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SAÚDE PÚBLICA | 28/07/2011 - 08:03

Com equipamentos sofisticados, pacientes ainda não têm acesso

Valérya Próspero


Consultório do Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais tem equipamentos de última geração
Fotos: Valérya Próspero

     Em seis anos de existência, os funcionários do Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope) não têm muito o que comemorar. A instituição está com problemas sérios de falta de pessoal especializado e de acessibilidade para os pacientes receberem atendimento. A diretora Daniely Ceco do Lago conta que o elevador do local está há três anos sem funcionar e essa situação torna a vida dos pacientes muito difícil. O Ceope possui equipamentos sofisticados para tratamento dos PNEs.

     O atendimento no local é dirigido a portadores de necessidades especiais de média e alta complexidade na área odontológica. No entanto, todas as salas de cirurgia estão no segundo piso. Para chegar até lá não há rampas nem elevadores e os pacientes precisam ser levados no colo. Segundo a diretora, existem casos tão complexos que acabam sem atendimento por não terem condições de chegar ao outro andar. Daniely acredita que talvez o melhor fosse levar pelo menos uma sala de cirurgia para o térreo, para não depender tanto de terceiros.

Elevador não funciona     Além disso, a diretora conta que há dois meses estão com apenas 50% da capacidade de pessoal. Ela diz não conseguir entender porque os profissionais que passaram na seleção do concurso ainda não foram chamados, já que a situação é tão crítica. “Só estamos com clínicos gerais, que são servidores de carreira, e técnicos de saúde bucal. Para atender outras áreas de grande complexidade não temos os especialistas”. Entre eles estão cirurgião dentista e maxilo-facial. Atualmente há 32 cadeirantes e 60 PNEs na fila de espera.

    Outra questão abordada são os equipamentos de prevenção. As empresas que faziam a manutenção deles não tiveram os contratos renovados e muitos estão quebrados. Esse fato, reunido aos demais explicita o receio de Daniely de que o governo do Estado tenha outros planos para o estabelecimento. Ele poderia passar a gestão para o município ou ficar com uma Organização Social (OS) como está ocorrendo com os Hospitais Regionais de Mato Grosso.

     O caso do elevador está sendo resolvido com a contratação de uma empresa. Para tanto, Daniely conta que tiveram que sair de empresa em empresa procurando interessadas. Nos três anos em que esteve parado, nenhuma havia se interessado em entrar no processo de licitação para fazer o serviço.

     Outro lado

     O secretário de Saúde Pedro Henry avisou, por meio de sua assessoria, que mandou apurar as informações e, tão logo obtenha os dados, irá se pronunciar sobre o assunto. Além disso, um pedido para que o elevador do local fosse consertado já havia sido protocolado, sem sucesso, conforme informações da assessoria de Henry.

Comentários:
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  • Luiz Carlos De Alvarenga | 29/07/2011 08:11
    Cuiabá

    É com pesar que surpreendam ou não a todos nós, que a saúde do povo continua, em seu atendimento, na estaca ZERO. No PSMC, de Várzea Grande, enfim, em todo nosso Estado, mortes continuam acontecendo e estão pré-estabelecida a acontecer por falta de assistência à Saúde. Médicos e outros profissionais da saúde (alguns, sem sensibilidade humana; outros, talvez, por necessidade de sobrevivência, aderem a estes desmandos no setor público), hospitais conveniados ao SUS, gestores públicos, Justiça (alguns segmentos), continuam fazendo de conta, no País do faz de conta, de corruptos e corruptores, que fazem atendimento digno para os mais carentes. A falsidade é tamanha que dá nojo. É melhor e mais digno o profissional deixarem de ali trabalhar (PSMC, PSMVG e outros serviços), ou de deixar de realizar serviços no serviço público de saúde de MT, do que não cumprir os dez mandamentos da lei Divina e cometer os sete pecados capitais. Infelizmente, assim caminha a humanidade, sem princípios de humanidade. Nem com liminar de juiz cumprem o dever de dar saúde à população (veja processo 501/11-código 729567 primeira vara civil de Cuiabá); é uma pena. MÉDICOS, SERVIDORES DA SAÚDE, POPULAÇÃO QUE NECESSITAM DO DEVER DO ESTADO EM DAR SAÚDE E CUMPRIR A NOSSA CONSTITUIÇÃO PARA SOBREVIVEREM COM DIGNIDADE AO CAOS INSTALADO DEIXAM AQUI ESTE PROTESTO DE GRANDE RELEVÂNCIA.






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