Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:40 h

VIOLÊNCIA | 12/04/2012 - 14:04

Carro blindado salva sócio de Mendes e Wanderlei da Trimec

Romilson Dourado

   Camionete blindada e com os 2 empresários e donos
de garimpo dentro recebe 16 tiros, na zona
rural de Várzea Grande, quando estavam indo para a
fazenda, que explora atividade garimpeira e que tinha
sido assaltada; Wanderley (foto) foi uma das vítimas

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  Uma camionete blindada salvou a vida dos empresários Wanderley Torres, da construtora Trimec, e Valdinei Mauro de Souza, o Nei, sócio em mineradora de Mauro Mendes, pré-candidato a prefeito de Cuiabá. Os dois foram surpreendidos nesta quarta à noite, no distrito de Praia Grande, em Várzea Grande, quando estavam a caminho do garimpo dentro da fazenda da qual são proprietários. Quatro homens armados, em um carro de passeio roubado antes, tinham invadido a mesma fazenda e, na área de garimpo, roubaram 90 gramas de ouro e objetos pessoais das pessoas que estavam no local, como relógios, celulares e dinheiro. Na fuga, encontraram no caminhoWanderley e Ney, que estavam dentro da camionete e parados em uma porteira.

    Os bandidos ordenaram que eles descessem do veículo. Nei, que estava no volante, não seguiu a ordem e tentou manobrar a camionete. Os ladrões dispararam cerca de 16 tiros contra o veículo. Nenhum acertouWanderley e Nei porque estavam num carro blindado. A dupla fugiu para uma chácara vizinha e pediu socorro à polícia. Um aparato policial foi destacado para fazer "varredura" na região, inclusive com suporte de um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas, mas nenhum dos assaltantes foi preso. Eles abandonaram o veículo que tinha sido tomado em assalto.

   Wanderley é um empreiteiro bem articulado. Toca várias obras tanto do governo estadual quanto federal e opera nos bastidores, principalmente em período de campanha eleitoral. Em meio à movimentação de bastidores, chegou a se lançado no passado como pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, mas acabou desistindo. Nei é outro forte empresário e que investe pesado na exploração de atividade garimpeira, inclusive em sociedade com o empresário Mauro Mendes, da Bimetal e que está no páreo de novo para a disputa à Prefeitura de Cuiabá.

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VIOLÊNCIA | 08/02/2012 - 16:00

Presidente de conselho repudia assassinato de mulheres em MT

Patrícia Sanches

     A presidente do conselho estadual dos Direitos da Mulher Ana Emília Iponema Brasil Sotero se mostra preocupada com as atrocidades que as mato-grossenses vêm sofrendo. Ela lembra que, apenas nos primeiros 35 dias de 2012, 3 mulheres foram brutalmente assassinadas. “Duas carbonizadas e a última esquartejada e incinerada num forno de uma pizzaria”, pondera Sotero.

    Logo em seguida, ela repudia todos os atos de crueldade contra as mulheres e cobra que todos os homicídios sejam apurados e que os responsáveis sejam punidos com todo o rigor da lei. “Os casos de violência contra a mulher dizem respeito a todas e todos. Deixaram de ser assunto privado, passaram a serem considerados crimes públicos, um atentado aos direitos humanos”, enfatiza.

VIOLÊNCIA | 17/11/2011 - 17:39

Assaltos dificultam o acesso de clientes a transações bancárias

Andréa Haddad

     Proprietários de supermercados, lojas de conveniência e de postos de combustíveis estão se recusando a receber caixas eletrônicos por temer a onda de violência. Se por um lado os equipamentos de transações bancárias atraem clientes, por outro tornam os estatabelecimentos alvos das quadrilhas de arrombamento.

     A foto ao lado mostra o que restou do caixa do supermercado Hiper Modelo, na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Um saco preto tampa a carcaça do aparelho. A exemplo do que já ocorre nas demais unidades, a diretoria da rede de supermercados adotou a política de evitar novos caixas no estatabelecimento.

     Os clientes, que antes tinham acesso de forma rápida a opções de saque e pagamento de contas nos caixas eletrônicos, concebidos para facilitar as operações, sofrem com as medidas de prevenção aos assaltos.

VIOLÊNCIA | 04/11/2011 - 11:25

Eliene passa por cirurgia em Cuiabá; veja foto do deputado

Sissy Cambuim


Deputado federal Eliene Lima, atingido por um tiro no joelho durante assalto, passará por cirurgia em hospital de Cuiabá
Foto: Luciana Cury

     O deputado federal Eliene Lima (PSD), vítima de um assalto na noite desta quinta (3), permanece internado no Hospital Ortopédico, em Cuiabá, onde passará por uma cirurgia na perna esquerda. Após ser baleado, ele conta que telefonou para o ex-deputado Joaquim Sucena, médico ortopedista, que o orientou a seguir para a unidade hospitalar.

