Serys Marly e pelo democrata Gilberto Goellner, que está licenciado. Em seu lugar, atua Jorge Yanai (DE). A outra vaga, sob Jayme Campos (DEM), vence em 2014.

     A pesquisa está registrada no TRE-MT, sob número 20.777/2010. O instituto ouviu 252 eleitores da cidade-pólo do Médio-Norte. Enquanto Maggi, Antero e Abicalil surgem em situação bastante competitiva, o ex-procurador da República Pedro Taques, candidato pelo PDT, vem distanciado. Em Tangará da Serra, detém somente 4,6% das intenções de voto. O procurador da Fazenda Nacional Mauro Lara (PSOL), que já disputou e perdeu a Prefeitura de Cuiabá e o governo estadual, é lembrado por 1,4%, enquanto o senador Jorge Yanai aparece com 0,2%. Dos entrevistados, 17,3% estão indecisos. Disseram que votariam em branco ou anulariam o voto 5,1%.

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SENADO | 08/07/2010 - 12:01

Ex-deputado desiste e Yanai escolhe 2 de Cuiabá para suplências

Romilson Dourado

    O ex-vice-prefeito de Várzea Grande e ex-deputado estadual José Carlos de Freitas (DEM) recusou, de última hora, o convite para ser o primeiro-suplente da chapa do senador Jorge Yanai, que substitui Gilberto Goellner e busca a reeleição. Yanai acabou por escolher o médico Francisco Monteiro Fortes, que reside em Cuiabá. Monteiro já exerceu cargo de superintendente da extinta Sucam (hoje Funasa). Na segunda suplência ficou o ex-vereador pela Capital Augusto Taques, do PSDB.

Senador Jorge Yanai    Perguntado sobre as razões que levaram Freitas a desistir da chapa majoritária, Yanai se limitou a dizer que "cada um tem as razões para tomar decisão" e que o ex-deputado, mesmo fora da composição, "prometeu se empenhar na campanha". Yanai não soube dizer se o efeito Feicovag influenciou na decisão do democrata. É que Freitas responde como um dos responsáveis pelo desabamento da arquibancada durante a feira em Várzea Grande, em 2005. A tragédia deixou 468 feridos. Não houve morte, mas ficaram sequelas. Levantamento técnico mostra que as arquibancadas foram montadas para o rodeio à revelia. Freitas foi o organizador do evento.

    De lá para cá, o ex-deputado caiu no ostracismo e enfrenta desgaste. Além do mais, havia temor sobre o risco de ser considerado ficha-suja. Ele reapareceu nas discussões como opção à suplência de Yanai por ser da região de Cuiabá. O senador afirma que desde quando decidiu entrar na disputa, após recusar convite para ser candidato a vice-governador da chapa de Wilson Santos (PSDB), passou a buscar nomes da Baixada Cuiabana para integrar a majoritária. Como Freitas abriu mão de última hora, acertou com o médico Francisco Monteiro para este ser o primeiro suplente. Já a segunda vaga da chapa ficou com Augusto Taques, que foi vereador e hoje está no PSDB.

   Ex-deputado estadual, Jorge Yanai mora em Sinop. Ele considera que a escolha de dois representantes da Grande Cuiabá na chapa "traz equilíbrio", enquanto ele representa o Nortão. Entende que nenhum dos nomes colocados para a disputa das duas vagas de senador deve ser considerado favorito. "Nada está definido. A eleição deste ano é diferente. Não é mais como antigamente, que havia comício, pintura em muro, cartaz pregado em poste e carro de som na rua", observa o democrata.

     Na sua avaliação, o eleitor está mais consciente, atento e criterioso. Acredita que existe interesse do eleitor em saber as propostas dos candidatos, avaliar perfil e acompanhar o horário eleitoral no rádio e na TV. "Quando se tem um escândalo, a gente percebe que vem junto indignação e revolta. Isso é reflexo da mudança do perfil do eleitor". Yanai, que deixa o Senado no final de setembro para retorno do titular Gilberto Goellner, vai usar na campanha o 251, mesmo número que trouxe sorte na disputa para Jonas Pinheiro e para Jayme Campos, que foi eleito senador em 2006.

