Cuiabá, 02 de Outubro de 2014

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Sexta-Feira, 06 de Abril de 2012, 12h:00 | Atualizado: 06/04/2012, 16h:12

MUNICÍPIOS

Mato Grosso atinge marca de 15 prefeitos cassados desde 2008

Com Pátio, Estado atinge marca de 15 prefeitos cassados desde 2008

     Com a cassação do prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PMDB), nesta terça (3) pelo TRE, o Estado atinge a marca de 15 prefeitos cassados desde as eleições 2008, sendo pela Justiça, pelo TRE, ou pelas Câmara Municipais. Irregularidades a parte, mais de 20 municípios já não são mais administrados pelo gestor eleito no último pleito. Em duas cidades o prefeito foi assassinado, em outra morreu de causas naturais. Há ainda os que renunciaram por acordo com o vice, a fim de fortalecê-lo ao pleito deste ano e o caso de Wilson Santos (PSDB), que deixou o comando de Cuiabá em 2010 para disputar o Governo, quando acabou derrotado por Silval Barbosa (PMDB), reeleito.

     Dentre os gestores cassados pela Justiça Eleitoral, estão o de Novo Horizonte do Norte, Agenor Evangelista (DEM); Araguainha, Osmari César de Azevedo (PR); Santo Antônio do Leverger, Faustino Dias Neto (DEM); Ribeirão Cascalheira, Francisco de Assis (PT); Poconé, Clovis Damião Martins (PTB); Novo Mundo, Aurelino de Brito (PT); Campos de Júlio, Claídes Masutti (PMDB); Rio Branco, Antônio Milanezi (PT); e Diamantino, Erival Capistrano (PDT). Nestes nove municípios foi realizada eleição suplementar.

     O prefeito de Pedra Preta, Augustinho Freitas Martins (PR), também foi cassado pelo TRE, que já havia, inclusive, marcado eleição suplementar no município. O TSE, por sua vez, reformou a decisão e o reconduziu ao cargo. O republicano acabou renunciando e hoje o então vice, Marciolino Corte Souza (PR), comanda a cidade. Em Curvelândia, onde o prefeito cassado foi Lair Ferreira (DEM), a eleição suplementar também foi suspensa e o presidente da Câmara, Maury Souza da Silva (PP), se manteve no cargo.

     Outro prefeito cassado pelo TRE foi Ricardo Henry (PP), de Cáceres. No município, contudo, como o progressista não havia sido eleito com mais de 50% dos votos válidos, não foi necessária a realização de pleito suplementar. Em seu lugar assumiu o segundo colocado, Túlio Fontes (DEM). O mesmo ocorreu em Alto Boa Vista, onde Aldecides Milhomem (DEM) foi sucedido por Wanderley Perim (PR).

     Já pela Câmara de vereadores deixaram o cargo o então prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), que já estava afastado pela Justiça por suposto ato de improbidade administrativa, e o prefeito de Tangará da Serra, Júlio César Ladeia (PR). Tangará foi o primeiro município na história do Estado há realizar eleição indireta. Agora, entretanto, com a cassação de Pátio, o mesmo pode ocorrer em Rondonópolis.

     Os municípios que tiveram troca de comando devido ao assassinato dos gestores, ocorridos no ano passado, foram Nova Canaã do Norte, onde o prefeito executado foi Antônio Luiz de Castro (DEM), e Novo Santo Antônio, Valdemir Antônio da Silva (PMDB). Houve ainda o caso do prefeito de Tabaporã, Edison Rosso (PT), que faleceu por problemas de saúde.

     O gestor de Campinápolis, Altino Vieira Rezende (PR), por sua vez, foi um dos que renunciou devido a acordo firmado para fortalecer a candidatura do vice, Vandeir Ribeiro (PMDB), às eleições de outubro. Também o primo do senador Blairo Maggi, prefeito de Sapezal, José César Borges Maggi (PR), para beneficiar Jean Carlo Galli (PMDB).

