
A falta de acordos por parte da presidente Dilma Rousseff (PT), principalmente sobre questões salariais dos servidores, paralisam as atividades nas instituições de Mato Grosso. Estão em greve funcionários do Judiciário, professores e técnicos da UFMT e do IFMT (antigo Cefet). Representantes das categorias se reuniram na última quarta (24), em Brasília, para pressionar o Executivo a negociar. Cerca de 20 mil pessoas participaram.
Judiciário
Trinta por cento do quadro de servidores do Judiciário estão em greve há cerca de 80 dias. No total, 300 dos 1,1 mil trabalhadores aderiram à greve. A categoria reivindica o aumento salarial de 56% e a retirada de pauta do projeto de lei 549/09, que congela os rendimentos da categoria por quase 10 anos. As reivindicações são lideradas por representantes do sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal de Mato Grosso, que engloba profissionais do Tribunal de Justiça, Eleitoral e Federal.
Servidores dos demais Estados retornaram às atividades há 20 dias. A paralisação é mantida apenas em Mato Grosso, Pará e Bahia. Na segunda quinzena de setembro, os profissionais devem realizar assembleia para definir se voltam a trabalhar ou não. Eles aguardam a votação da LDO 2012, prevista para 31 de agosto, para verificar se os reajustes nas folhas de pagamento foram inclusos. Hoje os servidores com nível fundamental recebem R$ 1,8 mil, os com ensino médio R$ 2 mil, e aqueles com curso superior embolsam R$ 4 mil. Para se ter uma ideia do impasse nas negociações, servidores do Judiciário cruzaram os braços por 8 meses ao longo dos últimos 3 anos.
Representantes do governo defendem o congelamento dos salários para garantir os investimentos do PAC e das obras da Copa de 2014. Funcionários que aderiram à paralisação em 2010, chegaram a ter corte no ponto, informa o presidente do sindicato da categoria, Pedro Aparecido de Souza. O clima parece ter melhorado desde então. Segundo o sindicalista, não houve mais ameaça de represália.
Professores da UFMT
Após 6 anos sem greves, a categoria decidiu na última quarta (24) voltar a usar o mecanismo para cobrar reajuste salarial. Eles alegam ter a menor remuneração entre todos os profissionais federais do país, apesar das exigências de pós-graduação. Há reclamações de que as perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos 12 anos cheguem a 152%. Diante disso, os professores pedem reajuste imediato de 14%, aprovação de novo PCCS, e incorporação dos ganhos aos rendimentos dos aposentados.
A categoria também é contrária à proposta de lei que congela os salários. Além da UFMT, estão em greve os servidores da Universidade Federal de Tocantins (UFT) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A paralisação afeta mais de 40 mil estudantes em Mato Grosso, pois greve atinge três campi da instituição. O governo propôs um aumento imediato de 4%, que foi aceito pelos docentes na última sexta (26). A categoria se reúne nesta segunda (29) para definir sobre o retorno às atividades.
Técnicos UFMT
Os servidores técnicos da UFMT estão em greve há mais de 80 dias. O representante do Comando de Greve, Robson Andrade alega que a categoria negocia desde 2007 com o governo federal, sem que as reivindicações sejam atendidas. Ao todo, foram 43 reuniões. Após o desgaste e sem resultados práticos, os servidores não compareceram na última rodada de negociação. O governo usou isto para alegar “quebra de acordo” e virar as costas para o movimento.
Há 2 meses, houve uma tentativa de retomada do diálogo. Como a presidente não iria conversar com os técnicos em greve, a categoria retornou ao trabalho por 10 dias. Porém, sem acordo, os servidores voltaram a cruzar os braços por tempo indeterminado. Além da UFMT, mais 51 das 53 universidades federais do país estão com técnicos em greve, conforme informações do sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintuf).