    Conforme o parlamentar, ele saía da Assembleia em direção à Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), acompanhado por Hélio Pimenta. Ao passar pelo bairro Boa Esperança, próximo a Empaer, por volta das 19h, avistou seu amigo, o delegado aposentado João Capetinga. Eles desceram e conversavam na calçada, em frente a casa de Capetinga, quando foram abordados pelos assaltantes.

    “Eles chegaram armados e nos mandaram sentar. Nós obedecemos e tiramos o que tínhamos no bolso para entregar, mas eles nos fizeram entrar na casa. Lá, viram indícios de que tinha armas e começaram a pedir para abrir o cofre, ameaçando a esposa do Capetinga", afirmou Eliene. Ainda segundo ele, um dos assaltantes falava ao celular o tempo todo, dando a entender que tinha alguém do lado de fora. Os bandidos ficaram nervosos e começaram a atirar. "O primeiro tiro vinha em direção à minha barriga, mas eu pulei e acertou meu joelho”, explicou Eliene.

     O parlamentar passa bem e lamenta o episódio de violência. Ele sofreu sérias lesões na rótula esquerda, mas esclarece que a situação poderia ter sido mais grave. “Dos males o menor. O médico me disse que minha sorte foi que a bala não entrou dentro do joelho, ela apenas atravessou de um lado a outro da rótula”, explicou.

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VIOLÊNCIA | 27/09/2011 - 11:26

Silval repudia violência e cobra apuração da morte de africano

Valérya Próspero

       O governador Silval Barbosa (PMDB) informou que vai tomar todas as medidas possíveis para resolver o caso do ex-estudante Toni Bernardo, de Guiné-Bissau, que foi assassinado na última quinta (22), numa pizzaria. “A preocupação do governo federal é a mesma que a nossa. No que depender do Estado, faremos tudo o que for necessário. Nós repudiamos este ato de violência”, ressaltou Silval.

      Nesta segunda (26), Silval recebeu em seu gabinete no Palácio Paiaguás, o subsecretário-geral de Cooperação, Cultura e Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores, Hadil da Rocha Viana. Na ocasião, Hadil revelou que o ato de violência torna sensível a política externa brasileira, mas garantiu que o governo brasileiro está providenciando o translado do corpo de Toni.

     Ele explicou que esta seria uma responsabilidade da embaixada guineense, mas que o governo federal assumirá o transporte devido a maneira como Toni foi morto.

    Caso

    Toni morreu após ser agredido por três pessoas, numa pizzaria do bairro Boa Esperança, nas proximidades da UFMT. Ele teria entrado no local para pedir dinheiro e após se desentender com um empresário, filho de um delegado da Polícia Civil. O estudante foi espancado até a morte por ele e outros dois policiais militares, que estavam a paisana.

     Eles foram autuados em flagrante pelo crime de homicídio. Testemunhas disseram que o africano parecia estar sob efeito de drogas ou embriagado. Ele possui passagens na polícia pelos crimes de furto, ameaça e crime contra o patrimônio. O delegado do caso, Antonio Esperandio, pediu exames de toxicológico, alcoolemia e necropsia ao IML.

     Toni foi aluno do curso de economia da UFMT por meio do Programa Estudante Convênio de Graduação (PEC-G) desenvolvido pelo Ministério da Educação. Ele iniciou o curso em 2006 e deveria terminá-lo em 2011. No entanto, foi desligado do PEC-G em fevereiro deste ano, por abandono de estudos e reprovação.

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VIOLÊNCIA | 06/08/2011 - 11:37

Crimes de pistolagem ameaçam MT; secretário enfrenta desgaste

Flávia Borges

Diógenes Curado     Crimes de pistolagem em Mato Grosso trazem desgaste ao governo, especialmente ao secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado. O governador Silval Barbosa tem cobrado mais celeridade na elucidação destes crimes, que chocam a população pela brutalidade com que são praticados.

     Lembram um Mato Grosso de muitos anos atrás, quando não havia lei que pudesse punir quem praticasse este tipo de crime.

     O Estado era conhecido como "terra de ninguém", como se fosse palco de um verdadeiro faroeste, digno de filmes norte-americanos.

    Agora, porém, a realidade é outra. O aumento no número de mortes de pessoas públicas gera mais uma dor de cabeça a Silval.

