O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da Capital e proprietário da União Transportes, Rômulo Botelho, rebate as críticas feitas nesta terça (13) pelo vereador Domingos Sávio (PMDB). Em plenário, o peemedebista disse que as 3 empresas de ônibus, responsáveis pelo serviço, estariam superfaturando as planilhas de custos para “inflar” o valor da tarifa. Em resposta, Rômulo afirma que não há mais como fazer este tipo de “manobra”, pois as notas fiscais são emitidas eletronicamente. “Não tem como fazer superfaturamento. Hoje em dia tudo é eletrônico. É só ele checar direito, não mudamos nada”, contrapõe.
Ao atacar as empresas, Domingos disse que os proprietários usam o valor do diesel na bomba, mas compram em atacado, com custo mais barato. O peemedebista também denunciou que a prática é comum na comercialização de pneus. Com a artimanha, segundo o vereador, o valor da passagem de ônibus aumenta, já que o reajuste na tarifa é feito com base no levantamento encaminhado pelas empresas à secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).
Rômulo, por sua vez, alega que todos os dados da planilha são checados. Também frisa que o valor do diesel incluído no documento é inferior ao de mercado. “Se fosse pra superfaturar, colocaríamos um preço mais alto do que está no mercado, não menor”, ironiza. Segundo ele, antes de encaminhar o documento para a Sefaz, técnicos especializados na área, junto com a Associação Nacional dos Transportes Terrestres, elaboram um estudo para verificar se há erros.
Peemedebista denuncia "máfia dos transportes" e fraudes em tabelas
Ao desferir as críticas, Domingos também cogitou a possibilidade do prefeito Chico Galindo (PTB) estar envolvido no que classifica de “máfia do transporte coletivo”. Segundo o vereador, o petebista seria conivente com os reajustes tarifários em função das empresas financiarem campanhas eleitorais. Neste ponto, Rômulo rebate as críticas com base na lei que proíbe empresas de doar dinheiro com esta finalidade. “Não tenho conhecimento de nenhuma doação, até porque é vetado por lei a doação de empresas que têm concessão”, contesta o empresário.
A polêmica em torno do transporte coletivo começou na última sexta (9), depois que Galindo e a presidente da Ager, Márcia Vandoni, anunciaram o reajuste na tarifa do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande. O preço passou de R$ 2,5 para R$ 2,7 por pessoa. Desde então, representantes de movimentos sociais e vereadores tentam anular o decreto que autoriza o aumento.
- os empresarios dos onibus não querem o vlt em cuiaba, pois isso vai acabar com o faturamento deles, e donos de mepresa, tem que ficar de olho tem motorista que andam a jato em cuiaba, correndo, furando o sinal, fica colodo atras dos carros pra sair da frente..
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