Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:40 h

VALE A PENA RECORDAR | 20/09/2008 - 12:15

Há 16 anos, deputado Tampinha traía presidente Collor

Romilson Dourado


  "Pelo povo do meu Estado, pela classe médica, pelo meu filho Rodolfo e pela dignidade de minha família, voto sim". Essa foi a manifestação do então deputado federal por Mato Grosso, José Augusto Curvo, o Tampinha, ao registrar o seu 191º voto pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, hoje senador (PTB-AL). A votação se deu há 16 anos, na sessão histórica de 29 de setembro de 1992.
    Médico e empresário, Tampinha continua morando em Cuiabá. Ele é dono da Max Tinta. Não quis mais saber da vida pública. Em 1988, ele se elegeu vereador pela Capital pelo PL. Depois, pela mesma legenda, chegou a deputado federal. Exerceu mandato de 91 a 94. Tampinha entrou na lista dos traidores do ex-presidente Collor, que em 1989 foi acusado de corrupção e afastado do cargo mediante processo de impeachment, em 92.
  
  Tampinha tinha sido eleito com ajuda do alagoano e apelidado de cassador de marajás. Ele vinculava sua imagem com a de Collor durante a campanha eleitoral. Dizia que era amigo e exibia até uma fotografia ao lado do ex-presidente.

    Clique no vídeo e confira a votação do ex-deputado de MT no processo de impeachment.
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VALE A PENA RECORDAR | 15/08/2008 - 09:31

Na luta pela eleição, candidata brinca com números

Romilson Dourado

  Entre alguns candidatos folclóricos que surgiram nas eleições de 2004 em Cuiabá, Valéria Cardoso (PP) foi uma das "roubaram" a cena com um estilo irreverente nas apresentações no horário político na TV. Prometeia lutar contra a exclusão social e na construção de um mundo mais justo. Não foi aprovada pelo eleitorado cuiabano. Obteve somente 379 votos. Abusando da criatividade, a candidata utilizou a sequência de 5 números 1 escolhida para ser seu identificador partidário. De forma teatral, os telespectadores assistiam Valéria dançar frente às câmeras, apontando os dois dedos indicadores sugerindo a representação da combinação 11.111. “Então você é tudo um. Número um. 11111”, dizia ela.

   A atitude da professora nascida no Rio de Janeiro, pode ser comparada com figuras lendárias que até hoje brigam por uma cadeira na Câmara Municipal de Cuaibá.  Hoje, quatro anos depois, Valéria está fora da disputa, mas outros "folcóricos" e já conhecidos dos eleitores permanecem na corrida eleitoral. Compadre Banga, Tenente Lara, Lucio Mandioca e Caça-Corrupto são candidatos a vereador. O teatro na TV prossegue.  (Vívian Lessa)

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VALE A PENA RECORDAR | 05/08/2008 - 12:21

Atacado em 2004, Farina tenta agora a vereador

Romilson Dourado

Alencar Farina disputa agora para vereador em Cuiabá  "Comitê da Maldade" de Wilson Santos atuou forte na eleição passada

  Em 2004, Cuiabá teve disputa de segundo turno pela primeira vez para prefeito. A briga foi tensa entre o hoje gestor Wilson Santos (PSDB), que agora busca a reeleição, e o  deputado estadual Alexandre Cesar (PT). Foram acusações de todos os lados. No horário eleitoral na TV, o chamado "Comitê da Maldade" da campanha de Santos lançou vários ataques e acusações contra Alexandre.

  Num dos programas de Santos, o apresentador explora a imagem negativa dos apoiadores do então candidato petista. Dava ênfase ao fato de Alexandre ter no palanque o PMDB de Bezerra, o PPS do então prefeito Roberto França (hoje sem partido) e do PFL (agora DEM) de Júlio Campos, que hoje concorre à Prefeitura de Várzea Grande.

  Mas o alvo de ataques foi mesmo o médico Alencar Farina (PR) que naquele pleito concorria a vice-prefeito na chapa de Alexandre. O "Comitê da Maldade" disse que Farina foi acionado no Procon por cartelização. Lembrou também que em 2000 ele foi denunciado no Conselho Regional de Medicina por antiética porque, enquanto presidente da Unimed, limitou o número de exames solicitados pelos médicos da cooperativa.