     Em apenas um mês, foram assasinados o jornalista Auro Ida e os prefeitos de Nova Canaã do Norte (a 700 km ao Norte de Cuiabá), Antonio Luiz Cesar de Castro (DEM), o Luizão, e de Novo Santo Antônio (a 1.200 km da Capital), Valdemir Antonio da Silva, o Quatro Olhos. Nos três casos, as investigações caminham para crimes de pistolagem.

     Auro foi assassinado dentro de seu carro, quando deixava a namorada em casa, no último dia 21. Foram disparados 5 tiros a queima-roupa. O jornalista morreu no local. Nos bastidores fala-se que Ida "sabia demais".

     O prefeito Quatro Olhos também morreu de forma parecida. Faleceu após três tiros disparados por dois bandidos que invadiram sua residência. Familiares foram trancados num quarto e o prefeito executado. Ele morreu a caminho do hospital. A polícia suspeita de crime de pistolagem, já que nada foi roubado. Os bandidos teriam trancado a esposa e o filho de Quatro Olhos num quarto e ficado de "tocaia" esperando o chefe do Executivo chegar em casa.

     Nesta sexta foi assassinado o prefeito de Nova Canaã do Norte. Homens encapuzados e numa motocicleta dispararam cinco tiros contra ele.

     Silval e Curado tentam dar uma solução aos crimes atendendo assim o clamor da sociedade. Além de figuras públicas, o número de pessoas assassinadas no Estado tem aumentado a cada dia, o que preocupa ainda mais a administração. Indignado com a morte de Luizão, Silval chegou a enviar uma equipe da Força Tática de Sinop ao município para investigar o caso. O peemedebista está na cidade acompanhado de Curado, do diretor-geral da Polícia Judiciária Civil, Paulo Vilela, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Osmar Lino Farias.

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VIOLÊNCIA | 06/08/2011 - 08:37

Estado parece "terra de faroeste"

Romilson Dourado

   Os aparelhos de segurança do Estado precisam dar resposta à sociedade sobre dezenas de crimes cujos assassinos seguem impunes. Quando homicídio, latrocínio, assalto e outras atrocidades envolvem o cidadão comum, o grito por segurança e justiça ecoa fraco. Fica mais no seio da família, de parentes e amigos. Já quando transformam autoridades em vítimas, as manifestações ganham repercussão estadual.

    Até a década de 1980, Mato Grosso era considerado por muitos de fora do Estado como terra de faroeste devido ao elevado número de assassinatos por ação de pistoleiros, de registros de conflitos agrários entre fazendeiros e posseiros e de assaltos. Era comum ouvir relatos de massacre, de crimes por encomenda, principalmente no Araguaia, Nortão e Oeste. Quantos não mudaram para outras regiões do país porque em solo mato-grossense sentiram-se ameados de morte?

     O assassinato nesta sexta à noite do prefeito de Nova Canaã do Norte Antonio Luiz Cesar de Castro, o Luizão, o segundo executado a tiros num intervalo de 12 dias, eleva as estatísticas negativas e diminui o conceito sobre um Estado com economia tão pujante, mas que vive momento de insegurança. O também prefeito Valdemir da Silva, o Quatro Olhos, foi executado nas mesmas circunstâncias.

    Não basta as autoridades, no calor do discurso e em volta do caixão, cobrar providências e parar por aí. Precisam se mobilizar. As forças de segurança não podem deixar tantos bandidos impunes para o Estado não voltar a ser como no passado, uma terra sem lei. A vida não pode perder valor dessa forma.

    Os dados sobre violência trazem preocupação cada vez maior. Nos seis primeiros meses deste ano, somente em Cuiabá foram 203 assassinatos, a maioria relacionada ao tráfico de drogas. De cada 10 assassinatos, sete foram com revólver, pistola ou espingarda, revela o repórter do Diário de Cuiabá Adilson Rosa, no último levantamento publicado em 17 de julho - confira aqui.

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VIOLÊNCIA | 26/07/2011 - 19:25

Agentes da PF irão auxiliar nas investigações da morte de Auro

Andréa Haddad

     Agentes da Polícia Federal vão atuar na investigação da morte do jornalista Auro Ida, assassinado na última quinta (21), à noite, na Capital. Segundo o presidente da OAB em Mato Grosso, Cláudio Stábile, os federais irão ajudar na área de inteligência devido à greve da Polícia Civil, que mantém apenas 30% do efetivo trabalhando. “Haverá uma parceria. A Polícia Federal vai atuar principalmente na apuração dos fatos por causa da greve dos civis”, informa.

     Segundo Stábile, a decisão foi tomada nesta terça (26), durante uma reunião entre o superintendente da PF no Estado, Cesar Augusto Martinez, e o secretário estadual de Segurança Pública, Diógenes Curado.

