O Conselho Estadual de Cultura encaminhou ofício na última sexta (26) ao vice-governador Silval Barbosa (PMDB) para tentar impedir a aprovação do projeto de lei nº 587/2009, de 30 de novembro de 2009, que pretende “acrescentar e modificar dispositivos da Lei N 9.078, de 30 de dezembro de 2008”. Conforme o documento, a proposta de Maggi visa abater do Fundo Estadual de Fomento a Cultura os gastos com o pagamento de toda a despesa de pessoal da secretaria de Cultura e respectivos encargos sociais, prevendo, ainda, um desconto de 17% para despesas de custeio da pasta.
Conforme o presidente do Conselho, Johnny Éverson, o orçamento deste ano prevê R$ 14 milhões para o Fundo. Assim, haveria redução de mais de 50% do recurso destinado aos projetos culturais da classe artística em relação ao ano passado. Para Éverson e os demais conselheiros que assinam o ofício, o projeto de lei fere o artigo 165 da Constituição Estadual, que prevê a proibição da “vinculação de impostos a órgão, fundo ou despesas, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação de impostos a que se referem os incisos III e IV, dos artigos 157 e 159 e respectivos incisos, da Constituição”.
Ele lembra que, também na Carta Magna, está facultado aos Estados vincular o fundo estadual de fomento à cultura até 0,5% de sua receita tributária líquida, para o financiamento de programas e projetos culturais, vedada a aplicação desses recursos no pagamento de despesas com pessoal e encargos sociais; serviço da dívida; qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações apoiados. Além da Constituição Estadual, a proposta fere o Artigo 215 da Constituição Federal de 1988 que afirma que o Estado “garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.
O presidente explica que, em 2009, o Conselho Estadual de Cultura recebeu aproximadamente 1,2 mil projetos que, somados, totalizaram pouco mais de R$ 70 milhões. Desse montante, com o repasse de mais de R$ 7,3 milhões pôde ser atendido somente 10% da demanda. “Num governo de sucessivos superávits, não há como explicar uma drástica redução nessa pasta”, lamentou Éverson.
Diante desse quadro, para ele é evidente que, se ao menos o Estado mantiver o valor repassado no ano anterior, será possível contornar manifestos da classe artística, que não seriam positivos ao governo neste momento. No documento, o Conselho de Cultura explica que o projeto, por ser de ordem orçamentária, deve ser revisto pelo Poder Executivo, pois se, de um lado, trará economia ao Estado por evitar repasses obrigatórios derivados da fonte própria a outras pastas, de outro, se de fato se subtrair todos os abatimentos da pasta ao fundo, como pretendido, de R$ 7,3 milhões que a classe artística de todo Estado teve em 2009, restará apenas R$ 3,5 milhões em 2010.
A classe artística pede ainda a Silval que a secretaria de Planejamento disponibilize um recurso coerente para a pasta da Cultura, para que não haja redução de repasses aos programas de incentivo e projetos da política cultural do Estado, “já tão distante do que poderia ser chamado de justo”. Os artistas garantem que não tem “cabimento” a pasta consumir 75% do Fundo que, por lei, deveria chegar às pessoas que criam, produzem, executam, difundem e consomem cultura em Mato Grosso.
desde que esse presidente jonhieverson assumiu,vem acontecendo coisas absurdas na cultura;por ex,no ano passado sobrou dinheiro dos projetos,eles colocaram tanta dificuldade na documentação,que muitos projetos dixaram de ser analizados,com isso sobrou dinheiro então acho que o silval tá cérto se sobrou este ano corta a sóbra.só o ano passado o presidente aprovou todods projetos da turma dele quero ver agora investigação já no presidente do conselho.
Parabéns Governador !!!! Parabéns!!!! Fui meMbro do Conselho Muncipal de Cultura da minha cidade ( Cáceres), antes projeto encaminhado para o Conelho Estadual de Cutlura tinha que passar pela avaliação do conselho de sua cidade. A partir de 2009 os proponentes enviam seu projetos direto para Conselho Estadual de Cultura. Diante disto percebo que ficou solto a realização dos projetos e bem como a sua prestação de contas. Cáceres foi contemplada com vários projetos ano passado, cabe ressaltar como foi realizado? Quem fiscalizou? Onde foi gasto o dinheiro? Fomos contemplados com 02( dois) pontos de cultura. O Grupo Guató e Grupo Artistico e Ambientalista Chalana. Com valores de R$ 120.000.00 e outro com valor de R$ 180.000,00, é muito dinheiro . Apenas 01 esta realizando seu objetivo o outro até agora nada,. Cabe ressaltar que podem até mostrar que realizaram e estão realizando determinada açoes nesta cidade, mais aos olhos da comunidade cacerense isso não acontece. Esta certo o governo de cortar algumas farras, por exemplo sexta feira dia 26/02/2009 encerrou o prazo de envio de projetos para CEC . Como foi divulgado isto nesta cidade? Bom diante disto que acontece aqui me causa estranheza pediram mais dinheiro. Esta na hora do Procuradoria do Estado e Minitsério Público verificar as prestações e a realização dos eventos que ocorrem com verba do conselho estadual. Não vale conselheiro do proprio conselho elaborar projetos em nome de terceiros para benefícios própios. PARABÉNS GOVERNADOR!!!
Uma pauta séria como essa não poderia ser sinônimo de comédia. Tudo bem que o recurso repassado pelo estado não é o suficiente, mas comparar às ações do municipio e da secretaria municipal de cultura, aí já virou gozação, senão vejamos: A secretaria está devendo um caminhão de artistas e fornecedores dos eventos realizados desde a primeira gestão de Wilson Santos; O recurso repassado pelo prefeito, via sec. mun. cultura não chegou a R$ 500.000,00 em 2009 e Mário Olimpio divulgou que seria R$ 1.000.000,00 para os artistas; O prefeito barganhou a pasta, colocando um despreparado vereador do PDT Adevair Cabral para que o vereador Sérgio Cintra não apresentasse a proposta de CPI da Pacenas... E por ai vai a palhaçada... A cultura para o prefeito de cuiabá e seus comparsas, só serve pra fins eleitoreiros. Prejudicou e prejudica um monte de artistas, produtores, fornecedores... Por contratar e não pagar suas dívidas. Portanto, vamos manter o nível neste espaço democrático de comentários... Como diria o comediante: Não me venha com "faralelas" cidadão...
Pois é Carlos Coimbra. Se aquí Silval não aparece em nada imagino aí. Quanto ao orçamento da Cultura, cuiabá tem feito muito mais que o estado.
Sinto muito, não se iludam com o SILVAL, pois é IMPOSSÍVEL que ele vá contra a proposta do seu padrinho BLAIRO. Aliás, BLAIRO está saindo dessa, para melhor e soltando a bomba relógio na mão do SILVAL. kkk
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