   Por fim, os marqueteiros de Wilson Santos, após jogar França, Júlio, Farina e Bezerra no mesmo balaio junto com Alexandre Cesar, apresentam bonecos, cantando, tudo para dizer que o petista perdeu em popularidade por se aliar a "políticos antigos conhecidos pelos péssimos serviços a Cuiabá".

   Agora neste pleito, Alencar Farina é candidato a vereador por Cuiabá, desta vez pelo PT. Como não faz parte de chapa majoritária, não é mais alvo de ataques como aconteceu em 2004. O "Comitê da Maldade" vai buscar outros alvos.

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VALE A PENA RECORDAR | 02/07/2008 - 12:24

Em 2002, Tut tentou emplacar o filho na Câmara

Romilson Dourado

  O pai foi deputado estadual por três mandatos. Tentou, em 2002, uma vaga de federal, mas não conseguiu se eleger. No mesmo ano, o empresário e pecuarista Amador Tut resolveu lançar o filho, Wancley Tut (PMN), na disputa por uma cadeira na AL com o intuito de fazê-lo sucessor da família Tut na política. A tentativa não deu certo. Wancley foi derrotado. Teve 7.948 votos, apesar de uma grande estrutura montada para a campanha. Com discurso curto e ensaiado, o candidato do PMN dizia, no horário eleitoral gratuito, que pretendia dar sequência ao trabalho do pai Amador Tut.

   "Peço o seu voto para dar continuidade ao trabalho do deputado Tut. Como deputado estadual trabalharei em prol do crescimento do nosso Estado", dizia o candidato. A carreira política da família Tut fracassou após declarar falência e, com isso, deixou de pagar os direitos trabalhistas de vários funcionários da empresa Tut Transportes. Nas eleições municipais deste ano, nem pai, nem filho, arriscou cargo eletivo. (Pollyana Araújo)

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VALE A PENA RECORDAR | 17/06/2008 - 10:17

Após eleição e derrota, Enelinda volta a disputar

Romilson Dourado

  Ela é da turma do barulho do PT. Ex-presidente da Associação de Moradores do Boa Esperança e professora universitária aposentada, Enelinda Scala se elegeu vereadora pela primeira vez em 2000. Teve 1.968 votos. À época foi a única petista a garantir cadeira de parlamentar no legislativo cuiabano. Poucos apostavam na petista, que diariamente fazia espécie de "blitz" na entrada na UFMT, distribuindo "santinhos" e tocando sanfona. Integrante da corrente Utopia e Vida, ela venceu pela superação

   Em 2004, Enelinda Maria Aparecida dos Santos Scala tentou, mas não conseguiu, a reeleição. Com 2.371 votos, ficou na primeira suplência da coligação Amo Cuiabá (PT, PL e PC do B), que elegeu 3: Lúdio Cabral, Valtenir Pereira e Domingos Sávio. Com a vitória, em 2006, de Valtenir para deputado federal, a vaga na Câmara ficou com Enelinda. Agora, ela busca a reeleição. Só não vai poder usar a sanfona como símbolo da campanha. A Justiça Eleitoral já proibiu esse trunfo da petista desde a sua campanha passada.

   O intrigante é que agora a petista vai estar no palanque da "turma da botina" ao lado do empresário Mauro Mendes (PR), pré-candidato a prefeito de Cuiabá, e do governador Blairo Maggi, a quem ela (Enelinda) tanto criticou.

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VALE A PENA RECORDAR | 10/06/2008 - 09:45

Após frustração de 2004, Bortolo disputa pleito de novo

Romilson Dourado

 Após a frustação nas urnas de 2004, Maria Helena Bortolo (PT), presidente da sub-sede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Cuiabá (Sintep), está de volta. Vai disputar de novo uma vaga na Câmara Municipal. No pleito passado ela teve 1.739 votos e ficou na 3ª suplência. Fazia parte da coligação Amo Cuiabá (PT, antigo PL e PC do B), que elegeu três: Lúdio Cabral, Valtenir Pereira (ex-PT e hoje PSB) e Domingos Sávio (ex-PT e hoje PMDB). Helena Bortolo ficou atrás de Oséas Machado e de Enelinda Scala, que virou vereadora com a renúncia na Câmara do hoje deputado Valtenir.

