Curtinhas

Frustrado pela desorganização

Domingo, 23/07/2017 19h:16

emanuel pinheiro curtinhas   O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro foi vítima da desorganização da própria gestão ao não conseguir chegar ao Parque Tia Nair a tempo de assistir a apresentação da Esquadrilha da Fumaça neste domingo. Ficou preso na trânsito que congestionou devido a falta de planejamento para o evento que reuniu uma multidão e acompanhou o espetáculo do meio da rua. Ocorre que Emanuel não foi o único que se frustrou com a situação. Famílias com crianças que alimentaram  expectativas sobre as manobras dos aviões da Força Áerea Brasileira durante toda  semana também  ficaram pelo caminho, tentando ver alguma coisa de dentro dos automóveis. Para amenizar o fiasco de não ter chegado no local, Emanuel gravou vídeo postado nas redes sociais, enaltecendo o evento e agradecendo os oficiais da FAB. O deputado federal Victório Galli, que solicitou no comando da Aeronáutica a apresentação em Cuiabá, também foi lembrado na gravação.

Malouf e esquema no governo

Sábado, 22/07/2017 11h:55

Em mais um depoimento à juíza Selma, da 7ª Vara Criminal da Capital, Alan Malouf, quando questionado acerca de um esquema no Governo Silval que resultou no desvio de R$ 16 milhões do erário, reconheceu ter recebido R$ 950 mil num contrato de gaveta e que não pagou impostos sobre o montante. Contou que em 2010 foi procurado por Eder Moraes, então secretário da Casa Civil, para poder realizar a solenidade de posse do governador para mil pessoas. O pagamento seria feito no final com verba de gabinete ao custo de R$ 300 mil em quatro parcelas. Mas não o recebeu. Algum tempo depois, conversando com Nadaf, sucessor de Eder na Casa Civil, este prometeu que o pagamento seria feito. Por fim, recebeu a grana em duas parcelas e em cheques, totalizando R$ 950 mil. Admitiu saber que não era lícito, mas jurou desconhecer a origem. Curiosamente, quando perguntado sobre se teria "lavado" dinheiro para Nadaf e Arnaldo, outro ex-secretário envolvido com a quadrilha, Malouf disse que tomou dinheiro emprestado porque a sua empresa, o buffet Leila Malouf, passava por dificuldades financeiras.

Silval, dívidas e briga com Piran

Sexta-Feira, 21/07/2017 13h:18

valdir piran curtinha   O emblemático encontro entre Valdir Piran (foto) e Silval para acerto de contas foi questionado pela promotora de Justiça Ana Bardusco, durante depoimento do ex-governador na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, nesta quinta. Diferente do que afirmou o ex-secretário Nadaf, Silval amenizou a situação. Negou que o empresário tivesse jogado uma cadeira na sua cabeça, dentro do gabinete no Palácio Paiaguás, em meio à cobrança de uma dívida de R$ 10 milhões. Admitiu, porém, que Piran estava bastante exaltado e que Nadaf interviu, dando garantias de que o "compromisso" seria honrado. Esses R$ 10 milhões são considerados a "cereja" da investigação porque foram destinados a pagamento de dívidas de campanha do grupo político de Silval. Perguntado sobre para quais pessoas foi o dinheiro, o ex-governador disse apenas que um inquérito paralelo apura esse caso e que não poderia falar para não prejudicar as investigações. Foi a senha de que, de fato, Silval espera obter acordo de delação para entregar pessoas com foro provilegiado.

Propinoduto e festa de posse

Sexta-Feira, 21/07/2017 12h:56

alan malouf curtinha   O Buffet Leila Malouf, que tem como um dos sócios o delator Alan Malouf (foto), recebeu uma "bolada" para fazer a cerimônia de posse de Silval como governador. De fato, o evento realizado em 1º de janeiro de 2011 foi marcado por muito requinte. Na época, não se falava em valores. Eis que agora, 6 anos e 6 meses depois, Silval, enfim, confirma perante a Justiça que pagou R$ 1 milhão pelos serviços. Justifica que uma outra parte, cujo valor não soube precisar, fora paga de forma correta. Nas contas do ex-governador, o Estado "bancou" licitamente a festa para mil pessoas, mas usou dinheiro de propina de vários esquemas para custear R$ 1 milhão, montante cobrado para atender mais de 4 mil convidados no mesmo evento. Ainda segundo Silval, o buffet, de fato, prestou serviços, mas pondera que Alan sabia de que o dinheiro viria "por fora".

Valores de propina na cadeia

Sexta-Feira, 21/07/2017 10h:34

pedro nadaf depoimento curtinha   No 3º dia de confissão de Silval à Justiça, nesta quinta, ele contou que conversava com os demais membros da organização criminosa nos momentos de brechas, especialmente na hora da limpeza das celas, dentro do Centro de Custódia de Cuiabá, onde esteve preso por quase dois anos. O ex-governador disse que, do ex-secretário Pedro Nadaf (foto) quis saber sobre valores ao certo de propina cobrada no caso descoberto na operação Seven, acerca de compra duplicada e superfaturada pelo Estado de uma área na região de Manso, e também da quantia "por fora" sobre desapropriação de um imóvel no Jardim Liberdade, que faz parte da Sodoma 3. Em celas separadas, Silval ficou em cárcere no CCC na mesma época em que puxaram cadeia Chico Lima e também os ex-secretários Nadaf, Sílvio Correa e Marcel e, depois, Arnaldo. Hoje todos estão em liberdade, mas com restrições. Não é a 1ª vez que se revela conversas em ambientes inusitados da quadrilha do ex-governador. Nadaf e Afonso Dalberto, que presidiu o Intermat, conversaram sobre propina dentro de um camburão da polícia numa das vezes que retornaram juntos ao CCC, após depoimento.

