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Quinta-Feira, 30 de Setembro de 2010, 12h:46 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:27

SAÚDE PÚBLICA

Mais de 500 servidores do Júlio Muller deflagram greve na 2ª

   Cerca de 500 servidores do Hospital Universitário Júlio Muller já estão em estado de greve desde esta quarta (29) e vão cruzar os braços na próxima segunda (4). Enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos e todos os funcionários efetivos, com exceção dos médicos, decidiram deflagrar a paralisação devido às péssimas condições de trabalho. “Para se ter uma ideia, nesta quinta (30), por exemplo, o refeitório teve que ser fechado por falta de condições”, pontuou a coordenadora do Sintuf Ana Bernadete Almeida.

  Conforme a sindicalista, a decisão foi tomada durante assembleia-geral devido ao fato dos servidores estarem trabalhando precariamente e sendo obrigados a cumprir jornadas de trabalhos abusivas. “Existem pessoas que trabalham por 72 horas, sem folga. Além disso, muitos funcionários não recebem insalubridade”, reclama Bernardete.

  Ela pontua ainda, que os funcionários são vitimas de assédio moral, que há falta de controle sobre a distribuição de plantões e que os servidores também não possuem segurança alguma, sendo, inclusive, vítimas de assaltos e até feitos de refém por bandidos. “Queremos a substituição da gerência de enfermagem e saber quando vão ocorrer as novas eleições para os cargos de chefia”, pontua a sindicalista. Outra reivindicação feita pela classe, é o cumprimento de jornada de trabalho de apenas 30 horas e não 40 horas, conforme prevê a legislação federal. "Diferentemente de outras pessoas que cumprem 4 horas, fazem uma pausa e cumprem outras 4 horas, nosso plantão é com o tempo sorrido", argumenta Ricardo de Paula Lisita, membro do sindicato.

  Os servidores federais garantem ter tentado negociar com a reitora da UFMT Maria Lúcia Cavalli Neder, mas, enfatizam, que devido a intransigência as conversas não avançaram. “Nós fizemos uma reunião na quarta, mas não houve uma solução para os dois oficios, que havíamos enviado”, ponderou Ricardo. Como pelo menos 300 enfermeiros devem cruzar os braços por tempo indeterminado, a tendência é que o atendimento no hospital entre em colapso até que todos cheguem a um consenso. De todo modo, por enquanto, vai ser mantido 30% dos trabalhos. Também continuam trabalhando os servidores cedidos pelo Estado e os médicos. 

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Comentários (2)

  • Rafael Amoedo | Quinta-Feira, 30 de Setembro de 2010, 14h35
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    isso é obra da oposição que foi derrotada na eleição de 2008. Rafael Amoedo, sem medo da verdade.

  • eduardo | Quinta-Feira, 30 de Setembro de 2010, 13h21
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    este é o retrato da saúde pública no estado de mato grosso, hospitais regionais sucateados, sem capacidade de atender casos mais graves, pronto socorro de cuiabá sobrecarregado porque o governo do estado não investiu nesses 8 anos de turma da botina em sequer construiu 1 hospital regional na grande cuiabá, e agora, o hospital universitário, administrado pelo governo federal, que também não dá a mínima para saúde pública em mato grosso e em cuiabá. Por tudo isso, os governo do estado e federal não merecem os nossos votos, são insensíveis e não gostam de cuiabá. Por isso vou votar em Wilson  para mudar essa triste realidade.