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Sexta-Feira, 21 de Abril de 2017, 07h:45 | Atualizado: 23/04/2017, 09h:00

Banda Velhos Jovens encanta com blues cantado em português conheça


De Rondonópolis

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Velhos Jovens

Os caras do Velhos Jovens amam rock desde a infância. Desde 2007, resolveram tornar isso algo sério

Em 2004 dois amigos de faculdade com gostos musicais parecidos, Vinícius Rangel da Costa, 32 anos, e Emanuel José dos Santos, 36 anos, se uniram para fazer um som juntos.

Sem pretensão, tocavam em casa e até em um celeiro no sítio de Emanuel, o Manu. Depois de várias formações, em 2007, conheceram Felipe Cézar, 26 anos, e começaram a levar o que era um passatempo como algo mais sério. Surgiu aí a formação atual da banda Velhos Jovens.

Buscando espaço com som autoral, o Velhos Jovens lançou em 2015 seu primeiro DVD, uma produção própria, em parceria com o Sesc de Rondonópolis.

Centro-Oeste Blues é cantado em português. A inspiração, segundo Vinícius, vem de Celso Blues Boy, no que diz respeito às letras cantadas na língua portuguesa. “Ele é a inspiração para fazer encaixar o português na melodia blues americana”, acrescenta Felipe.

Nas letras da banda sempre há algo autobiográfico, como conta Felipe. “Carro prateado, por exemplo, é o carro do Manu”, relata, sobre a música do DVD de 2015, que conta com o primeiro single do trio, gravado em 2008, mas que teve a letra alterada.

Entretanto, para chegar até o DVD um longo caminho foi percorrido. A partir de ensaios em locais improvisados, com equipamentos usados com criatividade, a banda foi criando seus espaços. “Chegamos a usar cabo de vassoura para colocar o microfone porque não tínhamos um pedestal”, diz Felipe.

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Velhos Jovens, como toda banda independente, já passaram perrengues como não ter nem pedestal

Das primeiras apresentações em festas pequenas, os Velhos Jovens saíram de Rondonópolis e tocaram em Cuiabá, outras cidades de Mato Grosso e São Paulo. Mas ainda esperam alçar voos mais altos.

Enquanto isso, nos shows buscam dar destaque às músicas autorais, mesmo que o cover esteja presente. “Não tem tanto espaço para som autoral, infelizmente. Geralmente nos shows temos que mesclar nossas músicas com covers”, explica Manu. “É bem mais emocionante tocar sua própria música. Não tem comparação. É um filho seu”, complementa Felipe.

Nos covers, a banda toca de Pink Floyd, Jimi Hendrix e Eric Clapton a Tim Maia. “Tocamos o que gostamos, mas sempre mesclamos os covers com nossa música para o público ir se acostumando com o nosso som autoral”, ressalta Vinícius.

 

Manu destaca que em Rondonópolis as dificuldades para gravar são grandes. “Faltam boas equipes para gravar seu áudio, o orçamento é alto e falta patrocínio, o público muitas vezes não abraça a ideia e as rádios não tocam a sua música”, relata Manu.

Segundo Vinícius, também há um problema com a falta de oferta de bandas autorais na cidade e isso faz com que não se crie uma maior demanda. “Quanto mais bandas autorais existirem, mais demanda se cria, é uma questão de se formar um nicho no mercado, um público”.

Celso Blues Boy é a inspiração para cantar em português

Para gravar o DVD, os três economizaram cachês por um ano e conseguiram apoio financeiro de apenas duas empresas. Mas contaram com apoio de algumas casas de shows e festivais que abriram as portas para as apresentações da banda.

 

Mesmo com dificuldades vêm novidades por aí. A promessa é lançar ainda este ano, mais cinco novas músicas. “Já está planejado”, finaliza Felipe.

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Comentários (2)

  • LOURIVAL | Domingo, 23 de Abril de 2017, 07h38
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    EU GOSTARIA MUITO DE CONHECER A MÚSICA DELES! ONDE ENCONTRAR O DVD?

  • Velhos Jovens | Sexta-Feira, 21 de Abril de 2017, 11h55
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    Mto boa a materia!! Os Velhos Jovens agtadecem!! Sensacional!!!

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