Judiciário

Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 10h:19 | Atualizado: 11/10/2017, 17h:28

Perri pode decretar nova prisão de Gerson; coronel deve ser transferido para Rotam

Reprodução

Cabo Gerson Correa

Cabo Gerson Correa foi preso em 23 de maio, junto com coronel Zaqueu

O desembargador Orlando Perri deve analisar ainda nesta quarta (11) o pedido de nova prisão preventiva do cabo Gerson Correa, que já está preso por suposto envolvimento com a organização criminosa que teria engendrado o esquema de grampos ilegais no Executivo e Polícia Militar.

O pedido da nova prisão foi feito pela delegada Ana Cristina Feldner responsável pelo inquérito que investiga as interceptações ilegais. A nova prisão estaria fundamentada nos desdobramentos das investigações.

Gerson, apontado como operador do esquema, foi preso em 23 de maio, junto com o coronel Zaqueu Barbosa (ex-comandante-geral da PM). As prisões foram decretadas pelo juiz Marcos Faleiros da 11ª Vara Especializada em Crimes Militares de Cuiabá.

Após a deflagração da Operação Esdras, em que oito pessoas foram presas, o nome de Gerson voltou a ser citado pelo empresário José Marilson da Silva. Após ser preso, o investigado prestou depoimento e colaborou com as investigações.

José é ex-sócio-proprietário da Empresa Simples IP, sendo o responsável pelo desenvolvimento do Sistema Sentinela, ao que tudo indica, adquirido pelo coronel Evandro Lesco (ex-chefe da Casa Militar), e utilizado pelo postiço Núcleo de Inteligência da Polícia Militar, para prática de interceptações telefônicas clandestinas. À delegada, o empresário disse que tal sistema estava sob posse de Gerson.

Transferência

Além da prisão de Gerson, Perri deve analisar o pedido de transferência do coronel Lesco para a unidade do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). Desde que foi preso, em 27 de setembro, o coronel está no 3º Batalhão da Polícia Militar.

No entanto, em 4 de outubro, Lesco foi visto em uma farmácia no bairro CPA 4 sacando dinheiro em uma caixa eletrônico e comprando produtos de higiene pessoal.

Nesta terça (11), Lesco prestou novo depoimento a delegada e confessou participação no esquema de grampos ilegais em Mato Grosso. No entanto, conforme apurou o , embora tenha assumido culpa em alguns fatos, o coronel não trouxe novos elementos para a investigação.

Operação Esdras

A Polícia Judiciária Civil deflagrou em 27 de setembro a Operação Esdras, que culminou na prisão de oito pessoas, por suposta participação na organização criminosa que teria realizado esquema de interceptações ilegais.

São eles: o delegado Rogers Jarbas, secretário estadual de Segurança Pública afastado; o coronel Airton Siqueira, secretário de Justiça e Direitos Humanos; o coronel Evandro Lesco, ex-chefe da Casa Militar e sua esposa Helen Christy; além do advogado Paulo Taques, ex-chefe da Casa Civil; o sargento João Ricardo Soler; o empresário José Marilson (já em liberdade); e o major Michel Ferronato, do setor de Inteligência da Sesp.

Além das prisões, com a autorização de Perri, os policiais também cumpriram um mandado de fixação de medidas restritivas, um de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão.

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