Forçando homenagem ao pai

Sexta-Feira, 21/07/2017 09h:53

vinicyus clovito curtinha   Diferente do pai Clovito Hugueney, parlamentar sensato que teve o 3º mandato de vereador interrompido por sua morte há 2 anos, Vinicyus Hugueney (foto), vereador de 1º mandato licenciado e hoje à frente da pasta de Trabalho e Desenvolvimento da Capital, não demonstra as mesmas habilidades políticas. É de Vinicyus a iniciativa de renomear o antigo Mercado do Porto, que desde 1994 leva o nome do ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-federal Antonio Moisés Nadaf. O parlamentar defende que o Mercado do Porto passe a se chamar Clovito Hugueney, uma forma de homenagear o pai falecido. Poderia buscar obras inacabadas e que devem ser inauguradas em breve, como a Central de Abastecimento de Cuiabá, para, numa delas, receber o "batismo" com nome do pai e não desfazer uma homenagem antiga a uma das figuras mais importantes da Capital.

11 em situação de emergência

Quinta-Feira, 20/07/2017 22h:00

Mais 11 municípios têm situação de emergência reconhecida pelo governo estadual, após prefeitos terem pedido socorro por causa de problemas ocasionados, principalmente com as chuvas. No mês passado, o Estado havia homologado situação de emergência em 15 cidades. Desta vez, o governador Taques referendou decretos municipais já assinados pelos gestores de Canabrava do Norte, Chapada dos Guimarães, Colniza, Castanheira, Figueirópolis D'Oeste, Nova Brasilândia, Nossa Senhora do Livramento, Ribeirãozinho, São Félix do Araguaia, Rosário Oeste e Vale de São Domingos. A partir dessa situação homologada, os municípios podem receber recursos emergenciais e executar obras sem licitação para resolver, entre os problemas, situação de estradas interditadas, atoleiros, pontes destruídas e pontos de enchente.

Silval, outros líderes e a delação

Quarta-Feira, 19/07/2017 16h:45

cezar zilio   A demora na homologação da colaboração premiada de Silval junto ao Supremo se deve, entre outras coisas, ao entendimento da Corte de que líder de organização criminosa não pode delatar. E percebe-se que o ex-governador se esforça para não ser enquadrado como tal. Nos primeiros depoimentos, tentou desfazer essa imagem de líder. Assumiu que tinha conhecimento de vários crimes cometidos no âmbito da gestão pública sob sua administração, mas, em muitos casos, como no processo da Seven, atribuiu como mentores outras pessoas. Citou, por exemplo, o ex-secretário Nadaf como "o cara" que articulou a compra duplicada pelo Estado de uma área na região de Manso. Cézar Zílio (foto), outro ex-secretário, segundo o ex-governador, foi quem conduziu o esquema com a Consignum; e, o ex-prefeito Walace, em fraudes com várias gráficas. Com essa estratégia de transferir para outros a liderança intelectual dos esquemas, Silval espera obtever o benefício da delação, tanto que nos depoimentos afirma enfaticamente ser réu confesso e que deseja colaborar com a Justiça.

Silêncio sobre os conselheiros

Quarta-Feira, 19/07/2017 16h:27

De volta nesta quarta à sala da juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal da Capital, Silval Barbosa foi perguntado sobre comentários do seu ex-secretário Pedro Nadaf de que dinheiro do Estado teria, em forma de propina, abastecido bolso de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Em resposta, o ex-governador que comandou o Estado de março de 2010 a dezembro de 2014 se limitou a dizer que prefere não comentar sobre esse assunto. Selma então revelou a existência de um inquério sobre este tema. Em verdade, o ex-chefe do Executivo estadual não entra no emaranhado que envolve pessoas que usufruem de foro privilegiado porque está aguardando, primeiro, ter o acordo de delação premiada homologado pelo Supremo. Depois, é possível que "abra a boca" sobre coisas nada republicanas de autoridades graúdas.

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Frustrado pela própria desorganização

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Malouf e acerto com quadrilha de Silval

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Ex-governador nega "surra" de Piran

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Propinoduto "bancou" posse de Silval

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Tirando dúvidas no CCC sobre propina

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Forçando a barra para homenagear pai

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Mais 11 em situação de emergência

Mais 11 municípios têm situação de emergência reconhecida pelo governo estadual, após prefeitos terem pedido socorro por causa de problemas ocasionados, principalmente com as chuvas. No mês passado, o Estado havia homologado situação de emergência em 15 cidades. Desta vez, o governador Taques referendou decretos municipais já assinados pelos gestores de Canabrava do Norte, Chapada dos Guimarães, Colniza,...

Citando outros líderes para ter delação

cezar zilio   A demora na homologação da colaboração premiada de Silval junto ao Supremo se deve, entre outras coisas, ao entendimento da Corte de que líder de organização criminosa não pode delatar. E percebe-se que o ex-governador se esforça para não ser enquadrado como tal. Nos...

O silêncio de Silval sobre conselheiros

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