
Dilceu Dal Bosco, Pedro Satélite e Daltinho criticam Márcia Vandoni e dizem que Ager não entende de transporte
Os deputados estaduais Pedro Satélite (PPS), Dilceu Dal Bosco (DEM) e Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), teceram duras críticas à presidente da Ager, Márcia Vandoni, e prometem "barrar" a realização da licitação de todas as linhas intermunicipais de Mato Grosso. Eles não escondem a revolta com o projeto e defendem os empresários do setor com "unhas e dentes". Acusam Márcia de intransigência, de aceitar um projeto pré-estabelecido e de não querer ouvir os representantes do setor. "Está sendo trazido um enlatado. Uma mercadoria pronta pra ser consumida e isso não vamos aceitar. A Ager não deve entender de transporte e tinha que ter ouvido o setor", criticou Daltinho, da tribuna. Ele ainda completou mandando um recado para a presidente da Ager. "Que me desculpe a Márcia Vandoni e o Ministério Público, mas a Assembleia vai agir. Temos que começar a dar um basta em certas situações e não deixar o rabo balançar o cachorro", alfinetou.
Ainda conforme o parlamentar, falta diálogo e os parlamento estadual não vai permitir que a "chancela excludente" reine. Pontou que a situação merece total atenção e que os interesses dos empresários devem ser preservados. "Temos que nos pautar pelo equilibrio e tenho certeza que esse parlamento não vai deixar que a sociedade e o setor sejam prejudicados", enfatizou. Logo em seguida, mostrando que sua principal preocupação é com o setor, o peemedebista ressaltou que "não se fabrica empresário do dia para noite" e que, por isso, é necessário preservar as lideranças.
Diante da reação negativa fica claro o clima de "guerra". De um lado estão os empresários e os deputados, do outro, a Ager e, no meio, o governador Silval Barbosa (PMDB), que tenta contornar a situação sem sofrer desgaste político e respeitando a legalidade e o Termo de Ajustamento de Conduta. A situação é delicada e o clima deve "azedar" ainda mais nos próximos dias.
O governo solicitou o aditamento do Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o MP, mas o promotor Alexandre Guedes promete ser criterioso e vai cobrar prazos. A preocupação é com o clima eleitoral que já tem impactos nas ações do Estado e que podem prejudicar a realização das licitações. A tendência é que Guedes cobre uma data para a realização do certame. Silval quer deixar esse abacaxi para depois das eleições. Ele teme desgaste junto ao parlamento e aos próprios empresásios. Por enquanto, nenhuma decisão foi tomada e a população acaba sendo a mais prejudicada. Sem licitação, os contratos continuam irregulares, não haverá redução na tarifa, novas conexões ou melhoria da frota. O imbróglio é grande e a briga promete ser acirrada.
Os argumentos dos “empresários” do setor de transporte para continuar explorando os serviços (diga de passagem, péssima qualidade), são os mesmo que era usado no Sec. XVI, XVII, e XVIII. Veja o trecho do discurso de Mauricio de Nassau (1638): “.... Sem tais escravos não é possível fazer alguma coisa no Brasil: sem eles os engenhos não podem moer, nem as terras cultivadas, pelo que, necessariamente deve haver escravos no Brasil e por nenhum modo podem ser dispensados: se alguém sentir-se nisto agravado, será um escrúpulo inútil. Como o Brasil não pode ser cultivado sem negros e sendo necessário que haja um grande numero deles... Assim os que pretendem fixar-se no país devem trazer bens e, para serem bem sucedidos, devem comprar alguns negros, porque sem negros nada se pode cultivar aqui, e nenhum branco – por mais disposto ao trabalho que tenha sido na Pátria – se pode dedicar no Brasil a trabalhos tais, nem mesmo consegue suportá-los. O pensamento da época era uniforme, e Antonil (1650-1716), com sua célebre frase, resume a realidade da forma do trabalho vigente, considerada a única forma para sobrevivência e desenvolvimento da riqueza: “Os escravos são as mão e os pés do Senhor do engenho, sem eles não é possível fazer, conservar e aumentar a fazenda, nem ter engenho... “ Enfim, o discurso atual do empresários são os mesmo para continuar mamando nas tetas do governo (explorando o serviço, e não pagando por isso), e por outro lado, a sociedade pagando caro pelo um serviços inoperante, atrasado, aos moldes de 30 anos atrás. Na audiência de ontem, não diferente, o discurso estava na ponta da língua: ... vai quebrar as empresas, vai gerar desemprego, vamos falir... ontem, teve de tudo, deputados que não sabia o que estava acontecendo (pasmem!!), advogados, até um tal defensor, Dr. Marcelo Lerião, que se diz andar de ônibus, e que conhece os problemas dos transporte, chegou a fazer um defesa em nome da empresas, disse que o que esta ai, é a melhor coisa do mundo (pra acabar. kkkk). Esse nunca andou de ônibus, provavelmente, deve ser amigo de algum empresário de transporte. Aconselho o nobre Defensor não fazer o mesmo discurso na estação rodoviária, lá ele não teria a mesma sorte. Bom, ainda bem que temos o Ministério Público, Dr Alexandre Guedes fez uma defesa em nome de todos nos usuários que aguardamos ansiosamente por mudança no que esta ai.
O que se confirmou ontem na Audiência Pública é que realmente o POVO é massa de manobra para Deputados!! Um verdadeiro absurdo! Lembrando que empresários e deputados deram um SHOW de ignorância, autoritarismo, falta de educação, etc Uma das únicas falas sensatas, verdadeiras e corajosas foram da Dra. Gisela do PROCON. Essa sim calou a boca dos empresários que lá estavam!!! Usuários do sistema de transporte: ABRAM OS OLHOS E NÃO CAIAM NA CONVERSA DESSES NOBRES DEPUTADOS QUE SÓ ESTÃO USANDO VCS PRA CONTINUAREM A ENRIQUECER O PATRIMÔNIO DELES!!!
MAS QUE VERGONHA NOSSOS DEPUTADOS ESTAO TRABLHANDO EM PROL DE ALGUNS EMPRESARIOS E ESTÃO DEIXANDO O POVO DE LADO ,, ESPERO QUE ESSSE ANO O POVO DIGA NAO A ESSA CORJA DE ENGANADORES,,,,,,, VAMOS DIZER NAO NAS URNAS............
O transporte coletivo moderno e eficaz que o usuário merece exige acompanhamento integral em tempo real e não pode ser planejado a partir do plano estático elaborado por consultoria externa que entrega, recebe e vai embora. A modernização deve ser feita ao vivo a partir de sistemas inteligentes, monitorados por verdadeiros profissionais atuando em tempo integral na adequação e na exploração. Isso não é competência da AGER que é apenas um orgão fiscalizador que nem consegue fiscalizar. O Brasil preciso superar o meio século de atraso que tem no ramo do transporte de passageiros. Portanto, os deputados estão certos e tem apoio da ASSUT-MT, Associação dos Usuários, na busca de verdadeiras soluções.
Vivemos numa cidade onde o prefeito vai a justiça para aumentar as passagens de Õnibus , encabeçando uma luta que deveria ser dos empresários. Deputados defendendo empresários vira apenas uma redundancia, não acham ? Os empresários financiam estes sujeitos, mas eles pedem votos ao povo e o enganam porque o povo gosta de ser enganado. O interesse de povo fica na gaveta esperando a nova eleição para voltar a aparecer. ACOOOOOORRRRRRRDDDDAAAAA POVO DO MATO GROSSO. Veja quem são seus representantes.
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