Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:39 h

Unemat | 11/05/2012 - 10:00

Bolsistas recebem o benefício

Glaucia Colognesi

  Os 100 bolsistas de iniciação científica e de extensão da Universidade de Mato Grosso (Unemat) receberão nesta sexta (11) o pagamento do benefício referente ao mês de abril. A ajuda de custo proveniente de um Termo de Cooperação entre a secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) e a Fapemat é destinado para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas.

   A secretária de Ciência e Tecnologia, Áurea Regina Alves, informa que o depósito será compensado na mesma data para os alunos que recebem a bolsa acadêmica através do Banco do Brasil. Já para aqueles que recebem através de outra instituição bancária o valor estará disponível em até dois dias úteis.

   A gestora destaca que com este pagamento não haverá mais bolsa de projetos acadêmicos em atraso. Esse assunto gerou muita polêmica. Em março, acadêmicos do campus de Sinop fizeram panelaço pelas ruas da cidade para protestar contra o atraso, que segundo eles, era de 7 meses.
Áurea ressalta ainda que até dezembro deste ano a sua secretaria irá destinar cerca de R$ 270 mil a Unemat. “A iniciativa reforça nosso compromisso com o avanço da pesquisa, ciência e tecnologia para o desenvolvimento do Estado”, diz.

 

Unemat | 22/03/2012 - 08:08

Estudantes de três campi fazem protesto na Assembleia nesta 5ª

Nayara Araújo e Glaucia Colognesi

      Alunos de Sinóp, Barra do Bugres e Tangará da Serra chegam a Cuiabá nesta quinta (22) em três ônibus para uma reunião com os deputados, às 13h. Na ocasião, eles vão pressionar o Governo a realizar concurso para contratação de professores, pedir investimentos na readequação física do campus, e cobrar também da secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec), as bolsas de cursos de extensão prometidas no ano passado. Eles também vão acompanhar a audiência pública para debater a instalação do campus da Unemat em Cuiabá.

     O líder do Governo na Assembleia, Romoaldo Júnior (PMDB), se comprometeu com os estudantes a agendar uma reunião entre o grupo e deputados, duas horas antes da audiência começar. Na oportunidade, os alunos devem expor os problemas enfrentados em Sinop. Segundo um dos estudantes, já fazem oito meses que as bolsas destinadas aos alunos, de atividades de extensão, como minicursos, estão atrasadas.

     Ele afirma que a pró-reitora de extensão e cultura da Unemat, Leila Cristiane Delmadi, junto com outra equipe, fez uma visita com o intuito de propagandear as intenções do reitor para fundar novos cursos. De acordo com o aluno, Leila teria aproveitado para dizer que não seria efetuado o pagamento.

     Esta não é a primeira afirmação da pró-reitora neste sentido. Sob a justificativa de que no final do ano o orçamento muda, ela já havia assegurado que mesmo com a situação regularizada, os meses retroativos não seriam pagos.

Alunos protestam contra reitor e reivindicam melhorias na Unemat

Unemat | 15/11/2010 - 12:00

Reitor busca recursos federais

João Negrão, de Brasília

 

 

Adriano Silva   O reitor da Unemat, Adriano Silva, deu início a uma maratona de visitas a Brasília em busca de recursos para a instituição de ensino superior do Estado. Esta semana o professor, empossado em outubro, participou da reunião da bancada de Mato Grosso e manteve contatos individuais com deputados federais e senadores.

   Adriano diz que pleiteia junto aos parlamentares a indicação de emendas individuais e de bancada para beneficiar os 11 campi da Unemat. Para isso, ele vem fazendo um trabalho de aproximação com os deputados e senadores. O reitor lembra que os parlamentares já têm tradição de destinar recursos para a instituição, cada um para as unidades de suas bases ou áreas de atuação. “Queremos ampliar essa atenção”, afirmou.

   Ele já tem uma lista de projetos de melhoramento da Unemat com os quais pretende chamar a atenção dos parlamentares durante a definição de emendas do Orçamento Geral da União 2011 e em outras gestões nos órgãos federais. “São projetos para a área estruturante dos campi e de equipamentos”, afirmou, exemplificando a construção de novas unidades e ampliação das já existentes, aquisição de equipamentos, instalação de laboratórios e até uma área para a escola rural da Universidade.

   Na última quarta (10), durante reunião da bancada de Mato Grosso, ele garante ter obtido “muitas sinalizações” por parte dos parlamentares. Na próxima quinta (18) Adriano retorna a Brasília para ampliar os contatos. Um dia antes os membros da bancada vão se reunir em café da manhã com o governador Silval Barbosa (PMDB) justamente para definirem as emendas coletivas de bancadas que serão apresentadas.