     Chapas definidas

    Agora, todas as sete chapas estão completas. São 21 nomes na majoritária. Blairo Maggi concorre ao Senado com chapa pura. Os seus suplentes José Aparecido, o Cidinho, e Rodrigues Palma, são do PR. O ex-senador Antero de Barros (PSDB) tem o democrata Édio Brunetta e o petebista Rogério Navarini como companheiros de chapa.

     Pedro Taques (PDT) dispouta com Paulo Fiúza (PV) na primeira-suplência e, Zeca Viana (PDT), na segunda. O petista Carlos Abicalil escolheu Altevir Magalhães (PMDB) e João Bosco (PT). Já Naildo da Silva, do PV, conta com Marta da Silva (PSB) como primeira-suplente e Valquíria Carvalho (PV) como inscrita na segunda vaga. O PSOL lançou chapa pura para senador. É encabeçada por Mauro Lara, com Manoel Parrião e Arildo Leal nas suplências.

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SENADO | 01/07/2010 - 07:46

Candidatos escolhem suplentes hoje; Taques deve ter Mariano

Romilson Dourado

   Os candidatos ao Senado adiaram para esta quinta, 1º de julho, um dia após o encerramento do prazo das convenções, a definição de seus suplentes. O ex-governador Blairo Maggi (PR), por exemplo, passou a quarta envolvido nas discussões para escolha do vice da chapa do governador Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição. O nome escolhido foi do ex-deputado Chico Daltro (PP). Agora, será a vez do próprio Maggi bater o martelo quanto a seus dois suplentes. A tendência é que o primeiro seja o ex-prefeito de Nova Marilândia José Aparecido dos Santos, o Cidinho, que trocou o DEM pelo PR. Cidinho está tão cotado à suplência que retirou seu nome da lista de candidatos a deputado estadual. Ele presidiu a Associação Mato-Grossense dos Municípios por dois mandatos e foi secretário de Projetos Estratégicos do governo Maggi. Se tornou um dos aliados mais próximos do ex-governador. Ambos até se tornaram compadres. Cidinho tem apoio formal de 126 dos 141 prefeitos, de 19 dos 24 deputados estaduais e de outras lideranças, em defesa de seu nome para primeira-suplência de Maggi.

    O ex-procurador da República Pedro Taques decidiu que seus dois suplentes serão indicação do próprio PDT. Assim, vai concorrer ao Senado com chapa pura. Um dos nomes praticamente certo para suplente é do ex-deputado estadual Jair Mariano (ex-PPS).

     Percival Muniz, presidente regional do PPS, se transformou numa incógnita. Em plena convenção do seu partido, nesta quarta, ele anunciou que tem até a próxima segunda (5) para decidir se será mesmo candidato ao Senado. É que sua família não concorda com a decisão de concorrer a cargo majoritário agora. De todo modo, o deputado abriu para o PV fazer indicação de um suplente e, o outro, será indicação pessoal. Dos verdes, os nomes lembrados são de Aluízio Leite, José Roberto Stopa e Sérgio Guimarães.

     O deputado Carlos Abicalil, que fará dobradinha ao Senado com Maggi, também decide nesta quarta quem serão os suplentes. Um dos nomes que mais se articulam é de Moisés Sachetti, ex-presidente do Detran e vice-presidente regional do PR.

    Dos sete concorrentes às duas cadeiras de senador que estão em disputa, somente o tucano Antero de Barros oficializou os seus companheiros de chapa. Escolheu para a primeira-suplência Edio Brunetta (DEM) e, para a segunda, Rogério Nazarini (PTB). O democrata Jorge Yanai terá o ex-deputado José Carlos de Freitas como um dos suplentes. Avalia agora quem escolher para completar a chapa. Mauro Lara, do PSOL, decidiu por Arildo Leal e também avalia um outro nome para segunda-suplência.

