Concursos

Terça-Feira, 30 de Março de 2010, 13h:13 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Comissão assume falha e anula 2ª etapa do concurso para juiz

Comissão anula etapa 2ª etapa do concurso do TJ

    A segunda etapa do concurso público do Tribunal de Justiça para preenchimento de 43 vagas de juiz substitutivo do Estado foi anulada nesta terça (30). A medida foi tomada após os membros da comissão do concurso, presidida pelo desembargador Rui Ramos Ribeiro, terem descoberto que "misteriosamente" 16 provas foram guardadas junto com o “arquivo inservível”, uma espécie de arquivo-morto, acabaram não corrigidas. Assim, para não haver questionamentos judiciais por parte dos candidatos e preservar a lisura do certame, a instituição decidiu anular a etapa. O processo seletivo ocorreu no início do mês. Ao todo, 343 pessoas concorreram aos cargos.

   Segundo a assessoria do TJ, às 14h, Rui Ramos vai dar detalhes sobre o que ocorreu e os motivos que levaram a anulação da etapa. Na oportunidade, o desembargador vai anunciar também a nova data para realização da prova dissertativa, que consiste na confecção de duas sentenças, uma de natureza penal e outra civil, em dias consecutivos. A fase anulada era a segunda de uma série de seis etapas.

   O problema na correção foi detectado no início desta terça, quando a direção realizava uma sessão pública no Plenário 2 do TJ para cruzar os dados das provas. Ocorre que para dar lisura ao processo a organização optou por não identificar os cadernos com os nomes dos concorrentes. Lá constava apenas uma etiqueta com um número de código de barra. Em outro envelope, ficaram os cartões dos candidatos. Na hora da correção não haveria como privilegiar ninguém. Foi exatamente neste cruzamento de dados que a comissão percebeu que existiam mais etiquetas do que cadernos de prova.

   Chegou-se a cogitar “extravio” dos cadernos, mas depois eles foram localizados. A anulação da etapa, que poderia ser apenas um incidente da organização, deve ser polêmica, principalmente porque o TJ passa por um período tumultuado e de descrédito, após a aposentadoria compulsória de 11 desembargadores e a existência de denúncias e investigações sobre direcionamento de processos e venda de sentenças.

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Comentários (8)

  • Gilcélia Mussi | Quinta-Feira, 08 de Abril de 2010, 00h48
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    DR. SILVÉRIO, SEI QUE O SENHOR É UM HOMEM SÉRIO E HONESTO, E ENTENDE AS ANGÚSTIAS QUE UM CONCURSEIRO PASSA, POR GENTILEZA, PEÇA A BANCA QUE LIBERE AS NOTAS DOS QUE REALIZARAM AS PROVAS QUE FORAM ANULADAS. ALGUNS TIVERAM ACESSO A TAIS NOTAS, MAS A GRANDE MAIORIA NÃO TEVE. PRA QUEM SE PREPAROU PRA ESSA PROVA DURANTE ANOS, ESPEROU UM MÊS PELO RESULTADO, NADA MAIS JUSTO QUE APESAR DE NÃO MAIS SER RELEVANTE AO CERTAME , POSSA TER CONHECIMENTO DO NOTA OBTIDA. ISONOMIA, DÊ ACESSO À TODOS. NÃO A APENAS ALGUNS. FICO TRISTE DE PERCEBER O DESCASO QUE ESTA BANCA ESTÁ TENDO CONOSCO. ANULAM A FASE DO CONCURSO , E DIZEM QUE NÃO REVELARÃO AS NOTAS OBTIDAS PORQUE ESTAS JÁ NÃO SÃO RELEVANTES. PRA QUEM FICOU 5 HORAS ALI SENTADO, LEVOU MALAS DE VADEMECUMS, VIAJOU DE OUTRO ESTADO, GASTOU COM HOTEL, TEVE ESPERANÇAS NA SERIEDADE DO CONCURSO, NADA MAIS JUSTO QUE TAL BANCA DISPONIBILIZASSE TAIS AVALIAÇÕES. SERÁ QUE TODAS ESSAS PESSOAS TERÃO QUE PERDER MAIS TEMPO AINDA COM ESSE CONCURSO REDIGINDO HABBEAS DATA E RECLAMAÇÕES AO CNJ. ONDE ESTÁ O PRINCÍPIO DA TRANSPARÊNCIA?

  • Goiano | Quarta-Feira, 31 de Março de 2010, 21h24
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    Se teve erro de alguém tinham mesmo é que anular essa fase do concurso. Errar é humano, e admitir o erro e dar a cara a tapa é uma virtude.

  • Silvio Salutiel Oliveira Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Março de 2010, 04h37
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    Será que alguém da panelinha do TJMT não foi bem na prova?

  • Antonio Carlos Cuiabano | Terça-Feira, 30 de Março de 2010, 16h47
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    Acho que o juiz, pela importancia social que deve ter, não deve e não pode se envolver com questões de ordem puramente administrativas. Concurso para juiz tem que ser realizado integralmente pelo CNJ, que é o órgão administrativo da justiça brasileira. Senão vai estar sempre em "xeque" a participação de magistrados. Infelismente o interesse particular sempre falou mais alto em todas as esferas do poder. C N J - já.

  • Cesar | Terça-Feira, 30 de Março de 2010, 16h07
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    Esse Desembargador ou é INCOMPETENTE ou mal intencionado, pois como que acontece uma coisa dessa, e agora quem paga os prejuízos financeiros dos Concursandos ???

  • Bem Mato Grosso | Terça-Feira, 30 de Março de 2010, 15h21
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    não perceberam ainda que tudo que se faz nesse estado resulta em corrupção e/ou incompetência, que não deixa de ser corrupção, pois trata-se de funcionários que não trabalham porque chefes não trabalham?

  • servidor | Terça-Feira, 30 de Março de 2010, 15h09
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    Erro com qualquer outro. Não se pode detonar o Des. Rui porque se trata de magistrado probo, honrado, competente e dedicado. Assumiu a Comissão com a melhor das intenções. Mas o erro caminha junto à humanidade. Paciência. Continuemos acreditando na lisura do certame!!! Avante.

  • Paulo Rogério Barcelos Santiago Lima | Terça-Feira, 30 de Março de 2010, 14h56
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    Há quase 20 anos, o juiz federal Jeferson Schenneider também passou por uma parcialidade; diferente, mas passou por parcialidade em seu julgamento em umas das fases do concurso. Tinha de tudo pra passar, mas como a máfia no TJ naquela época ainda imperava, com outros personagens, mas imperava(tanto que existem muitos filhos de desembargadores daquela época e da nossa época atual que conseguiram "misteriosamente" passar em concurso do TJ), o então Jeferson Schnneider, continuou em seus estudos e depois vitoriosamente passou para Juiz Federal, deixando a corja do TJ de boca aberta. Perderam um dos melhores juízes das últimas décadas; já o TRF 1ª região ganhou uma peça-chave para declarar em suas sentenças a mais pura e cristalina justiça! Direto do Túnel do Tempo! huhuhuuh

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