 

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Unemat | 13/09/2010 - 13:55

Adriano afirma que escolheu equipe de transição "a dedo"

Cristiane Gomes

Adriano Aparecido Silva   O novo reitor da Unemat, Adriano Aparecido Silva, conta que encontrou a instituição com vários problemas técnicos, mas garante que vai "dar conta do recado" até o fim de seu mandato, em 2014. Entre os problemas encontrados pelo sucessor de Taisir Karim estão a organização dos cursos regulares e os ajustes das normativas internas. Perguntado sobre a gestão Taisir, que foi "recheada" de polêmicas, Adriano prefere ficar neutro, mesmo porque fez parte da administração. A posse de Adriano está marcada para 1º de outubro, em Cáceres.

  O reitor, que já apresentou sua equipe de transição, assegurou que utilizou o critério de merecimento acadêmico para optar pelos nomes. “A equipe de pró-reitores foi escolhida a dedo. Optamos por pessoas que sempre tiveram uma vivência na universidade e conhecimento técnico na área”. Cada um dos novos pró-reitores traz uma equipe composta por cinco assessores. Apenas o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Weily Toro Machado, fez parte da gestão passada, os demais são novatos no cargo.

   Segundo ele, sua gestão, que têm como vice Dionei José Silva, têm vários objetivos para serem cumpridos durante os próximos quatro anos, entre eles atingir os 141 municipios do Estado por meio do ensino a distância. “Mato Grosso é um Estado que a população vêm crescendo muito ao longo dos anos e existe uma carência muito grande do ensino superior nos municipios. Por isso é fundamental que a universidade esteja propocionando conhecimento às pessoas nesses locais”. Essa nova modadalidade de ensino a distância será apresentada aos próximos governos estadual e federal.

   Outro objetivo da Unemat para os próximos quatro anos é contribuir com a Copa de 2014. “Temos um curso de Turismo na universidade. Esperamos que o Estado contrate os profissionais formados aqui para ajudar no planejamento deste grande evento”. A Unemat conta com 44 cursos distribuidos em 11 campi no Estado e a nova gestão 2010/2014 terá que administrar um orçamento superior a R$ 100 milhões.
 

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Unemat | 30/06/2010 - 20:12

Eleição para escolha de reitor segue até as 22h; 17 mil votam

Flávia Borges

    A eleição que definirá o sucessor do reitor Taisir Karim no comando da Unemat deve terminar apenas as 22 horas desta quarta (30). Milhares de pessoas já compareceram às 28 urnas espalhadas em 22 municípios de Mato Grosso para escolher entre os três candidatos. Adriano Aparecido da Silva conta com o apoio declarado do reitor Taisir Karim, que deixa o cargo após dois mandatos consecutivos, marcados por denúncias de irregularidades no gerenciamento dos recursos repassados pelo Estado, uso político da instituição e falhas na aplicações de provas de vestibular e concurso.

   Edna Luzia Almeida Sampaio é a outra candidata à sucessão de Taisir. Ela leciona há 16 anos na instituição e conta com o apoio da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat). Além dela e Adriano, o vice-reitor Elias Renato da Silva concorre ao cargo. Ele “rompeu” com o grupo de Taisir antes de anunciar a candidatura.

   A votação acontece em cédulas de cores distintas para cada segmento, sendo a branca para acadêmicos, azul para docentes e verde para técnicos administrativos. A apuração dos votos deve começar assim que as votações sejam concluídas. O novo reitor da Unemat, que assume o cargo a partir de janeiro do próximo ano, deve ser conhecido ainda nesta quarta.

Unemat | 24/06/2010 - 19:43

Desorganização marca debate e compromete transmissão ao vivo

Andréa Haddad



Ao menos mil pessoas lotaram o campus administrativo da Unemat, em Cáceres, para acompanhar o debate
Fotos: Lislaine dos Anjos

   O que seria um grande debate entre os três candidatos a reitor da Unemat, com a promessa de transmissão ao vivo nos 11 campi espalhados pelo Estado, acabou em desorganização. Em meio à tensão da disputa entre os professores Adriano Aparecido Silva, prefeito do campus administrativo de Cáceres, Elias Renato da Silva Januário, vice-reitor, e a cientista social Edna Sampaio, entidades que integram a Frente em Defesa da Democracia, Transparência e Ética, entre elas a Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat), divulgaram exaustivamente que o debate teria regras rígidas, policiamento, transmissão simultânea para os demais municípios e, até mesmo, mediação imparcial feita pelo jornalista da TV Record, José Porto. 

   Na prática, porém, os organizadores pecaram na logística. A veiculação do debate em tempo real, por meio dos telões, não funcionou, frustando a comunidade acadêmica dos demais municípios. Preocupados, leitores entraram em contato com o RDNews para reclamar. Irresponsavelmente, os organizadores divulgavam maciçamente que o blog-site faria a cobertura ao vivo. Contudo, o RDNews foi convidado apenas para fazer a cobertura jornalística, como de praxe, e em momento algum se comprometeu a transmitir o debate em tempo real com áudio e vídeo.