     O pedido para que os agentes federais atuassem nas investigações foi feito nesta segunda (25), pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado (Sindjor), Téo Menezes, e por Stábile, em reunião com o superintendente da PF. “Recebi um telefonema hoje do Cesar Martinez comunicando que a entrada dos policiais federais nas investigações, em sintonia com a Polícia Civil”, relata Stábile.

     De acordo com ele, o superintendente da PF e Diógenes descartaram a possibilidade de instaurar um inquérito federal, paralelo ao da Polícia Civil. Eles querem evitar conflitos. Apesar da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalhar com a hipótese de crime passional, o Sindjor alerta para a possibilidade do episódio estar relacionado ao cerceamento da liberdade de imprensa. Nos bastidores, a informações é de que Auro levantava informações comprometedoras contra políticos, porém nada foi comprovado até o momento.

Suspeito de assassinar jornalista é solto após prestar depoimento

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VIOLÊNCIA | 24/12/2010 - 10:00

OAB quer providências do Estado sobre ameaças aos advogados

Ana Adélia Jácomo

   Em resposta ao atentado ao escritório do advogado Isonildes Pio da Silva, localizado na avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá, que foi metralhado na madrugada de quarta (23), e de uma denúncia da advogada Valéria Baggio Richter, de que estaria recebendo ameaças de morte, a OAB/MT e o Tribunal de Defesa da Ordem anunciaram que será instaurado providências junto à secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

   O objetivo é conseguir a proteção para os dois advogados, que estão sofrendo graves ameaças. Conforme o vice-presidente da OAB/MT, Maurício Aude, é necessário que haja uma atuação efetiva e urgente da futura secretaria de Segurança Pública diante das ameaças de morte que os profissionais têm sofrido no exercício de sua profissão.

   Conforme Maurício Aude, todos os fatos serão levados ao conhecimento do secretário Diógenes Curado, para que sejam tomadas as providências urgentes que o caso requer.

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VIOLÊNCIA | 11/10/2010 - 20:18

Tropa de Elite expõe as vísceras do braço política ao crime organizado

João Negrão, de Brasília

 

 

   Há uma frase preferida e proferida com frequência pelo ex-procurador da República e senador eleito por Mato Grosso Pedro Taques (PDT): “não há crime organizado sem um braço político”. Ela resume o enredo central de Tropa de Elite 2. O filme é um soco na boca do estômago. E não pelo farto sangue derramado em quase todas as suas cenas. A porrada está justamente na exposição de vísceras, mas não a dos mortos, que não são pouco e sim as vísceras do podre sistema político que sustenta os bandidos e assassinos.

    Tropa de Elite 2, denso e forte, prende e instiga o espectador do começo ao fim. Filmaço! Superou o primeiro em tudo. Especialmente porque botou o dedo na ferida verdadeira da criminalidade. Essa abordagem, da política permeando tudo no crime organizado do Rio de Janeiro (lá com em qualquer outro lugar, Mato Grosso que o diga) é a grande façanha do filme.

    Mas não só. Wagner Moura, como sempre, fantástico na pele do capitão Nascimento, só que agora tenente-coronel e subsecretário de Inteligência da secretaria de Segurança Pública do Rio. É lá que ele descobre que o "sistema" é comandado pelos políticos e que o quartel-general desse comando está justamente na pasta de Segurança Pública. Uma podridão total.

    As demais interpretações, quase sem exceção, estão também indefectíveis. Mérito da direção - impecável de José Padilha -, talvez, mas a verdade é que é um filme de excelentes atores. Padilha pode não ter tido muito trabalho com seus intérpretes, mas com certeza sua mão desenha com maestria o filme inteiro, repetindo sua marca no anterior.

    Aplausos ainda para o roteiro, a fotografia e direção de arte. Assinado por Padilha, Rodrigo Pimentel (o capitão na vida real) e o grande Bráulio Mantovani, o roteiro é outra marca forte do filme. A fotografia segue a linha do primeiro, mas melhor aperfeiçoada pelo mestre Lula Carvalho. E a direção de arte, assinada por Cláudia Kopke, torna o visual de TE2 mais real ainda que o primeiro, especialmente pelos cenários (alguns reais, como a Assembleia Legislativa do Rio e o gabinete do governador), sem falar no figurino e nas maquiagens de personagens mortos ou espancados. Cruentos.

    Falando em aplausos, após a sessão no cinema aqui pertinho de casa, no Taguatinga Shopping, a plateia aplaudiu entusiasticamente. Situação que se repetiu por todo o Distrito Federal, conforme tomei conhecimento por meio de amigos. É que o final do filme, uma panorâmica sobre a Esplanada dos Ministérios, fechando com o céu sobre a bandeira, indica que algo de muito podre continua pairando no ar.

