Mais de 900 médicos e enfermeiros da rede pública de Cuiabá e Várzea Grande podem “cruzar os braços”. Eles votam nesta quinta (19) o indicativo de greve por melhores condições de trabalho. A assembleia da categoria está marcada para as 19h30. “Os profissionais querem prestar um atendimento de qualidade, por isso cobramos melhorias nas condições de trabalho no Pronto-Socorro e policlínicas”, defende o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), Dejamir Soares.
A categoria também reivindica a construção do Hospital Regional de Cuiabá, com no mínimo 500 leitos. “Precisamos sensibilizar o governador Silval Barbosa (PMDB) e os deputados a buscar recursos federais para viabilizar esta obra”.
Ele aponta para a necessidade da Capital ter ao menos 750 leitos disponíveis. “Os pacientes de todos os municípios do interior dependem o atendimento prestado na Baixada Cuiabana. Precisamos ter 750 leitos de contra-referência para atendê-los”, avalia.
Outra reivindicação dos profissionais da Capital é o reajuste no Índice de Valorização da Qualidade (IVQ). Caso o indicativo de greve seja aprovado e os servidores decidam “cruzar os braços”, médicos e enfermeiros vão deixar de atender no Pronto-Socorro, policlínicas e nas unidades privadas e filantrópicas credenciadas ao SUS. Assim, os atendimentos em hospitais como Santa Casa de Misericórdia, Santa Helena e SóTrauma também serão paralisados.
Todos os Estados do País tem um Hospital Público Federal ou Estadual em sua Capital como referência para atendimento aos atos complexos da rede SUS só MT não têm. Com essa idéia de terceirização para OSS, sem ampliação do número de leitos como pretendem os governos, não se resolverá a questão de acomodação desses pacientes provenientes de outros municípios, outros Estados e até mesmo de países vizinhos. O que estão fazendo é dando dinheiro para "Organizações" atravessadoras com lucros astronômicos, dos quais não se vê soluções estruturais, de dignidade para a população, de decência para funcionários sejam eles efetivos ou contratados. São atos demagógicos, frutos dos que só querem aparecer e nada realizarem de concreto e definitivo. Com estas atitudes estão CONDUZINDO O POVO A UMA FALSA VISÃO DA SITUAÇÃO, VER O QUE NÃO EXISTE PARA SER MOSTRADO, E O QUE SE TORNA IMPOSSÍVEL REALIZAR. NÃO EXISTEM SALVADORES DA PÁTRIA, SEM RECEITA SUFICIENTE PARA SOLUCIONAR QUESTÕES CRÔNICAS QUE ALI EXISTEM. COMO TAMBÉM, SEM UM HOSPITAL PÚBLICO QUE DÊEM DIGNIDADE A PESSOAS MODESTAS.
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