Cuiabá, 28 de Março de 2017

Judiciário

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Sexta-Feira, 17 de Fevereiro de 2017, 11h:50 | Atualizado: 17/02/2017, 14h:07

Operação Rêmora

Gaeco faz 3ª denúncia contra Malouf, ex-secretário e mais 3 por corrupção

O Ministério Público do Estado, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), ofereceu nessa quinta-feira (16) a terceira denúncia relacionada a desdobramentos da Operação Rêmora. Desta vez, foram denunciados o empresário Alan Ayoub Malouf, Permínio Pinto Filho, Fabio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Giovani Belatto Guizardi. Eles vão responder por constituição de organização criminosa e corrupção passiva.

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 Ex-secretário de Eduação Permínio Pinto é um dos denunciados pelo Gaeco

Na referida denúncia, foram apontados sete fatos criminosos envolvendo cobranças de propinas relativas a contratos firmados pela secretaria de Estado de Educação (Seduc) com as  empresas Relumat Construções Ltda e Aroeira Construções Ltdas, das quais Ricardo Augusto Sguarezi é proprietário, e Dínamo Construtora. Os valores cobrados mediante propina variavam  de R$ 15 mil a R$ 50 mil.  

Segundo o Gaeco, a organização criminosa, que vem sendo desarticulada desde a primeira fase da Operação Rêmora, era composta por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários. O núcleo de operações, após receber informações privilegiadas das licitações públicas para construções e reformas de escolas públicas estaduais, organizava reuniões para prejudicar a livre concorrência das licitações, distribuindo as respectivas obras para empresas, que integravam o núcleo de empresários.

Por sua vez, o núcleo dos agentes públicos era responsável por repassar as informações privilegiadas das obras que ocorreriam  e também garantir que as fraudes nos processos licitatórios fossem exitosas, além de terem acesso e controlar os recebimentos dos empreiteiros para garantir o pagamento da propina.

Já o núcleo de empresários, que se originou da evolução de um cartel formado pelas empresas do ramo da construção civil, se caracterizava pela organização e coesão de seus membros, que realmente logravam, com isso, evitar integralmente a competição entre as empresas, de forma que todas pudessem ser beneficiadas pelo acordo.

A denúncia revela que toda essa engrenagem criminosa tem a dinâmica garantida por Alan, “pessoa que se encarrega das tratativas necessárias ao funcionamento do esquema ilícito”. Neste sentido, o empresário articulou junto a Permínio, para inserção de Guizardi, pessoa de sua confiança com quem guarda parentesco, “na condição de operador de cobrança e recebimento de vantagens ilícitas relacionadas às obras públicas da Seduc, garantindo assim o pleno controle sobre as atividades ilícitas do grupo delituoso”.

Conforme o Gaeco, foram as tratativas de Alan que garantiram a "circunscrição" sobre o cargo de superintendente de Acompanhamento e Monitoramento da Estrutura Escolar, posto estratégico dentro da pasta que garante o mecanismo de pressão sobre os empreiteiros para pagamento da propina, bem como de controle sobre tais pagamento, em relação às nomeações tanto de Wander Luiz dos Reis quanto de Moises Dias. (Com Assessoria)

Às 14h02 - Defesa de Alan Malouf diz que empresário ainda não foi notificado

O advogado Huendel Rolim, responsável pela defesa de Alan Malouf, afirma que o cliente ainda não foi notificado acerca do recebimento da denúncia criminal perante a 7ª Vara Criminal de Cuiabá feita pelo Ministério Público Estadual contra o empresário, entretanto, entende que será a oportunidade de apresentar a defesa. “Este é um trâmite processual aguardado para que possamos exercer o contraditório".

A defesa reitera também que Alan Malouf sempre esteve à disposição das autoridades competentes para prestar as informações necessárias, "acreditando e confiando na Justiça".

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Comentários (1)

  • Felipe Matos | Sexta-Feira, 17 de Fevereiro de 2017, 13h05
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    1

    Li a matéria toda e não consegui encontrar as palavras PSDB ou Pedro Taques no texto. Pq será hein? Eita imprensa imparcial. Viva!

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