Executivo

Quinta-Feira, 05 de Janeiro de 2017, 14h:22 | Atualizado: 05/01/2017, 15h:02

Pátio defende e diz que Grassi que pediu para não compor secretariado

Mario Okamura

Zé do Pátio na eleição da AMM

Prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio não negou intenção de empossar Grassi como secretário de Saúde, mas disse que preferiu não seguiu adiante com a nomeação a pedido do próprio advogado

O prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (Solidariedade), afirmou que o advogado Adolfo Grassi pediu para não fazer parte do seu secretariado alegando motivos pessoais. O chefe do Executivo rondopolitano também disse que não chegou a nomear Grassi para a pasta de Saúde e defendeu o histórico do aliado.

Grassi responde a duas ações na Justiça Eleitoral por ter proferido injúrias ao ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes. Além disso, em ambas as sentenças, os magistrados apontaram que o advogado “foi preso há muito tempo pela Polícia Civil em Rondonópolis, por supostamente ter praticado crime contra os costumes, foi condenado pelo crime de estupro e cumpriu a respectiva pena”.

Zé do Pátio pontua que não chegou a nomear Grassi para a pasta de Saúde, como o próprio advogado chegou a dizer ao . “Não sei por que estão dizendo que eu o nomeei. Tanto é que eu estou administrando Rondonópolis com a nossa secretária de saúde-adjunta [Isalba Albuquerque]”, contou.

O prefeito, porém, não negou que sua intenção era empossar Grassi como secretário de Saúde. Ele disse que preferiu não seguir adiante com a nomeação a pedido do próprio advogado. “Não resta dúvida que a decisão dele de não ser secretário foi um decisão pessoal. Por problemas internos em Cuiabá, ele decidiu não ser secretário”, explicou. Zé do Pátio contou que não sabe exatamente quais foras essas questões pessoais. “Ele não me comunicou e na vida privada, profissional e sindical dele nós não podemos interferir”, declarou.

O prefeito ainda saiu em defesa do advogado, a quem atribuiu competência e honestidade. “Não tem nada contra ele. Se você abrir as certidões da vida pessoal dele, todas estão dentro dos conformes. Tanto é que ele já fez dois concursos públicos e já passou. Ele é um líder em Cuiabá, presidente de um sindicato, é advogado, administrador de empresas e é um bom profissional. As certidões dele o colocam para ele exercer qualquer função”, argumentou.

O prefeito falou sobre a questão na manhã desta quinta (5) na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios, em Cuiabá, durante eleição que marcou recondução do ex- prefeito Neurilan Fraga à presidência da instituição. 

 Problemas

Reprodução

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HC impetrado em favor de Adolfo Grassi junto ao STJ em 2005, tentou, sem sucesso, reverter condenação a 5 anos e quatro meses de reclusão pela prática de receptação, em Mato Grosso do Sul

Sobre as condenações de estupro e de crime contra os costumes, os magistrados que assinaram a sentença de injúria do advogado contra o ex-prefeito Mauro Mendes, ressaltaram que, como já se passaram mais de 10 anos desses crimes, não se pode mais reconhecer os efeitos da reincidência de Grassi no âmbito criminal. Nos dois processos, as penas de detenção de seis meses foram revertidas em restrição de direitos e pagamento de multa.

 Sobre essas decisões, Grassi, em entrevista ao ontem (4), disse que preferia não comentar. “Não vou entrar em detalhes sobre isso. No momento oportuno, posso me posicionar. Não tenho antecedentes criminais”, afirmou à época. Ele também pontuou que responde a mais de 30 processos sobre esse mesmo tema, envolvendo Mauro Mendes, mas que não foi condenado em nenhum.

Além das condenações, o também teve acesso a um habeas corpus impetrado em favor de Adolfo, junto ao Superior Tribunal de Justiça, em 2005, no qual tentou, sem sucesso, reverter uma condenação à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, pela prática do delito tipificado no artigo 180, parágrafo 1º, do Código Penal, que trata de receptação, em Mato Grosso do Sul.

Em 2010, época em que Grassi era presidente do Sindicato de Servidores Públicos Estaduais da Carreira dos Profissionais de Desenvolvimento Econômico e Social de Mato Grosso (SINDES) e presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), o promotor de Justiça Clóvis de Almeida Junior instaurou um procedimento preparatório de inquérito civil, tendo em vista a necessidade de uma análise mais aprofundada das informações sobre os antecedentes criminais.

No documento, o promotor solicitou à diretoria do Fórum da Capital certidão de antecedentes criminais referente aos últimos 15 anos do advogado. Pediu, ainda, ao setor de recursos humanos da Prefeitura de Rondonópolis informações sobre ele, enquanto servidor demitido, em data não conhecida, por justa causa. A reportagem, no entanto, não conseguiu apurar junto ao MPE qual o resultado desse procedimento preparatório.

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