     Além de todo este “imbróglio”, o Estado ainda presenciou o troca-troca entre prefeitos e vices, ou segundo colocados. A exemplo de Itiquira, onde o prefeito Ernani José Sander, o Nani (PSDB), foi afastado pela Câmara, mas conseguiu retornar ao cargo, no qual se mantém até hoje. O mesmo ocorreu em General Carneiro. Lá o prefeito Juracy Rezende da Cunha (PT), o Buchudo, e a segunda colocada, Magali Vilela (PP), travaram um duro embate judicial, com expedição de inúmeras liminares. A “queda de braço” acabou sendo vencida por Juracy, que ainda comanda a prefeitura.

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Comentários (6)

  • maria | Sexta-Feira, 12 de Outubro de 2012, 19h21
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    coitado dele minha gente!!!!

  • pedrão | Sábado, 07 de Abril de 2012, 07h38
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    pedrão, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Neemias | Sexta-Feira, 06 de Abril de 2012, 22h03
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    são 16 os prefeitos cassados. não foi mencionado o Prefeito Fernando Zafonato que está governando por força de uma liminar.

  • Marcos Almeida | Sexta-Feira, 06 de Abril de 2012, 19h03
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    Não acredito que o Zé do Pátio vai ficar nem um minuto fora do cargo, pois quem tinha o poder econômico era o seu adversário que fo apreendido 4,5 milhões e meio de reais no prédio da acir, essa cassação do Zé do Pátio foi política.

  • joao cavucante | Sexta-Feira, 06 de Abril de 2012, 15h24
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    Veja decisão do TSE do dia 29.03.2012 caso semelhante a de Pátio. Por 4 votos contra 2 o prefeito de Esperantina, Francisco Antonio, teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta noite de quinta-feira (29), em Brasília. O placar de votação no TSE estava em 3 x 2 já pela cassação. Com pedido de vista pelo ministro Marco Aurélio de Mello o julgamento foi suspenso e hoje teve o seu desfecho final. O ministro Marco Aurélio de Mello trouxe seu voto e julgou procedente o pedido de cassação do mandato do prefeito, ficando agora o placar em 4 x 2 pela perda do mandato eletivo. A votação de hoje também foi suspensa em virtude de pedido de vista pelo ministro presidente do TSE, Ricardo Lewandovski. Porém, o voto do ministro não poderá mais alterar o resultado, que foi pela cassação do prefeito. Isso porque a maioria (4 votos) já foi atingida na Corte, no sentido de afastar o profeito Chico Antônio do cargo em Esperantina, cidade a 220 km de Teresina. Com a votação de hoje, o prefeito permanecerá no cargo até o último voto no TSE, que deverá ocorrer nas duas primeiras semanas de abril. Após, a decisão será lavrada em acórdão e este será publicado no Diário Oficial, para somente então a decisão ser comunicada ao Tribunal Regional Eltoral do Piauí (TRE-PI). O TSE é quem vai decidir se haverá ou não nova eleição em Esperantina, ou se assume o segundo colocado na eleição de 2008, o ex-prefeito Felipe Santolia. A cassação do prefeito Chico Antônio ocorreu por abuso do poder político e econômico, crime eleitoral que prevê uma pena de oito (08) anos de inelegibilidade, o que ensejará, também, a aplicação das penalidades da Lei da Ficha Limpa.

  • joaoderondonopolis | Sexta-Feira, 06 de Abril de 2012, 15h18
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    Do mesmo crime eleitoral praticado por Pátio na eleição, em MT 18 foram cassados, mas no Brasil mais de 600 prefeitos cassados. E esse negócio que vai reverter no TSE é conversa fiada, teriam que falar a verdade para Pátio para não dar desespero no futuro. Até dia 10 de abril será publicada o acórdão e após 1 minuto Pátio está fora do comando, se é que existia comando. Parabéns TRE.