   Hoje, Helena tenta ocupar espaço antes preenchido pela ex-vereadora e ex-deputada Verinha Araújo, que mudou de postura. De opositora ao governo Blairo Maggi, Verinha virou aliada e agora, de quebra, será candidata a vice-prefeita na chapa de Mauro Mendes, aliado de Maggi, numa composição PR-PT. O curioso é que Helena, que tem feito enfrentamento contra o governo estadual, vai estar no palanque da turma da botina. (Pollyana Araújo)

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VALE A PENA RECORDAR | 02/06/2008 - 08:59

Sávio se elegeu pelo PT e agora está no PMDB

Romilson Dourado

   Com um discurso pró-juventude, em 2004, Domingos Sávio conseguiu se efetivar numa cadeira de vereador por Cuiabá pelo PMDB. Foi eleito com 3.223 votos pela coligação Amo Cuiabá composta pelo PT, ao qual era filiado, PL (hoje PR, após a fusão do Prona e PL) e o nanico PC do B. Sávio, porém, começou sua carreira política em 2000. À época teve 1.098 votos. Com isso, ficou na segunda suplência e teve a chance de "esquentar" a cadeira da Câmara por  11 meses. Isso fez com que ganhasse visibilidade para disputar a eleição passada pelo PT.

  Por divergências internas com os "companheiros" petistas, Sávio deixou o PT e se filiou ao PMDB. Um tanto "polêmico", o vereador também enfrentou alguns embates com os peemedebistas, inclusive com o vereador Lutero Ponce. Por causa desses conflitos,  Domingos Sávio acabou perdendo a presidência municipal da legenda, que hoje está sob o comando de Lutero.

  Em 2004, durante os poucos segundos do horário eleitoral, Sávio destacou que foi o primeiro vereador da Capital a promover audiência pública em prol do combate ao crime organizado. "(...) Fiz mais de 400 indicações através do gabinete itinerante. Tudo isso em apenas 11 meses. Preciso do seu voto para continuar o meu trabalho", dizia o vereador em sua campanha. Hoje, é pré-candidato à reeleição. Ontem era PT. Hoje é PMDB. Só não é outro partido, por temer perda de mandato devido à regra da fidelidade partidária.  (Pollyana Araújo)

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VALE A PENA RECORDAR | 30/05/2008 - 10:40

Dirceu pediu voto para petistas de Cuiabá

Romilson Dourado

  Em 2004, a coligação Amo Cuiabá, que lançou Alexandre Cesar para prefeito, conseguiu eleger três vereadores: Valtenir Pereira, Domingos Sávio e Lúdio Cabral. Destes, só Lúdio está filiado à agremiação petista. Valtenir virou deputado federal e está no PSB e, Sávio, pulou para o PMDB.

  À época, os petistas tiveram como cabo eleitoral o todo-poderoso José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil e que acabou exonerado após se envolver no escândalo do mensalão. Foi indiciado por formação de quadrilha. Dirceu esteve em Cuiabá há 4 anos e gravou para o horário eleitoral. Como ele já achava que Alexandre não teria problema de se eleger, pois liderava as pesquisas, o todo-poderoso pediu voto para os candidatos do PT, que concorreram numa coligação com o PL e PC do B. Na TV, José Dirceu dizia o seguinte:

   "Nenhum prefeito governa sozinho. Para poder fazer o seu trabalho, ele precisa do apoio de uma forte bancada de vereadores, afinal, são os vereadores que aprovam as leis que garantem a realização das propostas do prefeito. Sem eles, o prefeito fica de mãos atadas e não consegue fazer o que a cidade precisa".

  Depois dos escândalos que "corroeram" a estrela do PT e levaram à lona várias de suas lideranças, os pré-candidatos às eleições deste ano não querem nem saber de Dirceu como cabo eleitoral.

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VALE A PENA RECORDAR | 24/05/2008 - 18:40

Após passar por 3 siglas, Poção vai à reeleição

Romilson Dourado

  O vereador por Cuiabá, Luiz Poção, está em pré-campanha à reeleição. Na condição de primeiro-secretário da Mesa Diretora, ele é o homem que ajuda o presidente Lutero Ponce (PMDB) a cuidar do caixa da Câmara, por onde passa R$ 1,6 milhão todo mês. Poção se mostra um parlamentar combativo, mas sua curta trajetória política é marcada por posições incoerentes.

  Em 2004 ele se elegeu vereador pelo PMN, ao obtever 2.296 votos com o slogan "um cuiabano para Cuiabá". Ex-ocupante de cargo de confiança na gestão Roberto França, Poção apresentou propostas de campanha voltadas para geração de emprego e renda. Com poucos meses após a posse, deixou a condição de opositor e se tornou um dos principais aliados do prefeito Wilson Santos. Para demonstrar "fidelidade" foi para o PSDB. Depois, voltou para a oposição e saiu da sigla tucana. Agora, está no PP, seu terceiro partido em 3 anos de legislatura.

