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Terça-Feira, 31 de Janeiro de 2012, 18h:35 | Atualizado: 01/02/2012, 08h:21

Várzea Grande

Sindimed adia, mas não descarta greve; paralisação começa na 2ª

     Os médicos que atendem pelo SUS em Várzea Grande adiaram a greve prevista para esta quarta (01) e vão paralisar os serviços na próxima segunda (06). A presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Elza Queiroz, explica que o motivo da mudança é uma tentativa de dar tempo para que o prefeito Tião da Zaeli (PSD) e o governador Silval Barbosa (PMDB) encontrem uma solução para a falta de profissionais.

     Além dos 107 médicos efetivos no Pronto-Socorro, a unidade ainda possuía 97 contratados. Destes, 13 já se desligaram e outros aguardam a prefeitura tomar uma posição de renovação dos contratos vencidos em dezembro.

     A presidente afirma ter visitado a unidade no último sábado (28) e ter encontrado o centro cirúrgico trancado e sem médicos, anestesista, ortopedista, ginecologista/obstetra e neurologistas. Segundo Elza, a situação já foi levada ao Ministério Público. O Conselho Regional de Medicina (CRM) também esteve no local para averiguar as condições de atendimento.

     O Sindimed, além de reivindicar melhorias nas unidades de saúde, quer o cumprimento do acordo coletivo, assinado e homologado em abril do ano passado. O documento prevê o pagamento das verbas indenizatórias atrasadas. Conforme o sindicato, todos os médicos, concursados e contratados, não recebem o benefício, que representa cerca de 60% do salário, desde outubro.

     De acordo com a presidente, até o momento, nem o prefeito nem o governador se dispuseram a se reunir com a categoria, por isso, vai entrar com a ação na Justiça para que haja pelo menos uma intermediação por parte do poder Judiciário. Elza revelou também que nesta terça (31), às 19h, na sede do Sindicato, haverá uma reunião com os médicos do Samu de Várzea Grande. Eles não recebem desde dezembro e a situação os carros de atendimento estaria precária.

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Comentários (6)

  • Luiz Carlos | Terça-Feira, 07 de Fevereiro de 2012, 13h32
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    Sr. Jorge, complementando o dito anteriormente, você como administrador, provedor de hospital deve saber e conhecer que antes da Constituição de 88 existia a figura da indigência, que, como Hipócrates, os médicos da época davam assistência gratuita a essas pessoas que não tinham o devido amparo de instituições públicas e sim das instituições de caridades, tais como Santas Casas e outras Sociedades beneficentes. Ganhavam bem dos ricos para poder servir aos pobres indigentes. Os médicos e enfermeiros, sempre deram um pouco de si para prestar assistências às pessoas necessitadas. Hoje, após a Constituição de 1988, não existe mais cabimento para tal, pois foi criado o maior plano de saúde do mundo no Brasil, o SUS, para prestar assistência a todos os necessitados ou não, que dele utiliza. São serviços saldados através de nossos impostos que pagamos, com sacrifícios, e arrecadados pelo governo. No entanto, esse governo (Federal, Estadual, Municipal) não vem cumprido às metas estabelecidas pela Constituição Federal. Desvios vêm ocorrendo e enricando muita gente. Principalmente políticos, gestores, empresários da medicina, administradores, etc., inescrupulosos. Assim, continuo afirmando, os médicos, CPF, ou mesmo CNPJ, e outros profissionais da saúde merecem ter dignidade, ter um bom salário, como de juiz, políticos, etc., para bem prestar serviços à sociedade, sem hipocrisia.

  • Luiz Carlos | Segunda-Feira, 06 de Fevereiro de 2012, 14h01
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    Sr. Jofre, Hipócrates não foi hipócrita. Jamais em tempo algum fez juramento de celibatário. Jurou salvar vidas e o cumpriu. Nunca jurou tratar doenças sem o devido retorno para si e seus familiares; senão como viveria?

  • Jofre Soares | Quarta-Feira, 01 de Fevereiro de 2012, 23h05
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    Dr.Luiz Carlos,estou aguardando sua resposta até agora!!!Seja despreendido vá até o P. S.uma vez po semana gratuitamente e atenta a população pobre!!!

  • Jofre Soares | Quarta-Feira, 01 de Fevereiro de 2012, 17h22
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    Dr.Luiz Carlos,pela sua resposta o sr só pode ser da classe médica,pelo o que o sr.expõe vcs não tem condições de trabalho, mas o que é pior, falta de condições ou deixar de atender por não ter dinheiro,e o juramento de HIPOCRATES onde fica?

  • Luiz Carlos | Quarta-Feira, 01 de Fevereiro de 2012, 10h27
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    Sr. Jofre raciocine e tenha um pouco de sensatez. Quem não é corporativista neste País? Os advogados os são. O judiciário o é. Os comerciantes, empresários, idem. Os políticos nem se pensam duas vezes. Os donos da imprensa nacional, se não o fizerem estarão alijados das verbas de comunicação do governo. Quem não o for se “estrumbica”. Ainda existem alguns idealistas, e fazem alguma resistência aos desmandos, mas sempre com segunda intenção de lucrar e tem algum benefício. Ainda bem que a categoria médica está acordando para serem um pouco corporativistas. No entanto, o fazem visando não só o bem de toda a categoria, mas com exigências de dignidade para todos os cidadãos. É inconcebível, na atual conjuntura da política nacional, estudar tanto tempo, continuar atualizações com especializações, mestrados, doutorados e não ter um salário digno, condições de trabalho à altura que a profissão exige para bem servir à população. Trata-se de uma profissão essencial que não permite ao médico deixar de dar assistência em urgências emergências sem ser punido, caso não a preste. Merecem um tratamento justo com vencimentos justos como a profissão exige, tal como a de um juiz, promotor, um político. Aliás, fazemos muito mais, salvamos vidas, bem que deve ser preservado, que é inalienável, que qualquer poder supremo não pode tirar de nenhum homem, nem com seu próprio consentimento, a não ser DEUS. PORTANTO, MERECEM SEREM TRATADOS COM DIGNIDADE E VALORIZADOS.

  • Jofre Soares | Quarta-Feira, 01 de Fevereiro de 2012, 00h13
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    Srs.Fui durante mais de 25 anos provedor de Santa Casa em outro estado e sei como é essa situação. Infelizmente,de 10,ou 15 anos para cá o número de médicos aumentou muito,e o mercado ficou pequeno,ningém quer ir para as pequenas cidades,todos querem ganhar bem e viverem em cidades boas,enfim,formaram uma " máfia" branca.Eles formam sindicatos,cooperativas etc, e depois a coisa torna-se impessoal, a aí eles se aproveitam-se da situações para pedir aumentos abusivos,e ninguém consegue pagar.O CRM é coroporativista não adianta nada ir até ele. A saúde que é uma ncessidade fica da mão desses mercenários,que muitas vezes,são formados em faculdades de final de semana.!!!!

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