   A ausência de policiamento também preocupou o público. Simpatizantes das candidaturas de Edna e Elias temiam uma eventual reação violenta do grupo que apoia Adriano. Apesar do termo com as regras do debate, assinado pelo presidente da Adunemat, Otávio Ribeiro Chaves, prever a presença de policiais, não houve segurança. “Os participantes que desobedecerem as normas do referido debate, será (sic) identificado e enquadrado na forma da lei pela autoridade policial”, diz um trecho do documento. Os candidatos só foram protegidos por uma estrutura metálica, coberta por uma tenda. Um dos simpatizantes da candidatura de Adriano chegou a comentar com a reportagem que “apenas uma pequena grade não seria suficiente” para conter o grupo. Ao final das discussões, os presentes respiraram aliviados por não ter havido incidentes.


Simpatizante da situação chega a afirmar que a "uma pequena grade não seria suficiente" para conter o grupo

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Unemat | 24/06/2010 - 08:08

Desgastado, Taisir deixa reitoria e candidatos se mantêm "bem longe"

Flávia Borges

Fernando Ordakowski


Taisir Karim deixa a Unemat no final deste ano como o reitor que mais se envolveu em escândalos na história

   A 6 dias da eleição que definirá o nome do novo reitor da Unemat, os três candidatos tentam se desvincular da imagem desgastada de Taisir Karim. Ele se envolveu em diversos escândalos durante os quase 8 anos em que permanece no cargo. Concorrem à sucessão do reitor Adriano Aparecido da Silva, diretor do campus da cidade, Elias Renato da Silva, atual vice-reitor, e Edna Luzia Almeida Sampaio, pedagoga e professora há 16 anos da instituição.

   Mesmo Adriano, que tem o apoio de Taisir, pouco fala sobre o assunto. Procura fazer uma campanha independente, com medo de que os escândalos respinguem em seu nome. Durante o período em articulou para ser tentar ser eleito no dia 30 de junho, Adriano foi cobrado pelos opositores a explicar as supostas ingerências do antecessor.

   Já Elias, que é vice-reitor da Unemat, garante que já rompeu com a gestão Taisir. Chegou a chamá-lo de "coronel". A declaração, segundo Elias, se deve ao fato de não concordar com a forma antidemocrática como o reitor vem conduzindo a universidade. Os ataques mais ferrenhos à atual administração, porém, partem de Edna. Ela leciona há 16 anos na instituição e conta com o apoio da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat).

   Taisir foi apontado pela sociedade e pelo ex-governador Blairo Maggi (PR) como o responsável pelo naufrágio do que deveria ter sido o maior concurso público da história do Estado, em novembro do ano passado. Ele próprio admitiu o erro e foi apontado como o culpado por ter impedido que o republicano fechasse seu mandato com chave de ouro, já que a intenção era a de convocar os aprovados antes mesmo de deixar o Paiaguás para concorrer ao Senado. Devido ao fiasco, o concurso só aconteceu neste ano e os aprovados devem ser convocados após o período eleitoral.

   Após a "bagunça", um novo capítulo veio à tona. Dessa vez, a acusação era a de que Taisir não havia efetuado os pagamentos aos fiscais que trabalharam nos dias das provas. O reitor foi convidado a prestar depoimento a membros da CPI da Unemat, na Assembleia Legislativa. Depois de várias tentativas frustradas e muito "chá de cadeira", já que Taisir marcava e não comparecia ao encontro, o promotor de Justiça André Luiz de Almeida, titular da Comarca de Cáceres, revelou a existência de 79 procedimentos de investigação e mais 14 ações civis públicas, que ainda devem ser protocoladas contra a Unemat. Segundo ele, professores foram afastados irregularmente e outros, que deveriam dedicar-se integralmente à docência, mantêm trabalhos à parte em detrimento do plano de ensino.

   Num outro caso em que virou protagonista, Taisir é acusado por acadêmicos e pela própria gestão de ser o responsável pela queda na qualidade de ensino da Unemat. Conforme Elias, o conceito da instituição no Enade caiu de 4 para 2. A média máxima é 5. O professor chegou a dizer que alguns cursos tiveram o conceito 1, que de acordo com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) resulta no cancelamento do curso.

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Unemat | 23/06/2010 - 20:20

Acadêmicos prestigiam debate

Romilson Dourado



Comunidade acadêmica prestigia o primeiro debate entre os candidatos à Reitoria, nesta 4ª à noite, em Cáceres
Fotos: Lislaine dos Anjos

   O processo eleitoral na Unemat está mobilizando a comunidade acadêmica nã só de sua sede administrativa em Cáceres, cidade-pólo do Oeste mato-grossense, mas de todo os 11 campi espalhados em outros municípios. A universidade estadual mato-grossense ganhou corpo e "musculatura" e desperta mais interesse. Três nomes estão na disputa à presidência para mandato de quatro anos. A eleição acontece no próximo dia 30.