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SENADO | 24/06/2010 - 21:19

Maggi mantem liderança; com 22%, Antero se firma na 2ª vaga

Romilson Dourado

   Blairo Maggi se mantem estável na primeira colocação na corrida ao Senado, enquanto o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB) começa a se consolidar como o segundo colocado. É o que aponta a terceira rodada da pesquisa Mark, realizada em parceria com o RDNews entre 17 e 21 deste mês. O instituto ouviu 1.116 eleitores de 45 municípios. A margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

   O nome do ex-governador do PR, que comandou o Estado por sete anos e três meses, continua em primeiro lugar, com 35,08% na pesquisa estimulada. Está 12 pontos percentuais à frente de Antero, que aparece com 22,7%. O deputado federal Carlos Abicalil, que venceu as prévias do PT no embate com a senadora Serys Marly, figura em terceiro lugar e já distanciado com 16,8% das intenções de voto. O ex-procurador da República Pedro Taques, que entrou na disputa pelo PDT, conta com somente 5,6%, o que o coloca na condição de lanterna dos pré-candidatos à cadeira no Congresso Nacional.

   Nas urnas de 3 de outubro vão estão em jogo dois terços das vagas reservadas à representação de Mato Grosso no Senado, com vencimento dos mandatos de Serys e de Gilberto Goellner (DEM), que se efetivou a partir do início de 2008 com a morte de Jonas Pinheiro. Já o mandato de Jayme Campos (DEM) se estende até 2014.

    O universo de indecisos, segundo constatou a Mark, é de 17,9%. Se as eleições para o Senado fossem hoje, 1,7% declarou que votaria em branco ou anularia o voto. Os pesquisadores explicam que, nesta simulação à senatória, as perguntas foram realizadas duas vezes para se chegar aos dois nomes mais cotados. Assim, fez os cálculos com base dobrada. Poderia, também, usar a média que se chegaria aos mesmos resultados.

    Num comparativo com as últimas sondagens, Maggi vem oscilando entre 36% e 35%. Enquanto isso, Antero, que foi deputado federal constituinte, secretário de Estado da Casa Civil e Comunicação e senador por oito anos, aparece em crescimento gradativo nas intenções de voto. Na pesquisa de abril, ele já aparecia em segundo lugar, com 17,2%. No mês seguinte chegou a 19,2% e, agora, detem 22,7%. Abicalil vem se mantendo na casa dos 16 pontos, enquanto Taques perdeu praticamente quatro pontos nos últimos 60 dias. Tinha 9,3% em abril e hoje está com 5,6%.

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SENADO | 04/06/2010 - 13:00

Maggi quer na 2ª suplência uma mulher que represente Cuiabá

Romilson Dourado

Ex-governador Blairo Maggi  Blairo Maggi (PR) já bateu o martelo quanto a José Aparecido, o Cidinho, para a primeira-suplência de sua chapa ao Senado e decidiu postergar a escolha do nome de quem ocupará a segunda-suplência. O desejo pessoal do ex-governador é que seja uma mulher, com representação eleitoral na Grande Cuiabá. A direção regional do PR tentou até atrair para si o debate para definição do primeiro-suplente, mas não encontrou respaldo. Nas conversas de bastidores, Maggi freou o movimento, que iria insistir com o nome do vice-presidente do PR-MT Moisés Sachetti, ex-presidente do Detran, à primeira-suplência. Disse que Sachetti não reune o perfil que considera ideal para a chapa. Primeiro, o tem como "turrão", assim como o próprio Maggi. Segundo, ambos são de Rondonópolis, cidade-pólo do Sul do Estado e, eleitoralmente, pouco acrescentaria à chapa.

   Sendo assim, Maggi prefere manter o convite para Cidinho compor a chapa na primeira-suplência. Trata-se do ex-prefeito por três mandatos de Nova Marilândia e ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios por duas vezes e ex-secretário de Projetos Estratégicos da gestão Maggi. O ex-governador, com atuação mais técnica, o convidou pela boa relação com prefeitos e vereadores e por ter se tornado um exímio articulador político. A busca do ex-governador agora é pelo nome para segunda-suplência. Mesmo sob críticas por escândalos que surgiram no final de seu governo, como compra superfaturada de maquinário e prisões de ex-assessores por causa de crimes ambientais, Maggi é o líder absoluto nas intenções de voto ao Senado. Isso acaba criando disputa acirrada, lobby e muita expectativa sobre escolha de seus companheiros de chapa.