  Poção carrega ainda o "carimbo" de traidor. Ele foi o responsável por levar Luiz Marinho (DEM) a desistência da candidatura à presidência da Câmara, após abandonar o bloco dos 10 e passar a apoiar Lutero Ponce. Para melhorar a imagem e se projetar popularmente, o vereador Poção passou a apresentar, desde o ano passado,  programa televisivo Veracidade, na TV Cuiabá (canal 47). (Alline Marques)

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VALE A PENA RECORDAR | 17/05/2008 - 10:31

Em 2002, Maggi prometia atuar em sintonia com Cuiabá

Romilson Dourado

   Blairo Maggi surgiu na campanha eleitoral de 2002 como "o novo na política", mesmo tendo exercido mandato de senador, em 99, por quatro meses no lugar do então titular Jonas Pinheiro (já falecido). Empresário e já ostentando o título de "rei da soja", Maggi só assumiu candidatura, pelo PPS, faltando 3 meses para as eleições gerais. Aparecia com menos de 5% nas pesquisas de intenção de voto. Aos poucos, com a promessa de realizar um governo transparente, de quebra de paradigma, honesto e ousado, Maggi liquidou os tucanos nas urnas. Ganhou no primeiro turno. Em 2006, se reelegeu também no primeiro turno.

   Muitas das promessas continuam na gaveta. Outras já foram descartadas. O prefeito Wilson Santos (PSDB) tem dito que o governador pouco investe em Cuiabá. Prioriza outras cidades-pólos.  Em 2002, em seu programa eleitoral apresentado pela jornalista Margot Ferreira, Maggi prometia, uma vez eleito, atuar em sintonia com a Prefeitura de Capital, "dando suporte necessário para crescer, gerar mais emprego e ter um comércio forte".

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VALE A PENA RECORDAR | 12/05/2008 - 13:20

Em 2002, Chaparral se dizia aliado dos professores

Romilson Dourado

  O prefeito de Barra do Garças, Zózimo Chaparral, já tentou, sem êxito, cadeira de deputado estadual. Foi em 2002. Obteve 11.340 votos e ficou como suplente pela coligação PT/PC do B. Na época, prometeu melhorias para educação. “Na Assembléia Legislativa serei uma voz firme em defesa da educação”, declarava o comunista, no horário eleitoral.

   Três anos depois, Chaparral assume a condição de prefeito de Barra do Garças, cidade-pólo do Araguaia. E foi justamente no setor da educação que o gestor passou a enfrentar protestos. Ignorou o discurso do passado. Antes, ele reclamava dos salários dos educadores. Dizia que a categoria estava abandonada pelo governo. No ano passado, após enfrentar uma série de desgaste devido aos protestos dos professores da rede municipal, Chaparral, que buscará a reeleição este ano, chegou a um entendimento com a categoria. (Alline Marques)

VALE A PENA RECORDAR | 06/05/2008 - 15:03

Em 2006, Lara ironiza figura de Riva e sai do ar

Romilson Dourado

   Irreverente e polêmico, o Tenente Lara (ex-PHS) está de volta. Vai concorrer este ano a vereador por Cuiabá desta vez pelo PPS. Há uma expectativa até de Lara vir a superar em votação o único vereador da legenda socialista na Capital, Ivan Evangelista, que buscará um novo mandato.

     Em 2006, ele "roubou" a cena, ao incluir sósia do deputado José Riva numa gravação no horário eleitoral. À época, Lara concorreu a deputado estadual. Vestindo uma camisa da Seleção Brasileira, em alusão à Copa do Mundo, e com um um chapéu ao estilo mexicano, Lara simulou, durante o horário eleitoral, que iria limpar o Legislativo. Batia em um "ator" com a aparência semelhante a de Riva, que responde a processos por supostos atos de improbidade.

   Apesar de cômico, o episódio terminou mal. Riva acionou Lara na Justiça e conseguiu tirar a propaganda de Lara do ar. No horário gratuito, Lara dizia. "Bandido é no pau. Nós vamos fiscalizar a Assembléia e nós teremos que ter determinação", disse o então candidato. Figurinha carimbada nas eleições, Lara foi derrotado no último pleito. Teve 7.602 votos. Hoje, é repórter do Programa Comando Geral da TV Rondon (afiliada a Rede TV!), apresentado pelo deputado Maksuês Leite (PP).