    Trata-se de uma grande estrutura criada numa instituição que era vinculada à pasta da Educação e que hoje está sob a secretaria de Ciência e Tecnologia. São cerca de 16 mil estudantes, 664 professores, 512 funcionários efetivos e outros 196 contratados. Não é à-toa que a Unemat já conta com orçamento de R$ 110 milhões por ano.

    Nesta quarta à noite, dezenas de estudantes, professores e funcionários da Unemat prestigiaram o primeiro debate entre os candidatos, marcado por críticas, troca de acusações e denúncias. Com o ambiente lotado, muitos acompanharam as discussões de pé.

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Unemat | 22/06/2010 - 19:27

Candidatos ficam frente a frente nesta 4ª; RDNews fará cobertura

Andréa Haddad

   A Unemat realiza nesta quarta (23) o primeiro debate que coloca frente a frente os três candidatos a exercer o cargo de reitor pelos próximos quatro anos. O evento será intermediado pelo jornalista José Porto, de Cuiabá. As discussões começam às 20h30, no campus de Cáceres, onde fica a sede administrativa, e o encerramento está previsto para as 22h30. Como faltam apenas oito dias para a eleição, agendada para quarta (30), a expectativa é que o debate seja acompanhado por centenas de estudantes, professores, prestadores de serviços e pela própria comunidade, que vem sendo mobilizada desde a última semana.

   A equipe do RDNews vai fazer a cobertura instantânea do debate, com a divulgação de propostas, argumentos e demais informações apresentadas pelos candidatos, além de retratar o clima do evento. Dos três postulantes ao comando da Unemat, um deles, Adriano Aparecido da Silva, conta com o apoio declarado do reitor Taisir Karim, que deixa o cargo após dois mandatos consecutivos, marcados por denúncias de irregularidades no gerenciamento dos recursos repassados pelo Estado, uso político da instituição e falhas na aplicações de provas de vestibular e concurso.

   Durante as discussões, Adriano deve ser cobrado pelos opositores a explicar as supostas ingerências do antecessor. Caberá a ele defender a gestão Taisir Karim, destacando as melhorias implementadas, ou admitir que houve falhas e propor alternativas para sanar as reclamações de professores e alunos.

   Os ataques mais ferrenhos à atual administração devem partir da pedagoga Edna Luzia Almeida Sampaio. Ela leciona há 16 anos na instituição e conta com o apoio da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat).  Além dela e Adriano, o vice-reitor Elias Renato da Silva concorre ao cargo. Ele “rompeu” com o grupo de Taisir antes de anunciar a candidatura. Por ter integrado a atual administração, também terá que responder aos críticos. 

   Edna, por sua vez, admite que possui o apoio do PT, em especial de Carlos Abicalil e Alexandre César, deputado federal e suplente de estadual, respectivamente, além do PSB, de Valtenir Pereira, que articula a reeleição à Câmara Federal. Diante disso, ela deve ser pressionada com questionamentos sobre suas ligações políticas e o reflexo disso para a instituição. O próprio Taisir sempre foi alvo de críticas ferrenhas por ter a “pecha” de ser afilhado político do deputado federal Pedro Henry (PP).

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Unemat | 18/05/2010 - 18:45

Ex-diretora da Faespe será ouvida por membros da CPI já nesta 4ª

Sissy Cambuim

   A ex-diretora financeira da Fundação de Apoio ao Ensino Superior da Unemat (Faespe), Maria Auxiliadora de Araújo, será ouvida nesta quarta (19), às 15h, por membros da CPI da Unemat, que apura a utilização dos recursos repassados pelo governo do Estado à tentativa frustrada de realização do concurso público em 2009. Cunhada do reitor Taisir Mahmudo Karim, convocado a depor no próximo dia 26, a oitiva da ex-diretora é considerada uma das mais esperadas do inquérito. "É o depoimento mais aguardado, já que há muito estamos tentando ouvi-la”, explicou o presidente da CPI, deputado Percival Muniz (PPS).

   A Faespe tem como objetivo proporcionar à Unemat os meios necessários à adequada mobilização de seus recursos humanos e materiais para o atendimento de necessidades e objetivos econômicos, sociais, pedagógicos, assistenciais e culturais da comunidade. Já de acordo com nota divulgada pela Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat), é uma entidade privada que arrecada recursos públicos, não presta contas dessa movimentação financeira aos órgãos competentes e tem sido alvo de inúmeras denúncias. “Queremos que ela explique o que recebeu e o que pagou. Enfim, precisamos saber onde e como foram utilizados os recursos”, diz Percival.

   Para os professores que compõem a Adunemat, a oitiva também é fundamental para o inquérito. “O reitor pode até passar uma posição oficial, mas quem tinha o controle da movimentação financeira era ela”, explicou o presidente da associação, Otávio Ribeiro Chaves.

   Segundo Percival, a CPI espera obter de Maria Auxiliadora informações consistentes que possam conduzir o processo até a oitiva com Taisir. “Esperamos pelo menos ter informações para enquadrar o reitor”, comentou.

