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Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017, 07h:40 | Atualizado: 20/08/2017, 08h:01

Caio tem apenas 20 anos e lança o livro de poemas Colecionador de Tempestades

Divulgação

Caio Ribeiro 1

Caio Ribeiro é multiartista: escritor, ator e diretor de teatro, mas ainda está na faculdade

Com apenas 20 anos, o ator e estudante de Ciências Sociais Caio Ribeiro escreveu e decidiu lançar seu segundo livro, um volume com a reunião de 150 poemas curtos intitulado Colecionador de Tempestades (editora Carlini & Caniato, 2017).

Segundo o escritor, os textos trazem um hibridismo composto de poesia clássica, poemas visuais e poemas-processo. Foi escrito ao longo de 2016 e finalizado neste primeiro semestre de 2017.

O primeiro livro, O Porão da Alma, foi lançado em 2015, por via independente (editora online Clube de Autores).

Ao , deixa escapar que não sabe bem ao certo quando começou a escrever, resume tudo a um desde que se entende por gente e, ao mesmo tempo, dá uma pista sobre a precocidade de lançar o primeiro livro com tão pouca idade – algo raro mesmo no mundo da literatura mundial (sim, sabemos das exceções, a mais conhecida delas, Lorde Byron, o q ue só confirma a regra).

“Desde pequeno já fazia pequenos versinhos e escrevia histórias malucas. Aos sete anos, escrevi a história de um homem apaixonado por uma montanha. Acredita?”, expõe e pergunta o escritor, com a empolgação típica da idade.

“Exploro na poesia visual a importância do poema-processo, onde a disposição das letras, palavras e versos é construída na página. É um livro muito pessoal, quase que poético-biográfico, quem me conhece, obviamente vai se reconhecer naquelas páginas”.

Seu trabalho, entretanto, traz referências um pouco mais antigas, de poetas concretos (ele cita Paulo Leminski, apesar de a pegada do que foi apresentado à redação soar mais à Arnaldo Antunes), como no verso: O jogo perdi//Perdi// Perdi//Aprendi. 

Também faz evidente homenagem ao formato do hai-cai, senão na métrica, ao menos no sentido comum dos versos (de 17 sílabas segundo estudiosos do gênero, entre os quais a reportagem não se inclui) a se complementarem seja qual for a ordem em que são lidos, como acontece em

 

Poesias Caio Ribeiro 1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse poema especificamente faz o que ele aludiu logo no começo deste, sobre utilizar a parte gráfica do texto como significante da mensagem.

De acordo com a assessoria da editora, Caio Ribeiro é multiartista. Durante o lançamento na sexta (18), dentro da AML, haverá exibições cênicas, de obras audiovisuais e musicais (Caio também é diretor de teatro). Cita Wlademir Dias Pino e Paulo Leminski como referências, sem deixar de lado entretanto, forças da literatura cuiabana contemporânea, como Matheus Guménin Barreto, Lucinda Persona, Luciene Carvalho. “Gosto muito de Clarice Lispector. Gosto muito também de literatura brasileira, desde Jorge Amado até o cuiabano Matheus Jacob Barreto [nome com o qual Matheus lançou seus dois primeiros livros]”.

Ainda segundo o material de divulgação, Caio Ribeiro assume as experiências relatadas no livro como “quase que autobiográficas”, com temas que vão de celebrações de aniversários, términos de namoro, partidas, finais, mas a explorar “a capacidade de amar e renascer”.

 

Exploro na poesia visual a importância do poema-processo, onde a disposição das letras, palavras e versos é construída na página

Nasce daí, então, o título, Colecionador de Tempestades. “São tempestades que foram vivenciadas por mim e transformadas em poesia. Minha forma de escrever é intrinsecamente ligada às minhas experiências cotidianas, como se eu só vivesse de verdade quando escrevesse esses registros poéticos urgentes. O livro é essa coleção de pequenas tempestades em que me molhei durante 2016 e 2017”, completa.

Minibiografia

Caio Augusto Ribeiro nasceu em Rondonópolis em 1996. Veio para a capital em 2011. É ator, diretor, performer. Nas palavras do próprio “já escreveu um filme e já dirigiu um livro. Brinca com poesia e teatro, um pouco de cada. Se completa entre a certeza e a dúvida. Faz e ensina arte. Já foi professor de teatro e artes. Fundador do coletivo Teatro Laboratório Experimental, membro do coletivo SPECTROLAB, projetista, idealista, frequentador da Praça da Mandioca e pai do Marcelo”.

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