   Já Riva foi campeão de votos. Reeleito para o quarto mandato com 82.799 votos, foi o mais votado proporcionalmente do país. Desde quando chegou à Assembléia, na década de 1990, nunca deixou a Mesa Diretora, ora como primeiro-secretário, ora como presidente. Hoje é o ordenador de despesas (primeiro-secretário). Na eleição em novembro deste ano, Riva será eleito, pela quarta vez, presidente da AL. O acordo já está fechado. (Pollyana Araújo)

   Confira a "cômica" cena que foi retirada do ar

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VALE A PENA RECORDAR | 26/04/2008 - 09:55

10 anos após derrota, Cintra quer ser vereador

Romilson Dourado

  Uma década depois e 30 quilos mais gordo, o professor Sérgio Cintra volta a disputar cargo no Legislativo. Ele está em pré-campanha para vereador por Cuiabá, desta vez pelo PDT. Em 1998, Cintra disputou a eleição de deputado estadual pelo PPS, partido que militou por muitos anos. Teve uma votação decepcionante: 638 votos. Depois da legenda socialista, Sérgio ficou um bom tempo sem partido e com um pé no PSDB. Por fim, optou pela legenda pedetista.

   Depois de presidir a Fundação Educional de Cuiabá (Funec) e coordenar o Cuiabá-Vest, cursinho gratuito para alunos carente, Cintra tenta tirar proveito político da situação. Sua pré-campanha está focada no trabalho feito junto aos vestibulandos. Pode ser o trunfo para eventual eleição.

   Naquela época, as propostas de Sérgio eram organizar sociedade civil, fiscalizar o governo e fazer leis em benfício do povo. Se intitulava como uma opção inteligente. Agora usará o Cuiabá-Vest como bandeira de luta. (Alline Marques)

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VALE A PENA RECORDAR | 16/04/2008 - 12:37

Em 2002, Maggi prometia diminuir desigualdades

Romilson Dourado

  Em 2002, Blairo Maggi entrou na disputa para governador a 3 meses das eleições e conseguiu, gradativamente, engolir os adversários, principalmente o então senador Antero de Barros, do PSDB, que tinha o poder da máquina com Dante de Oliveira no Palácio Paiaguás. Maggi pregou um novo jeito de se fazer política.

  No debate na TV Record em 24 de setembro, quando faltavam menos de 15 dias para as eleições gerais, Maggi de despediu com a promessa de, se eleito, trabalhar para diminuir as diferenças sociais que, para ele, eram gritantes e vergonhosas. Ganhou no primeiro turno, mesmo sob denúncias, inclusive de crimes.

   Em 2006, quatro anos depois, Maggi conseguiu se reeleger. Manteve o discurso de fazer um governo ousado, honesto e transparente. Desta vez apresentou menos promessa e "engoliu" os adversários também no primeiro turno. Na Assembléia, o governo é quase unanimidade. Assim, caminha livre sem oposição.

      Clique no play 2 vezes e veja o recado de Maggi, às vésperas das eleições de 2002.

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VALE A PENA RECORDAR | 10/04/2008 - 08:40

2006, Ságuas se dizia "da educação"

Romilson Dourado

   Nas eleições de 2006, quando pleiteava a recondução à cadeira de deputado estadual, o atual secretário estadual de Educação, Ságuas Moraes, fazia um discurso enfático em defesa dos profissionais da educação. Agora, nas asas do governo Blairo Maggi, o petista, que historicamente esteve ligado aos profissionais da educação, é acusado de não atender aos anseios da categoria. Essa situação de mudar o curso da trajetória, de pedra para vidraça, começa a trazer desgaste para o petista, que tem se esforçado para acabar com a greve dos educadores.