   Otávio ressaltou que a Adunemat tem participado de todas as audiências e vai cobrar dos parlamentares uma atuação contundente no depoimento desta quarta. “Percebemos que apesar da enorme quantidades de processos em cima da mesa dos parlamentares, alguns deles parecem não se dar o trabalho de ler e deixam passar batido alguns pontos”, pontuou.

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Unemat | 28/12/2009 - 18:38

Sávio desautoriza Prado a falar sobre provas de concurso

Romilson Dourado

   O promotor de Justiça Domingos Sávio cutucou o coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Paulo Prado, nesta segunda (28), em coletiva no Palácio Paiaguás. Ao ser indagado sobre a necessidade de afastamento da Unemat das provas do maior concurso do País, Sávio disse que apenas pessoas sem competência para isso defendem o rompimento do convênio com a instituição de ensino, numa possível referência a Prado.

   Na coletiva, Sávio representava o promotor Alexandre Márcio Guedes, membro do comitê que acompanha o andamento das provas. “Apenas o promotor (Márcio Guedes) poderia dizer e ele não se manifestou em qualquer momento contra a instituição Unemat. As declarações foram dadas por pessoas que não têm atribuição para isso”, defendeu Sávio.

   Ele explicou que foram instaurados dois inquéritos no âmbito do Ministério Público Estadual para investigar o “vazamento” das questões da prova, sendo um na esfera cível e outro na criminal. Ambos estão na fase de instruções, quando são colhidas as provas e indagadas as testemunhas. “O resultado será divulgado entre janeiro e fevereiro e, se for o caso, vamos propor ações na Justiça”. Sávio frisou que os supostos envolvidos nas fraudes não farão mais parte da comissão que vai elaborar as futuras provas. “Por isso o Ministério Público não vê problema algum no fato da Unemat continuar elaborando as provas”, defendeu.

   Além do MPE, integram o comitê de acompanhamento três secretários: o da Casa Civil, coronel Alexander Maia, o de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, e de Administração Geraldo De Vitto. A OAB também conta com um representante, o advogado José Patrocínio Júnior.

   Em 24 de novembro, o coordenador Paulo Prado enviou ofício ao governador Blairo Maggi (PR) em que defendia o afastamento da Unemat da elaboração das provas. Segundo o procurador, o Gaeco recebeu denúncias de falhas na organização do certame, que culminaram na determinação judicial de busca e apreensão de computadores e notebooks de pessoas envolvidas no processo. “Constatou-se, de forma cristalina, que a instituição Unemat, infelizmente, não possuía e não possui estrutura material e pessoal para a elaboração, coordenação e execução do concurso”, argumentou Prado na época. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

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Unemat | 16/12/2009 - 16:52

Após avalanche de críticas, Taisir é multado pelo TCE

Romilson Dourado

   O reitor da Unemat, Taisir Mahmudo Karim, está há algum tempo convivendo com um verdadeiro "mar de críticas" por parte de deputados, estudantes e professores que exigem a sua saída imediata do cargo e, recentemente, foi sabatinado na Assembléia pelo fiasco daquele que deveria ser o maior concurso do país. Agora, por determinações do Tribunal de Contas (TCE), o reitor vai ter que desembolsar R$ 12,7 mil. Destes, cerca de R$ 6,8 mil, que equivalem a 215 Unidades Padrão Fiscal (UPF-MT), são referentes às multas aplicadas pelo Pleno. Os outros R$ 5,9 mil (185,64 UPF-MT) deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

   As contas da Unemat, referentes ao ano de 2008, foram relatadas pelo conselheiro Waldir Teis, em sessão desta terça (15). Apesar do conselheiro Alencar Soares e do auditor substituto Luiz Henrique Lima terem votado pela reprovação do balancete da Unemat, foram vencidos pelos votos dos demais integrantes do Pleno, que decidiram pela aprovação das contas, com recomendações e aplicação de multas. Taisir terá 15 dias para pagar ao Fundo de Reaparelhamento e Modernização do TCE (Fundecontas) o valor das multas aplicadas. Já para o ressarcimento ao erário, o reitor possui o prazo de 60 dias.

   O Pleno do TCE também determinou que a gestão da Unemat adote medidas e responda aos questionamentos feitos pela 5ª relatoria dentro de, no máximo, 120 dias. Entre as perguntas estão qual a relação de cursos ministrados e em fase de reconhecimento pelo Ministério da Educação e o valor da folha de pagamento de servidores efetivos e contratados temporariamente. (Lislaine dos Anjos)

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Unemat | 02/12/2009 - 08:46

Sob orientação de Henry, bancada do PP tenta abafar CPI

Romilson Dourado

...reitor da Unemat, Taisir KarimPedro Henry, padrinho político de...  Nenhum dos quatro deputados do PP assinou o requerimento apresenado pelo deputado Percival Muniz (PPS), que conseguiu o mínimo de 8 assinaturas, número suficiente para instaurar a CPI da Unemat. José Riva, que preside a Assembleia, Maksuês Leite, Airton Rondina, o Português, e Antonio Azambuja são filiados ao mesmo partido de Taisir Karim, reitor da Universidade do Estado (Unemat). Sob pedido do deputado federal Pedro Henry, cacique político da região Oeste e padrinho de Taisir, a bancada progressista na Assembleia se uniu contra a CPI. Mesmo com o poder de articulação de Riva dentro do Legislativo, não foi possível barrar a criação da Comissão.