As principais reivindicações são o cumprimento do acordo de 2007, que engloba a reinserção dos aposentados nos ganhos e perdas salariais; retirada de três projetos de lei, o 1749, que entrega os hospitais universitários à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, nos moldes das OSS, o que acaba com os concursos públicos e abre vagas para contratações comissionadas; arquivamento do projeto de lei que retira dos servidores públicos a garantia de estabilidade, já que a proposta prevê avaliação por desempenho; bem como da mensagem que estabelece o congelamento dos salários por 10 anos.
Os técnicos também pedem o aumento do piso de R$ 1.034 para três salários mínimos, o que corresponde a R$ 1.635. Eles cobram mais 6,7% de incorporação da inflação e 5% de progressão no cargo. O Executivo se nega a negociar com a categoria em greve e não apresentou proposta alguma.
Com a paralisação, ficam prejudicados os atendimentos no Hospital Universitário Júlio Muller, no Zoológico, Hospital Veterinário. O Restaurante Universitário deixa de oferecer as refeições aos usuários e a biblioteca está fechada.
Servidores do IFMT
Os servidores do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) entraram em greve há aproximadamente 15 dias. No Estado, o único campus com funcionários em atividade é o de Pontes e Lacerda. Em nível nacional, dos 350 campi, 216 estão com os servidores em greve. A presidente do sindicato dos servidores Federais da Educação Básica, Profissional de Tecnológica (Sinasefe), Alenir Ferreira da Silva, conta que no instituto não há divisão entre docentes e técnicos, todos são representados pela mesma entidade e param em conjunto.
A categoria pede reajuste imediato de 14,67%. Reivindica a destinação de 10% do PIB para a educação, em vez dos atuais 5,2%. Também reivindica a reestruturação da carreira, contratação de docentes até a abertura de concurso público e a retirada de dois projetos de lei da pauta - o 248/98, que acaba com estabilidade dos servidores públicos, e o 549/09, que congela salários. Ainda não há resposta por parte do governo federal. O ministro da Educação, Fernando Haddad, vai ser reunir com os sindicalistas na segunda (29), às 14h.
Infelizmente o debate da greve nas universidades virou debate pessoal. Existem os que defendem o Governo fingindo que faz greve para fechar acordinhos dito possíveis com a alegação que não tem dinheiro e a crise mundial vem aí. Existem os idiotas que falam que os competentes estão nas empresas e nas universidades, tem fracassados. Ora meus queridos ,quem forma os competentes das empresas privadas não podem ser chamado de ruins. Isso no mínimo é falta de informação já que as universidades federais são as melhores do Brasil. Os dirigentes que chamam a greve para melhorias salariais de verdade , não existem mais.Ficaram tristes com a postura do PT com os servidores públicos que em sua maioria conduziram o PT ao poder. Sobrou os equivocados e os que querem a derrubado do PT pura e simples ,sem pensar os trabalhadores. Parem com esta palhaçada e vão fazer uma greve unificada e de verdade para conseguir melhorias para a categoria ,e não ficar de papinhos pessoais aqui .
Tem gente que comenta aqui e deve ser frustrado com a profissão. Deve ser alguém que sempre quis estudar em uma Universidade de qualidade e nunca conseguiu. Deve ser alguém que sempre quis ter um título de doutor e nunca conseguiu. Se conseguiu, então não tem a menor noção do que fazer com o título. Suas declarações são infundadas e demonstra uma completa ignorância sobre o trabalho docente em uma universidade pública. O fato de fazer 1 ou 2 pesquisas por ano é irrelevante. Há pesquisas que duram 50 anos. Isso mostra que ele não sabe o que é fazer pesquisa. Provavelmente, ele acha que o docente deveria ficar 8 horas por dia atrás de uma mesa, recebendo estudantes. Receber estudantes é fundamental, mas não é a única responsabilidade de um docente. Antes de emitir opiniões baseadas no achismo, ele deve procurar se informar mais sobre o processo de qualificação dos futuros docentes e sobre o trabalho de pesquisa em uma Universidade. E saber que o salário pago aos docentes das Universidades públicas é pouco, sim, pois eles contribuem para a formação dos profissionais que carregam esse país. Ou ele imagina que as inovações em Engenharia surgem de uma pesquisa de 5 minutos no Google? Ser contra a greve é ser favorável a uma Educação burra, à banalização do ensino superior. É achar que Ensino Superior é o estudante ficar sentado atrás de uma carteira, ouvindo o professor falar durante alguns anos, e receber o diploma no final do curso. Educação Superior é muito mais do que isso; é a formação cultural, geral e específica, de um cidadão que contribuirá para o progresso local e nacional. Há professores que não contribuem, que não aparecem para trabalhar, isso é fato. Mas, não podemos condenar o todo. Seria como condenar uma igreja por causa de alguns poucos seguidores sem caráter.