    Roteiros

    Pela terceira semana consecutiva, Maggi está cumprindo agenda nos municípios. A forma humilde como tem levado sua nova pré-campanha majoritária está surpreendendo os próprios assessores. Ele se reune até nos grotões com moradores e abre discussão para receber propostas que serão inseridas em seu plano de trabalho. Há duas vagas em disputa, com o vencimento dos mandatos da petista Serys Marly e do democrata Gilberto Goellner. O mandato é de oito anos.

   Na primeira semana de pré-campanha, Maggi visitou 11 municípios do Araguaia. Depois, com o miniestradeiro, percorreu, de carro, a BR-163, de Cuiabá a Santarém (PA). O pré-candidato a senador parou em distritos, como Coqueiral e Bom Jardim, em Nobres. Apresentou feitos em seus sete anos e três meses de governo, principalmente para a região, e pediu sugestões. Moradores disseram que projetos estão sendo consolidados por causa do "efeito Copa" e  agradeceram Maggi por isso. Disseram que o fato de Cuiabá vir a ser uma das 12 subsedes do Mundial de 2014 está proporcionando benefícios a municípios da Baixada Cuiabana, como o asfaltamento da estrada que liga Manga a Bom Jesus e, depois, de Nobres a Bom Jesus. Os moradores também foram contemplados com título de regularização fundiária. Maggi capitaliza eleitoralmente sobre essas conquistas. Neste final de semana, o ex-governador continua visitando municípios da Grande Cuiabá. Já passou até pelos distritos de Aldeia e Bau.

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SENADO | 27/05/2010 - 21:33

Maggi se mantem na liderança; Antero e Abicalil disputam a 2ª

Romilson Dourado

    O ex-governador Blairo Maggi segue na liderança e estável na corrida ao Senado, aponta a nova rodada da pesquisa Mark, feita entre 19 e 24 deste mês, com abrangência estadual. O nome de Maggi figura com 36,7% das intenções de voto. Se as eleições fossem hoje, o republicano seria eleito para uma das duas cadeiras reservadas à representação mato-grossense no Congresso Nacional. Já pela segunda vaga há uma briga acirrada entre o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB) e o deputado federal Carlos Abicalil (PT). Ambos permanecem praticamente empatados, com índices entre 16% e 17%

     Os pesquisadores ouviram 1.120 eleitores em 51 municípios, divididos em 9 regiões. Foram seis dias de trabalho de campo. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. A amostragem está registrada no TRE-MT, sob protocolo 12914/2010.

    Na pesquisa de abril, Maggi aparecia com 36,8% das intenções de voto. Ele manteve o mesmo percentual. Já Antero ganhou dois pontos percentuais, saindo de 17,2% para 19,2%. "Colado" no tucano aparece o petista Abicalil, que continua na casa dos 16%. Já o ex-procurador da República Pedro Taques, pré-candidato pelo PDT, perdeu espaço na corrida ao Senado. Antes, na amostragem feita entre 16 e 21 de abril, ele aparecia com 9,3% e, agora, caiu para 5,1%. Hoje, votariam em branco ou nulo 19,5%, enquanto 2,8% se declaram indecisos.

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SENADO | 25/05/2010 - 14:11

Senado aprova doação de terras de domínio federal ao Estado

Sissy Cambuim

   Com relatoria do senador Jayme Campos (DEM), a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou nesta terça (25) a doação de áreas de domínio federal para Mato Grosso. O projeto de lei de autoria da Presidência da República, autoriza a União a doar ao Estado terras da Gleba Maiká e Cristalino/ Divisa que se encontram em processos judiciais.