   Agora, a Assembleia fica à frente de duas CPIs. A primeira criada há menos de um mês é presidida pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora Sérgio Ricardo. Investiga os repasses e aplicação de recursos do Estado pela Prefeitura de Cuiabá na área da saúde, que vive momento de caos, mesmo após retorno ao trabalho dos médicos do SUS, que ficaram em greve por 75 dias. O novo alvo é a Unemat, com sede em Cáceres. A Comissão pretende apurar uma série de denúncias sobre supostas irregularidades na gestão Taisir, que está no segundo mandato. A Unemat se tornou alvo de críticas e até de ataques por causa da desorganização do maior concurso público do país, com 271 mil candidatos inscritos para 10.086 vagas. As provas seriam aplicadas no último dia 22 mas, duras horas depois do início previsto, foram suspensas. Serão aplicadas, em duas etapas, no próximo ano. O concurso foi adiado devido a fraudes e falta de estrutura logística.

   Na Assembleia, a maioria dos deputados resistem ou fazem vistas grossas às denúncias sobre irregularidades na Unemat. Por pouco, Muniz não consegue chegar as oito assinaturas. Da bancada do PMDB, composta por Adalto de Freitas, o Daltinho, Wallace Guimarães (ex-DEM), Nilson Santos e Antônio Brito, somente o primeiro assinou o pedido. Dos dois petistas, apenas Alexandre Cesar, que já vinha trazendo à tona as problemáticas da instituição, contribuiu para se instaurar a Comissão. Ademir Brunetto caiu fora.

  Do DEM assinaram Dilceu Dal Bosco e José Domingos, enquanto Gilmar Fabris e Chica Nunes ignoraram o requerimento. Os demais que se manifestaram favoráveis à CPI foram Otaviano Pivetta (PDT), Vilma Moreira (PSB) e Guilherme Maluf (PSDB). Da bancada do PR do governador Blairo Maggi ninguém foi favorável. São eles: Sebastião Rezende, Sérgio Ricardo, Mauro Savi, João Malheiros, Jota Barreto e Wagner Ramos.

Quem assinou requerimento pela CPI...
Percival Muniz (PPS)
Alexandre Cesar (PT)
Vilma Moreira (PSB)
Dilceu Dal Bosco (DEM)
José Domingos (DEM)
Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB)
Guilherme Maluf (PSDB)
Otaviano Pivetta (PDT)
...e quem não está nem aí para investigar Unemat
Sebastião Rezende (PR)
Sérgio Ricardo (PR)
Jota Barreto (PR)
Mauro Savi (PR)
Wallace Guimarães (PMDB)
Nilson Santos (PMDB)
Antônio Brito (PMDB)
João Malheiros (PR)
Gilmar Fabris (DEM)
Chica Nunes (DEM)
Wagner Ramos (PR)
José Riva (PP)
Airton Português (PP)
Maksuês Leite (PP)
Antônio Azambuja (PP)
Ademir Brunetto (PT)

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Unemat | 30/11/2009 - 18:16

Em carta aberta à sociedade, entidades defendem Unemat

Romilson Dourado

   Com a tentativa frustrada de realização do maior concurso público do Estado, a Unemat é alvo de críticas de vários segmentos da sociedade. Ofendidos com o tratamento dispensado à instituição, entidades como os diretórios centrais dos estudantes (DCEs) de Cáceres e Sinop e Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat) defendem em carta aberta a credibilidade da universidade e apontam os problemas enfrentados pela instituição, principalmente o reitor Taisir Karim. "Há tempos que a comunidade acadêmica, através das entidades representativas de professores e estudantes, tem denunciado às autoridades a forma temerária e irresponsável como vem sendo gerida a Unemat", acusam.

