A distribuição manual dos processos e o viés político do procedimento investigatório que culminou na deflagração da Operação Jurupari foram dois dos itens abordados pelos advogados Jiancarlo Leobet e Joyce Carla Heemann, que impetraram três habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal, deferidos pelo desembargador federal Tourinho Neto nesta quarta (26). Na oportunidade o magistrado determinou a soltura de 65 pessoas que já estavam presas e estendeu a decisão aos 26 que estavam foragidos. “Fiz um tópico exclusivo a respeito disso. Pedi a nulidade dessa ação porque algumas partes do processo foram modificadas pelo juiz Julier (Sebastião da Silva)”, explica Jiancarlo.
Os questionamentos feitos pelo advogado foram os responsáveis pelo despacho do desembargador federal, que solicitou informações a Julier a respeito de suposto direcionamento político da investigação. A base para o questionamento do advogado é uma anotação pessoal que o magistrado da 1ª Vara Federal fez no processo e que, por uma falha, não foi retirada da página 14 do despacho da prisão preventiva deferida contra aos 91 acusados de praticar crimes ambientais: “f) Fazenda Bico do Garrafão, I e II –(caso 23) e Fazenda Morada do Sol (caso 30) – Marcos Zanchett??? (não me lembro). Se nato (sic) tiver político, não precisa analisar. Ver apenas se era o do Arcanjo”, diz o trecho.
Além disso, Jiancarlo anexou notícias jornalísticas em que o juiz tem o nome citado como possível candidato ao governo de Mato Grosso no pleito deste deste ano. Apesar dos rumores, o magistrado não deixou o cargo e nem se filiou a algum partido. O advogado do engenheiro Ambiental Anderson Neves dos Santos, preso em Vitória (ES), do madeireiro e pecuarista Adenir Rodrigues Augusto, que explorava manejo na fazenda do irmão do presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva, ex-prefeito de Tabaporã Paulo Rogério Riva, e do empresário de Colíder Wilson Antônio Rosseto, ambos presos e recolhidos ao presídio de Ferrugem em Sinop, questiona também o fato de todas as operações ligadas ao meio ambiente serem distribuídos manualmente para Julier.
“A desculpa é que tem conexão com a Operação Curupira, mas para que isso ocorra é necessário que as provas de outras ações sejam incorporadas às novas investigações. A prova de um teria que ajudar o outro, mas nem mesmo as pessoas são as mesmas”, argumenta o advogado. Cita como exemplo o caso da Operação Pacenas, distribuída manualmente para Julier e depois redistribuída para o juiz da 3ª Vara Federal Cesar Bearsi. Vinte e duas pessoas acusadas de fraudes nas licitações das obras do PAC em Cuiabá e Várzea Grande chegaram a ser indiciadas, mas o processo foi arquivado depois que as escutas telefônicas foram anuladas. Teriam sido obtidas de forma irregular.
Tourinho requisitou várias informações a Julier, mas como todos os presos já foram soltos não é necessário que ele preste os esclarecimentos em 24 horas. A tendência é que isso ocorra em 10 dias. Após análise, o desembargador federal pode anular todo o processo ou até mesmo redistribuí-lo. Desde a realização da Jurupari, dezenas de advogados e até políticos prometem ingressar com representações contra Julier e pedir a anulação do procedimento investigatório. Por enquanto, agentes federais continuam analisando os documentos apreendidos e os depoimentos das 65 pessoas, que chegaram a ser presas. Entre os que tiveram a detenção preventiva decretada está a esposa de Riva e o genro dele, Janete Riva e Carlos Antônio Azóia, respectivamente, além do ex-secretário de Meio Ambiente Luís Daldegan e o secretário adjunto de Desenvolvimento Florestal afastado Afrânio Migliari.
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Veja a íntegra do documento
Mato grosso sem lei!! VAi acabar em pizza como tudo nesse estado.
... mais uma vez o Julier mostrou que era só perseguição política!! Quanto teve um pedido para ele se EXPLICAR, o cara simplesmente viajou para LONDRES, (viagem de gente humilde...rs) e deixou seus "FÃS" a ver navio....
Com todo o respeito aos doutos advogados, não morro de amores pelo Juiz Julier mais não podemos esquecer que Mato Grosso hoje respira outros ares graça a sua coragem de enfretar aqueles que fazem do nosso Estado a extensão dos seus quintais, lamentamos apenas as chincanas advocaticias e as nocivas ações do desembargador Tourinho Neto que sem conhecer a realidade do Nosso Estado é celere em desconstruir todo o trabalho de Inteligência da PF, as ações efetivas do MP e Just. Federal o CNJ que esta perdendo muito tempo na acepcia do nosso TJ deveria também aumentar o seu campo de visão em relação as atitudes do ilustre desembargador Tourinho Neto em relação aos poderosos locais e seus caros advogados, está na hora do legislador rever que o principio constitucional da presunção da pena não pode ser usada como carta branca por aqueles que podem ser da o luxo de ter caros advogados de plantão para defender as suas falcatruas.
Brincadeira por brincadeira, ler um comentário desses chega a ser uma dádiva em dias tão tristes. Primeiro, mexer em calo? Calo é uma parcela de pele morta e, portanto, mexer no calo não incomoda o detentor do mesmo. Segundo, não sou Aurélio nem Houaiss, mas caracterizar "viés político" como palavra já é demais, trata-se sim de uma expressão. Bom, estou no meio da leitura e gostaria que o Ivan se decidisse se é JUIZ ou JUÍS, ou quem sabe LUIZ, ou LUÍS...bom, afinal ele que se decida. Agora cheguei na parte do "casca-grossa". Sim! O autor, lucidamente, para evitar ser pleonástico, utilizou-se de "casca-grossa" ao invés da palavra "calo" (que já havia usado), o que, sem dúvida, redunda no mesmo. Parabéns pelo estilo linguístico. E, por último, creio que "mões" sejam mãos e ter o poder nelas automaticamente faz com que tenhamos o poder nos dedos. Trata-se de simples consequência anatômica...No entanto, fico mais aliviado por ter o autor do comentário, quando começou essa pérola, nos advertido de que se tratava de uma brincadeira.
ISSO É UMA BRINCADEIRA...QUANDO MEXE NO CALO DESSES POLÍTICOS FICAM TODOS DESPERADOS...AGORAM APARECERAM COM ESSA PALAVRA "VIÉS POLÍTICO", PARABÉNS JUIZ JULIER O SENHOR FOI O ÚNICO JUIZ A PRENDER ESSE BANDO..ATÉ AQUI EM MT JUÍS NENHUM PRENDEU ESSES CASCA GROSSA...ESSE POLÍTICOS SÃO SANTINHOS CHEGA DA ATÉ DÓ...POVO BRASILEIRO E CUIABANO VAMOS DAR A RESPOSTA NA URNAS..NÓIS TEMOS O PODER NAS MÕES, NOS DEDOS E CONSCIÊNCIA ......
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