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VIOLÊNCIA | 21/08/2010 - 22:57

Ladrões roubam comitê de Savi

Romilson Dourado

Deputado Mauro Savi    Alguns comitês dos candidatos, principalmente aqueles que expõem maior estrutura de campanha, começam a ser monitorados por bandidos para prática de roubo. São constantes as queixas de assalto em período eleitoral. A tensão dos coordenadores financeiros aumenta no dia de pagamento de cabos eleitorais.

    Uma das vítimas no pleito deste ano foi o presidente em exercício da Assembleia, deputado Mauro Savi (PR), que busca a reeleição. Na semana passada, bandidos chegaram no comitê central do parlamentar, intalado no bairro Araés, em Cuiabá, renderam um dos seguranças e ordenaram-no que fossem conduzidos até a sala onde estaria a pessoa responsável pelo financeiro. Era dia de pagamento. Os ladrões "limparam" o caixa. Savi orientou a equipe de coordenadores a não registrar boletim de ocorrência. Nos bastidores, o comentário de seus próprios correligionários é de que foram roubados cerca de R$ 200 mil. Ex-vereador por Sorriso, Savi é um dos 307 candidatos deste ano às 24 vagas na Assembleia. Ele prevê gastar no máximo R$ 1,5 milhão na busca do terceiro mandato.

     Nas eleições para prefeito da Capital em 2008, o QG montado na época por Mauro Mendes (ex-PPS e hoje no PSB), que disputou e perdeu no segundo turno para Wilson Santos (PSDB), foi alvo de "batida" de ladrões no dia em que dezenas de cabos eleitorais estavam na fila para receber pagamento. Levaram na época todo o dinheiro do caixa. Ocorreram outros roubos a candidatos naquele pleito, mas a maioria evitar procurar a polícia.

    Os candidatos preferem reservar a maior despesa de campanha para os dois últimos meses. Contratam coordenadores, cabos eleitorais, lideranças e, no caso de eleições gerais como deste pleito, montam estrutura em diversas cidades-pólos. Para cada função, há um preço. Os contratados recebem semanalmente, embora muitos concorrentes a cargos eletivos prefiram fazer o pagamento a cada mês.

    Os que detêm maior poderio econômico acabam "inflacionando" o mercado. Um cabo eleitoral ganha em torno de R$ 500, mas há candidatos que paga até R$ 700. Coordenadores de equipe faturam cerca de R$ 800 e quem utiliza carro de som tem contrato que varia de R$ 1,2 mil a R$ 1,8 mil. A partir desta fase inicial do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV é que os candidatos começam a colocar o bloco na rua, com contratação de mais cabos eleitorais. Eles correm para ajustar o caixa da campanha e não dar calote ou atrasar pagamento dos contratados. Enquanto isso, ladrões fazem espécie de monitoramento nos escritórios dos candidatos para fazer o ataque. A preocupação com a segurança deve ser redobrada neste período.

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VIOLÊNCIA | 31/05/2010 - 09:46

Disfarçados de PF, bandidos assaltam desembargador Ernani

Romilson Dourado

Ernani Vieira   Bandidos disfarçados de policiais federais e fortemente armados invadiram a residência do desembargador aposentado Ernani Vieira de Souza e levaram quatro notebooks, cerca de R$ 14 mil em dinheiro e várias jóias. O magistrado estava na casa, situada no bairro Santa Rosa, em Cuiabá, perto do hospital Santa Rosa, quando foi surpreendido pelos assaltantes, nesta segunda, por volta de 5h30. Eles arrombaram uma das portas para ter acesso ao interior da casa. Reviraram tudo.

  Segundo informações, os homens estavam até com metralhadoras e usavam colete com a identificação "Polícia Federal". Ernani Vieira deve registrar queixa à polícia. Ele se encontra assustado com o assalto.

   Aposentado desde novembro de 2007, Ernani, hoje com 73 anos de idade, atua como advogado. Ele figura na lista de magistrados mato-grossenses sob investigação do Superior Tribunal de Justiça por suposto envolvimento em esquema de negociação de sentença, na época em que ainda respondia como presidente da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

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VIOLÊNCIA | 06/05/2010 - 21:04

Moradores de Mimoso fecham rodovia e pedem segurança

Cid Carneiro, especial para o Blog


Revoltados com a onda de assalto no distrito, moradores montam barricada na MT-70 e pede segurança pública

   O Dia de Rondon, comemorado nacionalmente nesta quarta e, em especial, no distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger, terra onde nasceu o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, foi ofuscado por manifestações dos moradores da região. Aterrorizada com ações de bandidos fortemente armados, que agiram um dia antes, a população resolveu fazer barricada na MT-070 Bernardo de Oliveira, impedindo a passagem de carros ao Memorial Rondon.