   Na carta, deficiências nos planejamentos orçamentárias e descaso do Estado são alguns dos problemas apontados pela comunidade da Unemat. Afirmando que "o governo tem tratado a universidade com descaso", os representantes rebatem as acusações de que a responsabilidade pelo "vexame do concurso" deva recair somente sobre a universidade. Exigindo respeito, a carta devolve à culpa imposta para os entes públicos, reiterando que "o fiasco do concurso público não depõe contra a universidade, mas revela a insustentabilidade de uma gestão incompetente, sem direção e autoritária que, por isso mesmo, conduziu o concurso da mesma forma como vem conduzindo a universidade”. (Lislaine dos Anjos)

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Clique aqui e confira a Carta Aberta em defesa da Unemat

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Unemat | 25/11/2009 - 10:31

11 mil fiscais e coordenadores do concurso não recebem

Romilson Dourado

   As cerca de 11 mil pessoas convocadas para atuar no concurso público do governo do Estado, suspenso duas horas depois do prazo do início das provas, só devem receber pelos serviços quando da realização das provas efetivamente, possivelmente no próximo ano. Cada um deveria receber R$ 120. O dinheiro seria depositado na conta bancária num prazo máximo de 7 dias. Como o concurso acabou adiado, quando alguns candidatos já estavam fazendo as provas, a coordenação do setor da Universidade do Estado (Unemat), responsável pelo certame, entende que não deva fazer o pagamento agora, mas sim quando da nova convocação para conclusão dos serviços.

   Dos R$ 5 milhões previstos para realização do que seria o maior concurso público do país, com 271 mil candidatos para 10.086 vagas no serviço público do Estado, em torno de R$ 1,3 milhão seria para pagamento pelo serviço no dia do concurso. Foram convocados cerca de 7,8 mil fiscais de sala, mais aproximadamente 2 mil fiscais de corredores e 450 coordenadores e diretores das instituições de ensino, que ficaram responsáveis pelo cadastramento dessas pessoas. Cada diretor inseria o nome, dados pessoais e conta bancária do fiscal e demais contratados no sistema, através de senha.

   Entre tantas falhas que motiveram o cancelamento estão "vazamento" de provas e gabaritos antes da aplicação das provas e não-treinamento de fiscais. Muitos deles foram contratados de última hora e começaram a atuar apenas sob orientação básica nas 3.912 salas em 422 estabelecimentos de ensino. Aliás, a confusão foi tanta que alguns estabelecimentos estão até desativados e, mesmo assim, entraram na relação de locais onde os candidatos deveriam comparecer para fazer as provas.

    Quando procurados pelas pessoas para recebimento pelo "serviço prestado", os diretores que cadastraram-nas argumentam que não há previsão de pagamento e que a tendência é da efetivação ocorrer mesmo após a realização do concurso. Uma outra possibilidade é da Unemat pagar metade, ou seja, R$ 60, como se fosse meio-período de serviço. De todo modo, pediram uma semana de prazo para definição oficial sobre essa pendência.

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Unemat | 24/11/2009 - 17:57

Desgaste compromete a eleição do candidato de Taisir

Romilson Dourado

   Após receber duras críticas na Assembleia Legislativa, principalmente do deputado petista Alexandre César, e de professores que alegam perseguição, o reitor da Unemat, Taisir Karim, enfrenta novo desgaste que deve comprometer seu projeto de fazer o sucessor na presidência da instituição. Ao lado do secretário estadual de Administração, Geraldo de Vitto, ele está no epicentro da crise instalada no Palácio Paiaguás desde o cancelamento das provas do concurso do Estado, no domingo (22).

   Eleito reitor da Unemat com 87% dos votos e reeleito com 75%, Taisir fica à frente da Unemat até 2010. Ele está impedido legalmente de disputar um terceiro mandato consecutivo e, por isso, articula não apenas a candidatura a deputado estadual pelo PP, como a eleição de seu sucessor no comando da instituição. Para isso, Taisir vem preparando o coordenador do campus de Cáceres, professor Adriano Silva, para disputar o pleito, marcado para junho de 2010. Com postura de candidato, Adriano já vem participando da inauguração de obras ao lado de Taisir, que tem como padrinho político o deputado federal Pedro Henry (PP).

   A oposição, concentrada principalmente na Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat), também se articula para o embate. Desde o início do ano, a entidade vem denunciando sistematicamente supostos desmandos do reitor, perseguição a professores, boicotes a projetos de pesquisa e ao Congresso Universitário II, que deliberou pela desvinculação da Fundação de Apoio ao Ensino Público Superior (Faesp) da universidade. 

   O grupo ainda não chegou a um entendimento sobre o nome do candidato de oposição, mas cogita-se a possibilidade do presidente da Adunemat, Otávio Ribeiro Chaves, lançar candidatura. A professora de Sociologia Edna Luzia Almeida Sampaio também seria uma forte concorrente contra o candidato de Taisir. Ela é casada com o superintendente do Incra-MT William Sampaio, nomeado este ano após articulação dos integrantes da corrente petista Unidade na Luta (ex-Campo Majoritário), principalmente do deputado federal Carlos Abicalil e o próprio Alexandre Cesar.