Ao sr. Antonio Carlos, Entre seus argumentos o sr. pergunta-nos a respeito de nossa postura ética e profissional diante desta greve. Justamente por discordarmos de sua opinião é que nos propomos a responder com mais respeito do que o emitido aos novatos "não politizados". 1-O que o sr. entende por ética e profissionalismo? O sr. não nos conhece, a recíproca é verdadeira, logo não faz sentido seu julgamento precipitado. 2- Solicitamos maiores esclarecimentos e provas de suas denúncias contra Ivo da Silva, José Vinícius, Saldanha, Roni e demais servidores citados, a título das denúncias não serem falácias oportunistas. 3- Apoiar uma greve não significa ser pau-mandado, ao contrário, significa ter consciência das conquistas cidadãs que garantem o direito à greve e ter capacidade histórica de análise de que todas as conquistas da categoria foram fruto de movimentos paredistas. 4- Em nossas assembleias, apresentamos propostas que demonstram que nossa análise da conjuntura educacional extrapola questões políticos-partidárias de qualquer ordem. Neste contexto perguntamos: Onde o sr. esteve durante os momentos de assembléia? Onde estão as suas propostas? 5- É superficial, além de extremamente perigoso, polarizar a adesão à greve em: contra e, por isso, éticos e profissionais X a favor e, consequentemente, "demo-tucanos", alienados. É leviano generalizar um movimento tão plural ligando-o a um possível grupo político com pretensões eleitoreiras. Neste contexto, é agressivo julgar que a defesa dos interesses de todos aqueles que prezam por uma educação pública, de qualidade e socialmente referenciada, é "entrar de gaiato no navio". Contando com a oportunidade de continuarmos esse diálogo em uma assembléia pública, na qual os rostos são mostrados, despedimo-nos. Assinamos: "Novatos" no movimento pró-educação.
A greve encerra sexta e a pauta interna da assembléia é eleição, além de discutir o reajuste salarial.
Caro Colega "Antonio Carlos", PRIMEIRO você deveria mostrar quem é você para vim falar toda essas asneiras, SEGUNDO, se está tão incomodado com a greve, porque não pega a palavra na assembléia e diga que você está contra o movimento?! Nunca fui e nunca serei TUCADEMO, o que se está buscando nesse movimento é a DATABASE ANUAL, o qual o governo do estado tem todo mês de maio para os servidores estaduais, inflação + 2,5% aumento real, não podemos aceitar o Brasil crescer e o salário do professor e do técnico em educação ser o PIOR SALÁRIO DA REDE PÚBLICA DO PAÍS, se falta qualidade é em detrimento dos baixos salários, o governo finge que paga e o funcionário finge que trabalha!!! Fico triste de ver pessoas como você usar desses meios para CALUNIAR, DIFAMAR pessoas que estão apenas ajudando a tentar dar uma dignidade melhor aos servidores que tiveram por 12 anos as maiores perdas saláriais do país, enquanto em 1998 um professor tinha a possibilidade de comprar uma casa ou ao menos ter como pagar uma prestação, hoje vive de ALUGUEL, é correto? Só o servidor da justiça, da fazenda, ou do senado pode ter essa capacidade? Não diga o que você não sabe sobre os salário dos colegas que estão defasados e caso esteja incomodado use a assembleia de quarta e apresente com provas!
2012:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2011:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2010:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2009:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
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