Cuiabá, 20 de Agosto de 2014

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Terça-Feira, 15 de Maio de 2012, 19h:22 | Atualizado: 15/05/2012, 20h:20

TRANSPORTE

Trabalhadores fecham rodoviária e ameaçam paralisar atividades

Trabalhadores rodoviários ameaçam cruzar os braços contra licitação

      Apreensivos com a possibilidade de 3 mil funcionários serem demitidos após a oficialização do processo licitatório do transporte coletivo intermunicipal, em trâmite na Ager, cerca de 300 pessoas fecharam o terminal de embarque da Rodoviária de Cuiabá nesta terça (15). O grupo ameaça entrar em greve nos próximos 10 dias e promete fazer muito barulhos pelas ruas da Capital.

     Eles reivindicam garantia de postos de trabalho e pagamento dos direitos trabalhistas. Acontece que está marcada para esta sexta (18) a abertura dos envelopes com a proposta das empresas interessadas no certame.

     De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transporte Terrestre de Cuiabá e Região, Ledevino da Conceição, não há nenhuma garantia no edital de que os trabalhadores serão mantidos nas empresas que vencerem a licitação. Também não há segurança de que os diretos serão pagos, nem mesmo aos funcionários com mais de 20 anos de empresa. “Desses 3 mil funcionários, 100% está na rua. Não vai ficar nenhuma empresa e nenhum trabalhador”.

Ledevino da Conceição     O motorista Leonel Aparecido lembrou que trabalha nessa função há 20 anos e, aos 51 anos de idade, seria difícil se adaptar a outro emprego. Ele atua há 9 anos na atual empresa, mas está com mais medo de ficar desempregado do que de não receber os direitos. Segundo ele, a concessionária que assumir pode não querer contratá-lo pela idade. “Algumas colocam limite de idade e podem não me aceitar. Eu já passei 4 dias dentro de um ônibus por causa da qualidade das estradas. Sofremos muito nesse Nortão e, se eles melhoraram, não vou participar disso?”, lamentou.

     Dessa forma, a categoria reivindica uma reavaliação do edital e a inclusão de garantia do posto de trabalho e direitos trabalhistas. Caso não sejam promovidas as alterações, os 3 mil funcionários, entre motoristas, manutenção e administrativo, prometem cruzar os braços. Nesta terça (14), eles realizaram uma carreata, passando pelo Palácio Paiaguás, Assembleia e retornando à rodoviária, com o grito de ordem: “licitação sim, desemprego não”.

     A maioria das empresas que atuam no mercado estão “atoladas” em dívidas, não pagam impostos há anos e acabaram impedidas de participar do certame. Diante disso, os empresários teriam deixado os funcionários sem garantia alguma e, agora, o grupo cobra os direitos e salários do Governo. Para Ledevino, embora as devedoras sejam empresas privadas, a culpa do débito é do Estado por ausência de fiscalização. “O erro foi a omissão”.

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