Cuiabá, 28 de Fevereiro de 2017

Executivo

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Terça-Feira, 10 de Janeiro de 2017, 16h:32 | Atualizado: 10/01/2017, 16h:42

CadÚnico

Em 3º ano de mandato, Governo cria “Bolsa-família” de R$ 100 por mês

José Medeiros

Max Russi Setas

Titular da Setas, Max Russi (PSB), já apresentou o plano, ainda sem nome definido, para o governador Pedro Taques (PSDB) e recebeu aval para a sistematização do modelo pautado na transversalidade

Ao custo de R$ 3,5 milhões mensais nas despesas do Executivo, 35 mil famílias mato-grossenses serão beneficiadas por um plano estratégico, aos moldes do Bolsa Família, que é articulado pelo governo estadual, por meio da secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas) e vai destinar R$ 100 por mês a cada família em situação de vulnerabilidade social.

Previsto para ser lançada em fevereiro, a ação visa trabalhar a família como núcleo de resgate social, segundo o Governo. Ao mesmo tempo, dá um caráter mais humanitário à gestão Taques, tendo em vista que o governador entra no seu 3º ano de mandato e se prepara para a reta final da gestão como potencial candidato à reeleição.

Nos dois primeiros anos da administração, o governador enfrentou períodos de desgate marcados pelos efeitos da crise econômica no Estado e no país, greve de servidores públicos por reajuste salarial, atraso em repasses a municípios, especialmente na área da Saúde, embates com setor produtivo na tentativa de implantar - em tempo recorde - uma reforma tributária, e dificuldades no relacionamento com o Legislativo.

O titular da Setas, Max Russi (PSB), já apresentou o plano, ainda sem nome definido, para o governador Pedro Taques (PSDB) e recebeu o aval para iniciar a sistematização do modelo, que irá trabalhar a transversalidade das políticas públicas. Para tanto, áreas como educação e saúde, entre outras, serão convocadas a trabalharem de forma ostensiva na ação governamental.

Por meio do plano, as trinta e cinco mil famílias que serão selecionadas dentro do público do Cadastro Único (CadÚnico), deverão receber o auxílio mensal de R$ 100, para serem investidos principalmente em alimentação. No entanto, em contrapartida, para receber o valor, terão que atender a uma série de condicionalidades, como por exemplo, frequência escolar dos filhos.

A intenção é assegurar o desenvolvimento social e humano, utilizando para isso os serviços públicos essenciais, garantindo melhores condições de saúde, educação, cidadania, oportunidades de trabalho e geração de renda. Tudo, isso, conforme explica Max Russi, garantirá que o cidadão ganhe recursos e ferramentas para deixar a vulnerabilidade social.

“Nós articulamos essa grande ação de governo, para garantir uma ferramenta de porta de saída das condições de vulnerabilidade social, dessas pessoas que hoje se encontram em situações precárias. E para isso, iremos trabalhar a família toda como um núcleo, para que todas as áreas sejam desenvolvidas”, considerou o gestor.

Para Taques, o plano será uma das grandes frentes de trabalho do Governo, no amparo aos vulnerabilizados. “É uma ação que eu quero aplicar, que trará resultados para a população”, avaliou. Ainda de acordo com Taques, o plano deverá ser lançado oficialmente em fevereiro, para que as famílias comecem a receber o auxílio o quanto antes.

Para que o plano seja executado, será preciso contar ainda com os agentes comunitários de saúde, assistentes sociais, coordenadores, além de um comitê de acompanhamento, que tratará da evolução e êxito da ação. Ao todo, deverão ser mais 7,4 mil pessoas envolvidas na transferência de renda.

Plano

As famílias que serão atendidas estão inclusas no CadÚnico e possuem renda familiar inferior a meio salário mínimo. Para que os beneficiados consigam desenvolver melhor os parâmetros do plano, cada família será acompanhada por uma equipe composta por agente comunitário de saúde, assistente social, e coordenadores.

Estes terão a função de identificar as demandas sociais, encaminhamento das providências necessárias, auxiliar as famílias a terem acesso a vacinação, medicação, planejamento e monitoramento da execução das atividades propostas e desempenhadas, entre outros. Tudo isso com intuito de garantir que as famílias consigam sair da vulnerabilidade. (Com Assessoria

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Comentários (6)

  • rocha | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 19h00
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    olha o desespero para 2018 !!! kkkkkkk .... Bolsa família mato grossense ... piada !!!

  • MORADOR | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 11h20
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    NADA CONTRA, PORÉM O ESTADO NÃO TEM DINHEIRO PRA NADA, E AGORA CRIA O BOLSA FAMILIA DE MT? MUITO ESTRANHO O GOVERNO TAQUES.

  • joaoderondonopolis | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 07h57
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    Taques para a reeleição não deve ter pelo menos 300.000 votos que são dos servidores, podendo chegar a 500.000. by, by by

  • Francisco Carlos de Lima Oliveira | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 04h17
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    Dinheiro para comprar votos o Estado tem?

  • Regis | Terça-Feira, 10 de Janeiro de 2017, 19h21
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    Uai...Mas não era bolsa esmola?

  • joao | Terça-Feira, 10 de Janeiro de 2017, 18h34
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    Mesmo com tudo isto, não vai se reeleger.

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