Em visita à Cuiabá nesta sexta (12) o senador pelo PDT, Cristovam Buarque, afirmou que o partido pretende fazer com que o governo federal se comprometa a erradicar o analfabetismo no país, além de criar um plano nacional de carreira para os professores. O pedetista, que já disputou, sem êxito, a presidência da República, cobrou também a contratação de mais 100 mil professores em 2011.
O senador, que foi ministro da Educação durante o primeiro mandato do presidente Lula, fez duras críticas ao setor e comparou os índices nacionais ao de países em guerra. "A educação é a vergonha do país no século 21, assim como a escravidão foi a do século 19", frisou. Como uma forma de nivelar e aumentar a qualidade do ensino, Buarque defendeu a federalização da rede básica de ensino.
Dessa forma, segundo ele, os estados e municípios ficariam responsáveis apenas por administrar as escolas, enquanto as políticas e ações para a educação seriam reponsabilidade da União.
Questionado sobre a situação do ensino em Mato Grosso, que ficou em penúltimo lugar na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado, Buarque ponderou que os problemas não são isolados, mas sim nacionais. "Os índices não são satisfatórios nem aqui, nem no resto do Brasil", afirmou.
Sem papas na língua, ele teceu duras críticas aos escândalos entorno do exame deste ano. Para ele os problemas não dizem respeito ao formato da prova, mas sim à aplicação. "Não é falta de competência, é algo pior, falta de cuidado", afirmou. Apesar das falhas que ocorreram, o senador acredita que o exame deve ser mantido.
Bom seria se o Senador Cristovam tivesse a honra de que suas idéias fossem aceitas pelo bem da educação da sociedade brasileira! Mas a verdade é que os governantes não estão nem um pouco preocupados com o nível de conhecimentos da sociedade, porque para eles quanto menos o povo for instruído é mais fácil manipulá-los. O governo federal até que não paga mal aos seus profissionais, porém, sobrecarrega os estados e municípios fazendo com que esses entes queridos da federação sejam massacrados ficanceiramente e com isso, não dão conta de melhorarem o salário dos profisssionais da educação. Portanto, talvez, não seria necessário um plano de carreira a nível nacional, mas sim, mais justiça com os profissionais da educação. Ser professor é amar sem ser amado, ser odiado e não ter as marcas da traição, ser humano mesmo quando tratado de forma irracional e sempre acreditar que muitos que venceram na vida nunca imaginaram que sem o professor o Brasil vencerá todas as mazelas que atrapalham a verdadeira liberdade da Nação. Muitos governantes são medíocres, pois só cobram e de certa forma criticam as condições e o nível da educação no país que na verdade é pessíma, todavia como poderia ser melhor com tanto descaso em torno da mesma. Não adianta o Nobre senador falar bonito, pois isso é uma tática que muitos usam para demonstrarem interesse e conquistar a confiança, contudo, o país necessita de ações concretas. A situação é tão caótica que no Ensino fundamental e Médio os abastados não estudam nas escolas públicas, porque entendem que a qualidade da educação é péssima, no entanto, no momento mais importante da vida em que o cidadão vai decidir seu futuro, quem entra na escola pública, ou seja, nas universidades públicas não são os discriminados pelo poder econômico, mas sim, os abastados, portanto, a educação brasileira precisa ter metas para realmente oferer qualidade no ensino, porque o pobre é penalizado duas vezes: 1º. porque tem que estudar o ensino fundamental e médio na escola pública falida - 2º. porque quando teria a oportunidade de ingressar na universidade pública e de qualidade não tem condição de ingressar por falta de qualificação, porém, o Enem não veio para ajudar o pobre, pois quem estudou na escola particular sai na frente... Não adianta mascarar, essa é a verdade, mudam se os planos mas o resultado é o mesmo, os menos favorecidos ainda continuam sem direitos a igualdade, pois igualdade é oferecer ensino de qualidades a todos... Porque não dividir o número de vagas das universidades públicas entre os alunos que estudaram em escola públicas e particulares, pois não tem como negar que a concorrência é totalmente desleal e prevalece o poder econômico... Assim como o Enem é uma piada...
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