Cuiabá, 21 de Janeiro de 2017

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Sexta-Feira, 23 de Dezembro de 2016, 07h:45 | Atualizado: 23/12/2016, 08h:11

Grupo faz ceia para moradores da Ilha do Bananal e promove inclusão

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Missões Urbanas Natal bananal

Grupo Missões Urbanas Mato Grosso tem ações o ano todo e vai realizar, dia 24, ceia natalina para moradores da chamada "Ilha do Bananal", antiga galeria comercial abandonada no centro de Cuiabá

Caminhando e aprofundando a ideia de solidariedade sempre tão presente nesta época do ano, mas a praticando no decorrer dos 365 dias e não só neste intervalo, o grupo Missões Urbanas Mato Grosso vai realizar, neste sábado (24), uma ceia natalina para os moradores da chamada "Ilha do Bananal", uma antiga galeria comercial abandonada no centro de Cuiabá, hoje habitada, essencialmente, por dependentes químicos de pasta-base de cocaína, uma versão do mais famoso crack.

Formado por 20 pessoas, os missionários são todos cristãos, fazem parte de diversas congregações e denominações diferentes.

A única exigência para fazer parte do grupo, aliás, é essa, ter alguma orientação cristã e possuir vontade de se dedicar ao próximo, aos que mais precisam de apoio e auxílio.

De acordo com duas membros das Missões, Sinthia Coelho e Leticia Tomaz, o grupo é paraeclesiástico e adenominacional. Desenvolvem, portanto, um trabalho paralelo ao realizado pelas igrejas, mas não professam para si ou outros nenhuma denominação. “Todo membro deve professar somente Jesus como seu único salvador e ser membro de uma igreja local”, conta Sinthia.

Ela explica que o intuito do trabalho não é ser somente uma obra social, mas sim um meio de levar amor, palavra, algum conforto, um ombro amigo e expandir “o reino do Pai por Cuiabá e região”. A ideia surgiu quando ela, Letícia e outros integrantes das Missões Urbanas conheceram o trabalho desenvolvido por outro grupo em Brasília (Distrito Federal).                   

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Missões Urbanas Natal bananal

 Grupo promove várias ações voltadas a ajudar o próximo e deixa a Ilha do Bananal mais alegre

A preocupação é tão sincera que a programação de Natal na Ilha do Bananal começará às 20h e Sinthia, Letícia e seus amigos vão passar lá a data mais familiar de todo o Ocidente e de algumas partes do Oriente.

Por meio de campanha e doações próprias, eles conseguiram arrecadar nada menos que 22 frangos assados, cinco peças de pernil de porco, 30 quilos de arroz, 15 quilos de farofa, 42 pets de refrigerantes, mais frutas, sobremesas e panetones.

Além de tudo isso, o grupo também vai levar roupas, calçados, farão apresentações de dança, música e teatro. 

“O Natal consiste em levar o amor e a palavra de Deus pra essas pessoas e mostrar que existe sim alguém que se preocupa como elas. Queremos fazer eles se sentirem amados”, conta, sem nenhum pudor, Sinthia.

E ela e o grupo provam a busca por esse objetivo desenvolvendo atividades naquele local esquecido pelo poder público, onde as pessoas vivem por não ter nenhum outro lugar para ir, todos os dias, mas especialmente a cada quinze dias, quando vão até a velha galeria abandonada, cheia de montanhas de lixos e detritos, e oferecem aos moradores, além de música, comida e momentos de convivência e existência coletiva.  

Como fazer parte

Para trabalhar nas missões urbanas, os voluntários precisam passar por um período de adaptação e treinamento que dura normalmente duas semanas. Quem quiser doar pode checar meios de fazer isso acessando a fan page deles no Facebook. Para conseguir mais informações, só telefonar para o número (65) 99337-4887 e falar com a própria Sinthia.

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