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REFORMA POLÍTICA | 06/04/2011 - 14:43

Comissão aprova financiamento público para campanhas eleitorais

João Negrão, de Brasília

Pedro Taques     “Não existe almoço de graça. Quem financia vai querer algo em troca”. Assim argumentou o senador mato-grossense Pedro Taques (PDT) ao defender a proposta de financiamento público para campanhas eleitorais, aprovada no final da tarde desta terça (5) pelo Comissão Especial da Reforma Política do Senado.

     O texto foi aprovado por 12 votos a favor e cinco contra. Taques também ilustrou que da forma como as campanhas são financiadas, existem parlamentares que representam segmentos e não a sociedade. “Um parlamentar deve ser obrigatoriamente representante do cidadão e do Estado”, sustentou.

     Outro defensor da proposta, o líder do PT no Senado e membro da Comissão, Humberto Costa, lembrou que a relação de financiadores de campanha são empreiteiras, prestadores de serviços, bancos e isto acaba comprometendo o Estado brasileiro. “São exatamente as empresas que, de alguma forma, guardam alguma relação de interesse com o público, assim fica difícil garantir a isenção”, apontou.

     Já o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) votou contra a proposta por acreditar que a medida não vai acabar com o atual modelo de financiamento. “Não acaba com a compra de lideranças, não acaba com a compra de votos, não acaba com o caixa dois, não acaba com o enriquecimento de políticos que fazem negócios com seus mandatos”, pontuou.

     A Comissão da Reforma Política deve se reunir novamente nesta quarta (6) para votar mais quatro itens: candidaturas avulsas, filiação partidária e domicílio eleitoral, fidelidade partidária e cláusula de desempenho. Nesta sexta (8) terminaria o prazo de 45 dias para que a comissão concluísse os trabalhos, com a entrega do ante-projeto.

     O presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), garantiu que até sexta todos os pontos estarão votados e anunciou que o relatório final será apresentado no dia 27 de abril. Depois o texto seguirá para apreciação na Comissão de Constituição e Justiça, para em seguida ir ser votado em plenário. Concluída a tramitação no Senado, o ante-projeto de reforma política vai para a Câmara dos Deputados, onde os parlamentares já discutem o tema.

Comentários:
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  • João Bosco Barbosa De Souza | 07/04/2011 08:22
    Primavera do Leste - MT

    Quando o senador Pedro Taques diz... "que da forma como as campanhas são financiadas, existem parlamentares que representam segmentos e não a sociedade”. “Um parlamentar deve ser obrigatoriamente representante do cidadão e do Estado”, ele está dizendo verdades coerentes com a realidade do Brasil. Na seqüência, o senador Humberto Costa dá o arremate dessa verdade do senador Taques, quando diz "que a relação de financiadores de campanha são empreiteiras, prestadores de serviços, bancos e isto acaba comprometendo o Estado brasileiro. “São exatamente as empresas que, de alguma forma, guardam alguma relação de interesse com o público, assim fica difícil garantir a isenção”. Entretanto, senadores Taques e Humberto Costa, continuem determinados para fazer o enfrentamento de posições tipo a do senador Aloysio Nunes que, certamente, representa aquele segmento de que se falava antes (empreiteiras, banqueiros, etc.). Aos políticos que alimentam seu trabalho motivados pelo interesse público e pelas intoleráveis desigualdades e injustiças impostas pelo poder político aos cidadãos deste País, os brasileiros darão sempre o seu apoio através do voto e da admiração. O José de Alencar deixou boas lições aos nossos políticos, quando disse, entre outras belas frases, que "O homem honrado não morre. O homem desonrado morre em vida". A sociedade pede encarecidamente aos senhores políticos que não morram em vida, pois assim estariam contaminando de morte cada cidadão brasileiro. Matar a esperança do cidadão é subtrair-lhe o direito de sonhar. Que Deus ilumine os senhores nessa batalha da reforma política e em outras que virão.

  • Antonio Cuiabano | 06/04/2011 18:34
    cuiaba

    Senador, o sehor está certo. O dinheiro para campanha deve vir do governo. Quanto ao comentário do Sr. Hélio, é bom salientar que os recursos doados pelo JBS a campanha do senador foi declarada. Evidente que o candidato fica "amarrado" com o devedor e esse poderá pedir algo em troca. Precisamos acabar com essas amarras...

  • Rodrigo R. | 06/04/2011 16:08
    cbá

    Estou mal, dormi mal, não consigo acreditar que perdi essa, vou ter que continuar a ser sustentado pelo meu pai e deixar de pagar mesadas para as minhas duas meninas. Já sei, vou mudar de partido. Nunca mais recebo dinheiro em troca de cargo.

  • Helio Silva | 06/04/2011 16:01
    cuiaba

    uai senador , a jbs e outros financiadores de sua campanha pediram algo em troca??????? Ditadorzinho larga de falar besteira....






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