O relatório com o projeto de lei do novo Código Florestal recebeu o parecer favorável dos secretários de Agricultura de todos os Estados da União. Os titulares do setor têm agora a missão de "convencer" suas respectivas bancadas no Congresso a aprovar o texto. A matéria deve seguir para votação ainda na primeira quinzena de março. Contudo, no dia 1º de março, uma comissão formada por produtores rurais fará uma visita aos parlamentares. A ideia é pressioná-los a definir logo o texto da nova legislação.
A reunião com os secretários ocorreu em Brasília nesta terça (15). De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Jilson Francisco da Silva, representou Mato Grosso, o código significa o fim de um período de "lentidão" para a produção agrícola. "Nos últimos 3 ou 4 anos houve uma tentativa de barrar o agronegócio e quem saiu mais prejudicado foi o pequeno produtor", avaliou, numa referência as medidas de proteção ambiental que dificultam o desmatamento para novas plantações.
Mesmo com o relatório prevendo uma moratória que impede o desmate de novas áreas durante cinco anos, Jilson comemorou o texto. "A medida não é adequada para Mato Grosso no momento, mas digamos que seja um mal necessário", ponderou. Entre os pontos mais festejados pelo secretário está a anistia de todas as regiões abertas ilegalmente até 2008. "Para o pequeno produtor isso é fantástico, porque os grandes de uma forma ou de outra sempre acabam conseguindo a legalização de suas terras", constatou.
Outro ponto que merece destaque, segundo Jilson, é o fato do código isentar as pequenas propriedades de manter uma reserva de mata nativa. Serão beneficiados com a medida os agricultores que têm até quatro módulos de terras. Em Mato Grosso, cada módulo varia de 25 a 100 hectares. Para o secretário, a nova legislação vai trazer mais segurança também para o setor econômico. "Quanto mais se dificulta a produção mais ocorrem aumentos nos preços dos alimentos. Isso afeta todos os consumidores de uma forma geral", pontua.
A aprovação do texto deve nortear as discussões a respeito do Zoneamento Sócioeconômico e Ecológico do Estado (ZSEE), que deve voltar a ser discutido na Assembleia em breve. No ano passado o relatório final do projeto foi entregue ao governador Silval Barbosa (PMDB), mas, diante da indicação de veto parcial do Paiaguás, a própria AL pediu que a matéria voltasse à Casa para ser reavaliada. Na época Silval chegou a afirmar que temia aprovar uma legislação que precisasse ser modificada mais tarde, já que ainda não se tinha chegado a um consenso sobre o texto do código florestal nacional.
É preciso ter cautela ao permitir que apenas políticos sem conhecimentos jurídico, agrário e ambiental avaliem o Projeto do Código Florestal para que não se repitam os mesmos erros cometidos em reformas legislativas anteriores: depois de sancionadas constata-se na prática que não possuem eficácia.
Acredito que por mais que os estudiosos tenham conhecimento sobre ZSEE, Código Florestal, seria muito bom respeitar os doutores da pratica, da umildade, do trabalho que são os agrícultores familiares, pouco são ouvidos ao contrário a lei manda condenar... Aos Politicos competeria dar condições investimentos, ténologia para produzirem diversificando a produção, reflorestar as APPS e onde ultrapaçou o desmate nas pequenas propriedades garantindo retorno financeiro futuramente e comercialização dos produtos... como era a proposta do PRO-AMBIENTE a mais de 10 anos atras. Será que não acordaram ainda que o mundo nestes 15 anos faltará alimentos e o grande celeiro é o Brasil de acordo com o Projéto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário??? De forma Ambientalmente trabalhado. As monoculturas como; Soja, Cana de Açucar, Madeira, Minérios e carne não matará a FOME no MUNDO e se falado e meio ambiente é um dezastre...
É muito irônico meros políticos que em sua grande maioria não possuem formações adequadas (algumas vezes nem formação possuem) decidirem o rumo do nosso Código Florestal. Seria o mesmo de nomearmos um Biólogo, agrônomo ou mesmo um engenheiro florestal para juiz do trabalho. Esse código deveria ser elaborado por estudiosos da ÁREA, mestres, doutores e especialistas, e não por pessoas desentendidas, que por possuirem grandes extensões de terra pensam que podem decidir o rumo do nosso código.
É muito irônico meros políticos que em sua grande maioria não possuem formações adequadas (algumas vezes nem formação possuem) decidirem o rumo do nosso Código Florestal. Seria o mesmo de nomearmos um Biólogo, agrônomo ou mesmo um engenheiro florestal para juiz do trabalho. Esse código deveria ser elaborado por estudiosos da ÁREA, mestres, doutores e especialistas, e não por pessoas desentendidas, que por possuirem grandes extensões de terra pensam que podem decidir o rumo do nosso código.
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