Cuiabá, 22 de Fevereiro de 2017

Cidades

A | A

Quinta-Feira, 16 de Fevereiro de 2017, 19h:29 | Atualizado: 16/02/2017, 19h:33

caso rodrigo

Após depor por 4h30 Ledur deixa DHPP sem falar; inquérito fase final

Após depor por 4h30 na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur deixou o prédio pelos fundos no estacionamento, sem trocar uma palavra com a imprensa. A defesa da tenente também se limitou a dizer que o inquérito segue sob sigilo e, por isso, não pronunciaria nada.

Gilberto Leite

Izadora ledur

Tenente Izadora Ledur deixa DHPP após depoimento de 4h30 sobre morte do aluno Rodrigo Claro

Agora, a delegada responsável pelo caso Juliana Chiquito Palhares deve concluir o inquérito nos próximos dias e decidir se vai indiciar ou não Ledur por tortura e omissão de socorro no treinamento do resultou na morte do aluno Rodrigo Claro, de 21 anos, em 15 de novembro de 2016.

Momentos antes de terminar o depoimento, a delegada voltou a dizer à imprensa que não vai se manifestar sobre o teor dos esclarecimentos apontados pela tenente. Entretanto, prometeu conceder entrevista após a conclusão do inquérito. 

Rodrigo Claro, que era aluno do curso de formação do Corpo de Bombeiros,  não resistiu ao tratamento na UTI do Hospital Jardim Cuiabá, e morreu após entrar em coma por passar mal durante treinamento da corporação.

O jovem estava há cerca de um ano no curso dos Bombeiros. Na ocasião, a corporação havia informado que durante etapa do Curso de Formação de Soldados, no momento da instrução de salvamento aquático na Lagoa Trevisan, o aluno queixou-se de dor de cabeça ao instrutor.

Ele realizava uma travessia a nado na lagoa com os demais companheiros de curso, com a estrutura de segurança exigida para o evento. Quando chegou à margem do lago, reclamou que não conseguia continuar a instrução porque estava com muita dor de cabeça, mas teria sido obrigado a prosseguir por determinação da tenente Ledur.

Laudo

Nesta semana vazou um laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros a respeito da morte de Rodrigo. No documento consta que o tenente Licínio foi negligente com a segurança, ao ignorar que no documento que travava do apoio à instrução de salvamento aquático não havia previsão de ambulância, mas apenas de ônibus para deslocamento dos alunos e, ciente de que a ambulância estava estragada, não cancelou a instrução do 2º Pelotão na Lagoa Trevisan, em 10 de novembro de 2016.

Em relação à tenente coronel Izadora Ledur de Souza, enquanto comandante e instrutora do 2º Pelotão, o laudo aponta que ela também negligenciou ao permitir que Rodrigo fosse à coordenação do curso por meios próprios mesmo ciente de que ele sentia dores fortes de cabeça.

Galeria de Fotos

Postar um novo comentário

Comentários

  • Comente esta notícia

Matéria(s) relacionada(s):