   Ságuas foi reeleito com 25.983 votos. Ficou no cargo 4 meses neste segundo mandato e já abriu espaço para o suplente Alexandre Cesar porque virou secretário de Maggi. Na campanha de 2006, ele lembra que foi prefeito de Juína por dois mandatos. Enfatiza que, enquanto deputado, sempre lutou para que a população tivesse acesso à saúde de boa qualidade e pela viabilização da reforma agrária. "Na educação trabalhei em defesa dos profissionais e na melhoria da rede física das escolas estaduais. Também pela implantação da Unemat em Confresa e Juína", disse Ságuas, no horário eleitoral. (Pollyana Araújo)

   Confira no vídeo o que dizia Ságuas sobre educação em 2006

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VALE A PENA RECORDAR | 02/04/2008 - 10:18

Após derrotas e 1 vitória, Túlio tenta novo pleito

Romilson Dourado

    O advogado Túlio Fontes (DEM) é daqueles políticos que, desde a década de 1990, vêm tentando cargos eletivos em todas as eleições. Em 98, por exemplo, concorreu a deputado estadual quando ainda estava no PDT. Não obteve êxito. Ficou como suplente e chegou a legislar na Assembléia por alguns meses, por meio de esquema de rodízio entre suplentes e titulares da coligação. Em 2000, conseguiu se eleger prefeito. À época era aliado do deputado federal Pedro Henry.

   Do PDT, Túlio pulou para o PSDB, depois para o PFL e hoje está no DEM. Em 2004, já rompido com os irmãos Pedro e Ricardo Henry, ele buscou a reeleição e acabou derrotado. Ocupou, por poucos meses, cargo de diretor-administrativo e financeiro da Empaer no governo Blairo Maggi. Agora, sem cargo, Túlio Fontes está de volta. Quer ser prefeito de Cáceres de novo. Ele polariza a disputa com o ex-aliado e hoje prefeito Ricardo Henry (PP), que buscará a reeleição.

  Clique no play e recorde as promessas de Túlio, em 98, como candidato a deputado estadual.

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VALE A PENA RECORDAR | 25/03/2008 - 08:00

Ex-deputado Nataniel agora pleiteia vaga de vereador

Romilson Dourado

  Nataniel de Jesus foi deputado estadual e, nas urnas de 2006, acabou derrotado à reeleição. Teve uma atuação pífia na Assembléia e o resultado veio nas urnas. Conquistou somente 4.286 votos, longe daqueles 12.831 que garantiram a ele a cadeira de parlamentar em 2002 para quatro anos de mandato.

   Agora, o pastor trabalha sua pré-candidatura a vereador por Cuiabá. É um dos 26 virtuais concorrentes pelo PMDB. Nataniel mora há menos de 8 anos na capital mato-grossense. Demonstra carisma e simpatia, mas, na prática na vida pública, enfrentou dificuldades para "mostrar serviço".

   Nas eleições de 2006, quando tentou, sem êxito, a reeleição, ele enfatizou, no horário eleitoral, que havia lutado para que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) fosse paga em 18 parcelas e pelo fim da taxa de religação de energia elétrica. Prometeu, no caso de novo mandato, brigar pela redução da alíquota de ICMS sobre energia. Por fim, o então deputado conclui com a seguinte frase: "Nataniel de Jesus, esse nome é bom".

     Clique no play e ouça as promessas, em vão, de Nataniel, em 2006.

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VALE A PENA RECORDAR | 20/03/2008 - 09:45

Sem ritmo da lambada, Dito quer voltar à Câmara

Romilson Dourado

  O PDT tem uma lista com 38 pré-candidatos a vereador por Cuiabá, entre eles Dito Labamba. Ele se elegeu vereador nas urnas de 1996 na melhor fase do PDT. À época, o partido comandava o Estado com Dante de Oliveira (já falecido) e conquistou cinco cadeiras no legislativo cuiabano. Labamba foi um dos contemplados numa coligação puxada pelo então "fenômeno" de popularidade Lino Rossi, que apresentava o programa Cadeia Neles!. Hoje, tanto Rossi (PP), que voltou a ser apresentador de TV, quanto Labamba, que integra o diretório municipal do PDT, enfrentam desgaste político.

   Labamba sonha com o retorno à Câmara. Nos pleitos de 2000 e 2004 ele tentou, mas teve votação decepcionante. Então promotor de eventos, ele iniciou sua trajetória política no ritmo da lambada. Tinha uma casa de show no São João Del Rey, um dos bairros da região do Coxipó onde reside até hoje. Como era fã de Beto Barbosa, o rei da lambada, o pedetista acabou batizado de Dito Labamba. Hoje ele é líder comunitário e, fora do ritmo da lambada, é candidato de novo. Com dificuldades, pode "dançar" nas urnas.

   Em 98, quando estava no último ano de mandato de vereador, Dito Labamba tentou eleição para deputado estadual. Foi reprovado.

     Clique no play e recorde Dito Labamba na TV, em 98.

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