Dos oito deputados federais que compõem a bancada mato-grossense, seis votaram a favor do aumento do próprio salário, um reajuste de 61,8%, igualando o subsídio dos parlamentares aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), fixado em R$ 26.723,13. São eles: Carlos Abicalil (PT), Carlos Bezerra (PMDB), Eliene Lima (PP), Homero Pereira (PR), Thelma de Oliveira (PSDB) e Wellington Fagundes (PR).
Dos deputados que aprovaram o novo salário, apenas Abicalil e Thelma não conseguiram sucesso nas urnas. O petista foi candidato a uma das duas vagas de senador da República nas eleições ocorridas em outubro deste ano. Ele perdeu a disputa para os eleitos Pedro Taques (PDT) e Blairo Maggi (PR). Atualmente é um dos nomes cotados para assumir a secretaria de Educação do Estado ou um cargo no Ministro da Educação, no governo Dilma Rousseff.
Já Thelma concorreu à reeleição e recebeu 65.523 votos, ficando em décimo lugar entre os candidatos que tiveram os votos computados. Caso fosse eleita, ela iria para a sua terceira legislatura. Ela entrou na política por incentivo de seu marido, o ex-governador Dante de Oliveira, falecido em julho de 2006.
Quanto aos reeleitos, que a partir de fevereiro receberão quase R$ 27 mil, apenas de salário, Carlos Bezerra foi reeleito com 90.780 votos. Esta é a terceira vez que ele se elege deputado federal. A primeira foi em 1979 e a segunda em 2007. Com relação ao deputado reeleito Eliene Lima, que obteve 66.482 votos, atualmente está com o mandato de cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral. A Câmara foi notificada da decisão no último dia 9.
O deputado reeleito Homero Pereira foi o segundo mais votado nas eleições deste ano. Obteve 112.421 votos nas urnas. Ele tem como base a agricultura e pecuária já tendo exercido cargos como de presidente da Famato. Já o deputado de MT mais votado nas eleições e que também contribuiu para o aumento do próprio salário é Wellington Fagundes. Ele recebeu mais de 145 mil votos, um recorde desta eleição no Estado.
O novo salário passa a valer a partir de fevereiro de 2011, já que o Senado Federal aprovou nesta quarta (15) o projeto de Decreto Legislativo (PDS 683/10), que iguala os subsídios dos parlamentares, dos ministros de Estado, do presidente e do vice-presidente da República aos dos ministros do STF. Agora o texto segue para promulgação.
Contudo, a equiparação com os subsídios dos ministros do STF pode durar por pouco tempo. Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei de iniciativa do STF para elevar o valor pago aos ministros para R$ 30.675,48.
"Todo trabalhador merece seu salário". É pura hipocrisia não querer ganhar bem!!O que náo se deve fazer é roubar o dinheiro do povo!!Que Deus ilumine os políticos brasileiros a trabalharem justamente!!!
Os deputados que não votaram favoravel ao aumento salarial, é no minimo cara de pau, pois eles sabem que de qualquer maneira a maioria venceria , pura demagogia, estes que votaram contra deveriam continuar ganhando o antigo salario.
População com baixo nível de escolaridade + sistema político formados por pilantras = BRASIL
A solução do país é educação e revolução política...porque a maioria da classe política não tem mais pudor.
Concordo com o leitor Antônio Sandes de Almeida: e os outros 2 deputados, quais foram seus posicionamentos??? Laice Souza, como jornalista, deverias dar a notícia por completo, né! Faça-nos o favor.
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