Eder de Moraes se prepara para conduzir na TV Cidade Verde (Band) um programa de entrevista, similar ao do Canal Livre, levado ao ar em rede nacional todo domingo à noite. Também terá programa de rádio no grupo do empresário Luiz Carlos Beccare. A esperança de Eder é de dar a volta por cima, depois de ter saído desgastado do governo Silval. Foi exonerado da Secopa. Antes, tinha sido secretário da Casa Civil, da Fazenda e presidente do MT Fomento, a partir de 2003, com a chegada de Maggi ao comando do Estado.
Silval entrou no trabalho de convencimento para Dorileo desistir da pré-candidatura a prefeito da Capital pelo PMDB. Primeiro, observou que o colega de legenda não conseguiu crescer nas pesquisas internas para chegar às convenções com um certo fôlego político para superar a grande desvantagem em relação a Mauro Mendes (PSB). Segundo, o governador entende que, se abraçar uma candidatura em Cuiabá, a sua administração acaba se tornando foco e vira saco de pancada. No fundo, o chefe do Executivo deseja mesmo é ficar neutro. Mesmo com grande estrutura de campanha, Dorileo deu uma passo para trás, após o alerta do Palácio Paiaguás.
Com a desistência de Galindo da reeleição, motivado pelo desgaste capaz de derrubar qualquer gestor, resultado do segundo mandato desastroso de Wilson Santos, quem ficarão órfãos vão ser os pré-candidatos a vereador pelo PTB. Na lista hoje em Cuiabá constam mais de 50. Eles vinham pressionando o prefeito a entrar como cabeça de chapa, apostando que, assim, poderia adotá-los e "bancá-los" financeiramente. Galindo, que é empresário e não é bobo para rasgar dinheiro, optou por abandonar o barco. A relação de possíveis candidatos deve cair pela metade já nesta semana. O desafio do parrtido é eleger ao menos 3. Hoje tem bancada com 5, incluindo os cooptados Neviton, Totó e Marcus Fabrício.
Chico Galindo anuncia oficialmente até esta quarta que não será mesmo candidato à reeleição, conforme o Blog do Romilson anunciou na semana passada - confira aqui. Ele vai apoiar o tucano Guilherme Maluf. O prefeito da Capital dirá que vai se dedicar aos projetos, especialmente ao Poeira Zero, para asfaltar mais de 30 bairros até o final do ano, quando concluiu o mandato. Ele diz já ter feito o comunicado da desistência a algumas lideranças, como o governador Silval (PMDB) e ao presidente da Assembleia, José Riva (PSD). Galindo fará anúncio ao seu PTB e a outras legendas aliadas nesta terça. Seu desejo é voltar a ser deputado estadual.
O senador Pedro Taques está processando o ex-colega do PDT Rodrigo Rodrigues por calúnia e difamação. Barrado no partido por estar agindo com interesses não republicanos, Rodrigo ficou na bronca e passou a detonar o ex-procurador da República, inclusive sustentando acusações. Depois que deixou o PDT foi procurar abrigo no DEM. Na semana passada, ambos estiveram frente a frente no Juizado de Pequenas Causas, em Cuiabá. Rodrigo pediu "arrego". Propôs acordo, inclusive de nunca mais pronunciar publicamente o nome do senador. Taques, por sua vez, não aceitou a proposta. O processo segue na Justiça até decretação ou não de sentença condenatória.
Adriano Silva está procurando uma saída "honrosa" da pré-candidatura à sucessão em Cáceres. Mesmo com empurrão do governador Silval, o reitor da Unemat não "decolou" nas pesquisas de intenção de voto e, como o mandato de 4 anos vai se estender até 2014, Adriano decidiu "jogar a toalha". Nas eleições gerais de daqui a 2 anos, ele pretende concorrer a deputado estadual. O PMDB, mesmo com 4 pré-candidatos, sendo os demais Tato, Francis e Renato Fidélis, está sem rumo. Ninguém se apresenta com boa densidade eleitoral. A tendência é de apoiar o médico Leonardo (PSD).
Tião da Zaeli parece estar mesmo mal das pernas, ao menos na avaliação de corredores amadores e profissionais. Uma semana após completar, a duras penas, o trajeto da 3ª Corrida Pedestre, em Várzea Grande, o prefeito insistiu em propagar o estilo esportivo, numa tentativa de reforçar a imagem da renovação na política, ao participar da Corrida da Infantaria, no 44º Batalhão de Cuiabá. Ele bem que tentou, mas manteve o desempenho pífio. Ao final da competição, foi obrigado a pedir trégua. Suando em bicas, ele cruzou a linha de chegada e praticamente “desabou” ao avistar a calçada. Rodeado de assessores, leia-se puxa-sacos, Tião só se levantou depois de se recompor com muita água mineral.
Em reunião nesta segunda, em Cuiabá, o PDT regional determinou que o vice-prefeito Wilson Kishi assuma o comando do partido em Cáceres. O diretório, sob Ricardo Quidá, será "dissolvido". Estavam presentes o senador Pedro Taques, o próprio Kishi e Quidá, procurador-geral de Cáceres. Na presidência do diretório, Quidá estava travando a investida de Kishi como pré-candidato a prefeito pela oposição. Ao ouvir de Taques que o PDT não apoiará a candidatura à reeleição do prefeito Túlio Fontes (DEM) e que Kishi vai encarar o teste das urnas, Ricardo Quidá não demonstrou muito entusiasmo. O que ele queria mesmo é continuar aliado de Túlio, de cujo governo participa como membro do primeiro escalão.
Mesmo 20 dias depois do secretário Edmilson (Fazenda) ter afastado 3 servidores detidos na operação Vespeiro, acusados de provocar rombo de quase R$ 20 milhões da Conta Única do Estado, o nome de secretária-adjunta do Tesouro Estadual, Avaneth Almeida das Neves, continua no expediente do site da secretaria, ao menos até este domingo. Traz, inclusive, uma fotografia dela, com destaque da trajetória, logo abaixo do perfil do secretário e acima da referência feita aos adjuntos Marcel (Receita Pública) e Benedito Nery (Executivo do Núcleo Fazendário). A tendência é que a assessoria de Comunicação da Fazenda atualize nesta segunda o quadro de adjuntos, vindo a excluir Avaneth, uma das envolvidas no esquema.
Para agradar banqueiros, Vivaldo Lopes, ex-adjunto da Sefaz e hoje adjunto de Gestão Integrada e Modernização Institucional vinculado à Casa Civil, está levando o governador Silval a fechar um negócio arriscado e perigoso e que pode tornar a dívida do Estado impagável. Propõe que a renegociação seja em dólar, ao invés de moeda nacional, da qual tem capacidade de controle. Pela proposta, o caixa do Estado ficará refém do mercado mundial. Para técnicos do governo, que contrapõem Vivaldo, esse seria o maior acinte. Alertam que não se sabe, por exemplo, em quanto estará o dólar daqui a 10 anos. O governo mira a Copa e deixa Vivaldo cuidando da renegociação das dívidas. Quando acordar, o estrago já estará feito.
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