Sábado, 26 de Maio de 2012, 03:55 h
CARTAS MARCADAS | 29/01/2012 - 20:00

Associação defende procuradores que duvidarem de cálculo da AGE

Gabriela Galvão

     A Associação dos Procuradores de Mato Grosso (Apromat) alerta que a categoria tem o direito de se recusar a defender o Governo do Estado no caso das cartas de crédito emitidas à Agentes da Administração Fazendária (AAFs) e cujos cálculos estão sendo contestados por ambos os lados. De acordo com a presidente da Apromat, procuradora Gláucia Amaral, os valores apresentados pelo Executivo são temerários, pois já existe uma decisão favorável aos agentes transitada em julgado na Justiça.

     Nesse caso, Gláucia afirma que a associação vai apoiar qualquer procurador que se recusar a defender em juízo teses que sejam duvidosas, podendo até mesmo exigir novos cálculos cnsiderados juridicamente defensáveis. A atitude da associação revela uma crise institucional sem precedentes no âmbito estadual, já que os próprios servidores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) têm dúvidas quanto aos cálculos apresentados pela Auditoria-Geral do Estado (AGE).

     Ainda segundo a presidente, todo procurador tem o dever de prestar a melhor defesa técnica possível do patrimônio público. Dessa forma, a procuradora apoia as investigações de delegados e promotores do Ministério Público Estadual na apuração sobre as compensações de créditos do Estado e lembra, inclusive, que esteve foi o motivo da deflagração da operação Cartas Marcadas, em dezembro do ano passado. “O trabalho deve continuar”, pontua.

     As cartas de crédito foram emitidas pelo governo devido uma dívida com servidores fazendários. Eles pediam isonomia e a equiparação salarial com os fiscais de tributos estaduais. Ambas as categorias são ligadas a secretaria estadual de Fazenda (Sefaz). A dívida inicial seria de R$ 380 milhões, entretanto, devido a uma suposta fraude nos cálculos apresentados pelo sindicato dos agentes foram emitidos R$ 636 milhões em cartas, o que segundo a AGE, teria causado um rombo de R$ 253 milhões ao erário.

     O desencontro dos cálculos acabou resultado na deflagração da operação por parte da Delegacia Fazendária, que culminou na prisão de 6 pessoas. Entre os presos estava o concunhado do deputado estadual Gilmar Fabris (DEM), o advogado Ocimar Carneiro de Campos. Todos já foram soltos e as investigações caminham a passos lentos.

Comentários:
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  • Lindomar Freitas Khum | 30/01/2012 12:33
    Cuiabá

    A questão é a situação das carreiras distintas. FTE é concurso o reto é arranjo. Acontece no Nordeste e em MT. Principalmente na Prefeitura de Cuiabá, onde nível elementar virou Inspetor de Tributos sem Concurso e sem poder participar do Concurso porque é inabilitado. Atualmente, estão virando Auditores. Alguns nunca fiscalizaram empresa alguma, nunca trabalharam na fiscalização e sempre executaram trabalhos de agentes administrativos.

  • Carlos | 30/01/2012 10:28
    cuiaba

    Senhores, senhoras, todos os leitores deste e de outros sites, o que ninguem quer afirmar. Existe um processo judicial que o estado de mato grosso foi vencido. Peguem a sentença e contratem pessoas gabaritadas para calcular os valores, dai acaba esta brincadeira de mau gosto. E define quem tem razão. Simples assim. É só querer resover.

  • José Etelvino Cavalcante | 30/01/2012 09:34

    Realmente a Assembléia pode ter feito isso modificando o PCSS, isto é, as atribuições dos cargos distintos, equiparando-os, mas em comum acordo com o governo. E o governo recorrido com "processos jurídicos feitos para perder" juntos as tribunais da vida...

  • Mario | 30/01/2012 06:51
    cuiaba

    Ainda bem , que ainda existe um grão de areia no meio do oceano: AUDITOR GERAL DO ESTADO. Se não fosse esse cidadão , nada estava acontecendo;

  • Antonio Leitão Da Silva | 30/01/2012 06:49

    A questão inicialmente não é essa, não se pode equiparar a remuneração de dois cargos distintos: o de "agente fazendário" com o de "fiscal de tributos". Se isso aconteceu foi por culpa da Assembléia e Governo do Estado que abafou o caso. Em outros Estados da Federação os cargos são distintos. Em outros a equiparação aconteceu sem concurso para prestigiar ou promover os agentes antigos que por força de um concurso provavelmente não conseguiriam o cargo. Isso só acontece no Nordeste e em MT.






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