   Um ônibus e um caminhão ficaram atravessados na rodovia em forma de protesto pelos manifestantes liderados pelo comerciante Joelson Oliveira, um dos que tiveram o estabelecimento invadidos pelos assaltantes. Policiais que estiveram no local após o crime, informaram com base nas declarações dos moradores que três suspeitos chegaram a ser detidos em Cuiabá, mas que as vítimas não souberam afirmar serem eles os participantes dos assaltos em Mimoso e no Porto de Fora.

   De acordo com os comerciantes da região, os assaltos têm sido frequentes. Joelson disse que várias denúncias são feitas à Policia Militar em Santo Antonio de Leverger, mas nenhuma investigação ou policiamento é enviado a Mimoso. Segundo ele, a onda de assaltos cresceu depois da retirada do posto policial em Porto de Fora (a 20 km de Mimoso). O prefeito de Santo Antonio de Leverger, Harrison Ribeiro (PSDB), que se deslocava com vereadores e representantes de escolas para o evento em homenagem a Rondon, assegurou aos manifestantes que iria cobrar providências junto à secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública.

    Harrison determinou a conselheira do Consegue Municipal, Benedita Soares da Silva, crie uma comissão de moradores da região e políticos para reivindicar na Assembleia Legislativa apoio nas negociações com o Estado para aumentar o efetivo de policiais ou a criação da base policial em Mimoso. “Eu também tenho sido vítima desses bandidos”, disse Harrison, ao revelar que sua família foi vítima de assaltos na própria residência em Santo Antonio de Leverger.


Prefeito Harrison Ribeiro, em diálogo com os protestantes, cria uma comissão para pedir ajuda à AL e ao governo

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VIOLÊNCIA | 02/12/2009 - 13:41

1 ano após triplo homicídio, mais 2 são mortos em Colniza

Romilson Dourado

   Um ano depois do triplo homicídio ocorrido na fazenda Bauru, em Colniza (a 1.160 km ao Norte de Cuiabá), motivado por disputas de terra, a polícia registra agora duplo homicídio, desta vez na residência do topógrafo Ernane Bernandes, 33, que prestava serviços na fazenda. Esses assassinatos contribuem para manter o município no triste ranking de um dos mais violentos do país. Além disso, Colniza, com mais de 30 mil habitantes, está na estatística dos que mais desmatam a Amazônia.

    A polícia suspeita de serviço de pistolagem. Nesta terça, por volta de 21 horas, o topógrafo Ernane estava conversando na varanda de sua casa, no centro de Colniza, com o seu funcionário Edilson Vital, 24, e com Wesley Miranda, 20. De acordo com a polícia, dois homens encapuzados e armados interceptaram-nos e já foram atirando. Wesley foi o único que sobreviveu. Ele correu e foi atingido no braço. Ernane tentou fugir pelo fundo da residência, caiu numa fossa e, mesmo assim, foi executado com vários tiros. Edilson foi alvejado quando chegava na cozinha. A polícia tem dois suspeitos, mas ainda não efetuou a prisão.

   As três vítimas estavam trabalhando no projeto de manejo da fazenda Bauru, dona de 60 mil hectares na região. Pertence à Magali Pereira Leite, que reside em Bauru (SP). Há três anos a propriedade foi invadida, ela conseguiu reintegração de posse e acabou desenvolvendo o assentamento Renascer, com partilha de 50 ha para cada uma das 100 famílias. A demarcação foi feita pelo Instituto de Terras do Estado (Intermat). Mesmo com assentamento dessas famílias e com o processo de regularização das terras, o conflito no campo tem deixado a região sob alerta e tensão, principalmente por causa da ação de pistoleiros.

   Funcionários da fazenda estariam recebendo constantes ameaças de morte, até com datas de quando serão mortos. A secretaria de Justiça e Segurança Pública tem conhecimento do clima de terror na região, mas se mostra passiva e alheia ao problema.

   Enquanto 50 ha são assentamento, outra parte da fazenda é destinada à criação de reservas indígenas e não pode ser usada para atividades econômicas. Pressionada por madeireiros e pela atividade agropecuária, a região é uma das frentes de desmatamento da Amazônia. Reue ainda cinco registros de grupos de índios isolados, cuja sobrevivência estaria ameaçada.

