Em reunião nesta quarta (28) o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a Polícia Militar definiram como será o esquema de segurança em 3 de outubro, dia em que os mais de 2 milhões de eleitores mato-grossenses vão às urnas escolher o novo presidente da República, governador, 2 senadores, 8 deputados federais e 24 estaduais. Mais de 3 mil policiais devem atuar em todo o Estado. Além do efetivo da PM, a Justiça Eleitoral vai contar com policiais da Força Tática e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Agentes da Polícia Federal também vão atuar nas regiões em que a PF possui delegacia e em 11 aldeias indígenas. Segundo o TRE, o esquema de segurança deste ano será semelhante ao adotado nas eleições municipais, em 2008.
Conforme o secretário de Administração de Orçamento do TRE, Nilson Gomes Bezerra, duas mudanças neste pleito já são aguardadas. Trata-se de uma maior demora nas urnas, já que o eleitor deve escolher um representante a mais do que nas eleições gerais passadas (serão duas vagas para senador), e a exigência de documento de identificação com foto e título de eleitor para votar. "Normalmente, as eleições gerais são mais calmas que as municipais, mas a demora nas urnas e a possibilidade de algumas pessoas serem impedidas de votar por estarem sem um dos documentos exigidos podem causar algum tipo de tumulto", diz.
Nestas eleições, cada local de votação contará com, no mínimo, dois policiais. Haverá contingente da polícia também nos chamados "cadeiões", onde ficarão detidas as pessoas flagradas cometendo algum delito, e nos locais de apuração dos votos. Além disso, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) no aeroporto Marechal Rondon, a serviço da secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), terá à disposição uma aeronave e contará com a tropa de elite, que estará presente em locais de difícil acesso caso haja necessidade. Vão estar nas ruas ainda a quantidade habitual de policiais realizando a ronda.
Nilson afirmou também que há concentração de eleitores, como é o caso do colégio estadual Presidente Médici, em Cuiabá, e os locais mais distantes e de difícil acesso, são onde o trabalho da polícia se torna mais difícil. Atualmente, Mato Grosso conta com 1.560 locais de votação divididos em 7.059 zonas eleitorais. Entre as mais distantes está Rondolândia, região Noroeste, em que só é possivel chegar via Rondônia. O deslocamento das tropas para o interior deve ter início em 1º de outubro.
Na reunião da última quarta ficou definido também o esquema de segurança que será adotado na eleição suplementar em Santo Antônio do Leverger, em 5 setembro. Atuarão 38 policiais em 14 locais de votação: quatro na região urbana e dez na zona rural.
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