 Como a proposta já foi aprovada pela Câmara Federal e no Senado pelas Comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, a próxima etapa é passar pelo crivo da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

   Situada em Marcelândia, a Gleba Maiká tem área de mais de 1,2 milhão de hectares e está em litígio na Ação Cível Originária nº 488, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Já a Gleba Cristalino/ Divisa, com cerca de 473 mil hectares, em Alta Floresta, integra Ação Discriminatória suspensa por decisão do STF.

   Conforme os produtores destes locais, os títulos fundiários foram expedidos em 1987 pelo governo de Mato Grosso, porém o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) determinou o cancelamento solicitando devolução à União.

    Em agosto do ano passado, o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), solicitou ao então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), e à bancada mato-grossense, a necessidade da imediata aprovação da matéria. "Com o projeto de lei aprovado, a ação judicial será cancelada. Isso soluciona o problema e beneficia pelo menos 30 mil pessoas", justificou.

   Em nota divulgada à imprensa, a senadora Serys Marly (PT) também chamou atenção para o assunto. "A regularização fundiária em Mato Grosso é fundamental, uma vez que a sua falta vem motivando inúmeros conflitos por terra, insegurança de investidores e prejuízo de arrecadação a municípios onde existem locais com essa indefinição", disse.

SENADO | 21/05/2010 - 17:01

Mulher perdoa e ama mais do que o homem, afirma Taques

Romilson Dourado

Pedro Taques, em discurso do movimento feminino de sua coligação   O pré-candidato a senador pelo PDT Pedro Taques se sentiu a principal "estrela" do encontro Mato Grosso Muito Mais Mulher, realizado na quinta no Buffet Tereza Bouret, na Capital, com cerca de 300 pessoas, e retribuiu o apoio a seu projeto político enfatizando as lutas e conquistas da ala feminina na sociedade. A ex-deputada estadual Ana Carla Muniz, esposa do deputado Percival Muniz, foi quem conduziu o evento. Ela coordena o movimento, que reune mulheres dos quatro partidos do arco de alianças (PSB, PDT, PPS e PV).

    Taques lembrou, em discurso, que a mulher era proibida de votar até 1934 e, na área civil, foi considerada relativamente incapaz até 1962. Para exercer direitos elementares como, por exemplo, abrir comércio próprio, precisava da assinatura do pai ou do marido. Considera essa regra da época espécie de cabresto imposto pelo homem. Explicou ainda que na área trabalhista, até 1970 a mulher se via impedida de exercer funções em certos setores. Por fim, destacou que as conquistas femininas só ganharam maior impulso a partir da Constituição de 1988, quando passou a ter os mesmos direitos do homem perante a lei.

   Disse que não basta a igualdade na lei. “A mulher precisa ser respeitada e valorizada. Para mim, a mulher não é igual ao homem. Eles são diferentes. A mulher tem jornada tripla, é melhor do que homem. A mulher perdoa e ama mais do que o homem. Não tem como falar de mulher sem falar de amor. Só seremos vitoriosos com nossas mulheres ao nosso lado".

   Ana Carla fez discurso marcado pela empolgação. Aposta na eleição de Taques a uma das duas vagas de senador. Ele deve concorrer contra o ex-governador Blairo Maggi (PR), o deputado federal Carlos Abicalil (PT) e o ex-senador Antero de Barros. Carla lembrou da trajetória do ex-procurador e da luta por justiça e ética na política. “Mato Grosso e as mulheres serão muito bem representados por Pedro Taques no Senado, diz a ex-secretária de Estado de Educação, para quem Taques reune "conhecimento, inteligência, coragem e honestidade".

    A deputada Vilma Moreira, da coordenação do PSB Mulher, disse que Mato Grosso ganha com Taques na política. “É um homem íntegro, capacitado e guerreiro". Para Paola Reis, que dirige o PDT Mulher Municipal, o ex-procurador é "íntegro e ético". Valquíria de Carvalho, do PV Mulher, diz que Taques tem serviços prestados ao Brasil. A coordenadora do Movimento Mato Grosso Muito Mais Mulher, Luciana Zamproni, afirmou que se Taques se eleger, "vai abrilhantar MT, ajudando a mudar as leis do país".

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