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MANIFESTAÇÃO | 31/05/2010 - 17:42

Engenheiros florestais presos questionam ação da PF e de juiz

Simone Alves

Joaquim Paiva de Paula, presidente da Amef   Engenheiros florestais que tiveram seus nomes envolvidos na Operação Jurupari fazem um movimento no sentido de repudiar as prisões feitas pela Polícia Federal no último dia 21. Nesta segunda (31), a Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (Amef), com o apoio do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agrononomia, realizou um debate com a participação dos profissionais da área que atuam na  secretaria estadual de Meio Ambiente com o objetivo de esclarecer e se posicionar quanto ao escândalo.

   O encontro foi realizado dez dias após a operação. No evento, eles questionaram a ação da polícia e os mandados de prisão assinados pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva. Para eles, os 43 engenheiros foram presos em condições sub-humanas. Uma das situações que ganhou destaque, por exemplo, foi a raspagem de cabelo de 23 detidos no "Ferrugem", uma unidade prisional localizada em Sinop.

   Também questionam a falta de informações sobre os verdadeiros motivos das prisões. Querem saber, inclusive, se as informações que embasaram os mandados de prisão foram feitos ou avaliados por técnicos da área. O presidente da Amef, Joaquim Paiva de Paula, é quem lidera a manifestação de 100 profissionais e critica a falta de informações. Para ele, muitas prisões acontecem de forma "exagerada", principalmente pelo fato de atribuírem aos engenheiros a função de averiguar a autenticidade das documentações necessárias para a liberação de uma licença, por exemplo. Os engenheiros também acreditam no viés político dado às funções que são técnicas.

   No sábado (29), a categoria já havia assinado uma moção de repúdio em que apontaram sete razões que ferem os princípios "constitucionais de liberdade, dignidade e direitos individuais e coletivos".

Comentários:
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  • Rodrigo De Machado E Albuquerque | 01/06/2010 10:41
    Várzea Grande

    PARABENS PAIVA! E DE GENTE ASSIM QUE PRECISAMOS PARA DEFENDER OS ENGENHEIROS!!!

  • Dani | 01/06/2010 09:58

    Também sou Engenheira Florestal e sabemos que existe entre os engenheiros florestais, assim como em qualquer lugar do mundo, bons e maus profissionais. Sabemos que há engenheiros que se preocupam em exercer a profissão honrando o juramento feito no dia da colação de grau e sabemos também que há muitos que só pensam no próprio bolso e numa ocasião dessas (como é o caso da operação) é evidenciada a conduta dos maus profissionais e os bons profissionais são jogados no mesmo saco. Agora, quem trabalha dentro da lei sabe que realmente é um desafio exercer honestamente a profissão, pois a proposta de “ganhar o dinheirinho fácil” parece muito atrativa, porém, o ser humano que coloca a ética a frente de tudo não se corrompe e isso não é só na Engenharia Florestal, deve ser lição para todos. As falcatruas continuarão ocorrendo, infelizmente, porém, eu continuarei tendo orgulho de dizer que sou ENGENHEIRA FLORESTAL, pois continuarei exercendo a profissão dentro da ética e considero ser essa uma profissão digna de respeito. É importante que a sociedade tenha conhecimento dos fatos levantados na operação Jurupari, apurar o que é realmente verdade e o que é sensacionalismo, para que possa fazer um julgamento justo, pois tem muito pai e mãe de família que trabalha honestamente que está sendo julgado também, junto com os picaretas. Repudio a forma agressiva com que os profissionais foram tratados enquanto estiveram detidos no presídio Ferrugem, em Sinop, não pelo fato de serem engenheiros, acredito que nenhum ser humano deve ser submetido a essa humilhação, tem sim, de se defender das acusações e provar sua inocência e a sociedade deve saber que são inocentes, e os que forem realmente culpados, que paguem pelo seu erro.

  • Mariana | 01/06/2010 09:39
    cuiabá

    Hipocretas é assim que devem ser chamados essas pessoas que julgam os outros " Onde a fumaça a fogo". Assim como existe aquele outro ditado "Faço o que eu digo, não faça o que eu faço". Creio que seja o caso dessas pessoas.

  • Nelson | 01/06/2010 07:57
    Brasilia

    Fatima, você é preconceituosa com outras classes profissionais. Qual é a sua hein? O CREA e a AMEF , junto com a Faculdade de Engenharia Florestal deveriam auditar os processos de licenciamento dos presos que pagaram Anotaçôes de Responsabilidade Técnica. Os analistas da SEMA-MT sabem dos processos cujos inventários florestais mostram indices de diversidade e variablidade que não se encontra nem em florestas de clima temperado ou de clones. Inventarios e processos de copiar e colar que a composição florística e estrutura fito sociológica não existe em lugar algum do planeta. O conselho e a associação devem expurgar o mercado e exigir que alguns voltem para a escola.

  • Tiao | 01/06/2010 07:51
    varzea grande

    Sra FATIMA, pelas palavras deve ser da CLASSE ! esquece de ditado popular deque : ONDE TEM FUMAÇA, TEM MUITO FOGO .






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