Sábado, 26 de Maio de 2012, 06:58 h
PAC | 04/02/2010 - 08:06

Empreiteiras cobram pagamento e admitem desistir de ações

Patrícia Sanches

   Cansados do imbróglio jurídico que se arrasta desde agosto de 2009, os donos de empreiteiras que venceram as licitações das obras do PAC em Cuiabá começam a admitir a desistência da avalanche de recursos impetrados junto à Justiça para reaver o direito de “tocar” as obras. É é o que revela o jornal Diário de Cuiabá desta quinta (4). Na verdade, a decisão dos empreiteiros teria sido motivada também por articulações políticas internas. Representantes da prefeitura tem “batido duro” para resolver a situação e, assim, poder retomar as obras nos outros lotes. Por enquanto, apenas a empreiteira responsável pela ETA Tijucal conseguiu reiniciar os trabalhos. Isso só foi possível porque, apesar das obras terem sido anexadas ao PAC da Capital, o projeto estava desmembrado. Os trabalhos começaram a ser viabilizados a partir dos recursos de emendas federais, antes mesmo da prefeitura ser contemplada com o PAC.

  Todas as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) foram embargadas em agosto do ano passado após a realização da Operação Pacenas. Onze pessoas foram presas, entre elas estavam advogados, servidores públicos, empreiteiros e até o então procurador-geral de Cuiabá José Antônio Rosa. Vinte e duas pessoas chegaram a ser indiciadas, mas o processo acabou sendo arquivado. Desde então, a prefeitura e as empresas brigam na Justiça pela continuidade do PAC. Vão ser investidos R$ 238 milhões em Cuiabá entre obras de ampliação da rede de esgoto e água. 

  Como o assunto não “desempaca”, os consórcios Cuiabano e LGL querem apenas receber pelos serviços já executados e garantem até que vão se manter distantes do novo processo licitatório. “Quando a Justiça Federal anulou a Pacenas, se a prefeitura propusesse desde o início pagar pelo nosso trabalho, nós não estaríamos nessa posição agora. Queremos também que o PAC seja finalizado, nós moramos aqui e temos outros projetos”, afirmou o empreiteiro Jorge Pires de Miranda, proprietário da Concremax e representante do Consórcio Cuiabano ao Diário. Ele foi um dos empreiteiros presos pela Polícia Federal e agora quer se manter distante de todo o imbróglio - veja mais aqui.

Comentários:
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  • Jonas | 04/02/2010 12:38
    Varzea Grande

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