   Derrotado na disputa à presidência do diretório estadual do PT, o professor Domingos Sávio é lembrado como possível candidato à reitoria no próximo ano. Procurado pelo RDNews para falar sobre o assunto, Taisir informou que estava num encontro de avaliação de notas em Cáceres e que não poderia falar naquele momento. (Andréa Haddad)

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Unemat | 16/09/2009 - 11:10

Candidatos não conseguem acessar página de concurso

Romilson Dourado

   Depois de sofrer para conseguir efetuar as inscrições no maior concurso do Estado, parte dos candidatos enfrenta agora um novo desafio. Apesar de quitar o boleto de pagamento no prazo, eles tiveram as inscrições indeferidas e não conseguem acessar o site da Unemat para entrar com o recurso, que podem ser feitos nesta quarta (16) e quinta (17).

   Este é o caso de Neida Angélica Nunes de Souza. Leitor do RDNews, o marido dela, Erivaldo Pinheiro de Souza, entrou em contato com a reportagem para relatar que havia feito a inscrição da esposa, pago o boleto em uma agência bancária, mas que o nome dela consta na lista de indeferidos - confira aqui. Ele tentou acessar o site da Unemat para ingressar com o pedido de recurso, mas a página está fora do ar. Ao entrar em contato com a organização do concurso, por meio do telefone 0800-6473633, funcionários da Unemat mandaram que ele ligasse em outros dois números telefônicos. “Mas ninguém atende, em algumas ocasiões está ocupado e em outras não atende. O interessante é que eu fiz a inscrição e paguei no prazo, mas foi indeferida”, reclamou.

   Por meio da assessoria, a secretaria estadual de Administração (SAD) reconheceu a dificuldade de acesso ao site da Unemat, mas ponderou que a página não saiu do ar. “Os candidatos devem continuar tentando, pois o site não está fora do ar”, informou a SAD. 

   As provas do concurso, agendadas inicialmente para 8 de novembro, foram adiadas para 22 de novembro. A medida foi tomada para evitar que a data de aplicação da prova coincida com a do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Mais de 500 mil candidatos concorrem a 10.086 vagas, distribuídos em 10 secretarias e 11 Núcleos Sistêmicos. (Andréa Haddad)

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Unemat | 09/06/2009 - 15:59

Estudantes de Sinop encerram greve iniciada em maio

Romilson Dourado

   Após 20 dias de paralisação, estudantes da Universidade do Estado (Unemat), campus de Sinop (a 481 km de Cuiabá), retornaram às aulas na manhã desta terça (9). A decisão foi tomada na noite desta segunda (8), na assembleia geral conjunta de estudantes e professores . Eles haviam deflagrado a greve em 18 de maio para cobrar melhorias nas estuturas física e humana do campus, além da renúncia do reitor Taisir Karim do cargo. Na avaliação do reitor, os estudantes perceberam que estavam sendo usados politicamente pelo grupo de professores ligados ao deputado petista Alexandre César. "Não tinha razão alguma para esta greve. Na verdade, alguns professores deflagraram antecipadamente a campanha para a disputa ao cargo de reitor, prevista somente para junho do ano que vem, e, já temendo que eu consiga eleger meu sucessor, usaram os alunos para tentar manchar a minha imagem. Mas, com o tempo, os alunos foram percebendo a manobra", disse Taisir ao RDNews.

   Com o fim da greve, o reitor disse que o próximo desafio será a elaboração de um o novo calendário da instituição. "A legislação prevê 100 dias letivos por semestre e vamos cumprir o dispositivo. Agora precisamos conversar sobre a melhor maneira de recuperar o atraso", apontou o reitor. A presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) do campus da Unemat em Sinop, Graciele Marques dos Santos, contudo, disse que a comunidade acadêmica da instituição no município vai elaborar um calendário diferenciado. "Vamos pensar um calendário com base na nossa realidade. Não aceitaremos este calendário que o reitor está impondo", alegou.

   Conforme a presidente do DCE, o movimento que cobra melhorias na Unemat e a saída de Taisir da reitoria não terminou com o fim da greve. "Voltamos às aulas, mas continuaremos a lutar contra os desmandos deste reitor", frisou. Ela adiantou que representantes do DCE e da Associação dos Professores da Unemat (Adunemat) se reúnem na próxima terça (16) com o governador Blairo Maggi (PR), presidente da Assembleia (AL), deputado José Riva (PP), e o presidente da Comissão de Educação da AL, deputado Alexandre César. Nós entendemos que a paralisação foi importante para chamarmos a atenção da mília e dos políticos. Agora vamos continuar cobrando as devidas providências dos gestores públicos e órgãos competentes", disse Graciele.

   O DCE do campus da Unemat ingressou com representação contra o reitor Taisir no Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado, secretaria estadual de Ciência e Tecnologia, além da AL. No documento, as entidades apontam 29 irregularidades supostamente ocorridas na gestão de Taisir, dentre elas o atraso na implantação do novo estatuto da instituição, elaboração ilegal de um calendário escolar com quatro meses a menos de aulas, sucateamento da infraestrutura da universidade e a criação de um curso sem o cumprimento dos trâmites internos da entidade - saiba mais aqui. (Andréa Haddad)

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