   Em 5 de dezembro do ano passado, três pessoas já tinham sido assassinadas dentro da fazenda Bauru. Foram mortas numa emboscada dentro de uma área de assentados. Uma quarta vítima do atentado conseguiu sobreviver e foi levada ferida para o hospital. O primeiro atingido foi o motorista da caminhonete F-350. Desacordado, ele perdeu o controle da direção do veículo e bateu num barranco. Antes que os outros ocupantes pudessem fugir, os assassinos cercaram o veículo e disparam contra eles. Um deles caiu sobre a mulher, que se fingiu de morta e esperou os suspeitos irem embora para pedir ajuda na região. (Romilson Dourado)

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VIOLÊNCIA | 30/11/2009 - 14:02

A PM dá tiros como abordagem

Romilson Dourado

  A recente investida de PMs contra o advogado José Luiz de Carvalho Júnior, onde foram disparados tiros contra o jurista sem que este tenha esboçado nenhum tipo de disposição ao confronto armado, não foi o foi primeiro ato de covardia e não será a última exposição de exagero de força dos quase 6.000 fardados que integram a chamada segurança militar de Mato Grosso.

   Não é, igualmente, um ato isolado. Acontece todos os dias. No caso específico, é porque se trata de alguém com graduação, filho de desembargador. Na periferia, jovens e trabalhadores são freqüentemente humilhados por guarnições que mais assustam e violam os direitos individuais do que protegem, a razão constitucional de existirem.  Lembram daquele jovem, em Rondonópolis, abatido impiedosamente por um PM?  Lembrem-se de tantos quantos já partiram desta por conta de excessos, truculência e despreparo de policiais! Recentemente, os assassinos do camelô, no Shopping Goiabeiras, gozaram os panos quentes dos policiais que atenderam à ocorrência, embora, corporativamente, o comando da PM tenha havido com o lenga-lenga do IPM (Inquérito Policial Militar) e a justiça nos tenha oferecido mesmices e ritualismos.

    Alguém - já que este governo não foi capaz, embora não tenha inventado a violência policial - precisa estancar a sangria gerada por policiais maus. Sangue ruim mesmo, desabilitados, inaptos! Onde já se viu abrir fogo contra um cidadão pelo simples fato de este imprimir fuga, sem acenar para o paralelo armado? Pelo que consta na lógica e na escritura regulamentar, o policial deve perseguir um suspeito ou foragido em todos os limites, só utilizando-se das armas como último recurso ou para o revide. Ou, claro, se o fugitivo estiver colocando em perigo a vida de outras pessoas.  Para a PM, tem sido atirar primeiro para depois abordar. Aí vêm assessores de imprensa, porta-vozes, IPMs fajutos a justificar a barbárie, enquanto pais, irmãos, filhos e amigos pranteiam e sepultam suas  vítimas.

    Mas a toda regra cabe exceção e não se trata da maioria. A minoria, banda podre da maldade e do avesso de função, entretanto, prevalece tornando a corporação o espelho do medo. Qual criança não treme ao avistar uma viatura? Há quem diz às crianças: “se você não parara eu vou chamar a polícia”. A Polícia Militar, principalmente nos bairros mais afastados, é referência para assustar crianças. Onde foram parar as campanhas que tencionavam aproximar o policial do cidadão? Pelos efeitos do criminoso desleixo governamental e de gestão, a secular corporação vem se tornando uma espécie de milícia do pavor.

    O policial de rua, mesmo trabalhando em elevado nível de tensão, precisa ser reciclado, moldado. Precisa, antes de qualquer coisa, aprender que o cidadão é que lhe paga o soldo, e que dele emana o sentido de sua responsabilidade. O comando da corporação precisa agir, retirar da rua (e do seu seio) elementos que agem ou patrocinam atos tão repugnantes. À sociedade, pelos seus cidadãos e seus clubes de serviço, cabe a tarefa de exigir, por variados meios e recursos, que se puna com rigor quem pratica desvio de conduta, e exigir, também, que os gestores, de âmbito geral, preparem aqueles que vão zelar pela sociedade. Nunca devemos permitir que a ferocidade seja particularidade de uma corporação que, pelo estado de direito, tem a responsabilidade de ser justa, educada, equilibrada e preparada.

     Jorge Maciel é jornalista em Cuiabá

 

VIOLÊNCIA | 28/10/2009 - 20:40

Assaltantes invadem prédio e arrombam cofre de senador

Romilson Dourado

   O senador Osvaldo Sobrinho (PTB), que substitui temporariamente o titular Jayme Campos (DEM), foi uma das vítimas da ação de assaltantes na madrugada desta quarta (28) em Cuiabá. Bandidos invadiram o edifício Master Center, situado à sua Desembargador Ferreira Mendes, no centro, e fizeram um verdadeiro arrastão. Dos nove andares, em cinco eles entraram. Sobrinho mantém o seu escritório político no quarto andar. Bandidos arrombaram inclusive o cofre do escritório do parlamentar. Não se sabe se levaram dinheiro, equipamentos e objetos.

