Os sete advogados presos pela Polícia Federal durante a Operação Asafe respondem a procedimento administrativo junto ao tribunal de ética e disciplina da OAB e podem até ser impedidos de atuar. A informação é do presidente da OAB, Cláudio Stábile, que promete investigar a fundo a situação. Todos os advogados são acusados de participar de um esquema de corrupção ativa e passiva, além de exploração de prestígio e advocacia administrativa. São citados em um inquérito com mais de sete mil páginas, que corre sob segredo de Justiça no Superior Tribunal de Justiça.
O procedimento disciplinar que os investiga na OAB é conduzido pelo presidente do Tribunal de Ética Ivo Matias e não há prazo para a conclusão. Segundo Stábile, não é possível saber quanto tempo vai demorar o procedimento porque os advogados terão amplo direito à defesa, podendo produzir provas que comprovem a inocência e até arrolando testemunhas. Todos vão ter as condutas analisadas com base no Artigo 34, do "Código que Ética dos Advogados" que prevê punição a quem “prestare concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la, manter conduta incompatível com a advocacia ou tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia”
“É lamentável que este tipo de conduta exista também na OAB, mas já instauramos procedimentos para que sejam investigados e, se necessário, terão até o nome excluído da Ordem”, garante Stábile. Por enquanto, apenas os advogados que chegaram a ser presos respondem ao processo administrativo, mas outras pessoas podem ser acionadas no decorrer das investigações. Podem ter o nome excluído da OAB a esposa do desembargador aposentado Tadeu Cury, Célia Cury, o ex-prefeito de Alto Paraguai, Alcenor Alves de Souza, Santos de Souza Ribeiro, Alessandro Jacarandá, o servidor de carreira e ex-assessor de Cury, Jarbas Nascimento, Rodrigo Vieira e Max Weyzer.
Durante a Operação Asafe, desencadeada pela Polícia Federal em 18 de maio, também foram presos Cláudio Emanuel Camargo e Ivone Reis Siqueira, apontados como lobistas. A operação Asafe, que faz referência ao salmo 82 da Bíblia, que trata do julgamento de injustos, apontou 14 casos de intermediação de venda de sentenças. Todo o processo corre sob segredo de Justiça e é relatado pela ministra Nancy Andrighi, que analisa depoimentos e documentos apreendidos pela PF. "A OAB apoia a continuidade das investigações. Tudo isso é necessário para que a população não perca a confiança no Poder Judiciário".
Será que vão ser excluído mesmo, porque o CORPORATIVISMO NA OAB não é pouco não, falo c experiencia própria, fiquei 3 anos esperando uma sentença de um "advogado", o qual saiu rindo da minha cara sem nehuma punição.
espero que todos os '' Advogados '' que estao envolvidos sejam realmente excluidos da OAB-MT, para o bem publico, espero que nao haja cooperativismo, para que possamos voltar a acreditar na justiça,
E o Eduardo Jacobe? Ele também, é advogado, e deve também fazer parte dessa lista.
O Doutor Alessandro Jacarandá, viveu enormes regalias com os Cury, assessor da professora Célia, estava sempre de prontidão para agenciar em nome do grupo!! Lamentável, fui colega de seu pai no Banco do Brasil e conhecí seus pais, lamentável...
O Faiad foi investigado quando houve a acusação de Lobby?
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