Cuiabá, 22 de Fevereiro de 2017

Arte e Cultura

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Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 08h:08 | Atualizado: 30/01/2017, 10h:00

O Sagrado e Profano traz dualidade espiritual humana em exposição

A exposição O Sagrado e o Profano, do artista plástico Sérgio Venny, foi aberta na última terça (17) no Museu Histórico de Mato Grosso.

Responsável pela criação dos quadros, Sérgio é filho da atriz e cantora Cléia Gattaz e trabalhou com diversos artistas até se tornar, aos 43 anos, profissional multifuncional. Conta hoje com 24 anos de carreira, e procurou celebrar a trajetória expressando sentimentos e a busca da liberdade de alma por meio das obras em exposição.

O artista explica à reportagem que o estilo de pintar é livre, fruto de autodidatismo, pois a mãe sempre esteve entre lápis, paletas, tintas e telas. “Foi uma influência forte desde a infância. Comecei a desenhar muito cedo, porque sempre a via desenhando e pintando. Então, faço isso desde sempre”.

Galeria: O Sagrado e o Profano

A intenção de Venny é fazer com que o trabalho retrate a dualidade espiritual humana, sempre cindida, como queriam vários filósofos, mártires religiosos, santos, profetas e demais pensadores, entre sacralidade e a profanação.

Para isso, buscou retratar o maior ícone de sacralidade do mundo ocidental (e de uma parte oriental também, posto que universal), Jesus Cristo, mas também o opõe à figura do caído, Lúcifer (lembrando, talvez, que os dois são chamados, em momentos diferentes, de Estrela da Manhã, pela mesma bíblia sagrada utilizada no cristianismo).

Do lado mundano, profano, as pinturas em exposição procuram buscar referências tanto em outros seres místicos, como a medusa e mundanas (no sentido de terrenas, nada a ver com julgamentos morais ou sexuais, ainda que algumas tenham chocado as sociedades de suas épocas devido a uma maior, digamos, liberdade nessa seara), como as ciganas, Frida Kahlo, Carmen Miranda e Marilyn Monroe.

Por isso o artista, afirma, as retratou em técnicas contemporâneas, consideradas mais alegres e em cores vivas. Sérgio Venny também, diz o texto de apresentação da mostra, procura fontes pictóricas no realismo clássico, como na sua versão da Monalisa, aonde querubins aparecem tocando violas de cocho.

Também há espaço para várias personalidades mais conhecidas, além de outros santos, como a Nossa Senhora, mãe de Jesus. As obras seguem abertas à visitação e apreciação até 17 de fevereiro, com entrada franca e livre entre as 9h e as 17h, de terça a sábado.

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Comentários (1)

  • jose roberto | Sábado, 28 de Janeiro de 2017, 16h38
    0
    0

    Gostei da obviedade do título desta matéria

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