   Segundo informações, o bando rendeu e prendeu o vigilante numa sala. Em seguida, passou a vascular os apartamentos e salas comerciais. Os bandidos ficaram ao menos três horas dentro do prédio e fugiram com veículos lotados de produtos e mercadorias. A polícia não tem pista desses assaltantes.

   Osvaldo Sobrinho estava em Brasília. Foi avisado, por telefone, sobre a invasão no seu escritório. Ele integra a safra de políticos mais antigos do Estado na ativa. Já exerceu diversos mandatos e cargos públicos. Foi deputado, vice-governador, secretário de Estado de Educação e também adjunto, assessor no Dnit em Brasília, secretário de Governo do prefeito cuiabano Wilson Santos, de quem é primo, e desde 9 de setembro desde ano ocupa cadeira de senador, devido ao afastamento por quatro meses de Jayme Campos. Osvaldo Sobrinho foi candidato derrotado a governador em 1990. Dono de fazendas e emissoras de rádios em várias regiões do Estado, o petebista é daqueles que transitam em todos os grupos políticos e buscam agradar a todos. Assim, troca cortesia com o governador Blairo Maggi (PR), com o prefeito Wilson Santos (PSDB) e com o senador Jayme (DEM).

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VIOLÊNCIA | 26/10/2009 - 08:12

Moradores denunciam que gangues já trocam tiros na rua

Romilson Dourado

  Os mutirões da Justiça, que têm possibilitado reavaliação de processos, redução do número de ações penais e de prisões, têm provocado polêmica em Cuiabá. Na região Oeste da Capital, moradores afirmam que, após a libertação de vários detentos a partir desses mutirões, cresceu o número de roubos e assaltos. No bairro Santa Isabel, as denúncias são de que gangues estão trocando tiros no meio da rua, o que vem provocando pânico e revolta por causa da inoperância da polícia.

    O aumento da violência, segundo moradores, estaria vinculado à soltura de reeducandos. Outros entendem que esse tipo de posicionamento é discriminatório porque nem todos que ganham a liberdade voltam a praticar crimes. A onda de violência abrange todos os bairros, mas a mesma tensão e preocupação se observa junto a moradores da mesma região Oeste, incluindo os da Cidade Alta, Coophamil, Jardim Cuiabá e Goiabeiras.

    Um grupo de pessoas que atuam sem revelar nomes por temer represálias garantem que a polícia é capaz de identificar com facilidade os bandidos e o mapeamento dos traficantes que exploram bocas-de-fumo, mas estaria fazendo "vistas grossas". Esse sentimento de impunidade e de poder paralelo tem deixado os habitantes inseguros e temerosos.

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VIOLÊNCIA | 24/09/2009 - 10:47

Assaltado em Cuiabá, produtor fica amarrado por 9 horas

Romilson Dourado

   O produtor rural Altair José Kolln, vice-presidente do diretório municipal de DEM de Canarana (a 822 km de Cuiabá), circulava pelo centro da Capital nesta quarta na direção de sua Hilux, de cor prata e placas KAO-3742 de Cuiabá, quando foi interceptado por motociclistas. Eles anunciaram assalto, passaram a conduzir a camionete e mantiveram o empresário imobilizado e sob ameaças de morte. Altair foi levado pelos bandidos, sendo três homens e uma mulher, para às margens de um rio. Nem ele próprio sabe dizer a localização. Permaneceu amarrado por cerca de 9 horas.

   Já a Hilux foi apreendida por policiais do Gefron, por volta de 5h40 desta quinta, já em Porto Esperidião, no Oeste do Estado. Altair revela que ficou amarrado e deitado no chão durante toda a madrugada. As cordas utilizadas pelos assaltantes para imobilizá-lo deixaram marcas fortes em seus braços. Afirma ter sofrido uma verdadeira tortura psicológica, já que a todo instante recebia ameaças de morte, caso viesse a se mexer. Mesmo abandonado no meio do mato e às margens de um rio, o empresário continuou quieto, pois acreditava que os bandidos estivessem vigiando-o. Somente ao amanhecer que ele conseguiu se livrar das amarras das cordas. Ainda traumatizado, Altair Kolln vez uma visita ao seu amigo e secretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Neldo Egon. Contou que estava dirigindo a Hillux em Cuiabá com as portas destravadas e com os vidros abertos.


Camionete Hilux que ficou em poder dos assaltantes e foi apreendida pelo Gefron, em Porto Esperidião

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